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A Garota de Vermelho de 1913

Mais de 100 anos depois de terem sido tiradas, essas imagens de uma adolescente em Dorset, na Inglaterra, tomaram conta do Twitter e do Instagram.

Uma foto em close relativamente incomum na época, tirada na praia em Lulworth Cove, Dorset, em 1913. A grande abertura reduziu o fundo a uma quase abstração, e a falta de referências óbvias do período em que foi tirada dá a esta imagem um toque moderno. Christina in a Red Cloak, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

A garota em questão é Christina, e as fotos circularam nas redes sociais e na imprensa mundial. O Daily Mail a chamou de “a Dama de Vermelho original”. O Daily Mirror sugeriu que as imagens pareciam tão contemporâneas que deveríamos usar a hashtag #tinaonthebeach. E o El Pais apelidou Christina de “Una‘ pin-up ’de Flickr del siglo XX” .

O longo tempo de exposição deu ao mar uma qualidade vítrea e a grande abertura e a profundidade de campo limitada colocaram Durdle Door, ao fundo, fora de foco. Christina on the Beach, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

Mas, quem foi Christina?

Seu nome completo era Christina Elizabeth Frances Bevan e ela nasceu em Harrow em 8 de março de 1897. Christina era filha de Edwyn Robert Bevan e Mary Waldegrave, que era conhecida pela família e amigos como Daisy. Eles tinham duas filhas – Christina e Anne Bevan – e moravam a apenas dois minutos a pé da casa da família de Mervyn O’Gorman, o fotógrafo amador e autor das fotos.

Um slide de Christina, Daisy e Anne caminhando até a praia em West Lulworth – a localização dos retratos de Christina – agosto de 1913. Por Mervyn O’Gorman

Talvez nunca saibamos qual era a relação precisa entre as duas famílias, mas, qualquer que fosse o vínculo, ambas as famílias eram claramente amigas. Certamente, a amizade foi suficiente para Mervyn acompanhar Daisy e suas duas filhas em uma viagem a Lulworth Cove em agosto de 1913, onde tirou os retratos de Christina.

Um retrato evocativo tirado na praia de Lulworth Cove. A escolha do traje de banho de Cristina foi fortuita, já que o vermelho era uma cor que o processo autocromo capturava particularmente bem. Christina on the Beach, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

O autocromo é um antigo processo de fotografia colorida. Patenteado em 1903 pelos irmãos Lumière, na França, e comercializado pela primeira vez em 1907, permaneceu o principal processo para se obter fotografias a cores durante o início do século XX, especialmente na década de 1930.

Foto do Taj-Mahal usando o autocromo, de 1921.

Uma fotografia serena, quase surreal. O longo tempo de exposição necessário, mesmo sob sol forte, deu ao mar uma qualidade irreal de vidro. O vermelho vivo de seu traje está em dramático contraste com os tons naturais suaves do fundo. Ao longe avista-se o barco a remo que aparece em algumas das outras fotografias tiradas no mesmo dia. Christina Paddling, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

E quem foi Mervyn O’Gorman?

Nascido na Irlanda, Mervyn Joseph Pius O’Gorman (1871–1958) é mais conhecido como um dos maiores engenheiros aeronáuticos britânicos. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele foi chefe do Royal Aircraft Establishment em Farnborough. Ele também foi um pioneiro do automobilismo, escrevendo o O’Gorman’s Motoring Pocket Book em 1904, e esteve ativamente envolvido no Royal Automobile Club, tornando-se seu vice-presidente. Posteriormente, desempenhou um papel fundamental na introdução do Código de Trãnsito nas Estradas.

O’Gorman era um artista, além de engenheiro, concentrando-se em gravura e trabalho com laca. Ele também era um fotógrafo talentoso. Um homem bem-humorado com enorme energia física e mental, ele parece ter sido quase universalmente querido e admirado.

