Grandes cenas que não estavam nos roteiros

O grande Jack Nicholson

Ao contrário de outras expressões artísticas, como o teatro e a música, o cinema não costuma dar muito espaço para improvisações. Uma ou outra frase pode até ser dita de maneira diferente ou excluída pelo ator na hora da gravação, mas as cenas seguem um caminho bem definido, pautado pelo roteiro e pelas indicações prévias do diretor. Se assim não fosse, imagine quanto tempo levaria um filme para ser gravado, com as improvisações de astros como Jim Carrey ou o falecido e genial Robin Williams (conhecido como o “rei do improviso”)?

Mas…

Há quem ouse desafiar o que estava definido e, no meio da filmagem, partir para algo diferente ou propor outra solução. Se a mudança for genial, segue para a posteridade. Se não for, paciência, grava-se novamente e adeus ao improviso. O repórter Jeremy Singer, do Business Insider, faz uma lista de 10 grandes cenas que não estavam no roteiro, e escolhi cinco delas para mostrar. Se quiser ler o artigo na íntegra, está (em inglês) aqui.

“Heres Johnny!” – O Iluminado (The Shining,1980)

A imagem de Jack Nicholson com a cara enfiada no meio da porta e gritando “Heeeeere’s Johnny” se tornou uma das cenas mais lembradas do clássico do terror de Stanley Kubrick. A frase “Here’s Johnny” foi improvisada por Nicholson — ela era usada como frase de efeito pelo comediante Johnny Carson em um programa de televisão da década de 1950. Ponto para Jack, que colocou a frase na boca de toda uma nova geração.

A infância do soldado Ryan – O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998)

O drama de Steven Spielberg é o filme de guerra preferido de muita gente, não à toa. A cena inicial, com a chegada dos soldados americanos à Normandia, entrou para a história do cinema. Evidentemente, nada dela poderia ter sido improvisado, e uma das sequências mais marcantes de todo o filme o foi: ocorre quando os personagens de Tom Hanks e Matt Damon aproveitam uma pausa nos combates para compartilhar histórias de suas vidas como civis, junto da família. O monólogo do soldado Ryan, quando  ele conta uma anedota sobre seu irmão e uma garota, surgiu diretamente da cabeça do ator, que ainda nos brinda com uma atuação inspirada. Prova de que Damon é mesmo uma celebridade acima da média.

“Are You Talkin to Me?” – Taxi Driver (1976)

Esta é a minha cena favorita de todas… Na pele do desajustado Travis Bickle, Robert De Niro olha para o espelho e começa a soltar frases de efeito, como se estivesse desafiando alguém. Ele pergunta: “Você está falando comigo?”. E, em seguida, aponta a arma escondida na manga do casaco. Um show de improvisação de De Niro em uma cena que ficou marcada na história do cinema — e certamente já foi repetida na frente do espelho por uma infinidade de atores e… cinéfilos, como eu, eh eh eh! Segundo o Business Insider, o roteiro de Paul Schrader apenas sinalizava que o personagem falava consigo mesmo no espelho. Aí, o genial ator decidiu aprofundar a cena como uma mostra do estado cada vez mais caótico da personalidade do taxista.

“Take the cannoli” – O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)

Claro que o épico de Francis Ford Coppola, O Poderoso Chefão, teria numerosas frases clássicas e cenas antológicas, e esta é apenas uma delas… Mas o curioso é que uma das frases mais marcantes não estava no script. Durante uma saída básica para dar cabo de um desafeto, o mafioso Peter Clemenza recebe a incumbência de sua esposa de levar pra casa o cannoli, tradicional sobremesa siciliana. Segundo o roteiro original, após matar o traidor Paulie, Clemenza apenas diria para o capanga que o acompanhava para deixar a arma no local. O ator Richard Castellano, porém, não perdeu a oportunidade de fazer uma graça e acrescentou uma frase à ordem, um tanto quanto inusitada para a situação. Daí nasceu o “leave the gun, take the cannoli”.

