Entenda a roupa usada pelos homens árabes

Destacado

Os homens muçulmanos, assim como as mulheres, também têm vestimenta própria. Embora pareça uma longa peça única de tecido branco, o traje é muito mais do que isso e possui história e significados muito ricos. Quando estive em Dubai, conversei com uma pessoa que me explicou os detalhes.

Agora, compartilho com vocês.

Gahfiya (Ghafiya ou Gafirah)

CRÉDITO: MOEFAKHRO.TUMBLR.COM

Pequena touca branca usada para prender o cabelo dos homens e manter o Ghtrah (veja abaixo) no lugar. Pode ser feito de tecido ou de uma trama parecida com o crochê.

Ghtrah (Guthra ou Gutra) 

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG
CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

O tradicional lenço usado na cabeça. De formato quadrado e feito em algodão, ele é dobrado como um triângulo e colocado sobre o Gahfiya com a dobra na parte da frente. Existem muitas maneiras de amarrar o lenço na cabeça e você poderá conferir algumas delas nas ilustrações.

Igal (Agal ou Ogal)

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM
CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

Sabe aquela “cordinha” preta de duas voltas que você sempre vê no topo da cabeça de um árabe? Então, isso é o Igal. A peça é feita de lã de camelo ou de ovelha, tramada para formar uma corda. O Igal é utilizado sobre o Ghtrah e o Gahfiya e diz-se que, antigamente, ela auxiliava os beduínos a amarrar os pés dos camelos para que eles não fugissem.

Kandoora  ( Kandura, Thobe ou Dishdasha)

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

É como se chama a tradicional túnica, usada por homens. A peça, sempre com manga longa e comprimento até o tornozelo, pode ser encontrada em diversas cores e materiais. Normalmente, os tons mais claros e os tecidos mais leves são utilizados durante o verão, para refletir a luz do sol e garantir o conforto térmico. Já no inverno, as peças passam a ser mais escuras e confeccionadas em tecidos mais densos. Os modelos de Kandoora diferem ligeiramente de região para região, no Golfo. As diferenças são sutis para quem é de fora, então confira as explicações (essa parte, quando me explicaram, eu de fato não compreendi… Por isso procurei um desenho! Rsrs).

ACESSÓRIOS

Tarboosha

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM
CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

É a “cordinha”, parte da roupa tradicional masculina. Esse adorno era originalmente usado como laço ao redor do pescoço, ou colocado nos botões das kandooras. Dizem que as mulheres o teciam exclusivamente para os seus maridos como uma forma de expressar seu amor por eles. Com o passar do tempo, elas começaram a fazê-lo para seus filhos e, assim, o acessório começou a ser usado por todos.

Bisht

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Confeccionada em lã de camelo ou de cordeiro, a peça era usada nos velhos tempos sobre a Kandorra para mostrar sinal de riqueza. A utilidade assemelha-se à da Abaya das mulheres: proteção da roupa contra areia, sujeira, etc. Hoje, o bisht é usado em funções oficiais ou comemorações – como casamentos –  e pode ser encontrado tanto em tons claros quanto escuros.

Na – Aal

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Tradicional sandália de couro usada pelos homens muçulmanos quando estão em suas vestimentas tradicionais.

Os turbantes

Eles e as túnicas são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto. O turbante já era utilizado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. Consiste em uma longa tira de pano – que, às vezes, chega a 45 metros de comprimento – enrolada sobre a cabeça. As inúmeras formas de amarrá-lo compõem uma linguagem: o turbante indica a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até o seu humor naquele momento.

Para as mulheres, a história já é outra…

Mas, para não complicar demais, vou deixar pra contar uma outra vez!

Fontes:

Skeikh Mohammed Centre for Cultural Understanding ,

Luis Chumpitaz 

ilustrações traduzidas do Brownbook

destinodubai.com.br

vivimetaliun.wordpress.com

Propagandas antigas curiosas, divertidas ou politicamente incorretas

É muito interessante a gente voltar no tempo e observar como os costumes mudam. É natural, a sociedade evolui (em alguns casos, involui, rsrsrs) e também os costumes e as preferências das pessoas.

