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Os planos de Elon Musk para ir a Marte

Elon Reeve Musk, é um empreendedor e filantropo sul-africano-canadense-americano. Ele é o fundador e CEO da SpaceX; CEO da Tesla Motors; vice-presidente da OpenAI; fundador e CEO da Neuralink; e co-fundador e presidente da SolarCity.

Ele é um empreendedor que viabilizou a exploração espacial privada, a criação de uma montadora global de carros elétricos e um novo sistema de transporte urbano. Entre as empresas que fundou ou comandou aparecem nomes como Paypal, Tesla, SpaceX e Neuralink.

Musk é movido por grandes medos e não tem vergonha de compartilhá-los em suas palestras e entrevistas. Com o sucesso de seus empreendimentos online entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, sobrevivendo à bolha da internet, Musk passou a focar seus esforços em grandes projetos que buscam mitigar seus receios de extermínio da humanidade.

Uma de suas apostas é expandir a presença humana pelo Sistema Solar, com o estabelecimento de populações em diversos planetas, a começar por Marte.

Musk está cada vez mais próximo de seu objetivo de colocar uma expedição no planeta vermelho e iniciar a colonização. O que era um sonho impossível e parecia uma conversa excêntrica demais, hoje é visto por analistas como viável, depois de quase duas décadas de desenvolvimento de foguetes e soluções aeroespaciais.

O protótipo na nave Starship, que levará os primeiros colonizadores a Marte, fez um teste bem sucedido em agosto passado, no Texas, e conseguiu decolar do solo e se manter a 150 metros de altura antes de descer, demonstrando um bom controle de trajetória. A Starship não é apenas uma nave, será uma frota inteira e, o melhor, é retornável… não vai se perder no mar, na volta à Terra.

A nave Dragon, fabricada por sua empresa SpaceX, tem um contrato com a NASA para levar e trazer astronautas da Estação Orbital. Ela serve de modelo para as naves que levarão carga a Marte, mas antes dos seres humanos.

A viagem mais recente da Dragon foi no último mês de agosto, quando trouxe dois astronautas americanos de volta à Terra.

Imagem dos astronautas da Nasa Bob Behnken e Doug Hurley a bordo da Crew Dragon, da SpaceX. FOTO DE SPACEX

Mas, quais são os planos da SpaceX, afinal?

Enviar naves não-tripuladas para Marte é o primeiro passo em qualquer plano de eventualmente enviar humanos. Pousar grandes cargas em Marte não é exatamente uma tarefa fácil: Além de uma certa massa da nave espacial, a atmosfera fina do planeta não suporta a frenagem tipo paraquedas na descida.

É necessário antecipar missões de teste para definir as tecnologias usadas para pousar cargas pesadas, incluindo humanos, em segurança – tecnologias como o retrofoguete da Sky Crane que pousou o rover Curiosity, da NASA, na superfície marciana em 2012.

Por enquanto, a SpaceX planeja usar tecnologias propulsoras para pousar as Red Dragons, que serão versões atualizadas da nave espacial Dragon 2.

Arte mostrando a Red Dragon em Marte.
O plano da SpaceX de pousar Red Dragon em Marte dependerá do seu poderoso foguete Falcon Heavy, que terá 120 metros de altura.

A SpaceX já testou com sucesso 3 estágios do gigantesco foguete Falcon Heavy,  em 2018. Na ocasião, o que serviu de carga para o teste foi o carro que o próprio Elon Musk dirigia para ir trabalhar, o Tesla Roadster elétrico.

Nesse teste, um manequim apelidado de Starman “dirige” o carro vestindo uma roupa espacial, e o carro – e seu “motorista” – foram colocados em uma órbita elíptica ao redor do Sol que vai além da órbita de Marte, tão longe quanto o cinturão de asteroides, mas não vai voar por Marte ou entrar em órbita ao seu redor. Musk disse que o carro deve vagar pelo espaço por um bilhão de anos. Radiação solar, radiação cósmica e impacto de micrometeoritos vão danificar o carro estruturalmente no decorrer do tempo.

A radiação vai quebrar o material orgânico e todas as partes com ligação de carbono. Pneus, pintura, plástico e couro devem durar apenas cerca de um ano, enquanto as partes de fibra de carbono devem durar consideravelmente mais. No fim, apenas a estrutura de alumínio, metais inertes e vidro não destruído por meteoritos vão sobrar.

A câmera foi montada no capô do carro.

Como já se tornou costume, Musk utilizou o Twitter para atualizar o público sobre as atividades da SpaceX. Ele publicou imagens do projeto Mars Base Alpha, literalmente a Base Alfa de Marte, e afirmou a um seguidor que ela provavelmente seria construída nos próximos dez anos.

Projeto da base marciana

Ele acredita que seria possível construir uma cidade com um milhão de habitantes num prazo entre 50 e 100 anos. A Mars Base Alpha seria o ponto de partida para enviar materiais e começar a construir a infraestrutura necessária para habitar o planeta.

A colonização será feita pelo seu enorme Falcon Heavy, nave que poderá ir e voltar da Lua ou de Marte, e que terá 40 cabines, com capacidade para 6 passageiros em cada uma.

A Falcon decolando do planeta vermelho

Os planos da SpaceX envolvem fazer testes em órbita até 2020, além de  uma viagem à Lua em 2022 e uma a Marte em 2024…

 

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PALAVRAS SEM TRADUÇÃO VIRAM IMAGENS

DESIGNER CRIA ILUSTRAÇÕES PARA SÉRIE DE PALAVRAS ESTRANGEIRAS QUE NÃO TÊM SINÔNIMOS EM OUTRAS LÍNGUAS.