Indiana contra o espadachim – Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark)

Acho que esta cena improvisada é a mais conhecida de todas. Segundo o roteiro, Indiana Jones deveria se envolver em uma perigosa luta com o espadachim, utilizando seu chicote. O pobre ator que “lutaria” com Harrison Ford ficou ensaiando as manobras com a espada por semanas, coreografando todos os movimentos. Ele só não contava que uma indisposição estomacal acabasse atacando o astro na noite anterior, situação que o deixou com pouca paciência e disposição para rodar a cena. Pouco antes da gravação, Harrison Ford consultou o diretor Steven Spielberg e sugeriu o que acabou se tornando uma das cenas mais divertidas do filme: Indiana ignora as acrobacias do espadachim e o despacha com um único tiro.

 

Há muitas outras, como a do Heath Ledger como Coringa explodindo o hospital em O Cavaleiro das Trevas, ou Bill Murray em Tootsie, ou ainda Martin Sheen socando o espelho em Apocalypse Now, do Coppola.  E até Woody Allen, que nunca permitiu improvisações em seus filmes, espalhando 2.000 dólares de cocaína com um espirro em Noivo Neurótica, Noiva Nervosa. Talvez eu prepare uma continuação desta postagem, para mostrar essas e outras cenas antológicas… e improvisadas!

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

  • Rafael Waltrick, gazetadopovo.com.br
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Me, Tarzan

As Olimpíadas no Rio terminaram, com muitos medalhistas batendo recordes, e outros se aposentando. Um deles foi o fenomenal Michael Phelps, um dos maiores atletas de todos os tempos. Quebrou trinta e sete recordes mundiais e conquistou o maior número de medalhas de ouro olímpicas (oito) em uma única edição, nos Jogos de Pequim de 2008. O que será que ele vai fazer agora, que abandonou a natação? Não se sabe.

Será que vai seguir o caminho de outro nadador que teve uma carreira excepcional, tendo conquistado cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928? Ele estabeleceu 67 recordes mundiais de natação e ganhou 52 campeonatos nacionais, sendo considerado um dos melhores nadadores de todos os tempos.

Estou falando de Johnny Weissmuller, medalhista olímpico na natação, mas que ficou muito mais conhecido por interpretar Tarzan no cinema, depois que se aposentou das piscinas. Ele é o dono do grito imortal:

Janos (Johann) Weiszmueller nasceu em 2 de junho de 1904 na cidade de Szabadfalu, na Romênia, cuja população era uma mistura de rumenos, austríacos, sérvios, húngaros e austríacos. Em 1905, os Weiszmueller tiveram outro filho, Petrus, que nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, para onde a família emigrara.

Aos doze anos de idade, Johnny saiu da escola pública e, para ajudar nas despesas da família, trabalhou como mensageiro de hotel e depois como ascensorista, frequentando, nas horas vagas, uma escola de natação. Em 1916, ele entrou para a equipe de natação da YMCA (Young Men’s Christian Association). Pouco tempo depois, encontrou o homem que mudaria sua vida: o técnico “Big Bill” Bachrach, principal treinador do Illinois Athletic Club de Chicago. Johnny começou seu treinamento sob as ordens de Bachrach em outubro de 1920, e se preparou para a Olimpíada.

Durante alguns meses de 1922 e todo o ano de 1923, Johnny venceu prova após prova. Na Olimpíada de 1924, Johnny Weissmuller ganhou medalhas de ouro nos 100 e 400 metros em estilo livre, e uma terceira medalha de ouro integrando a equipe de revezamento para os 800 metros.

