Manga com leite faz mal?

Manga com leite. Essa é uma das combinações mais polêmicas na alimentação dos brasileiros. Muita gente, sobretudo quem tem mais idade, jura de pé junto que ela é tóxica e faz mal para a saúde, resultando em incômodos gastrointestinais, como diarreia e até a morte. Mas será que isso tem algum fundamento?

A resposta é não! “Comer manga com leite seria o mesmo que comer banana com leite, morango com leite… vamos combinar, é uma mistura maravilhosa!”, diz Roberta Almeida, nutricionista.

Roberta explica que esse mito vem desde os tempos da escravidão no Brasil. A questão é que a lenda foi criada justamente para impedir o consumo do alimento, uma vez que o leite era um dos itens mais caros adquiridos na colônia. Nenhum senhor de engenho ou dono de imensas plantações de café “correria o risco” de ter a bebida consumida por um escravo e, paralelamente, como as mangueiras e seus frutos eram fartos, os cativos comiam muito a fruta que estava ali, à disposição.

Pintura feita pelo francês Jean-Baptiste Debret

Surgira assim, a invenção da mistura venenosa. Afinal, se a história contada envolvesse apenas o suposto veneno do leite, logo cairia por terra na primeira vez que um feitor fosse flagrado bebendo a “preciosidade”. Então, essa lenda foi criada e diz-se que uma sinhá, dona da casa grande, chegou mesmo a colocar algum tipo de veneno numa mistura de manga e leite e deu para uma escrava beber. Quando ela caiu morta diante dos outros, a história rapidamente se espalhou como poeira ao vento…

Então quer dizer, nutricionista Roberta, que tudo bem misturar manga e leite?

“Mas claro”, afirma ela. “Não há nada, do ponto de vista científico, que prove o contrário. Além disso, essa combinação vai proporcionar um alimento altamente nutritivo”.

O leite é fonte de proteína de grande valor biológico, cálcio —não havendo outro item que forneça a mesma quantidade—, fósforo, magnésio e vitaminas A, D e riboflavina. Além de ser o principal aliado da saúde dos ossos e dos dentes, ele atua nas terminações nervosas, no crescimento muscular e no coração.

A manga, por seu lado, é rica em caroteno (provitamina A) e contém fósforo, potássio, vitamina C e fibras. Alguns dos seus benefícios são: melhora da imunidade e do funcionamento intestinal, equilíbrio da frequência cardíaca, redução dos níveis de colesterol LDL (mau colesterol) e proteção da visão. A vitamina C, por exemplo, é um ótimo antioxidante.

Roberta conclui: “É uma combinação deliciosa, e pode ser consumida como sorvete, como vitamina batida no liquidificador no café da manhã, enfim, pode consumir como preferir porque só fará bem para sua saúde”.

Consultoria:

Roberta Almeida, nutricionista, CRN-3 68945/P @nutrirobertaaalmeida


Fontes:

Wikipedia, Daniel Navas e Renata Turbiani, Vivabem

CACHAÇA, MANGA E PÃO-DE-LÓ: CONHEÇA O CARDÁPIO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA

Em 2007, uma dupla de pesquisadores descobriu o que era servido nos banquetes reais do século 19 no Brasil

Teresa Cristina, Antônio, Isabel, Pedro II, Pedro Augusto, Luís, Gastão e Pedro de Alcântara – Domínio Público / Otto Hees

Na cidade de Petrópolis, localizada no Rio de Janeiro, fica o imponente Museu Imperial, que contém em exibição mais de 300 mil itens relacionados ao período imperial brasileiro, em particular o Segundo Reinado. 

Ana Roldão, todavia, que no início dos anos 2000 era gerente de negócios da instituição, percebeu uma lacuna que não era respondida pelo amplo acervo do local. Ela explicou o que ocorreu em uma entrevista à Folha de São Paulo em 2007. 

“Quando abri o bistrô, as pessoas perguntavam: ‘Tem comida do imperador? O que Dom Pedro I comia? E a princesa Isabel?’. Eu não fazia a menor ideia do que comiam”, contou ela ao veículo. 

Foi essa dúvida que deu o pontapé inicial para uma pesquisa realizada em colaboração com o jornalista Edmundo Barreiros.

Juntos, a dupla foi capaz de compilar diversas informações curiosas a respeito da rotina alimentar da família imperial, sendo capaz de transportar o leitor para dentro dos banquetes reais daquela época. 

As fontes históricas para o estudo foram, por exemplo, livros de receitas do século 19, anotações feitas pelos mordomos que serviam a família imperial, os cadernos que listavam os itens da despensa, os cardápios que eram elaborados apenas para eles e ainda cartas escritas pela Princesa Isabel, em que ela mencionava suas refeições. 

Cada um com seus gostos

Alguns dos hábitos alimentares mais excêntricos identificados pelos pesquisadores pertenciam a Dom João VI, que era capaz de devorar três frangos inteiros em uma só refeição, e para finalizar ainda comia cinco mangas descascadas de sobremesa. 

O rei português, contudo, tinha preferências bem específicas em relação à maneira de preparo da carne que consumia: segundo relatado por ele, ninguém fazia os frangos melhor que seu cozinheiro Alvarenga.

Dom João VI e Carlota Joaquina em pintura oficial / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

Princesa Isabel seria outra gulosa da família, embora de maneira diferente. 

