O dia em que Frank Sinatra quase foi “Dirty Harry”

Imaginem se Frank Sinatra fosse Harry, o Sujo.

oneill10_ph3

Frank Sinatra

Harry “Dirty” Callahan ou “Dirty Harry” (traduzido no Brasil para Harry, O Sujo) se tornou um dos personagens mais famosos de Clint Eastwood, a ponto de se confundir, durante algum tempo, a personalidade fictícia com a persona real do ator.

Harry não tem fama de durão à toa: tem como companheira a sua arma, uma Magnum 44, pois diz que ela é boa para atravessar com balas os vidros de carros em fuga.

Também é muito citada a sua frase “Go ahead, make my day” que ele disse em Impacto Fulminante, outra das sequências do primeiro filme, quando se dirigia a um bandido. Em tradução livre, seria: “Vá em frente, me faça ganhar o dia!”, o que significa dizer algo como:”Reaja e deixe-me feliz por dar-me um motivo para crivá-lo de balas”.

A imagem acima poderia ser totalmente diferente se Frank Sinatra tivesse conseguido o papel. O estúdio já havia escolhido o cantor/ator para interpretar o policial de San Francisco, e os produtores estavam tão confiantes que tudo iria dar certo que publicaram um anúncio em jornais e revistas anunciando o futuro lançamento.

Eles só não contavam que Frank sofresse um acidente durante as filmagens de outra produção e quebrasse o pulso. Clint Eastwood tinha visto antes o primeiro roteiro, mas como não era ainda tão famoso, eles preferiram consultar outros superstars para o papel.

  

John Wayne ficou p* da vida e recusou o papel, porque não gostou que lhe oferecessem “algo que Sinatra não quis”. Robert Mitchum também recusou, porque disse que “aquele roteiro não era nada mais do que monte de lixo”. E Burt Lancaster desistiu, dizendo que não concordava com a violência do filme.

Aí, os produtores foram conversar de novo com Clint Eastwood, perguntando se ele ainda estava interessado. O resto é história…

O voo da águia

O homem sempre quis voar como os pássaros.

Tentou vários aparelhos que o fizessem percorrer os céus, e as máquinas voadoras estão aí, cruzando os continentes e subindo até as estrelas. Mas voar sem o auxílio de ferramentas ainda não foi possível. Ícaro bem que tentou (sim, aquele da música do Biafra… “Voar, voar, subir, subir…”), filho de Dédalo, o construtor do labirinto em que o rei Minos aprisionava o Minotauro.

A lenda grega conta que Dédalo ensinou a Teseu, que seria devorado pelo monstro, como sair do labirinto. O rei Minos ficou furioso e prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalo decidiu que podiam fugir voando, e construiu asas com penas dos pássaros, colando-as com cera. Antes de levantar voo, o pai recomendou a Ícaro que quando ambos estivessem voando não deveriam subir nem muito alto (perto do Sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas). Entretanto, a sensação de voar foi tão incrível para Ícaro que ele se esqueceu da recomendação e seguiu voando, cada vez mais alto…  A cera derreteu e Ícaro perdeu as asas, precipitando-se no mar e morrendo afogado.

Sabemos que é impossível voar com asas como imaginou Dédalo. Na realidade, o fato de Ícaro ter voado mais alto não derreteria a cera das asas, mas ocorreriam outros problemas. As aves que voam em grande altitude não sofrem com o calor, mas sim com o frio, ar rarefeito e falta de oxigênio.

Mas a BBC quase concretizou o nosso sonho de voar como os pássaros. Quer dizer, ela pelo menos dos deixou ver o que os pássaros enxergam quando estão voando. Os produtores do programa “Animal Camera” da rede inglesa instalaram uma pequena câmera de televisão, de menos de 30 gramas de peso, numa águia.

Com isso, os especialistas puderam entender melhor como as aves podem ser tão flexíveis em seu voo… E uma das razões é exatamente essa: a flexibilidade. As asas podem ser movimentadas para várias posições, ao contrário das asas rígidas dos aviões. A asa do avião usa aqueles flaps – abas de metal – para mover grosseiramente o ar para cima ou para baixo, enquanto que a asa do pássaro se flexiona constantemente e se retorce para dar um controle muito mais sutil. Com asas infinitamente ajustáveis, uma águia pode ficar voando por horas a fio. A cauda também está sempre se contraindo, trabalhando em conjunto com as asas para proporcionar um voo mais equilibrado. Isso tudo lhe dá uma base super estável para seus olhos. Por isso a águia é capaz de enxergar uma lebre a quatro quilômetros de distância com sua visão telescópica.Então, divirta-se a seguir com as imagens captadas pela câmera acoplada à águia, e perceba que sensação incrível seria poder voar como os pássaros.

