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Os carros mais bizarros de todos os tempos

A carruagem sem cavalo!

Em 1899, um veículo estranho ganhou as ruas em Michigan, nos EUA. Seu inventor, Uriah Smith, colocou uma cabeça de cavalo de madeira na frente do seu carro, para que os outros cavalos não se assustassem tanto com aquele veículo barulhento. “Quando os outros cavalos perceberem que foram enganados”, disse ele na ocasião, “meu veículo já terá passado”. A cabeça era oca, para poder guardar combustível lá dentro…

1911 Overland OctoAuto

O inventor Milton Reeves achava que um carro com seis ou oito rodas seria melhor. Segundo ele, mais rodas daria mais conforto às pessoas, por isso foi juntando peças, acrescentando mais eixos, e criou o OctoAuto… O monstrengo media 7 metros! Apesar dos esforços, Reeves não recebeu nenhum pedido.

1933 Fuller Dymaxion

Esse eu achei legal, parece as naves dos antigos filmes do Flash Gordon! Projetado por R. Buckminster Fuller, esse… er… carro tinha sido pensado originalmente para ser uma aeronave. O plano era instalar motor a jato e asas infláveis, assim você poderia dirigir o carro na estrada e, quando quisesse, inflar as asas e sair voando. Mas as asas nunca foram adicionadas ao modelo, e sem elas ele ficou parecendo um comprimido rolando pela rua… O primeiro protótipo tinha uma cauda como de avião e saía demais de traseira. O modelo mais novo era maior e mais pesado, e trazia uma aleta estabilizadora no teto, como de tubarão… O “carro” nunca foi aceito pelo público.

1957 King Midget Model III

Na década de 1950, Caud Dry e Dale Orcutt, de Ohio, decidiram que iriam criar carros que todos pudessem pagar. Eles começaram com o modelo I, oferecendo o veículo como um kit estilo “faça-você-mesmo”. O kit vinha com as estruturas do carro, os eixos e chapas de aço que deveriam ser trabalhadas por alguém com alguma habilidade. E qualquer motor de um cilindro (que não vinha no kit) alimentaria o veículo. Não se sabe muito bem como, mas os dois inventores continuaram no negócio até o final da década com sua obra-prima, o modelo III (na foto). Esse era uma caixa de aço dobrada com um motor de 9 cavalos de potência. Felizmente, os padrões de segurança do governo fizeram com que o King Midget se tornasse nada mais do que uma lembrança.

1958 Zundapp Janus

Quem assiste ao segundo filme da série Carros, da Disney/Pixar, vê entre os numerosos automóveis — alguns copiando modelos do mundo real, outros não — um curioso minicarro alemão de formas simétricas, com uma porta frontal e outra traseira. O personagem é o vilão Professor Zündapp, ou apenas Professor Z, que coloca nas telas um modelo de vida curta no mundo real: o Zündapp Janus.

A Zündapp foi fundada em 1917 em Nurembergue, na Baviera, Alemanha, com o nome Zünder und Apparatebau GmbH (detonador e aparatos ltda. em alemão) para fornecer detonadores de explosivos para a Primeira Guerra Mundial. Com a queda da demanda após o fim do conflito, o fundador Fritz Neumeyer passou a de dedicar à produção de motocicletas e lançava a primeira delas, a Z22, em 1921. Na década de 1930 suas motos ganharam sucesso com uma linha diversificada de 200 a 800 cm³, incluindo modelos com carro lateral (sidecar).  Mas, depois da guerra, a Alemanha precisava de automóveis que fossem quase tão baratos e econômicos quanto as motos, mas oferecessem proteção contra o inverno severo. Foi quando surgiu o Janus. O estranho minicarro tinha uma grande porta frontal e outra traseira, abertas para cima e cada uma com dois vidros, e desenho totalmente simétrico nas laterais: à exceção dos faróis, as partes anterior e posterior eram iguais.

O nome Janus, o mesmo do deus romano que tinha rosto nos dois lados da cabeça, era justificado: sua cabine era um trapézio com lados igualmente inclinados correspondentes à frente e à traseira. Com dois bancos inteiriços de dois lugares cada, os passageiros de trás viajavam voltados para a retaguarda. Nas laterais, sem portas, eram usadas janelas de plástico Plexiglas.