Neste retrato, Christina olha pensativamente para um lago ornamental. O local desta fotografia não é conhecido, mas pode ser os jardins de Rempstone Hall perto do Castelo de Corfe em Dorset. Christina by the Pond, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection

 

O’Gorman captura uma cena atemporal enquanto o grupo faz seu piquenique na praia em Dorset, com Durdle Door ao fundo. O estojo da câmera de O’Gorman pode ser visto perto da irmã de Christina; uma das grandes vantagens do processo autocromo era que não exigia aparelhos especiais – os fotógrafos podiam usar placas autocromáticas em suas câmeras. A Picnic on the Beach, 1913, Mervyn O’Gorman © Royal Photographic Society Collection
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Primeira transmissão ao vivo da TV mundial foi com os Beatles

Os Beatles não foram importantes apenas para a música, considerados até hoje o maior grupo de rock da história, mas tiveram significativa influência sobre outras práticas e costumes da humanidade, especialmente os jovens.

Eles estão ligados eternamente à história da televisão, pois foi com esse extraordinário grupo formado por John Lennon, Ringo Star, Paul McCartney e George Harrison, que foi realizada a primeira Transmissão Mundial de TV ao vivo, evento que ocorreu no dia 25 de junho de 1967, direto de Londres.

A história foi essa:

No verão de 1967, em 18 de maio, os Beatles assinaram um contrato para representar a BBC, e a Grã-Bretanha, no programa Our World, que foi o primeiro programa de televisão ao vivo via satélite para todo o mundo e que foi assistido por aproximadamente 400 milhões de pessoas nos cinco continentes. O conceito do programa seria unir o planeta e mostrar, em pequenos segmentos, um pouco de cada país. Para isso, vários artistas e personalidades foram convidados, como Pablo Picasso e Maria Callas. O segmento que fechava a transmissão foi justamente o dos Beatles.

John Lennon escreveu a canção All You Need is Love especialmente para a ocasião, pois a BBC disse que tinha de ser simples para que os telespectadores de todo o mundo pudessem entender, e tivesse uma mensagem positiva. Afinal, a Guerra do Vietnã estava em seu auge nesse momento.

A transmissão via satélite foi idealizada pelo produtor da BBC britânica, Aubrey Singer, que comandou a sala principal de controle da transmissão dos estúdios da emissora na capital da Inglaterra. Para a empreitada se concluir, além da existência de outras salas de controle ao redor do mundo, foi necessária a utilização de três satélites geoestacionários de longo alcance na órbita terrestre (Intelsat I, Intelsat II e ATS-1), cerca de 1,5 milhões de quilômetros de cabos e uma numerosa equipe de funcionários também espalhada pelo mundo (cerca de 10 mil pessoas teriam trabalhado na transmissão, entre técnicos, produtores e intérpretes, nas mais de duas dezenas de países para os quais o sinal do programa chegou ao vivo).

Não houve políticos ou chefes de estado autorizados a participar na transmissão.

Os Beatles ensaiando a canção
Na cantina do estúdio, pouco antes de começar a transmissão

Empresas nacionais de radiodifusão de 14 países forneceram material para o programa de 125 minutos, que foi exibido em preto-e-branco. As organizações envolvidas foram da Austrália , Áustria, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Japão, México, Espanha, Suécia, Tunísia, Reino Unido, EUA e Alemanha Ocidental e o programa também foi mostrado – sem contribuir com seu próprio conteúdo – na Bélgica, Bulgária, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Noruega, Portugal e Suíça.

John e Paul do lado de fora da van que os levou ao estúdio
Paul e Ringo antes do momento histórico
Na semana antes da transmissão, sete países do bloco oriental – liderados pela União Soviética – pularam fora, aparentemente em protesto  à Guerra dos Seis Dias.
Os Beatles tocaram All You Need Is Love rodeados por vários amigos, incluindo Mick Jagger, Keith Richard, Marianne Faithfull, Keith Moon, Eric Clapton, Pattie Harrison, Jane Asher, Graham Nash e Hunter Davies. Todos estavam vestidos com roupas coloridas, e foram cercados por flores, balões e cartazes.