 

 

Motor Mania

Trânsito na volta do feriado.

Trânsito intenso na Rodovia Imigrantes, sentido São Paulo, no início da tarde deste domingo, no retorno do paulistano após feriado prolongado.

 Como sempre acontece nos feriados prolongados em São Paulo, mais de um milhão de carros toma o rumo do interior ou do litoral… E, como sempre acontece, isso congestiona todas as vias da cidade, causando “o maior congestionamento da história”: um dia é de 300 km, no outro é de 400 km, amanhã será de 500 km… Às vezes penso que você anda mais rápido a pé do que de carro ou ônibus na cidade…

O estresse dos motoristas, tanto os que ficam presos nas rodovias como aqueles que ficam presos nas ruas de São Paulo, me lembra sempre um famoso curta-metragem estrelado pelo Pateta e que se chamou no Brasil “Pateta no Trânsito”.

O vídeo mostra, de forma divertida, como uma pessoa gentil e educada pode se transformar em um ser humano nervoso e agressivo ao entrar em um carro. É uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde motorizado, o médico e o monstro. O Sr. Walker (pedestre, de “walk”, andar, em inglês) se transforma no Sr. Wheeler (de “wheel”, volante em inglês) quando entra em seu carro, evidenciando uma personalidade violenta e egoísta, contrária de quando era pedestre…

Na época em que o desenho chamado no original de “Motor Mania” foi criado, em 1950, o Pateta já vinha estrelando uma série de curtas onde ele “ensinava” como fazer alguma coisa: desde a mudança da casa até praticar esportes. Nesses trabalhos, Pateta nos ensina, de forma atrapalhada, a realizar as mais diversas tarefas. Com poucas falas e sempre com a ajuda de um narrador que interage com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos, todas as personagens têm a fisionomia do Pateta. De 1940 a 1950 já haviam 48 desenhos com Pateta, além de ele aparecer em outros desenhos junto com Mickey e Pato Donald.

Esse “Motor Mania” foi o primeiro deles em que o Pateta aparece “redesenhado”, sem os dois dentões da frente e sem as orelhas compridas, que nos acostumamos a ver nos quadrinhos. O curta ainda foi premiado naquele ano como o melhor filme sobre segurança no trânsito.

Os comportamentos demonstrados nessa animação foram aprofundados em mais 2 episódios, “Freewayphobia”…

e “Goofy’s freeway troubles” (disponíveis no YouTube), ambos produzidos em 1965 e que foram exibidos inclusive em auto-escolas dos EUA.

1965-freewaytrouble-3

Atualmente, vemos campanhas oficiais na TV que não educam os motoristas, e em certos casos, culpam os pedestres pelos atropelamentos que sofrem. Mais do que investir no marketing e na qualidade visual das campanhas, é preciso ter meios de realmente educar as pessoas. Se muitos discordam das propagandas que mostram “cenas chocantes” de acidentes, que tal aproveitar os ensinamentos do Pateta nesses filmes? Eles tratam de questões simples e que a gente vê ignoradas todos os dias:

– veículos lentos trafegam à direita;

– dê passagem;

– sinalize a mudança de faixa usando a “seta”… Etc etc…

O mais triste de tudo isso, apesar do desenho ser hilário, é que o comportamento dos motoristas nada mudou desde 1950.

24 comidinhas brasileiras para provar antes de morrer

 

Interessante a dica do site Buzzfeed sobre as 24 comidinhas brasileiras que, segundo a autora do post, “você não viveu se ainda não provou”.  Claro, como em todas as listas e sobre todos os temas, faltou um bocado de coisa e, no caso do Brasil, com tantos pratos regionais – pela extensão do país e diversidade de climas, temperos, culturas etc – a lista de ausências é enorme: não estão a tapioca, o churrasco gaúcho, cuscuz, costela, pudim de leite… Sem mencionar que cada um teria a “sua” própria lista. A minha, por exemplo, não teria o salpicão e nem o empadão…

Mas, de toda forma, essas 24 dicas representam bem a diversidade do país, e dão uma fome!… Abaixo de cada foto, coloco o comentário da autora do post, que é americana e vive em Nova York.