Não fosse pelos faróis salientes, pelo retrovisor ou pelos arcos dos para-lamas mais altos sobre as rodas dianteiras, o motorista talvez ficasse em dúvida se deveria entrar pela porta frontal ou pela traseira. Claro que só havia volante em um dos “lados” do carro.

O anúncio do Janus sugeria alegria, mas no filme “Carros 2” ele é o malvado Professor Z

As vendas do Janus alcançaram pouco sucesso: 6.902 carros até outubro do ano seguinte, quando se encerrava o breve ciclo de produção. Diante do fracasso — seria preciso vender 15 mil deles para amortizar o investimento —, a Zündapp voltou a se dedicar às suas motos.

1961 Amphicar

Resultado de mais de uma década de desenvolvimento, o Amphicar foi lançado em 1961, no Salão Automóvel de Nova Iorque. Foi o primeiro e único carro anfíbio a ser comercializado com sucesso. A sua produção estendeu-se durante um período de 15 anos e a transição da terra para a água era feita mediante dois ou três passos relativamente simples, e de uma alavanca acionada. É essa alavanca que transfere a força do motor das rodas para as duas hélices posicionadas na traseira do veículo.

Esse exemplar das fotos é do ano de 1966. O Amphicar não usa leme: as rodas dianteiras desempenham o papel com precisão surpreendente. As portas fecham contra borrachas de vedação e têm um trinco suplementar de pressão, que precisa ser usado antes de se entrar na água. Se, por algum motivo o carro começar a fazer água, é só apertar um botão no painel, que uma bomba elétrica de grande capacidade devolve o líquido para fora.

O maior problema desse carro, e que nunca foi resolvido de forma satisfatória, era o preço.  Foram produzidas apenas 800 unidades…

1966 Peel Trident

Esse carrinho parece algo saído de um filme B de ficção-científica… Projetado com um jeitão de disco-voador, foi construído na Ilha de Man, Reino Unido, nos anos 1960. Ele tinha uma bolha de fibra de vidro como capota, o que lhe dava um ar de carro futurista, mas se mostrou uma péssima ideia.  O sol deixava o interior do carrinho tão quente quanto um forno ligado… O motor barulhento DKW e o fato de ser tão pequeno (é o menor carro para dois passageiros já produzido) contribuiu para seu insucesso.

 

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Brindes que vinham nos produtos

Faz algumas semanas, postei uma reportagem sobre a Turminha Brava da Bardahl, uma campanha que fez muito sucesso no Brasil nos anos 1960. (aqui). Essa campanha gerou bonequinhos plásticos de brinde que se podia colocar no retrovisor dos carros.

O post teve tanta repercussão que as pessoas começaram a se lembrar de outros brindes do passado que vinham com produtos de consumo, ou que eram distribuídos em promoções de divulgação da marca. Por isso, decidi fazer um post relembrando alguns deles.

Mascote do Arroz Brejeiro

Toda dona de casa conhecia o arroz Brejeiro nos anos 60 e 70. Era uma das marcas mais vendidas no país e fazia muitos comerciais na TV. Durante anos, a empresa distribuiu seu mascote, o Brejeiro, um boneco com cara simpática, nos pacotes de 5 quilos. O sucesso foi tanto que logo apareceram também o boneco Marinheiro e todo o resto da família. Eu só tive mesmo o Brejeiro e, de fato, era um boneco muito simpático.

As Grandes Telenovelas

Nos anos 80, foi lançado um sabão em pó para concorrer com o líder da categoria, OMO. Era o sabão VIVA, que usou e abusou de brindes promocionais que vinham junto com o produto. Você comprava uma embalagem e vinha um exemplar de uma coleção de revistas, por exemplo. Com isso, o VIVA começou a morder participação do mercado do OMO, que logo reagiu. Eu trabalhava na Rio Gráfica (editora do grupo Globo que, depois, passou a se chamar Editora Globo) na época e oferecemos ao OMO uma coleção de livros de bolso para competir com eles.

