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Boxeador acertou Stallone no fígado, o fez passar mal e ficou fora de filme

Sylvester Stallone and Mr. T.

Se os campeões mundiais Muhammad Ali e Larry Holmes ficaram impressionados com a força do soco de Earnie Shavers é porque se tratava de um golpe poderoso. E Sylvester Stallone também pôde comprovar isso. Só que o resultado não foi bom para o ator.

Em uma audição para o filme “Rocky 3”, Stallone chamou Shavers para um teste no ringue e terminou o duelo vomitando no banheiro.

“Aquilo quase me matou. Fui direto para o banheiro masculino e vomitei”, contou Stallone, em declaração reproduzida no livro “The Boxing Filmography”, de Frederick Romano. Declaração semelhante, confirmando que o ator passou mal no banheiro, também aparece em um livro sobre a carreira de Muhammad Ali.

O soco foi dado por Shavers, mas a culpa foi de Stallone.

Earnie Shavers e esposa.
Earnie Shavers e esposa.

Isso porque o pugilista conta que estava controlando seus golpes para não machucar a estrela de “Rocky”. “Ele disse: ‘não se segure, bata em mim’. Eu disse que não poderia fazer aquilo. Queria muito fazer aquele papel e sabia que bater no astro não me ajudaria, mas ele ficou me pressionando para bater. Finalmente eu disse: ok”, contou Shavers a Ralph Wiley, em coluna da ESPN norte-americana.

“Dei um soco na região onde fica o fígado dos boxeadores. Não sei nada sobre atores, mas se eles têm fígado, provavelmente ficam no mesmo lugar”, argumentou o pugilista. “Stallone parou a luta e pediu ajuda para sair do ringue, curvando-se e indo para algum lugar. Logo depois ele avisou que não poderiam me usar no filme. Acho que estraguei tudo”, contou Shavers.

O boxeador era uma opção para interpretar James “Clubber” Lang, mas o papel acabou ficando com o ator Mr. T.

O soco no fígado de Stallone, pelo jeito, atrapalhou as pretensões de Shavers no cinema, mas aumentou a lenda sobre a potência de seu direto. Shavers disputou duas vezes o título mundial, perdendo para Ali e Holmes. Ambos, no entanto, admitiram que sofreram muito com os golpes do grandalhão careca. Eles e as vítimas de suas 74 vitórias.

Além de Sylvester Stallone, claro.

 

 

 

Fontes:

Espn

UOL

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Ficar em forma acabou com o casamento

Angela Crickmore, britânica de 36 anos, contou ao “Daily Mail” que seu novo estilo de vida acabou com o casamento de 9 anos.

Ela se sentia cansada e era um grande esforço fazer caminhadas um pouco mais longas. Apesar de ser naturalmente magra da adolescência, ela engordou tanto ao longo dos últimos 20 anos que ficou desesperada e estava considerando fazer uma cirurgia para colocar um bypass gástrico.

Depois que o filho nasceu, Angela passou a ter uma vida sedentária, restrita a trabalhar, cozinhar e ficar sentada assistindo TV. “”Eu me sentia bonita, meu marido também me achava bonita, mas a pressão de fora, de amigos e familiares, me fez mudar de rumo”, explicou ela. “Eu tinha que fazer alguma coisa. Até então, nunca havia feito algo por mim”.

Em 2011, Angela mudou completamente sua rotina. Ela passou a comer com mais frequência alimentos como carne magra, abacate e nozes. Em pouco tempo, se sentiu motivada para fazer exercícios, mesmo com vergonha de ir à academia.

“Era capaz de comer qualquer coisa sem ganhar um quilo. Meu marido e meu filho de 9 anos não queriam compartilhar meus novos hábitos alimentares ou até mesmo participar dos meus passeios. Disse a ambos que eles teriam que cuidar de suas próprias refeições e parei de cozinhar para eles – foi mais como uma proteção a mim mesma, que não queria jogar pela janela todo o trabalho que eu tinha feito se voltasse aos antigos hábitos”, falou ela, que perdeu 35kg em oito meses, sem fazer tratamento com remédios ou nenhum tipo de cirurgia.

Angela passou a se sentir melhor, querendo acampar, fazer caminhadas, viajar, encontrar pessoas. Até parou de assistir TV. Foi então que as rachaduras no casamento começaram a aparecer. Porque as prioridades do casal passaram a ser muito diferentes.

Atualmente, Angela está solteiríssima e não se arrepende de ter reformulado sua vida para se tornar a pessoa que ela é hoje. A britânica voltou a estudar, se formou em nutrição esportiva e, agora, espera transformar sua perda de peso num exemplo, tornando-se uma preparadora física.

“Eu quero ajudar as pessoas. Isso me faz sentir bem”, finalizou ela.

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A Corrida Maluca de verdade

O famoso desenho animado da Hanna-Barbera, “Corrida Maluca”, hoje faz parte do canal a cabo Tooncast, mas foi exibido por diversas TVs abertas desde que foi criado, em 1968.

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Os quarentões certamente se lembram dos carros engraçados e dos heróis e vilões dessa série genial, como o grande Dick Vigarista, o cupê assombrado ou a gata Penélope Charmosa.

Pois existe uma corrida maluca na vida real – não sei se inspirada pelo desenho – e que se chama Red Bull Soapbox. O evento existe há 15 anos e já aconteceu cinco vezes no Brasil.

