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Primeira transmissão ao vivo da TV mundial foi com os Beatles

Os Beatles não foram importantes apenas para a música, considerados até hoje o maior grupo de rock da história, mas tiveram significativa influência sobre outras práticas e costumes da humanidade, especialmente os jovens.

Eles estão ligados eternamente à história da televisão, pois foi com esse extraordinário grupo formado por John Lennon, Ringo Star, Paul McCartney e George Harrison, que foi realizada a primeira Transmissão Mundial de TV ao vivo, evento que ocorreu no dia 25 de junho de 1967, direto de Londres.

A história foi essa:

No verão de 1967, em 18 de maio, os Beatles assinaram um contrato para representar a BBC, e a Grã-Bretanha, no programa Our World, que foi o primeiro programa de televisão ao vivo via satélite para todo o mundo e que foi assistido por aproximadamente 400 milhões de pessoas nos cinco continentes. O conceito do programa seria unir o planeta e mostrar, em pequenos segmentos, um pouco de cada país. Para isso, vários artistas e personalidades foram convidados, como Pablo Picasso e Maria Callas. O segmento que fechava a transmissão foi justamente o dos Beatles.

John Lennon escreveu a canção All You Need is Love especialmente para a ocasião, pois a BBC disse que tinha de ser simples para que os telespectadores de todo o mundo pudessem entender, e tivesse uma mensagem positiva. Afinal, a Guerra do Vietnã estava em seu auge nesse momento.

A transmissão via satélite foi idealizada pelo produtor da BBC britânica, Aubrey Singer, que comandou a sala principal de controle da transmissão dos estúdios da emissora na capital da Inglaterra. Para a empreitada se concluir, além da existência de outras salas de controle ao redor do mundo, foi necessária a utilização de três satélites geoestacionários de longo alcance na órbita terrestre (Intelsat I, Intelsat II e ATS-1), cerca de 1,5 milhões de quilômetros de cabos e uma numerosa equipe de funcionários também espalhada pelo mundo (cerca de 10 mil pessoas teriam trabalhado na transmissão, entre técnicos, produtores e intérpretes, nas mais de duas dezenas de países para os quais o sinal do programa chegou ao vivo).

Não houve políticos ou chefes de estado autorizados a participar na transmissão.

Os Beatles ensaiando a canção
Na cantina do estúdio, pouco antes de começar a transmissão

Empresas nacionais de radiodifusão de 14 países forneceram material para o programa de 125 minutos, que foi exibido em preto-e-branco. As organizações envolvidas foram da Austrália , Áustria, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Japão, México, Espanha, Suécia, Tunísia, Reino Unido, EUA e Alemanha Ocidental e o programa também foi mostrado – sem contribuir com seu próprio conteúdo – na Bélgica, Bulgária, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Noruega, Portugal e Suíça.

John e Paul do lado de fora da van que os levou ao estúdio
Paul e Ringo antes do momento histórico
Na semana antes da transmissão, sete países do bloco oriental – liderados pela União Soviética – pularam fora, aparentemente em protesto  à Guerra dos Seis Dias.
Os Beatles tocaram All You Need Is Love rodeados por vários amigos, incluindo Mick Jagger, Keith Richard, Marianne Faithfull, Keith Moon, Eric Clapton, Pattie Harrison, Jane Asher, Graham Nash e Hunter Davies. Todos estavam vestidos com roupas coloridas, e foram cercados por flores, balões e cartazes.

Abaixo, a gravação original, a partir de 3:01 e como foi transmitida, em preto e branco. A seguir, a mesma gravação, colorizada, e que veio na coleção Anthology.

 

 

 

Fonte:

meionorte.com

diariodosbeatles.blogspot.com

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Inventos curiosos e bizarros criados durante a Era Vitoriana

Londres, em 1901

A era vitoriana começou em 1837, quando a rainha Victoria ascendeu ao trono britânico, e durou até 1901, quando morreu. Assim como em qualquer outro período da história da humanidade, esse período ficou marcado por dezenas de invenções estranhas, porém curiosas, criadas para ajudar as pessoas na época. Separamos algumas dessas invenções. Você irá se surpreender ao conhecer cada uma delas e descobrir para que elas serviam.

