A possível e surpreendente causa para o Alzheimer

Mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de Alzheimer – a forma mais comum de demência. Infelizmente, ainda não há cura para a doença, apenas drogas para aliviar os sintomas.

Ruth Itzhaki*


Períodos de estresse podem reativar o vírus da herpes, e isso pode levar a danos cerebrais no longo prazo

Minha pesquisa mais recente sugere uma forma de tratamento. Encontrei a evidência mais forte até agora de que o vírus da herpes é uma das causas do Alzheimer, sugerindo que medicamentos antivirais eficazes e seguros podem ser capazes de combater a doença. Talvez consigamos até vacinar nossos filhos contra esse mal.

O vírus relacionado à doença de Alzheimer, o HSV1 (vírus mais comum da herpes simples), é conhecido por causar herpes labial. Ele infecta a maioria das pessoas na infância e, em seguida, permanece adormecido no sistema nervoso periférico (parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal). Às vezes, em momentos de estresse, o vírus é ativado e, em alguns indivíduos, causa feridas na boca.

Descobrimos em 1991 que, em muitos idosos, o HSV1 também está presente no cérebro. E em 1997 mostramos que isso representa um forte fator de risco para Alzheimer quando presente no cérebro de pessoas que têm o gene APOE4.

O vírus pode se tornar ativo no cérebro, possivelmente várias vezes, e isso provavelmente causa danos cumulativos. A probabilidade de desenvolver Alzheimer é 12 vezes maior para os portadores do gene APOE4 que possuem o vírus HSV1 no cérebro do que para quem não apresenta nenhum dos dois fatores de risco.

Mais tarde, descobrimos junto a outros pesquisadores que a infecção por HSV1 das culturas celulares faz com que proteínas anormais beta-amiloides e tau se acumulem. A aglomeração dessas proteínas no cérebro é característica da doença de Alzheimer.

Acreditamos que o vírus HSV1 é um dos principais fatores que contribuem para o Alzheimer e que ele entra no cérebro dos idosos à medida que o sistema imunológico diminui com a idade. Ele estabelece uma infecção latente (dormente), sendo reativada por eventos como estresse, sistema imunológico baixo e processo inflamatório do cérebro provocado pela infecção de outros micróbios.

Essa reativação gera dano direto nas células infectadas e inflamação viral. Sugerimos que reativações recorrentes causem lesões cumulativas, que acabam levando à doença de Alzheimer em pessoas com o gene APOE4.

Provavelmente, em portadores do APOE4, a doença de Alzheimer se desenvolve no cérebro devido a uma maior formação de produtos tóxicos provocada pelo vírus HSV1, ou a uma reparação menor dos danos ocasionados.

Novos tratamentos?

Os dados sugerem que agentes antivirais podem ser usados para tratar a doença de Alzheimer. Os principais agentes antivirais, que são seguros, impedem a formação de novos vírus, limitando assim os danos virais.

Em um estudo anterior, descobrimos que o aciclovir, droga antiviral indicada para o tratamento de herpes, bloqueia a replicação do DNA do vírus HSV1 e reduz os níveis de beta-amiloide e tau gerados pela infecção por HSV1 das culturas celulares.

É importante observar que todos os estudos, incluindo os nossos, mostram apenas uma associação entre o vírus da herpes e o Alzheimer – eles não provam que o vírus é de fato uma causa.

Provavelmente, a única maneira de provar que um micróbio é a causa de uma doença é mostrando que sua ocorrência é drasticamente reduzida ao atacar o micróbio – seja por meio de um agente antimicrobiano ou vacina específicos.

A prevenção bem-sucedida do Alzheimer pelo uso de agentes anti-herpes específicos foi demonstrada em um estudo populacional de larga escala realizado em Taiwan. Espero que dados de outros países, se disponíveis, gerem resultados semelhantes.


Alzheimer

Também chamada de: mal de Alzheimer

Doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes.