O evento, que envolve criatividade, originalidade e velocidade, funciona de maneira bem simples. Equipes de quatro integrantes devem construir, manualmente, uma máquina sem motor e tentar descer o circuito, de cerca de 400 metros de extensão, no menor tempo possível. Além disso, cinco jurados irão avaliar as equipes de acordo com a criatividade do carrinho e a originalidade da apresentação do time antes da descida.

Realizada pela primeira vez na Bélgica, no ano 2000, a competição tem números bastante expressivos: de lá pra cá, ela já aconteceu em 96 cidades de 46 países diferentes, atraindo mais de três milhões de pessoas para assistir a corrida ao vivo. O recorde de público até hoje aconteceu na edição de Los Angeles, nos EUA, em 2011, quando 115 mil pessoas se juntaram para ver os carros descendo ladeira abaixo.

Nessas corridas malucas, já participaram todos os tipos de veículos, desde réplicas de objetos existentes até os mais extravagantes frutos da imaginação, como pianos, um carrinho de bebê gigante, uma espiga de milho gigante, uma cela de prisão e o Golden Gate Bridge.

Essa foi uma das concorrentes da corrida realizada no Brasil em 2015, no Balneário Camboriú.

E os três primeiros colocados recebem prêmios bem interessantes. Por exemplo, no evento realizado em Turim em 2014, os vencedores foram premiados com um final de semana no Red Bull Ring durante o Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1 em 2015, enquanto os segundos classificados visitaram a escuderia Toro Rosso em Faenza, na Itália, participando do júri de um curso de direção esportiva no autódromo de Imola.  A equipe que chegou em terceiro lugar ganhou um go-kart GP para 12 pessoas.

Não descobri quando e onde será a corrida maluca no Brasil deste ano, mas uma certeza eu tenho: será muito divertida! Abaixo, os melhores momentos da corrida em Camboriú:

 

 

 

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Haka – A Lenda dos All Blacks

O Rugby, apesar de pouco conhecido no Brasil (para quem não sabe, nós temos uma seleção nacional, e aqui na América do Sul a melhor equipe é a da Argentina, uma das melhores do mundo), é bastante difundido em muitos países.

É o principal esporte da Oceania, onde países pequenos como Tonga e Fiji possuem fortes times nacionais; tem ampla difusão na Grã-Bretanha e França, e também a seleção da África do Sul é fortíssima. Mas os All-Blacks – seleção campeã da Nova Zelândia – sempre se destacam por seu estilo feroz e agressivo, e durante anos dominaram, e ainda dominam, mundialmente o esporte. Seus jogadores encaram o desafio como uma guerra, e parte disso pode ser explicado numa única palavra: Haka.

Haka é o nome genérico dado à dança dos maoris, o povo que ocupava as ilhas neozelandesas quando os ingleses chegaram. Para os maoris, a dança complexa do Haka é uma expressão da paixão, vigor e identidade da raça, e de certa forma, a boa performance ajuda a manter a reputação tribal.

Muitas pessoas carregam tatuagens tribais e não sabem a verdadeira origem delas; elas estão fortemente inspiradas nas tatuagens maoris. A tatuagem “moko” do povo maori é realmente a mais impressionante de todas, e a mais caraterística.

Tatuagens maoris e o Haka-capa

Para o povo maori, as tatuagens no rosto mostravam o status da pessoa, e também a sua nobreza e sua posição social. Quanto mais tatuagens, tanto melhor. Essas tatuagens não eram usadas unicamente com o fim de distinção dentro e fora do clã; elas também tinham a função de intimidar os rivais no momento da guerra.

Agora, se você ficou pensando que os caras com a língua de fora eram engraçados… pense novamente…

Eles não estão fazendo caretas para a câmera, eles estão representando mais uma tradição maori usada para intimidar o inimigo e o aterrorizar até durante os sonhos: o Haka.

Antes da guerra os guerreiros maoris ficavam posicionados perante o inimigo e faziam toda a performance; durante a dança, em momentos específicos, os guerreiros batem nas coxas e no peito com as mãos, arregalam os olhos, mostram a língua, fazem caretas e gritam com toda a força.

E os jogadores dos All-Blacks não fogem à regra, pois antes de qualquer jogo, desde o início do século, fazem a dança do Haka em frente aos adversários. Os estádios silenciam para ouvir. Os jogadores da outra equipe se perfilam, em pose desafiadora, para fazer frente. Pode-se observar nos rostos e gestos dos neozelandeses a expressão da paixão invocada, do espírito de guerreiro que o Haka incorpora em quem o pratica.

E assim os All-Blacks se tornaram notórios ao longo dos anos, tornando-se uma equipe pra lá de temida e vitoriosa no mundo do rugby.

Existem diversas versões do Haka, mas a mais clássica delas é a “Ka mate”, cuja origem data de 1810, quando o chefe tribal Te Rauparaha estava sendo perseguido por inimigos, e milagrosamente escapou. A dança que ele fez para simbolizar sua vitória hoje é representada pelos All-Blacks. É de arrepiar!

Fatos pouco vistos em outros esportes, e que fazem de um simples time uma lenda, ocorreram com os All-Blacks. Por exemplo, eles foram a causa do boicote de 33 países africanos aos Jogos Olímpicos de 1976 em Montreal, no Canadá.