No seu retorno aos Estados Unidos, ele descobriu que havia se tornado uma celebridade. Todo mundo queria conhecê-lo, desde o presidente americano até as maiores celebridades do país. Seu treinador vetou a maioria dos convites, mas como era fã de Douglas Fairbanks, aprovou uma visita ao estúdio da MGM.  Durante o almoço, Johnny foi apresentado a um homem chamado Sol Lesser, que o ignorou completamente. Lesser estava tentando convencer Fairbanks a realizar um filme baseado em Tarzan of the Jungle de Edgar Rice Burroughs, porém, Fairbanks não estava interessado. De repente, Fairbanks olhou para Johnny e disse: “E este rapaz? Seu nome é Johnny Weissmuller, ele é um ídolo nacional da natação, e até que se parece com Tarzan, você não acha?”. Lesser se virou e olhou pela primeira vez para Johnny. “Acho que não”, respondeu Lesser. “O que precisamos para este papel é de um astro!”. Assunto encerrado.

Na Olimpíada seguinte, de 1928, ele ganhou mais duas medalhas e nem teve tempo de curtir a fama. Mal chegou em casa e seu treinador o levou a uma competição no Japão. Os treinadores japoneses ficaram muito impressionados com o jovem nadador americano e lhe ofereceram um emprego como treinador de seus estudantes para a próxima Olimpíada, que se realizaria no Japão. Johnny recusou e os japoneses lhe disseram que ele iria se arrepender. Johnny deu uma risada e disse: “Veremos, meu amigo Buster Crabbe estará competindo e eu estou apostando nele”.

Buster Crabbe

Buster Crabbe

Na Olimpíada de 1932, Crabbe ganhou uma medalha de ouro, vencendo por apenas um décimo de segundo o campeão francês Jean Taris. Crabbe comentaria mais tarde que aquele um décimo de segundo mudou sua vida, porque – assim como acontecera com Weissmuller – foi graças à natação que ele foi para o cinema, ao ser contratado em 1933 para viver Tarzan no seriado Tarzan, o Destemido (Tarzan the Fearless).

O grande sucesso veio logo depois ao estrelar o seriado “Flash Gordon” e mais tarde o explorador Buck Rogers, ambos pela Universal Pictures.

Voltando a Weissmuller, antes de Crabbe, ele havia estrelado o longa-metragem Tarzan, o Filho das Selvas (Tarzan, the Ape Man) em 1932, logo após ter abandonado as piscinas. Esse filme foi  foi rodado nos estúdios da MGM com todos os requisitos das produções classe “A”, tendo o departamento de som providenciado o célebre berro, os roteiristas um dialeto tarzânico e, para as cenas mais arriscadas nos cipós, haviam os trapezistas The Flying Codonas (Alfredo e Tony Codona). O roteiro guardava pouca semelhança com o Tarzan de Burroughs e omitia todas as referências à origem do Homem-Macaco, concentrando-se nas relações românticas entre ele e a jovem inglesa Jane Parker, interpretada por Maureen O’ Sullivan.

Jane Parker penetra na selva africana num safári, juntamente com seu pai e dois caçadores, em busca de um misterioso cemitério de elefantes. Tarzan rapta Jane e o safári é capturado por uma tribo de pigmeus. Tarzan vai resgatá-los – com a ajuda de uma manada de elefantes num final excitante. A combinação de Johnny Weissmuller e Maureen O’ Sullivan foi uma mágica absoluta. “Me Tarzan, You Jane” subitamente tornou-se uma expressão conhecida em todo o mundo (embora a verdadeira frase dita por Tarzan tivesse sido “Tarzan, Jane”).

Jane e Tarzan

Jane e Tarzan

Weissmuller interpretou o personagem em 12 filmes, e a derradeira personificação do herói de Burroughs deu-se em Tarzan e as Sereias ( Tarzan and the Mermaids) em 1948. Durante os entendimentos a respeito de novos filmes, Johnny pressionou o estúdio para receber uma participação nos lucros e os produtores  preferiram não renovar o contrato do ator, declarando que ele estava sem forma física para o papel.

O último filme de Tarzan com o antigo campeão olímpico de natação no papel.

