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Vídeo mostra lanche de fast-food intacto após 24 anos; por que não estraga?

Outro dia, sem querer (porque raramente assisto TV) vi um comercial do Burger King informando que o lanche deles estraga. A chamada era algo como “comida de verdade estraga”.

Fiquei com isso na cabeça… a troco de quê eles fariam uma campanha tão… ousada… como essa? Daí, me deparei com a notícia abaixo e entendi tudo… Aliás, daí me lembrei de um post meu de algum tempo atrás e que tratava do mesmo assunto. Este aqui. Em resumo, a campanha do Burger King é certamente uma “resposta” à notícia que replico abaixo – e a tantas outras que, de tempos em tempos, aparecem por aí.

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O que será que acontece com um hambúrguer ou batata frita de redes de fast-food ao ficarem guardados por mais de 20 anos dentro de uma caixa? A resposta é: nada.

E isso foi “provado” por um vídeo (ver no fim) que viralizou nas redes sociais mês passado, onde uma garota resolveu fazer o experimento e mostrar aos internautas como um sanduíche do Mc Donald’s, que foi guardado em 1996, permanece intacto. Segundo ela, o hambúrguer ficou guardado no guarda-roupa por 24 anos

Não é a primeira vez que a empresa de fast-food é questionada por isso. Em um comunicado, emitido dois anos atrás, a rede informou que os lanches estragam, sim, mas em condições específicas. De acordo com Keith Warriner, diretor do departamento de ciências alimentícias e controle de qualidade da Universidade de Guelph, no Canadá, os lanches permanecem intactos porque são mantidos em condições não favoráveis a bactérias.

O especialista explicou ainda que os micróbios responsáveis pela decomposição necessitam de água, nutrientes, calor e tempo para crescer. Se algum desses elementos é retirado, as bactérias não desenvolvem e não estragam a comida. No caso desses tipos de lanches, por exemplo, a carne perde água em forma de vapor durante o preparo e o pão, ao ser tostado, também perde água. Ou seja, depois de pronto, o hambúrguer fica praticamente seco.

E os conservantes?

Na resposta, o cientista não citou que a quantidade de conservantes que um alimento processado tem também altera a sua data de validade. Quanto mais, maior o prazo de validade do alimento. “Alimentos processados são aqueles desenvolvidos pela indústria alimentícia em que há a adição de componentes como açúcar, sal e conservantes para melhorar o sabor, o aroma, a textura e, claro, aumentar seu prazo de validade”, explica Aline Martins de Carvalho, nutricionista do Grupo de Estudos Epidemiológicos e Inovação em Alimentação e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).

Os aditivos liberados pela Anvisa são os conservantes que retardam o crescimento de microorganismos que causam deterioração do alimento. Segundo o ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, a inclusão de conservantes nos alimentos é fundamental para a segurança alimentar, reduzindo desperdícios e garantindo a disponibilidade do alimento.

Porém, vale lembrar, que optar pelo produto in natura é sempre melhor e mais saudável.

 

 

 

Fonte:

vivabem.uol.com.br

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Relembre fatos marcantes dos 70 anos de TV no Brasil

A televisão surgiu em 1950 no Brasil, importando o que o rádio tinha de melhor. Nos anos 1970, ganhou transmissão em cores. E ao longo de 70 anos de história, lançou manias e paixões nacionais.

“Boa noite. Está no ar a televisão do Brasil!”

Garoto vestido como índio, o símbolo da TV Tupi e Lia de Aguiar e Dionisio Azevedo, em cena de ‘Sua vida me pertence’, primeira telenovela brasileira (1951). Esta produção em 15 capítulos, entretanto, era exibida apenas duas vezes por semana, e não de segunda à sexta-feira, formato usualmente adotado pelo gênero — Foto: Divulgação/Site do artista

Assim, uma logomarca com um pequeno índio anunciava a primeira transmissão brasileira, em 18 de setembro de 1950, pela TV Tupi.

O empresário e jornalista Assis Chateaubriand, fundador da Tupi, foi também o primeiro difusor dos aparelhos em um país que já tinha a tecnologia, mas carecia de famílias com recursos para comprá-los. E de aparelhos pra serem vendidos… Montes de pessoas se aglomeravam em padarias e outros lugares de São Paulo para assistir ao primeiro programa ao vivo, “TV na Taba”, na noite daquele 18 de setembro. O programa reuniu artistas que vinham do cinema e do rádio, mas se tornariam grandes símbolos da televisão, como Lima Duarte, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues e Mazzaropi, e foi comandado por Homero Silva.

Essa primeira transmissão no País foi feita para apenas 200 aparelhos. Hoje, são mais de 100 milhões ligados em uma das maiores indústrias criativas do mundo.

Mas senta que lá vem história…

Um mês antes da inauguração, durante uma reunião, o engenheiro americano Walther Obermüller, responsável técnico, perguntou informalmente quantos aparelhos de TV havia no País. O pai da iniciativa,  Assis Chateaubriand, poderoso empresário, respondeu: nenhum.