Isto porque a rivalidade centenária com o time da África do Sul fez os All-Blacks irem jogar neste país no ano de 1976, em pleno vigor da política racial do apartheid sul-africana, quando era proibido participar de eventos esportivos nesse país.

Ou a história incrível de Jonah Lomu, um dos maiores jogadores da história recente dos All-Blacks, e o maior “artilheiro” da história da Copa do Mundo de Rugby. A ascensão meteórica de Lomu o tornou responsável por uma revolução no rugby, que finalmente teve um superstar. No auge de sua carreira, Lomu teve diagnosticada uma doença chamada Síndrome Nefrótica, que acomete os rins, e promove a perda exagerada de proteínas.

Praticamente em insuficiência renal, Lomu precisou submeter-se a hemodiálise, que causou danos severos em suas pernas e pés. Foi avisado pelos médicos que poderia acabar numa cadeira de rodas se não se submetesse a um transplante renal, o que foi feito em 2004. Imediatamente, como bom guerreiro All-Black que era, Lomu anunciou que retornaria ao rugby.

Precisou superar o veto de comissões anti-doping a um dos medicamentos que tomava para evitar a rejeição ao rim transplantado, uma contusão séria no ombro e uma fratura no tornozelo. Voltou a jogar, e se aposentou em 2011, depois de sete anos do transplante.

Isso que é fibra de guerreiro maori!

 

ATUALIZAÇÃO

Infelizmente, uma notícia triste para os amantes do esporte: o lendário Jonah Lomu morreu no dia 17 de novembro de 2015 aos 40 anos de idade, vítima daquela síndrome nefrótica e estava em tratamento por diálise nos últimos dez anos.

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“Em nome da família Lomu, posso confirmar que Jonah morreu esta manhã, provavelmente cerca de 8 ou 9 esta manhã. A família está devastada, obviamente, assim como amigos e conhecidos”, disse o doutor Mayhew, que cuidava de Lomu, à imprensa britânica.

O neozelandês estreou contra a França no ano de 1994, fez 73 partidas pelos All Blacks e se aposentou em 2002 para tratar sua doença. Lomu jogava como ponta por causa de sua velocidade, mesmo tendo físico forte, que mais combinava com o avançado.

O ponta atuou em diversos times da Nova Zelândia: Counties Manukau (1994-1999), Wellington (2003-2006) e o North Harbour (2006), além de atuar no Cardiff Blues (2005-2006), do País de Gales.

Lomu chegou à final da Copa do Mundo em 1995, mas a Nova Zelândia acabou perdendo para a África do Sul.

 

 

Fontes:

Wikipedia

papodehomem.com.br

ESPN

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Previsões para as Olimpíadas 2016

1. ONGs vão pipocar dizendo que apoiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas, essas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro público. Como de praxe, ninguém será preso ou indiciado;

2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: “Vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira… vai tchutchuca… vai tchutchuca…”;

3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “Barão de Coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lantejoulas douradas representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitória”;

4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos, que será um desenho misturando um índio, o sol, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”;

5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos Jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo descoberta  em uma laje no Complexo do Alemão, chamada Kathy Mileine Suellen da Silva. 

 Abertura dos jogos

1. A tocha olímpica será roubada. O COB vai encomendar outra em urgência pro carnavalesco da Beija-Flor;

2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana pra comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha e da pira olímpica;

3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê “GALVÃO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO”;

4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um inglês de merda elogiando o povo carioca, e ao final vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia;

5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para ver quem vai aparecer mais na TV. Anitta fará a coreografia;

6. Durante o Hino Nacional Brasileiro, a plateia vai errar a letra, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol;

7. Uma brasileira vai ser filmada várias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira do Brasil pintada na bochecha. Depois dos jogos ela posará pra Playboy sem o top e sem o shortinho, e com a bandeira pintada na bunda;

8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao Fantástico, ele dirá que não se lembra direito do fato;

9. 74 passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do Brasil ao mundo: a bala perdida, o tráfico, o funk e a favela. Em todos os morros ocorrerão foguetórios e saraivada de tiros comemorativos… Faixas no Alemão: “É nóis na fita… Brasiu”;

10. Durante os jogos de tênis, a plateia brasileira vai vaiar os competidores argentinos, obrigando o árbitro a pedir silêncio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês, ninguém entenderá e vai continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Caio Ribeiro concordará;

11. Um simpático cachorro vira-lata vai furar o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho. Ela dirá, em entrevista na Caras, que ele é gente como a gente;

12. Adriane Galisteu posará pra capa de Caras ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB;

13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados de uma favela próxima e vendidos assados na saída do Maracanã por “dois real”.

Durante os jogos 

1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda. E que tudo é Odara…

2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-ex-BBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 49 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê, ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV;

3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 236 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer – a cada segundo – que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 35;

4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 2 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação do brasileiro “que não desiste nunca”, e jamais se ouvirá falar desses pobres atletas de novo;

5. A seleção brasileira de futebol comandada por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passara fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na final, perdendo para a seleção de Sumatra;

6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte;

7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco (carbonato de magnésio) que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado doidão numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado;

8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 28º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê : “JARDIM MATILDE NA VEIA”;

9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no início da competição. Suas provas serão reprisadas em slow motion e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.

