Onde as crianças dormem

Mais um livro belíssimo, “Where Children Sleep”, de James Mollison. O livro foi inspirado pelo próprio quarto do autor, e como esse quarto refletia o que ele era quando criança.

Por isso, James fotografou crianças do mundo inteiro, e todas fora de seus quartos, de forma que ficassem bem claros os detalhes que inevitavelmente distinguem as pessoas que vivem cada uma em um canto do planeta. Mas as crianças, sempre fotografadas com um fundo neutro, formam um conjunto de retratos que espelham as nossas semelhanças.

O quarto das crianças, por outro lado, reflete bem as diferenças culturais e socioeconômicas que nos separam.

Veja uma pequena amostra do livro:

Kaya, 4 anos, Tóquio, Japão

Bial, 6 anos, Cisjordânia.

Alyssa, 8 anos, Kentucky, EUA.

 Tutu, 9 anos, Costa do Marfim.

Jaime, 9 anos, Nova Iorque, EUA.

Ryuta, 10 anos, Tóquio, Japão.

Joey, 11 anos, Kentucky, EUA.

Jyoti, 14 anos, Makwanpur, Nepal

Thais, 11 anos, Cidade de Deus, Rio, Brasil

É isso…

Se quiser ver as imagens em tamanho maior, ponha o cursor em cima da foto, clique com o botão direito do mouse e depois selecione “abrir imagem em uma nova guia”. Vai aparecer a imagem grande numa nova aba e você poderá apreciar os detalhes de cada foto.

 

http://www.jamesmollison.com/wherechildrensleep.php

Fotos de antigas celebridades

Outro dia mesmo estava conversando com minha grande amiga Clene Salles sobre fotos antigas e sobre o que postei aqui há algumas semanas (https://otrecocerto.wordpress.com/2013/08/19/o-museu-da-getty-images-libera-imagens-historicas/). A arte da fotografia é uma das que mais admiro, assim como as pessoas capazes de levarem essa arte a pontos mais altos – e conheço alguns amigos fotógrafos que fazem isso.

Mas a fotografia não é apenas arte, é também uma poderosa ferramenta pela qual podemos registrar a história. Seja a nossa história pessoal e a de nossos familiares e contemporâneos, seja a história da humanidade. Momentos e pessoas são eternizados e mostram, para gerações futuras, que o homem tem um passado, que os eventos têm raízes. E se o passado é imutável, pelo menos podemos aprender com ele, se formos inteligentes.

Gosto muito de poder desfrutar dessa janela para  o passado, como curiosidade, como oportunidade de analisar roupas, costumes, veículos… E, cada vez que olho para trás, percebo mais e mais que nós não mudamos, que o homem é sempre o mesmo. Mudam as modas, mudam os carros e os aviões, mudam alguns costumes, mas o homem, em sua essência, é sempre o mesmo.

Por exemplo, o homem sempre teve curiosidade pelas celebridades.

Segundo artigos sobre psicologia, as celebridades simbolizam os nossos desejos ocultos para a riqueza, fama, a imortalidade,  beleza … De fato, quando acompanhamos suas vidas estamos reforçando o desejo de que um dia as nossas vidas também possam ter o brilho e o destaque que as celebridades alcançaram. Elas podem também se tornar uma opção de fuga, de nós mesmos ou de uma realidade que não nos agrada. E esse culto às pessoas famosas vem desde sempre… Os exemplos abaixo atestam isso, em diferentes épocas:

Alfred Tennyson – famoso poeta inglês da era vitoriana, uma de suas obras mais conhecidas trata do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. A foto abaixo é de 1866.

Alfred, Lord Tennyson

Ulysses S. Grant, político e militar americano, general dos exércitos nortistas durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. Foto dele, sentado e de barba, com a família, em 1870.

Ulysses Grant & his family, 1870.

Bela Lugosi, o ator húngaro que foi o mais famoso Drácula do cinema, aos 18 anos. Foto tirada em 1900.