Acreditar que a vida era melhor em nossa época de juventude não significa, necessariamente, que isso seja verdade. O que muita gente faz é supervalorizar certos momentos da infância, atribuindo-lhes qualidades que, muitas vezes, existem apenas na lembrança.

Muitos lembram da vida mais simples, jogando bola em campos de terra, subindo em árvores para comer fruta, etc. De fato, coisas boas ficam marcadas. Mas e as dificuldades? E o trabalho de tirar água do poço? E o fato de os banheiros serem cabanas externas sem ligação com as casas? E os ferros de passar roupa, aquecidos a carvão? E se você ficasse doente, qual era o hospital mais próximo?

Deixando essa discussão mais aprofundada para outro momento, a publicidade sempre foi um balizador e termômetro da vida em sociedade, um espelho do que se consumia e do que se acreditava. Veja só alguns exemplos…

  • Imagine como era um milagre, em 1937, você poder ligar para sua mãe no Natal? lembrando que isso era para os poucos que tinham telefone em casa!
  • Propaganda da Shell veiculada em 1942, período da II Guerra Mundial, incentivando a economia de combustível.
“Petróleo é munição – economizemos para a defesa” dizia o slogan da companhia.
  • Neguinho já tacava fogo na babilônia naquela época… Com o nome de ˝cigarros índios˝ a cannabis era vendida livremente na São Paulo do início do século 20.
  • Comentei acima sobre a mudança de costumes e preferências… Veja que em 1926 mulher magra estava em baixa, a preferência era por uma mulher com vários quilos de carne sólida!
  • Não é o que você pode estar pensando… A referência é a um pinto, uma moeda portuguesa, nesse anùncio de 1913. Quem sabe os amigos portugueses possam confirmar essa informação!
  • Apenas mera coincidência eu ter selecionado este anúncio maluco… Dória, o elixir, era um sucesso contra o bafo de bode e problemas do estômago nos idos de 1930. Qualquer semelhança do ser chifrudo sendo engolido com a palavra ´Não Temer´ é mera coincidência, reforço.
  • Agora, vamos avançar algumas décadas para as propagandas coloridas. Esta foi muito veiculada nas revistas de 1957. O Sabonete Cinta Azul garantia a qualidade do produto até o fim: “um sonho de sabonete, conserva todas as suas qualidades até ter atingido a espessura de uma folha de papel”.
  • Em 1944, a Loteria Federal promovia o prêmio de 1 milhão de cruzeiros (hoje, a grosso modo, um valor próximo a R$ 4 milhões). Um anúncio chamativo, em cores fortes, com os dizeres: “O seu dia chegará”.
  • Com foco no restabelecimento do apetite nas crianças, o Emulsão de Scott apresentou este anúncio nas revistas em 1954: “Minha filha já tem apetite / Era criança sem vida”. O fortificante era apresentado como responsável por restabelecer a saúde da criança: “Passou a ter boas cores, a comer bem”. Seu concorrente era o Biotônico Fontoura.
  • O anúncio do Leite Ninho, de 1960, mostra um mãe cuidadosa e atenta na alimentação das crianças.
  • Esta saiu muitas vezes na revista O Cruzeiro, também nos anos 1960.

Daria para fazer um panorama de nossa História apenas analisando as propagandas que eram veiculadas em jornais e revistas e, mais tarde, na televisão – sem esquecer o rádio, claro. E, hoje em dia, incluindo sites e redes sociais. Até que é uma ideia…

ATUALIZAÇÃO

Mário Rubial, “dono” da nossa página PAPO DE BOTECO, de crônicas divertidas e saborosas, comentou aqui sobre uma famosa propaganda que era veiculada nos bondes. Como era o modo de transporte mais utilizado, não demorou muito para que os bondes passassem a ostentar publicidade interna e externamente.

No início, os passageiros não gostaram da novidade, mas acabaram se acostumando com os paineis e talvez a publicidade mais famosa de todas, e que faz parte da memória coletiva do brasileiro, seja a do Rhum Creosotado

Os versos são de Ernesto de Souza (farmacêutico, teatrólogo, músico e compositor) e criador desse remédio, com farta propaganda em jornais, revistas e, principalmente, nos bondes.