Muito comum

Casos por ano: mais de 2 milhões (Brasil)

Pode durar anos ou a vida inteira. As conexões das células cerebrais e as próprias células se degeneram e morrem, eventualmente destruindo a memória e outras funções mentais importantes. Perda de memória e confusão são os principais sintomas.

Idades afetadas:

0-2Nunca
3-5Nunca
6-13Nunca
14-18Nunca
19-40Muito raro
41-60Raro
60+Muito comum

As pessoas podem apresentar vários sintomas:

Na cognição: declínio mental, dificuldade em pensar e compreender, confusão durante a noite, confusão mental, delírio, desorientação, esquecimento, invenção de coisas, dificuldade de concentração, incapacidade de fazer cálculos simples, incapacidade de reconhecer coisas comuns ou perda de memória recente.

No comportamento: agitação, agressão, irritabilidade, mudanças de personalidade, repetição sem sentido das próprias palavras, dificuldade para exercer funções do dia a dia, falta de moderação ou vagar sem rumo e se perder.

No humor: apatia, descontentamento geral, mudanças de humor, raiva ou solidão.

Sintomas psicológicos: alucinação, depressão ou paranoia.

Nos músculos: contrações musculares rítmicas ou incapacidade de coordenar movimentos musculares.

No corpo: inquietação ou perda de apetite.

Também é comum: fala embaralhada, incontinência urinária ou sintomas comportamentais.

O tratamento consiste no uso de medicamentos que melhoram a cognição. Não existe cura, mas os medicamentos e as estratégias de controle podem melhorar os sintomas temporariamente.

Medicamentos: 

Suplemento alimentar – Atua isoladamente ou juntamente a outros tratamentos para melhorar a saúde. Medicamentos que melhoram a cognição – Melhora as funções mentais, reduz a pressão arterial e pode equilibrar o humor.

Como você pode se cuidar:

Exercício físico – Fazer uma atividade aeróbica por 20-30 minutos, cinco dias por semana, melhora a condição cardiovascular. Em caso de lesão, praticar uma atividade que evite usar o grupo muscular ou articulação lesionados pode ajudar a manter a disposição física durante a recuperação.

Especialistas:

Geriatra – Concentra-se na assistência médica a idosos.

Neurologista –Trata doenças do sistema nervoso.

Psiquiatra – Trata transtornos mentais, principalmente com medicamentos.

Clínico geral – Previne, diagnostica e trata doenças.


 

Fontes:

Hospital Israelita Albert Einstein

Ruth Itzhaki*

BBC Future

*Ruth Itzhaki é professora de Neurobiologia Molecular da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons.

Por Que Acordamos Com Uma Altura E Vamos Dormir Mais Baixos?

Somos levemente mais altos quando acordamos pela manhã, e a diferença de medida do início do dia ao final pode chegar a pouco mais de um centímetro.

Durante o dia, a força da gravidade e uma leve desidratação das cartilagens do joelho e, principalmente, da coluna, reduzem nosso tamanho. Quando voltamos para a cama, o corpo se reorganiza e volta à sua estrutura ideal.

A coluna vertebral é formada por 33 vértebras justapostas, separadas uma das outras pelos discos intervertebrais. Compostos de material fibroso e gelatinoso, eles têm um papel importante na mobilidade: são os responsáveis por amortecer o impacto entre as vértebras e por facilitar o movimento do corpo.

Pessoas com problemas nessas estruturas (fragmentação ou aparecimento de hérnias) podem ter perda da flexibilidade da coluna, dores e até fraqueza na região.

Pela manhã, depois de uma boa noite de sono, as vértebras e os discos estão todos em estado ótimo e bem organizados.

Com o passar do dia, no entanto, é muito comum que o corpo perca água pela transpiração e também pela urina. Com menos líquido circulando pelo organismo, os discos também desidratam levemente. O resultado é uma pequena redução no seu tamanho (como se eles murchassem).

Sempre A Gravidade

Além disso, existe a força gravitacional, que ajuda a comprimir as estruturas moles do corpo.