“Há uma forte influência portuguesa no gosto dela. É alucinada por todos esses doces portugueses. Adora pão-de-ló, chá. É uma figura bem rica para trabalhar com alimentação, pois fala muito de comida”, relatou Ana

Existe ainda uma passagem encontrada em meio às suas correspondências em que a princesa reclama de ser servida “peixe em lata” durante a Quaresma de 1858, alimento que ela diz “não gostar nada”.

Dessa forma, Isabel acabou comendo só arroz na manteiga e batatas, episódio que a jovem descreveu como “uma verdadeira penitência”, conforme informações repercutidas pela Isto É. 

Pintura oficial da Princesa Isabel / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons
 

Outra revelação feita pela pesquisa da ex-gerente do Museu Imperial e do jornalista diz respeito aos hábitos de Carlota Joaquina, a esposa de João VI.

“Na Torre do Tombo, em Lisboa, um documento aponta que eram consumidas muitas unidades de aguardente de cana por mês, a maioria destinada ao quarto e à cozinha de Carlota. Ela tomava aguardente misturada com sucos de frutas frescas, pois sofria demais com o calor brasileiro. Tinha necessidade de hidratar o corpo”, relatou Roldão à Folha. 

A história, porém, é menos simples do que parece a princípio: “Não adianta só dizer que ela era pinguça. No cruzamento de informações, percebe-se que a alimentação das mulheres era carregada nos doces, o que explica [o alto consumo], já que a aguardente era usada para conservar compotas de fruta”, explicou a historiadora. 

Entre Portugal e o Brasil

Quando veio para o Brasil em 1817, Leopoldina, que era esposa de Dom Pedro I, decidiu levar consigo uma série de alimentos na viagem. Assim, ela trouxe todo um carregamento de salmão, feijão-verde, repolho e carne de porco. 

Embora a realeza portuguesa tenha prosseguido importando boa parte de sua dieta da terra natal, todavia, eles também se adaptaram às comidas brasileiras. Dom João VI, por exemplo, foi responsável por incluir frutas como a já citada manga e também a goiaba em sua alimentação. 

Dom Pedro I, por sua vez, preferia refeições mais simples. Adorava um prato de arroz com feijão e carne de acompanhamento, por exemplo, e com frequência comia na cozinha, junto aos empregados, em vez de unir-se ao salão de jantar, onde era servido o cardápio imperial.

D. Pedro I, imperador do Brasil / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

Um dos casos divertidos revelados pela pesquisa de Roldão e Barreiros ocorreu durante uma viagem pelo Brasil em que o Imperador chegou antes do restante da comitiva na fazenda que iria recebê-los. 

 “Sem se identificar, entrou pela cozinha e disse à cozinheira que estava com muita fome. E ela: ‘Ó moço, posso dar algo simples, porque estou esperando o imperador’. Ofereceu-lhe arroz, feijão, carne e aguardente. Quando o dono da fazenda entrou, viu o imperador sentado na cozinha, tomando cachaça, comendo a comida dos empregados e rindo”, descreveu a historiadora.

Fonte:

aventurasnahistoria.uol.com.br

INGREDI BRUNATO, SOB SUPERVISÃO DE THIAGO LINCOLINS

O Dia dos Namorados no Brasil nasceu em São Paulo

“Não é só com beijos que se prova amor”, dizia a campanha publicitária pioneira na celebração

Em muitos lugares do mundo, o Dia dos Namorados é comemorado em 14 de fevereiro, em homenagem a São Valentim, bispo católico no terceiro século que celebrava casamentos em período de guerras, apesar da proibição do Império Romano. A tradição começou nos países anglo-saxões, mas passou a ser seguida inclusive por países de língua portuguesa, como Portugal e Angola.

Por que no Brasil, então, a data é comemorada no dia 12 de junho?

O “culpado” disso foi o pai do governador João Doria, o publicitário Agripino da Costa Doria Neto.  Vamos colocar as coisas no contexto da época, e que continua valendo atualmente: há questões de calendário, afinal, 14 de fevereiro costuma ser próximo ao Carnaval, e 12 de junho é véspera do dia de Santo Antônio, considerado pela tradição como “casamenteiro”. E aí, uma coisa puxou a outra…

Tudo começou em junho de 1949. O publicitário era diretor da agência de propaganda Standard, e um de seus clientes mais importantes era um grande magazine, A Exposição Clipper.

O desafio proposto pelo cliente era claro: as coisas não estavam indo muito bem, e a loja deu a missão, então, de criar novas estratégias para aquecer as vendas.

Já haviam tentado de tudo, mas sem grandes resultados… Por exemplo, divulgar pelos jornais que o magazine estava localizado num ponto da cidade de muito fácil acesso, “a 3 minutos de bonde!”.

O pai do futuro governador entrou em cena com sua equipe e percebeu que ali havia uma oportunidade comercial: junho era um mês fraco em vendas porque não tinha nenhuma data comemorativa… em maio, temos o Dia das Mães, em agosto, Dia dos Pais, em dezembro, Natal… e em junho?

Foi então que o Doria pai, lembrando-se do Valentine’s Day nos outros países, veio com a ideia de importar essa data. O dia 12 de junho foi escolhido como Dia dos Namorados justamente por ser véspera da festa  de Santo Antônio, conhecido por ser um santo “casamenteiro”.

 

O slogan desenvolvido por Doria era claro nesse sentido. “Não é só com beijos que se prova amor”. A campanha foi apoiada pela Confederação do Comércio de São Paulo e as vendas foram realmente alavancadas.

Veja algumas outras peças dessa campanha vitoriosa, que inclusive ajudou a agência a ganhar o prêmio de “Agência do Ano”.

A ideia, a partir de então, se espalhou por todo o país.

