Como 2 meninas enganaram o autor de Sherlock Holmes com fotos de fadas

Frances Griffiths e algumas ‘fadas’ em uma fotografia feita em 1917 por sua prima Elsie Wright.

Essa história sempre me fascinou.

Em 1920, uma notícia surpreendeu o mundo.

Duas meninas britânicas disseram ter conseguido fotografar fadas. E para completar, o criador do famoso detetive Sherlock Holmes, o escritor Sir Arthur Conan Doyle, deu seu aval à história! Ele disse que as fotos provavam que fadas de fato existiam. As responsáveis pelas fotos, Elsie Wright, de 16 anos, e Frances Griffiths, de 9 anos, disseram ter fotografado as fadas no jardim da casa onde viviam, no norte da Inglaterra.

A história das meninas se espalhou pelo mundo – afinal, o famoso escritor tinha acreditado nela – e só foi desmentida muitos anos depois, quando Elsie (já velhinha) admitiu que fora um engodo.

Mas como foi possível que duas meninas enganassem o mundo dessa maneira?

Jardim Encantado

A história começa no jardim de uma casa no vilarejo de Cottingley, próximo à cidade inglesa de Leeds. Elsie Wright e sua prima Frances Griffiths passaram o verão de 1917 brincando no fundo do jardim, onde corria um riacho. E, segundo elas, brincando com fadas…

A menina Frances Griffiths tinha se mudado da África do Sul, junto com a mãe, para morar com a tia, o tio e a prima no condado de Yorkshire, na Inglaterra, enquanto o pai lutava na Primeira Guerra Mundial. Ela ia brincar no jardim o tempo todo, ficava molhada, voltava com a roupa suja e sua mãe pedia a ela que não fosse mais brincar lá. Um dia, para se justificar, Frances disse que queria brincar no jardim porque tinha conhecido algumas fadas.

E foi essa declaração, feita de forma espontânea, que motivou Frances e Elsie a buscarem uma forma de provar para a mãe de Frances que a menina estava dizendo a verdade. Pegaram a câmera emprestada do pai de Elsie e foram tirar fotos das fadas.

Talvez a foto mais famosa seja a de Frances. Ela está posicionada na margem (do riacho), com uma cachoeira ao fundo. Ela está inclinada para a frente, olhando para cinco fadas que dançam animadamente. (essa é a foto que abre este post)

A segunda foto é de Elsie, a mais velha. Ela está junto de um gnomo que parece estar caminhando na direção dela.

 

Elsie e o gnomo

Elsie descreveu o que teria visto naquele dia:

“Este é o lugar onde vi o gnomo. Eu estava aqui e Frances estava ali, com a câmera. O gnomo veio de trás daquela árvore, caminhou até onde eu estava. Eu achei que ele ia me tocar e estendi o braço, mas ele desapareceu. Eles eram assim, chegavam perto e depois desapareciam”.

Se olharmos as fotos considerando a época em que foram tiradas – e por duas meninas – são de ótima qualidade e as fadas até que parecem bem “reais”.

(aos olhos de hoje, a gente percebe que as fadas são bidimensionais e as fotos, muito posadas).

Mundo Espiritual

 

Durante alguns anos, essas fotos foram guardadas pela família, achando que eram apenas brincadeira de criança. No entanto, três anos após o fim da Primeira Guerra, a mãe de Elsie – como muitos britânicos naquele período – começou a se interessar por Teosofia.

A Teosofia era um movimento que investigava ideias a respeito do mundo espiritual, procurando dimensões alternativas onde pudesse existir vida. Se você levasse essa ideia um pouco mais longe, poderia muito bem considerar que fadas e outros seres místicos realmente existissem.

Quando tomamos conhecimento dessa história das fotos das meninas, nunca podemos deixar de ter em perspectiva como era o mundo em 1920.  As pessoas estavam desesperadas. Tentavam se agarrar a qualquer coisa que pudesse trazer respostas à questão: por que o Deus cristão tinha permitido os horrores daquela guerra mundial?

Milhões de pessoas haviam perdido entes queridos. Abundavam questionamentos, no mundo e na Grâ-Bretanha, sobre a sociedade, a religião e a vida após a morte.

Foi nesse contexto, então, que as mães das meninas decidiram ir a uma reunião da Sociedade Teosófica da região para participar de uma discussão sobre a vida das fadas. Elas levaram as fotos das filhas, que obviamente despertaram grande interesse.

Pouco tempo depois, as fotos foram parar nas mãos de um importante membro da sociedade, o escritor Sir Arthur Conan Doyle.