Saudade é uma palavra que só existe na língua portuguesa – essa é uma frase que praticamente todo brasileiro já ouviu antes.

Assim como esse tesouro intraduzível do português, várias outras línguas contam com suas joias únicas, sem tradução direta para outros idiomas e, algumas vezes, bastante difícil de explicar.
A designer indiana Anjana Iyer, instalada hoje em Auckland (Nova Zelândia) utilizou este incrível banco de dados poliglota e criou ilustrações que traduzem cada uma delas.

A série de imagens fez parte de um projeto de 100 dias no qual a profissional deveria criar, diariamente, uma ilustração inédita. De acordo com Anjana Iyer, o projeto ajudou-a a melhorar suas habilidades como ilustradora e ainda a motivava todos os dias a aprender novas línguas.

Palavra do inuíte (região do Ártico na América do Norte) que significa “a frustração de esperar alguém aparecer em sua vida”.

Palavra do norueguês que significa “sentar em um ambiente exterior em um dia ensolarado para tomar uma cerveja”.

Palavra do irlandês que é um substantivo coletivo para ovos de Páscoa.

Palavra do japonês que significa “o tipo de efeito de luz disperso e salpicado que ocorre quando o sol brilha através de árvores”.

Palavra do maori das Ilhas Cook que significa “ter uma perna menor que a outra”.

Palavra do finlandês que significa “um galho de árvore que afundou até o chão de um lago”.

Palavra do francês que significa “rir quietamente na sua barba enquanto pensa em algo que aconteceu no passado”.

Palavra do kwangali (idioma do subgrupo banto das línguas nigero-congolesas) que significa “o ato de andar nas pontas dos pés sobre areia quente”.

Palavra do italiano que significa “mulher, geralmente idosa e solitária, que se devota a cuidar de gatos de rua”.

Palavra do tcheco que significa “dar apenas um toque em um celular para que a outra pessoa ligue de volta e você não precise gastar créditos”.

Palavra do polonês que significa “telegrafista dos movimentos de resistência do lado soviético da Cortina de Ferro”.

Palavra do japonês que significa “o gosto agridoce de um momento rápido e evanescente de beleza transcendente”.

Palavra do russo que significa “uma pessoa que faz muitas perguntas”.

Palavra do alemão que significa “a sensação de estar sozinho nas florestas”.

Fonte:

anualdesign.com.br

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Por que Microsoft deixou 855 computadores no fundo do oceano por dois anos

Empresa quis testar viabilidade de cilindro à prova d’água com 855 servidores alimentado apenas por energia eólica e solar.

Experimento pouco comum da Microsoft chegou ao fim agora Imagem: Microsoft

Dois anos atrás, a Microsoft colocou um centro de dados no fundo do mar na costa de Orkney, um arquipélago no norte da Escócia, em um experimento radical. (tratei disso num post na época, aqui)

Esse centro de dados agora foi recuperado do fundo do oceano, e os pesquisadores da Microsoft estão avaliando como tem sido seu desempenho durante esse tempo e o que podem aprender com ele sobre eficiência energética.

A primeira conclusão é que o cilindro forrado de servidores teve uma taxa de falha menor do que um centro de dados convencional. Quando o contêiner foi retirado do fundo do mar, a cerca de 800 metros da costa, após ser colocado lá em maio de 2018, apenas oito dos 855 servidores a bordo falharam.

Isso é um bom índice quando comparado com um centro de dados convencional.

“Nossa taxa de falhas dentro da água foi um oitavo do que temos em terra”, disse Ben Cutler, que liderou o que a Microsoft chama de Projeto Natick.

A equipe levantou a hipótese de que o desempenho melhor pode estar ligada ao fato de que não havia humanos a bordo e que nitrogênio, em vez de oxigênio, foi bombeado para a cápsula.

“Achamos que tem a ver com essa atmosfera de nitrogênio que reduz a corrosão e é fria, e sem as pessoas mexendo em tudo”, diz Cutler.

Orkney foi escolhida para o teste pela Microsoft em parte porque era um centro de pesquisa de energia renovável em um lugar de clima temperado, um pouco frio até. A hipótese central é de que o custo do resfriamento dos computadores é menor quando estão debaixo d’água.

O cilindro branco emergiu das águas frias com uma camada de algas, cracas e anêmonas após um dia de operação de retirada. Porém, por dentro, o centro de dados estava funcionando bem e agora está sendo examinado de perto pelos pesquisadores.

Na medida em que mais e mais dados nossos são armazenados em “nuvem” hoje em dia, existe uma preocupação crescente com o vasto consumo de energia por centros de dados.

Mais ecológico

O Projeto Natick tratava em parte de descobrir se os clusters de pequenos centros de dados subaquáticos para uso de curto prazo poderiam ser uma proposta comercial, mas também uma tentativa de aprender lições mais amplas sobre eficiência energética na computação em nuvem.

Toda a eletricidade de Orkney vem de energia eólica e solar, mas não houve problemas em manter o centro de dados subaquático alimentado com energia.

“Conseguimos funcionar muito bem em uma rede que a maioria dos centros de dados baseados em terra considera não confiável”, disse Spencer Fowers, um dos membros da equipe técnica do Projeto Natick. “Estamos com esperança de poder olhar para nossas descobertas e dizer que talvez não precisemos ter tanta infraestrutura focada em energia e confiabilidade.”

Os centros de dados subaquáticos podem parecer uma ideia estranha. Mas David Ross, que é consultor do setor há muitos anos, diz que o projeto tem um grande potencial.