Chatô tentou importar os aparelhos, mas pelo trâmite legal eles levariam dois meses para chegar. O empresário pediu a ajuda do então presidente Eurico Gaspar Dutra, mas o prazo para a entrega seria o mesmo. A saída foi contrabandear 200 aparelhos, prometendo o primeiro ao próprio presidente Dutra. Os outros 199 foram espalhados em pontos públicos da cidade de São Paulo…

A linha do tempo da televisão no País teve uma série de marcos históricos.

Em 1953, nascia TV Record; em 1954 foram transmitidas as primeiras partidas de futebol e o País se reuniu na frente da telinha para chorar a morte do presidente Getúlio Vargas. Em 1963, o programa de auditório de Silvio Santos começou a ser exibido nas tardes de domingo pela TV Paulista. Em 1965, entrou no ar a TV Globo. A TV Bandeirantes veio em 1967; dois anos depois, foi a vez da TV Cultura. Com o videotape, a televisão não precisava mais ser 100% ao vivo, e a qualidade dos programas começou a crescer. Surgiram atrações de sucesso como “Rancho Alegre”, humorístico estrelado por Mazzaroppi; o “Grande Teatro Tupi”, com peças televisionadas; o jornalístico Repórter Esso, que se autointitulava “testemunha ocular da história”; “O Céu é o Limite”, show de perguntas e respostas com Aurélio Campos…

Inauguração da primeira TV do Brasil, com transmissão ao vivo, a TV Tupi de São Paulo.

Logo a televisão passou a fazer parte essencial do cotidiano do brasileiro.

Humor e novelas

Nos anos 1960 a TV brasileira foi dominada pelo humor. Foi nessa década em que surgiram nomes como José Vasconcelos e Chico Anysio, prodígio que havia participado aos 16 anos de um concurso na rádio Guanabara, no Rio de Janeiro. O destaque de um de seus quadros, “A Escolinha do Professor Raimundo”, levou Chico a ganhar o seu próprio programa, “Tim Tim por Tantan” e, depois, o “Chico Anysio Show”. A próxima estrela do humor na TV seria o exótico Chacrinha, personagem do apresentador Abelardo Barbosa. Sua fama era tão grande que ele logo ganhou dois programas de auditório semanais: “Discoteca do Chacrinha”, às quartas-feiras, e “Buzina do Chacrinha”, aos domingos. Programas de auditório como o de Chacrinha e Silvio Santos marcaram para sempre a história da TV brasileira. No programa “Noites Cariocas”, na TV Rio, outro comediante conquistava seu espaço: Ronald Golias, dirigido por Carlos Alberto da Nóbrega – que até hoje apresenta o humorístico “A Praça é Nossa”, no SBT.

Chacrinha
Chico Anysio

Novelas

Em 1963 nascia o formato mais brasileiro da TV: a telenovela. com a primeira produção a ser exibida diariamente, 2-5499 Ocupado, produzida e exibida pela Rede Excelsior, estrelada por Tarcísio Meira e Glória Menezes. Desde então, o público se rendeu aos folhetins exibidos diariamente. Entre as produções de grande audiência, a mais marcante foi “O Direito de Nascer”, exibida em parceria pela TV Tupi e TV Rio. É provável que ela seja até hoje, em números relativos, o maior sucesso de todos os tempos: seu último capítulo teve 99,75% dos televisores ligados.

No dia 26 de abril de 1965 às 10:45, entrava no ar o canal de TV que mudaria o mercado brasileiro: a TV Globo, com a transmissão do programa infantil Uni Duni Tê. Também estavam na programação dos primeiros dias a série infantil Capitão Furacão e o telejornal Tele Globo, embrião do atual Jornal Nacional. Os primeiros oito meses da TV Globo foram um fracasso, o que levou à contratação de Walter Clark, na época com 29 anos, para o cargo de diretor-geral da emissora. Clark foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso da emissora, junto com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Aos poucos, instalava-se na emissora carioca o conceito que viria a ser conhecido como “Padrão Globo de qualidade”, imposição estética e técnica que a levaria a superar as concorrentes e garantiria um crescimento astronômico nas décadas seguintes.

Enquanto a TV Record apostava no Festival da Música Popular Brasileira, que revelaria nomes como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, a Tupi e a Globo investiam nas novelas. A Tupi emplacou “Beto Rockefeller”; a Globo, “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, com um elenco de jovens estrelas como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Cláudio Marzo, Regina Duarte e Cláudio Cavalcanti. Os anos 1970 trouxeram para a Globo novos nomes do humor, como Jô Soares, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino, além de Os Trapalhões. É nessa década que ocorreu também uma grande revés para a emissora: apesar de diversas tentativas, a novela “Roque Santeiro”, de Daniel Filho, com Lima Duarte, Francisco Cuoco e Betty Faria, foi proibida pela Ditadura Militar – a história só seria exibida em 1985, em um remake. O prejuízo só não foi maior graças à sequência de novelas de grande audiência, como “Selva de Pedra”, “Pecado Capital” e “Escrava Isaura”.