Na época em que tomou conhecimento das fotos, ele já havia recebido uma encomenda da revista Strand Magazine (onde as histórias de Sherlock Holmes foram publicadas e o fizeram famoso em todo o mundo) para escrever um artigo sobre a vida das fadas. Ele rapidamente pediu a especialistas em fotografia que analisassem as fotos para estabelecer se eram genuínas. Elas foram declaradas autênticas. Segundo os especialistas, não havia evidências de falsificação. Então, quando Conan Doyle escreveu seu artigo, usou as fotos para embasar sua afirmação de que as fadas existiam e ali estavam as fotos para comprovar.

A febre das fadas tomou conta do país e as fotos foram levadas em turnê pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos.

A história sobreviveu mais alguns anos, até que, em 1983, Elsie finalmente confessou à BBC que ela havia desenhado e recortado as figuras em papel cartão. E para que aparentassem estar suspensas no ar, tinha colado as figuras em palitos fincados no solo.

“Por que você decidiu admitir a verdade, tantos anos depois?”, perguntou o jornalista da BBC.

“Tenho três netas, não quero que essa história se estenda para sempre. Achei melhor esclarecer isso de uma vez por todas.”

 

Pós-guerra

Mas como foi possível que uma brincadeira de duas meninas convencesse tantas pessoas importantes, como Sir Arthur Conan Doyle?

Como já foi dito, era um mundo do pós-guerra, as pessoas procuravam respostas e havia outra conexão entre Doyle e a família das meninas. Assim como o pai de Frances, o filho de Conan Doyle tinha lutado na guerra. E morrido.

Ele tinha perdido o filho. E provavelmente sentia grande culpa, por ter incentivado o jovem a se alistar. Além disso, também havia se envolvido na propaganda de guerra, para aumentar o número de recrutas.

 

Esse é quase o final da história. Existe uma quinta foto, onde aparecem apenas fadas, que parecem emergir de um ninho de grama. Essa foto, Frances insistiu até o fim, era realmente verdadeira.

Frances foi uma menina que mudou do país onde nasceu, o pai foi lutar na guerra e acabou morrendo…  Talvez as condições fossem perfeitas para que ela se conectasse com uma outra esfera.

Vai saber?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

BBC

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O primeiro submarino da História a afundar um navio de guerra

O Hunley, submarino dos Estados Confederados da América, foi o primeiro na história a afundar um navio de guerra inimigo, o USS Housatonic, dos Estados Unidos da América, na noite de 17 de fevereiro de 1864. Ou seja, seis anos antes de Júlio Verne descrever seu fenomenal “Nautilus” no livro 20.000 Léguas Submarinas.

Mas, como é mesmo essa história? Vamos lá…

Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), os estados do norte, que defendiam a união do país, bloquearam as costas do sul confederado, que lutava pela secessão dos estados escravocratas. Para fazer frente ao poderio da marinha da União, os confederados construíram o primeiro submarino que teve de fato um uso prático, o Hunley, pequeno e movido a manivelas acionadas por sete marinheiros.

Outra inovação dos confederados foi produzir um navio encouraçado, o CSS Virgínia, que destruiu dois navios da União, antes de ser contido no dia seguinte pelo revolucionário USS Monitor, também encouraçado e dotado de uma torre de canhões giratória. Os dois navios fizeram o primeiro combate naval da história entre navios couraçados.

Tanto o Hunley como o Monitor afundaram durante a guerra. Foram redescobertos e resgatados depois de mais de um século no fundo do mar. O trabalho de conservação e pesquisa arqueológica das duas embarcações históricas já leva mais de uma década, e ajudou a criar técnicas que estão sendo usadas em vários outros artefatos históricos em todo o mundo.

SUBMARINO HUNLEY

O submarino Hunley, batizado com o nome do seu inventor, Horace Lawson Hunley, foi desenvolvido no auge da Guerra Civil na cidade de Mobile, no estado do Alabama, sendo transportado por via férrea para a cidade de Charleston. Quando da chegada do Hunley a Charleston, seu porto encontrava-se bloqueado por 2 navios da União, o USS Housatonic e o USS Canandaigua, para impedir que navios mercantes abastecessem a cidade. Foi nesse contexto que o Hunley foi construído, para destruir os navios da União, pondo fim ao bloqueio naval.

A bordo dos navios da União, corriam rumores sobre uma “máquina infernal” que tinha sido desenvolvida pelos confederados, mas não se sabia ao certo que máquina era, apenas que podia deslizar silenciosamente pela água e aproximar-se de um navio sem ser notada, e afundá-lo.

Era isso mesmo que os confederados tinham em mente.

Com 12 metros de comprimento, um peso avaliado em 7.5 toneladas, movido à força de braços por meio de uma manivela acionada por 7 homens ligada a uma hélice de ferro forjado, o Hunley mostrou ser um submarino muito capaz, mas ao mesmo tempo muito perigoso também. Antes sequer de largar para o mar para atacar o USS Housatonic, o Hunley afundou por 2 vezes, afogando o seu próprio inventor, e mais outras 12 vitimas.

Com isso, os confederados perderam o interesse no submarino. Um oficial declarou até que: “Ele é mais perigoso para nós que para eles“.