Ele acredita que eles podem ser uma opção atraente para organizações que enfrentarem um desastre natural ou um ataque terrorista: “Você poderia efetivamente mover algo para um local mais seguro sem ter todos os enormes custos de infraestrutura de construir um edifício. É flexível e econômico.”

A Microsoft é cautelosa ao dizer quando um centro de dados subaquático poderá ser um produto comercial, mas está confiante de que a ideia tem valor.

“Achamos que já passamos do ponto de experimento científico”, diz Ben Cutler. “Agora é simplesmente uma questão de o que queremos projetar… seria algo pequeno ou grande?”

O experimento em Orkney terminou. Mas a esperança é que ele ajude a encontrar uma forma mais ecológica de armazenamento de dados tanto em terra quanto debaixo d’água.

 

 

Fonte:

BBC

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Posso completar a água? 5 atitudes que você acha certas e detonam seu carro.

Colocar água comum para completar o nível do radiador, mesmo em emergências, é uma prática danosa à saúde do seu automóvel; saiba fazer do jeito certo. Imagem: Foto: Shutterstock

Existem alguns hábitos que a gente adquire e passa boa parte da vida acreditando ser corretos.

Com automóveis, isso também acontece.

Seja ao dirigir, seja ao fazer a manutenção do veículo, é comum manter atitudes sem questionar se elas são de fato adequadas. Pode ser um macete ensinado pelo pai ou pelo avô.

A intenção pode ser boa. Porém, algumas práticas, feitas de forma continuada, podem gradualmente reduzir a vida útil de componentes e causar gastos inesperados com reparos lá adiante – alguns bastante elevados.

Além do aspecto financeiro, equívocos durante a condução são capazes, inclusive, de colocar em risco a sua segurança e a dos passageiros.

Confira cinco exemplos.

1 – Completar nível do radiador com água de torneira

O nível do líquido de arrefecimento deve ser completado com combinação de água desmineralizada e aditivo Imagem: Foto: Shutterstock.

Verificar o nível do sistema de arrefecimento do motor regularmente é um bom hábito, sobretudo em veículos bastante rodados, mais sujeitos a vazamentos.

Contudo, completar o nível com água da torneira é uma prática bastante danosa, pois com o passar do tempo provoca corrosão e até entupimento de tubulações, dutos internos e da bomba de água – além de diminuir a temperatura de ebulição.

Ao consultar o manual do proprietário de diferentes veículos, a orientação básica é a mesma: colocar água destilada ou desmineralizada em combinação com o aditivo recomendado pela montadora.

“A percentagem do aditivo varia de acordo com o veículo. Alguns requerem colocar mais ou menos no reservatório. Siga sempre o que diz o manual”, recomenda o engenheiro Francisco Satkunas, conselheiro da SAE Brasil.

Água comum, seja da torneira, do rio ou até mineral, daquelas compradas em supermercado, acaba formando resíduos indesejáveis, como calcário. O aditivo, por sua, vez, é essencial para evitar corrosão e também eleva a ebulição do líquido de arrefecimento – reduzindo o risco de o motor “ferver”. Também tem propriedade anticongelante, algo que, na prática, dificilmente terá serventia na maioria do território brasileiro.

Vale destacar que nunca se deve abrir o reservatório, também conhecido como vaso de expansão, com o motor ainda quente – o líquido e os gases aquecidos e sob pressão podem causar queimaduras graves.

Após o motor esfriar, abra a tampa lentamente e com cuidado, pressionando-a levemente para baixo e girando-a no sentido anti-horário.

Se o motor superaquecer por falta de líquido, redobre os cuidados ao abrir a tampa e adicione a água desmineralizada e o aditivo lentamente e em pequenas quantidades – isso previne o choque térmico, capaz de trincar o bloco do motor.

Quanto ao nível, este deve estar entre as marcações máxima e mínima, presentes no reservatório.

2 – ‘Segurar’ o carro com a embreagem

Manter o carro parado em ladeira dosando o acelerador e o pedal de embreagem é prática nociva Imagem: Almeida Rocha/Folha Imagem

Manter o carro parado em ladeira dosando o acelerador e o pedal de embreagem é prática nociva. Dosar os pedais da embreagem e do acelerador em um aclive de forma a manter o veículo parado é uma prática que requer habilidade, da quais muitos motoristas se orgulham.

No entanto, se você faz isso com frequência, pode ir preparando o bolso.

“Nesse caso, há um escorregamento severo no contato do platô com o disco e isso provoca um desgaste bastante prematuro, reduzindo sensivelmente a vida útil desses componentes”, alerta Everton Lopes, da SAE Brasil.

O ideal, recomenda, é usar o freio de mão na subida antes de arrancar com o veículo. “Fazer assim não apenas poupa os componentes da embreagem como traz mais segurança”.

3 – Dirigir na ‘banguela’

Colocar câmbio em ponto-morto na descida de serra não poupa combustível e traz risco de acidente Imagem: Folhapress

Um hábito que muitos acreditam ser benéfico é andar na “banguela“, por conta da expectativa de poupar combustível. A prática, na verdade, não faz o carro beber menos e ainda compromete a segurança, bem como é capaz de causar danos ao conjunto da transmissão.

“Colocar o câmbio em neutro, na verdade, faz o carro gastar mais combustível do que se estivesse engrenado. O sistema de injeção é calibrado na fábrica para entrar em modo de baixo consumo assim que você tira o pé do acelerador, com o veículo engrenado. Isso faz com que o motor receba apenas a quantidade necessária de combustível para mantê-lo girando”, explica Edson Orikassa, vice-presidente da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva).