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

UOL

F. de S. Paulo

Wikipedia

dosepublicitaria.com/ Elidio Santos

Verdades e mitos sobre o Velho Oeste

Não é segredo que os filmes de faroeste moldaram o que as pessoas pensam sobre o Velho Oeste.

Histórias de bandidos, assaltos a bancos e conflitos com os nativos americanos fazem o Velho Oeste parecer sem lei. Na realidade, os Estados Unidos do século XIX eram muito menos empolgantes.

Cuidado! Índios!

Chefes sioux posam para foto com representantes na Casa Branca.  Universal Images Group via Getty Images

Os nativos americanos não eram uma ameaça constante. Nos filmes, eles atacam os colonos constantemente. Na verdade, isso raramente acontecia. O historiador Roger McGrath disse que o Velho Oeste “era um lugar muito mais civilizado, mais pacífico e seguro do que a sociedade americana de hoje”.

Enquanto algumas tribos  guerreavam com os colonos, a maioria viu uma oportunidade de comércio. De acordo com Hard Road West: História e Geologia Ao longo da Gold Rush Trail, mais nativos americanos foram mortos por migrantes do que o contrário.

O Velho Oeste não era “sem lei”

Transcendental Graphics / Getty Images

A palavra “sem lei” é frequentemente usada para descrever o Velho Oeste. Na verdade, não era mais sem lei do que é agora. De acordo com o Smithsonian, a reputação de “ilegalidade” começou com jornais de Dodge City, Kansas. E foram esses jornais sensacionalistas do início da década de 1870 que forneceram a base para as tramas dos filmes e seriados!

Chapéus de cowboy não eram populares

James Dean posa usando um chapéu de cowboy. Getty Images

O chapéu Stetson é mais conhecido pelo nome de “chapéu de cowboy”. É tão onipresente nos filmes de faroeste que as pessoas podem achar que todo cowboy os usava. Na realidade, os cowboys raramente usavam esse chapéu. Ele nem foi criado até 1865.

John B. Stetson desenhou o chapéu baseado em chapéus dos vaqueros mexicanos. De acordo com o National Cowboy Museum, o chapéu passou por diversos designs antes de chegar ao visual clássico que conhecemos hoje. Tornou-se popular no final do século 19 e no início do século 20 por sua durabilidade, mas poucas pessoas o usaram durante o Velho Oeste.

Armas de fogo eram proibidas na maioria das cidades

Coldres à venda Eric Lafforgue / Art in All of Us / Corbis via Getty Images

Nos filmes do Velho Oeste, cada personagem tem uma arma na cintura. Na realidade, muitas cidades proibiram o porte de armas. Estados como Louisiana e Kentucky proibiram o porte de armas de fogo, embora muitas dessas leis tenham sido revogadas. Até mesmo Dodge City, uma cidade conhecida por sua “ilegalidade”, tinha placas dizendo “O porte de armas de fogo é estritamente proibido”.

O historiador Adam Winkler observou que muitas pessoas usavam armas para se protegerem de animais selvagens. O governo federal se omitiu sobre as leis e as regras variaram de estado para estado.

Havia engarrafamentos nas cidades

Getty Images

Os filmes de faroeste fazem com que os Estados Unidos do século 19 pareçam nada mais do que pequenas cidades e colinas áridas. Mas as cidades existiam em 1800 e, onde havia cidades, havia engarrafamentos. Tanto as carruagens quanto as carroças ficavam engarrafadas no Velho Oeste.

Entre 1880 e 1900, mais de 15 milhões de pessoas mudaram-se para as cidades americanas. A industrialização encorajou as pessoas a irem para as cidades rurais em busca de mais oportunidades de emprego. Muitos dos assentamentos menores se tornaram cidades fantasmas por causa disso. Com mais pessoas, há muito mais tráfego.

Camelos selvagens vagaram pelo oeste americano

Camelos descansam perto de um poço de petróleo no começo do século XX. Arquivo Hulton / Imagens Getty

Se os filmes do Velho Oeste fossem historicamente precisos, eles mostrariam camelos perambulando pelos desertos e campinas. Camelos selvagens de fato viveram na América do Norte durante o século XIX. Agradeça ao Secretário da Guerra, Jefferson Davis, por trazer camelos para os EUA…

Davis achava que os camelos eram a chave para a expansão para o Oeste, uma vez que podiam transportar suprimentos e exigiam pouca água. O Exército dos EUA comprou 75 camelos e os vendeu depois em leilões. Durante a Guerra Civil, muitos desses camelos foram soltos e não se sabe o que aconteceu com eles.

O duelo do O.K. Corral não aconteceu no O.K. Corral

 OK. Corral  em Tombstone, Arizona. Robert Alexander / Getty Images

O tiroteio no O.K. Corral foi um dos duelos mais famosos do Velho Oeste de todos os tempos. O tiroteio de 30 segundos resultou de uma rivalidade de longa data entre bandidos famosos como Doc Holliday e Ike Clanton. No entanto, isso realmente não aconteceu no O.K. Curral.

O tiroteio, na verdade, aconteceu ao lado do Estúdio Fotográfico de C. S. Fly, na Fremont Street. Isso ficava seis portas abaixo do O.K. Curral. Claro que isso não impediu que o local se tornasse um destino turístico popular em Tombstone, Arizona.

Cowboys tinham péssima higiene

Um xerife em um cavalo, foto de 1901. Getty Images

Embora os atores pareçam sempre limpos e bem barbeados nos filmes, a realidade era muito mais suja. De acordo com a True West Magazine, a maioria dos cowboys ficava semanas sem tomar banho. Isso os deixava suscetíveis a várias doenças e parasitas.