O último filme de Tarzan com o antigo campeão olímpico de natação no papel.

Depois de Tarzan, ele interpretou com sucesso a personagem Jim das Selvas na série do mesmo nome, entre 1948 e 1955. Foram dezesseis filmes ao todo, com duração média de setenta minutos cada. Em 1955, a série transferiu-se para a TV, tendo sido feitos vinte e seis episódios de meia hora cada. Já envelhecido e obeso, Weissmuller tentava dar vida a uma personagem atlética e aventureira, e esse final melancólico marcou sua despedida das câmaras.

Jim das Selvas, personagem dos quadrinhos criado por Alex Raymond, o talentoso desenhista de Flash Gordon

Jim das Selvas, personagem dos quadrinhos criado por Alex Raymond, o talentoso desenhista de Flash Gordon

No final dos anos 1950, Weissmuller mudou-se para Chicago, onde fundou uma empresa de piscinas. Seguiram-se outros empreendimentos, a maioria envolvendo Tarzan ou a natação de uma forma ou de outra, mas sem grandes resultados. Aposentou-se em 1965 e, no ano seguinte, juntou-se aos ex-Tarzans Jock Mahoney e James Pierce para a campanha publicitária de lançamento da série de TV Tarzan, estrelada por Ron Ely.

Em 1967 sua imagem foi imortalizada na capa do LP Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.

Ali está ele, atrás de Ringo e Paul.

Ali está ele, ao fundo, entre Ringo e Paul.

Morreu vítima de um edema pulmonar em Acapulco, no México, em 1984, onde vivia com a sexta esposa.

Astros e estrelas quando eram jovens

Já mostrei em um post alguns astros e estrelas internacionais que não estão convivendo bem com o passar do tempo (aqui). Agora, vou mostrar outros astros e estrelas quando eram mais jovens. Alguns eu diria que são quase irreconhecíveis, enquanto outros continuam praticamente a mesma coisa. Confira!

Ele tinha 22 anos quando a foto foi tirada, e estava prestando o serviço militar.

Ele tinha 22 anos quando a foto foi tirada, e estava prestando o serviço militar.

Anos depois, Sean Connery tornou-se um astro conhecido no mundo todo, especialmente pelo código 007.

Anos depois, Sean Connery tornou-se um astro conhecido no mundo todo, especialmente pelo código 007.

Com 16 anos, era o típico nerd... Ou, pelo menos, tinha cara de um.

Com 16 anos, era o típico nerd… Ou, pelo menos, tinha cara de um.

Quem diria que o George Clooney de franja na juventude se tornaria um poderoso ator e diretor em Hollywood, arrasando os corações da mulherada ao tomar um Nespresso e dizer: "What else?"

Quem diria que o George Clooney de franja na juventude se tornaria um poderoso ator e diretor em Hollywood, arrasando os corações da mulherada ao tomar um Nespresso e dizer: “What else?”

Já era uma gatinha aos 14 anos, e os óculos só acrescentavam charme.

Já era uma gatinha aos 14 anos, e os óculos só acrescentavam charme.

A gatinha se tornou um mulherão, e boa atriz. Charlize Theron já ganhou um Oscar, sabia?

A gatinha se tornou um mulherão, e boa atriz. Charlize Theron já ganhou um Oscar, sabia?

Aos 26 anos, ele tentava a carreira em Los Angeles como ator e modelo.

Aos 26 anos, ele tentava a carreira em Los Angeles como ator e modelo.

Só quando foi para a Itália, e estrelou os "spaguetti-westerns", tornou-se um astro. Clint Eastwood, hoje, é um dos atores e diretores mais respeitados do cinema.

Só quando foi para a Itália, e estrelou os “spaghetti-westerns”, tornou-se um astro. Clint Eastwood, hoje, é um dos atores e diretores mais respeitados do cinema.