Foi então que se deu uma reviravolta.

O tenente George L. Dixon, e 7 marinheiros, demonstraram interesse em usar o Hunley, mesmo sabendo de sua má fama. O tenente Dixon fez uma série de inspeções no submarino, nas quais identificou o que poderia ter causado os afundamentos, e ordenou alguns reparos. Depois de corrigirem esses problemas, Dixon e sua tripulação começaram a testar a embarcação.  O tenente levou o submarino ao limite, testando-o exaustivamente, calculando em “X” tempo, que distância o submarino percorria, quanto tempo podiam permanecer submersos até que os niveis de oxigênio os obrigassem a regressar à superfície e renovar o ar. Dixon calculou que podiam permanecer submersos cerca de 30 minutos.

No final dos testes, esses homens estavam dispostos a mostrar ao Almirantado que o submarino Hunley, em mãos experientes, poderia ser uma arma mortífera e extremamente eficaz. Afundando o USS Housatonic, que ocupava uma boa posição na baía, daria tempo para que alguns navios de mercadorias passassem pela “entrada desprotegida” providenciada pelo Hunley.

No dia 17 de fevereiro de 1864, às 20:45, Dixon e a sua tripulação entram a bordo do pequeno submarino e começam a sua jornada, a caminho da posição ocupada pelo Housatonic. Segundo o plano de ataque, ele pretendia submergir o Hunley quando estivessem a 1.2 km de distância do navio inimigo. Seu armamento consistia de um torpedo. Na terminologia do conflito, torpedo designava um explosivo instalado na ponta de um arpão, que era direcionado e preso ao casco da embarcação inimiga, e depois detonado por espoleta.

Segundo o relato de um sobrevivente do navio, o ataque foi assim:

Cantávamos o Hino americano, quando de súbito, sem que nada o previsse, ouviu-se o apito do vigia, paramos de cantar e fomos para o lado bombordo do convés. O que eu e os meus amigos marinheiros vimos, deixou-nos sem um pingo de sangue. Acabara de aparecer à superfície um objeto cilíndrico que se encaminhava na nossa direção, não dava para perceber o que era, a luz fraca não permitia que se visse bem, mas então, 2 tubos ergueram-se desse objeto, e percebemos que o que quer que fosse, fora construído pelo homem, e que as intenções dele não eram as melhores.

O capitão Pickering de imediato ordenou que se abrisse fogo sobre esse objeto, que, a cerca de 30 metros de nós, emitia fracos clarões de luz vindos do seu interior. Dada a proximidade a que se encontrava, não nos foi possível abrir fogo com as peças principais, sendo obrigados a abrir fogo com os mosquetes e revólveres. Do meio da confusão dos disparos, o capitão Pickering ordenou que os motores fossem de imediato postos em marcha à ré. Eu estava na amurada, disparando o meu mosquete naquele objeto, que se encontrava a 2 metros do nosso casco, quando de súbito parou. Ouviram-se gritos no interior da máquina atacante, e vi que tinha por cima pequenas vigias, e foi para lá que tentei apontar, na esperança de atingir algum dos homens no seu interior.

Então 2 tripulantes do meu navio gritaram, apontando para baixo, e vimos uma barra de ferro, que ia da máquina atacante até o nosso casco. Enquanto continuávamos a abrir fogo, a máquina começou a recuar lentamente. Não me parecia que as balas estivessem tendo qualquer efeito naquela máquina, mas não havia mais nada que pudéssemos fazer. Então, quando a máquina recuou a cerca de 40 metros, ouviu-se uma explosão debaixo d’água, todo o Housatonic tremeu sob nossos pés, a água lançada ao ar caiu sobre o convés, e nem um minuto após a explosão sentimos o convés inclinar-se, e percebemos de imediato que o navia ia afundar.

O capitão Pickering deu ordem de abandonar navio, e de imediato os botes foram lançados para dentro de água, e muitos lançaram-se ao mar. Eu fui um dos muitos que se lançou à agua, na tentativa de escapar. A água estava gelada, e fui resgatado para dentro de um bote. Nunca mais vi essa máquina que nos atacou. O Housatonic inclinou-se para trás, a proa surgiu nas águas, e nem 4 minutos após a explosão todo o magnífico navio desapareceu nas águas…

Pouco se sabe em relação ao que aconteceu a bordo do Hunley após a explosão. apenas que o submarino fez o sinal combinado, com uma lanterna de magnésio, confirmando o afundamento do Housatonic, e que os navios de abastecimento deviam agora encaminhar-se depressa para o porto de Charleston. Em terra, esperou-se pacientemente o regresso do submarino, mas ele nunca voltou.

O Hunley foi encontrado 136 anos depois, no dia 8 de agosto de 2000, enterrado sob 2 metros e meio de areia e lodo, que o conservou para a posteridade, além das ossadas do tenente Dixon e dos seus 7 tripulantes.

