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Chef italiano cria mundos em miniatura com sobremesas

Criatividade e imaginação são coisas que não faltam na cozinha deste talentoso chef italiano.

Matteo Stucchi é um confeiteiro de Monza, na Itália, e constrói diversos cenários em miniatura com as mais variadas sobremesas, mostrando que comida pode ser também uma belíssima obra de arte. Cada detalhe mostra a perfeição de seu trabalho, sendo capaz de encher os olhos de qualquer pessoa.

Sua inspiração foi o livro “As Viagens de Gulliver” e ele criou uma réplica do mágico país de Lilliput, cujos habitantes trabalham na produção de suas obras-primas culinárias.

Quem já provou essas criações garante que é tudo muito gostoso e saboroso… e excluindo os bonequinhos e outras peças de plástico, o restante é comestível!

Confira a criatividade desse moço.

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Lavar panela engordurada com água quente resolve mesmo?

Tem gente que não acredita nessa dica que minha avó já conhecia…

Não deve ser uma grande descoberta para alguns, mas certamente vai facilitar a vida de quem desconhecia esse truque. Sem contar que temos aqui a explicação científica do motivo disso funcionar…

 

Assim como no ferro de passar roupa, o calor é usado para mudar o estado das moléculas. No caso das panelas engorduradas, a água quente muda a gordura (material sólido) e o óleo (líquido) — ou seja, a alta temperatura derrete a gordura, tornando-a mais fácil de ser retirada.

Como o óleo já está no estado líquido, ele passará por um processo ligeiramente diferente: o calor fará com que sofra uma diminuição muito rápida da viscosidade, e assim se desprenderá com mais facilidade da panela.

Para ajudar nesse processo e deixar a louça realmente limpa, é preciso usar detergente ou sabão. Eles promovem uma maior interação entre a gordura e o óleo com a água e, com isso, facilitam a limpeza daquela panela toda engordurada.

A água fervendo pode ajudar também a matar bactérias — e aqui a dica é não usar a água quente da torneira (que ajuda a derreter a gordura e facilita a limpeza das panelas), mas água fervente mesmo.

Embora alguns tipos produzam esporos, estruturas que ajudam a resistir à alta temperatura, a maior parte dos microrganismos capazes de causar danos à saúde humana não resiste à fervura ou temperaturas acima de 70ºC.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, por exemplo, encontrou provas de que algumas bactérias não resistem a temperaturas superiores a 24ºC. Por isso, a técnica é recomendada para a limpeza de panos, copos, esponjas, entre outros utensílios domésticos. É importante lembrar que isso não inclui materiais sensíveis ao calor, como os feitos de plástico.

Depois de duas horas, a água passa a ter o efeito contrário: as bactérias que resistiram às altas temperaturas começam a se multiplicar em temperaturas abaixo dos 60ºC.

Para evitar que isso aconteça, o ideal é deixar os objetos secarem à temperatura ambiente. Se isso não for possível, a segunda melhor opção, de acordo com o especialista, são os papéis descartáveis. Panos de algodão devem ser usados apenas se estiverem secos e não tiverem sido usados antes para outras finalidades.

 

Viu? Aposto que você não conhecia algumas dessas informações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Haira Gandolfi, química e doutora em ensino de ciências pelo Institute of Education – University College London; Roberto Martins Figueiredo, biomédico conhecido como “Dr. Bactéria” 

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10 DESCOBERTAS SURPREENDENTES SOBRE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A Segunda Guerra Mundial terminou há mais de 70 anos, porém ainda está muito viva na memória de sobreviventes e parentes de quem lutou ou presenciou aquela época. No decorrer das décadas, foram encontradas centenas de evidências de batalhas, além de aviões, navios e materiais bélicos que eram tidos como desaparecidos.

Até hoje acontecem descobertas surpreendentes sobre a Segunda Guerra, como você pode conferir nos itens abaixo.

1 – Cartão-postal

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Em 1943, um cartão-postal foi enviado de um hospital militar em Illinois e só chegou ao seu destino em 2012. A correspondência foi enviada pelos pais do soldado George Leisenring, que foram visitá-lo durante a sua recuperação no hospital, para as irmãs do rapaz, que estavam em uma pequena cidade do estado de Nova York.