Especialmente em uma descida de serra, colocar o câmbio em neutro ou ponto-morto traz risco de acidentes. “Com as rodas de tração livres, você acaba sobrecarregando os freios, que podem superaquecer, perdendo a eficiência”, esclarece o especialista.

Camilo Adas, presidente do conselho executivo da SAE Brasil, complementa: “Deixar o carro rodar em neutro e engrená-lo com o veículo ainda em movimento pode até danificar uma ou mais engrenagens do câmbio”, alerta o engenheiro.

4 – Ignorar amaciamento do motor

Renault diz no manual do Sandero 2020 para não passar de 130 km/h nos primeiros 1.000 km Imagem: Murilo Góes/UOL

Tem gente que compra carro zero-quilômetro e pensa que amaciar o motor é coisa do passado e já sai acelerando em altas rotações. Porém, muitas marcas, para não dizer a maioria, ainda trazem no manual orientações para não abusar do pedal do acelerador durante os primeiros quilômetros de uso.

Assim, o motor não é tão exigido até que componentes internos se ajustem e ele atinja o nível ideal de operação – com aumento na performance e redução no consumo de combustível.

O manual do Renault Sandero 2020 traz essa recomendação.

“Até atingir os primeiros 1.000 km, não ultrapasse 130 km/h na troca de marcha mais elevada ou 3.000 a 3.500 rpm. No entanto, só após cerca de 3.000 km, seu veículo irá proporcionar todo seu desempenho”.

5 – Instalar engate em veículo não autorizado

Chevrolet Onix, Onix Plus e Tracker 2020 não estão aptos a receber engate de reboque Imagem: Roberto Assunção/Folhapress

Muitos desconhecem, mas existem modelos de veículos que simplesmente não podem receber engate para uso de reboque ou “carretinha”. Pois essa informação pode ser conferida justamente no manual do proprietário.

Os novos Chevrolet Onix, Onix Plus e Tracker, por exemplo, enquadram-se nesse grupo.

O livreto que acompanha os três carros da General Motors não deixa dúvidas na seção que aborda o reboque de outro veículo. Ela traz um sinal de alerta acompanhado da palavra “perigo” e da seguinte frase:

“Este veículo não está apto a receber engate traseiro e, desta forma, tracionar reboques”.

Isso acontece porque esses carros não têm capacidade para tracionar outros veículos. O Toyota Corolla da geração anterior, vendido até 2019 no País, também traz essa limitação.

Quando determinado automóvel é apto a receber engate, a carga máxima de tração consta do manual, bem como o local do chassi onde o equipamento deve ser instalado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Alessandro Reis, UOL

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Planeta do tamanho da Terra é encontrado vagando pela Via Láctea

O pequeno errante não está ligado gravitacionalmente a nenhuma estrela, e estudos sugerem que existem muitos outros como ele por aí.

É o menor planeta interestelar já encontrado, e sua descoberta reforça a ideia de que existem muitos outros escondidos pelo Universo.

Batizado OGLE-2016-BLG-1928, o tal planeta errante é estranhamente pequeno – a maioria dos planetas do tipo encontrados são tão grandes ou maiores que Júpiter. A sua distância da Terra ainda não foi calculada, e não se sabe muito sobre sua composição ou outras características. Ele foi identificado por duas equipes de cientistas trabalhando nos estudos do Optical Gravitational Lensing Experiment (OGLE), da Polônia, e do Korean Microlensing Telescope Network (KMTN), da Coreia do Sul.

Planetas interestelares são mundos que não estão ligados gravitacionalmente a uma estrela ou a algum outro objeto cósmico, como a Terra e os nossos vizinhos estão ligados ao Sol. Dessa forma, eles estão fadados a vagar pelo Universo sozinhos, e por isso às vezes também são chamados de “planetas errantes”.

A princípio, é possível que esses planetas tenham surgido já inicialmente sozinhos, sem orbitar nada. Mas é possível, também, que os planetas errantes fizessem parte de sistemas solares próprios no passado, e em algum momento (provavelmente nos estágios iniciais do sistema, onde tudo é mais caótico) tenham sido ejetados por algum fenômeno astronômico – e passado a viver em “exílio”.

Sabemos que esses planetas existem, e estudos estimam que eles sejam numerosos, podendo chegar aos bilhões na Via Láctea – mas, infelizmente, eles são muito difíceis de se detectar. Fora do Sistema Solar, é fácil encontrar estrelas porque elas emitem luz. Planetas em outros sistemas são mais difíceis de serem identificados, mas é possível espiá-los a partir de um fenômeno conhecido como trânsito astronômico – quando esses planetas ficam entre a Terra e a sua estrela-mãe, bloqueando a luz emitida por ela, como num eclipse.

Como planetas têm órbita fixa, esses bloqueios ocorrem em períodos também demarcados, confirmando a existência do planeta ali. Até o momento, mais de 4.300 exoplanetas na Via Láctea já foram catalogados, a maioria usando essa técnica.

Planetas errantes, por sua vez, não emitem luz e não têm uma estrela fixa para bloquear seus raios e causar um eclipse; dessa forma, são quase invisíveis para os terráqueos. É possível detectá-los, porém, através de um fenômeno conhecido como microlentes gravitacionais. Eles ocorrem quando um objeto se alinha em um ângulo específico entre a Terra e uma fonte de luz distante (geralmente uma estrela). Segundo a teoria de Einstein, a gravidade de um corpo com massa causa uma deformação no tempo-espaço ao seu redor, que é observável vendo a trajetória dos raios da luz. Portanto, quando a luz da estrela passa por um planeta no meio do caminho, nós aqui na Terra vemos que ela se deforma – e com isso conseguimos estimar o tamanho do objeto que causou a distorção, já que objetos maiores causam distorções mais extremas e que duram mais tempo.