Bela Lugosi en 1900, a los 18 años

Jesse James foi o mais famoso pistoleiro e ladrão de bancos do Oeste americano e se tornou uma lenda. Na foto, de 1872, ele está com o irmão Frank (à direita), também membro de sua gangue.

File:Jesse and Frank James.gif

John Kennedy aos 25 anos, como tenente da Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial. O barco de patrulha que ele comandava foi atingido por um torpedo e ele ajudou os tripulantes a chegarem a uma ilha, onde foram resgatados. Esse fato lhe rendeu muita popularidade e, depois da guerra, a fama de herói o ajudou a ingressar na política.

Lt. John F. Kennedy, U.S.N., 1942

Carole Lombard numa foto dos anos 1930, no auge de sua popularidade como atriz de cinema em Hollywood. Ela foi uma das maiores estrelas de cinema na primeira metade do século XX.

Carole Lombard, 1930’s

Lauren Bacall e Humphrey Bogart em 1944, nos estúdios da Warner Bros. Eles equivaliam, em popularidade, ao casal Angelina Jolie e Brad Pitt de hoje em dia. Na época, o culto às celebridades já estava estabelecido há mais de duas décadas, e o casal vivia cercado de fotógrafos por onde quer que passassem.

How great is this?! “Miss Bacall” and Humphrey Bogart.

Bonnie Parker em 1933, poucos meses antes de ser morta pela polícia ao lado de seu marido, Clyde Barrow. Na época da foto, Bonnie e Clyde eram cultuados como heróis pela população assolada pela Grande Depressão nos Estados Unidos, porque roubavam bancos e sempre conseguiam escapar da polícia. Ela seria uma espécie de “Robin Hood de saias”, segundo o mito construído em torno dela, embora não se saiba de uma única vez em que ela tenha dado aos pobres o produto de seus roubos.

Bonnie  in a photo found by police at the Joplin, Missouri hideout.

 A foto a seguir é cheia de controvérsias. Datada supostamente de 1849, mostra Edgar Allan Poe, um dos maiores escritores de todos os tempos, ao lado de Abraham Lincoln, que seria eleito anos mais tarde presidente dos Estados Unidos. Embora Lincoln fosse fã dos livros de Poe e ambos tivessem a mesma idade, eles nunca teriam se encontrado – e esta foto seria então uma montagem. Até hoje, porém, não se comprovou nem essa teoria e nem que a foto seja verdadeira.

Edgar Allan Poe poses with Abraham Lincoln in Mathew Brady’s Washington, D.C. studio- February 4th, 1849.  WAT

E, para finalizar, a celebridade que foi talvez a mais fotografada no século XX, Marilyn Monroe. Nesta foto, de 1955, ela está chegando ao Actor’s Studio em Nova York, onde estudou durante um ano, numa tentativa de melhorar suas habilidades de interpretação e calar a boca de seus críticos. Segundo eles, MM era apenas um rostinho bonito, o protótipo da “loura burra” do cinema.

Great shot of Marilyn.. Not the usual boring poses..

As fotos secretas de Hitler

Adolf Hitler tentou desesperadamente impedir que algumas fotos “indignas”, segundo ele próprio, e que haviam sido publicadas num livro de propaganda no início das atividades do Partido Nazista, fossem divulgadas novamente.

Hitler-Humiliating-picture-570560Porém, como quase sempre acontece, as coisas nem sempre saem como a gente quer, e então…

Nos escombros de uma casa destruída pelas bombas em Berlim, um soldado britânico se abaixou para pegar um livro sem capa e meio rasgado. O livro havia sido danificado pela água, mas achando que aquilo seria uma boa lembrança para mostrar às pessoas quando voltasse para casa, o soldado guardou o livro em sua mochila de lona.

O ano era 1945 e Adolf Hitler havia cometido suicídio em seu bunker de Berlim, e seus sonhos de um Reich de 1.000 anos haviam sido destruídos tanto quanto as cidades da Alemanha, agora patrulhadas pelos soldados aliados.