O postal dizia: “Queridas Pauline e Theresa, chegamos em segurança e fizemos uma boa viagem, mas estamos bastante cansados”. O problema é que, quando o cartão chegou ao seu destino com 70 anos de atraso, ninguém mais da família morava na casa endereçada.

2 – Obras de arte

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Em 2011, mais de 1,5 mil pinturas, que eram tidas como destruídas na Segunda Guerra Mundial foram encontradas na Alemanha. O tesouro em obras de arte que os nazistas roubaram dos seus proprietários vale bilhões e foi descoberto por trás de latas de comida estragada em um apartamento em Munique.

As pinturas eram dadas como perdidas e destruídas pelo bombardeio de Dresden em 1945, porém foram achadas no apartamento (em péssimo estado) de Cornelius Gurlitt. Segundo os investigadores, a coleção aparentemente veio do pai de Gurlitt, Hildebrandt, que era um historiador de arte quando os nazistas tomaram o poder nos anos 1930.

Ele teria adquirido centenas de quadros vendidos por preço de banana pelos judeus, que estavam tentando escapar do regime nazista, e as repassou para o seu filho antes de morrer.

3 – Pombo-correio

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Durante a reforma de uma lareira em sua casa em 1982 — em Surrey, na Inglaterra —, David Martin descobriu um pombo-correio em sua chaminé, portando uma mensagem que ainda estava ligada ao seu esqueleto.

Os especialistas acreditam que a ave foi enviada pelas Forças Aliadas a partir da França ocupada pelos nazistas em 6 de junho de 1944, ou seja, durante as invasões ocorridas no histórico Dia D.

Juntamente com os ossos do pombo, foi encontrada uma pequena cápsula vermelha que continha a mensagem codificada. O texto, enviado com destino ao posto XO2 — provavelmente o Comando de Bombardeio — apresenta 27 códigos, cada um deles composto por cinco letras ou números.

A mensagem, cujo conteúdo os agentes acreditam ser top secret, provavelmente traz informações sobre o progresso das operações.

Os pombos-correios participaram ativamente durante a Segunda Guerra Mundial, e 32 deles chegaram inclusive a ser condecorados como heróis, como foi o caso da ave “GI Joe”, cuja mensagem salvou mais de mil vidas ao evitar o bombardeio de um vilarejo que havia sido retomado pelas forças britânicas.

4 – Barris de gordura

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Diversos barris de gordura foram encontrados na praia da Reserva Natural de St. Cyrus (na Escócia), depois que uma tempestade atingiu o local. A madeira dos barris já havia se desfeito há muito tempo, porém a forma foi mantida devido às cracas marinhas que os recobriram.

Acredita-se que os barris tenham vindo de um navio mercante bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial e que eles continuam a aparecer no decorrer das décadas devido às tempestades que agitam o mar e os levam para as praias.

5 – Campo de batalha

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Em 2010, um campo de batalha inteiro — incluindo armas, equipamentos e ossadas de soldados — foi descoberto praticamente intacto em uma floresta de Papua Nova Guiné.

O local foi encontrado pelo capitão aposentado Brian Freeman, que se baseou em antigos diários e mapas para chegar ao campo de batalha. O cenário encontrado mostra o resultado de uma das mais sangrentas batalhas entre soldados japoneses e australianos, conhecido como Eora Creek, na qual 79 australianos morreram e outros 145 ficaram feridos.

6 – Submarino japonês

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Um supersubmarino japonês desaparecido em 1946 foi avistado ao largo da costa sudoeste de Oahu a quase 700 metros de profundidade. O I-400 foi o maior e mais avançado tecnologicamente da época. Era capaz de viajar uma vez e meia ao redor do mundo sem reabastecimento e liberar três bombas de 1,8 mil quilos rapidamente.

O submarino foi capturado pelos militares americanos no final da Segunda Guerra Mundial e mantido em Pearl Harbor para a inspeção. Quando começou a Guerra Fria, os soviéticos exigiram o acesso à embarcação, mas os Estados Unidos, não querendo que a tecnologia caísse mãos dos inimigos, negaram qualquer conhecimento de seu paradeiro.