Após os jogos

1. Um boxeador brasileiro de 1,85 m vai estrelar um filme pornô para pagar as despesas que teve para estar nos jogos sem patrocínio;

2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e de grande caráter e blá-blá-blá…

3. E as autoridades dirão que não são responsáveis por nenhum dos estádios onde ocorrerão os jogos, e que a manutenção e conservação deles compete à iniciativa privada.

 

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Os piores selfies da História, e os mais divertidos

Você sabe o que é um “selfie”? É uma palavra nova que inventaram para designar o bom e velho autorretrato, só que não. Selfie tem que ser tirado com uma câmera digital ou um celular, senão ele não é um selfie digno do nome… Talvez a imagem que tenha de fato difundido o termo “selfie” no mundo todo foi aquela famosa do Obama no funeral de Nelson Mandela e que, dizem as más línguas, causou um certo furor em casa mais tarde…

Pela cara da Michelle na foto acima, há grandes probabilidades de que o tempo tenha esquentado mesmo. Se o pobre Obama tivesse postado seu selfie no day after, talvez fosse assim:

O termo “selfie” ganhou até um verbete no dicionário Oxford, e passou a definir então “uma foto tirada de si mesmo com celulares para publicação em redes sociais”. Com a infinidade de aplicativos que surgiram, como o Instagram, Facetune, CamMe e muitos outros, que até têm disparo automático de fotos e correções de imperfeições na pele, os selfies viraram uma praga. Em sites brasileiros como Ego, nossas subcelebridades alimentam seu ego com fotos como essas:

(desculpem, mas não faço ideia quem é a moça)

Você pode tirar seu selfie em qualquer lugar, mas por alguma razão o banheiro é o local preferido. 11 entre 10 pessoas tiram as fotos em frente ao espelho:

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A praga se disseminou de tal maneira que já existe uma tentativa de criar um “manual de etiqueta’ para os selfies. Uma lista do que você NÃO deve fazer quando sentir vontade de esticar o braço e fazer aquele biquinho para a câmera. Veja algumas dicas para NÃO fazer um selfie:

Um selfie com as cinzas da avó – tudo bem, as pessoas sabem o quanto você gostava da nona, mas não pega bem. Isso vale também para um funeral, não importa o quanto você se produziu para ir ao velório.

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Selfie com bichinhos – sim, animais são fofinhos e tudo, mas não precisam de fotos com os donos, não é? Basta uma foto dos próprios. Um selfie autorizado é aquele onde acontece alguma coisa inesperada, aí sim!

Selfie ao acordar – ahã, a gente acredita que você não levou uma hora se produzindo antes de tirar essa foto.

Bico de Pato – sério que ainda está nessa?

Num incêndio, use o celular pra chamar os bombeiros antes – parece uma coisa óbvia, mas o mundo está cheio de gente sem noção: “Olha, aquele prédio está pegando fogo! Que ótima oportunidade para fazer um selfie!”  .

E a dica mais básica de todas: se você não resiste e tem que fazer sua foto, procure pensar o selfie antes de clicar, e usar sua autocrítica – se tiver – para evitar fiascos épicos como estes:

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Maaasss… Sempre tem um “mas”, há selfies criativos e muito divertidos, mesmo que alguns tenham sido tirados sem querer ou usado outros recursos para criá-los. Isso confirma aquilo que eu sempre digo: ainda há esperança!

Tudo bem, as coisas podem ficar estranhas.

E, pra finalizar…

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Qual a diferença entre Soccer e Football?

Aproveitando o escândalo da FIFA e CBF (como se a roubalheira e a sujeira no futebol fossem novidade…), fui pesquisar porque o nosso futebol é chamado de football  e chamado de soccer pelos americanos. Lembrando que aquilo que chamamos de futebol americano é, nos EUA, conhecido como football…! E ainda existe o rúgbi, que é jogado também com as mãos mas sem todas aquelas armaduras do futebol americano.

A pergunta que não queria calar era subdividida em várias: por que nos Estados Unidos o nosso futebol é chamado de soccer? Por que eles inventaram outra palavra? De onde vem esse tal de soccer?

Vejam o que descobri.

Ao contrário do que muita gente acredita, a palavra soccer teve sua origem no inglês britânico. Quer dizer, justamente com os ingleses, criadores do football. Mais especificamente, com a elite inglesa da segunda metade do século XIX. O termo football naquela época era usado para se referir ao futebol como nós o conhecemos. Eis então que, em um belo dia em uma partida normal de futebol, um jovem de nome William Webb Ellis pegou a bola com as mãos e saiu correndo em direção ao gol. Afinal, as regras ainda não eram claras… O jovem deve ter se cansado de não conseguir dominar a bola com os pés e levou com a mão, mesmo.

Essa partida ocorria no campo da Rugby School, na Inglaterra. O pessoal gostou muito da tentativa do jovem William e assim teve início o rugby football.

Para diferenciar um football do outro, a turma usava o termo “association football” para falar sobre o futebol jogado com os pés (o futebol como conhecemos) e “rugby football” para falar do outro tipo. O termo association football foi usado porque, na época, eles vinham tentando definir regras para padronizá-lo, e pensaram então em fundar uma associação que pusesse ordem na bagunça.