Nos anos 1980, o mercado estava em ebulição: Silvio Santos comprou o canal TVS, que viraria o SBT; a Bandeirantes investia pesado no esporte, com a contratação do narrador Luciano do Valle; a Rede Manchete contratou Maytê Proença a peso de ouro para lançar a minissérie “Marquesa de Santos”; a TV Record foi comprada pelo Bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Novos apresentadores caíam no gosto do público: Xuxa Meneghel, com foco no público infantil e Fausto Silva, na Globo; Gugu Liberato, no SBT.

Nos anos 1990 com a chegada da TV a cabo por assinatura, o mercado renasceu com um número enorme de canais, como a MTV, voltada ao público jovem, e a GloboNews, canal de notícias 24 horas no ar.

Foi uma mudança tão grande que algo semelhante só aconteceria anos depois, com a chegada ao Brasil do mercado de streaming. Mas essas já são cenas dos próximos 70 anos…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

UOL

Wikipedia

isto é

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Banheiros estranhos… você usaria?

Enquanto a pandemia que assola o mundo não acabar, vai ser difícil a gente rodar por aí descobrindo bizarrices – e que existem de montão, pode acreditar.

A coleção de fotos a seguir comprova essa afirmação e é do tempo em que a gente podia andar sem máscara.

O problema é que a gente andava, andava e chegava o momento do … digamos… aperto. Aí, você era obrigado a procurar um local pra se aliviar e, geralmente, seria o banheiro. E você se deparava com situações inusitadas, ou melhor, com banheiros inusitados…  encontrados em residências, hotéis, botecos e restaurantes.

Banheiros como esses.

Aqui, você podia lavar as mãos… e o resto do corpo.

 

Neste caso, o aperto seria… literal.

 

Pensando bem, não deixa de ser uma boa ideia… 

 

Tudo bem, você consegue abrir a porta, mas não sei se dá pra fechar a porta com você lá dentro.

 

Tem o lixinho, toalha, sabonete líquido… talvez o vaso sanitário esteja demais.

 

Um pequeno erro de cálculo.

 

Você pode brincar um pouco, treinando sua pontaria um jato em cada um. Divertido.

 

Nem sei se a mão cabe direito nesse espacinho que sobrou… 

 

Este é pra quem quer se aliviar na frente de testemunhas.

 

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Anos Dourados | moda e comportamento anos 50

A Segunda Grande Guerra havia terminado, deixando a Europa literalmente em escombros, assim como o Japão depois do lançamentos de duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. A política continuava bastante tensa, pois a Guerra havia colocado a então União Soviética no palco das grandes potências. Stalin, ditador, chegou até a Alemanha, mas não saiu do país, conforme tratados anteriores.

Totalmente destruída devido a bombardeios dos Aliados, inclusive na população civil alemã (algo que a História tenta esconder até hoje), os Aliados nada puderam fazer e o país foi dividido em dois: Alemanha Oriental, um satélite da URSS e a Alemanha Ocidental, democrática e com suporte dos Aliados (França, Inglaterra e Estados Unidos). A capital Berlim, dividida, foi transferida para Bonn (famílias inteiras foram divididas juntamente com o Muro) e permaneceu neste status quo até 1989, com a Queda do Muro de Berlim, já na era de Mickhail Gorbachev.

Em pouco tempo, a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética emergiu forte e perigosa, com a diplomacia deixada de lado. Essa animosidade  culminou com a Guerra da Coreia, onde Estados Unidos apoiavam o Sul e a União Soviética, o Norte. Nunca foi assinado qualquer armistício até hoje e a divisão das Coreias é um pesadelo para suas populações.

Ao fim, Coreia do Sul passou a ser aliada dos americanos e a Coreia do Norte, apoiada pelos soviéticos, deu no que deu até hoje: o país mais fechado do mundo, governado pelo terror e pelo medo da terceira geração de Kim  Jon Il, o patriarca do país. Momentos de tensão e a ameaça de uma guerra nuclear pairavam no ar como um peso na cabeça de todo o mundo.

E ainda tinha mais: este cenário tenso ainda jogou mais água na fervura. Era o tempo da caça às bruxas,  Comitê de Atividades Antiamericanas ( HUAC, em inglês) do senador por Wisconsin, Joseph McCarthy.

Joseph McCarthy

Artistas, escritores, pessoas comuns ficaram na mira da Comissão para “varrer o comunismo” do território americano. Foi um absoluto desrespeito às liberdades individuais que haviam emergido com força total depois da Guerra. Afinal, o Ocidente, capitalista era o símbolo da liberdade de expressão, da livre iniciativa. Começava também a política anti-segregação racional no sul dos Estados Unidos. É o início dos direitos civis para os negros americanos.

Mesmo assim, o mundo vivia a euforia de mais um pós-guerra, onde mais de 25 milhões de pessoas morreram e o mundo soube dos horrores do Holocausto, a grande matança de judeus, ciganos, gays e outras minorias pelas SS alemãs.

O mundo queria ‘passar uma borracha’ em tanta atrocidade e tentava criar uma forma de viver e mudar tudo o que estava aí, esquecendo o passado de perdas e tristeza.