7 – Uma fortuna em prata

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Um navio mercante britânico afundado pelos nazistas em 1941 foi descoberto recentemente a cerca de 480 quilômetros da costa da Irlanda. O navio continha cerca de 61 toneladas de prata, que eram divididas em 1.574 lingotes, somando um valor estipulado de aproximadamente 36 milhões de dólares.

8 – Bomba antiga detonada por acidente

Fonte da imagem: Reprodução/Mashable

Uma bomba da Segunda Guerra Mundial, que ficou enterrada desde então, foi detonada em um canteiro de obras na Alemanha, matando um motorista de escavadeira e ferindo mais oito trabalhadores. A explosão ocorreu quando o motorista levantava a terra e os detritos do terreno, mas nem sequer imaginava que havia algo tão perigoso por ali.

9 – Bombardeiro encontrado

Fonte da imagem: Reprodução/Discovery News

Em 2010, foi encontrado um bombardeiro americano tido como desaparecido desde julho de 1943, contendo os restos mortais do sargento Thomas L. Meek e do capitão Henry S. White. O avião foi achado no Pacífico Sul em um recife de corais. Também foram encontradas na aeronave moedas norte-americanas e australianas, além de pertences dos militares.

10 – Submarino alemão

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

Um submarino U-550 foi encontrado em águas profundas a cerca de 112 quilômetros ao sul de Nantucket, Massachusetts. Em abril de 1944, o U-550 torpedeou um navio-tanque que partia para a Grã-Bretanha com 140 mil barris de gasolina.

Em seguida, o submarino tentou se esconder, mas foi descoberto pelo USS Joyce, um dos três navios da escolta do tanque. O Joyce atingiu o submarino com cargas de profundidade, forçando-o a subir à superfície, onde foi atacado por outra embarcação e afundou.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

megacurioso.com.br

 

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POR QUE EXISTE UMA GÁRGULA “ALIEN” NUMA IGREJA DO SÉCULO 13?

A existência da escultura na Abadia de Paisley despertou inúmeras teorias, que só foram derrubadas recentemente

Construída no século 12, precisamente no ano de 1245, a Abadia de Paisley passou por inúmeros processos de destruição e reconstrução durante os diversos episódios ocorridos na Escócia ao longo dos anos, como em situações de crise política e independência no país.

Em uma dessas reconstruções – mais atual e muito menos dramática -, um detalhe interessante foi colocado na abadia, que agora conta com uma gárgula que se parece muito com o antagonista do filme terror sci-fi Alien – O 8º Passageiro.

O detalhe foi apontado pela primeira vez em uma fotografia, após um fã do filme notar a curiosa semelhança entre o ornamento da abadia e o assustador personagem do longa-metragem.

Cena do filme Alien – O 8º Passageiro / Crédito: Divulgação – Brandywine Productions

As gárgulas * foram, inicialmente, construídas para afastar os maus espíritos das igrejas e catedrais, principalmente na Europa. Por isso, eram colocadas nas laterais das igrejas. E foi em um desses locais que um turista percebeu o curioso fato.

Depois disso, teorias tentavam entender como era possível uma estrutura tão antiga abrigar uma referência tão atual e, principalmente, assustadora. Em 2013, quando a foto da década de 90 começou a ganhar popularidade e a história começou a circular pelo mundo todo, muitas teorias foram levantadas.

A emissora britânica BBC fez questão de ir atrás dos fatos, e entender o que um alien fazia na igreja paroquial. Para isso, entrevistaram o reverendo Alan Birss que explicou toda a história, esclarecendo os boatos.

A verdade é que havia 12 gárgulas na igreja, que estava em péssimas condições – nunca foram reparadas e já estavam extremamente desgastadas. Como consequência, em 1991, elas acabaram sendo removidas e um artesão de Edimburgo foi contratado para restaurar as obras.