Os restos do Hunley.

Muita especulação há em torno do que aconteceu para o Hunley não ter regressado. Em geral, as teorias aceitas são:

  • A força da explosão da bomba, cravada no casco do Housatonic, pode ter danificado os componentes do submarino, a ponto de deixá-lo fora de operação;
  • Com o esforço realizado pela tripulação no sentido de movimentá-lo, os níveis de dióxido de carbono podem ter aumentado a níveis que fizeram os tripulantes desmaiarem, fato muito provável de ter acontecido, pois, quando do resgate da nave, as ossadas dos tripulantes encontravam-se tombadas sobre a manivela, o que é consistente com a teoria de terem desmaiado;
  • Outra hipótese é a de que, na explosão, o casco tenha ficado danificado a ponto de permitir a entrada de água, mas ainda deu tempo para a tripulação fazer o sinal de confirmação;
  • Uma inundação repentina, pela falha dos tanques de lastro, por exemplo, que fizesse com que o Hunley mergulhasse a pique, afogando os seus tripulantes.

Interior do pequeno submarino.

Quando do resgate da carcaça, não houve dúvida quanto à identificação do comandante, o tenente Dixon. Além de estar na posição esperada perto da escotilha na proa, foi achada uma relíquia especialíssima. Dixon tinha um talismã, uma moeda de ouro de vinte dólares que salvou sua vida durante a batalha de Shiloh ao ser atingida por uma bala inimiga.

Quanto ao USS Monitor, mencionado acima, vale lembrar que os estados americanos da “União”, ao norte do país, tinham maior potencial industrial que os da “Confederação” ao sul; logo puderam rapidamente criar uma brilhante resposta tecnológica ao desafio dos sulistas. O inovador couraçado USS Monitor acabou tendo uma carreira curta como a do pequeno submarino confederado, e um destino parecido. Afundou, demorou a ser achado, e parte dele foi resgatado e passa por um lento e longo processo de conservação e pesquisa.

Ele foi construído em Brooklyn, Nova York, em 1862. O USS Monitor foi o primeiro navio couraçado com ferro da marinha americana. França e Reino Unido construíram couraçados antes. Mas o Monitor, ao atacar o confederado CSS Virgínia na manhã de 9 de março de 1862 em Hampton Roads, iniciou o primeiro combate naval da história entre dois navios encouraçados. Curiosamente, mesmo depois de quatro horas de combate, nenhum navio sofreu danos sérios, mostrando que na época a couraça conseguia derrotar os canhões inimigos.

O CSS Virgínia era um navio de guerra improvisado, mas letal. Os confederados usaram o casco e o motor de um navio nortista abandonado. Fizeram uma casamata de madeira reforçada por ferro, com canhões nos bordos. Já o USS Monitor tinha uma bem mais eficaz torre giratória com dois canhões.

Voltando ao submarino, em 1999 foi lançado um telefilme chamado  The Hunley (Guerra Submarina), que conta a história do CSS Hunley e sua tripulação. Muito bem realizado, é estrelado por Armand Assante no papel do tenente Dixon. Vale muito a pena buscá-lo para assistir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grandes cenas que não estavam nos roteiros

O grande Jack Nicholson

Ao contrário de outras expressões artísticas, como o teatro e a música, o cinema não costuma dar muito espaço para improvisações. Uma ou outra frase pode até ser dita de maneira diferente ou excluída pelo ator na hora da gravação, mas as cenas seguem um caminho bem definido, pautado pelo roteiro e pelas indicações prévias do diretor. Se assim não fosse, imagine quanto tempo levaria um filme para ser gravado, com as improvisações de astros como Jim Carrey ou o falecido e genial Robin Williams (conhecido como o “rei do improviso”)?

Mas…

Há quem ouse desafiar o que estava definido e, no meio da filmagem, partir para algo diferente ou propor outra solução. Se a mudança for genial, segue para a posteridade. Se não for, paciência, grava-se novamente e adeus ao improviso. O repórter Jeremy Singer, do Business Insider, faz uma lista de 10 grandes cenas que não estavam no roteiro, e escolhi cinco delas para mostrar. Se quiser ler o artigo na íntegra, está (em inglês) aqui.

“Heres Johnny!” – O Iluminado (The Shining,1980)

A imagem de Jack Nicholson com a cara enfiada no meio da porta e gritando “Heeeeere’s Johnny” se tornou uma das cenas mais lembradas do clássico do terror de Stanley Kubrick. A frase “Here’s Johnny” foi improvisada por Nicholson — ela era usada como frase de efeito pelo comediante Johnny Carson em um programa de televisão da década de 1950. Ponto para Jack, que colocou a frase na boca de toda uma nova geração.