Era difícil conseguir água limpa, assim como sabão. Os colonizadores faziam sabão com gordura animal e isso costumava irritar a pele. Dentistas não existiam; as pessoas tinham que recorrer aos barbeiros para extrair os dentes. Os nativos americanos eram muito mais limpos do que o cowboy…

A Califórnia não foi a primeira (ou única) corrida do ouro

Nesta ilustração, os mineiros procuram ouro na Califórnia. Coleção Kean / Arquivo de fotos / Imagens Getty

A corrida do ouro na Califórnia foi a mais famosa e a maior migração em massa da história americana. Mas não foi a primeira corrida do ouro no Velho Oeste. A primeira. e realmente significativa, ocorreu em 1799 no condado de Cabarrus, na Carolina do Norte. Trinta anos depois, houve outra corrida do ouro nos Apalaches do sul, da Geórgia.

A corrida do ouro na Califórnia foi a terceira e a mais importante do Velho Oeste. Além disso, a corrida pela prata também aconteceu. Em 1858, dez anos após a corrida da Califórnia, quarenta e nove famílias foram a Nevada para extrair prata.

Pela primeira vez, mulheres se tornaram garçonetes

Duas mulheres fazem pedidos a uma garçonete em um restaurante. Getty Images

As mulheres não tinham muitos direitos no Velho Oeste e não conseguiam empregos. No entanto, isso estava mudando rapidamente. Fred Harvey, dono de uma rede de restaurantes chamada Harvey House, deu início à tendência de contratar mulheres como garçonetes.

Harvey rapidamente se cansou dos garçons se metendo em brigas. Em um movimento radical, ele demitiu todos os garçons e os substituiu por mulheres. Contratou mulheres com idades entre 18 e 30 anos e as colocou em treinamento durante 30 dias. Essas mulheres recebiam seu salário, além de gorjetas, que lhes permitiam viver com independência.

Assaltos a banco eram muito, muito raros

A ilustração mostra um banco operando no século XIX. Getty Images

Os assaltos a bancos são um dos mais populares enredos dos filmes de faroeste. Mas quantos assaltos a banco realmente aconteceram? De acordo com Larry Schweikart, da Foundation for Economic Freedom, não muitos. Apenas oito assaltos a banco ocorreram entre 1859-1900.

Os bancos eram fortemente protegidos, diz o Wild World of History. Eram geralmente adjacentes a outros edifícios, e grandes bolas de ferro ficavam em cima dos cofres. O formato da bola causou um efeito explosivo quando as pessoas atiraram nela, por causa do ricochete. Aqueles que tentaram roubar bancos passaram por momentos muuuuito difíceis.

O Pony Express não foi bem sucedido

Um homem do Pony Express passa pelas linhas telegráficas em um desenho de 1861. Getty Images

O Pony Express é o serviço de correio mais rápido do Velho Oeste. No entanto, foi um fracasso financeiro. Ele funcionou por apenas 19 meses antes de ser encerrado. Poucas semanas depois de ter começado, estourou a Guerra do Lago Pyramid, entre os Estados Unidos e os índios Paiute. O expresso encerrou a operação por conta disso, o que lhes custou US $ 75.000.

O Pony Express lutou para se recuperar depois. Quando fechou em outubro de 1861, a empresa havia perdido US $ 200.000 (mais de US $ 6 milhões em dinheiro de hoje). Apesar de sua vida curta, o Pony Express entregou 35.000 correspondências.

A maioria dos cowboys tinha apenas cerca de um metro e meio de altura


Se você presumisse que os vaqueiros tinham a mesma altura que os homens de hoje, estaria errado. As pessoas eram mais baixas, em média, do que as pessoas no século 21. Quando os antropólogos examinaram um cemitério do Velho Oeste, eles notaram que a maioria dos homens tinha apenas um metro e meio de altura, ou pouco mais. O mais alto tinha um metro e setenta e cinco.

Curiosamente, os homens da Idade Média estavam mais perto da altura média atual. Em 2004, um estudo da Ohio State University descobriu que as pessoas “encolheram” entre a Idade Média e o século XIX. A falta de alimentos, clima mais frio e vidas mais sacrificadas seriam os culpados.

Alguns vaqueiros não andavam a cavalo

Membros do corpo de camelos no sudoeste dos EUA em 1857. Imagens MPI / Getty

Quando a maioria das pessoas imagina cowboys, ele é um homem em um cavalo. No entanto, nem todos os cowboys montavam cavalos. Alguns até montaram camelos! Isso foi especialmente verdadeiro no final da década de 1880, quando o arame farpado se tornou popular e as doenças devastaram o gado.

Os cavalos eram importados da Espanha e, como tal, eram caros. As pessoas que compravam cavalos também precisavam de aulas de equitação, e muitas pessoas não podiam pagar por elas. Muitos vaqueiros tinham cavalos e não os montavam, porque os usavam nos arados ou nas diligências.

A água não era de graça

 Getty Images

Considerando os longos dias de trabalho dos cowboys, supostamente haveria água em abundância nas fazendas e enquanto eles estivessem na estrada. Bem, esse realmente não era o caso. A água era, na verdade, bastante cara no Velho Oeste.

Enquanto os pedaços de carne seca eram vendidos por cerca de um centavo cada, a água podia ser vendida por “empresários” por alguns dólares! Nem é preciso dizer que os cowboys não ganhavam muito dinheiro e, portanto, precisavam ser muito cuidadosos com a quantidade de dinheiro que gastavam no líquido superfaturado.