Veja a seguir:

Caixas-balanço para banhos de ondas

Muitos vitorianos acreditavam no uso de água para tratar lesões, curar doenças e melhorar o seu bem-estar de uma maneira geral. Isso muitas vezes os motivavam a viajar para córregos e rios, para que pudessem tomar banhos especiais na água corrente. Esses rios e riachos eram muitas vezes localizados longe das cidades, o que significava que a maioria das pessoas deixavam suas casas durante vários meses para irem até o local se banhar. Então alguns empreendedores inventaram as caixas-balanço, para que as pessoas pudessem tomar banhos de ondas sem precisar viajar para longe de casa. Caixas-balanço se pareciam com banheiras comuns, exceto pelo fato de serem curvas, para permitir que os usuários se balançassem durante o banho e simular o movimento de correntes de água dos rios.

Xícaras-Bigode, para cavalheiros bigodudos

Um bigode bem cuidado era o orgulho de um cavalheiro vitoriano. Os homens na época até mesmo colocavam cera no bigode, para que ficassem com a aparência suave e ao mesmo tempo resistente. Isso, no entanto, trazia alguns problemas, pois a cera derretia sempre que algum bigodudo bebia chá ou café. Isto levou à invenção da “xícara-bigode”, com a aparência bizarra que se vê na imagem acima.

Elas eram como uma xícara de café comum, exceto pelo fato de haver um apoio semicircular que protegia o bigode dos cavalheiros. Depois do invento, surgiram também as colheres-bigode, que também se pareciam com as colheres normais, mas que tinham uma guarda levantada na ponta para proteger o bigode. Xícaras e colheres-bigode começaram a sumir do mercado somente após a Segunda Guerra Mundial, época em que os homens começaram a… raspar os bigodes.

Motor Scouts

As Motor Scouts foram inventadas pelo britânico Frederick Richard Simms entre 1888 e 1889. É um dos primeiros veículos armados do mundo, equipado com uma metralhadora. O problema é que a única proteção do veículo ficava na frente da metralhadora, então os soldados tinham que torcer para encontrar os inimigos de frente, porque se alguém chegasse de repente pelos lados… bye, bye!

A invenção acabou não sendo usada na guerra; afinal, quem teria coragem de subir uma montanha ou enfrentar os terrenos acidentados de campos de batalha pedalando um quadriciclo pesado destes e ainda correndo risco de vida? Melhor ir à pé mesmo! Problemas à parte, a invenção acabou inspirando a criação dos primeiros carros de guerra blindados.

Escovas de cabelo rotativas automáticas

Escovas de cabelo rotativas eram basicamente escovas de cabelo equipadas com motores. Foram inventadas porque se acreditava na época que o uso de uma máquina automática para escovar o cabelo era um sinal de progresso. As escovas de cabelo eram ligadas a um sistema de rodas e polias e alimentadas por turbinas hidráulicas, motores a vapor, ou motores a gás, mas as versões iniciais eram movidos por pessoas, mesmo, como o senhor na imagem acima.

As máquinas foram utilizadas principalmente para escovar a cabeça, embora sua patente indicasse que também poderiam ser usadas para escovar o corpo (durante o banho) e até mesmo para escovar roupas. A escova rotativa foi inventado por Edwin Gillard Camp, que alugava suas máquinas para cabeleireiros progressistas.

Linhas de trem Atmosféricas ou Pneumáticas

Os trens de hoje funcionam com eletricidade ou com diesel. No passado, eles funcionavam a vapor e carvão. Na Inglaterra vitoriana, eles eram movidos a ar…

Havia dois tipos de trens movidos a ar: os atmosféricos, que ficavam por cima da terra, e os trens pneumáticos, que se moviam no subsolo. A primeira estação de trem atmosférica do mundo foi inaugurada na Irlanda em 1844 e logo em seguida na Inglaterra.

Os trens atmosféricos dependiam de várias “estações de bombeamento”, encontradas a cada 3 km de distância ao longo dos trilhos, para bombear o ar necessário para a locomoção do trem. O sistema ferroviário acabou sendo encerrado devido ao seu alto custo de manutenção e também pelo fato de que os ratos muitas vezes comiam os revestimentos de couro usados para selar os dutos de ar.

Os trens pneumáticos, por outro lado, foram inventados na Inglaterra após o serviço postal londrino ter solicitado um meio mais rápido de transporte para o governo. A London Pneumatic Dispatch Railway (LPDR), ou “Ferrovia Londrina de Despacho Pneumático”, foi então criada e se tornou a primeira ferrovia pneumática do mundo. Além de encomendas, a ferrovia também era usada para transportar pessoas. Assim como as ferrovias atmosféricas, porém, as ferrovias pneumáticas também tinham um custo de manutenção muito alto, e pior ainda, só podiam realizar as manutenções por um curto período de tempo (nove minutos no máximo), por causa da falta de ar dentro dos dutos.