Foi em 1863 que eles criaram a Association Football, onde foram definidas as regras do futebol como as conhecemos hoje: nada de usar as mãos, a redução de 20 para 11 pessoas por time em campo, a altura das traves do gol etc. A associação viveu sem brigas até 1871, quando um pessoal mais radical decidiu se rebelar quanto a proibição do uso das mãos nas jogadas. Devia ser um pessoal mais grosso e que não sabia dar canetas, carretilhas e outras jogadas de mais habilidade…

Nesse mesmo ano, 21 times ingleses revoltados se reuniram e fundaram o Rugby Football Union, com suas primeiras regras oficiais surgindo em junho.

Esses dois esportes eram bastante praticados na Inglaterra, e o rugby tornou-se a preferência nacional por um bom tempo. Porém, com o passar dos anos, o Association, que era mais antigo e praticado por muita gente, começou a ganhar em popularidade e passou a ser chamado somente de Football, e o outro esporte seguiu com o nome de Rugby.

Mas onde os EUA entram nessa história?

O Rugby e o Association foram introduzidos nos Estados Unidos praticamente na mesma época por universitários ingleses. As regras de um misturavam-se com as do outro. Existiam universidades que jogavam o futebol com as regras do Rugby e outras com a regra do Association; já outros times misturavam as duas regras e a coisa virou uma bagunça generalizada.

O Sheffield Football Club, da Inglaterra, foi formado em 24 de outubro de 1857 por William Prest e Nathaniel Creswick, dois jogadores de críquete, e é o time de futebol mais antigo do mundo.

Ao contrário do que ocorreu na Inglaterra e em boa parte do mundo, o rugby caiu no gosto dos americanos mais rápido que o futebol. Em 1920, ele já não era mais praticado nas universidades americanas. Com isso, o rugby no formato jogado pelos americanos passou a ser chamado automaticamente de Football, enquanto o “outro”, já praticamente extinto das terras do Tio Sam, era chamado apenas de Association.

Como o futebol era praticado por jovens, e os jovens deviam achar uma chateação ficar falando “association” o tempo todo, o termo foi gradualmente sendo abreviado para “assoc”, depois para”soc” e seus praticantes foram definidos como os “soccers”, aqueles que jogavam “soc”. Com o tempo, os termos se confundiram e “soccer” passou a ser o nome do esporte.

Vale acrescentar que, em outros países, o termo soccer também foi usado para diferenciar o tipo de futebol local: Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul são exemplos. Só recentemente alguns desses países passaram a usar a palavra football no nome de suas associações para se alinharem à FIFA. Na Austrália, por exemplo, o nome mudou de Soccer Australia para Football Federation Australia apenas em 2006. No entanto, a seleção australiana ainda é carinhosamente chamada de socceroos.

Muito dessa mudança (de soccer para football) se deve ao fato de que o “futebol americano” ou o “rugby” não serem esportes mundialmente populares como o futebol. Por conta dessa popularidade e do marketing maciço das empresas que lucram com o futebol, o termo soccer vem perdendo força. Imagina-se que, dentro de alguns anos, ele deverá ser abandonado inclusive nos Estados Unidos, onde o futebol (ainda soccer por lá) já aparece como o terceiro esporte favorito entre as crianças, depois do basquete e do beisebol.

O esporte vem ganhando popularidade naquele país, e a presença de astros como David Beckham e, agora, de Kaká, David Villa e outras celebridades do mundo da bola jogando nas ligas americanas, só fará aumentar a penetração do futebol nos noticiários esportivos.

Depois de toda essa investigação, surgiu uma outra pergunta:

Tudo bem, essa é a origem do termo soccer. Mas, por que na Itália o futebol é chamado de calcio?

Bem, essa história fica para uma outra vez, até porque ainda não descobri… Embora faça sentido esse nome, uma vez que calcio significa chute, em italiano…

Fontes:
http://www.inglesnapontadalingua.com.br
http://www.nohuddle.com.br
http://passaportebrasilusa.com
https://br.esporteinterativo.yahoo.com
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AS LEIS ABSURDAS DOS ESTADOS UNIDOS

Na série “I Fought the Law” da fotógrafa novaiorquina Olivia Locher, ela compila as leis absurdas dos Estados Unidos em fotos hilárias.

“Um amigo comentou numa conversa que é ilegal andar com uma casquinha de sorvete no bolso de trás da calça. Um bom tempo depois dessa conversa, eu ainda pensava nisso. Então fiz uma pesquisa inicial e rapidamente descobri que havia diversas leis interessantes em diferentes estados, e soube que seria um grande projeto fotográfico!”, diz Olivia.

Ela afirma que, com o projeto, quer provocar uma revisão nessas leis, que não fazem o mínimo sentido atualmente. Mas, imagino que, se um legislador criou essas leis, deve ter tido algum motivo, por mais bizarro que possa ter sido.

Por exemplo, alguém um dia andou pelas ruas com um violino dentro de um saco de papel… Agora, porquê isso se tornou ilegal, foge da minha compreensão. Será que o violino teria se transformado numa arma letal, e o criminoso estava levando essa arma escondida? Sim, porque um violino com as cordas maltratadas por mãos inábeis cria sons terríveis, muito piores do que os emitidos por funkeiros. Isso é ou não é uma arma letal?

Outra coisa a ponderar é que, nos Estados Unidos, além das leis federais, os tribunais regionais (estaduais e até municipais) também definem o que pode e o que não pode ser feito. Portanto, acredito que muitas dessas leis, senão todas, foram assinadas por autoridades locais.