O grande trunfo era que transformaríamos as telenovelas da TV Globo em romances. Claro que toparam, até porque as adaptações eram feitas pelos próprios autores. Foram lançados doze livros, que vinham como brinde junto com as caixas do sabão.

Os livros foram:

  • Irmãos Coragem, da novela de Janete Clair;
  • O Bem-amado, da novela de Dias Gomes;
  • Carinhoso, da novela de Lauro César Muniz;
  • Escalada, da novela de Lauro César Muniz;
  • Pecado Capital, da novela de Janete Clair;
  • Anjo Mau, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Locomotivas, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Dancin’ Days, da novela de Gilberto Braga;
  • Pai Herói, da novela de Janete Clair;
  • Marron Glacé, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Água Viva, da novela de Gilberto Braga;
  • Louco Amor, da novela de Gilberto Braga.

A promoção foi um sucesso brutal, com mais de 8 milhões de livros (e caixas de sabão em pó, óbvio) vendidos no Brasil, e mais uns  2 milhões em Portugal. Uma curiosidade: além de ser o editor da coleção, eu também cuidava dos contratos com os autores e negociei os direitos de imagem com os atores que aparecem na capa dos livros. Por isso, tive a oportunidade de conhecê-los quando levei os contratos para as assinaturas: Tarcísio Meira e Glória Menezes, uma simpatia; Ney Latorraca, Antonio Fagundes, a Betty Faria, maravilhosa… Foi muito divertido!

Elefantinho Shell

Por volta de 1966 ou 1967, ou seja, logo após o estrondoso sucesso da campanha da Bardahl, quem enchia o tanque nos postos da Shell ganhava de brinde esse elefantinho, que era o símbolo da marca. Hoje em dia, é um dos brinquedos mais procurados por colecionadores, pois poucos são encontrados em bom estado. Também cheguei a ter um desses.

Brasilino da Fábrica de Móveis Brasil

Uma das grandes lojas de móveis dos anos 70 e 80, a Fábrica de Móveis Brasil dava de brinde seu mascote, o boneco Brasilino, para quem fizesse uma compra. Ele era lembrado sempre por um de seus principais garotos-propaganda, Raul Gil. E tinha um comercial de TV que eu achava insuportável…

Gotinha da Esso

Os bonequinhos da Esso, também dos anos 60 e também distribuídos nos postos de gasolina, fizeram muito sucesso. Cheguei a ter o casalzinho, o gotinha e a gotinha, e o sucesso era amplificado porque havia comerciais de TV muito bem feitos, na forma de desenho animado, que deixavam os brindes irresistíveis para as crianças – que imploravam aos pais que fossem abastecer o carro nos postos Esso. “Só Esso dá ao seu carro o máximo!”. Anos depois a Esso lançou seu Tigre, mas esse não cheguei a possuir.

Robô no Ovomaltine

A série Perdidos no Espaço foi um sucesso gigantesco no final dos anos 60 no Brasil. Aproveitando-se disso, o achocolatado Ovomaltine deu de brinde nessa época uma réplica do robô da série. A campanha foi tão bem sucedida que muita gente ficou sem receber o robô prometido, porque o estoque havia acabado… Eu fui um deles… Snif!

Figuras de índios do Toddy

O Toddy (e Nescau e Ovomaltine) entraram no Brasil todos mais ou menos na mesma época. Mas foi o Toddy quem mais deu brindes em suas campanhas, enfatizando para as mães que suas crianças ficariam fortes. Nas embalagens de vidro vinham carros, aviões e um monte de outras coisas. E o Toddy ainda patrocinava programas de muito sucesso, como “Patrulheiros Toddy”, no começo dos anos 60.

A série era “Tales of the Texas Rangers” e exibida na TV americana entre 1955 e 1958.  Aqui, a série virou uma febre e, aproveitando-se do momento, o patrocinador passou a promover o sorteio de um uniforme completo de Patrulheiro Toddy. Basta para isso enviar o rótulo da embalagem de Toddy com nome, endereços, etc. E já viu, o sonho de todo moleque em 1961 era ganhar esse uniforme!

O programa era apresentado na TV por Dary Reis, cercado por moleques todos de uniforme. Que inveja a gente tinha dessas crianças!