A maioria dos cowboys era de origem mexicana

Um cowboy e seu cavalo, em 1878. / Getty Images

Acredite ou não, a maioria dos cowboys do Velho Oeste não era americana. Originalmente,  eram descendentes de mexicanos. O conceito de cowboy veio dos vaqueros, fazendeiros treinados no México que ganharam destaque após a chegada dos espanhóis.

De acordo com o Smithsonian, o Velho Oeste era tão diverso – senão mais – do que os Estados Unidos de hoje. Um em cada quatro cowboys tinha raízes na África. O historiador William Katz disse que as pessoas naquela época dependiam umas das outras para sobreviver, independentemente da origem.

A década de 1870 marcou o fim dos cowboys

Fazendeiros e o gado em uma cerca de arame farpado na década de 1890. D. Marsh / Buyenlarge / Getty Images

Poucos cowboys foram necessários após a década de 1870. Em 1876, John Warne Gates descobriu que os animais não cruzavam as cercas de arame farpado. Enquanto os anúncios a chamavam de “A Maior Descoberta da Época”, outros a chamavam de “a corda do diabo”. O arame farpado significava que os cowboys não eram mais necessários, porque não precisavam mais reunir o gado esparso.

Além disso, vaqueiros e nativos americanos não gostavam de como o arame farpado machucava o gado. Algumas pessoas formaram grupos chamados Blue Devils e Javelines para cortar as cercas das fazendas. A disputa continuou ao longo do final do século 19, quando os cowboys finalmente desapareceram.

As brigas eram muito raras

Silver Screen / Getty Images

Coloque um filme de faroeste antigo e uma briga com certeza vai acontecer durante a primeira meia hora. Ironicamente, brigas de salão e levar as pessoas “para fora” para resolver discussões não é o que realmente acontecia no Velho Oeste. Em vez disso, sobreviver em tempos difíceis significava se dar bem com seus vizinhos.

Embora cerca de 90% dos filmes de faroeste mostrem pessoas sacando armas para um confronto ao meio-dia, a verdade é que a maioria das cidades  eram mais seguras, com uma taxa de homicídio menor do que muitas cidades modernas.

As mulheres da noite podiam se dar bem 

HBO

A vida de uma dama da noite nem sempre foi fácil, nem foi vista como uma carreira honrosa para as mulheres no Velho Oeste. No entanto, elas não se davam tão mal quanto as pessoas acreditam. Na verdade, essas mulheres tinham um estilo de vida bastante confortável, pois eram muito procuradas e recebiam um bom salário.

Com seus altos salários, essas senhoras tinham condições de vida confortáveis, liberdades sociais especiais e, em alguns casos, tinham até policiais protegendo-as.

Cowboys vindos do México

DeAgostini / Getty Images

Cowboys e a representação do Velho Oeste são muito americanos, tendo sido mostrados em vários filmes de Hollywood e em romances de faroeste. Ironicamente, o conceito do cowboy não se originou nos Estados Unidos, como muitos pensam, mas ao sul da fronteira com o México.

O conceito de cowboy vem dos vaqueros, vaqueiros mexicanos que eram conhecidos por suas longas viagens com o gado, pelos rodeios e seus chapéus em estilo sombrero que provavelmente inspiraram o chapéu do cowboy moderno. Eles até inventaram um jargão bem conhecido, incluindo “bronco” e “debandada”.

A vida como cowboy era menos do que glamorosa


Muitas representações do cowboy do Velho Oeste mostram os homens como indivíduos bem-apessoados que sempre estão no lugar certo na hora certa, salvando o dia da “confusão dos moradores da cidade”. Bem, esta imagem não é exatamente real. A vida de um cowboy era tudo menos glamorosa e heroica.

Em vez disso, esses homens viviam vidas de operários, trabalhando em ranchos, consertando cercas e tendo uma camada de sujeira que parecia nunca desaparecer completamente. Normalmente dormindo no chão, os vaqueiros costumavam estar cansados, sujos e com dores demais no corpo para pegar em armas com alguém que tentasse assaltar um saloon

 

 

 

 

 

Fonte:

giveitlove.com

Apelidos carinhosos (ou nem tanto assim) que os carros receberam no Brasil

Além de clássicos como o Ford T e o Fusca, lista traz ainda modelos como o Fiat 500 e o Volkswagen Golf

Alcunha, cognome, denominação, epíteto, qualificativo, apodo, nick, crisma, antonomásia. São vários os sinônimos para indicar um ato que quase todo mundo já fez, faz ou fará um dia. O de apelidar. Não se sabe ao certo quando essa prática começou, mas é provável que ela tenha iniciado para atingir especialmente pessoas. Mas o brasileiro é criativo e o ato se tornou comum no meio automotivo.

O fato é que, historicamente, alguns carros no Brasil acabaram ganhando cognomes engraçados e inusitados. Eles ficaram tão populares que acompanharam os respectivos veículos por anos. Relembre algumas dessas alcunhas, e divirta-se:

Ford Model T (Bigode)

O Ford T foi um automóvel produzido entre 1908 a 1927 que revolucionou a indústria automobilística. Além da notoriedade, o vigésimo projeto da montadora norte-americana ficou conhecido como “Ford bigode”. Tudo porque ainda não trazia um acelerador com sistema convencional de pedal, mas por uma alavanca junto ao volante que formava par com outra para ajustar o avanço de ignição. As duas peças opostas lembravam a figura de um bigode.