O rock ainda engatinhava, mas seu ídolo máximo, Elvis Presley, lindo e jovem, fazia a mulherada delirar.

Quando se alistou na Guerra da Coreia, as fãs choravam, mas ele, como bom-moço que era à época, foi servir seu país. Na volta, o escândalo: inventou a dança rebolante do rock e os seus trejeitos correram mundo. A moçada começa a servir-se da liberdade e dos direitos civis, que ainda iriam dar o que falar – e convulsionar o mundo – na década seguinte.

Evidentemente, a moda refletia a euforia, a liberdade, a conquista de ser você mesmo. Até porque, com a guerra terminada, retornava o dinheiro e o glamour! Era a época das pin-ups.

O “New Look” de Dior é a grande referência da moda feminina nessa fase do século XX: cintura marcada; saia godê; calça corsário (capri); sapatilhas; cintos finos e tons pastel. Chega de preto, verde oliva, azul-marinho. A onda eram os tons pasteis, leves como a sociedade Ocidental queria viver.

O “New Look” de Christian Dior fez a cabeça da mulherada mundo afora. Sem racionamento, a partir de 1947, Dior usava metros e mais metros de tecido para criar um vestido bem amplo e na altura dos tornozelos.

NUNCA uma tendência foi tão rapidamente aceita como o “New Look” de Dior. A mulher necessitava sentir-se feminina novamente, gostar do luxo e da sofisticação. As saias desciam novamente. Cintura bem marcada e sapatos de saltos altos,  luvas e outros acessórios de luxo, como pele (ainda não havia restrições ecológicas) e joias, muitas joias .

O ícone fashion da temporada era a maravilhosa e estilosa AUDREY HEPBURN!

A influência do “New Look” foi tão arrebatadora que os estilistas do século XXI, da Maison Dior, continuam colocando a cintura marcada, as saias rodadas e os chapéus em suas coleções, a exemplo de John Galliano em 2008, antes de cair em desgraça por racismo.  É o genial na simplicidade sofisticada. Este é o conceito do “New Look”.

Grace Kelly, a atriz que virou princesa, era um dos ícones do “New Look”…,assim como Brigitte Bardot, que estouraria no mundo inteiro com o filme ““… E Deus fez a Mulher”, de Roger Vadim.

 

Grace Kelly
Brigitte Bardot

A blusa ombro a ombro, também chamada de Brigitte Bardot, foi uma das primeiras peças de moda a cair no gosto popular, e sem estar nas passarelas. O mesmo se deu com o xadrez (Vichy) e o “petit pois” (as famosas bolinhas, bolas e bolonas na estamparia da época e, claro, o retorno delas décadas depois).

O mix de listras, xadrez e outras estampas vem dos anos 50. É o de sempre: o que foi ontem volta hoje “repaginado”

Tudo parecia simples e prático, acompanhando as mudanças provocadas pela Guerra.

A década foi marcada por três mulheres com Estilos & Atitudes diferentes. Tinham em comum o charme e o glamour.

Audrey Hepburn – estilo e sofisticação. Meiga, mas ciente de seu lugar no mundo;

Brigitte Bardot – menina, despojada, mas estilosa e dona de si. Estilo mais solto, sem se ater a uma tendência ou outra.

Grace Kelly – faz mais o jeito de Audrey Hepburn. Imagem meiga, sofisticada, estilo clássico – especialmente ao se tornar a Princesa de Mônaco. Foi a atriz favorita de Alfred Hitchkok.

A VOLTA DE CHANEL

Somente em 1954 Coco Chanel reabriu sua Maison em Paris, fechada durante toda a guerra. Primeiramente foi vista como “colaboracionista” do governo de Vichy, aliado dos alemães, pois havia sido amante de um oficial das SS ( o livro “Dormindo com o Inimigo” fala sobre essa fase da vida de Chanel). Aos 70 anos de idade, criou algumas peças que se tornariam ícones inconfundíveis: o tailleur com guarnições trançadas, a famosa bolsa a tiracolo em matelassê e o scarpin bege de ponta escura.

A tradição e os valores conservadores estavam de volta. As pessoas casavam cedo e tinham filhos. Nesse contexto, a mulher dos anos 50, além de bela e bem cuidada, devia ser boa dona-de-casa, esposa e mãe. Vários aparelhos eletrodomésticos foram criados para ajudá-la nessa tarefa difícil, como o aspirador de pó e a máquina de lavar roupas. A calça “rancheira” usada por trabalhadores rurais entra para o mundinho fashion e vira febre da moçada.

O símbolo da calça jeans e camiseta branca foi o ator James Dean.

Topete, T-shirt branca, calças jeans detonadas e o cigarro sempre na boca.  Símbolo do cinema americano da época, sua fama só cresceu ao morrer ainda jovem num acidente de carro.

James Dean foi a personificação do Estilo& Atitude masculino, Estilo que é também descontração. Quanto à Atitude, basta ver o seu olhar na foto.