Outro ponto que pode colaborar com a perda de altura é a tensão da musculatura da coluna. Quando estamos deitados e dormindo, elas tendem a ficar mais relaxadas e melhor acomodadas. Má postura e o estresse do dia podem tensionar o local e deixar a pessoa mais baixa.

“Mas essas mudanças todas são muito insignificantes, quase imperceptíveis”, pondera o ortopedista Sérgio Rocha Piedade, professor da Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “O encolher mais importante é aquele que ocorre com o passar dos anos”, comenta.

Sim, isso mesmo.

Ficamos menores com o passar dos anos, basicamente, por dois motivos. Primeiro porque, à medida que envelhecemos, os discos entre as nossas vértebras perdem líquidos, fazendo com que eles se achatem e com que as vértebras se juntem.

E outro dos motivos que nos deixa baixinhos é que perdemos massa muscular com o passar do tempo – especialmente em nosso abdômen, o que leva a uma pior postura.

Em média, encolhemos entre 6 a 8 milímetros por década depois dos 40 anos. Ao todo, os homens terão cerca de 3 a 3,8 centímetros a menos quando tiverem 70 anos, enquanto as mulheres podem perder até 5 centímetros quando alcançarem essa idade. Isso porque, como os homens têm mais massa muscular, seus ossos tendem a ser mais fortes, perdendo menos altura.

Mas é possível encolher menos. Para isso, é importante praticar exercício físico regularmente – especialmente corrida e atividades que mexem com nossas pernas e quadril. Uma dieta rica em vitamina D e cálcio também ajuda. Uma última dica, mas não menos importante: manter uma boa postura mantém os ossos saudáveis, e mantém o estresse longe das nossas vértebras.

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

24 Brasil.com

UOL Ciência

Unicamp

Ingleses antigos cortavam e queimavam mortos por medo de zumbis

Hoje pode parecer um papo meio “Walking Dead”, mas na Inglaterra da Idade Média não era incomum a crença de que mortos “acordassem” do “sono profundo da eternidade” para aterrorizar os habitantes do campo e das cidades. E um estudo recente trouxe este tema do campo do folclore para as páginas científicas da arqueologia. O estudo, realizado por pesquisadores do instituto público de patrimônio inglês, Historic England, e da Universidade de Southampton, encontrou na região de Wharram Percy, em Yorkshire, no Reino Unido, ossadas datadas do período entre os séculos 11 e 14 com evidências de violação pós-morte.

Os ossos encontrados indicaram que os cadáveres foram decapitados, desmembrados e queimados, levantando a possibilidade de que os antigos habitantes da região tenham tomado esta atitude para impedir que os mortos “revivessem”.

Foram analisados 137 pedaços de ossos pertencentes a pelo menos dez indivíduos com idade entre 2 e 50 anos. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os corpos foram cortados logo após a morte, quando os ossos ainda estavam macios e foram, então, queimados.

Ossos com marcas de faca foram encontrados por arqueólogos na região de Wharram Percy, na Inglaterra.

Por que cortar e queimar os ossos? Para tentar entender a razão daqueles homens medievais terem cortado e queimado os ossos de outros humanos, os cientistas levantaram algumas hipóteses e procuraram indícios nos fósseis encontrados.  A primeira hipótese seria a de que os corpos eram de gente de fora da região, algo como inimigos, que teriam sido cortados e queimados por essa razão.

No entanto, foi feita uma análise a partir dos isótopos de arcadas dentárias que revelou que os mortos eram habitantes da região de Wharram Percy, ou seja, eram locais. Uma outra possibilidade levada em conta pelo grupo liderado pelo biólogo Simon Mays foi a de canibalismo. Nesse caso, contudo, o tipo de corte nos ossos não se parece com o que seria esperado no caso de alimentação. As marcas de cortes estavam agrupadas ao redor da cabeça e do pescoço, e não nas grandes ligações musculares, aponta o estudo. Na sua conclusão, publicada no  Journal  of  Archaeological  Science, os autores afirmam que não é possível ter certeza sobre a razão dos cortes e da queima dos cadáveres, mas consideram a hipótese de que os ingleses da Idade Média temessem os mortos-vivos a mais consistente. E de onde veio a ideia de medo de zumbis?