Contemporâneo de Eastwood, aos 24 anos ele também seguia os passos do colega.

Contemporâneo de Eastwood, aos 24 anos ele também seguia os passos do colega.

 O sucesso veio para William Shatner quando ele desbravou o espaço, a fronteira final, comandando a nave estelar "Enterprise" no seriado para TV "Jornada nas Estrelas".

O sucesso veio para William Shatner quando ele desbravou o espaço, a fronteira final, comandando a nave estelar “Enterprise” no seriado para TV “Jornada nas Estrelas”.

Não sei se, aos 18 anos, ele tinha ideia de quem se tornaria. Mas que tinha cara de doidão, já tinha...

Não sei se, aos 18 anos, ele tinha ideia de quem se tornaria. Mas que tinha cara de doidão, já tinha…

O fato é que Steve Tyler se tornou líder e vocalista de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, Aerosmith... Como se não bastasse, ainda é o pai da linda Liv Tyler!

O fato é que Steven Tyler se tornou líder e vocalista de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, Aerosmith… Como se não bastasse, ainda é o pai da linda Liv Tyler!

Quem diria... Aos 18 anos, ele era gago e só conseguia se expressar melhor no palco da escola.

Quem diria… Aos 18 anos, ele era gago e só conseguia se expressar melhor no palco da escola.

Quando estrelou os mais populares filmes de ação, como "Duro de Matar", Bruce Willis já havia superado esse problema. Embora, nos filmes, ele precisasse se expressar mais na porrada, mesmo...

Quando estrelou os mais populares filmes de ação, como “Duro de Matar”, Bruce Willis já havia superado esse problema. Embora, nos filmes, ele precisasse se expressar mais na porrada, mesmo…

Aos 24 anos, ele já atuava regularmente nos palcos. Seu amor pelo teatro começou quando foi levado pelos pais para assistir uma encenação de "Peter Pan", quando tinha 3 anos de idade.

Aos 24 anos, ele já atuava regularmente nos palcos. Seu amor pelo teatro começou quando foi levado pelos pais para assistir uma encenação de “Peter Pan”, quando tinha 3 anos de idade.

Com uma carreira que cobre desde Shakespeare até filmes de ficção e fantasia no cinema, o multipremiado ator inglês Sir Ian McKellen tornou-se conhecido pelo grande público como o Gandalf dos filmes "O Senhor dos Anéis".

Com uma carreira que cobre desde Shakespeare até filmes de ficção e fantasia no cinema, o multipremiado ator inglês Sir Ian McKellen tornou-se conhecido pelo grande público como o Gandalf dos filmes “O Senhor dos Anéis”.

Ela, aos 25 anos, já atuava em peças de Shakespeare em Londres.

Ela, aos 25 anos, já atuava em peças de Shakespeare em Londres.

Hoje, depois de uma montanha de prêmios no teatro e no cinema, Helen Mirren continua bonita e mais classuda do que nunca.

Hoje, depois de uma montanha de prêmios no teatro e no cinema, Helen Mirren continua bonita e mais classuda do que nunca.

Astros e estrelas que estão envelhecendo mal

A idade chega e pesa pra todo mundo. Só que, pra alguns, ela pesa mais. Seja por questões genéticas, ou como resultado de uma vida do balacobaco, mesmo… O problema é que tem gente que reluta em aceitar isso e tenta, por todos os meios, adiar o inevitável.

Ou não dá a mínima e toca a vida na boa. Veja só alguns casos:

Era tão lindinha, essa Lindsay Lohan dos tempos dos filmes pra Disney…

Agora, aos 30 anos, o balacobaco acabou com ela, coitada.

Brendan Fraser era o bonitão da vez. Especialmente na época de “George, o Rei da Floresta”.

Aí, ele fez “A Múmia” e ficou com a cara de uma!

A Meg Ryan era a loirinha mais adorável do cinema. Fez par de muito sucesso com Tom Hanks, todo mundo a adorava.