Em contraposição ao estilo americano descartavelmente planejado, com produtos pouco duráveis, na Europa ressurgiu, especialmente na Alemanha, o estilo modernista da Bauhaus, uma escola de arte, design e arquitetura fundada em 1919 por Walter Corpius ( durou apenas 14 anos, mas influenciou o modernismo e continua atualíssimo), dando continuidade à criação inovadora.

O foco era a fabricar bens duráveis, com design voltado à funcionalidade e ao futuro. De cadeiras a edifícios, a fórmula de linhas simples, durabilidade e equilíbrio eram os pontos fundamentais de qualquer criação que levasse a assinatura dos arquitetos e designers, incluindo a União Soviética, um dos pilares da Bauhaus, considerada arrojada e vanguardista até hoje. Discípulos famosos foram Oscar Niemeyer, Lúcio Costa ( a concepção da Esplanada dos Ministérios é puramente Bauhaus) e Philip Stark, o designer mais famoso da atualidade.

Objetos da Escola de Arquitetura e Design Bauhaus

Criação de Marcel Breuer
Cadeira Barcelona criada por Mies van der Rohe, em1929.

Ao som do rock and roll, a nova música dos anos 50, a juventude norte-americana e mundial buscava sua própria moda. Entre os negros, era vez do jazz. Ambos os ritmos mudaram o modo de ouvir música e lançaram grandes nomes, como Beatles, Louis Armstrong e outros gênios da música americana. O jazz influenciou a bossa nova brasileira que também ganhou o mundo. Uma década de experimentação, inovações e liberdade.

MODA

Na moda? Bem, a moda foi para o lado colegial, que teve origem no sportswear. As moças agora usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.

O conforto passou a ser a palavra-chave para o vestir, um critério que adotamos até hoje, a MODA CONFORTÁVEL acima de tudo. As maisons francesas voltaram com tudo com a “haute couture”, sempre para poucas, e o streetwear começa a ganhar força. Um claro sinal de que a moda estava sendo ‘desconstruída’ de acordo com a época. Eram ícones que se tornavam objetos ‘cult’ por serem confortáveis, de fácil acesso e barato: camisetas, calça Levi´s, sapatilhas, tecidos para as costureiras ( quase toda a roupa da classe média era realizada por costureiras).

Moda praia
Calça Cigarrete anos 50 (quase uma legging)
Calça capri

As revistas de moda e das celebridades dos cinemas serviam de ‘inspiração’ para os vestidos rodados, as saias plissadas feitas pelas costureiras. O motivo: a mão-de-obra barata que ficou desempregada depois da Guerra e a profusão de tecidos incríveis em todo o mundo.

Será apenas no final da década de 60 que o binômio passarela/ruas irá mudar para ruas/passarela, fórmula que se mantém até hoje, tal a força da MODA CONCEITO, MODA CONFORTO, MODA STATEMENT, que as ruas levam até as passarelas e não “the other way around”.

 

 

Fonte:

ecolebrasil.com, Mônica Ayub – Jornalista, empresária e assessora de comunicação. Autora do Livro Estilo e Atitude: Reflexos da moda: XIX ao século XXI

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Fatos curiosos… e nojentos… sobre os cavaleiros medievais

A gente se acostumou a ver o cavaleiro medieval no cinema, na TV ou nos quadrinhos, como sendo um sujeito galante, corajoso e, muitas vezes, bonitão. Por exemplo, o primeiro papel de destaque do Roger Moore, muito antes de ficar famoso em todo mundo como James Bond, 007, foi o do cavaleiro Ivanhoé – uma série britânica que chegou a passar nas TVs brasileiras na década de 1960.

Roger Moore, ainda mocinho, como Ivanhoé.

Antes dele, porém, já havia um herói medieval de muito sucesso nos quadrinhos, criado por Hal Foster, o Príncipe Valente.

Repare como são fortes, altos, bonitos e limpinhos. Assim como outros heróis medievais cujos filmes a gente assistiu nas telonas…

Sinto desapontá-los, porém, com a verdade nua e crua: embora nos filmes, seriados e contos sobre os incríveis cavaleiros medievais, eles sejam retratados como guerreiros fortes e, principalmente, altos, acredita-se que a média de altura deles não passasse muito de 1,60 metro! Essa afirmação ainda não tem provas científicas, mas o tamanho das armaduras encontradas e apresentadas em museus ao redor do mundo sugere que o número seja preciso e próximo do real…

Mas as novidades bombásticas não param aí!

Talvez você saiba que as condições de higiene no mundo medieval não eram das mais favoráveis para as pessoas, mas para os cavaleiros, eram ainda piores. Não existiam locais de banho acessíveis para os membros da classe guerreira e eles podiam passar um ano inteiro com apenas três banhos! Imagine o cheirim debaixo da armadura…

Falar nisso me fez lembrar de outro… hã… detalhe…

Vestir uma armadura completa poderia levar até uma hora e, em várias ocasiões, só era possível com a ajuda de um servo. Sendo assim, os cavaleiros não viviam tirando e colocando suas armaduras quando queriam. Então, se chegasse a hora de o coitado fazer o número 1 ou – ainda pior  – o número 2, e ele não conseguisse remover partes de sua armadura, teria que fazer tudo vestido mesmo! Por isso, alguns modelos de armaduras possuíam pequenas aberturas que permitiam que os cavaleiros pudessem se aliviar mesmo vestidos.