O anúncio acima é de 1940, com desenho de J. Carlos, o mais famoso cartunista da época.

O tema seria recorrente na publicidade do produto, como na bem-humorada versão acima, nos bondes dos anos 1950, em que o “tipo faceiro” era uma mulher de maiô.

Para quem nunca conheceu os bondes, fiz um breve resumo de sua história na cidade.

O bonde, por muitas décadas, foi o principal meio de transporte dos moradores de São Paulo. Os primeiros registros desse transporte são datados de 1872, quando São Paulo contava com um serviço de bondes puxados por tração animal, chamado de bonde a burro.

A primeira viagem desse modal foi feita entre a Rua do Carmo e a Estação da Luz, que nada mais era do que um entreposto comercial entre o interior do estado, grande produtor de café, com o Porto de Santos, destino final daquelas sacas e dos barões que embarcavam nos navios para conhecer a Europa.

Quase 30 anos depois, após adaptações e negociações, surgem os bondes elétricos na cidade, graças à Light, empresa que teve intensa participação na formação da cidade. A primeira viagem de bonde elétrico foi feita no dia 7 de maio de 1900. Em três décadas, a demanda foi tão grande que, nos anos 30, a cidade chegou a ter 160 quilômetros de trilhos, quase o dobro dos atuais 96 quilômetros de Metrô que São Paulo tem nos dias de hoje.

Em 1947, após a não renovação do contrato com a Light, a operação dos bondes passou para recém-criada Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC). De todas as capitais que tiveram esse modal, São Paulo foi a que mais tempo teve os bondes circulando pelas suas ruas: em 27 de março de 1968, um bonde que atendia a linha Praça da Sé-Santo Amaro circulou pela última vez pela cidade.

Fontes:
facebook.saopauloantiga/photos; 
internet
sampahistorica.wordpress.com
novomilenio.inf.br
wikipedia

Palavras que nossos avós usavam – e não usamos mais

O sacripanta deu um tabefe na sirigaita enquanto o janota armava o maior quiprocó

Não é só uma questão de gírias. Nem de modismos. Algumas palavras da nossa língua simplesmente deixaram de ser usadas com o passar das décadas, e expressões comuns nos tempos dos nossos avós, ou mesmo dos nossos pais, são completamente desconhecidas pelas novas gerações.

Com o tempo, novas palavras vão surgindo, assim como novos significados para palavras antigas, o que acaba deixando nosso idioma com algumas diferenças entre épocas. E palavras, tão coloquiais há alguns anos, foram engavetadas e esquecidas.

Só pra citar alguns exemplos, e os seus significados:

  • Tabefe (tapa, bofetada)
  • Sacripanta (patife, pilantra)
  • Basbaque (pessoa ingênua, simplório, tolo)
  • Chumbrega (de má qualidade, ordinário)
  • Sirigaita (mulher espevitada, pretensiosa)
  • Alcunha (apelido, codinome)
  • Janota (pessoa bem vestida)
  • Petiz (criança)
  • Pachorra (calma excessiva, paciência)
  • Garrucha (espingarda, bacamarte)
  • Quiprocó (confusão, balbúrdia)
  • Balela (mentira, conversa fiada)
  • Fuzarca (bagunça)
  • Supimpa (excelente, muito bom)
  • Alpendre (varanda coberta)
  • Bidu (pessoa que adivinha as coisas)
  • Bulhufas (coisa nenhuma, nada)
  • Radiola (aparelho de som, rádio com vitrola)
  • Vitrola (toca-discos)
  • Gorar (não dar certo)
  • Lorota (mentira)
  • Cacareco (coisa velha, objeto sem valor)

E, como falei de gírias um pouco acima, vou relembrar algumas expressões usadas em décadas passadas, e que – assim como essas palavras – também caíram em desuso, substituídas por outros modismos. Afinal, “crush”, “suave na nave”, “de boa” fazem parte do vocabulário de hoje, e também mudarão com o passar do tempo, ganhando novos significados, ou serão simplesmente esquecidas.