Quando decidiu adiar as pelancas, meteu-se em cirurgias plásticas e botox e aquilo que era belo ficou na lembrança.

Macaulay Culkin foi esquecido em casa um dia, e aprontou todas, lembram-se dele?

Ele envelheceu, não sei se se esqueceram dele de novo, mas continuou aprontando todas. Deu nisso…

Mickey Rourke era o crush de todas as garotas, novas ou mais velhas, nos anos 1990. Quem não queria passar 9 semanas e meia de amor com ele?

Mas o maluco se encheu de drogas e álcool, largou a carreira pra virar lutador de boxe, teve a cara amassada e passou por um monte de consertos pra ficar apresentável de novo. Hoje, aparenta muito mais que os 63 anos que tem…

Aposto como você não vai adivinhar quem é esse fofucho.

Ele mesmo! O próprio Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne. Uma vida lotada de drogas deixou sua aparência – e seus miolos – bastante abalados.

Aposto como você não adivi… Não, esse é fácil!

O Axl Rose era megafamoso nos tempos dos Guns & Roses. Hoje, ele não tem um décimo daquela popularidade, mas ganhou dez vezes mais peso!

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Outro bonitão dos velhos tempos. John Travolta tinha um belo cabelo, e nem usava brilhantina.

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Hoje, ele continua com um corte de cabelo legal, mas, sei lá… Está esquisito… Seria efeito da Cientologia?

Lembra quando esse menininho lindo assustou a todo mundo, ao dizer: "Eu vejo gente morta" ?

Lembra quando esse menininho assustou todo mundo ao dizer: “Eu vejo gente morta”….?

Pois o Haley Joel Osment continua assustando a gente, só que agora, de outra maneira…

Os Meus 10 Melhores Filmes sobre Viagens no Tempo

Numa conversa com amigos sobre cinema e ficção, surgiu o tema inevitável da viagem no tempo, um dos meus favoritos. Esse tema já foi explorado em todas as mídias da cultura pop, seja em livros, quadrinhos e, claro, cinema.

A viagem no tempo se refere ao conceito de mover-se para trás e para frente através de pontos diferentes no tempo, em um modo análogo à mobilidade pelo espaço. Algumas interpretações de viagem no tempo sugerem a possibilidade de viajar através de realidades paralelas. A possibilidade real de uma viagem dessas ainda é nula, pelo fato de não termos conseguido a tecnologia que a tornasse viável.

Qualquer ferramenta que permita viagens no tempo teria que resolver os problemas relacionados com causalidade , e na ausência de provas de que as viagens do tempo são possíveis, é mais simples supor que não são.  Stephen Hawking sugeriu certa vez que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. A Teoria da Relatividade de Einstein diz que, se fosse possível viajar mais rápido do que a luz, então a viagem no tempo seria possível.

Mas um de meus autores favoritos , H. G. Wells (foto abaixo), resolveu esse problema em 1895, quando escreveu seu livro “A Máquina do Tempo”. Nele, o personagem principal desenvolve, com base em conceitos matemáticos, uma máquina capaz de se mover pela Quarta Dimensão, neste caso considerada como a dimensão do tempo. Com ela, viaja até ao ano de 802.701 onde encontra os Elóis, pacíficos e dóceis remanescentes dos humanos, aparentemente vivendo num mundo paradisíaco, sem qualquer tipo de preocupações, até perceber que eles servem de alimento para uma outra raça, os Morlocks, que vivem no subterrâneo e que, apesar de outrora terem sido dominados pelos Elóis, tornaram-se predadores destes.

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Essa obra gerou versões para o cinema e inspirou muitas outras. Como adoro cinema e esse tema, decidi fazer minha listinha dos Top 10 sobre Viagens no Tempo.

10. A Máquina do Tempo (1960)

Com Rod Taylor, versão bastante fiel do livro de Wells. Teve uma versão em 2012 que, apesar dos efeitos especiais serem melhores, como filme é beeem inferior.