No entanto, apenas uma das gárgulas havia sobrado no exterior da Abadia, faltando  referência para o escocês, que foi obrigado a usar a própria imaginação. “Pessoalmente, acredito que ele estava se divertindo com as criações”, confessou o reverendo. “Talvez o filme fosse relativamente novo quando estavam esculpindo, e se ele estivesse pensando em um alienígena, a primeira associação seria com o Alien”.

O terceiro filme da saga, Alien 3, foi feito em 1992, então a teoria é bem plausível. A gárgula ajudou a alavancar a popularidade da Abadia de Paisley, tornando-a um dos mais interessantes locais de se conhecer na Escócia.

A Abadia de Paisley, na Escócia / Crédito: Wikimedia Commons

*Gárgula vem do francês gargouille, gargalo ou garganta. Eram estruturas colocadas próximas às calhas de igrejas medievais, com a função principal de esconder os canos que escoavam a água da chuva, que descia por suas “gargantas”.

A ideia parece ter surgido no Egito Antigo. Templos egípcios já tinham gárgulas no formato de cabeça de leões. Isso também foi adotado na arquitetura grega e o costume não se perdeu.

 

 

 

 

Fonte:

aventuranahistoria.uol.com.br

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5 MITOS SOBRE O PREPARO DO MACARRÃO

Jogar o macarrão na parede? Adicional sal à água? Esses truques funcionam mesmo?

Macarrão é uma delícia e todo mundo ama! Cozinhar essa maravilha é bem simples, e sempre tem um truque ou outro para facilitar o processo. Mas será que esses truques funcionam mesmo? Pensando nisso, o TudoGostoso está aqui para desvendar alguns mitos e saber o que é realmente importante para fazer o seu macarrão ficar cada vez mais gostoso!

Jogar o macarrão na parede: se grudar, está no ponto

Fala a verdade: você já tentou jogar um fio de macarrão na parede para ver se ele grudava! Muita gente pensa que essa é a melhor maneira de saber o ponto certo, mas vamos parar com isso?! Isso não quer dizer nada: o macarrão é revestido com uma fina camada que irá fazer com que ele grude na parede, estando totalmente cozido ou não! Para saber se ele está bom, basta provar e você perceberá se ele está al dente!

Colocar sal na água faz com que ele cozinhe mais rápido

Não faz! Essa prática, na verdade, fará o contrário. O sal aumentará o ponto de ebulição, fazendo com que a água demore mais para ferver. O sal só deve ser utilizado para temperar o macarrão mesmo. Não precisa ter pressa!

Adicionar óleo na água evita que o macarrão grude

Por favor, parem de colocar óleo na água do macarrão para que ele não grude! Esse mito é antigo e muita gente ainda acredita nele. O óleo não faz com que o macarrão não grude; ele faz com que o molho não se fixe na massa, e você não quer isso!  A única maneira de fazer com que a massa não grude é mexer durante o cozimento. Portanto, nada de óleo! Para os italianos, isso chega a ser um insulto!

Lavar o macarrão com água fria após o cozimento impede que ele fique mole demais

Ao lavar o macarrão com água fria, você estará removendo todo o amido presente nele e isso pode alterar a sua textura. Agora, se você estiver preparando um prato frio, como salada de macarrão, essa prática está liberada!

Quebrar a massa faz com que ela cozinhe mais rápido

Se você é daqueles que parte a massa ao meio para cozinhar, pode ir parando: isso não é necessário! Quebrar a massa não fará com que ela cozinhe mais rápido, apenas fará com que ela caiba melhor na sua panela! Aliás, o que determina o tempo de cozimento é o diâmetro e não o comprimento da massa.

 

 

 

Fonte:

blog tudogostoso.com.br

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Os planos de Elon Musk para ir a Marte

Elon Reeve Musk, é um empreendedor e filantropo sul-africano-canadense-americano. Ele é o fundador e CEO da SpaceX; CEO da Tesla Motors; vice-presidente da OpenAI; fundador e CEO da Neuralink; e co-fundador e presidente da SolarCity.

Ele é um empreendedor que viabilizou a exploração espacial privada, a criação de uma montadora global de carros elétricos e um novo sistema de transporte urbano. Entre as empresas que fundou ou comandou aparecem nomes como Paypal, Tesla, SpaceX e Neuralink.