O problema é que as microlentes gravitacionais são raras, e, diferente do trânsito astronômico, são eventos únicos e não-repetitivos. Além disso, são passageiras, o que dificulta que as encontremos no Universo e coletemos dados satisfatórios sobre elas – a deformação causada pelo novo planeta na trajetória da luz, por exemplo, durou somente 41,5 minutos, o evento mais curto de microlentes já detectado.

Por isso, poucos planetas errantes foram identificados até agora. E a maioria deles eram planetas grandes, com massa maior que a de Júpiter. Antes de o OGLE-2016-BLG-1928 dar as caras, apenas outros quatro considerados “pequenos” haviam sido identificados, e nenhum tão pequeno como o novato da lista.

A descoberta do planeta por si só não surpreende, mas reforça a ideia de que as microlentes gravitacionais são de fato um método eficiente de se identificar coisas pelo espaço, sejam grandes ou pequenas, perto ou distantes. Nas últimas décadas, as tecnologias de detecção desses fenômenos têm avançado rapidamente, de modo que cobrem uma maior parte do Universo em busca mesmo de distorções passageiras, como foi a mais recente.

Planetas interestelares têm chances próximas a zero de serem habitáveis, já que não há uma fonte de calor próxima, e por isso devem ficar de fora dos interesses crescentes da astrobiologia, que busca vida em outros lugares no Universo. Mesmo assim, a equipe do novo estudo reforça que provavelmente devem haver muitos, mas muitos desses errantes pelo espaço – só não estamos sabendo encontrá-los com eficiência.

 

 

 

 

Fonte:

Bruno Carbinatto, Superinteressante

 

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Relembre fatos marcantes dos 70 anos de TV no Brasil

A televisão surgiu em 1950 no Brasil, importando o que o rádio tinha de melhor. Nos anos 1970, ganhou transmissão em cores. E ao longo de 70 anos de história, lançou manias e paixões nacionais.

“Boa noite. Está no ar a televisão do Brasil!”

Garoto vestido como índio, o símbolo da TV Tupi e Lia de Aguiar e Dionisio Azevedo, em cena de ‘Sua vida me pertence’, primeira telenovela brasileira (1951). Esta produção em 15 capítulos, entretanto, era exibida apenas duas vezes por semana, e não de segunda à sexta-feira, formato usualmente adotado pelo gênero — Foto: Divulgação/Site do artista

Assim, uma logomarca com um pequeno índio anunciava a primeira transmissão brasileira, em 18 de setembro de 1950, pela TV Tupi.

O empresário e jornalista Assis Chateaubriand, fundador da Tupi, foi também o primeiro difusor dos aparelhos em um país que já tinha a tecnologia, mas carecia de famílias com recursos para comprá-los. E de aparelhos pra serem vendidos… Montes de pessoas se aglomeravam em padarias e outros lugares de São Paulo para assistir ao primeiro programa ao vivo, “TV na Taba”, na noite daquele 18 de setembro. O programa reuniu artistas que vinham do cinema e do rádio, mas se tornariam grandes símbolos da televisão, como Lima Duarte, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues e Mazzaropi, e foi comandado por Homero Silva.

Essa primeira transmissão no País foi feita para apenas 200 aparelhos. Hoje, são mais de 100 milhões ligados em uma das maiores indústrias criativas do mundo.

Mas senta que lá vem história…

Um mês antes da inauguração, durante uma reunião, o engenheiro americano Walther Obermüller, responsável técnico, perguntou informalmente quantos aparelhos de TV havia no País. O pai da iniciativa,  Assis Chateaubriand, poderoso empresário, respondeu: nenhum.

Chatô tentou importar os aparelhos, mas pelo trâmite legal eles levariam dois meses para chegar. O empresário pediu a ajuda do então presidente Eurico Gaspar Dutra, mas o prazo para a entrega seria o mesmo. A saída foi contrabandear 200 aparelhos, prometendo o primeiro ao próprio presidente Dutra. Os outros 199 foram espalhados em pontos públicos da cidade de São Paulo…

A linha do tempo da televisão no País teve uma série de marcos históricos.

Em 1953, nascia TV Record; em 1954 foram transmitidas as primeiras partidas de futebol e o País se reuniu na frente da telinha para chorar a morte do presidente Getúlio Vargas. Em 1963, o programa de auditório de Silvio Santos começou a ser exibido nas tardes de domingo pela TV Paulista. Em 1965, entrou no ar a TV Globo. A TV Bandeirantes veio em 1967; dois anos depois, foi a vez da TV Cultura. Com o videotape, a televisão não precisava mais ser 100% ao vivo, e a qualidade dos programas começou a crescer. Surgiram atrações de sucesso como “Rancho Alegre”, humorístico estrelado por Mazzaroppi; o “Grande Teatro Tupi”, com peças televisionadas; o jornalístico Repórter Esso, que se autointitulava “testemunha ocular da história”; “O Céu é o Limite”, show de perguntas e respostas com Aurélio Campos…

Inauguração da primeira TV do Brasil, com transmissão ao vivo, a TV Tupi de São Paulo.

Logo a televisão passou a fazer parte essencial do cotidiano do brasileiro.