Veja só quanta loucura:

Em Dakota do Sul, é proibido causar energia estática

No Alabama, é ilegal andar com uma casquinha de sorvete no bolso de trás

No Kansas, não é permitido servir vinho em xícaras de chá

Em Oklahoma, é proibido transar com um carro

Em Indiana, é ilegal um homem ficar sexualmente excitado em público

Na Flórida, uma pessoa não pode aparecer “vestida” apenas com tinta

Em New Jersey, uma pessoa pode ir presa por fazer o barulhinho de tomar sopa em público

Em Nevada, um homem com bigode não pode beijar uma mulher em público

Em Kentucky, é ilegal pintar seu gramado de vermelho

Em Utah, ninguém pode andar na rua com um saco de papel com um violino dentro

No Arizona, você não pode ter mais que dois vibradores por casa

Em Wisconsin, é ilegal servir torta de maçã sem queijo

No Havaí, não é permitido andar com moedas nos ouvidos

Aí eu me pergunto: por que alguém andaria com moedas nos ouvidos?

Fonte:

addictable.com.br, por Virgínia Rodrigues

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Rede Globo 50 anos: verdades e mentiras

A Rede Globo, fundada em abril de 1965, é uma rede de televisão assistida por cerca de 150 milhões de pessoas diariamente, sejam elas no Brasil ou no exterior, por meio da TV Globo Internacional. A emissora é a segunda maior rede de televisão comercial do mundo, atrás apenas da norte-americana American Broadcasting Company (ABC) – que faz parte da Disney – e é uma das maiores produtoras de telenovelas do planeta. A emissora alcança 98% do território brasileiro, cobrindo 5.482 municípios e cerca de 99% da população.

É inegável que, nesses 50 anos, a Globo se tornou líder incontestável em todos os horários, faixas, praças e nos principais indicadores de interesse do mercado comercial,  e faz parte do cotidiano dos brasileiros todos os dias através de suas novelas, jornalísticos, atrações esportivas ou de entretenimento.

Quando ela foi fundada, nos anos 1960, já existiam outras emissoras. Em 1965, por exemplo, a TV Excelsior já estava em operação. A TV Tupi, existente desde 1950; a TV Cultura, de 1960; e a TV Record, de 1953, já estavam no mercado. Shows, jornais, humorísticos e novelas não eram novidades, mas a forma pela qual a Globo trabalhou sua programação foi o que a levou à liderança.

Como não podia deixar de ser, esse meio século gerou inúmeras histórias, muitas verdadeiras, e outras tantas mentirosas. Vamos elencar abaixo algumas delas:

VERDADES

Globo apoiou a ditadura

Golpe de 64
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 31/03/1964. Tanque do exército para próximo à casa do presidente deposto, João Goulart, nas Laranjeiras. O Golpe de 64 submeteu o Brasil a uma ditadura militar que durou até 1985.

A Globo não só apoiou como cresceu à sombra da ditadura militar. A emissora aquiesceu, propagou e jamais questionou quem estava no governo militar.

Teve apoio do governo e da Embratel para virar a maior TV do país

Onde a Embratel elevava suas antenas, nos mais longínquos rincões do território nacional, a Globo também lucrava e passava a ter uma anteninha. Com isso, ela se tornou a primeira emissora do país a ter rede nacional  – a maior cobertura do país e uma das maiores do mundo em alcance de público. Anos antes, por pressão de políticos de oposição (leia-se Carlos Lacerda), a emissora teve de romper o contrato que firmara com o grupo Time Life, que na época lhe emprestou US$ 6 milhões para investir em infraestrutura, o que era um dinheirão e faria com que saísse na frente da ainda incipiente TV brasileira. Em troca, a Globo daria uma fatia de seus lucros para o grupo estrangeiro. Uma sociedade não permitida pela lei.

Editou debate eleitoral para ajudar Collor

Isso foi “confessado” recentemente pelo próprio Boni, antigo manda-chuva da emissora. Porém, o que pouco se fala, e é confirmado por vários ex-funcionários que lá estavam, em 1989, é que a primeira edição do debate era favorável a Lula. Quem a fez foi um editor “petista de carteirinha”. Mas sua edição foi tão péssima que acabou gerando uma contra-reação na emissora. Refizeram tudo e ocorreu uma guinada completa. O fundador Roberto Marinho chegou a admitir, mais tarde, que preferia Collor a Lula.

Comprou programas que nunca exibiu só para a concorrência não tê-los
Durante décadas a Globo teve acesso exclusivo a produções estrangeiras graças a seu incrível poderio econômico. Não se sabe ao certo quantos programas os brasileiros jamais viram em outras emissoras devido a essa prática. Até hoje, comentam-se os esforços para comprar os direitos de Chaves e Chapolim, que dificilmente seriam inseridos na sua grade de programação. Neste ano mesmo, do seu 50 º aniversário, comprou os direitos da série “Agentes da SHIELD” – enorme sucesso na TV paga – para exibi-lo de madrugada…
Foi ajudada a ter novo império na TV paga e impedir a ascensão de outras TVs no setor