A infância do soldado Ryan – O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998)

O drama de Steven Spielberg é o filme de guerra preferido de muita gente, não à toa. A cena inicial, com a chegada dos soldados americanos à Normandia, entrou para a história do cinema. Evidentemente, nada dela poderia ter sido improvisado, e uma das sequências mais marcantes de todo o filme o foi: ocorre quando os personagens de Tom Hanks e Matt Damon aproveitam uma pausa nos combates para compartilhar histórias de suas vidas como civis, junto da família. O monólogo do soldado Ryan, quando  ele conta uma anedota sobre seu irmão e uma garota, surgiu diretamente da cabeça do ator, que ainda nos brinda com uma atuação inspirada. Prova de que Damon é mesmo uma celebridade acima da média.

“Are You Talkin to Me?” – Taxi Driver (1976)

Esta é a minha cena favorita de todas… Na pele do desajustado Travis Bickle, Robert De Niro olha para o espelho e começa a soltar frases de efeito, como se estivesse desafiando alguém. Ele pergunta: “Você está falando comigo?”. E, em seguida, aponta a arma escondida na manga do casaco. Um show de improvisação de De Niro em uma cena que ficou marcada na história do cinema — e certamente já foi repetida na frente do espelho por uma infinidade de atores e… cinéfilos, como eu, eh eh eh! Segundo o Business Insider, o roteiro de Paul Schrader apenas sinalizava que o personagem falava consigo mesmo no espelho. Aí, o genial ator decidiu aprofundar a cena como uma mostra do estado cada vez mais caótico da personalidade do taxista.

“Take the cannoli” – O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)

Claro que o épico de Francis Ford Coppola, O Poderoso Chefão, teria numerosas frases clássicas e cenas antológicas, e esta é apenas uma delas… Mas o curioso é que uma das frases mais marcantes não estava no script. Durante uma saída básica para dar cabo de um desafeto, o mafioso Peter Clemenza recebe a incumbência de sua esposa de levar pra casa o cannoli, tradicional sobremesa siciliana. Segundo o roteiro original, após matar o traidor Paulie, Clemenza apenas diria para o capanga que o acompanhava para deixar a arma no local. O ator Richard Castellano, porém, não perdeu a oportunidade de fazer uma graça e acrescentou uma frase à ordem, um tanto quanto inusitada para a situação. Daí nasceu o “leave the gun, take the cannoli”.

Indiana contra o espadachim – Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark)

Acho que esta cena improvisada é a mais conhecida de todas. Segundo o roteiro, Indiana Jones deveria se envolver em uma perigosa luta com o espadachim, utilizando seu chicote. O pobre ator que “lutaria” com Harrison Ford ficou ensaiando as manobras com a espada por semanas, coreografando todos os movimentos. Ele só não contava que uma indisposição estomacal acabasse atacando o astro na noite anterior, situação que o deixou com pouca paciência e disposição para rodar a cena. Pouco antes da gravação, Harrison Ford consultou o diretor Steven Spielberg e sugeriu o que acabou se tornando uma das cenas mais divertidas do filme: Indiana ignora as acrobacias do espadachim e o despacha com um único tiro.

 

Há muitas outras, como a do Heath Ledger como Coringa explodindo o hospital em O Cavaleiro das Trevas, ou Bill Murray em Tootsie, ou ainda Martin Sheen socando o espelho em Apocalypse Now, do Coppola.  E até Woody Allen, que nunca permitiu improvisações em seus filmes, espalhando 2.000 dólares de cocaína com um espirro em Noivo Neurótica, Noiva Nervosa. Talvez eu prepare uma continuação desta postagem, para mostrar essas e outras cenas antológicas… e improvisadas!

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

  • Rafael Waltrick, gazetadopovo.com.br

Empresa de sucos joga cascas de laranja em uma área desmatada. Veja o que aconteceu 16 anos depois

A maioria das pessoas joga as cascas de frutas no lixo.

No entanto, alguns ecologistas descobriram que elas podem salvar o mundo… Tudo começou quando eles pediram cascas de laranja a uma empresa de sucos para colocarem em uma área desmatada. O que aconteceu depois foi incrível!

Em 1997, os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs apresentaram uma proposta a uma empresa de suco de laranja da Costa Rica. Se os donos doassem uma terra florestal completamente intocada à Área de Conservação Guanacaste, eles poderiam despejar suas cascas sem qualquer custo. O lugar onde eles despejariam as cascas de laranja era um pedaço de terra desmatada.

A empresa de suco de laranja concordou e achou que aquele era um ótimo negócio. Um ano depois, foram despejadas 12 mil toneladas métricas de cascas de laranja e restos da fruta. Esse local ficou intocado por mais de uma década depois de ter sido coberto com o “lixo” da empresa de sucos.

Depois de 16 anos, Janzen pediu a um estudante de pós-graduação chamado Timothy Treuer para inspecionar o local e relatar suas descobertas. Apesar de procurar durante várias horas, o aluno não conseguiu achar o terreno descrito pelo professor. Uma semana depois, eles voltaram e descobriram o lugar exato através de coordenadas que tinham sido anotadas logo no começo do experimento.