A molecada consumia Toddy feito doida, porque também vinham índios de plástico dentro do frasco, em outra promoção! Essa foi em 1967, se não me engano:

Em cada vidro vinha uma figura plástica de índio. Eram doze modelos diferentes pra colecionar. Quem completasse os doze, levava até um posto de troca e recebia um brinquedo Forte Apache completo, ou um traje de cacique ou princesa da tribo. Os índios não eram inutilizados; eles eram devolvidos para as crianças apenas com uma marca para que não pudessem ser trocados de novo.

Gibis no sabão em pó Rinso

O sabão em pó Rinso foi o primeiro a ser fabricado no Brasil, em 1953, pela Unilever. Era o dono do famoso slogan “Rinso lava mais branco”, e já não é mais fabricado, tendo sido substituído pelo OMO. Mas ele lançou uma promoção muito interessante em 1971: uma coleção de 4 revistas de quadrinhos Disney, produzidas pela Abril. As revistas vinham embaladas em um plástico coladas no verso da caixa do sabão, e dava pra ver a revista antes de comprar o produto, evitando de comprar repetida.

Se você se lembrar de mais um desses brindes geniais, e que marcaram época, que tal me dar um toque? Posso preparar outro post com essas indicações!

 

 

 

 

 

Fonte:

vejasp.abril.com.br

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A “TURMINHA BRAVA” contra o “DETETIVE BARDAHL”

Em 1939, uma pequena empresa americana iniciou a fabricação de um produto conhecido até os dias atuais: o aditivo Bardahl (para combater o atrito entre as peças do motor do carro).
Para divulgá-lo no Brasil (o produto começou a ser importado no início dos anos 50) a empresa criou a “Turminha Brava” (um bando de “malfeitores” que costumava atacar os “desprotegidos” motores dos veículos brasileiros). Esses terríveis meliantes atendiam pelos sugestivos nomes de “CHICO VÁLVULA PRESA”“ZÉ DOS ANÉIS PRESOS”“ANTONIO SUJO” e “CARVÃOZINHO”.
Em inglês, essa gangue se chamava Grimer Gang e seus membros se chamavam Black Carbon, Dirty Sludge, Gummy Rings e Sticky Valves, e quem os combatia era o Detetive Bardahl. A campanha foi criada no início dos anos 1950 por uma agência americana.
E aqui temos os originais: The Grimer Gang x Detective Bardahl
Segundo consta, o detetive Bardahl foi criado com base no personagem Joe Friday [interpretado por Jack Webb], detetive da série Dragnet (termo que indica batida policial) e que era muito popular nos Estados Unidos.
Os comerciais em desenho animado não apenas aumentaram as vendas do Bardahl, como também fizeram os personagens da Grimer Gang caírem no gosto popular. O comercial abaixo, que passou nas TVs americanas em 1959, foi um dos mais conhecidos:

O conceito da campanha era bem simples e objetivo: o Detetive Bardahl protegia o motor do carro contra os terríveis ataques da  Grimer Gang. Era o bem sempre vencendo o mal, como acontecia nos filmes e nas histórias em quadrinhos.

Quando a Bardahl resolveu trazer seus personagens – e essa campanha – para divulgar seus produtos no Brasil, em 1956, começou a veicular apenas em anúncios nos principais jornais do Brasil, como Estadão, Folha, Última Hora ou Diário da Noite.

Alguns dos anúncios que foram veiculados nos jornais de São Paulo foram estes:

Os comerciais de TV só passaram a ser divulgados no Brasil a partir de 1957. Eram os mesmos que passavam nos Estados Unidos, com uma dublagem brasileira. O comercial abaixo é de 1959 e passava muito na TV Tupi, na época uma emissora de muita audiência.