Cintos de cólera

A era vitoriana foi marcada por epidemias, principalmente a febre tifoide e a cólera, pois a higiene pessoal era precária na época. Os esgotos eram despejados sem tratamento diretamente nos rios, onde as pessoas iam buscar água para beber e cozinhar. Além disso, as pessoas defecavam em valas abertas. Sabemos hoje que a cólera é causada por alimentos contaminados, mas os vitorianos não sabiam. Muitos acreditavam que era causada pelo mau cheiro ou pelo contato. Os médicos também não sabiam como tratar adequadamente alguém infectado com a doença.

Mas as pessoas cismaram que a doença era resultado do estômago congelado. Foi por isso que criaram algo que, de acordo com o que se imaginava, seria a solução: os “cintos de cólera”, que serviriam para proteger as pessoas. Eram feitos de lã ou de flanela e aqueciam o corpo das pessoas mais frágeis.

Na realidade, os cintos não ajudavam em nada, mas foram amplamente usados na época, e até mesmo no serviço militar, onde oficiais médicos do exército britânico os usavam para “tratar” soldados com cólera. Os militares acreditavam tanto nos cintos inúteis que mantinham um sempre à mão para o caso de surtos.

Eletrofones

Os eletrofones faziam parte do serviço de comunicação de Londres, permitindo que as pessoas escutassem notícias, espetáculos de teatro e até mesmo missas de igrejas diretamente pelos fones sem sair de casa. O primeiro desses dispositivos foi o “Theatrophone,” inventado na França por Clement Ader em 1881. Para usá-lo, tudo o que o usuário precisava fazer era chamar a telefonista e pedir para ser conectado ao teatro ou à igreja.

Os usuários também podiam falar com a central do eletrofone, que funcionava através de linhas telefônicas, para solicitar uma música específica. O serviço era oferecido por assinatura, custava 5 libras por ano e fez muito sucesso, as pessoas iam até locais específicos para usar o serviço e algumas até promoviam festas com os fones

As transmissões via eletrofone terminaram em 1925, após a invenção do rádio e suas transmissões gratuitas.

Tinta para as veias

Na era vitoriana, acreditava-se que os aristocratas, as pessoas mais importantes da sociedade, tinham sangue azul. Querendo comprovar suas origens nobres, várias mulheres usavam o azul da Prússia para pintar em seus braços as veias, nas quais correria sangue azul…

 

 

 

 

Fonte:

rockntech.com.br: Simon Ferreira

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Robert de Niro fez teste para o papel de Sonny Corleone… e não passou

O Poderoso Chefão não é apenas um filme: é uma religião. Poucas são as listas de melhores filmes de Hollywood em que não figura a saga da família Corleone. Sobre a história do filme, você já deve saber tudo o que há para saber.

Mas, e sobre os bastidores da escolha dos elenco, sobre o diretor? Então, vamos lá, tem muita coisa que eu não sabia.

  • Antes de Francis Ford Coppola, a direção de “O Poderoso Chefão” foi oferecida a Sergio Leone, responsável por clássicos do Western como “Três Homens em Conflito” e “Era uma Vez no Oeste”. O cara se recusou por achar que a história glorificava demais a máfia. Mais tarde, Leone se arrependeu de não tê-lo dirigido e acabou fazendo seu próprio filme do gênero: “Era Uma Vez na América”.
  • Coppola fazia questão que Marlon Brando interpretasse Don Vito, porém os executivos da Paramount não queriam o ator por causa de sua fama de causar problemas no set. Entre os cogitados para o papel estavam Laurence Olivier (o preferido do estúdio, mas seu agente recusou alegando que”Lorde Olivier não está trabalhando. Ele está muito doente. Ele vai morrer logo e não está interessado.” (Olivier viveu por mais 18 anos…), Orson Welles, Anthony Quinn e  Burt Lancaster, mas Coppola conseguiu convencê-los após gravar um vídeo com Brando transformado no personagem.
Laurence Olivier
Marlon Brando antes e depois da maquiagem para o papel de Don Vito Corleone. © Paramount Pictures and other respective Production Studios and Distributors.