9. Meia-Noite em Paris (2011)

Um dos melhores de Woody Allen, conta a história de um roteirista bem sucedido de Hollywood que considera suas obras um verdadeiro lixo. Seu sonho é largar tudo e se tornar um escritor. Visitando Paris com a noiva e o rascunho de uma romance pra lá de saudosista, tudo é pretexto para lembrar do passado e dos que fizeram arte ao respirar a Cidade Luz. Um dia, andando pelas ruelas parisienses sob o efeito de algumas doses de vinho, ele acaba viajando no tempo e vai parar na década de 20, onde descobre sua verdade.

8.Em Algum Lugar do Passado (1980)

Belo filme, bela trilha, dois belos atores, Christopher Reeve e Jane Seymour. Um jovem teatrólogo conhece na noite de estreia da sua primeira peça uma senhora idosa que lhe dá um antigo relógio de bolso enquanto, em tom de súplica, lhe diz: “volte para mim”. Ela se retira sem dizer mais nada. Obcecado por ela, o rapaz vai pesquisar e descobre que uma atriz que fez uma peça no mesmo teatro no começo do século era a mulher que lhe deu o relógio. Para desvendar o quebra-cabeças, ele tem que voltar a algum lugar do passado. Revi não faz muito tempo, e continua muito bom.

7. Feitiço do Tempo (1993)

Roteiro de Harold Ramis (um dos Caça-Fantasmas), esse filme divertido e original mostra que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”… Rsrsr. O repórter interpretado por Bill Murray vai a uma pequena cidade para fazer uma matéria especial sobre o inverno. Querendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, sendo condenado a repetir sempre os eventos daquele dia.

6. Os 12 Macacos (1995)

Bruce Willys ao lado de Brad Pitt (que dá um show). No futuro, a humanidade está sendo devastada por um vírus e um prisioneiro (Bruce) é enviado ao passado para reunir informações sobre esse vírus e como combatê-lo. Sensacional em todos os aspectos.

5. Efeito Borboleta (2004)

O único longa que assisti com o Ashton Kutcher (não assisti “Jobs”). Ele é um estudante de psicologia que sofreu diversos traumas de infância e descobre ter o poder de viajar no tempo para “consertar” o passado. Só que, graças ao roteiro brilhante, ele cria situações catastróficas. Imperdível.

4. Déjà Vu (2006)

Pra variar, Denzel Washington está muito bem nesse filme onde interpreta um agente da polícia que volta no tempo para salvar uma mulher de ser assassinada – e se apaixona por ela no processo. O filme é tenso, muito bom, e tem momentos realmente de arrancar o braço da poltrona.

3. O Planeta dos Macacos (1968)

Claro que a versão de 1968 (primeira foto) é um clássico, mas gostei do remake (segunda foto) de 2001, de Tim Burton, com show de Tim Roth (na foto acima, estrangulando Mark Wahlberg). Se alguém ainda não assistiu, o filme narra as desventuras de um astronauta americano que viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e seus companheiros se vêem em um planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem mesmo têm o dom da fala. Outro filme imperdível.

2.O Exterminador do Futuro (1984)

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James Cameron (Titanic, Avatar...) revolucionou o gênero por duas vezes, primeiro dando o melhor papel da vida de Arnold no primeiro “Exterminador” (ele não tinha falas, ah ah ah ah!) e depois com a sequência, onde além de apresentar efeitos visuais inovadores para a época, imortalizou uma das frases mais famosas do cinema, dita pelo mesmo Schwarza: “I’ll be back!”.  O ex-fisiculturista e ex-governador da Califórnia faz um androide que volta no tempo para eliminar aquela que seria a mãe do futuro líder da resistência dos homens contra as máquinas. Os dois filmes são espetaculares, e a partir daí  Schwarzenegger tornou-se…  Schwarzenegger.