Alguém tem dúvida? Primeiro a Globo era uma das donas da operadora Net. Quando a TV paga chegou ao Brasil, a emissora tratou de ajudar a si mesma e se espalhou rapidamente feito vírus pela TV por assinatura. Com bons canais, é verdade, como a GloboNews, mas também com muita porcaria. Hoje, a Globo tem propriedade ou parceria em quase 50 canais pagos, incluindo um monopólio de pay-per-view. Quando o governo mandou a emissora sair da Net, por desrespeitar o mercado, a Globo saiu, mas continuou sendo beneficiada não só pela Net, mas também pela Sky. Uma verdadeira ação entre amigos, que impede até hoje outras TVs de ter mais canais fechados. Quando alguém tenta, come o pão que o demônio fermentou, como a FoxSports bem sabe…

Fez Gloria Perez, Benedito Ruy Barbosa e Walter Negrão rescindirem contrato com o SBT

Foi a única vez que a Globo tomou um susto grande na área de dramaturgia. Numa de suas jogadas de mestre, Silvio Santos “furtou” Gloria Perez, Benedito Ruy Barbosa e Walter Negrão de uma só vez. O SBT passaria a investir pesado em novelas, e para isso precisava dos melhores escritores. Só que os novelistas nem chegaram a sentar na cadeira no SBT, porque a Globo os fez rescindir contrato. Tiveram de pagar uma multa milionária a SS, e até hoje parte dessa ação ainda corre na Justiça.

Obrigou o SBT a pagar multa milionária pela rescisão do contrato assinado com Gugu

Anos antes desse episódio envolvendo os novelistas, a Globo também deu uma rasteira em Silvio Santos. Gugu Liberato estava no auge da carreira, seu contrato venceu e a Globo o tirou do SBT – enquanto Silvio Santos estava viajando aos EUA, para variar. Quando voltou, Silvio Santos pegou Gugu a tiracolo e o levou até a sala do doutor Roberto, onde fez algo inédito: implorou que o concorrente devolvesse sua estrela. Alegou que estava com uma grave doença nas cordas vocais, que talvez tivesse de se aposentar, isso se não ficasse mudo para sempre ou mesmo morresse… Doutor Roberto aceitou, mas cobrou cada centavo da multa, que Silvio pagou sem pestanejar.

Criou uma linguagem visual única e inédita, que fez escola no mundo todo

Isadora Ribeiro na abertura do "Fantástico", criação de Hans Donner.
Isadora Ribeiro na abertura do “Fantástico”, criação de Hans Donner.

A Globo foi a primeira emissora a mexer com o logotipo-símbolo da empresa, além de lhe dar uma trilha (o plim-plim) e estilizá-lo dimensionalmente. O pai disso se chama Hans Donner, 66 anos, alemão naturalizado brasileiro e gênio da linguagem visual. Seu trabalho em vinhetas e linguagem visual se tornou paradigma e foi copiado por emissoras e outras empresas ao redor do mundo. Pode-se dizer que toda a linguagem visual e gráfica no Brasil é dividida em Antes e Depois de Hans Donner. Uma curiosidade: a Pacific Data Images, grande estúdio de computação gráfica que hoje constitui a Dreamworks Animation (estúdio que criou “Shrek”, “Kung Fu Panda” e outros sucessos), colaborou nas primeiras vinhetas de Donner.

Tem a melhor programação da TV aberta brasileira

Podemos criticar a Globo por tudo, mas ela ainda é a melhor TV aberta do Brasil. Não vende sua grade de programação para ninguém, tem bons programas e apresentadores em todas as faixas horárias e ainda nada de braçada em termos de audiência. Não há nenhuma emissora que ameace seu reinado. Mesmo TVs como a Record, que até tentaram combatê-la, afundaram em estratégias de pura imitação da própria Globo, que tem os melhores filmes, atrizes, atores, roteiristas, apresentadores, e, o que é melhor, o respeito total dos maiores anunciantes do país. A Globo é uma potência de conteúdo jornalístico, dramatúrgico e de entretenimento. Se nada mudar, esse reinado continuará por mais 50 anos.

MENTIRAS

Jamais exibiu comercial com artista de outra emissora

Isso até foi verdade um tempo, mas acabou depois que Jô Soares foi para o SBT. O apresentador estrelava um sem-número de comerciais de produtos nacionalmente conhecidos, empresas ricas, e a Globo não podia abrir mão desse faturamento por causa de uma regra tola.

Punia artistas que a trocassem por TVs concorrentes: eles jamais voltariam a pisar na Globo 

Outra lenda que foi verdade por um tempo, principalmente quando Sergio Chapelin foi para o SBT apresentar um programa de auditório, “Show sem Limites”, que chegou a derrotar o “Viva o Gordo” e o seriado “Casal 20”, concorrentes no horário. A Globo boicotou as inserções comerciais com a locução de Chapelin, mas um ano depois, ele mesmo chegava à conclusão de que não tinha a “pegada” de apresentador de auditório e sua praia era mesmo o jornalismo, voltando para a Globo em 1984. A emissora até tentou fazer essa regra valer de novo anos atrás, quando a Record tirou vários artistas e profissionais para investir em novelas. Boa parte voltou e está mais que prestigiada: Marcelo Serrado, Gabriel Braga Nunes, Vanessa Gerbelli… Sem falar em outros profissionais técnicos.

Globo criou todas as suas estrelas

Bobagem. Antes de ser global, Faustão foi lançado na TV pela humilde Gazeta, e depois foi da Record e da Band; Ana Maria Braga veio da Record; Serginho Groismann, da Band; Xuxa, da TV Manchete, assim como Angélica; Luciano Huck veio da Band.