 

  • Outro papel disputado desde o começo foi o de Michael Corleone… O estúdio queria Robert Redford ou Ryan O’Neal, porém Coppola queria um desconhecido que se parecesse com um ítalo-americano,  Al Pacino. Pacino não era conhecido, tendo aparecido em apenas dois filmes, e o estúdio não o considerava certo para o trabalho,  em parte também por causa de sua altura. Jack Nicholson, Dustin Hoffman, Warren Beatty, Martin Sheen e James Caan foram convidados para o papel e todos recusaram, exceto Caan – tornando-se a primeira escolha do estúdio para interpretar Michael. Pacino só recebeu o papel após Coppola ameaçar sair da direção. O estúdio concordou em ter Pacino como Michael sob a condição de Caan interpretar Sonny.
  • Para o papel de Sonny Corleone, mais uma vez foram testados vários atores, entre eles… Robert de Niro. Veja só seu teste, com uma fala provocadora (e hilária), caprichando no sotaque italiano:

De Niro era então um ator desconhecido, e fez ainda testes para o papel de Michael, não sendo aceito para nenhum… porém,  mais tarde interpretou um jovem Vito Corleone em O Poderoso Chefão Parte II, ganhando o Oscar de melhor ator coadjuvante.

James Caan como Sonny Corleone
  • Brando não tinha a fama de causador de encrenca à toa. Quando ganhou o Oscar em 1973 por sua interpretação como Don Vito Corleone, se recusou a receber a estatueta em protesto contra a discriminação aos índios americanos feita pelo governo e por Hollywood. Em seu lugar, mandou Marie Louise Cruz, conhecida como Sacheen Littlefeather, atriz e ativista Apache que lutava pelos direitos dos nativos americanos. Assista o vídeo.
  • A princípio, Coppola não queria dirigir o filme, porque achava a obra comercial demais. Porém, sua produtora Zoetrope, em sociedade com o diretor George Lucas, tinha uma dívida de US$ 400 mil dólares à Warner Bros por conta do fracasso do filme”THX 1138″, primeiro longa de Lucas. No final, Francis só aceitou entrar para a produção para pagar as contas.
No futuro, a humanidade vive abaixo da superfície da Terra, em uma sociedade onde os robôs são a força policial e as pessoas se divertem através da TV holográfica. Todas as pessoas tomam drogas diariamente, para controlar as emoções e manter a paz. Além disto, o sexo é proibido por lei. Um dia, o trabalhador THX 1138 resolve parar de tomar suas drogas e se apaixona por LUH 3417, sua colega de quarto, que engravida dele. Ao serem descobertos, eles se tornam bandidos em fuga. O filme, de 1971, é estrelado por Robert Duvall, que acabou ganhando um papel importante em “O Poderoso Chefão”.
  • Marlon Brando queria que o rosto de Don Corleone se parecesse com o de um bulldog. Para os primeiros testes de cena, encheu a boca com algodão. Para as gravações, utilizou próteses feitas por um dentista e que hoje estão em exposição no Museu Americano da Imagem em Movimento, em Nova York.
  •  Alguns atores como Brando, Pacino, Caan, e Robert Duvall se prepararam para o filme encontrando mafiosos de verdade. Entre os poucos criminosos que tiveram seu nome revelado está Carmine “The Snake” Persico.
  • Frank Sinatra aparece, de forma indireta, no filme. Afinal, a carreira de Sinatra foi muito impulsionada pela ajuda dos grandes mafiosos norte-americanos. Como o Johnny Fontane do filme, quando saía da cena musical ou desandava um pouco na carreira, Sinatra contava com os mafiosos para ameaçar e agredir quem quer que estivesse em seu caminho. Alguns até relatam que Sinatra e Mario Puzo, autor do livro que deu origem à trilogia, tiveram diversos desentendimentos. O cantor ignorou e ameaçou Puzo diversas vezes, mesmo este nunca confirmando a inspiração.

Seja como for, o filme está entre uma das produções mais significativas da história cinematográfica. Teve por produtos a perpetuação de características da máfia que se mantêm até os dias de hoje e a projeção de novos talentos da indústria do cinema, que reverberam seus talentos individuais em projetos subsequentes. Alterando a forma pela qual a comunidade italiana é vista nos Estados Unidos, a narrativa usa da história real dela para construir sua argumentação, e seu teor verídico impacta os espectadores com êxito absoluto. O Poderoso Chefão é um clássico, uma das produções mais bem sucedidas e impecáveis do cinema mesmo tantos anos após seu lançamento, e não é exagero dizer que continuará sendo em todas as décadas que ainda irão se suceder.

Abaixo, o elenco reunido em 2017.