Abaixo, a gravação original, a partir de 3:01 e como foi transmitida, em preto e branco. A seguir, a mesma gravação, colorizada, e que veio na coleção Anthology.

 

 

 

Fonte:

meionorte.com

diariodosbeatles.blogspot.com

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Inventos curiosos e bizarros criados durante a Era Vitoriana

Londres, em 1901

A era vitoriana começou em 1837, quando a rainha Victoria ascendeu ao trono britânico, e durou até 1901, quando morreu. Assim como em qualquer outro período da história da humanidade, esse período ficou marcado por dezenas de invenções estranhas, porém curiosas, criadas para ajudar as pessoas na época. Separamos algumas dessas invenções. Você irá se surpreender ao conhecer cada uma delas e descobrir para que elas serviam.

Veja a seguir:

Caixas-balanço para banhos de ondas

Muitos vitorianos acreditavam no uso de água para tratar lesões, curar doenças e melhorar o seu bem-estar de uma maneira geral. Isso muitas vezes os motivavam a viajar para córregos e rios, para que pudessem tomar banhos especiais na água corrente. Esses rios e riachos eram muitas vezes localizados longe das cidades, o que significava que a maioria das pessoas deixavam suas casas durante vários meses para irem até o local se banhar. Então alguns empreendedores inventaram as caixas-balanço, para que as pessoas pudessem tomar banhos de ondas sem precisar viajar para longe de casa. Caixas-balanço se pareciam com banheiras comuns, exceto pelo fato de serem curvas, para permitir que os usuários se balançassem durante o banho e simular o movimento de correntes de água dos rios.

Xícaras-Bigode, para cavalheiros bigodudos

Um bigode bem cuidado era o orgulho de um cavalheiro vitoriano. Os homens na época até mesmo colocavam cera no bigode, para que ficassem com a aparência suave e ao mesmo tempo resistente. Isso, no entanto, trazia alguns problemas, pois a cera derretia sempre que algum bigodudo bebia chá ou café. Isto levou à invenção da “xícara-bigode”, com a aparência bizarra que se vê na imagem acima.

Elas eram como uma xícara de café comum, exceto pelo fato de haver um apoio semicircular que protegia o bigode dos cavalheiros. Depois do invento, surgiram também as colheres-bigode, que também se pareciam com as colheres normais, mas que tinham uma guarda levantada na ponta para proteger o bigode. Xícaras e colheres-bigode começaram a sumir do mercado somente após a Segunda Guerra Mundial, época em que os homens começaram a… raspar os bigodes.

Motor Scouts

As Motor Scouts foram inventadas pelo britânico Frederick Richard Simms entre 1888 e 1889. É um dos primeiros veículos armados do mundo, equipado com uma metralhadora. O problema é que a única proteção do veículo ficava na frente da metralhadora, então os soldados tinham que torcer para encontrar os inimigos de frente, porque se alguém chegasse de repente pelos lados… bye, bye!

A invenção acabou não sendo usada na guerra; afinal, quem teria coragem de subir uma montanha ou enfrentar os terrenos acidentados de campos de batalha pedalando um quadriciclo pesado destes e ainda correndo risco de vida? Melhor ir à pé mesmo! Problemas à parte, a invenção acabou inspirando a criação dos primeiros carros de guerra blindados.

Escovas de cabelo rotativas automáticas

Escovas de cabelo rotativas eram basicamente escovas de cabelo equipadas com motores. Foram inventadas porque se acreditava na época que o uso de uma máquina automática para escovar o cabelo era um sinal de progresso. As escovas de cabelo eram ligadas a um sistema de rodas e polias e alimentadas por turbinas hidráulicas, motores a vapor, ou motores a gás, mas as versões iniciais eram movidos por pessoas, mesmo, como o senhor na imagem acima.

As máquinas foram utilizadas principalmente para escovar a cabeça, embora sua patente indicasse que também poderiam ser usadas para escovar o corpo (durante o banho) e até mesmo para escovar roupas. A escova rotativa foi inventado por Edwin Gillard Camp, que alugava suas máquinas para cabeleireiros progressistas.