Um deles era Alf Robinson, esse que pegou o livro rasgado e juntou-o com suas outras relíquias nazistas, uma baioneta e uma pistola Luger. Como o livro era escrito em alemão, ficou guardado e jamais lido na casa de sua família em Barnsley, Yorkshire, Inglaterra.

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Hitler de bermudas na floresta…

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Hitler intimidador

Agora, 70 anos mais tarde, ele está prestes a ser republicado e, traduzido em inglês, fornece uma perspectiva única sobre a propaganda nazista.

Destinado a jovens leitores, a publicação oficial do partido nazista seria encarada hoje mais como um “fanzine”, e faz Hitler parecer mais como uma imitação de um tirano. O livreto, chamado “Deutschland Erwache” (Alemanha Despertada) foi escrito na década de 1930 por Baldur von Schirach, um dos primeiros capangas de Hitler.

Ele escreveu: “Nós, que tivemos o privilégio de podermos trabalhar com ele, aprendemos a adorá-lo e amá-lo”. Descrevendo o ditador como sendo “honesto, firme e modesto” e exibindo ao mesmo tempo “força e bondade”, von Schirach disse que a grandeza de Hitler “e sua profunda humanidade são virtudes capazes de tirar o fôlego de quem dele se aproxima pela primeira vez”.

Entre as imagens mais cômicas do livro estão aquelas que mostra o grande líder de calças curtas, entre outras. Hitler decidiu mais tarde que tais fotografias eram profundamente indignas e humilhantes, e proibiu novas publicações.

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Hitler e seu sorriso

Outras fotos mostram Hitler com sua equipe, com crianças e trabalhadores, e o autor escreve: “Como os olhos delas se iluminam quando o Führer está próximo!”.

O autor tinha 18 anos quando conheceu Hitler em Munique, em 1925, mas rapidamente escalou a hierarquia do partido por meio de sua liderança na associação de estudantes nazistas.

Em 1932 ele se casou com a filha do fotógrafo favorito de Hitler, Heinrich Hoffmann, e usou suas fotos na propaganda, que ele produziu como um jovem líder do Reich.

O serviço voluntário lhe valeu a Cruz de Ferro, mas, depois de dirigir a deportação de judeus de Viena, ele parece ter tido uma crise de consciência e passou a exigir melhor tratamento para os deportados. Depois que sua esposa também criticou as deportações, ele caiu em desgraça.

Von Schirach sobreviveu à guerra, mas em 1945 foi condenado em Nuremberg a 20 anos na prisão de Spandau, em Berlim. Ele morreu em 1974.

O jovem cabo Hitler no exército alemão na 1ª Guerra Mundial.

O jovem cabo Hitler no exército alemão na 1ª Guerra Mundial.

Hitler baniu esta foto porque seu olhar gelado o fazia parecer um bobão.

Hitler baniu esta foto porque seu olhar gelado o fazia parecer um tonto.

Seu livro ficou esquecido na casa da família Robinson por 70 anos, até que um sobrinho do velho soldado o mostrou a especialistas militares, e o livro foi parar numa editora que agora irá publicá-lo em inglês.

O editor conta que o livro “mostra exatamente como a máquina de propaganda nazista trabalhou nas jovens mentes impressionáveis. Todo mundo se pergunta como uma nação inteira pôde ser convencida por uma farsa tão terrível quanto o Partido Nacional-Socialista. Este documento cheio de bajulações nos dá uma ótima ideia de como mesmo uma pessoa extraordinariamente perversa pode ser transformada num santo por meio da propaganda”.

 

Fonte:

Daily Express

O clone perfeito

A ideia deste post veio de minha prima Eliete Tonon, e que me enviou umas fotos bizarras de sósias de celebridades. Elas meio que confirmam aquela frase que a gente ouve sempre: “Nossa! Você é a cara de fulano! É parente dele?”