Musk é movido por grandes medos e não tem vergonha de compartilhá-los em suas palestras e entrevistas. Com o sucesso de seus empreendimentos online entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, sobrevivendo à bolha da internet, Musk passou a focar seus esforços em grandes projetos que buscam mitigar seus receios de extermínio da humanidade.

Uma de suas apostas é expandir a presença humana pelo Sistema Solar, com o estabelecimento de populações em diversos planetas, a começar por Marte.

Musk está cada vez mais próximo de seu objetivo de colocar uma expedição no planeta vermelho e iniciar a colonização. O que era um sonho impossível e parecia uma conversa excêntrica demais, hoje é visto por analistas como viável, depois de quase duas décadas de desenvolvimento de foguetes e soluções aeroespaciais.

O protótipo na nave Starship, que levará os primeiros colonizadores a Marte, fez um teste bem sucedido em agosto passado, no Texas, e conseguiu decolar do solo e se manter a 150 metros de altura antes de descer, demonstrando um bom controle de trajetória. A Starship não é apenas uma nave, será uma frota inteira e, o melhor, é retornável… não vai se perder no mar, na volta à Terra.

A nave Dragon, fabricada por sua empresa SpaceX, tem um contrato com a NASA para levar e trazer astronautas da Estação Orbital. Ela serve de modelo para as naves que levarão carga a Marte, mas antes dos seres humanos.

A viagem mais recente da Dragon foi no último mês de agosto, quando trouxe dois astronautas americanos de volta à Terra.

Imagem dos astronautas da Nasa Bob Behnken e Doug Hurley a bordo da Crew Dragon, da SpaceX. FOTO DE SPACEX

Mas, quais são os planos da SpaceX, afinal?

Enviar naves não-tripuladas para Marte é o primeiro passo em qualquer plano de eventualmente enviar humanos. Pousar grandes cargas em Marte não é exatamente uma tarefa fácil: Além de uma certa massa da nave espacial, a atmosfera fina do planeta não suporta a frenagem tipo paraquedas na descida.

É necessário antecipar missões de teste para definir as tecnologias usadas para pousar cargas pesadas, incluindo humanos, em segurança – tecnologias como o retrofoguete da Sky Crane que pousou o rover Curiosity, da NASA, na superfície marciana em 2012.

Por enquanto, a SpaceX planeja usar tecnologias propulsoras para pousar as Red Dragons, que serão versões atualizadas da nave espacial Dragon 2.

Arte mostrando a Red Dragon em Marte.
O plano da SpaceX de pousar Red Dragon em Marte dependerá do seu poderoso foguete Falcon Heavy, que terá 120 metros de altura.

A SpaceX já testou com sucesso 3 estágios do gigantesco foguete Falcon Heavy,  em 2018. Na ocasião, o que serviu de carga para o teste foi o carro que o próprio Elon Musk dirigia para ir trabalhar, o Tesla Roadster elétrico.

Nesse teste, um manequim apelidado de Starman “dirige” o carro vestindo uma roupa espacial, e o carro – e seu “motorista” – foram colocados em uma órbita elíptica ao redor do Sol que vai além da órbita de Marte, tão longe quanto o cinturão de asteroides, mas não vai voar por Marte ou entrar em órbita ao seu redor. Musk disse que o carro deve vagar pelo espaço por um bilhão de anos. Radiação solar, radiação cósmica e impacto de micrometeoritos vão danificar o carro estruturalmente no decorrer do tempo.

A radiação vai quebrar o material orgânico e todas as partes com ligação de carbono. Pneus, pintura, plástico e couro devem durar apenas cerca de um ano, enquanto as partes de fibra de carbono devem durar consideravelmente mais. No fim, apenas a estrutura de alumínio, metais inertes e vidro não destruído por meteoritos vão sobrar.

A câmera foi montada no capô do carro.

Como já se tornou costume, Musk utilizou o Twitter para atualizar o público sobre as atividades da SpaceX. Ele publicou imagens do projeto Mars Base Alpha, literalmente a Base Alfa de Marte, e afirmou a um seguidor que ela provavelmente seria construída nos próximos dez anos.