Fiat 500 (Pulga)

Outro que não escapou incólume foi o Fiat 500. Por causa do tamanho diminuto o compacto recebeu o cognome de “Pulga”.

Volkswagen Fusca (Baratinha, Bolinha, Fafá e Fuscão)

No Brasil, um dos casos mais icônicos é o do Volkswagen Fusca, que também foi batizado com não apenas um, mas alguns apelidos afáveis. Entre os substantivos próprios estão: “Baratinha”, “Bolinha”, “Fafá” (em alusão à forma física da cantora Fafá de Belém) e “Fuscão”.

 

Ford EcoSport (Nhecosport)

O Ford EcoSport de primeira geração foi um utilitário esportivo muito bem aceito no Brasil. Porém, mais do que o destaque nas vendas, o SUV trouxe consigo o apelido de “Nhecosport” devido aos rangidos provenientes da carroceria.

Fiat uno (Botinha ortopédica)

Também teve outro popular que caiu na boca do povo foi o Fiat Uno. O formato quadradinho e parecido com uma bota originou um nome inusitado, para dizer o mínimo: “Botinha ortopédica”.

Escort XR-3 amarelo (X-Egg 3)

Um dos apelidos mais engraçados é o do velho Escort XR-3 amarelo (a cor é importante). A tonalidade amarelada era alusiva à cor da gema do ovo, para alguns maldosos de plantão. Além disso, a pronúncia “XR”, lembrava muito a da palavra “x-egg”. Bingo! A criatividade entrou em cena para batizá-lo de “Escort X-Egg 3”.

Chevrolet Spin (Capivara)

Outro integrante do reino animal lembrado no mundo automotivo foi a “Capivara”. O batismo foi dado à Chevrolet Spin, quase que naturalmente. A dianteira pronunciada e arredondada com os olhos (faróis) esticados.

Chevrolet Montana (Monstrana)

A picape Chevrolet Montana tinha design acertado. Mas, em outubro de 2010, quando foi renovada e ganhou o visual do Chevrolet Ágile ficou com o visual questionável. Por esse motivo, o consumidor não perdoou e passou a chamá-la de “Monstrana”.

Toyota Corolla (Vovorolla)

Diferente do que acontece em outros mercados, no Brasil o Toyota Corolla é visto como um modelo para pessoas mais velhas. Não por acaso, o sedã médio assumiu a fama de “Vovorolla”

Chevrolet Ágile (Frágile)

O Chevrolet Ágile foi lançado em 2009. Quando chegou, o visual do hatch dividia opiniões. Até aí tudo bem. O problema é que o carro era construído sobre a plataforma do antigo Corsa, ainda de 1994. Não deu outra. Logo, ficou conhecido como “Frágile”.

Volkswagen Kombi (Pão Pullman)

A descontinuada Volkswagen Kombi, que ficou em linha por mais de 50 anos, herdou o apelido de “Pão de forma” ou “Pão Pullman” por causa de sua silhueta.

Volkswagen Golf (Sapão)

Nem o Volkswagen Golf escapou do julgamento popular. A segunda geração do médio foi lançada na Europa em agosto de 1997 e chegou ao Brasil em 1998. Logo depois de desembarcar por aqui passou a ser chamado de “Sapão” por causa do formato baixo arredondado. Devido às formas também curvilíneas, a última geração do antigo Ford Escort também já havia recebido o mesmo apelido.

Hyundai Veloster (Lentoster)

A Hyundai apresentou o Veloster no Brasil, em 2011, como um carro esportivo que fazia jus ao seu nome. Mas, pouco tempo depois a decepção dos números de aceleração lhe trouxeram rapidamente um apelido maldoso (merecido?) de “Lentoster”.

Volkswagen 1600 (Zé do caixão)

Um carro que homenageou uma figura pública brasileira foi o Volkswagen 1600. Seu design com linhas retas com maçanetas que se assemelhavam às de um caixão lhe renderem o apelido de “Zé do Caixão” (personagem do cinema nacional criado por José Mojica Marins).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

autoesporte.globo.com

Na Inglaterra, maridos vendiam esposas por cerveja

“O Leilão”, de 1852 Imagem: Edwin Cockburn/Fine Art Photographic/Getty Images

Bebidas alcoólicas já funcionaram como moeda em diversas ocasiões. Cachaça no tráfico de escravos no Atlântico Sul, rum no Atlântico Norte e uísque na expansão do oeste americano são exemplos históricos. Mas nem é preciso ir tão longe. Na Angola dos anos 1980, em meio à guerra civil, era possível ir às compras com latas de Heineken ou Beck’s.

Na Inglaterra, nos séculos 18 e 19, esposas eram leiloadas em mercados públicos e bares. Os valores eram, em geral, pagos em álcool. Gim, entre as décadas de 1790 e 1830, e ponche, na virada do século 19, foram populares. Há menções também a conhaque, uísque e sidra. Mas a moeda mais comum era cerveja.

Gravura de Thomas Rowlandson, de 1810 Imagem: Heritage Images via Getty Images

Feito o acordo, as partes envolvidas — inclusive a que era o objeto do assunto, a mulher — celebravam o negócio com brindes. “Qual era o propósito do drinque pós-venda? A pista reside em frases como ‘umedecer a barganha’ ou ‘molhar o negócio'”, escreveu o autor americano Samuel Pyeatt Menefee em “Wives for Sale” (“Esposas à Venda”, sem edição no Brasil). Isso ajuda a explicar que toda a prática era algo meio ritualística.