Os comerciais, que tinham inicialmente a assinatura “Com Bardahl tudo anda bem”, e posteriormente “Tudo anda bem com Bardahl”, enfocavam ora a Turminha toda, ora apenas algum de seus componentes, como no filme abaixo, dedicado ao Chico Válvula Presa:

Não demorou muito para surgirem os brindes, que eram ofertados nos postos de gasolina para serem colocados nos retrovisores. A série era disputadíssima pelas crianças, e hoje, quem tem todos os bonecos plásticos em bom estado não os vende por menos de R$ 3.000,00:

A partir de 1963, a Turminha Brava passou a contar com uma aliada: a Clarimunda, criada especialmente para o mercado brasileiro. Clarimunda tinha um corpo curvilíneo, numa tentativa de representação da mulher brasileira. Da mesma forma como acontecera com a Turminha Brava, Clarimunda foi introduzida inicialmente através dos jornais. Este anúncio saiu no jornal Última Hora, em 1963.

Logo a Clarimunda participou dos filmes com o resto dos vilões, em comerciais feitos aqui mesmo no Brasil, como este:

A personagem caiu no gosto popular, assim como os demais. Prova disso é que, nos anos 1960, havia um determinado tipo de mulher que recebeu o apelido de Clarimunda, feia de cara, mas boa de bunda!

Em 1968, a Bardahl começou a patrocinar um jovem piloto que despontava como promessa do automobilismo. Antes de ele ir para a Europa, esse piloto – campeão de Fórmula 3 – gravou um comercial de TV com… a Clarimunda e o resto da gangue!

Recentemente, essa turma toda foi recriada com um novo design e um novo figurino, e a Clarimunda passou a ser chamada de Drag Car, mais sensual.

Mas o que ficou mesmo na lembrança foi a turminha em preto e branco, e seu charme inigualável! Porque… tudo andava bem com Bardahl!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

 

Bardahl

anosdourados.blog.br

baudomaga.com.br

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10 invenções que a ficção científica inventou

Imaginada em: 1865, no livro De La Terre à la Lune, de Júlio Verne.
Realizada em: 1968, astronautas orbitam a Lua; 1969, astronautas na Lua.

Na história bolada por Verne, 3 sujeitos se lançam à Lua em uma espaçonave disparada por um canhão de 275 metros. Quase 100 anos antes de Yuri Gagarin se tornar o primeiro homem a sair da Terra, Verne se aproximou da realidade. O francês também acertou o número de tripulantes, previu a falta de peso no espaço, as dimensões da cabine e a base de lançamento – Flórida, pela proximidade do Equador, onde a Terra gira mais rápido. Finalmente, propôs que, na volta, a nave pousasse na água. Mas errou feio na maneira de pôr a nave em órbita, certo? Nem tanto: cientistas querem criar um canhão semelhante ao do livro para lançar cargas rumo à Estação Espacial Internacional.

Porta automática
Imaginada em: 1899, no livro When the Sleeper Wakes, de H.G. Wells.
Realizada em: 1954.

No livro, um cara entra em coma em 1897 e acorda em 2100, encantado com as novidades tecnológicas. Entre elas, uma estreia na literatura: portas que se abrem quando alguém se aproxima e se fecham quando a pessoa se afasta. No mundo real, elas surgiram muito antes, na ventosa cidade de Corpus Christi, no Texas, onde portas viviam batendo e quebrando. Para sanar esse problema, um dupla de vidraceiros locais inventou um sistema de portas acionadas por um sistema sob tapetes. Patenteadas em 1954, chegaram ao mercado em 1960.

Robôs


Imaginados em: 1921, na peça Robôs Universais de Rossum, de Karel Capek.
Realizados em: 1961, linhas de produção da GM.

A peça checa é célebre por criar o termo “robô” (de robota, “trabalho forçado” em checo) para nomear homens-máquina. Já a “robótica” veio em 1941, com Isaac Asimov, que foi fundo no assunto, criando leis e prevendo conflitos éticos da convivência entre a inteligência natural e a artificial. Essas máquinas feitas à semelhança do ser humano, androides, ainda não existem. Mas, de maneira geral, considera-se que o Unimate, uma máquina criada em 1961 e utilizada na GM para lidar com placas quentes de metal, tenha sido o primeiro robô como os imaginamos hoje.

Bomba atômica


Imaginada em: 1895, no livro The Crack of Doom, de Robert Cromie.
Realizada em: 1945, primeira explosão em teste nos EUA.