Projeto da base marciana

Ele acredita que seria possível construir uma cidade com um milhão de habitantes num prazo entre 50 e 100 anos. A Mars Base Alpha seria o ponto de partida para enviar materiais e começar a construir a infraestrutura necessária para habitar o planeta.

A colonização será feita pelo seu enorme Falcon Heavy, nave que poderá ir e voltar da Lua ou de Marte, e que terá 40 cabines, com capacidade para 6 passageiros em cada uma.

A Falcon decolando do planeta vermelho

Os planos da SpaceX envolvem fazer testes em órbita até 2020, além de  uma viagem à Lua em 2022 e uma a Marte em 2024…

 

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PALAVRAS SEM TRADUÇÃO VIRAM IMAGENS

DESIGNER CRIA ILUSTRAÇÕES PARA SÉRIE DE PALAVRAS ESTRANGEIRAS QUE NÃO TÊM SINÔNIMOS EM OUTRAS LÍNGUAS.

Saudade é uma palavra que só existe na língua portuguesa – essa é uma frase que praticamente todo brasileiro já ouviu antes.

Assim como esse tesouro intraduzível do português, várias outras línguas contam com suas joias únicas, sem tradução direta para outros idiomas e, algumas vezes, bastante difícil de explicar.
A designer indiana Anjana Iyer, instalada hoje em Auckland (Nova Zelândia) utilizou este incrível banco de dados poliglota e criou ilustrações que traduzem cada uma delas.

A série de imagens fez parte de um projeto de 100 dias no qual a profissional deveria criar, diariamente, uma ilustração inédita. De acordo com Anjana Iyer, o projeto ajudou-a a melhorar suas habilidades como ilustradora e ainda a motivava todos os dias a aprender novas línguas.

Palavra do inuíte (região do Ártico na América do Norte) que significa “a frustração de esperar alguém aparecer em sua vida”.

Palavra do norueguês que significa “sentar em um ambiente exterior em um dia ensolarado para tomar uma cerveja”.

Palavra do irlandês que é um substantivo coletivo para ovos de Páscoa.

Palavra do japonês que significa “o tipo de efeito de luz disperso e salpicado que ocorre quando o sol brilha através de árvores”.

Palavra do maori das Ilhas Cook que significa “ter uma perna menor que a outra”.

Palavra do finlandês que significa “um galho de árvore que afundou até o chão de um lago”.

Palavra do francês que significa “rir quietamente na sua barba enquanto pensa em algo que aconteceu no passado”.

Palavra do kwangali (idioma do subgrupo banto das línguas nigero-congolesas) que significa “o ato de andar nas pontas dos pés sobre areia quente”.

Palavra do italiano que significa “mulher, geralmente idosa e solitária, que se devota a cuidar de gatos de rua”.

Palavra do tcheco que significa “dar apenas um toque em um celular para que a outra pessoa ligue de volta e você não precise gastar créditos”.

Palavra do polonês que significa “telegrafista dos movimentos de resistência do lado soviético da Cortina de Ferro”.

Palavra do japonês que significa “o gosto agridoce de um momento rápido e evanescente de beleza transcendente”.

Palavra do russo que significa “uma pessoa que faz muitas perguntas”.

Palavra do alemão que significa “a sensação de estar sozinho nas florestas”.

Fonte:

anualdesign.com.br

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Por que Microsoft deixou 855 computadores no fundo do oceano por dois anos

Empresa quis testar viabilidade de cilindro à prova d’água com 855 servidores alimentado apenas por energia eólica e solar.

Experimento pouco comum da Microsoft chegou ao fim agora Imagem: Microsoft

Dois anos atrás, a Microsoft colocou um centro de dados no fundo do mar na costa de Orkney, um arquipélago no norte da Escócia, em um experimento radical. (tratei disso num post na época, aqui)

Esse centro de dados agora foi recuperado do fundo do oceano, e os pesquisadores da Microsoft estão avaliando como tem sido seu desempenho durante esse tempo e o que podem aprender com ele sobre eficiência energética.