A equipe levou em conta textos de escritores medievais que apontavam que a decapitação, o desmembramento e a incineração de mortos poderiam fazer com que eles não “ressuscitassem”.

Ilustração reconstitui antiga vila de Wharram Percy, na Inglaterra, no final do século 12.

“A ideia de que os ossos de Wharram Percy são os restos de cadáveres queimados e desmembrados no intuito de impedi-los de sair de seus túmulos parece ser a que melhor se adequa às evidências”, disse Simon Mays, que é um biólogo especializado em esqueleto humano. “Se estamos certos, esta é a primeira boa evidência arqueológica que temos para essa prática. Ela nos mostra um lado sombrio das crenças medievais e fornece um lembrete de como a visão medieval do mundo era diferente da nossa”, conclui.

Fonte:

Uol Ciência

Dormir pelado faz bem para saúde?

Como você dorme? Prefere pijamas de algodão ou de seda? De acordo com a ciência, a melhor opção, na hora de dormir, é ir para cama do jeito que você veio ao mundo: totalmente sem roupas! Parece até brincadeira algo assim ter sido estudado por pesquisadores, mas os argumentos que eles têm a respeito do assunto são válidos e muito convincentes, quer ver?

 Confira, abaixo, alguns motivos cientificamente comprovados pelos quais você precisa dormir pelado de hoje em diante e se prepare para jogar pela janela todos os seus pijamas:

1. Dormir melhor

De acordo com estudos, quando a gente dorme, nossa frequência cardíaca fica mais lenta, diminuindo assim a temperatura corporal. Quando um pijama é usado, esse processo pode ser atrapalhado, já que muitos tecidos fazem o corpo ficar mais quente que o normal. Isso, segundo os cientistas, pode atrapalhar a qualidade do sono. Aliás, muitos casos de insônia estão diretamente ligados à temperatura corporal durante o sono.

2. Mais atraente

É assim que você vai se sentir quando passar a dormir pelado. Conforme a ciência diz, a alta temperatura do corpo à noite interrompe também a produção natural de melatonina e alguns outros hormônios anti-envelhecimento. A longo prazo, isso faz as pessoas se sentirem menos atraentes e pode realmente deixar a pele e os cabelos menos saudáveis.

 3. Emagrece

Isso mesmo, estudos apontam que ir para a cama sem roupas melhora a qualidade do sono e, como consequência, permite que a sensação de fome seja controlada. Isso porque, dormindo bem, o corpo produz menos cortisol, o hormônio do estresse; assim, os níveis de energia (e de fome) ficam sob controle, já que pessoas estressadas tendem a comer mais compulsivamente.

4. Mais sexo

Dormindo pelado, você vai dormir melhor, emagrecer e, de quebra, deixar seu relacionamento mais feliz. Isso porque quem dorme sem roupas, consequentemente, faz mais sexo! Especialistas dizem que tudo está relacionado à produção de ocitocina, hormônio responsável pelos “apetite” (se é que você me entende…) e que também é fabricado pelo corpo durante o sono.

5. Muito mais fácil

Já pensou como é inútil é colocar uma roupa apenas para dormir e, no dia seguinte, tirá-la para colocar uma roupa “social”? Pois é, além de não ter que gastar mais com pijamas, as pessoas que dormem sem roupas pulam esse processo socialmente imposto e, claro, têm um modo de dormir mais simples… como se precisássemos de mais um motivo para convencer você dos benefícios de ir para cama pelado, não é mesmo?

 

Mas a coisa não para por aí. As pesquisas e estudos avançaram mais e procuraram responder a outras perguntinhas…

Com ou sem calcinha?

“O fato em si não é tão determinante pensando em saúde”, afirma Márcia Araújo, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). “O que as mulheres têm que ter em mente é que a vagina precisa de ventilação”, explica a ginecologista.