 

 

 

 

 

 

 

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Alunos criativos

Uma das coisas mais divertidas é ver as provas de alunos criativos ou gozadores. Bem, não tenho certeza se os professores que são obrigados a ler essas coisas se divertem tanto…

A seleção abaixo exemplifica o que estou dizendo, mas acredito que os professores devem ter centenas de outras amostras tão criativas quanto essas. Sei lá, mesmo cansados ao corrigir dezenas de provas depois de um dia inteiro dando aulas, os professores devem ter dado um sorrisinho ao ler a resposta para “Qual a função do esqueleto?”…

 

 

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É VERDADE QUE O DIA MUNDIAL DO ROCK SÓ EXISTE NO BRASIL?

Entenda o papel de Phil Collins e radialistas brasileiros na origem da data

Phil Collins no Live Aid, 1985

Exatamente o que diz no título. O Dia Mundial do Rock é uma jabuticaba – o que não quer dizer que, como a fruta e o rock nacional, não possa ser apreciado, só que não entrega o prometido ‘mundial’.

A origem vem de fora. Começou em 13 de julho de 1985, durante o Live Aid, festival organizado pelo escocês Midge Ure e o cantor Bob Geldof. O megaevento aconteceu simultaneamente em Londres, Inglaterra, e na Filadélfia, Estados Unidos, com o objetivo principal de arrecadar fundos para acabar com a fome na Etiópia.

A line up era imensa, com nomes como Mick Jagger , U2, David Bowie, Madonna, Duran Duran, Queen, Phill Collins e Bob Dylan. Apesar de algumas participações mais pesadas, como Black Sabbath, Led Zeppelin e Judas Priest, em média era bem mais pra pop que rock.

No auge da fama, o próprio Collins devia imaginar que teria seu desejo atendido. Mas a coisa ficou por isso. Até 1990, quando duas rádios paulistanas de rock, a 89 FM e a 97 FM, passaram a mencionar o episódio de Collins em sua  programação. Os ouvintes, as baladas de rock e o resto do país aceitaram a ideia.

O Dia do Rock de Phil Collins é ignorado no resto do mundo, mas lá fora existem outros dias do rock. Algumas rádios celebram o 9 de julho, quando ocorreu a estreia do programa American Bandstand que popularizou o rock nos EUA. Outra opção é o 5 de julho, quando Elvis Presley gravou o seu primeiro hit That’s All Right  em 1954 . E ainda há o 11 de fevereiro, quando, em 1964, os Beatles fizeram seu primeiro show ao vivo nos Estados Unidos, no Washington Coliseum, em Washington. D.C.

E, como estamos falando de Phil Collins, vamos atualizar sobre ele:

Aos 69 anos, Phil tem diabetes e está surdo do ouvido esquerdo, resultado de décadas se apresentando ao lado de alto-falantes de megadecibéis. Lesionou uma vértebra do pescoço durante a turnê do Genesis de 2007 e, depois de uma cirurgia malsucedida, tem grande dificuldade para andar e perdeu parte da sensibilidade das mãos. Não toca mais piano, não pode ficar muito tempo em pé e precisa se locomover com o auxílio de uma bengala. Mesmo com essa saúde frágil, ele pretendia sair em turnê mais uma vez em 2020, se o coronavírus não tivesse virado o planeta de cabeça para baixo.

Se quiser saber mais sobre sua motivação para fazer isso, leia aqui . Enquanto isso, vamos recordar um de seus grandes momentos, em 1998, em Paris.

 

 

 

 

Fonte:

aventurasnahistoria.uol.com.br

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Em 1918, gripe espanhola espalhou morte e pânico

Naquele ano, escolas brasileiras aprovaram todos os alunos. A busca de remédios milagrosos teve um efeito colateral inusitado, a criação da caipirinha

Parece filme de terror.

Cadáveres jazem na porta das casas, atraindo urubus. O ar é fétido. Os raros transeuntes andam a passos ligeiros, como se fugissem da misteriosa doença. Carroças surgem de tempos em tempos para, sem cuidado ou deferência, recolher os corpos, que seguem em pilhas para o cemitério. Como os coveiros, em grande parte, estão acamados ou morreram, a polícia sai às ruas capturando os homens mais robustos, que são forçados a abrir covas e sepultar os cadáveres. Os mortos são tantos que não há caixões suficientes, os corpos são despejados em valas coletivas e o trabalho se estende pela madrugada adentro.

Esse filme de terror, afinal não foi um filme… foi realidade! Isso ocorreu em 1918, quando a gripe espanhola invadiu o Brasil. A violenta mutação do vírus da gripe veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa. Em setembro desse ano, sem saber que trazia o vírus, o transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro.