E quando perceberam que estavam olhando o terreno correto, ficaram em choque.

Em comparação com a área circundante, aquele local parecia um verdadeiro paraíso. Era difícil de acreditar que a única diferença entre as duas áreas fora um monte de cascas de laranja. Eles pareciam ecossistemas completamente diferentes.

A vegetação daquele lugar um dia desmatado estava agora incrivelmente espessa. A fruta descartada fez com que uma nova floresta renascesse das cinzas. Treuer, e uma equipe da Universidade de Princeton, estudaram aquela área nos três anos seguintes. Eles ficaram absolutamente impressionados com os resultados.

Nas plantações à volta, sem cascas de laranja, havia apenas uma espécie de árvore dominante. No lado com os restos de fruta, havia mais de duas dúzias de espécies de vegetação! Para além disso, o solo era melhor, criando árvores fortes e saudáveis… tudo por causa das cascas de laranja!

Mas a maior descoberta dessa pesquisa ainda estava para vir. Eles descobriram que o crescimento de uma floresta secundária, aquela que cresce após a primeira ser derrubada, é crucial para abrandar as mudanças climáticas. Isso porque elas absorvem e armazenam carbono 11 vezes mais rápido que uma floresta “antiga”.

Metade do que é produzido nos Estados Unidos é descartado em aterros – segundo os pesquisadores de Princeton, se a ideia desse projeto com as cascas de laranja for adotado no país, as empresas descartando seus produtos orgânicos com a ajuda dos cientistas e ecologistas, isso ajudaria a reflorestar as áreas devastadas naquele país.

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Universidade de Princeton

historiascomvalor.com

10 inventos revolucionários para os quais ninguém dá a mínima

Pouca gente nota, mas essas discretas criações mudaram o mundo

10. Sabão – Babilônia, 2800 a.C.

Misturando gordura com soda ou potassa cáustica, surge uma solução que remove a gordura. Mesmo tendo surgido há tanto tempo, os romanos achavam que era frescura de bárbaros e preferiam lavar suas roupas com urina – coletadas de voluntários em baldes pelas ruas. Para o corpo, usavam óleo, depois raspado com espátulas. A ideia de se lavar com sabão só foi colar no fim do Império. Na China, só chegou em tempos modernos.


9. Supermercado – EUA, 1930

Por séculos, as mercearias eram as “lojas que tinham de tudo”, com balconistas anotando os pedidos e pegando os itens um a um. Imagine como isso funcionaria numa cidade grande. Não funcionava e Clarence Saunders inventou o self-service em 1916, criando prateleiras onde todos se serviam e levavam até os caixas. Ideia óbvia, mas que nunca havia ocorrido a ninguém. Mas o primeiro supermercado, com o conceito que hoje está espalhado pelo mundo, foi o King Kullen, inaugurado em 1930 pelo empresário americano Michael Cullen.


8. Pneus – Irlanda do Norte, 1887

Ao perceber que seu filho ficava com dor de cabeça ao andar de bicicleta com rodas de borracha sólida, que se usavam naqueles tempos, John Dunlop criou a câmara de ar, para um passeio muito mais confortável de seu pimpolho. Sem os pneus infláveis, a revolução do automóvel seria inimaginável.


7. Vidro temperado – França, 1874

Incontáveis vidas foram salvas por essa modesta criação. Usado em para-brisas de carros, máscaras de mergulho e vidro à prova de balas, parte-se em milhares de pedacinhos ao quebrar, ao invés de formar lâminas letais. Henry Ford insistiu em usá-lo já nos seus primeiros modelos. Sem ele, qualquer acidente seria um pesadelo.


6. Fósforos de segurança – Suécia, 1844

Dominamos o fogo desde os tempos mais remotos, mas nunca o tivemos, literalmente, às mãos. Fogo dava um trabalho danado para acender, e muitas vezes eram mantidos acesos em fogueiras por conveniência – causando incêndios. Foi um alquimista de Hamburgo, Alemanha, chamado Henning Brandt, que descobriu acidentalmente, em 1669, o elemento químico batizado de fósforo ao tentar obter ouro a partir de urina. A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que criou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero com a presença de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre (elemento que se incendeia com facilidade) em uma das pontas. O calor causado pela fricção do palito com a superfície áspera fazia o fósforo liberar faíscas, incendiando o enxofre.  Foi apenas um século depois, em 1826, que os palitos de fósforos, então com 8 centímetros de comprimento, começaram a se popularizar. O inconveniente era que eles costumavam incendiar-se sozinhos dentro da embalagem. Esse problema seria resolvido somente em 1844 com o surgimento do “fósforo de segurança”, recoberto com um agente isolante para não pegar fogo à toa. No Brasil, o produto só passou a ser fabricado no início do século XX pela Fiat Lux.