Usar pijamas quentes e muito fechados, o que pode ser inevitável no inverno, prejudica a ventilação na vagina. As bactérias que causam secreção vaginal não gostam de ar, então quanto mais fechado e com pouco vento, maior é a possibilidade de infecção. Já os fungos, gostam de locais quentes e úmidos, características também encontradas na vagina se não há ventilação.

Mas isso não quer dizer que é obrigatório dormir pelada. Escolher o tecido da calcinha já resolve.

“As mulheres têm glândulas na vagina que produzem secreções e transpiram. Como tecidos sintéticos são impermeáveis, eles deixam a região ainda mais quente e úmida. Se você usar uma calcinha de tecido natural, como algodão, ela garante a absorção e deixa arejado”, diz Bárbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Se você é da turma que prefere tirar a roupa, lembre-se de tomar alguns cuidados. “Quando a mulher começa a dormir sem calcinha pode ter alergia. Isso porque devemos lavar calcinhas com sabonete mais neutro, mas ao dormir pelada a vagina tem contato com o lençol, que tem resquícios de produtos mais fortes, como sabão em pó, que podem irritar a região”, afirma Murayama.

Mas e o sutiã na hora de dormir?

Segundo Murayama, é desnecessário. “Ele pode machucar a mama, normalmente aperta, pressiona e pode causar dores musculares. Nós não conseguimos moldar os seios com sutiã ou deixar mais durinho, então não há motivos para dormir com ele”.

Já para Araújo, o sutiã tem seus benefícios. “Se for sem ferrinho, sem costura e pouco rígido ajuda a deixar a mama no lugar e melhora a drenagem linfática, ajudando a perder o desconforto na TPM, por exemplo”.

Coloca a cueca ou tira a cueca?

Pode escolher entre boxer, samba canção ou ao ar livre. A regra para os homens é a mesma: pode escolher desde que não esquente demais.

“No ponto de vista médico, o que acontece é que o testículo tem que trabalhar a 35°C, mais gelado que o corpo”, afirma Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Caso a cueca ou o pijama esquentem demais, a produção de esperma é retardada, e os espermatozoides podem sair em menor quantidade e pior qualidade. O bebê não terá nenhum problema por isso, mas fica mais difícil engravidar”.

Caso não deixe a região pegando fogo, dormir de cueca está liberado. Além disso, também é importante prestar atenção no tecido da peça. “O algodão absorve melhor o suor, deixa arejado e dá menos alergia, é preferível aos tecidos sintéticos que esquentam, deixam úmido e podem dar irritações”, explica Meller.

Um lado bom para quem dorme pelado é o estimulo causado no pênis. “O pênis precisa ser estimulado para manter uma ereção saudável. De alguma forma, quando você dorme pelado você aumenta o estímulo ao se mexer nos lençóis, isso tem valor para a ereção ficar mais saudável”, diz Meller.

 

Bem, aí está. Fiz a minha escolha saudável há muuuuitos anos. Espero que, depois de ler isto, você possa fazer a sua!

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL Saúde, Maria Júlia Marques

fatosdesconhecidos.com

Os dez lugares mais contaminados dentro de casa

Toalhas úmidas, escovas de dente sem escorrer, brinquedos espalhados pelo chão…esses são alguns dos “ambientes perfeitos” para fungos e bactérias se multiplicarem dentro de casa.

Segundo um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS), em parceria com a Universidade de Barcelona para a empresa de produtos de limpeza Sanytol, os nossos hábitos de limpeza podem transformar uma casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças.

A pesquisa atestou que o banheiro é o local mais cheio de germes de uma residência. No entanto, ele também é o cômodo que se limpa com mais frequência e, sendo assim, muitas vezes acaba não sendo tão “perigoso” nesse aspecto quanto outros locais que ficam “esquecidos”, apenas acumulando sujeira – e, consequentemente, bactérias e outros tipos de micro-organismos. Por isso, o Departamento de Microbiologia da Universidade que liderou a pesquisa chamou a atenção para aquelas que chamou de “zonas esquecidas”.

A seguir, o ranking dessas zonas que podem colocar em risco a saúde dos moradores da casa.