O que era um risco de levar um golpe por entre essas aberturas…

Agora, pensa como era o interior de uma armadura dessas? Sem banhos e oportunidades de ir ao banheiro, os cavaleiros passavam horas dentro de armaduras imundas. Além das sujeiras do próprio corpo, elas podiam acumular sangue dos próprios guerreiros ou dos adversários e pedaços de comida. Barbas, cabelos e mãos também eram repletos de sujeira…

Daí, meu caro leitor ou cara leitora, se era difícil para os cavaleiros medievais encontrarem condições propícias para o banho, imagine se eles iriam se preocupar com seus dentes? Além da falta de higiene, vários cavaleiros apresentavam dentes irregulares, por terem quebrado alguns deles em batalha. Não era raro encontrar um cavaleiro mais experiente sem todos os dentes antes mesmo dos 30 anos.

Agora… pensa na aparência de um guerreiro desses?

Sujeira por todo o lado, nas unhas, cabelos… pedaços de comida, sangue seco, cheiro de jaula dentro da armadura de metal… Esquece o visual de um príncipe sedutor… Quando tiravam sua armadura, nada de cabelos e barbas aparados e dentes limpinhos, eles se pareciam mais com os bárbaros selvagens contra os quais lutavam.

Aí, nosso herói medieval fedido e sujo tirou a armadura e, depois de tanto tempo preso naquela lata de sardinha gigante, ele quer ter uma noite de rala e rola.

De novo, esqueça a imagem de guerreiros honrados e galãs conquistadores de princesas e mocinhas indefesas. Era comum que os cavaleiros conseguissem sexo, após as vitórias em batalha, violentando mulheres e garotas de vilas ou tribos rivais. Virgens eram os alvos preferidos dos cavaleiros.

Sim, eu sei que tudo isso é uma grande decepção… esses heróis galantes não tinham nada de galantes. Talvez seja melhor mesmo a gente guardar na memória a imagem de nossos heroicos cavaleiros enfrentando dragões e salvando a princesa.

Pelo menos, nesses contos, a gente não precisa lidar com a realidade, né?

Caráter vetor criado por macrovector – br.freepik.com

 

 

 

 

fontes:

wikipedia

fatosdesconhecidos.ig.com.br

 

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A Garota de Vermelho de 1913

Mais de 100 anos depois de terem sido tiradas, essas imagens de uma adolescente em Dorset, na Inglaterra, tomaram conta do Twitter e do Instagram.

Uma foto em close relativamente incomum na época, tirada na praia em Lulworth Cove, Dorset, em 1913. A grande abertura reduziu o fundo a uma quase abstração, e a falta de referências óbvias do período em que foi tirada dá a esta imagem um toque moderno. Christina in a Red Cloak, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

A garota em questão é Christina, e as fotos circularam nas redes sociais e na imprensa mundial. O Daily Mail a chamou de “a Dama de Vermelho original”. O Daily Mirror sugeriu que as imagens pareciam tão contemporâneas que deveríamos usar a hashtag #tinaonthebeach. E o El Pais apelidou Christina de “Una‘ pin-up ’de Flickr del siglo XX” .

O longo tempo de exposição deu ao mar uma qualidade vítrea e a grande abertura e a profundidade de campo limitada colocaram Durdle Door, ao fundo, fora de foco. Christina on the Beach, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

Mas, quem foi Christina?

Seu nome completo era Christina Elizabeth Frances Bevan e ela nasceu em Harrow em 8 de março de 1897. Christina era filha de Edwyn Robert Bevan e Mary Waldegrave, que era conhecida pela família e amigos como Daisy. Eles tinham duas filhas – Christina e Anne Bevan – e moravam a apenas dois minutos a pé da casa da família de Mervyn O’Gorman, o fotógrafo amador e autor das fotos.

Um slide de Christina, Daisy e Anne caminhando até a praia em West Lulworth – a localização dos retratos de Christina – agosto de 1913. Por Mervyn O’Gorman

Talvez nunca saibamos qual era a relação precisa entre as duas famílias, mas, qualquer que fosse o vínculo, ambas as famílias eram claramente amigas. Certamente, a amizade foi suficiente para Mervyn acompanhar Daisy e suas duas filhas em uma viagem a Lulworth Cove em agosto de 1913, onde tirou os retratos de Christina.

Um retrato evocativo tirado na praia de Lulworth Cove. A escolha do traje de banho de Cristina foi fortuita, já que o vermelho era uma cor que o processo autocromo capturava particularmente bem. Christina on the Beach, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

O autocromo é um antigo processo de fotografia colorida. Patenteado em 1903 pelos irmãos Lumière, na França, e comercializado pela primeira vez em 1907, permaneceu o principal processo para se obter fotografias a cores durante o início do século XX, especialmente na década de 1930.

Foto do Taj-Mahal usando o autocromo, de 1921.