5. Rolhas – Inglaterra, século 17

 

As garrafas de antigamente eram fechadas com panos embebidos em azeite de oliva. Isso deixava gosto e não permitia a preservação por muito tempo, de forma que o produto só podia ser exportado em barris – que também mudam o sabor. Usadas primeiro em garrafas de cerveja, as rolhas criaram os primeiros recipientes hermeticamente fechados da história, e também os primeiros pressurizados, permitindo a produção do champanhe. E a apreciação de vinhos finos a milhares de quilômetros da origem.


4. Fuso horário – Inglaterra, 1879

A medição das horas era uma bagunça. Cada país determinava seu horário baseado na capital, o que significava que, numa mesma longitude, podiam haver dezenas de horas diferentes. Isso na melhor das hipóteses: dependendo do lugar, cada cidade podia determinar o próprio horário, causando um pesadelo para os operadores de trens e telégrafos. Idealizados por Sandford Fleming em 1879, os fusos horários foram adotados a partir de 1884, quando foi realizada a Conferência Internacional do Meridiano. Nesse evento, realizado em Washington (EUA), definiu-se um meridiano que seria o ponto zero, servindo de padrão para todas as nações mundiais. Assim, por votação, estabeleceu-se que o Meridiano Zero passaria no Observatório Astronômico de Greenwich, na Inglaterra, próximo a Londres. Isto é, o Meridiano de Greenwich passa a ser a referência da hora oficial mundial, a chamada hora GMT (Greenwich Mean Time).


3. Turbina a vapor – Inglaterra, 1884

Motores a vapor eram lentos. O mais rápido girava a 225 revoluções por minuto (r.p.m). A primeira turbina a vapor elevou isso para a 18 000 r.p.m. E a primeira revolução veio nos navios, que puderam se tornar mais rápidos e gigantescos: os grandes encouraçados da Primeira Guerra e o Titanic eram movidos a turbinas a vapor. Os navios não-nucleares adotaram o diesel, mas esse motor continua a ser fundamental: a turbina a vapor é usada em usinas termoelétricas e nucleares. 90% da energia dos EUA vem dessas máquinas. Sim, energia nuclear usa o mesmo princípio da maria-fumaça: a fissão nuclear simplesmente serve para ferver a água…


2. Concreto armado – França, 1853

A maior revolução na arquitetura desde a criação do arco, pelos romanos antigos, consiste em misturar metal e cimento para sustentação. Praticamente tudo o que foi construído no século 20 usa concreto armado. Sem ele, não existiriam o Empire State Building ou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Niemeyer seria obrigado a se contentar em fazer os velhos caixotes usando tijolos e pedras, como sempre havia sido feito até então.


1. Fixação de nitrogênio – Alemanha, 1909

A mais importante, e a mais controversa das descobertas. O nitrogênio compõe 80% da atmosfera, mas apenas as bactérias sabiam como tirá-lo do ar. Os humanos tinham de se virar quando queriam plantar alguma coisa, recolhendo esterco – o guano, cocô de passarinho concentrado, fazia fortunas para esses empreendedores. Também era usado o esterco humano, fazendo a alegria das múltiplas espécies de vermes que nos habitam. O processo de fixação de Fritz Harber deu origem à revolução agrícola do século 20, sem a qual, para o bem e para o mal, nunca teríamos chegado aos 7 bilhões de habitantes no planeta…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

365 Sementes de Amor – e-book Kindle

Olha que legal esse e-book! Está lá na Amazon.

Indicado para todos os corações apaixonados… 365 SEMENTES DE AMOR – 365 SEEDS OF LOVE é um e-book bilingue (português / inglês) que está destinado a todas as pessoas que estão abertas e dispostas a cultivar o amor e, além disso, estudar ou aprimorar o seu inglês.

O livro esclarece que o Amor não se limita a um encontro, sua base verdadeira é conexão e seu objetivo é a interconexão.

Sua estrutura real é infinita. Sempre há inúmeras possibilidades. Na verdade, não são apenas 365 dias, o Amor em sua inteireza se abre para uma miríade de afagos, ternura e bem-querer na eternidade do tempo, do seu tempo afetivo.

Aliás, do tempo afetivo do casal. O Amor faz seu próprio tempo. Uma carícia pode durar segundos, mas pode ficar registrada na memória por anos. A demonstração dedicada de carinho pode sustentar uma relação afim de que ela se torne estável e duradoura.

O e-book é fácil e rápido de ler, basta para isso baixar o app do Kindle no seu tablet ou celular… Vai ficar com uma cara parecida com esta:

Ou ler diretamente no seu Kindle, que vai ficar mais ou menos assim:

É baratinho, custa menos que uma Nha Benta da Kopenhagen… O link da Amazon está aqui:

 

Uma viagem pela medicina do passado… em fotos arrepiantes!