1- Banheiro

Levando em consideração a função dos banheiros, não é muito surpreendente saber que eles estão no topo da lista. O estudo inclui uma pesquisa com mil famílias espanholas e, de acordo com os resultados, somente 56% desse grupo faz uma limpeza diária nos banheiros. E apenas 32% os desinfeta. Limpar o banheiro não é a mesma coisa que desinfetá-lo. Ter uma superfície limpa não é o mesmo que ter uma superfície sem contaminação.

2- Esponjas e panos de cozinha

Segundo a pesquisa, a cozinha é outro local cheio de germes dentro de casa. Eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. De acordo com o estudo, eles não costumam ser lavados diariamente e, muitas vezes, ficam úmidos ao longo do dia, o que colabora para a proliferação dos germes.

Esses germes e bactérias podem ficar até duas semanas em uma esponja úmida.

3- Pia

A pia da cozinha concentra 100 mil vezes mais germes do que o banheiro. Segundo o estudo, 14% delas abrigava mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

E muitas vezes, esses micro-organismos se acumulam em pilhas de pratos com restos de comida.

4 – Torneiras, banheiras, máquinas de lavar e geladeiras

Assim como acontece com a pia, a umidade e o material orgânico acumulado nessas áreas criam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Na borracha da máquina de lavar e da geladeira, por exemplo, não é estranho encontrar mofo ou bolor. Ela tem dobras muito difíceis de limpar e, sendo assim, acaba acumulando esses micro-organismos.

5- Escovas de dentes e seus copos

A boca abriga centenas de micro-organismos, que podem ser transferidos à escova de dente durante o uso. Bactérias como estafilococos, coliformes, pseudomonas, levedura, bactéria intestinal e até germes fecais podem ficar alojados ali, uma vez que as escovas ficam no banheiro e, geralmente, perto do vaso sanitário.

A pesquisa da universidade espanhola garante que 80% das escovas de dente examinadas abrigam milhões de micro-organismos que podem vir a ser prejudiciais à saúde.

6- Chão

É comum deixarmos cair um pedaço de comida no chão. Muita gente pega o pedaço de volta, dá aquela assopradinha e acha que, assim, já eliminou todas as bactérias que estavam ali. Mas isso não é suficiente.

O chão de uma casa é um dos lugares com maior concentração de micro-organismos, segundo a pesquisa. Muitos deles são trazidos da rua com nossos sapatos. Além disso, os especialistas em microbiologia advertem que as bactérias precisam somente de dez segundos para “colonizar” um pedaço de comida que cai no chão.

7- Tábuas para cortar

O estudo mostra que até 20% das infecções alimentares ocorrem dentro de casa. Os micro-organismos que frequentemente provocam esse tipo de problema são a salmonela, a escherichia coli e o campylobacter. Todos eles podem se acumular na borracha que veda a geladeira ou em panos úmidos. Mas também é comum encontrá-los nas tábuas de cortar, que são ambientes propícios para abrigar germes.

Para evitar isso, é preciso desinfetá-las com frequência, e escolher bem sua tábua de corte. A tábua mais indicada é a de polietileno, que tem mais resistência do que as de madeira às ranhuras que se abrem nas superfícies devido ao uso sucessivo das tábuas. É nelas que se acumulam as bactérias, mesmo após a lavagem da tábua e, na hora do novo uso, poderiam infectar outros alimentos.

Os especialistas recomendaram a troca periódica da tábua, além da higienização, como a melhor maneira de prevenir a contaminação.

8- Dispositivos tecnológicos

O teclado de um computador ou a tela de um celular podem chegar a ter 30 vezes mais micro-organismos do que um banheiro limpo!

É que essas telas de celulares, os telefones em geral, controles remotos e outros dispositivos tecnológicos estão em constante contato com nossas mãos. Nós mexemos em muitas coisas e não desinfetamos nossas mãos a todo o momento. Por isso, os teclados podem acumular até 450 tipos de germes diferentes, afirma a pesquisa.