Apenas dois anos depois da descoberta do elétron, o autor irlandês imaginou uma bomba capaz de libertar a energia que mantém unidos os átomos de uma molécula e que “levantaria 100 mil toneladas a quase 2 milhas de altura”. A ideia de uma arma superpotente é tão clichê quanto um vilão de Austin Powers, mas o método descrito por Cromie era bastante lógico e curiosamente parecido com as bombas que seriam criadas 50 anos depois, que libertam a energia contida dentro dos próprios átomos. No entanto, a busca por uma bomba atômica foi uma evolução natural diante do avanço científico da época, especialmente diante da realidade da 2ª Guerra Mundial. Se o Projeto Manhattan envolveu cientistas responsáveis pela descoberta da física quântica, Cromie falava ainda na “energia etérea” presa nos elementos da Terra.

Satélite


Imaginado em: 1945, no artigo Extra-Terrestrial Relays, de Arthur C. Clarke.
Realizado em: 1963.

Em um artigo publicado pela revista Wireless World, em outubro de 1945, Arthur C. Clarke descreveu um conceito onde 3 estações espaciais realizariam uma órbita geoestacionária (onde um objeto parece parado no céu, em relação à Terra). Assim, seria possível enviar sinais de rádio, telefone ou televisão, por exemplo, de qualquer lugar do mundo para outro. Isso só foi possível 6 anos depois do Sputnik, quando o Symcom 2 foi lançado pela Nasa para ser usado em telefonia de longa distância. Hoje, mais de 300 satélites geoestacionários orbitam a Terra – eles ficam a 36 mil km de altura, enquanto os outros geralmente estão a algumas centenas de quilômetros. O autor de 2001 – Uma Odisseia no Espaço acabou sendo reconhecido: hoje, a órbita geoestacionária é também conhecida por órbita Clarke, bem como a pequena faixa de espaço sobre o Equador onde é possível manter tal órbita é chamada de cinturão Clarke.

Urna eletrônica
Imaginada em: 1975, no livro The Shockwave Rider, de John Brunner.
Realizada em: 1996, Brasil e EUA.

Na realidade imaginada por Brunner, as informações de todos os cidadãos estão em uma rede governamental manipulada pelos poderosos. Eis que um hacker cria um programa que disponibiliza todas as informações secretas do governo para quem quiser acessá-las. O último ato do programa é criar um plebiscito nacional, com votos através dos telefones, em que a população deve decidir se o sistema será mantido – o final a gente não conta. O curioso é que a votação é criada por um hacker, enquanto na vida real eles são justamente os caras mais temidos desde que as máquinas de votação direta surgiram na década de 1990.

Home Theater


Imaginado em: 1953, no livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Realizado em: anos 90.

Em sua obra mais popular, Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde os livros estão proibidos e são queimados se descobertos por bombeiros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua “televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Hoje, essa descrição parece apenas um pequeno exagero – inclusive, alguns diriam, no que trata da qualidade da programação e da relação das pessoas com personagens fictícios. Porém, quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980.

iPad
Imaginado em: 1966, série Jornada nas Estrelas.
Realizado em: 2010, pela Apple.

Os tablets podem ser vistos em vários filmes e séries de ficção científica, geralmente na mão de engenheiros ou cientistas. A antiga aparição dessa engenhoca é na série original de Jornada nas Estrelas, de 1966. No livro 2001, escrito por Arthur C. Clarke em 1968, baseado no script que escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem. Protótipos de tablets existem desde a década de 1990, mas o mundo certamente vai relacionar seu surgimento com o lançamento do iPad, da Apple, em fevereiro deste ano.

Internet
Imaginada em: 1984, no livro Neuromancer, de William Gibson.
Realizada em: anos 90

O “ciberespaço” descrito em Neuromancer lembra mais o mundo do filme Matrix – as pessoas se conectam fisicamente à rede de computadores, numa imersão completa – ser pego hackeando bancos de dados do governo e de empresas pode resultar em dor ou mesmo morte. Mas a visão de uma rede mundial de computadores e bancos de dados conectados entre si, à disposição de qualquer pessoa, era absolutamente inovadora em uma época onde computadores pessoais ainda eram um luxo. Ainda que o livro de Gibson não estivesse na cabeça de Tim-Berners Lee em 1989, quando este propôs a criação do serviço de hipertextos que viria a se tornar a web, a importância da obra na maneira como ela se desenvolveu é unânime. Quando a web começou a surgir, no início da década de 1990, as interações e oportunidades possibilitadas pelo “ciberespaço” de Gibson passaram a ser não só uma incrível previsão mas um objetivo a ser alcançado, servindo como plano de desenvolvimento para a tecnologia.