Medicina, derivada do latim ars medicina, significa a arte da cura.

O conceito de Medicina tradicional refere-se a práticas, abordagens e conhecimentos, incorporando conceitos materiais e mentais, técnicas manuais e exercícios, aplicados individualmente ou combinados, a indivíduos ou a coletividades, de maneira a tratar, diagnosticar e prevenir doenças, ou visando a manter o bem-estar.

Essa arte da cura evoluiu com o passar do tempo, mas eu penso que essas descobertas foram realizadas no passado mais ao acaso do que propriamente por meio de pesquisas. Claro, os cientistas sempre fizeram pesquisas, mas as tentativas e erros – e seus resultados muitas vezes infelizes – certamente ditaram as práticas médicas durante muito tempo.

Veja o caso de Hipócrates, por exemplo. Ele é considerado o pai da medicina e procurava detalhes nas doenças de seus pacientes para chegar a um diagnóstico, utilizando explicações sobrenaturais, devido à limitação do conhecimento da época (e não poderia ser de outro jeito, certo?). Ou Alexander Fleming, que descobriu a penicilina por acaso ao observar que as colônias de bactérias não cresciam próximo ao mofo de algumas placas de cultura.

Hoje em dia, certas práticas do passado parecem coisas absurdas, mas refletem o esforço dos médicos em descobrir as curas para seus pacientes. Eles faziam de tudo, como hoje, para salvar seus semelhantes, ou, pelo menos, aliviar sua dor…

Não sei o motivo, mas os médicos usavam essas máscaras durante a Peste Negra, na Europa. Os bicos continham substâncias perfumadas, para aliviar o cheiro dos corpos putrefatos que se espalhavam pelas ruas das cidades.

Crianças que sofriam de poliomelite, filhas de pais abastados, viviam nesses “pulmões de aço”, como eram chamados, antes do advento da vacina contra a polio. É um tipo de ventilador que permite a uma pessoas respirar em caso de paralisia dos músculos da respiração. Muitas crianças viveram por meses nessas máquinas, mas nem todas sobreviviam. A foto é de 1937, nos Estados Unidos.

Esse “remédio para mulheres”, muito comum no começo do século passado, era indicado para “purificar o sangue”, especialmente quando a mulher estivesse “naqueles dias”. Resolvia também constipação, a TPM, problemas no fígado e bronquite (segundo o fabricante). Era feito com um composto de 19 ervas não totalmente identificáveis, e por isso mesmo foi proibido pelo governo dos Estados Unidos, em 1905.

Antes da cirurgia plástica se desenvolver, os acidentes e defeitos no rosto eram disfarçados por esses itens. Quem assistiu o seriado “Boardwalk Empire”, da HBO, vai se lembrar de um personagem, ferido no rosto na Primeira Guerra Mundial, que usava um disfarce igual ao que vemos no meio da foto, indicado por uma discreta seta.

Esse era o kit que os cirurgiões no exército do Norte usavam durante a Guerra Civil americana. Poucos médicos tinham experiência em cirurgias, e na verdade, o que eles mais faziam eram amputar os membros…

O médico ortopedista americano Lewis Sayre criou esse método para tentar curar a escoliose. Ele suspendia o paciente até “corrigir” a curvatura da espinha e, a seguir, fazia um colete de gesso, imobilizando o corpo.

Era essa a roupa de proteção dos técnicos em radiologia, na França, durante a Primeira Guerra Mundial.

Foto de um dos primeiros “procedimentos cirúrgicos” em que usaram o éter como anestésico. Provavelmente em 1855, nos Estados Unidos, no período em que os brancos invadiram as terras indígenas e dizimaram seus habitantes.

A legenda explica que esse era um procedimento comum no final do século 19 e começo do século 20. No tratamento de problemas mentais, costumava-se dar o “tratamento da água”. Primeiro, o paciente recebia um laxante, para limpar tudo por dentro. Depois, tomavam banhos quentes ou frios, que poderiam durar horas ou dias. Para acalmá-los. Então, eram embrulhados em toalhas molhadas, porque supostamente o choque do corpo quente em contato com a toalha molhada com água fria teria um efeito relaxante. E ficavam assim, imobilizados,  por horas…

Essas foram lâminas usadas em cirurgias na China durante muitas décadas, de 1800 até por volta de 1920. Cada tipo de lâmina era projetado para um uso específico. Tinha lâmina para se operar varizes, para hemorroidas, etc etc…

Este aparelho, inventado em 1878 por um médico americano, Dr. Clarke, era destinado ao tratamento da escoliose. O Dr. Clarke era um concorrente do dr. Lewis Sayre, mencionado acima…

 

É um alívio saber que os tratamentos evoluíram tanto, não é mesmo? Mas… O que será que, no futuro, as pessoas dirão da medicina de hoje?