Lei das ruas

Primeiro, as vendas ou leilões aconteciam em locais públicos. Os críticos da prática diziam que isso desumanizava ainda mais a mulher, tratada como gado. De fato. Mas a ideia era que os homens envolvidos queriam público para testemunhar que agiam de boa-fé. Os valores negociados eram irrisórios mesmo para a época (há relatos de cadáveres vendidos a faculdades que custavam bem mais).

Portsmouth Point, lugar de pubs na cidade britânica. Gravura de Thomas Rowlandson, de 1814 Imagem: Heritage Images via Getty Images

O livro “A Sussex Miscellany” (“Miscelânea de Sussex”, sem edição no Brasil), de Sophie Collins, traz exemplos que aconteceram nessa região do sudeste da Inglaterra. Em 1898, um homem vendeu sua esposa no Shoulder of Mutton and Cucumber, pub que funcionou até 2007 em Yapton, por 1,1 litro de cerveja e oito xelins e seis pence (o equivalente hoje a cerca de R$ 300). No fim do século 18, uma venda em Brighton rolou por oito potes de cerveja e sete xelins (R$ 225). Na mesma época, em Ninfield, um homem trocou sua esposa na pousada da vila por meio litro de gim. Depois, mudou de ideia e a comprou de volta.

Segundo os estudiosos que pesquisaram a prática, isso indica que, diferentemente dos exemplos citados no primeiro parágrafo, aqui o álcool não era tanto uma moeda, cujo uso se propaga por causa de um contexto de falta de unidade monetária, facilidade de transações ou caos econômico. As cervejas serviam mais para selar o pacto. Era uma formalidade, não um investimento. Uma desculpa para beber.

 Gravura de Thomas Rowlandson, de 1817 Imagem: Heritage Images via Getty Images

Por fim, o mais importante. Muitas vezes, a mulher bebia junto. Por mais bizarro e sexista que isso seja aos olhos do século 21 (ou até do 20), elas tinham certa autonomia no assunto e, na maioria das vezes, nos casos estudados, estavam de acordo com o negócio. Isso porque em um mundo sem leis que as protegessem, as vendas por álcool funcionavam como o único divórcio disponível.

Casamentos vêm e vão perante a lei há bastante tempo. A Lei das Doze Tábuas já citava a separação no início da República Romana, há mais de 2,5 mil anos. Os Manuscritos de Timbuktu falam de leis sobre casamento e divórcio no Império do Mali, no século 13.

Mas, quase sempre, o foco é o direito do homem. “O próprio ser, ou a existência legal da mulher, é suspenso durante o casamento, ou pelo menos consolidado e incorporado ao de seu marido“, escreveu o juiz inglês William Blackstone em 1753. Legalmente, mulheres eram uma propriedade.

Mulheres provam gim em taberna britânica Imagem: Heritage Images via Getty Images

Em 1857, o parlamento britânico criou uma lei que permitia o divórcio em algumas circunstâncias, como infidelidade comprovada. Antes disso, era preciso fazer uma petição ao governo e à Igreja, uma dor de cabeça do cão. Por isso, pessoas de classe baixa e média optavam pela separação informal. Cada um ia para um canto, de preferência com o ex-marido pagando uma pensão, porque senão a mulher morreria na miséria.

A nova lei ajudou, mas ainda assim era caro demais bancar um divórcio. Por isso, casais infelizes optavam pela venda por bebidas, que, na verdade, era mais um acordo de separação. Em geral, o homem que vendia era o marido traído e o que comprava era o amante. Faziam o acordo em público para que a comunidade testemunhasse. Assim, a mulher estava desimpedida para viver com o novo marido.

Em vez de gastar até 60 libras em um divórcio legal (quase quatro vezes o salário anual de uma babá na época), o cidadão resolvia tudo no bar, não gastava e ainda faturava umas bebidas. Era bom para todas as partes, o chifre doía menos e a mulher podia ser feliz.

Trabalhadores urbanos e rurais, transportadores de gado, ferreiros, limpadores de chaminés, pedreiros e cavalheiros selavam o “negócio” com um aperto de mão e um pint de cerveja, “para molhar a foice e brindar o sucesso da colheita”, escreveu Menefee.

“Em tais rituais, a conexão das bebidas com uma mudança de estado e, especialmente, com um contrato é enfatizada.”

Gravura de Thomas Rowlandson Imagem: Heritage Images via Getty Images

Mas havia problemas. Para começo de conversa, era tudo ilegal. A prática era considerada crime, pois era vista como uma conspiração para adultério (nada a ver com direitos da mulher, é claro). Houve casos de acordos desfeitos pela justiça, em que ex-esposas precisaram voltar para suas antigas casas.

Eventualmente, a venda de esposas ocorria também nas ex-colônias inglesas. Em 16 de dezembro de 1882, o “New York Times” falou de um fazendeiro chamado Alfred Jenkins, do condado de Stokes, em Nova York, que vendeu a esposa a seu vizinho, Noah Glidewell, por US$ 500.

“Jenkins, em uma conversa, disse que queria se mudar e não poderia levar a mulher. Glidewell disse que estava cansado de viver sozinho e gostaria de comprá-la se Jenkins estivesse disposto a isso. Ela se expressa perfeitamente feliz e contente com seu novo esposo e novo lar”, relatou o jornal americano.

Cenas de tavernas britânicas, de 1792 Imagem: Heritage Art/Heritage Images via Getty Images

Por volta de 1905, a prática inglesa virou mais um capítulo encerrado na longa história de opressão às mulheres. Mas muita água precisou rolar ao longo do século.

