Palavras

Por Clene Salles

DICAS PARA ESCREVER BEM

É antigo, desconheço a autoria.

1. Vc deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo em que indigitados exibicionistas, com supedâneo na língua pátria, raiam o paroxismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no início das frases. bem como após o ponto final.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz, onde Judas perdeu as botas
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in. Ok?

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??…então valeu, cara!
9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro fatal em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra no seu texto pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra num texto vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida dentro do texto.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os
outros não tem idéias próprias”.
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, ou seja, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações!!! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão
da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam,desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para naum estrupar a língoa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não vá estar escrevendo (nem vá estar falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e vai estar causando ambigüidade, demonstrando com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda vão estar acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar, tchê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! Uai…nada de mandar esse trem… vixi… entendeu, bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar, já que é insuportável verificar, que o mesmo final escutar, palavras para frasear, frasear para palavrear, o tempo todo sem parar.

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SEMENTES

Foto: Pixabay.com

Era uma vez, num lugar muito distante, numa época mágica, onde um rei e uma rainha tiveram um bebê numa escura noite de inverno, que tristemente tão linda criaturinha veio a falecer poucos dias depois.
O luto se impregnara por todo o reino.
A omissão do calor do sol naquele momento tornava aquele bosque ainda mais lamentoso. Parecia que o rumor do pranto se expandia por todos os cantos.
Depois de alguns dias, o casal coroado, após o tão dolorido funeral, decidiu convocar o povo. Eles tomaram uma decisão.
A partir daquele dia, quando os pequeninos nasciam até completar 1 ano de idade, deveriam todos bebês, durante 7 dias por exatamente 7 minutos, ficarem delicadamente expostos aos raios solares, por volta das 7 horas da manhã.
Os raios solares deveriam suavemente tocar a coroa de cada um deles. Estava decretado diante do Mistério Sagrado, que esta luz também iluminaria o coração de cada um deles, tanto crianças como os próprios pais e mães. Durante o processo as crianças deveriam comer uma pequeniníssima semente (que nunca tinha recebido nome) daquela região. Isso ajudaria que o Sol fixasse.
Assim, com o passar do tempo, todos os seres ao fechar os olhos, teriam a confiança de que a semente solar estava ali dentro deles e que os iluminaria para sempre.
Tempos depois… A prática de fechar os olhos e ficar em silêncio por 10 minutos diários, resgatando na imaginação a semente solar, tornou-se hábito. Todos sentiam-se mais saudáveis e fortes.
E então…
Era uma vez, num lugar muito distante, numa época mágica, onde nenhuma criança morria numa noite escura de inverno.
Porque todos ali possuíam em si mesmos a semente mágica do calor do sol.

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PALAVRA

Foto: Pixabay.com

Os pensamentos inflacionaram e não havia como suportar os chamados da coerência. Na humanidade destas elaborações as palavras soltavam seus cheiros e gostos, inquietudes e soluções.
Palavras são medicinais? Elas curam? Como qualquer remédio, tem efeitos colaterais?
Elas informam (in-forma)?
Palavras amam e são amadas? São reconhecidas e recolocadas?
O que as palavras querem?
Elas (por incrível que pareça, todas) pedem conforto (seja qual for).
Palavra pede espaço, quando é lida ou ouvida.
Palavra sonhada, idealizada quer ser encontrada. Quer seu lugar e disponibilidade.
Encontrar palavras de bem-estar é aquela que possa se tornar verdadeiramente multifacetada.
Talvez elas queiram ser respeitadas por seu aspecto randômico que nasceu do aleatório das letras. Sabe, a palavra tem autoestima…
Palavras confusas pedem repouso e descanso.
Num momento de introspecção e contato com o Sagrado elas pedem que as mãos possam suportar sua leveza. Que voz seja expediente.
Afinal, elas são códigos instáveis da História.
O som é a Era da Origem.
A palavra se espreguiça na geração dos começos.
Ela se move livremente no Caos.
E a ordem dela é o Verbo?
Ela desconhece o tempo.

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