Bem, eu devo ter um rosto meio padrão, porque sempre vejo alguém me olhando meio de lado, com aquela expressão de “onde mesmo que eu vi esse cara”? Bem, o fato é que lendas germânicas contam sobre o Doppelgänger, que seria o nosso sósia perfeito. Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo as suas características internas mais profundas. O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duploréplica ou duplicata) e gänger (andanteambulante ou aquele que vaga). Glup! Será que eu tenho um doppelgänger meu andando por aí?

Espero que não porque, segundo as mesmas lendas, esses seres fantásticos representam o lado negativo, e tentam estimular a pessoa a fazer coisas erradas, influenciando a pessoa a fazer aquilo que normalmente ela não faria. Maass… Existe ainda o contraponto: há teorias que dizem que essa criatura seria um “conselheiro invisível”, que só poderia ser visto pelo indivíduo que o tem.

A ciência tenta explicar a possível existência desses clones perfeitos, de gente que em tudo seria igual a nós – e não apenas fisicamente – como sendo “o mau funcionamento da junção temporoparietal, uma região do cérebro responsável pela integração de sensações táteis, visuais e de posicionamento do corpo, que constantemente chega ao cérebro montando a forma pela qual se entende o mundo e o posicionamento de seu corpo ao que está ao seu redor”. Ainda bem que a ciência explicou, né? Agora, tudo ficou claro para mim…

Bem, seja como for, não há nenhuma evidência de tal criatura, e é possível que os Doppelgängers só estejam mesmo na imaginação das pessoas. Agora, que existem esses clones fisicamente perfeitos, ah, isso existem. Vejam as fotos abaixo, de pessoas sem nenhum parentesco, e que foram encontradas em países diferentes pelo fotógrafo François Brunelle , que mora em Quebec – Canadá, e estuda o rosto humano desde 1968, quando tinha 18 anos e começou sua carreira na fotografia. Ele encontrou essas pessoas em meio aos 7 bilhões de seres humanos que habitam o planeta! Quer dizer, dentre essa multidão, é possível até que existam mais clones, não é?

francbrunelle 1 I’m Not a Look Alike   François Brunelle

francbrunelle 3 I’m Not a Look Alike   François Brunelle

francbrunelle 5 I’m Not a Look Alike   François Brunelle

Francois Brunelle 650x789 Im not a look alike by Francois Brunelle

Agora, bizarras mesmo são as fotos dos clones (Dopplegängers?) das celebridades… Tem gente que tinha seus clones em outros tempos! Será que entramos sem saber, numa realidade paralela? Olha isso:

À esquerda, Jeffrey Dean Morgan, à direita, Javier Bardem.

Most U.S. presidents bring out at least a few strident ...

Ilham Anas (Indonésia) estrela comercias de TV em seu país como Obama.

Chad Smith, do Red Hot Chilli Peppers, e Will Ferrel

E agora, a série de sósias de vidas passadas! Brrr!

O “dopplegänger” do Nicholas Cage lutou na Guerra Civil americana.

O do Justin Timberlake foi um criminoso.

O poeta Henry David Thoreau teria reencarnado em Helen DeGeneres?

O filósofo John Locke é a versão mais velha de Adrian Brody.

Só tenho uma coisa a dizer… Esse negócio de Doppelgänger é assustador!

Fontes:

http://literatortura.com
http://arquivosdoinsolito.blogspot.com.br
http://dsc.discovery.com
http://pt.wikipedia.org
http://paranormal.about.com
http://verenafotografia.wordpress.com
http://minilua.com
http://poptartmagazine.wordpress.com
http://www.businessinsider.com

PELES VERMELHAS. O VERDADEIRO ROSTO DOS INDÍGENAS NORTE-AMERICANOS

Tive a honra, um dia, apresentado pela amiga comum Clene Salles, de conhecer o grande jornalista Luís Pellegrini, criador da revista Planeta e autor de diversos livros, além de editor de sucesso e responsável pela revista Oásis, no 247.

O Brasil 247 foi o primeiro jornal brasileiro desenvolvido para o iPad, outros tablets e smartphones. No mundo, foi o segundo, atrás apenas do The Daily, mas foi o primeiro com uma experiência aberta e gratuita.