1. De Volta para o Futuro (1985)

Os três filmes são obras-primas. Michael J. Fox como Marty McFly, o DeLorean turbinado, o professor aloprado, a piada de Marty na cama com a futura mãe o chamando de Calvin Klein, o skate voador, essas e outras memoráveis sequências fazem parte da história do cinema. No filme original, um adolescente volta acidentalmente ao passado no carro-do-tempo inventado pelo prof. Emmet Brown e precisa garantir que seus pais se conheçam para salvar sua própria existência.

Estes são meus top 10, e estou pensando aqui que faltaram tantos filmes que eu deveria ter feito um top-20…

O dia em que Frank Sinatra quase foi “Dirty Harry”

Imaginem se Frank Sinatra fosse Harry, o Sujo.

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Frank Sinatra

Harry “Dirty” Callahan ou “Dirty Harry” (traduzido no Brasil para Harry, O Sujo) se tornou um dos personagens mais famosos de Clint Eastwood, a ponto de se confundir, durante algum tempo, a personalidade fictícia com a persona real do ator.

Harry não tem fama de durão à toa: tem como companheira a sua arma, uma Magnum 44, pois diz que ela é boa para atravessar com balas os vidros de carros em fuga.

Também é muito citada a sua frase “Go ahead, make my day” que ele disse em Impacto Fulminante, outra das sequências do primeiro filme, quando se dirigia a um bandido. Em tradução livre, seria: “Vá em frente, me faça ganhar o dia!”, o que significa dizer algo como:”Reaja e deixe-me feliz por dar-me um motivo para crivá-lo de balas”.

A imagem acima poderia ser totalmente diferente se Frank Sinatra tivesse conseguido o papel. O estúdio já havia escolhido o cantor/ator para interpretar o policial de San Francisco, e os produtores estavam tão confiantes que tudo iria dar certo que publicaram um anúncio em jornais e revistas anunciando o futuro lançamento.

Eles só não contavam que Frank sofresse um acidente durante as filmagens de outra produção e quebrasse o pulso. Clint Eastwood tinha visto antes o primeiro roteiro, mas como não era ainda tão famoso, eles preferiram consultar outros superstars para o papel.

  

John Wayne ficou p* da vida e recusou o papel, porque não gostou que lhe oferecessem “algo que Sinatra não quis”. Robert Mitchum também recusou, porque disse que “aquele roteiro não era nada mais do que monte de lixo”. E Burt Lancaster desistiu, dizendo que não concordava com a violência do filme.

Aí, os produtores foram conversar de novo com Clint Eastwood, perguntando se ele ainda estava interessado. O resto é história…

Sacanas sem Lei?

Certa vez, comentei sobre a tradução que fazemos no Brasil dos títulos dos filmes estrangeiros (o post é este). Parece ser uma tradição a gente colocar nome sem graça, ou às vezes até com spoilers, nesses filmes – cujos títulos originais geralmente não “entregam” de cara sobre o que se trata.

Mas descobri que, em Portugal, eles são muito mais… Digamos… Criativos que nós. Veja só alguns exemplos:

007 – Um Novo Dia Para Morrer (Die Another Day)

50 Tons de Cinza (50 Shades of Gray)

A Menina que Brincava com Fogo (The Girl who Played with Fire)

Como Se Fosse a Primeira Vez (50 First Dates)

Bastardos Inglórios (Inglorius Basterds)

Corra Que a Polícia Vem Aí (The Naked Gun)

Duro de Matar (Die Hard)

Minions (desse eu gostei…)

Os Bons Companheiros (Goodfellas)

Planeta dos Macacos (Planet fo the Apes) (o spoiler foi demais…)

Um Corpo que Cai (Vertigo) (mesmo caso)

Há outros exemplos, mas acho que deixei claro o que pretendia demonstrar…

 

 

Fonte:

Osmar Portilho, para Virgula