Humor e novelas

Nos anos 1960 a TV brasileira foi dominada pelo humor. Foi nessa década em que surgiram nomes como José Vasconcelos e Chico Anysio, prodígio que havia participado aos 16 anos de um concurso na rádio Guanabara, no Rio de Janeiro. O destaque de um de seus quadros, “A Escolinha do Professor Raimundo”, levou Chico a ganhar o seu próprio programa, “Tim Tim por Tantan” e, depois, o “Chico Anysio Show”. A próxima estrela do humor na TV seria o exótico Chacrinha, personagem do apresentador Abelardo Barbosa. Sua fama era tão grande que ele logo ganhou dois programas de auditório semanais: “Discoteca do Chacrinha”, às quartas-feiras, e “Buzina do Chacrinha”, aos domingos. Programas de auditório como o de Chacrinha e Silvio Santos marcaram para sempre a história da TV brasileira. No programa “Noites Cariocas”, na TV Rio, outro comediante conquistava seu espaço: Ronald Golias, dirigido por Carlos Alberto da Nóbrega – que até hoje apresenta o humorístico “A Praça é Nossa”, no SBT.

Chacrinha
Chico Anysio

Novelas

Em 1963 nascia o formato mais brasileiro da TV: a telenovela. com a primeira produção a ser exibida diariamente, 2-5499 Ocupado, produzida e exibida pela Rede Excelsior, estrelada por Tarcísio Meira e Glória Menezes. Desde então, o público se rendeu aos folhetins exibidos diariamente. Entre as produções de grande audiência, a mais marcante foi “O Direito de Nascer”, exibida em parceria pela TV Tupi e TV Rio. É provável que ela seja até hoje, em números relativos, o maior sucesso de todos os tempos: seu último capítulo teve 99,75% dos televisores ligados.

No dia 26 de abril de 1965 às 10:45, entrava no ar o canal de TV que mudaria o mercado brasileiro: a TV Globo, com a transmissão do programa infantil Uni Duni Tê. Também estavam na programação dos primeiros dias a série infantil Capitão Furacão e o telejornal Tele Globo, embrião do atual Jornal Nacional. Os primeiros oito meses da TV Globo foram um fracasso, o que levou à contratação de Walter Clark, na época com 29 anos, para o cargo de diretor-geral da emissora. Clark foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso da emissora, junto com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Aos poucos, instalava-se na emissora carioca o conceito que viria a ser conhecido como “Padrão Globo de qualidade”, imposição estética e técnica que a levaria a superar as concorrentes e garantiria um crescimento astronômico nas décadas seguintes.

Enquanto a TV Record apostava no Festival da Música Popular Brasileira, que revelaria nomes como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, a Tupi e a Globo investiam nas novelas. A Tupi emplacou “Beto Rockefeller”; a Globo, “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, com um elenco de jovens estrelas como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Cláudio Marzo, Regina Duarte e Cláudio Cavalcanti. Os anos 1970 trouxeram para a Globo novos nomes do humor, como Jô Soares, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino, além de Os Trapalhões. É nessa década que ocorreu também uma grande revés para a emissora: apesar de diversas tentativas, a novela “Roque Santeiro”, de Daniel Filho, com Lima Duarte, Francisco Cuoco e Betty Faria, foi proibida pela Ditadura Militar – a história só seria exibida em 1985, em um remake. O prejuízo só não foi maior graças à sequência de novelas de grande audiência, como “Selva de Pedra”, “Pecado Capital” e “Escrava Isaura”.

Nos anos 1980, o mercado estava em ebulição: Silvio Santos comprou o canal TVS, que viraria o SBT; a Bandeirantes investia pesado no esporte, com a contratação do narrador Luciano do Valle; a Rede Manchete contratou Maytê Proença a peso de ouro para lançar a minissérie “Marquesa de Santos”; a TV Record foi comprada pelo Bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Novos apresentadores caíam no gosto do público: Xuxa Meneghel, com foco no público infantil e Fausto Silva, na Globo; Gugu Liberato, no SBT.

Nos anos 1990 com a chegada da TV a cabo por assinatura, o mercado renasceu com um número enorme de canais, como a MTV, voltada ao público jovem, e a GloboNews, canal de notícias 24 horas no ar.

Foi uma mudança tão grande que algo semelhante só aconteceria anos depois, com a chegada ao Brasil do mercado de streaming. Mas essas já são cenas dos próximos 70 anos…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

UOL

Wikipedia

isto é

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Banheiros estranhos… você usaria?

Enquanto a pandemia que assola o mundo não acabar, vai ser difícil a gente rodar por aí descobrindo bizarrices – e que existem de montão, pode acreditar.

A coleção de fotos a seguir comprova essa afirmação e é do tempo em que a gente podia andar sem máscara.

O problema é que a gente andava, andava e chegava o momento do … digamos… aperto. Aí, você era obrigado a procurar um local pra se aliviar e, geralmente, seria o banheiro. E você se deparava com situações inusitadas, ou melhor, com banheiros inusitados…  encontrados em residências, hotéis, botecos e restaurantes.

Banheiros como esses.

Aqui, você podia lavar as mãos… e o resto do corpo.

 

Neste caso, o aperto seria… literal.

 

Pensando bem, não deixa de ser uma boa ideia… 

 

Tudo bem, você consegue abrir a porta, mas não sei se dá pra fechar a porta com você lá dentro.

 

Tem o lixinho, toalha, sabonete líquido… talvez o vaso sanitário esteja demais.

 

Um pequeno erro de cálculo.

 

Você pode brincar um pouco, treinando sua pontaria um jato em cada um. Divertido.