Uma fotografia serena, quase surreal. O longo tempo de exposição necessário, mesmo sob sol forte, deu ao mar uma qualidade irreal de vidro. O vermelho vivo de seu traje está em dramático contraste com os tons naturais suaves do fundo. Ao longe avista-se o barco a remo que aparece em algumas das outras fotografias tiradas no mesmo dia. Christina Paddling, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

E quem foi Mervyn O’Gorman?

Nascido na Irlanda, Mervyn Joseph Pius O’Gorman (1871–1958) é mais conhecido como um dos maiores engenheiros aeronáuticos britânicos. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele foi chefe do Royal Aircraft Establishment em Farnborough. Ele também foi um pioneiro do automobilismo, escrevendo o O’Gorman’s Motoring Pocket Book em 1904, e esteve ativamente envolvido no Royal Automobile Club, tornando-se seu vice-presidente. Posteriormente, desempenhou um papel fundamental na introdução do Código de Trãnsito nas Estradas.

O’Gorman era um artista, além de engenheiro, concentrando-se em gravura e trabalho com laca. Ele também era um fotógrafo talentoso. Um homem bem-humorado com enorme energia física e mental, ele parece ter sido quase universalmente querido e admirado.

Neste retrato, Christina olha pensativamente para um lago ornamental. O local desta fotografia não é conhecido, mas pode ser os jardins de Rempstone Hall perto do Castelo de Corfe em Dorset. Christina by the Pond, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

 

O’Gorman captura uma cena atemporal enquanto o grupo faz seu piquenique na praia em Dorset, com Durdle Door ao fundo. O estojo da câmera de O’Gorman pode ser visto perto da irmã de Christina; uma das grandes vantagens do processo autocromo era que não exigia aparelhos especiais – os fotógrafos podiam usar placas autocromáticas em suas câmeras. A Picnic on the Beach, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection
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Inventos curiosos e bizarros criados durante a Era Vitoriana

Londres, em 1901

A era vitoriana começou em 1837, quando a rainha Victoria ascendeu ao trono britânico, e durou até 1901, quando morreu. Assim como em qualquer outro período da história da humanidade, esse período ficou marcado por dezenas de invenções estranhas, porém curiosas, criadas para ajudar as pessoas na época. Separamos algumas dessas invenções. Você irá se surpreender ao conhecer cada uma delas e descobrir para que elas serviam.

Veja a seguir:

Caixas-balanço para banhos de ondas

Muitos vitorianos acreditavam no uso de água para tratar lesões, curar doenças e melhorar o seu bem-estar de uma maneira geral. Isso muitas vezes os motivavam a viajar para córregos e rios, para que pudessem tomar banhos especiais na água corrente. Esses rios e riachos eram muitas vezes localizados longe das cidades, o que significava que a maioria das pessoas deixavam suas casas durante vários meses para irem até o local se banhar. Então alguns empreendedores inventaram as caixas-balanço, para que as pessoas pudessem tomar banhos de ondas sem precisar viajar para longe de casa. Caixas-balanço se pareciam com banheiras comuns, exceto pelo fato de serem curvas, para permitir que os usuários se balançassem durante o banho e simular o movimento de correntes de água dos rios.

Xícaras-Bigode, para cavalheiros bigodudos

Um bigode bem cuidado era o orgulho de um cavalheiro vitoriano. Os homens na época até mesmo colocavam cera no bigode, para que ficassem com a aparência suave e ao mesmo tempo resistente. Isso, no entanto, trazia alguns problemas, pois a cera derretia sempre que algum bigodudo bebia chá ou café. Isto levou à invenção da “xícara-bigode”, com a aparência bizarra que se vê na imagem acima.

Elas eram como uma xícara de café comum, exceto pelo fato de haver um apoio semicircular que protegia o bigode dos cavalheiros. Depois do invento, surgiram também as colheres-bigode, que também se pareciam com as colheres normais, mas que tinham uma guarda levantada na ponta para proteger o bigode. Xícaras e colheres-bigode começaram a sumir do mercado somente após a Segunda Guerra Mundial, época em que os homens começaram a… raspar os bigodes.

Motor Scouts

As Motor Scouts foram inventadas pelo britânico Frederick Richard Simms entre 1888 e 1889. É um dos primeiros veículos armados do mundo, equipado com uma metralhadora. O problema é que a única proteção do veículo ficava na frente da metralhadora, então os soldados tinham que torcer para encontrar os inimigos de frente, porque se alguém chegasse de repente pelos lados… bye, bye!

A invenção acabou não sendo usada na guerra; afinal, quem teria coragem de subir uma montanha ou enfrentar os terrenos acidentados de campos de batalha pedalando um quadriciclo pesado destes e ainda correndo risco de vida? Melhor ir à pé mesmo! Problemas à parte, a invenção acabou inspirando a criação dos primeiros carros de guerra blindados.

Escovas de cabelo rotativas automáticas

Escovas de cabelo rotativas eram basicamente escovas de cabelo equipadas com motores. Foram inventadas porque se acreditava na época que o uso de uma máquina automática para escovar o cabelo era um sinal de progresso. As escovas de cabelo eram ligadas a um sistema de rodas e polias e alimentadas por turbinas hidráulicas, motores a vapor, ou motores a gás, mas as versões iniciais eram movidos por pessoas, mesmo, como o senhor na imagem acima.