Anos 40

Moça na Praia de Copacabana em 1947 (Foto: Kurt Klagsbrunn)

Balangandans: acessórios como brincos, pulseiras e anéis usados em exagero.
Brotinho: Garota bonita
Coqueluche: Febre do momento
Fuzarca: confusão, alvoroço

Anos 50

Jovens misses no Miss Brasil em 1958 (Foto: Reprodução)

Bafafá/ Fuzuê: Confusão
Barbeiro: mau motorista
Chá de cadeira: espera demorada

Anos 60

Jovens atrizes brasileiras em 1968 na ‘Passeata dos Cem Mil’ (Foto: Reprodução)

Carango: carro
Bicho: cara, amigo
Bulhufas: nada
Calhambeque: carro velho
Duvi-de-o-dó: duvidar de algo.
É uma brasa, mora!: Como se fosse algo do tipo: É muito legal, saca?
Esticada: passar por vários restaurantes e bares noturnos
Lelé da cuca: louco, desequilibrado
Morou?: entendeu?
Pão: homem bonito
Papo firme: sério, real, verdadeiro
Patota: turma de amigos
Prafrentex: avançado, moderno
Sebo nas canelas: apresse-se, vamos rápido

Anos 70

Roberto Carlos nos anos 70 (Foto: Reprodução)

Tutu: dinheiro
Bidu: pessoa esperta
Grilado: desconfiado, em dúvida
Maior barato: legal, sensação boa
Pagar sapão: se dar mal
Pra lá de Marrakech: drogada, chapado, bêbado
Russo: situação ruim, difícil
Pisante: calçado

Anos 80

Visual da banda Ultrage a Rigor nos anos 80 (Foto: Reprodução)

Bode: mau humor, cara amarrada
Caroço: gente chata, enjoada
Maneiro: muito bacana
Numa nice: numa boa
Tá crowd: tá lotado
Tomou doril: sumiu
Viajar na maionese: falar coisas absurdas, entrar em contradição
Zura: pão duro
Pistoleiro/a: pessoa interesseira
Massa: bom, ótimo, legal

Anos 90

Mamonas Assassinas, o grupo que fez muito sucesso nos anos 90 (Foto: Reprodução)

Antenado: informado, ligado em tudo
Azaração: pegação, namorico
Mauricinho: rapaz rico e mimado, que geralmente depende dos pais
Pagar mico: passar vexame
Patricinha: moça rica e mimada, que geralmente depende dos pais.
De lei: é assim
Descolar: arranjar, conseguir
Gato/a: homem/mulher bonito/a
Perua: mulher muito arrumada, com ares de madame
Pintar: aparecer

O engraçado é que acabo de descobrir que uso palavras ou gírias de quase todas as décadas, ahahaha! E você, conhece mais alguma que não entrou? Comente.

ATUALIZAÇÃO

Duas que esqueci, enviadas pela Mara Andrade: “tá ligado”; “cola aqui”.

Fontes:
Veja SP Por Roosevelt Garcia
universoretro.com.br https://universoretro.com.br/veja-algumas-das-girias-mais-utilizadas-nas-decadas-passadas/

Por que a Lei Seca, que fez 100 anos, foi um fracasso retumbante nos EUA

Os economistas têm um pequeno problema de imagem. As pessoas acreditam que manipulam descaradamente as estatísticas, fazem previsões terríveis com excesso de confiança e jogam água no chope. Possivelmente, parte da culpa é de um homem que, há um século, foi provavelmente o economista mais famoso do mundo: Irving Fisher.

Foi ele que declarou, em outubro de 1929, que as ações haviam atingido um “patamar permanentemente alto”. Menos de dez dias depois, a Bolsa de Valores americana despencou vertiginosamente e deu origem ao período conhecido como a Grande Depressão.

Fischer era um fanático pela boa forma física. Evitava consumir carne, chá, café e chocolate. Tampouco bebia álcool. Era, aliás, um ardoroso defensor da Lei Seca, medida das autoridades americanas para proibir a produção e a venda de álcool cuja entrada em vigor, em 1920, completou 100 anos em janeiro. Foi uma mudança extraordinária que levou a quinta maior indústria do país para a ilegalidade, de uma hora para outra.