No mês seguinte, o país inteiro já está submerso naquela que foi a mais devastadora pandemia do século XX, matando mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

Em outubro e novembro de 1918, as manchetes dos jornais brasileiros se alternam entre a gripe espanhola no país e as negociações de paz na Europa, visando encerrar a 1a Guerra Mundial. É justamente o vaivém de soldados que faz o vírus mortal tocar todos os cantos do planeta.

Em todo o Brasil, os hospitais estão abarrotados. As escolas mandaram os alunos para casa. Os bondes trafegam quase vazios. Das alfaiatarias às quitandas, das lojas de tecido às barbearias, o comércio todo baixou as portas — à exceção das farmácias, onde os fregueses disputam a tapa pílulas e tônicos que prometem curar as vítimas da doença mortal.

Fon-Fon foi uma revista brasileira fundada no Rio de Janeiro em 1907. Seu nome era uma onomatopeia do ruído produzido pela buzina dos automóveis. Tendo como um de seus idealizadores o célebre escritor e crítico de arte Gonzaga Duque, tinha no enfoque dado a ilustração uma de suas principais características. Um grande exemplo dessa premissa foi a colaboração do pintor Di Cavalcanti em 1914. A revista, inclusive, tornou célebres ilustradores como Nair de Tefé, J. Carlos, Raul Pederneiras e K. Lixto. Tratava principalmente dos costumes e notícias do cotidiano e foi publicada até agosto de 1958.

Faltam estatísticas confiáveis a respeito das vítimas no Brasil. Mesmo assim, não há dúvidas de que a epidemia é avassaladora. O gráfico de óbitos anuais da cidade de São Paulo mostra um salto gritante quando chega 1918. Num único dia, o Rio chega a registrar mil mortes.

O Governo proíbe as aglomerações públicas. Os teatros e os cinemas, além de lacrados, são lavados com desinfetante. Pela primeira vez, as pessoas ficam proibidas de ir aos cemitérios no Dia de Finados — não só para evitar as multidões, mas também para impedir que se veja o estoque de corpos insepultos.

Os jornais estão repletos de anúncios de remédios milagrosos que se dizem capazes de prevenir e de curar a gripe. A oferta vai de água tônica de quinino a balas à base de ervas, de purgantes a fórmulas com canela. A procura é tão grande que as farmácias se aproveitam da situação e levam os preços às alturas. No Rio, a prefeitura reage tabelando o preço dos remédios.

 

Na cidade de São Paulo, a população em peso recorre a um remédio caseiro: cachaça com limão e mel. Em consequência, o preço do limão dispara, e a fruta some das mercearias. De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, foi dessa receita supostamente terapêutica que nasceu a caipirinha. Coincidência ou não, uma das peças de maior sucesso em São Paulo em 1918 se chama… A Caipirinha.

— A verdade é que a gripe não tem cura — diz o médico Lybio Martire Junior, presidente da Sociedade Brasileira de História da Medicina. — Diante de uma doença mortal nova e da falta de informação, a população fica apavorada e acredita em qualquer promessa de salvação. Até hoje é assim. Basta lembrar os primórdios da Aids.

Os pobres ao deus-dará

A epidemia escancara uma deficiência grave do Brasil: em termos de saúde, os pobres estão ao deus-dará. Não há hospitais públicos. Não é raro que as pessoas, assim que se descubram “espanholadas”, busquem socorro nas delegacias de polícia. Quem, aos trancos e barrancos, presta alguma assistência à população carente são instituições de caridade, como as Santas Casas e a Cruz Vermelha. As famílias ricas são menos atingidas do que as famílias pobres porque se refugiam em fazendas no interior do país, mantendo distância do vírus.

Dada a multidão que morre todos os dias, começa a correr no Rio a história de que a Santa Casa de Misericórdia, para abrir novos leitos, acelera a morte dos doentes em estado terminal. Isso se daria por meio de um chá envenenado administrado aos pacientes na calada da noite. Nasce, assim, a lenda do “chá da meia-noite”. Os jornais apelidam o hospital de “Casa do Diabo”.

No auge da crise, prefeitos e governadores se dão conta de que não podem permanecer de braços cruzados. Com certo atraso, distribuem remédios e alimentos, improvisam enfermarias em escolas, clubes e igrejas e convocam médicos particulares e estudantes de medicina.

Mas…

Do mesmo modo abrupto com que chega ao Brasil, a gripe espanhola desaparece repentinamente. Em dezembro, já são raros os contágios. Foram tantas as pessoas infectadas entre setembro e novembro que o vírus praticamente não tem mais a quem atacar.