9- Maçanetas

Elas são utilizadas uma vez ou outra ao longo do dia, mas geralmente a gente se esquece delas na hora da limpeza. Além de acumularem germes, todos os especialistas consideram que elas desempenham um papel importante na transmissão de vírus como o da gripe e outros, que provocam doenças respiratórias.

10- Brinquedos

Não é raro encontrá-los espalhados pelo chão numa casa que tem crianças. Eles são arrastados pelo tapete e as crianças costumam colocá-los na boca. A pesquisa mostrou que 17% dos entrevistados nunca desinfetam os brinquedos, o que facilita a proliferação dos germes.

Por tudo isso, pessoal, vamos prestar atenção nessas “zonas esquecidas” na próxima vez. E, para facilitar as coisas, o desenho abaixo resume tudo o que foi dito. Boa limpeza!

 

 

Fonte:

BBC

Estudo traça mapa da chegada do Homo sapiens à América

Pesquisadores da Austrália, dos EUA e da América Latina conseguiram obter e decodificar o DNA de mais de 90 indígenas que viveram antes da conquista europeia das Américas, entre 9.000 e 500 anos atrás. Os dados ajudam a traçar um novo mapa da chegada do Homo sapiens ao continente americano, um épico que, segundo os cálculos da equipe, começou há 16 mil anos.

A conclusão vem da comparação do DNA antigo com o dos índios modernos, a partir da qual o grupo liderado por Bastien Llamas, da Universidade de Adelaide (Austrália), traçou uma super-árvore genealógica dos primeiros habitantes da América.

Uma das constatações mais claras do levantamento, aliás, é que essa árvore sofreu uma poda assustadora no passado recente: nenhum dos subtipos de DNA encontrados pelos cientistas nos indígenas que morreram antes do contato com os colonizadores possui um equivalente exato nas tribos de hoje.

O resultado corrobora a tese de que a chegada das caravelas ao litoral americano deflagrou o extermínio de até 90% da população nativa original (o grosso da mortandade provavelmente foi causado por doenças infecciosas do Velho Mundo, embora guerras, expedições escravistas e tratamento desumano também tenham contribuído).

A pesquisa está na revista especializada “Science Advances”. Por enquanto, os cientistas não conseguiram “ler” todo o genoma dos antigos indígenas. Concentraram-se na análise do mtDNA (DNA mitocondrial), presente apenas nas mitocôndrias, usinas de energia das células que são transmitidas pelo lado materno.

Trata-se de uma ferramenta útil para decifrar a história populacional de uma região, embora esteja longe de contar toda ela  – além de não levar em consideração o lado paterno, a análise do
mtDNA não inclui a maior parte do material genético, que fica no núcleo das células.

 

GENOMA PRÉ-COLOMBO
Entenda pistas genéticas sobre os primeiros americanos

1 – Esqueleto da cultura Lima, achado na capital peruana, com cerca de 1.500 anos
2 – “La Doncella”, múmia do período inca achada no monte Llullaillaco, na Argentina, morta há 500 anos

O QUE OS CIENTISTAS ESTUDARAM
O “texto” completo do mtDNA, ou DNA mitocondrial, presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células e transmitido da mãe para os filhos
OS RESULTADOS
A diversidade genética dos nativos americanos era muito maior no passado, confirmando que a grande maioria da população foi dizimada quando os europeus chegaram. Os dados também apontam para um cenário de migração pela costa do Pacífico
Há 16 mil anos, com o recuo das geleiras do Pacífico, eles teriam avançado rumo ao sul pelo litoral, dispersando-se mais tarde para o interior do continente
A partir de 25 mil anos atrás, os siberianos ancestrais dos atuais indígenas teriam ficado isolados na Beríngia

TIQUE-TAQUE

Apesar das limitações, o estudo é importante pela grande quantidade de dados genéticos antigos e com datas bem estabelecidas, o que ajudou a estimar com mais precisão as datas de origem e diversificação dos ancestrais das tribos indígenas.