A primeira conclusão é que o cilindro forrado de servidores teve uma taxa de falha menor do que um centro de dados convencional. Quando o contêiner foi retirado do fundo do mar, a cerca de 800 metros da costa, após ser colocado lá em maio de 2018, apenas oito dos 855 servidores a bordo falharam.

Isso é um bom índice quando comparado com um centro de dados convencional.

“Nossa taxa de falhas dentro da água foi um oitavo do que temos em terra”, disse Ben Cutler, que liderou o que a Microsoft chama de Projeto Natick.

A equipe levantou a hipótese de que o desempenho melhor pode estar ligada ao fato de que não havia humanos a bordo e que nitrogênio, em vez de oxigênio, foi bombeado para a cápsula.

“Achamos que tem a ver com essa atmosfera de nitrogênio que reduz a corrosão e é fria, e sem as pessoas mexendo em tudo”, diz Cutler.

Orkney foi escolhida para o teste pela Microsoft em parte porque era um centro de pesquisa de energia renovável em um lugar de clima temperado, um pouco frio até. A hipótese central é de que o custo do resfriamento dos computadores é menor quando estão debaixo d’água.

O cilindro branco emergiu das águas frias com uma camada de algas, cracas e anêmonas após um dia de operação de retirada. Porém, por dentro, o centro de dados estava funcionando bem e agora está sendo examinado de perto pelos pesquisadores.

Na medida em que mais e mais dados nossos são armazenados em “nuvem” hoje em dia, existe uma preocupação crescente com o vasto consumo de energia por centros de dados.

Mais ecológico

O Projeto Natick tratava em parte de descobrir se os clusters de pequenos centros de dados subaquáticos para uso de curto prazo poderiam ser uma proposta comercial, mas também uma tentativa de aprender lições mais amplas sobre eficiência energética na computação em nuvem.

Toda a eletricidade de Orkney vem de energia eólica e solar, mas não houve problemas em manter o centro de dados subaquático alimentado com energia.

“Conseguimos funcionar muito bem em uma rede que a maioria dos centros de dados baseados em terra considera não confiável”, disse Spencer Fowers, um dos membros da equipe técnica do Projeto Natick. “Estamos com esperança de poder olhar para nossas descobertas e dizer que talvez não precisemos ter tanta infraestrutura focada em energia e confiabilidade.”

Os centros de dados subaquáticos podem parecer uma ideia estranha. Mas David Ross, que é consultor do setor há muitos anos, diz que o projeto tem um grande potencial.

Ele acredita que eles podem ser uma opção atraente para organizações que enfrentarem um desastre natural ou um ataque terrorista: “Você poderia efetivamente mover algo para um local mais seguro sem ter todos os enormes custos de infraestrutura de construir um edifício. É flexível e econômico.”

A Microsoft é cautelosa ao dizer quando um centro de dados subaquático poderá ser um produto comercial, mas está confiante de que a ideia tem valor.

“Achamos que já passamos do ponto de experimento científico”, diz Ben Cutler. “Agora é simplesmente uma questão de o que queremos projetar… seria algo pequeno ou grande?”

O experimento em Orkney terminou. Mas a esperança é que ele ajude a encontrar uma forma mais ecológica de armazenamento de dados tanto em terra quanto debaixo d’água.

 

 

Fonte:

BBC

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Planeta do tamanho da Terra é encontrado vagando pela Via Láctea

O pequeno errante não está ligado gravitacionalmente a nenhuma estrela, e estudos sugerem que existem muitos outros como ele por aí.

É o menor planeta interestelar já encontrado, e sua descoberta reforça a ideia de que existem muitos outros escondidos pelo Universo.

Batizado OGLE-2016-BLG-1928, o tal planeta errante é estranhamente pequeno – a maioria dos planetas do tipo encontrados são tão grandes ou maiores que Júpiter. A sua distância da Terra ainda não foi calculada, e não se sabe muito sobre sua composição ou outras características. Ele foi identificado por duas equipes de cientistas trabalhando nos estudos do Optical Gravitational Lensing Experiment (OGLE), da Polônia, e do Korean Microlensing Telescope Network (KMTN), da Coreia do Sul.