 

Nem sei se a mão cabe direito nesse espacinho que sobrou… 

 

Este é pra quem quer se aliviar na frente de testemunhas.

 

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PORQUE A NOSSA IMUNIDADE TAMBÉM ENVELHECE!

Esqueça as cápsulas e receitas caseiras! No lugar deles, escolha um suplemento alimentar que auxilia no funcionamento do sistema imune com um delicioso sabor de romã e limão.
É isso mesmo: as vitaminas e os minerais certos que você realmente precisa ingerir!

Não requer nenhum esforço para incorporar essa deliciosa bebida em pó à base de glutamina, vitaminas e minerais na sua rotina diária. Mesmo nos dias mais corridos será muito fácil cuidar da sua imunidade! Beba (M)mūn™ para ajudá-lo a fazer o que você ama, o ano inteiro.*

PORQUE A NOSSA IMUNIDADE TAMBÉM ENVELHECE!

Nosso sistema imune também envelhece, por isso é mais importante do que nunca manter o seu bom funcionamento à medida em que:

   

Envelhecemos         Vivemos stress        Ficamos cansados   E toda hora doentes

EM CADA DOSE DE PRODUTO

Glutamina

• 5000 mg (5g) por dose
• Fonte natural de energia para diversos tecidos do corpo
• Glutamina

Blend de Nutrientes que auxiliam no funcionamento do sistema imune*

• Vitamina A (100 % VD*)
• Vitamina C (100 % VD*)
• Zinco (30 % VD*)

Blend de Antioxidantes que auxiliam na proteção dos danos causados pelos radicais livres

• Vitamina C (100 % VD*)
• Cobre (30 % VD*)
• Manganês (30 % VD*)

Produto

(M)mūn™ é um verdadeiro shot de imunidade!*
Este suplemento alimentar, elaborado com ingredientes selecionados, consiste em um blend de vitaminas, minerais e glutamina.
Nunca foi tão gostoso ficar imune!*

*As vitaminas A, C e o zinco auxiliam no funcionamento do sistema imune.

 

 

Benefícios

Repleto de sabor, o (M)mūn™ é uma maneira prática e deliciosa de auxiliar no funcionamento do sistema imune*.
• Possui vitaminas A, C e zinco, que auxiliam no funcionamento sistema imune;
• Contém Blend de antioxidantes – vitamina C, cobre e manganês, que auxiliam na proteção dos danos causados pelos radicais livres;
• Glutamina 100% pura;
• Com romã, limão e gengibre em pó;
• Baixo valor energético;
• Adoçado com Stevia;
• Sem glúten;
• Sem corantes artificiais (coloração rosada reforçada com beterraba em pó);
• Sem conservantes.

Uso

Adicione um scoop (6,0g) do produto em um copo de 100 ml de água, mexa até completa diluição e consuma em seguida.
Consumir uma dose diariamente.

 

 

 

 

 

 

 

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Tecnologias do Velho Oeste

O Velho Oeste é o período histórico em que os EUA buscaram expandir suas fronteiras em direção à Costa Oeste do continente – o qual perdurou durante boa parte do século XIX e início do XX.

Apesar de o início da colonização do território norte-americano ter acontecido dois séculos antes, o interesse em alcançar a outra costa surgiu em 1803, depois de o país ter adquirido um estado pertencente à França – episódio que ficou conhecido como a “Compra da Louisiana”. O pontapé para a jornada territorial foi dado pelo então presidente Thomas Jefferson.

Contudo, na procura por riquezas e progresso, os exploradores não contavam encontrar tanta resistência da comunidade indígena que já habitava aquela parte do continente. O grande fluxo da migração dos descendentes dos europeus acabou oprimindo a cultura e a população da minoria étnica, que nesse caso eram os índios.

A linha temporal do Velho Oeste se estendeu até 1920, acompanhando o término da Revolução Mexicana. Essa combinação de corrida por poder e guerra civil acabou impulsionando o desenvolvimento e aprimoramento de diversas tecnologias. Algumas delas você verá agora.

Tiro nem tão certeiro

Detalhe do fecho de pederneira de uma espingarda do século XIX. (Fonte da imagem: Werner Hanauska/Wikimedia Commons)

A espingarda de pederneira é uma arma com cano longo que usa o fecho de pederneira como dispositivo de disparo. Esse mecanismo consiste em uma peça com o formato de um martelo (também chamada de “cão”) que, ao ser acionada pelo gatilho, atinge um componente móvel de aço (denominado “fuzil”).

Com o impacto, é gerada uma faísca que incendeia a pólvora alocada no orifício que interligava essa parte da arma com o interior da sua câmera – ocasionando a deflagração que, enfim, dispara a bala de chumbo esférica. Atirar com esse tipo de armamento não era nada fácil. Todo o processo de preparação para um disparo era feito manualmente, fato que o tornava muito lento – um combatente bem treinado conseguia atirar no máximo três vezes por minuto.

O mínimo erro nesse procedimento, ou a presença de pólvora de má qualidade, era o suficiente para impedir o disparo. Além disso, por usar balas esféricas, os tiros estavam sujeitos a deformações e desvios com muita facilidade. Com isso, era quase impossível acertar um inimigo que estivesse a mais de 100 metros de distância.

Apesar de no período do Velho Oeste já existirem modelos de espingardas mais avançadas, as armas com fecho de pederneiras eram mais acessíveis, por isso se popularizaram nos confrontos entre índios e exploradores.