As máquinas foram utilizadas principalmente para escovar a cabeça, embora sua patente indicasse que também poderiam ser usadas para escovar o corpo (durante o banho) e até mesmo para escovar roupas. A escova rotativa foi inventado por Edwin Gillard Camp, que alugava suas máquinas para cabeleireiros progressistas.

Linhas de trem Atmosféricas ou Pneumáticas

Os trens de hoje funcionam com eletricidade ou com diesel. No passado, eles funcionavam a vapor e carvão. Na Inglaterra vitoriana, eles eram movidos a ar…

Havia dois tipos de trens movidos a ar: os atmosféricos, que ficavam por cima da terra, e os trens pneumáticos, que se moviam no subsolo. A primeira estação de trem atmosférica do mundo foi inaugurada na Irlanda em 1844 e logo em seguida na Inglaterra.

Os trens atmosféricos dependiam de várias “estações de bombeamento”, encontradas a cada 3 km de distância ao longo dos trilhos, para bombear o ar necessário para a locomoção do trem. O sistema ferroviário acabou sendo encerrado devido ao seu alto custo de manutenção e também pelo fato de que os ratos muitas vezes comiam os revestimentos de couro usados para selar os dutos de ar.

Os trens pneumáticos, por outro lado, foram inventados na Inglaterra após o serviço postal londrino ter solicitado um meio mais rápido de transporte para o governo. A London Pneumatic Dispatch Railway (LPDR), ou “Ferrovia Londrina de Despacho Pneumático”, foi então criada e se tornou a primeira ferrovia pneumática do mundo. Além de encomendas, a ferrovia também era usada para transportar pessoas. Assim como as ferrovias atmosféricas, porém, as ferrovias pneumáticas também tinham um custo de manutenção muito alto, e pior ainda, só podiam realizar as manutenções por um curto período de tempo (nove minutos no máximo), por causa da falta de ar dentro dos dutos.

Cintos de cólera

A era vitoriana foi marcada por epidemias, principalmente a febre tifoide e a cólera, pois a higiene pessoal era precária na época. Os esgotos eram despejados sem tratamento diretamente nos rios, onde as pessoas iam buscar água para beber e cozinhar. Além disso, as pessoas defecavam em valas abertas. Sabemos hoje que a cólera é causada por alimentos contaminados, mas os vitorianos não sabiam. Muitos acreditavam que era causada pelo mau cheiro ou pelo contato. Os médicos também não sabiam como tratar adequadamente alguém infectado com a doença.

Mas as pessoas cismaram que a doença era resultado do estômago congelado. Foi por isso que criaram algo que, de acordo com o que se imaginava, seria a solução: os “cintos de cólera”, que serviriam para proteger as pessoas. Eram feitos de lã ou de flanela e aqueciam o corpo das pessoas mais frágeis.

Na realidade, os cintos não ajudavam em nada, mas foram amplamente usados na época, e até mesmo no serviço militar, onde oficiais médicos do exército britânico os usavam para “tratar” soldados com cólera. Os militares acreditavam tanto nos cintos inúteis que mantinham um sempre à mão para o caso de surtos.

Eletrofones

Os eletrofones faziam parte do serviço de comunicação de Londres, permitindo que as pessoas escutassem notícias, espetáculos de teatro e até mesmo missas de igrejas diretamente pelos fones sem sair de casa. O primeiro desses dispositivos foi o “Theatrophone,” inventado na França por Clement Ader em 1881. Para usá-lo, tudo o que o usuário precisava fazer era chamar a telefonista e pedir para ser conectado ao teatro ou à igreja.

Os usuários também podiam falar com a central do eletrofone, que funcionava através de linhas telefônicas, para solicitar uma música específica. O serviço era oferecido por assinatura, custava 5 libras por ano e fez muito sucesso, as pessoas iam até locais específicos para usar o serviço e algumas até promoviam festas com os fones

As transmissões via eletrofone terminaram em 1925, após a invenção do rádio e suas transmissões gratuitas.

Tinta para as veias

Na era vitoriana, acreditava-se que os aristocratas, as pessoas mais importantes da sociedade, tinham sangue azul. Querendo comprovar suas origens nobres, várias mulheres usavam o azul da Prússia para pintar em seus braços as veias, nas quais correria sangue azul…

 

 

 

 

Fonte:

rockntech.com.br: Simon Ferreira

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Alunos criativos

Uma das coisas mais divertidas é ver as provas de alunos criativos ou gozadores. Bem, não tenho certeza se os professores que são obrigados a ler essas coisas se divertem tanto…

A seleção abaixo exemplifica o que estou dizendo, mas acredito que os professores devem ter centenas de outras amostras tão criativas quanto essas. Sei lá, mesmo cansados ao corrigir dezenas de provas depois de um dia inteiro dando aulas, os professores devem ter dado um sorrisinho ao ler a resposta para “Qual a função do esqueleto?”…