 1. Coxinhas

Coxinhas

“Isso poderia existir aqui nos EUA…”

2. Brigadeiro

Brigadeiro

“Demorou, a gente devia comer chocolate em bolinhas!”

3. Pão de Queijo

Pão de Queijo

“Você nunca mais vai querer comer outro tipo de pão”.

4. Farofa

Farofa

“Farinha de mandioca é muito mais gostosa do que farinha de trigo”.

5. Feijão Tropeiro

Feijão Tropeiro

“A gente descobre que é uma ótima adicionar ovos e bacon em tudo”.

6. Açaí

Açaí

“Não tem um jeito certo de comer essa superfruta, mas com granola e bananas… Hummm”.

7. Pastéis

Pastéis

“Acho que todas as empanadas daqui deviam ser fritas…”

8. Mousse de Maracujá

Mousse de Maracujá

“Onde eu acho maracujá?”

9. Feijoada

Feijoada

“Como o nosso chili, só que de feijão preto e muito potente”.

10. Bolinho de Chuva

Bolinho de Chuva

“A gente não para de comer esses bolinhos fritos polvilhados de açúcar e canela”.

11. Moqueca de Camarão

Moqueca de Camarão

“Camarão com leite de coco, o básico do básico”.

12. Beijinho de Coco

Beijinho de Coco

“Coco é tão gostoso, e tããoooo subestimado!”

13. Vatapá

Vatapá

“Camarão e peixe em creme de amedoim, apimentado demais. Que curry, que nada!”

14. Bauru

Bauru

“Delicioso e fácil de fazer!”

15. Créme De Papaya

Créme De Papaya

“Superideia, seria legal colocar essa cobertura de licores doces em todos os sorvetes!”

16. Acarajé

Acarajé

“Depois dessa, quem quer comer aqueles falafels simples?”

17. Romeu e Julieta

Romeu e Julieta

“Não sei quem inventou isso, mas é bom demais!”

18. Misto Quente

Misto Quente

“Fique de lado, queijo derretido, sua vez já passou – agora, só com presunto!”

19. Requeijão

Requeijão

“E a gente comendo o cream-cheese comum a vida toda…”

20. Mandioca Frita

Mandioca Frita

“Adeus, batatinhas fritas!”

21. Salpicão

Salpicão

“Uma salada de frango turbinada”.

22. Pavé

Pavé

“Acho que tudo aquilo que vem em camadas recheadas é mais gostoso!”

23. Empadão

Empadão

“Olha como se faz uma torta de frango”.

24. Quindim

Quindim

“Delicioso, e tem raspas de coco!”

Imagine quando ela provar o que ainda falta!

Primeira Guerra Mundial: o terrível cotidiano nas trincheiras

Há dois anos, a 1ª Guerra Mundial (1914-1918) completou 100 anos de seu início. O conflito foi o primeiro a envolver países dos cinco continentes e deixou cerca de 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos, além de resultar na queda de quatro impérios (Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano).

Esse foi o primeiro conflito a fazer uso maciço de armamentos pesados (na foto acima, trabalhadores numa fábrica de morteiros na Inglaterra), dos aviões e dirigíveis, de submarinos e de gases venenosos. Foi também o primeiro a se desenvolver principalmente nas trincheiras.

Foto aérea de trincheiras cavadas na França, em 1917.

No início da guerra, a infantaria foi muito utilizada com o apoio da cavalaria e de peças móveis de artilharia. Este tipo de combate marcou a primeira fase do conflito, identificado como “guerra de movimento”.

Aos poucos, passaram a ser utilizadas as trincheiras como estratégia de guerra, o que causou muitas baixas ao exércitos que ainda insistiam no deslocamento de tropas. Mesmo fazendo uso de bombardeio, gases e lança-chamas, o mecanismo das trincheiras, que utilizavam metralhadoras e eram defendidas por arame farpado, causava o fracasso da infantaria.

Soldados alemães defendendo trincheira na Bélgica.

Soldados alemães defendendo trincheira na Bélgica.