Não mexa na dina…

A. Serragem (ou qualquer outro tipo de material absorvente) misturada à nitroglicerina; B. Revestimento de proteção em torno do material explosivo; C. Cápsula detonadora; D. Fio ligado à cápsula detonadora. (Fonte da imagem: Pbroks13/Wikimedia Commons)

A dinamite foi inventada por Alfred Nobel em 1867 e foi uma tecnologia amplamente utilizada durante a expansão territorial norte-americana. Esse artefato consiste basicamente na combinação de nitroglicerina (composto químico altamente explosivo) a materiais absorventes – como argila ou serragem.

As chamadas “bananas” de dinamite possuem aproximadamente 20 centímetros de comprimento por 3,2 centímetros de diâmetro e pesam cerca de 230 gramas. Esse material foi muito utilizado no Velho Oeste para escavação de minas de carvão.

Contudo, devido à instabilidade da nitroglicerina, que pode detonar com qualquer movimento mais brusco, houve muitos acidentes durante a exploração de minério. Nesse período, diversos edifícios que estocavam dezenas de caixas de dinamite acabaram indo para os ares, literalmente. Obviamente, o explosivo também foi utilizado para guerrear – ele era a forma mais eficiente de acabar com acampamentos e meios de transporte inimigos.

Piuííí

Foto: autor desconhecido

O carvão extraído das minas abertas com a dinamite servia, entre outras atividades, para alimentar os motores a vapor que impulsionaram trens e barcos no oeste dos EUA a partir do século XIX. Esse tipo de maquinário usa a pressão do vapor, devidamente direcionada, para movimentar pistões conectados a peças articuladas e interligadas a rodas ou “moinhos” – promovendo o movimento dos veículos.

Embora a turbina a vapor tenha sido criada no século anterior, ela começou a ser utilizada em locomotivas sobre trilhos a partir de 1804 e em barcos três anos mais tarde. No avanço dos EUA rumo à Costa Oeste, os trens movidos a vapor geralmente serviam para o transporte de cargas, como alimentos, carvão e madeira. Por sua vez, os navios eram utilizados em sua maioria para a locomoção de pessoas.

Você pode até achar que essas tecnologias seculares estão obsoletas, mas elas ainda circulam por aí. Aqui no Brasil, existem locomotivas (apelidadas carinhosamente de marias-fumaça) rodando por cidades do interior e barcos (popularmente conhecidos como “gaiolas”) navegando pelos rios São Francisco e Amazonas.

Poder de destruição

(Fonte da imagem: Producer/Wikimedia Commons)

Para ocasiões em que o poder de fogo precisava de mais potência, os exploradores apelavam para os canhões – os quais, de maneira grosseira, naquela época, podiam ser considerados revólveres gigantes. Isso porque o funcionamento de ambas as armas é bem parecido.

Um canhão também possui uma peça metálica (martelo) que ao se chocar com a munição envolta por pólvora incita uma explosão (deflagração), a qual lança o projétil (bolas de ferro ou chumbo que chegavam a ter 15 cm de diâmetro e pesar 34 kg) a uma distância de até 3 km.

Há grandes controvérsias sobre que povo teria inventado o canhão. Entre as hipóteses existentes, as mais aceitas seriam que os chineses ou os mouros teriam sido os responsáveis pelo desenvolvimento desse armamento. O dado mais concreto é que a arma foi elaborada no século XIII, depois do descobrimento da pólvora.

Na corrida do Velho Oeste, os canhões foram usados em inúmeras batalhas – decidindo muitas delas. Como essas armas acompanhavam os movimentos de peregrinação, a maioria delas era montada sobre carretas de madeira para facilitar a sua locomoção – uma prática muito comum também durante a Primeira Guerra Mundial.

Sentido noroeste

Bússola do século XVIII feita de madeira, bronze, aço e vidro. (Fonte da imagem: Luis García/Wikimedia Commons)

O sol sempre foi um recurso de orientação bastante utilizado. Contudo, no século XIX não existia um mecanismo de direcionamento mais seguro do que a bússola. De maneira bem simplória, podemos definir esse dispositivo como uma agulha magnética, fixada de forma que a permita ter mobilidade, e que é atraída pelo polo magnético terrestre.

De acordo com relatos históricos, a descoberta da orientação natural dos ímãs é atribuída aos chineses. Assim, por consequência, a invenção da bússola também foi incluída no portfólio dos orientais.

Durante as longas caminhadas dos exploradores que promoveram a expansão territorial dos EUA, esse instrumento de navegação foi muito importante para que eles não perdessem o rumo da Costa Oeste.

Ponto, traço, traço e ponto

Telégrafo usado no Velho Oeste

Samuel Morse ainda era estudante quando, em 1832, teve contato com conhecedores do eletroímã. Esse fato foi crucial para que o inventor tivesse a ideia de construir um equipamento para comunicações à longa distância por meio de códigos. Três anos mais tarde, ele tinha um primeiro protótipo do telégrafo.

O Código Morse, o mais difundido para esse tipo de equipamento, usa pontos e traços para construir mensagens que possam ser transmitidas de maneira rápida e segura – evitando que as informações sejam entendidas por pessoas indesejadas. Até a popularização do telefone, no início do século XX, o telégrafo foi o principal mecanismo de comunicação – incluindo o período do Velho Oeste.

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Um documentário produzido pelo History Channel mostra mais algumas invenções desse período. Algumas nem saíram do papel, outras são ridículas. Ainda assim, é interessante saber como as pessoas tentaram solucionar diversos problemas. Divirta-se.

 

 

 

 

 

Fontes:

tecmundo.com.br, Fernando Daquino

Wikipedia

Youtube