Colchão D`água

Imaginado em: 1961, no livro Stranger in a Strange Land, de Robert Heinlein.
Realizado em: 1968.

Em 1968, quando o estudante de design Charles Hall tentou patentear um colchão preenchido com água – já havia tentado versões com maisena e gelatina -, enfrentou problemas. Motivo: a tal “cama d’água” já havia sido descrita em um livro de Robert Heinlein, em que um garoto nascido e criado em Marte usa uma “cama hidráulica” para se adaptar à pressão atmosférica e à gravidade terrestres. O inventor teve a patente negada por causa da ficção.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante, por Solon Brochado

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Suicídio? Robô policial “morre” afogado em fonte e intriga norte-americanos…

John Connor 1 X Skynet 0…

O apocalipse das máquinas, como visto nos filmes da série O Exterminador do Futuro, sofreu um duro golpe na sua tentativa de passar das telonas ao mundo real: um robô de patrulha norte-americano acabou afogado em uma fonte de água, depois de falhar em sua tentativa de passar por uma escadaria – no que parte da imprensa internacional relatou como um “suicídio” da máquina…

O quase suicídio robótico intrigou os norte-americanos e aconteceu num escritório da capital norte-americana, Washington. Com um formato oval, movido por um conjunto de rodas e projetado para executar rondas autônomas em escritórios e shopping centers, o robô de segurança Knightscope K5 deve navegar por entre humanos mantendo ou restaurando a ordem.

Em entrevista noticiada pelos sites Cnet e The Guardian, Stacy Dean Stephens, vice-presidente de marketing e vendas na Knightscope afirmou se tratar de um “evento isolado” para uma unidade K5, e que “nenhuma pessoa se machucou ou foi envolvida de qualquer forma”, embora seres humanos tenham sido necessários para pescar o robô de volta.

A proximidade ao chão e movimentação limitada do robô podem ser grandes desafios para este tipo de robô, como mostram as fotos dele, acidentado, postadas no Twitter, em que o K5 aparece dentro da fonte.

Apesar do posicionamento de Stephens, essa não é a primeira vez que um robô de patrulha K5 protagonizou incidentes. Mesmo equipado com sensores que deveriam funcionar como olhos e ouvidos da lei, unidades do modelo já foram acusadas de protagonizarem conflitos desnecessários com humanos em estacionamentos, em abril deste ano, bem como o atropelamento de uma criança de um ano e 4 meses, em julho de 2016.

Como tuitou uma pessoa, “Steps are our best defense against the Robopocalypse “… Ou “Degraus são a nossa maior defesa contra o apocalipse dos robôs…”

 

 

 

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“Branca de Neve” completa 80 anos: algumas histórias

O lançamento do longa de animação “Branca de Neve e os Sete Anões” completa 80 anos em 2017. A produção da Disney teve sua estreia no Carthay Circle Theatre, em Hollywood, em 21 de dezembro de 1937, seguido do seu lançamento em todo os Estados Unidos em janeiro. Como todo clássico, há muitas histórias sobre sua produção pioneira. Veja algumas delas…

Para financiar a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões”, Walt Disney pegou vários empréstimos e hipotecou, inclusive, sua própria casa. Até sua mulher, Lillian, achava que a animação seria um completo fracasso. Além disso, seu irmão Roy Disney tentou convencê-lo a desistir do filme.

Dunga tinha sido originalmente criado para ser um tagarela, mas os produtores e o próprio Walt não conseguiram encontrar uma voz que ficasse adequada para o anão careca. Em vez de falar, Dunga, às vezes, choraminga, sendo ingênuo e frequentemente alvo de brincadeiras dos demais. Ele também é o único do sete anões que não tem barba.