O recurso às trincheiras era uma forma de guerra já conhecida na antiguidade, mas foi somente na Primeira Guerra Mundial que ocorreu efetivamente uma “Guerra de Trincheiras”, muito impulsionada pela invenção da metralhadora. As trincheiras eram cavadas pelos próprios soldados, possuíam cerca de 2,5 metros de profundidade e 2 metros de largura, por onde se movimentavam os combatentes. Em sua parte posterior, eram protegidas por sacos de areia, que defendiam do impacto dos tiros e dos estilhaços das bombas. À frente desses sacos de areia, estavam longas coberturas de arames farpados, algumas vezes eletrificados, que impediam a aproximação do inimigo. Devido à profundidade das trincheiras, não era possível observar o campo de batalha, por isso construíam-se algumas elevações dentro das trincheiras que permitiam alcançar o nível de visão adequado ao combate e também o acesso às metralhadores, o equipamento básico que era capaz de destruir muitos inimigos.

A Guerra de Trincheiras marcou a segunda fase da Primeira Guerra Mundial. Foi a fase mais sangrenta, onde se verificavam as piores condições humanas de sobrevivência em um campo de batalha. Milhares de soldados permaneciam durante meses dentro desses túneis, que eram interconectados, formando assim uma rede de defesa dos exércitos.

Soldados alemães na I Guerra Mundial comemorando o Natal na trincheira.

Soldados alemães na I Guerra Mundial comemorando o Natal na trincheira.

Quando os soldados cavavam em regiões perto do mar, acabavam encontrando água no meio do processo, o que deixava o terreno permanentemente tomado por lama. Em ocasião de chuva, a situação se intensificava, os túneis ficavam inundados e os soldados tinham que lutar, comer e dormir encharcados.

Sono, cigarros, comida, bebida e mulheres: estas eram, pela ordem, as prioridades dos soldados nas trincheiras. Para isso havia os “estaminets” – mistura de bar, restaurante e bordel. A vida nas trincheiras, no entanto, era realmente infernal. Dormia-se, ou melhor, tentava-se dormir de noite, pois qualquer movimento acima do topo dos abrigos podia representar morte repentina pelos franco-atiradores.

Os soldados ainda tinham que enfrentar uma praga: os ratos. Os ratos, do tamanho de gatos, alimentavam-se dos cadáveres abandonados – desfigurando-os de forma hedionda ao comer primeiro os olhos para chegar mais rápido às entranhas. Eles ainda incomodavam os soldados passeando por seus rostos enquanto os coitados tentavam dormir.

Unindo o útil ao agradável, milhares de homens tinham como passatempo a caça aos ratos. Atirar nos animais era proibido – para economizar munição –, e o ataque com baioneta era mais comum. Outra praga eram os piolhos. Dizia-se que, ao chegar de uma estação sanitária de eliminação de piolhos, bastava alguém se deitar no terreno para ficar infectado novamente.

Além de incômodos, os piolhos podiam ser infecciosos, carregando consigo uma bactéria que provocava a chamada febre das trincheiras, inicialmente identificada em 1914, e que infectou e incapacitou por semanas milhões de soldados ao longo dos quatro anos do conflito. O problema era mais sério do que pode parecer, em todos os sentidos.  Nos hospitais de campanha do exército britânico, a moléstia respondeu por 15% dos atendimentos. Isso sem contar as coceiras, que levavam os soldados a rasgarem o próprio corpo com as unhas em busca de alívio. Militarmente falando, o prejuízo também foi significativo. Relatos do front indicavam que soldados perdiam, por dia, de uma a duas horas de ação apenas pelo fato de precisarem se limpar e remover os parasitas de suas roupas.

Soldado catando piolho

Soldado catando piolho

O combate aos piolhos tornou-se uma prioridade de saúde militar, e a sua erradicação passou rapidamente da atividade artesanal para a industrial. Grandes instalações foram criadas na retaguarda, onde todos iam a banhos, eram inspecionados e trocavam de uniformes. Como essas operações ocorriam imediatamente depois do retorno da frente de combate, o ritual da desparasitação até podia adquirir um cunho reconfortante para os soldados, como se deduz por este cartão de Natal de 1914 da 4ª Divisão Britânica.

Mas enquanto o soldado não voltava do front, a guerra contra os piolhos tinha que continuar. A mais difundida técnica de extermínio era o holocausto dos insetos com velas quentes. Entretanto, a operação requeria perícia e habilidade para exterminar o alvo sem queimar as roupas. “Eles ficam nas costuras dos uniformes, nas barras das calças, seus esconderijos parecem impenetráveis. A solução é incinerá-los com uma vela acesa: eles estouram como um biscoito chinês”, explicou a um jornal um soldado britânico. “O único problema é que, depois de cada uma dessas sessões, o rosto fica coberto de gotículas de sangue espirradas na explosão vigorosa dos piolhos maiores”.