Enfim terminado o filme de terror, os cariocas usam o Carnaval de 1919 como forma de exorcizar o fantasma da gripe espanhola. O Rio assiste, nos bailes e nos blocos de rua, àquela que talvez seja a folia mais desenfreada de que se tem notícia na cidade. Das marchinhas aos carros alegóricos, o tema da festa é um só: o “chá da meia-noite” — que não bota medo em mais ninguém…

 

 

Fonte:

elpais.com, Ricardo Westin

Esta reportagem faz parte da seção Arquivo S, resultado de uma parceria entre o Jornal do Senado, a Agência Senado e o Arquivo do Senado brasileiro. Com pesquisa do Arquivo do Senado. Texto atualizado em 8 de maio de 2020 para incluir informações a respeito da morte do presidente eleito Rodrigues Alves.

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“Sem Ray Harryhausen, possivelmente não teria havido ‘Star Wars'”

A frase que dá título ao post foi dita por George Lucas quando da morte de Ray Harryhausen, em 2013.

Ray Harryhausen foi o mais conhecido pioneiro dos efeitos visuais no cinema, e trabalhou em filmes como Fúria de titãs (1981), As viagens de Gulliver (1960) e Jasão e o velo de ouro (1963). 

Sua genialidade e sua criatividade superaram o baixo orçamento dos filmes, a tecnologia precária e incipiente de sua época e influenciaram diretores e produtores como Steven Spielberg (Tubarão), James Cameron (Avatar), Peter Jackson (O Senhor dos anéis), George Lucas (Guerra nas estrelas) e John Landis (diretor do clipe de Thriller, de Michael Jackson).

Harryhausen, como diria anos mais tarde, teve a felicidade de ser criado por pais que apreciavam estimular sua imaginação. Tanto que o levaram, com cinco anos de idade, para assistir a primeira versão cinematográfica de O Mundo Perdido, o filme onde ele pôde ver pela primeira vez o trabalho do homem que o inspiraria para sempre, Willys o’Brien.

O Mundo Perdido, 1925

A fita, adaptação do livro homônimo de Sir Arthur Conan Doyle, foi o primeiro longa a ter dinossauros animados com a técnica de stop-motion. O Stop-Motion é uma antiga técnica cinematográfica que basicamente é a filmagem quadro-a-quadro de bonecos ou objetos inanimados para a simulação de constante movimento. E até hoje esta primitiva técnica vem fascinando os cinéfilos. Mas é um recurso primitivo e praticamente extinto, não sendo mais usado (ou muito pouco usado) pelos modernos responsáveis em efeitos especiais.

O vídeo a seguir, de cerca de 3 minutos, explica rapidamente do que se trata..

Para Harryhausen, aquele filme, assim como os livros de fantasia e mitologia e as revistas de ficção-científica, foram as fontes de fascinação que sedimentaram seu interesse pelo gênero fantástico, cuja catarse ocorreu aos treze anos de idade, quando ele entrou no cinema para assistir a King Kong, em 1933, a obra-prima de seu futuro mestre O’Brien.

Absolutamente inovador, King Kong assombrou as plateias ao mostrar dúzias de sequências visuais espetaculares, e que jamais seriam obtidas por outros meios que não através da trucagem óptica, o termo que define o uso de efeitos visuais.

Harryhausen saiu do cinema embasbacado, porém decidido quanto ao que faria pelo resto da vida. Estudou desenho, teatro, pintura, escultura, etc, e tudo o mais que ele acreditava poder ser útil no novo ramo de efeitos especiais. Transformou a garagem da família em estúdio, e dedicou-se a aprender a arte de manipular objetos quadro-a-quadro, a essência da animação stop-motion. Com a ajuda dos pais, montou cenários para tentar a profissão, produzindo curta-metragens onde filmava contos de fadas clássicos, como Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel. George Pal, outro profissional da fantasia cinematográfica, viu os trabalhos de Ray e o convidou para trabalhar com ele no George Pal’s Puppetoons. Uma espécie de show de marionetes animados em stop motion.

Mais tarde, Harryhausen teve o apadrinhamento do próprio mestre inspirador, Willys O`Brien, trabalhando como técnico de efeitos no filme de 1949 Mighty Joe Young. As inúmeras sequências de animação foram realizadas quase que totalmente pelo estreante (em longas metragens). Como pagamento, Ray levou parte do equipamento, o que auxiliou grandemente a carreira solo.

Seu filme O Monstro do Mar Revolto (It Came From Beneath The Sea, 1955), foi marcante e deveu-se ao fato do novo refinamento das sequências, que combinavam ação real e animação. Com tantos efeitos de primeira categoria, o filme só poderia se tornar num sucesso imediato. E foi o que aconteceu.

