Profissões que ficaram no passado

Não faz muito tempo, estava conversando sobre as profissões antigas, não aquelas que mudaram de nome (como mensageiro, hoje carteiro), mas aquelas que o progresso ou a tecnologia acabaram extinguindo. Outras profissões desapareceram apenas pela mudança de costumes, simplesmente.

Por exemplo, a de limpadores de chaminés: geralmente crianças de rua, abandonadas, que eram “adotadas” por agenciadores e que subiam as chaminés por dentro, para varrer a fuligem acumulada pela queima da madeira e que grudava nas paredes internas.

Ou as telefonistas, função que desapareceu com o avanço tecnológico. A gente vê em filmes a pessoa “pedindo linha” para a telefonista e esperando completar a chamada. Quando eu era muito criança, em São Paulo, as chamadas interurbanas ainda eram feitas através de telefonistas. Quando elas conseguiam se conectar com a outra ponta, ligavam para casa avisando, e depois conectavam os dois. Sempre fiquei me perguntando se elas, às vezes, não ficavam ouvindo as conversas…

Veja esta e mais algumas profissões que, hoje em dia, seriam inimagináveis.

Caçadores de Ratos

Ratos são atraídos por sujeira e falta de higiene, e em tempos mais antigos, era algo normal nas ruas da cidade, já que não havia sistemas eficientes de controle de pestes. Os profissionais entravam nos esgotos e caçavam esses roedores. Pelo que podemos ver nas fotos, para alguns isso era bem prazeroso.

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Acendedores de lampiões a gás

Os acendedores de lampiões tinham o dever de iluminar o caminho, literalmente. As redes elétricas não cobriam toda a cidade, e os postes tinham esses lampiões a gás que precisavam ser acesos, um a um, ao cair da tarde, com operação inversa todas as manhãs. A criançada acompanhava o funcionário da prefeitura. Ele, com uma vareta comprida, suspendia a chave de cada poste, clareando um pedaço de rua.

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Transportadores de madeira

Como é que antigamente aqueles imensos troncos de madeira eram transportados? Hoje há os grandes caminhões, mas antes era na base da mão, e para facilitar, os carregadores de madeira usavam os rios próximos para levá-los por água, por flutuação. Hoje essa prática ainda é usada na Amazônia, pelos contrabandistas de madeiras nobres.

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Cortadores de gelo

Antes dos modernos sistemas de refrigeração, a única maneira de manter a bebida gelada com um cubo de gelo era graças aos cortadores de gelo. Eles enfrentavam lagos congelados para abastecer as geladeiras dos homens ricos. Um trabalho perigoso, muitas vezes feito em condições extremas. O desenho “Frozen”, da Disney, tem um personagem que exerce essa antiga profissão.

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Despertadores humanos

E que tal uma pessoa que batia na sua janela na hora programada? Essa era a função do despertador, homens e mulheres que viviam apenas para isso. Eles usavam pedaços de madeira ou pedras para acordar os clientes. A pergunta que não quer calar é: e quem despertava os despertadores?

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 Radar Humano

Antes da invenção do radar, as forças armadas de vários países usavam espelhos acústicos – o mesmo princípio das modernas antenas parabólicas – para detectar o som de tropas se aproximando, ou de aviões, estes durante a 1ª Guerra Mundial, quando passaram a ser usados como bombardeiros.  A Inglaterra construiu uma verdadeira muralha desses espelhos acústicos a partir de 1915, especialmente ao longo da costa do Canal da Mancha. Hoje, alguns deles ainda estão de pé, como se vê na foto abaixo.

Muitas vezes, os exércitos precisavam de mobilidade, então alguns homens passaram a servir de radares humanos e seguiam com as tropas, carregando espelhos acústicos “portáteis”…

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O exército imperial japonês também tinha seus “radares humanos”, embora já mais mecanizado: os homens apenas empurravam os carrinhos com as “tubas de guerra”, dispositivos com bastante mobilidade e que acompanhavam as baterias de canhões antiaéreos.

Ressuscitadores

Os ressuscitadores foram contratados no século XIX para remover cadáveres de túmulos para as universidades. Como os corpos eram difíceis de obter pelos meios legais, os ressuscitadores eram alternativas para garantir o objeto de estudo dos alunos. Essa função meio macabra apareceu em diversos filmes de terror, homens trazendo corpos para as experiências de cientistas malucos.

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 Telefonistas

As simpáticas moças que conectavam nossas ligações desapareceram. Hoje, elas estão a postos nas companhias telefônicas apenas para casos excepcionais, ou trabalham na recepção das grandes empresas, transferindo as ligações para os ramais. Com o avanço da tecnologia, atualmente não se ouve mais o seguinte diálogo:

– Telefonista, eu queria uma ligação para o Rio de Janeiro, o número é XX-XXXX.
– Pois não. Assim que eu completar a ligação eu retorno para o senhor.
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Estas são profissões do passado, mas certamente outras profissões modernas estão se extinguindo, justamente por conta da evolução – se é que podemos definir assim – da sociedade. O tempo não para e a gente tem que se adaptar.

 

 

Fonte: 

qga.com.br

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