Isso foi possível porque, em grande medida, o DNA sofre mutações seguindo uma espécie de tique-taque constante. Suponha que, em média, uma “letra” de DNA seja trocada a cada mil anos; se os geneticistas identificam três dessas trocas numa linhagem, isso significaria que ela teria divergido (ou seja, se separado) da linhagem ancestral há 3.000 anos, digamos.

Foi com base num raciocínio parecido com esse (e pesadas análises estatísticas) que os cientistas estimaram que os ancestrais dos indígenas se separaram dos habitantes da Sibéria, sua provável região de origem, por volta de 25 mil anos atrás – justamente o momento mais frio da Era do Gelo.

Isso provavelmente não significa, no entanto, que a jornada América adentro começou nessa época.

A análise das variantes de mtDNA indica que houve um pico repentino de diversificação genética a partir de 16 mil anos antes do presente, o que faria sentido se a população dos primeiros americanos começasse a crescer de repente nessa época. Isso levou os cientistas a postular que, no pico da Era do Gelo, os ancestrais dos indígenas ficaram isolados na chamada Beríngia, faixa de terra firme que, nessa época, unia a Sibéria ao Alasca, nos atuais EUA.

Isso faz sentido quando se considera que, nesses milênios, geleiras tremendas barravam a passagem de quem quer que tentasse sair da Beríngia rumo ao continente americano. No entanto, justamente em torno dos “mágicos” 16 mil anos atrás, as geleiras na costa do Pacífico americano recuaram, o que provavelmente permitiu um avanço rápido pelo litoral. Isso explicaria o crescimento populacional. Coincidência ou não, o sítio arqueológico mais antigo das Américas é o de Monte Verde, no Chile, localizado na costa do Pacífico, com 13 mil anos.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA de S. Paulo

6 ruídos muuuito desagradáveis

Existem alguns sons que, por uma razão ou outra, são simplesmente insuportáveis. Além de irritantes e perturbadores, eles podem até provocar respostas físicas, como arrepios, náusea e contrações musculares. Assim, o pesquisador britânico Trevor Cox decidiu realizar um levantamento sobre os ruídos mais desagradáveis do mundo.

O projeto foi iniciado em 2007 e mais de 1 milhão de pessoas de todo o planeta participaram da pesquisa, informando quais eram, em suas opiniões, os sons que mais as incomodavam. Abaixo, os seis primeiros colocados.

Vômito

Não é por acaso que este som aparece em primeiro lugar na lista de ruídos desagradáveis. Existe muita gente que não pode sequer ouvir uma pessoa passando mal para começar a sentir náuseas e apresentar os mesmos sintomas. Mas, se você não tem o estômago fraco, pode ouvir o material utilizado na pesquisa de Trevor Cox através deste link.

Microfonia

Eis aqui um exemplo de ruído que pode provocar reações físicas fortes, como arrepios e contrações musculares. Ele ocorre quando um microfone capta e emite o próprio som, provocando um ruído agudo de alta frequência. Preparado para sofrer? Confira um exemplo de microfonia através deste link. É horrível!

 

Choro de bebê

Segundo a pesquisa, este som é especialmente irritante para os homens. Mas não pense que o som de um bebê chorando não irrita as mulheres também! Na verdade, elas só estão condicionadas a não reclamar tanto graças ao instinto maternal.

Atrito de ferro contra ferro

O som de um trem freando ou do atrito de ferro contra ferro também é bastante desagradável. Quer ouvir o barulhinho produzido? Basta clicar neste link. É dose…

Flatulência

Enquanto o som de bebês chorando parece irritar principalmente os homens, a pesquisa de Trevor Cox apontou que o ruído provocado pela flatulência humana é extremamente desagradável para as mulheres. Confira a sinfonia utilizada por Cox em seu estudo através deste link.

Arranhões em um quadro negro

Se você for da época em que os professores utilizavam aquele velho quadro negro para passar as lições e explicar as matérias, deve ter presenciado mais de uma vez aquele barulho produzido quando o giz arranhava a lousa ou quando algum engraçadinho passava as unhas sobre a superfície. Quer se lembrar de como era? Clique neste link.