A Guerra de Trincheiras não foi o motivo pelo qual o lado dos aliados venceu a guerra, ela apenas trouxe mais morte e sofrimento para os combatentes. Foi com o uso de tanques de guerra, seguidos por soldados e aviões de combate que, em 1918, foi possível quebrar as defesas alemãs na Frente Ocidental.

 

Fontes:

infoescola.com

divaltegarcia.blogspot.com.br

g1.globo.com

wikipedia

veja.abril.com.br

herdeirodeaecio.blogspot.com.br

 

 

Profissões que ficaram no passado

Não faz muito tempo, estava conversando sobre as profissões antigas, não aquelas que mudaram de nome (como mensageiro, hoje carteiro), mas aquelas que o progresso ou a tecnologia acabaram extinguindo. Outras profissões desapareceram apenas pela mudança de costumes, simplesmente.

Por exemplo, a de limpadores de chaminés: geralmente crianças de rua, abandonadas, que eram “adotadas” por agenciadores e que subiam as chaminés por dentro, para varrer a fuligem acumulada pela queima da madeira e que grudava nas paredes internas.

Ou as telefonistas, função que desapareceu com o avanço tecnológico. A gente vê em filmes a pessoa “pedindo linha” para a telefonista e esperando completar a chamada. Quando eu era muito criança, em São Paulo, as chamadas interurbanas ainda eram feitas através de telefonistas. Quando elas conseguiam se conectar com a outra ponta, ligavam para casa avisando, e depois conectavam os dois. Sempre fiquei me perguntando se elas, às vezes, não ficavam ouvindo as conversas…

Veja esta e mais algumas profissões que, hoje em dia, seriam inimagináveis.

Caçadores de Ratos

Ratos são atraídos por sujeira e falta de higiene, e em tempos mais antigos, era algo normal nas ruas da cidade, já que não havia sistemas eficientes de controle de pestes. Os profissionais entravam nos esgotos e caçavam esses roedores. Pelo que podemos ver nas fotos, para alguns isso era bem prazeroso.

caçador-de-rato-2

caçador-de-rato-1

Acendedores de lampiões a gás

Os acendedores de lampiões tinham o dever de iluminar o caminho, literalmente. As redes elétricas não cobriam toda a cidade, e os postes tinham esses lampiões a gás que precisavam ser acesos, um a um, ao cair da tarde, com operação inversa todas as manhãs. A criançada acompanhava o funcionário da prefeitura. Ele, com uma vareta comprida, suspendia a chave de cada poste, clareando um pedaço de rua.

acendedor-de-postes-1

acendedor-de-postes-2

Transportadores de madeira

Como é que antigamente aqueles imensos troncos de madeira eram transportados? Hoje há os grandes caminhões, mas antes era na base da mão, e para facilitar, os carregadores de madeira usavam os rios próximos para levá-los por água, por flutuação. Hoje essa prática ainda é usada na Amazônia, pelos contrabandistas de madeiras nobres.

carregadores-de-madeira-1 (1)

Cortadores de gelo

Antes dos modernos sistemas de refrigeração, a única maneira de manter a bebida gelada com um cubo de gelo era graças aos cortadores de gelo. Eles enfrentavam lagos congelados para abastecer as geladeiras dos homens ricos. Um trabalho perigoso, muitas vezes feito em condições extremas. O desenho “Frozen”, da Disney, tem um personagem que exerce essa antiga profissão.

cortador-de-gelo-1

Despertadores humanos

E que tal uma pessoa que batia na sua janela na hora programada? Essa era a função do despertador, homens e mulheres que viviam apenas para isso. Eles usavam pedaços de madeira ou pedras para acordar os clientes. A pergunta que não quer calar é: e quem despertava os despertadores?

1394205712714

 Radar Humano

Antes da invenção do radar, as forças armadas de vários países usavam espelhos acústicos – o mesmo princípio das modernas antenas parabólicas – para detectar o som de tropas se aproximando, ou de aviões, estes durante a 1ª Guerra Mundial, quando passaram a ser usados como bombardeiros.  A Inglaterra construiu uma verdadeira muralha desses espelhos acústicos a partir de 1915, especialmente ao longo da costa do Canal da Mancha. Hoje, alguns deles ainda estão de pé, como se vê na foto abaixo.