Fisher fez outra previsão à época: “[Esse episódio] será escrito na história como o começo, como uma nova era mundial, da qual essa nação terá orgulho para sempre”.

Mais uma previsão furada… a proibição seria, no fim das contas, uma farsa. A lei foi tão descumprida que o consumo caiu apenas 20% no período de vigência, e acabaria revogada em 1933, em uma das primeiras medidas do novo presidente Franklin D. Roosevelt.

Produtividade X embriaguez

As raízes da Lei Seca americana são geralmente apontadas em torno da religião, mas a verdadeira preocupação dos economistas era a produtividade. As nações sóbrias seriam muito mais eficientes que aquelas com uma força de trabalho de bêbados? Para confirmar sua teoria, Fisher tomou algumas liberdades com os números que usou.

Ele argumentou, por exemplo, que a Lei Seca gerou US$ 6 bilhões para a economia americana (algo como US$ 90 bilhões em valores atuais). O problema é que esse número não veio de uma análise cuidadosa. Fisher se valeu de estudos com poucas pessoas que apontavam uma redução de 2% da eficiência depois de drinques com estômago vazio.

Mais tarde, ele assumiu que os trabalhadores tomavam cinco doses antes do trabalho, multiplicou os 2% por cinco e concluiu que o álcool levava a uma redução de 10% da produção. Duvidoso, para dizer o mínimo.

Os economistas talvez tivessem se surpreendido menos com o fracasso da Lei Seca se pudessem ter saltado meio século na história e conhecido as análises de Gary Becker, prêmio Nobel de Economia em 1992, sobre o “criminoso racional”.

Crime e demanda

Para Becker, tornar algo ilegal simplesmente acrescenta um novo custo racional aos prós e contras calculados pelas pessoas: a penalidade caso você seja pego, modulada pela probabilidade de ser pego.

“Criminosos racionais”, afirmava Becker, “vão oferecer mercadorias proibidas por um certo preço”. Se os consumidores vão pagar esse preço depende do que os economistas chamam de elasticidade da demanda. Imagine, por exemplo, que o governo decida banir o brócolis. O mercado ilegal passaria a cultivar brócolis escondido e vendê-lo em becos escuros por preços inflados?

É improvável, já que a demanda por brócolis é elástica. Eleve o preço e muitas pessoas passariam a comprar couve-flor ou repolho. Com o álcool, por outro lado, a demanda é inelástica: aumente o preço e muitos ainda continuarão pagando o preço mais alto.

A Lei Seca americana se tornou uma bonança para criminosos racionais como Al Capone, que defendeu seu contrabando de bebidas com ares empresariais.

“Eu dou ao público o que o público pede”, afirmou. “Nunca precisei mandar vendedores agressivos, já que eu nunca consegui suprir a demanda.”

Os mercados ilegais também variam seus incentivos. Seus competidores não podem te levar às autoridades, então por que não usar os meios necessários para estabelecer um monopólio?

A teoria mais aceita indica que o aumento da violência durante a Lei Seca contribuiu para sua derrocada.

Outro fator também foi a ganância pelo lucro fácil. Cada carregamento de mercadorias levava consigo um risco, então por que não guardar espaço para um produto mais potente? Durante a Lei Seca, o consumo de cerveja caiu em relação ao de destilados. A tendência se inverteu depois do fim da proibição.

Por outro lado, o que impede o corte de custos reduzindo a qualidade do produto?

Tornaram-se comuns, então, os bares clandestinos, conhecidos como speakeasies. Aumentaram também o consumo de bebidas falsificadas (feitas a partir do milho) e, claro, a corrupção, com policiais e políticos sendo subornados pelas quadrilhas que distribuíam o produto no mercado negro.

Aos poucos, os próprios defensores da luta anti-álcool se decepcionaram com seus resultados e, em 1933, o Congresso americano aboliu a Lei Seca.

 

 

 

Fonte:
Tim Harford, BBC, da série "As 50 coisas que fizeram a economia moderna"

Grandes lojas que foram marcos em São Paulo

Relembre o passado do comércio paulistano

Grandes lojas que pareciam imunes à crise financeira acabaram fechando suas portas ou por falência ou porque foram incorporadas a empresas maiores, uma prática comum há muito tempo. Assim, varejistas muito conhecidos acabaram sendo esquecidos pelo tempo ou estão nesse processo. Relembre grandes nomes do comércio do passado, de diversas especialidades.