Foi no 247 que Pellegrini publicou a reportagem cujo resumo apresento a seguir, como minha homenagem ao jornalista e, especialmente, ao nobre povo do norte, tão espoliado pelo conquistador branco.

Quem quiser ler a matéria completa e com muito mais fotos e informações, basta clicar neste link. Vale muito a pena, é sensacional:

Eles se saudavam dizendo “hog”, não “augh”; não possuíam cavalos, não arrancavam escalpos, não eram vermelhos. A verdade sobre um mundo romanceado no cinema, nas fotos extraordinárias de Edward S. Curtis.

Por: Luis Pellegrini

Fotos: Edward S. Curtis

Poucos conhecem a história de Edward S. Curtis, o legendário fotógrafo que dedicou sua vida (1868-1952) aos índios da América do Norte. Entre o final do século 19 e o início do século 20, Curtis atravessou os vastos territórios dos Estados Unidos e do Canadá para conhecer as populações indígenas americanas, gravar suas vozes e cantos, contar suas histórias e, sobretudo, gravar na película fotográfica  seus rostos e retratos. Em 25 anos de trabalho intenso e viagens incessantes ele conseguiu reunir o maior acervo de imagens do mundo sobre os peles vermelhas. Calcula-se que tirou entre 30 e 60 mil fotografias, embora apenas 2.200 tenham chegado até nós.

Esse material fotográfico, apesar do tempo e dos recursos técnicos não muito desenvolvidos naquela época, nos revela um mundo extraordinário de figuras de chefes tribais, homens de medicina, guerreiros, caçadores. Sobretudo, existe um ponto em comum em quase todos esses rostos indígenas que Curtis preservou para a posteridade: sua extraordinária dignidade. São vultos severos, embora serenos. São homens e mulheres nos quais se adivinha uma grande força vital, segurança, nobreza e confiança em si mesmos. Filhos da Terra, homens e mulheres na verdadeira acepção da palavra.

Grande chefe cherokee (1900)

Grande chefe cherokee (1900)

Xamã

Xamã

Lugares comuns a serem eliminados

Grande chefe. À parte figuras carismáticas como Cavalo Louco, de caráter irredutível, ou o diplomático Nuvem Vermelha, ambos surgidos da necessidade de unirem-se contra os brancos, não existiam verdadeiros chefes entre os índios norte-americanos. Existiam “expertos”, autoridades nessa ou naquela atividade. Por exemplo, especialistas nas artes da guerra (geralmente homens nascidos sob o signo do urso), expertos em encontrar fontes de água, chefes da caça, chefes da construção de acampamentos, homens de medicina, e por aí em diante. Todas as decisões importantes eram tomadas pelos conselhos tribais. O chefe não era entendido como nós, ocidentais, entendemos. Ele era um simples porta-voz ou o encarregado de desempenhar determinada missão pelo conselho. Considera-se que a Constituição dos Estados Unidos tenha seu ponto de partida exatamente  nos padrões da democracia dos iroqueses.

Retrato de chefe indigena

Retrato de chefe indigena

O totem. Grande mastro esculpido, com funções mágicas e ritualísticas, eram usados apenas pelas tribos do noroeste americano, sobretudo as da costa do Pacífico do Canadá. Não tinham nada a ver com os prisioneiros, mas sim, serviam para mostrar as efígies dos animais protetores dos antepassados que deram origem à tribo.

Pele vermelha. Os índios não eram vermelhos. Para se proteger do sol algumas tribos costumavam passar terra sobre a pele, e isso dava a eles uma tonalidade avermelhada. A cor da pele dos índios norte-americanos é a mesma dos seus antepassados longínquos que vieram da Ásia, aparentados aos modernos chineses, mongóis, japoneses e coreanos.

Membro do Conselho dos Anciãos da tribo.

Membro do Conselho dos Anciãos da tribo.