Ator Mário Gomes é internado com cenoura no ânus

Essa não só é a maior mentira em toda a história da Globo, mas a mais pérfida e doentia. Foi uma invenção de um diretor da Globo, Daniel Filho, segundo o próprio Gomes; Daniel Filho jamais a negou. Gomes se envolveu com Betty Faria, então casada com o diretor, que se vingou espalhando a história. “Foi uma tentativa de assassinato”, disse Gomes, que foi estigmatizado, apontado nas ruas e ficou longe das telas por muito tempo. Voltou, mas jamais como o galã dos anos 70. Neste link, para quem quiser ler, uma entrevista recente com Mário Gomes, onde ele conta esse evento.

Parou de vender os domingos para o Silvio Santos porque ele dava mais audiência que a emissora

SS no quadro "Boa noite, Cinderela", na TV Globo na década de 1970.
SS no quadro “Boa noite, Cinderela”, na TV Globo na década de 1970.

Muitos jovens não sabem que Silvio Santos já foi da Globo. Nos anos 1970,  Silvio ocupava até 10 horas aos domingos e já estava milionário por causa do Baú da Felicidade. Também tinha um ibope absurdo – dizem que dava 90 pontos em 1969. Empatando com a novela “Selva de Pedra”, que teria a mesma audiência… Mas a verdade é que a Globo não o tirou do ar por causa disso, e sim porque ele ganhava muito mais do que rendia para a emissora. Silvio foi para a Tupi, mas o programa era transmitido também pela Record e pela TVS (que acabara de ganhar do governo; depois ela viraria o SBT).

Teve envolvimento nos incêndios ocorridos na  TV Excelsior no final dos anos 1960

O que é curioso é que, nos anos 1990, sabe-se lá o porquê, essa “culpa” passou a ser atribuída por alguns “estudiosos” da televisão brasileira à Fundação Cásper Líbero (TV Gazeta). Tudo conversa mole. O primeiro “incêndio” atingiu pouco mais de uma mesa da emissora. O segundo, porém, foi devastador, mas naquele tempo não havia sistemas e regras de segurança como hoje.

Boni foi o “inventor” do padrão Globo de Qualidade 
Walter Clark é o de barba, na foto. O de óculos seria o banqueiro José Luiz de Magalhães Lins e, ao lado dele, Roberto Marinho.

Essa mentira está estampada até hoje em muitos livros e guias de estudantes. Boni de fato ajudou a implantar o padrão, mas a origem dele é o acordo (irregular) assinado entre a emissora e o grupo norte-americano Time Life. A Globo recebeu da Time um tratado sobre qualidade e implantou seus itens, que incluíam a excelência em programação. Além disso, o “padrão” foi implantado também por Walter Clark (1936-1977). Essa conduta encareceu bastante os custos da emissora, mas por outro lado agregou um valor infinito às suas produções –especialmente as novelas.

Inventou o formato das novelas televisivas 

direito de nascer elenco1

Novelas já existiam antes de a Globo sequer ser gestada. No Brasil havia a TV Tupi, e a Excelsior, que tiveram novelas de sucesso (na foto acima, o elenco de “O Direito de Nascer”, da TV Tupi). Por outro lado, a Globo elevou o conceito de novela a um patamar completamente superior à concorrência, justamente pelo padrão de qualidade. Aos poucos atraiu os melhores quadros da dramaturgia, os melhores técnicos, os melhores iluminadores, cenografistas, ou seja, melhorou o que já existia.

Globo tem o poder de derrubar qualquer político de seu cargo

Até alguns anos atrás, até que se pode dizer que sim, mas hoje já não é mais. O que a emissora fez, e faz, graças a seus ótimos repórteres, é desvendar falcatruas e crimes. Por outro lado, essa prática já gerou um mártir. Tim Lopes (1950-2002) foi assassinado por traficantes do Complexo do Alemão, que descobriram um equipamento de gravação escondido em suas roupas.

Globo ignora completamente a programação das outras emissoras

Tanto é mentira que o “Encontro com Fátima” é inspirado pelo “Hoje em Dia”, da Record. O “Bem Estar”, por sua vez, só veio meses depois de um quadro fixo semelhante já exibido no matinal da Record. No final do ano passado a Globo sofreu outro chacoalhão com os telejornais matinais da concorrência, especialmente o “Notícias da Manhã”, do SBT. A Globo teve de se virar e criar algo semelhante.

Globo não deixa seus artistas participar de programas em outras emissoras

É uma meia-verdade, para sermos honestos. Tony Ramos estava em 2014 no palco do SBT para receber o Troféu Imprensa, assim como Lília Cabral. Outros artistas já foram liberados ou deram entrevistas em locais públicos ao “Pânico na Band”, por exemplo, sem que sofressem qualquer sanção.

 

Não sou mais um espectador assíduo da TV aberta, como já fui. Por uma soma de fatores, entre eles a falta de tempo, coisas melhores para fazer, a internet, a TV a cabo… Mas reconheço que a TV Globo teve – e tem – um papel fundamental na formação cultural do povo brasileiro, em sua grande maioria habituado a ver o mundo pela TV.

Exatamente por isso, fica a minha torcida para que ela utilize seu imenso poder, alicerçado em seus 50 anos de atuação, no resgate de muitos valores de nosso povo, que ficaram para trás em nome da busca sem limites pela audiência.

 

Fontes:

Na Telinha

UOL/ Ricardo Feltrin

Rede Globo