•    Mappin
Quando pensamos em “grandes lojas que não existem mais”, o nome do Mappin é o primeiro que nos vem à mente. Cartão postal da cidade desde 1913, quando foi fundado, a sede da Casa Anglo Brasileira na Praça Ramos foi um dos pontos mais conhecidos da capital por muito tempo. Abriu diversas filiais no decorrer dos anos. Sua loja da Avenida São João se tornou a primeira da metrópole a contar com estacionamento próprio, uma novidade absoluta nos anos 50. Decretou falência em 1999.

•    Mesbla
A segunda loja de departamentos mais lembrada da cidade foi, na verdade, fundada no Rio de Janeiro como subsidiária de uma companhia francesa especializada no comércio de máquinas. Nos anos 80, tinha mais de 180 lojas por todo o Brasil. Dificuldades na década seguinte levaram a Mesbla a perder todo seu valor. Foi comprada pelo Mappin em 1996. Com a falência, três anos depois, as duas marcas mais conhecidas do público em lojas de departamentos acabaram de uma só vez. Em 2010, foi relançada como um e-commerce, mas a iniciativa não deu certo e logo saiu do ar.

•    Arapuã
Uma das lojas mais conhecidas em vendas de eletrodomésticos teve sua origem no interior de São Paulo, em Lins, no ano de 1957. Nos anos 1990, era uma das maiores varejistas do Brasil, rivalizando com as Casas Bahia e o Ponto Frio. Entrou em recuperação judicial nos anos 2000, com uma dívida de mais de 1 bilhão de reais.

•    G. Aronson
Fundada em 1944 em São Paulo para comercializar casacos de pele, a rede chegou a ter 38 lojas no estado vendendo eletrodomésticos. Sua falência foi decretada em 1998.

•    Sears
A gigante americana fazia muito sucesso na cidade nos anos 1980, e sua maior loja era onde se encontra hoje o Shopping Pátio Paulista. A rede chegou ao país em 1949 e tinha onze filiais quando decidiu encerrar suas atividades no Brasil, no início dos anos 1990. Há alguns anos, foi anunciado que a rede voltaria ao Brasil, mas nada de concreto ainda apareceu.

•    Jumbo-Eletro
Nos anos 40, surgia no Brás uma oficina de conserto de rádios que, com o passar dos anos, diversificou suas atividades, vendendo também equipamentos e eletrodomésticos em geral, chamada Eletroradiobraz. Na década de 1970, a rede, já gigantesca, inaugurou seu primeiro supermercado, tendo como símbolo uma baleia, para fazer concorrência ao primeiro hipermercado do país, o Jumbo, do Grupo Pão de Açúcar, cujo símbolo era um elefante. Em 1976, o Jumbo incorporou a Eletroradiobraz, surgindo o Jumbo-Eletro, que passou a ser a maior rede de lojas e supermercados do Brasil. Os supermercados da rede passaram a ser conhecidos como Pão de Açúcar, os hipermercados passaram a ser Jumbo-Eletro e os magazines, simplesmente Eletro. Hoje, o GPA, do grupo francês Casino, é dono das marcas Pão de Açúcar, Compre Bem, Assaí e Extra, entre outras.

•    Ducal
Fundada em 1950, a conhecida loja de roupas masculinas teve seu auge nos anos 1960 e 1970. Com filiais em três estados brasileiros, era especializada em moda para homens, com peças bem cortadas, mas não impecáveis, barateando assim o preço. Sua última loja foi fechada em 1986.

•    Peg Pag Supermercados
O primeiro supermercado da capital foi inaugurado em 1957 e era uma completa novidade. Todo mundo queria ver aquele lugar em que você mesmo pegava as mercadorias e depois levava ao caixa pra pagar. Peg Pag foi um dos nomes mais conhecidos do ramo até 1978, quando foi incorporado pelo Grupo Pão de Açúcar. Hoje, existem alguns supermercados com esse nome espalhados pelo país, mas eles nada têm a ver com o original.