Nessa época, Harryhausen começou as experimentações que iriam permitir a feitura de truques mais convincentes. Primeiro, pintou telas de vidro, que mascaravam as mesas de animação, depois, naquilo que seria a grande inovação da técnica, ele refotografava o filme, para fazer com que os objetos animados tivessem uma interação melhor com as filmagens dos elementos reais.

Funcionava assim: uma primeira película de filme servia como base, e nela eram inseridos os elementos, animados ou não, que deveriam figurar em primeiro plano, contra o fundo natural. Depois outra camada de filme, com novos elementos fotografados, finalizando o filme a ser utilizado. Uma verdadeira colagem manual de películas, cujos resultados eram ilusões convincentes.

Era o truque que possibilitava que a criatura gigante saísse detrás de esquinas, ou se pudesse ver pessoas reais correndo atrás ou na frente do monstro.

Foi isso que ele aplicou no filme O Monstro do Mar Revolto… Na ocasião, um jovem produtor pretendia fazer um filme sobre um polvo gigante que destruía a ponte Golden Gate. Porém não tinha ideia de como realizá-lo, tecnicamente falando. Ele procurou Harryhausen para saber se o animador estaria interessado, e a resposta foi: “Eis aí algo em que eu gostaria de trabalhar”. A partir daí, começou uma parceria que duraria para o resto de suas vidas, adicionando uma coleção de filmes fantásticos ao imaginário pop do século XX.

De 1956 a 1958, Ray criou pequenas joias cinematográficas, sendo a mais popular – e a mais citada e parodiada delas – o pequeno clássico A Invasão dos Discos Voadores.

Finalmente em 1958, Harryhausen poderia mostrar sua genialidade em filmes à cores, e sua estreia foi com A Sétima Viagem de Simbad (The Seventh Voyage of Simbad),   levando o nome de Harryhausen pela primeira vez nos cartazes de cinema. Neste filme, começa um ciclo de películas que relembravam os fatos curiosos e interessantes da mitologia clássica. O filme lotou as salas dos cinemas, e a geração intermediária de cineastas que o assistiu ainda bem jovem, gente como os citados acima (Spielberg, Lucas, Cameron…) anotou cada passo das criaturas fantasiosas que desfilaram pela tela, para basear os seus futuros trabalhos.

Após essa produção, cresceu em Harryhausen a vontade de explorar novos temas, abordar assuntos mais fantasiosos, como podemos notar nos filmes As Aventuras de Gulliver (The Three Worlds of Gulliver, 1960),  e A Ilha Misteriosa (Mysterious Island, 1961), baseado na obra de Julio Verne.

No entanto, foram apenas um preparativo para uma das mais impressionantes adaptações no cinema de fantasia-aventura, Jasão e o Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963), no qual ele finalmente pode explorar sua antiga paixão pela mitologia clássica. Como não poderia deixar de ser, desfilam aí as mais impressionantes cenas de animação e aventura, como o antológico combate entre Jasão e um grupo de esqueletos, que impressionaram pela naturalidade dos movimentos.

O filme demorou três anos para ser finalizado, por causa unicamente das trabalhosas sequências de animação.

A cada novo filme, Harryhausen se aperfeiçoava mais em sua técnica dando-nos, inclusive, uma sequência arrasadora de filmes de aventura. E encerrou sua carreira em 1981, com sua obra-prima e o maior clássico da fantasia que o cinema já fez: Fúria de Titãs.

Diversas criaturas desfilam ao longo da história; talvez a mais impressionante seja a Medusa (monstro mitológico grego, metade mulher, metade animal com serpentes em lugar de cabelos e que transformava em pedra quem a encarasse). O terrível monstro marinho, Kraken, também é apavorante.

Ray se despediu fazendo de tudo um pouco dentro do filme, foi da suavidade do voo de Pégaso à aventura, ao terror impressionante da aparição da Medusa, e ao cuidado em apresentar os mitos dentro do contexto original, tanto quanto possível. Fúria de Titãs também representou o fim de uma maneira muito particular de fazer filmes. Um toque pessoal de fantasia, misturado com aventura e muito do espírito das matinês, o dos filmes para a família. Mas com um tempero fantasioso acessível a todos.

Ray Harryhausen foi um entusiasta dedicado a entreter o máximo possível de pessoas, com o cardápio popular da linguagem cinematográfica.

As mil e uma criaturas do mestre