Muitas vezes, os exércitos precisavam de mobilidade, então alguns homens passaram a servir de radares humanos e seguiam com as tropas, carregando espelhos acústicos “portáteis”…

radar-humano-2

radar-humano-1

O exército imperial japonês também tinha seus “radares humanos”, embora já mais mecanizado: os homens apenas empurravam os carrinhos com as “tubas de guerra”, dispositivos com bastante mobilidade e que acompanhavam as baterias de canhões antiaéreos.

Ressuscitadores

Os ressuscitadores foram contratados no século XIX para remover cadáveres de túmulos para as universidades. Como os corpos eram difíceis de obter pelos meios legais, os ressuscitadores eram alternativas para garantir o objeto de estudo dos alunos. Essa função meio macabra apareceu em diversos filmes de terror, homens trazendo corpos para as experiências de cientistas malucos.

ressuscitadores-1

 Telefonistas

As simpáticas moças que conectavam nossas ligações desapareceram. Hoje, elas estão a postos nas companhias telefônicas apenas para casos excepcionais, ou trabalham na recepção das grandes empresas, transferindo as ligações para os ramais. Com o avanço da tecnologia, atualmente não se ouve mais o seguinte diálogo:

– Telefonista, eu queria uma ligação para o Rio de Janeiro, o número é XX-XXXX.
– Pois não. Assim que eu completar a ligação eu retorno para o senhor.
telefonistas-2

Estas são profissões do passado, mas certamente outras profissões modernas estão se extinguindo, justamente por conta da evolução – se é que podemos definir assim – da sociedade. O tempo não para e a gente tem que se adaptar.

 

 

Fonte: 

qga.com.br

VISITE A ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL COMO SE FOSSE UM ASTRONAUTA

Quer saber como é por dentro da estação orbital sem precisar de excelente preparo físico, treinamento exaustivo e passar por um lançamento de foguete um tanto estressante? Graças a um aplicativo da ESA, a agência espacial européia, isso é possível. Com câmeras de captação em 360º e um aplicativo bem fácil de usar, você pode conhecer todos os compartimentos da ISS, a estação espacial internacional, que orbita a Terra a cerca de 360 km de altitude. Clique na foto abaixo e você será enviado ao site da ESA, onde poderá fazer sua viagem virtual pela estação:

A ISS começou a ser construída em 1998 e o trabalho foi concluído somente em 2011. Foram necessárias mais de 50 viagens ao espaço para enviar todas as partes da estação, que pesa cerca de 420 toneladas. Os módulos foram enviados com ajuda dos ônibus espaciais da NASA, já aposentados, e naves russas não-tripuladas. A estação espacial tem uma área interna digna de apartamento de luxo. Como é construída em partes cilíndricas, a medição é feita em metros cúbicos: a ISS tem 350 m³ de “área de circulação” (ou flutuação, se preferir). Na configuração atual, a base pode receber até seis tripulantes, mas normalmente opera com apenas quatro ocupantes.

O interessante é que a estação está em movimento, e em altíssima velocidade. Ela viaja em torno da Terra a cerca de 27.700 km/h. Nesse ritmo, os astronautas a bordo podem assistir o nascer do sol 15 vezes por dia!

Nós, terráqueos, podemos ver o laboratório espacial a olho nu à noite, cruzando o céu estrelado. A visão é parecida com a de uma estrela cadente, mas ela nunca cai.

Com a desativação dos ônibus espaciais da NASA, atualmente a única forma de chegar à base orbital é com a nave russa Soyuz. Foi nesse módulo que o astronauta brasileiro Marcos Pontes realizou sua viagem de ida e volta à ISS, em 2006.

Apesar de espetacular, o maior objeto que o homem já colocou no espaço está perto da aposentadoria. A desativação da ISS está prevista para começar em 2020. Enquanto isso não acontece, a viagem da estação pode ser acompanhada em tempo real no site na NASA.

Brasil fora da ISS

Após 10 anos de participação, o Brasil foi excluído do programa de construção da ISS em 2007. No acordo original, que tem ainda a participação de outros 15 países, a Agência Espacial Brasileira ficou responsável pelo fornecimento de componentes para a estação, que foram avaliados na época em US$ 120 milhões e, em troca, poderia ter acesso aos equipamentos do laboratório orbital e enviar um astronauta ao espaço.

As peças, no entanto, nunca foram concluídas e o Brasil foi retirado do grupo de construção da ISS, que tem a participação de países como o Japão, Alemanha e Suécia, além dos Estados Unidos e Rússia, principais responsáveis por manter a estação em operação.

 

 

 

 

Fonte:

airway.uol.com.br