•    Casas Buri
Começou como uma loja de tecidos em 1942 e passou a vender também eletrodomésticos nos anos 1970. Chegou a ter mais de 200 lojas em São Paulo, Paraná e Centro-Oeste do Brasil. Em 1992, a marca foi comprada pelo Ponto Frio, que rebatizou todos os endereços.

•    Lojas Pirani
“Uma loja dos sonhos” era como definiam a Pirani no início dos anos 1970. Localizada no Brás, era conhecida por sua decoração de Natal, a mais caprichada da cidade naqueles tempos. Possuía também uma loja de cinco andares no Edifício Andraus, e foi confirmado que lá se originou o famoso incêndio que destruiu o prédio em 1972, por negligência técnica. Os donos tiveram que ressarcir as famílias das vítimas do incêndio, o que levou a loja à falência.

•    Ultralar
A Ultralar foi uma loja de departamentos fundada em 1956 e fazia parte do grupo Ultragás. Como os fogões a gás ainda eram raros no país, a Ultragás montou uma loja para vendê-los e alavancar o negócio de gás de cozinha. A rede cresceu e se diversificou, abrindo inclusive um hipermercado nos anos 1970, o Ultracenter, na Marginal Pinheiros, mais tarde comprado pelo Carrefour. No ano 2000, foi decretada a falência da Ultralar e a maioria das suas lojas foi comprada pelas Casas Bahia.

•    Hi-Fi Discos
A partir do final dos anos 1980, tradicionais lojas de discos, como Breno Rossi, Bruno Blois, Museu do Disco e Hi-Fi Discos, começaram a ter sua clientela reduzida, primeiro graças às gravadoras, que preferiam mandar seus produtos para grandes magazines e supermercados. Depois, a popularização da música digital, que praticamente aboliu a mídia física da vida dos clientes e decretou o declínio do ramo. Assim, assistimos ao fim de lojas em que os amantes da boa música costumavam passar os dias atrás de novidades e raridades.

A Exposição-Clipper

Aqueles que viveram a partir da segunda metade do século passado se lembrarão das lojas “A Exposição-Clipper”. Com loja central no Largo Santa Cecília em São Paulo e outras unidades na mesma região, disputavam espaço com o Mappin, Garbo, Mesbla, Ducal, Pirani, entre outras. Ela foi a responsável pela criação de uma data muito comemorada no Brasil, o “Dia dos Namorados”. Um publicitário chamado João Dória, pai do atual governador de São Paulo, foi contratado para elaborar a peça publicitária que fez com que o 12 de junho se tornasse marcado todo ano para os namorados brasileiros. A escolha dessa data aconteceu em 1945, com a percepção de que junho era um mês fraco para os negócios, pois o Dia das Mães já havia passado e a próxima comemoração boa para as vendas seria apenas em agosto, com o Dia dos Pais. Além disso, a data escolhida era próxima do dia de Santo Antônio, o famoso santo “casamenteiro”, em 13 de junho. As lojas Clipper eram dedicadas às roupas e acessórios femininos e a Exposição ao público masculino. Fechou as portas nos anos 1970.

Fontes:

Wikipedia

Veja São Paulo

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25 coisas que só quem tem raízes suburbanas vai reconhecer

Orgulho de ser subúrbio.

1. “Mostrar a casa” quando chega uma visita.

2. Ficar ofendido se alguém não mostra a casa quando você está visitando.

3. Colocar toalhinhas de crochê debaixo dos bibelôs.

4. Deixar os bancos do carro novo com o plástico.

5. Ir ao bingo da igreja.

6. E ganhar um frango.

7. Refrescar-se com gelinho/sacolé/geladinho comprado na garagem da vizinha.

8.”Fazer o cabelo” na cabeleireira da rua (que funciona na garagem).

9.Usar bobs no cabelo.

10.E um lenço por cima.

11.Parcelar no carnê. Não no cartão, nem no boleto: no CARNÊ.

12.Falar “não repara a bagunça”.

13.Puxar um “com quem será” depois do “parabéns”.

14.Guardar os embrulhos dos presentes recebidos.

15.Ter panos de prato com os dias da semana.