Linhas de trem Atmosféricas ou Pneumáticas

Os trens de hoje funcionam com eletricidade ou com diesel. No passado, eles funcionavam a vapor e carvão. Na Inglaterra vitoriana, eles eram movidos a ar…

Havia dois tipos de trens movidos a ar: os atmosféricos, que ficavam por cima da terra, e os trens pneumáticos, que se moviam no subsolo. A primeira estação de trem atmosférica do mundo foi inaugurada na Irlanda em 1844 e logo em seguida na Inglaterra.

Os trens atmosféricos dependiam de várias “estações de bombeamento”, encontradas a cada 3 km de distância ao longo dos trilhos, para bombear o ar necessário para a locomoção do trem. O sistema ferroviário acabou sendo encerrado devido ao seu alto custo de manutenção e também pelo fato de que os ratos muitas vezes comiam os revestimentos de couro usados para selar os dutos de ar.

Os trens pneumáticos, por outro lado, foram inventados na Inglaterra após o serviço postal londrino ter solicitado um meio mais rápido de transporte para o governo. A London Pneumatic Dispatch Railway (LPDR), ou “Ferrovia Londrina de Despacho Pneumático”, foi então criada e se tornou a primeira ferrovia pneumática do mundo. Além de encomendas, a ferrovia também era usada para transportar pessoas. Assim como as ferrovias atmosféricas, porém, as ferrovias pneumáticas também tinham um custo de manutenção muito alto, e pior ainda, só podiam realizar as manutenções por um curto período de tempo (nove minutos no máximo), por causa da falta de ar dentro dos dutos.

Cintos de cólera

A era vitoriana foi marcada por epidemias, principalmente a febre tifoide e a cólera, pois a higiene pessoal era precária na época. Os esgotos eram despejados sem tratamento diretamente nos rios, onde as pessoas iam buscar água para beber e cozinhar. Além disso, as pessoas defecavam em valas abertas. Sabemos hoje que a cólera é causada por alimentos contaminados, mas os vitorianos não sabiam. Muitos acreditavam que era causada pelo mau cheiro ou pelo contato. Os médicos também não sabiam como tratar adequadamente alguém infectado com a doença.

Mas as pessoas cismaram que a doença era resultado do estômago congelado. Foi por isso que criaram algo que, de acordo com o que se imaginava, seria a solução: os “cintos de cólera”, que serviriam para proteger as pessoas. Eram feitos de lã ou de flanela e aqueciam o corpo das pessoas mais frágeis.

Na realidade, os cintos não ajudavam em nada, mas foram amplamente usados na época, e até mesmo no serviço militar, onde oficiais médicos do exército britânico os usavam para “tratar” soldados com cólera. Os militares acreditavam tanto nos cintos inúteis que mantinham um sempre à mão para o caso de surtos.

Eletrofones

Os eletrofones faziam parte do serviço de comunicação de Londres, permitindo que as pessoas escutassem notícias, espetáculos de teatro e até mesmo missas de igrejas diretamente pelos fones sem sair de casa. O primeiro desses dispositivos foi o “Theatrophone,” inventado na França por Clement Ader em 1881. Para usá-lo, tudo o que o usuário precisava fazer era chamar a telefonista e pedir para ser conectado ao teatro ou à igreja.

Os usuários também podiam falar com a central do eletrofone, que funcionava através de linhas telefônicas, para solicitar uma música específica. O serviço era oferecido por assinatura, custava 5 libras por ano e fez muito sucesso, as pessoas iam até locais específicos para usar o serviço e algumas até promoviam festas com os fones

As transmissões via eletrofone terminaram em 1925, após a invenção do rádio e suas transmissões gratuitas.

Tinta para as veias

Na era vitoriana, acreditava-se que os aristocratas, as pessoas mais importantes da sociedade, tinham sangue azul. Querendo comprovar suas origens nobres, várias mulheres usavam o azul da Prússia para pintar em seus braços as veias, nas quais correria sangue azul…

 

 

 

 

Fonte:

rockntech.com.br: Simon Ferreira