Velhos sábios. Eles realmente existiam, eram muito respeitados e geralmente faziam parte dos conselhos tribais. Mas as sociedades indígenas não eram assistencialistas: os velhos, embora muito escutados, tornavam-se um peso quando deixavam de ser autossuficientes. Nesse ponto, a maior parte abandonava discretamente o grupo, para morrer sozinhos na vastidão da pradaria ou da floresta.

Galeria

Uma patrulha armada dos sioux (1908)

Antes da chegada dos europeus, as diferentes tribos podiam entrar em conflito, mas elas não tinham uma política expansionista. Os conflitos se reduziam em geral a lutas esporádicas, quase sempre por razões territoriais e ritualísticas. Haviam inimizades históricas e tradicionais, como  as que existiam entre os sioux e os pawnee. Os jovens, quase sempre sem motivos sérios, faziam incursões “iniciáticas” às quais se seguiam represálias.
Mas haviam alguns mecanismos para controlar a agressividade: encontrar um inimigo do seu próprio signo animal provocava a anulação do combate. A fraternidade mágica e espiritual era mais importante do que qualquer rivalidade tribal. Por outro lado, matar alguém, mesmo um inimigo em combate, não era isento de consequências. Isso obrigava o vencedor a longos e trabalhosos rituais de purificação: preferia-se, assim, ferir o inimigo, muito mais que matá-lo.

Barriga de urso. Os índios quase sempre tinham nomes de animais, ou ligados a animais. Mas o animal tutelar de um indivíduo podia mudar ao longo da vida.

Barriga de Urso, retratado nesta foto, contou a Curtis como conseguiu seu nome e também a pele de urso que usava: “Subi num rochedo. Lá embaixo, avistei três ursos. Esperei até que o segundo estivesse junto ao primeiro e disparei minha arma. O urso mais distante caiu, a bala atravessara o corpo do primeiro para se alojar no crânio do segundo. O primeiro, apesar de ferido, investiu contra mim, e eu disparei novamente, rompendo-lhe a espinha dorsal. Um ruído me fez lembrar do terceiro urso: ele corria rosnando e estava a apenas 6 passos de mim. Quando disparei, o cano do fuzil tocava o seu peito, e o matei. Aquele com a espinha quebrada se arrastava ainda. Eu me aproximei e lhe disse: ‘Vim para te encontrar, meu caro amigo, para te manter sempre comigo’. E atirei nele mais uma vez”.

Nuvem Vermelha, o diplomata. Ficou famoso pela erudição e a clareza e lógica dos seus argumentos, nos encontros diplomáticos com os brancos para se chegar a um entendimento.

Metralhadora a cavalo. Um índio apsaroke com arco e flecha, outras duas flechas já prontas na mão e uma na boca. Os apsaroke, também conhecidos como Crow, pertenciam ao grupo linguístico dos Sioux e viviam nas planícies de Montana e de Dakota do Sul.

AS LEIS ABSURDAS DOS ESTADOS UNIDOS

Na série “I Fought the Law” da fotógrafa novaiorquina Olivia Locher, ela compila as leis absurdas dos Estados Unidos em fotos hilárias.

“Um amigo comentou numa conversa que é ilegal andar com uma casquinha de sorvete no bolso de trás da calça. Um bom tempo depois dessa conversa, eu ainda pensava nisso. Então fiz uma pesquisa inicial e rapidamente descobri que havia diversas leis interessantes em diferentes estados, e soube que seria um grande projeto fotográfico!”, diz Olivia.

Ela afirma que, com o projeto, quer provocar uma revisão nessas leis, que não fazem o mínimo sentido atualmente. Mas, imagino que, se um legislador criou essas leis, deve ter tido algum motivo, por mais bizarro que possa ter sido.

Por exemplo, alguém um dia andou pelas ruas com um violino dentro de um saco de papel… Agora, porquê isso se tornou ilegal, foge da minha compreensão. Será que o violino teria se transformado numa arma letal, e o criminoso estava levando essa arma escondida? Sim, porque um violino com as cordas maltratadas por mãos inábeis cria sons terríveis, muito piores do que os emitidos por funkeiros. Isso é ou não é uma arma letal?