Planetas interestelares são mundos que não estão ligados gravitacionalmente a uma estrela ou a algum outro objeto cósmico, como a Terra e os nossos vizinhos estão ligados ao Sol. Dessa forma, eles estão fadados a vagar pelo Universo sozinhos, e por isso às vezes também são chamados de “planetas errantes”.

A princípio, é possível que esses planetas tenham surgido já inicialmente sozinhos, sem orbitar nada. Mas é possível, também, que os planetas errantes fizessem parte de sistemas solares próprios no passado, e em algum momento (provavelmente nos estágios iniciais do sistema, onde tudo é mais caótico) tenham sido ejetados por algum fenômeno astronômico – e passado a viver em “exílio”.

Sabemos que esses planetas existem, e estudos estimam que eles sejam numerosos, podendo chegar aos bilhões na Via Láctea – mas, infelizmente, eles são muito difíceis de se detectar. Fora do Sistema Solar, é fácil encontrar estrelas porque elas emitem luz. Planetas em outros sistemas são mais difíceis de serem identificados, mas é possível espiá-los a partir de um fenômeno conhecido como trânsito astronômico – quando esses planetas ficam entre a Terra e a sua estrela-mãe, bloqueando a luz emitida por ela, como num eclipse.

Como planetas têm órbita fixa, esses bloqueios ocorrem em períodos também demarcados, confirmando a existência do planeta ali. Até o momento, mais de 4.300 exoplanetas na Via Láctea já foram catalogados, a maioria usando essa técnica.

Planetas errantes, por sua vez, não emitem luz e não têm uma estrela fixa para bloquear seus raios e causar um eclipse; dessa forma, são quase invisíveis para os terráqueos. É possível detectá-los, porém, através de um fenômeno conhecido como microlentes gravitacionais. Eles ocorrem quando um objeto se alinha em um ângulo específico entre a Terra e uma fonte de luz distante (geralmente uma estrela). Segundo a teoria de Einstein, a gravidade de um corpo com massa causa uma deformação no tempo-espaço ao seu redor, que é observável vendo a trajetória dos raios da luz. Portanto, quando a luz da estrela passa por um planeta no meio do caminho, nós aqui na Terra vemos que ela se deforma – e com isso conseguimos estimar o tamanho do objeto que causou a distorção, já que objetos maiores causam distorções mais extremas e que duram mais tempo.

O problema é que as microlentes gravitacionais são raras, e, diferente do trânsito astronômico, são eventos únicos e não-repetitivos. Além disso, são passageiras, o que dificulta que as encontremos no Universo e coletemos dados satisfatórios sobre elas – a deformação causada pelo novo planeta na trajetória da luz, por exemplo, durou somente 41,5 minutos, o evento mais curto de microlentes já detectado.

Por isso, poucos planetas errantes foram identificados até agora. E a maioria deles eram planetas grandes, com massa maior que a de Júpiter. Antes de o OGLE-2016-BLG-1928 dar as caras, apenas outros quatro considerados “pequenos” haviam sido identificados, e nenhum tão pequeno como o novato da lista.

A descoberta do planeta por si só não surpreende, mas reforça a ideia de que as microlentes gravitacionais são de fato um método eficiente de se identificar coisas pelo espaço, sejam grandes ou pequenas, perto ou distantes. Nas últimas décadas, as tecnologias de detecção desses fenômenos têm avançado rapidamente, de modo que cobrem uma maior parte do Universo em busca mesmo de distorções passageiras, como foi a mais recente.

Planetas interestelares têm chances próximas a zero de serem habitáveis, já que não há uma fonte de calor próxima, e por isso devem ficar de fora dos interesses crescentes da astrobiologia, que busca vida em outros lugares no Universo. Mesmo assim, a equipe do novo estudo reforça que provavelmente devem haver muitos, mas muitos desses errantes pelo espaço – só não estamos sabendo encontrá-los com eficiência.

 

 

 

 

Fonte:

Bruno Carbinatto, Superinteressante