“Loucura de Disney”: assim era chamada na época a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões”. O orçamento inicial da animação era de US$ 250 mil, muito maior do que qualquer outra produção da Disney até então. No final, o gasto atingiu mais de US$ 1,4 milhão, uma quantia enorme hoje em dia, imagine para 1937! Após o filme ser um sucesso, Walt Disney usou os lucros para construir os estúdios da Disney em Burbank.

A estreia do filme, em 1937, contou com a presença de estrelas de Hollywood, como Cary Grant, Shirley Temple, Judy Garland, George Burns, Charlie Chaplin, Marlene Dietrich e Ginger Rogers. Na época, em entrevista ao jornal “Los Angeles Times”, Chaplin disse, ao se referir ao anão Dunga, que a “Disney havia criado um dos maiores comediantes de todos os tempos”.

“Branca de Neve e os Sete Anões” foi um dos primeiros 25 filmes escolhidos para ser preservado na Biblioteca do Congresso Americano, em 1989, pelo Registro Nacional de Filmes (National Film Registry). Em 2008, o Instituto Americano do Cinema o escolheu como o mais importante filme de animação de todos os tempos.

“Branca de Neve e os Sete Anões” foi o primeiro filme com uma trilha sonora oficial. A animação da Disney, que é baseada no conto de fadas “Branca de Neve”, dos Irmãos Grimm, concorreu ao Oscar de melhor trilha sonora na premiação de 1938. O longa foi também o primeiro filme totalmente animado a ser lançado pela Disney.

Uma versão inicial da história incluía uma cena em que a rainha Má capturava o príncipe e o mantinha preso em seu castelo. Outra cena que ficou fora da versão final era uma em que os anões apareciam tomando ruidosamente a sopa e, em seguida, Branca de Neve os ensinava a comer como cavalheiros.

A atriz e dubladora americana Adriana Caselotti recebeu US$ 970 pela dublagem de Branca de Neve, o que equivaleria hoje a cerca de US$ 20.000,00, ou pouco mais de R$ 60.000,00 à cotação do dia. Apenas para efeitos de comparação, um dublador/locutor profissional no Brasil, com muitos anos de experiência e bastante requisitado para comerciais, pode chegar a um salário de cerca de R$ 10.000,00. Walt Disney firmou um estrito contrato com Caselotti, impedindo que ela “emprestasse” sua voz a outras produções, com exceção de pequenas participações em “O Mágico de Oz” (1939) e “A Felicidade Não Se Compra” (1946). Ela continuou fazendo a voz de Branca de Neve em várias ocasiões, gravando aos 75 anos, inclusive, “I’m Wishing” para o poço de desejos na Disneylândia.

A dançarina, coreógrafa e atriz americana Marge Champion serviu de inspiração para que os animadores da Disney (seu então marido, Art Babbitt, era animador e supervisionou grande parte da filmagem de referência) criassem a heroína de “Branca de Neve e os Sete Anões”. Marge também serviu de referência para a criação da Fada Azul em “Pinóquio” (1940).

As vozes da Rainha Má e da Bruxa Velha foram dubladas pela mesma atriz: a americana Lucille LaVerne. Para que a Bruxa tivesse uma voz completamente diferente, Lucille removeu um implante dentário, para fazer a dublagem. La Verne morreu menos de uma década depois de dublar a Rainha Má e a Bruxa Velha. Ela faleceu aos 72 anos em 4 de março de 1945, na Califórnia.

 

 

 

 

Fonte:

UOL

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Esses nomes são de duplas sertanejas de verdade

Tem gente que é mesmo criativa ao escolher o nome com o qual vão buscar o sucesso na carreira artística.

O pessoal dessas duplas sertanejas caprichou… E se o sucesso não veio, pelo menos eles marcaram seu nome na história!

Eu mesmo vou criar uma dupla dessas: Cesto & Sentido. Hua hua!

Sei que este não é uma dupla, mas entra como bônus…

E agora, outro bônus: nomes de duplas que a gente gostaria de ver (além da minha, claro, Cesto & Sentido):