Outra coisa a ponderar é que, nos Estados Unidos, além das leis federais, os tribunais regionais (estaduais e até municipais) também definem o que pode e o que não pode ser feito. Portanto, acredito que muitas dessas leis, senão todas, foram assinadas por autoridades locais.

Veja só quanta loucura:

Em Dakota do Sul, é proibido causar energia estática

No Alabama, é ilegal andar com uma casquinha de sorvete no bolso de trás

No Kansas, não é permitido servir vinho em xícaras de chá

Em Oklahoma, é proibido transar com um carro

Em Indiana, é ilegal um homem ficar sexualmente excitado em público

Na Flórida, uma pessoa não pode aparecer “vestida” apenas com tinta

Em New Jersey, uma pessoa pode ir presa por fazer o barulhinho de tomar sopa em público

Em Nevada, um homem com bigode não pode beijar uma mulher em público

Em Kentucky, é ilegal pintar seu gramado de vermelho

Em Utah, ninguém pode andar na rua com um saco de papel com um violino dentro

No Arizona, você não pode ter mais que dois vibradores por casa

Em Wisconsin, é ilegal servir torta de maçã sem queijo

No Havaí, não é permitido andar com moedas nos ouvidos

Aí eu me pergunto: por que alguém andaria com moedas nos ouvidos?

Fonte:

addictable.com.br, por Virgínia Rodrigues

Fotos raras mostram como o Museu de História Natural, em Nova York, preparava suas exibições

Inaugurado em 1877, o famoso “American Museum of Natural History”, o museu americano de história natural, conta atualmente com mais de 32 milhões de espécies e objetos distribuídos em aproximadamente 45 salas de exposição, sendo considerado um dos maiores museus de história natural do mundo.

Se você estiver em Nova York, NÃO PODE deixar de dar uma conferida no museu. Vale muito a pena, e ele é tão grande, mas tão grande (e interessante), que dá para passar o dia inteiro lá dentro.

1382033698 Você vai encontrar esqueletos gigantescos, principalmente de dinossauros. Além de uma coleção incrível de animais empalhados com cenários espetaculares, os dioramas, dos quais falo um pouco neste post. Muita informação sobre diferentes civilizações, como egípcios, persas, hindus, chineses, japoneses e tibetanos, gregos, astecas, maias e até tupis. Bem, quem assistiu o filme “Uma Noite no Museu”, com Ben Stiller, vai ter uma ideia de como é esse gigantesco e fabuloso complexo, já que muitas cenas foram filmadas lá.

19894226Mas, calma, pode ir visitar sossegado, nenhum dinossauro vai sair correndo atrás de você…

Veja algumas fotos das exibições, que mostram animais selvagens e dinossauros:

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New-York-City-Tourism-in-American-Museum-of-Natural-History

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Por falar em dinossauros, descobri algumas fotos antigas, do início do século XX, que mostram como os funcionários montavam esses enormes esqueletos. E o mais legal é que, apesar de antigas, a maioria das técnicas de preparação dessas peças não mudou muito desde então.

Um funcionário do museu monta um mastodonte para exibição, usando fios e suportes.

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Esta foto de uma moldura em forma de elefante, de 1934, mostra a primeira etapa na montagem do animal, com base num modelo menor.

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Isto é parte de um brontossauro. A imagem mostra os membros frontais sendo modelados, em 1904.

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Abaixo, um modelo de argila feito em 1909, de um hipopótamo. Mais de 100 anos depois, o processo não mudou.

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Este é o quadro usado para montar um modelo de uma baleia azul em tamanho natural, em 1906.

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Muitas dessas peças ainda estão em exibição hoje. Por isso, lembre-se, quando for visitar a Big Apple, reserve um dia para fazer esse passeio incrível!

Fontes:
Museu Americano de História Natural
gizmodo.uol.com.br