No Reino Unido, maridos tinham o direito de estuprar suas esposas até 1991…

Pubs podiam se recusar a atender mulheres com base apenas em seu gênero até 1982…

 

 

 

 

Fonte:

UOL, Felipe van Deursen

Os banhos de mar no Rio de Janeiro de antigamente

Vestimentas flutuantes para banho e moda estilo marinheiro já foram sucesso na areia…

As coisas eram bem diferentes, então. Como não poderia deixar de ser, é claro, porque os costumes mudam, a linguagem e as gírias mudam, a moda é efêmera… Tudo muda, evolui (alguns dirão, “ou involui”). Seja como for, é sempre interessante dar uma espiada no passado, porque – quem sabe? – a gente aprenda alguma coisa, para não repetir o que não vale a pena!

Então, prepare-se para uma viagem no tempo, e veja como eram as coisas nas praias mais famosas do Rio, desde o começo do século passado até 1980! Quem for do Rio vai se deliciar…

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Luiz Carlos Dias

Wikipedia

Os aviões mais estranhos da história

São aeronaves curiosas que surgiram antes ou durante a Segunda Guerra Mundial

Este é um dos mais bizarros da lista, de longe: o Rotabuggy foi concebido para solucionar um problema logístico dos aliados, o de colocar veículos de combate no front. Os russos chegaram até a criar um tanque com asas, mas os britânicos resolveram colocar hélices de helicópteros em todo tipo de veículo – entre eles, um jipe. Como se não bastasse, Raoul Hafner, o criativo engenheiro por trás da proposta, criou também uma “cauda” para que o Rotabuggy ficasse ainda mais parecido com a aeronave que lhe deu origem. Não é necessário dizer que ele mal conseguia voar e que logo o projeto foi descartado…

Não se assuste com os aviões de aparências duvidosas que apresentamos neste post. Cercados de otimismo quanto a sua aceitação para missões específicas, eles foram projetados com o objetivo de atender a ações militares ou ao mercado de defesa do país. O clima de urgência, a ameaça da concorrência e a ausência de recursos tecnológicos e conhecimentos específicos mais avançados na época, acabou resultando nestas soluções irreais que surgiram antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

Aqui estão apenas alguns dos modelos bizarros… mas a lista é muito maior, acredite! E a grande maioria não passou do protótipo, embora algumas soluções, aperfeiçoadas mais tarde, serviram de base para novos aviões.

Stipa Caproni (1932) Avião experimental italiano de 1932 possuía fuselagem em formato de barril. O conjunto motor-hélice convencional instalado em seu interior fornecia o empuxo para o voo.

Vought V-173 (1942) Conhecido como “Panqueca Voadora”, a aeronave de caça experimental foi encomendada pela Marinha dos Estados Unidos em 1942.

Coleoptere C-450 da Snecma Aeronave experimental francesa com asa anelar, propulsão de turborreator e que podia decolar e pousar na vertical. Os estudos começaram na época da guerra, mas o protótipo só foi criado em 1958.

Northrop XB-35 Uma asa voadora experimental desenvolvida para o projeto de um bombardeiro pesado da Força Aérea do Exército dos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial.

North American XP-82 A emenda das asas de dois P-51 Mustang resultou em uma eficiente aeronave de escolta. O projeto só ficou pronto em 1945, e ele acabou sendo usado na Guerra da Coreia, de 1950 a 1953.

Libellula Avião experimental britânico bimotor de 1945 com asas duplas, que proporcionava uma excelente visão para os pilotos no pouso em porta-aviões.

McDonnell XF-85 Goblin Protótipo de caça a jato, que só ficou pronto em 1948. Essa aeronave norte-americana era lançada em voo do compartimento de bombas de um B-36 e recolhida depois pela mesma aeronave.

Lockheed XFV (The Salmon) Protótipo experimental da Marinha americana, para escolta de bombardeiros e para operações de decolagens e pousos verticais. No pouso, o piloto tinha de operar o pesado avião de marcha à ré – uma manobre extremamente difícil.

XB-42 Mixmaster Bombardeiro experimental, projetado em 1944 para uma velocidade máxima em grande altitude.

 

Blohm & Voss BV-141 Avião de reconhecimento tático desenvolvido pelos alemães na Segunda Guerra Mundial e notável por sua assimetria estrutural.

 

 

 

 

 

Fonte:

aeromagazine.uol.com.br

Mães divinas e seus filhos espetaculares

Mitos e Símbolos

Abaixo a lista dos 12 Deuses Olimpícos e suas mães (literalmente!) divinas:

Zeus (“céu brilhante”, senhor soberano absoluto do Olimpo) – sua mãe é Réia (“fluxo, terra ampla e larga”).

Hermes (deus da comunicação, comércio, psicopompo) – sua mãe é Maia (“mãezinha, mãe, parteira”; deusa que emana a energia de vida para fecundidade) e que foi homenageada na constelação de Touro.

Dionísio (deus da fertilidade, do vinho) – sua mãe é Sêmele ou Sémele (Sêmele “aos deuses do céu e da terra”; “deusa da terra”). E que por sua vez, era filha da deusa Harmonia, segundo outras versões.

Hera – sua mãe é Réia (“fluxo”).

Afrodite – sua mãe é Gaia/Géia (“Terra”).

Atená – sua mãe é Métis (“sabedoria, prudência”), Métis tinha o poder da metamorfose.

Ártemis (deusa da caça, vida selvagem, magia, senhora dos animais) – sua mãe é Leto (“senhora, mulher, esquecer”).

Hefestos (deus ferreiro, artesão) – sua…

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