16.Fechar saco de arroz e de açúcar com pregador de madeira.

17.Juntar finzinho de sabonete.

18.Colocar roupinha no liquidificador.

19,. Ter um conjuntinho de tapete de pia, tapete de chuveiro e capinha para a tampa do vaso sanitário, tudo ORNANDO.

20. Calcular mentalmente quantos quilos de laranja dava pra comprar com o preço do suco no restaurante.

21. Pintar a rua na Copa.

22. Encapar o controle remoto com magipack.

23.Fazer pratinho no fim da festa.

24. E cobrir com um guardanapo.

25. Sair do subúrbio, mas não deixar jamais o subúrbio sair de você.

Fonte:
Clarissa Passos, Buzzfeed

RESERVE, o reforço da juventude

RESERVE™ é uma mistura única de antioxidantes essenciais, antocianinas e ácidos gordos essenciais com poderes restauradores que podem favorecer a sua saúde e ajudar a retardar o envelhecimento precoce. Formulado para lhe fornecer a proteção que você precisa, esse gel delicioso e nutritivo vai ajudá-lo a sentir vitalidade e uma sensação acentuada de boa saúde.

Médicos e especialistas em nutrição em todo o mundo reconhecem que muitos dos problemas relacionados com o envelhecimento precoce advêm dos danos causados pelos radicais livres. Esses especialistas indicam que a forma mais eficaz de se defender contra os danos dos radicais livres é garantir que consumimos uma quantidade suficiente de antioxidantes. De acordo com um grupo de pesquisa e testes clínicos, a melhor maneira de fazer isso é consumir os alimentos certos e tomar suplementos antioxidantes.

O RESERVE é uma excelente defesa contra os danos dos radicais livres porque oferece altas doses de resveratrol, um composto contendo antioxidante natural encontrado pode ser encontrado principalmente nas sementes de uvas, na película das uvas pretas e no vinho tinto.

No RESERVE, o resveratrol é acompanhado por um elenco de apoio de outros poderosos antioxidantes:

Açaí

Apreciada pelos povos da Amazônia pelas suas propriedades nutricionais únicas, esta “joia” do Brasil possui uma cor roxa intensa.

Cereja Preta

Este delicioso fruto em forma de coração, doce e suculento, é cultivado em todo o mundo há séculos.

Uva Concord

A uva concord, abundante nos Estados Unidos, distingue-se pela sua pele espessa de cor roxa escura.

Mirtilo

O mirtilo era um dos alimentos básicos do regime alimentar dos povos ameríndios, que se referiam a este fruto como a “baga estrela”, devido ao formato de estrela com cinco pontas das suas flores. De gosto doce e leve, o mirtilo diferencia-se de todos os outros frutos, pois é o único alimento que possui esta cor azul característica, sendo mais abundante no continente norte-americano do que em qualquer outro local do mundo.

Romã

A romã, símbolo de esperança e abundância em muitas culturas, é apreciada há milhares de anos. Quando se abre, esta “joia do inverno” oferece centenas de pequenos grãos suculentos, que fazem lembrar pedras preciosas. A romã é um dos frutos mais populares do mundo.

RESERVE é uma maneira deliciosa e conveniente de complementar sua dieta com nutrientes para uma vida com mais saúde e bem-estar. Com sabor de frutas, não possui glúten, sem adição de açúcar, e sem nenhum sabor, corante ou edulcorante artificial.

Compacto, fácil de abrir e fácil de transportar, RESERVE ajuda você a se beneficiar dos seus nutrientes onde e quando quiser.

Ele pode ser tomado a qualquer hora. Ou logo no início da manhã e outro antes de deitar.

ATENÇÃO: Mulheres grávidas ou lactantes e pessoas com condições médicas conhecidas devem consultar o seu profissional de saúde antes de adicionarem qualquer suplemento nutricional à sua dieta.

ONDE ENCONTRAR

No site oficial da Jeunesse: https://julioafilho.jeunesseglobal.com/pt-BR/reserve

Os produtos Jeunesse são vendidos apenas pelo site oficial de seus representantes ou diretamente por eles. Os produtos adquiridos por outros meios podem ser falsificados ou resultado de roubo de carga.