O evangelho da esposa de Jesus

O “Evangelho da Mulher de Jesus” – um misterioso fragmento de papiro de 1.300 anos de idade no qual o próprio Cristo afirma ser casado – provavelmente é uma fraude, admitiu a historiadora da Universidade Harvard (EUA) responsável por publicar o texto pela primeira vez.

Revelações sobre o proprietário do papiro, Walter Fritz, um empresário alemão radicado na Flórida, vieram a público num artigo na edição de julho da revista americana The Atlantic. A investigação da revista revelou fortes indícios de que Fritz tinha tanto capacidade técnica quanto motivação para forjar o texto. “Ele basicamente mentiu para mim”, declarou à publicação Karen King, especialista em história do cristianismo primitivo que concordou em analisar o fragmento a pedido do empresário, sob a condição de não revelar o nome dele, e que divulgou seu conteúdo durante uma conferência em Roma, em 2012.

Como era de se esperar, o “Evangelho da Mulher de Jesus” chamou a atenção de milhões de pessoas mundo afora. Em copta, o idioma nativo do Egito na época do Império Romano, o texto (do tamanho de um cartão de crédito) continha frases como “Jesus disse a eles: ‘Minha mulher'” e “Quanto a mim, habito com ela”. Com base em outros textos cristãos antigos, especulou-se que a mulher seria Maria Madalena.

Maria Madalena, a mulher que amou Jesus.

Maria Madalena, a mulher que amou Jesus.

Parecia ser um manuscrito tardio demais para trazer informações relevantes sobre a figura histórica de Jesus, tendo sido escrito centenas de anos depois de sua morte. Mesmo assim, Karen defendia que a existência do fragmento poderia influenciar o debate sobre sexualidade e celibato nos primeiros séculos do cristianismo. Para ela, o papiro era um indício de que, ao menos, algumas correntes cristãs não viam incompatibilidade entre casamento (e sexo) e liderança religiosa.

Logo que imagens do fragmento vieram a público, porém, especialistas questionaram sua autenticidade. Havia esquisitices na caligrafia e no aspecto “limpo” do papiro. E trechos pareciam ter sido simplesmente copiados de outro manuscrito copta famoso, o Evangelho de Tomé, que contém enigmáticos ensinamentos atribuídos a Jesus.

Em 2014, essas dúvidas receberam um golpe quando a Universidade Harvard anunciou o resultado de testes de carbono-14 (método padrão de datar matéria orgânica antiga, o que inclui o papiro) e de análises da tinta. O papiro em si teria sido produzido por volta do ano 750 da Era Cristã, e a tinta era semelhante à encontrada em manuscritos típicos da época, entre os anos 400 e 800 d.C.

Isso, porém, não calou os críticos: não seria impossível que um falsificador tivesse comprado um papiro antigo e criasse uma tinta caseira com características semelhantes às usadas entre o fim da Antiguidade e o começo da Idade Média, para tentar enganar os especialistas.

COPTA E PORNÔ

Disposto a desfazer o mistério, o repórter Ariel Sabar, da Atlantic, passou a rastrear como o papiro teria sido passado de mão em mão ao longo das décadas, e o resultado foi uma trama bizarra envolvendo egiptologia, misticismo e pornografia caseira que parece ter saído do best-seller “O Código da Vinci”.

Walter Fritz dissera ter comprado o papiro de seu conterrâneo Hans-Ulrich Laukamp, dono de uma pequena fábrica de peças automotivas que também se mudara para os EUA. Laukamp, por sua vez, teria mostrado o fragmento, nos anos 1980, a dois egiptologistas da Universidade Livre de Berlim, que assinaram cartas dizendo ter identificado trechos de antigos textos cristãos no papiro.

Acontece que Fritz não guardou os originais de nenhum desses documentos – só cópias ou fotografias. Além disso, ele declarou à historiadora que era só um colecionador curioso e que não tinha ligações com a comunidade acadêmica.

Não era verdade, descobriu o repórter do Atlantic após viagens para a Alemanha e para a Flórida. Fritz fizera mestrado em egiptologia na Universidade Livre de Berlim (poderia, portanto, forjar o texto).

Jornais e revistas noticiaram com destaque a “descoberta” do papiro em 2012. No recorte, matéria de uma revista brasileira.

Laukamp, suposto dono original, era um sujeito simples que nunca se interessou por antiguidades ou cristianismo primitivo, segundo seus parentes – mas foi sócio de Fritz, que poderia ter forjado a assinatura do ex-sócio no contrato de venda.

Como se não bastasse, a mulher de Fritz é autora de um livro de “escrita automática” no qual afirma receber revelações místicas de anjos, e os dois mantiveram durante anos um site pornô caseiro no qual o alemão exibia filmes dela fazendo sexo com outros homens (cerimônias com sexo grupal teriam sido parte das tradições de antigos grupos cristãos não ortodoxos, segundo seus detratores…).

Na entrevista à Atlantic, Fritz alegou ter sido abusado sexualmente por um padre na infância e defendeu que os Evangelhos gnósticos – que costumam dar papel de destaque a Maria Madalena – seriam historicamente mais confiáveis do que os da Bíblia, opinião que quase nenhum especialista adota hoje. Fritz ainda convidou o repórter da revista a escrever um romance no estilo de “O Código da Vinci” em parceria com ele.

Tudo isso levou Karen King a admitir que “a balança agora pende a favor da ideia de falsificação”, já que Fritz omitiu todas as informações relevantes sobre si mesmo. “Nunca mais concordarei em fazer esse tipo de estudo com base num doador anônimo. Aprendi minha lição”, declarou ao jornal Boston Globe.

Para o frei Jacir de Freitas, franciscano que é um dos principais especialistas do Brasil em textos cristãos apócrifos – os que não foram incluídos na Bíblia –, o aparecimento de falsificações desse tipo é natural, considerando o imenso interesse do público sobre o que teria realmente acontecido durante a vida de Jesus. Por outro lado, isso não altera o fato de que a participação das mulheres na Igreja primitiva provavelmente foi muito intensa, lembra. “Certamente havia mulheres com papel de liderança ativa, e Maria Madalena se tornou uma espécie de símbolo para elas”, afirma.

 

 

 

 

 

Fontes:

BBC

UOL

Folha de S. Paulo

boato.com

Entenda a roupa usada pelos homens árabes

Os homens muçulmanos, assim como as mulheres, também têm vestimenta própria. Embora pareça uma longa peça única de tecido branco, o traje é muito mais do que isso e possui história e significados muito ricos. Quando estive em Dubai visitando minha filha, que mora lá há muitos anos, conversei com uma pessoa que me explicou as diferenças, mas acabei me esquecendo.

Agora, encontrei explicações completas que compartilho com vocês.

Gahfiya (Ghafiya ou Gafirah)

CRÉDITO: MOEFAKHRO.TUMBLR.COM

Pequena touca branca usada para prender o cabelo dos homens e manter o Ghtrah (veja abaixo) no lugar. Pode ser feito de tecido ou de uma trama parecida com o crochê.

Ghtrah (Guthra ou Gutra) 

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

O tradicional lenço usado na cabeça. De formato quadrado e feito em algodão, ele é dobrado como um triângulo e colocado sobre o Gahfiya com a dobra na parte da frente. Existem muitas maneiras de amarrar o lenço na cabeça e você poderá conferir algumas delas nas ilustrações.

Igal (Agal ou Ogal)

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

Sabe aquela “cordinha” preta de duas voltas que você sempre vê no topo da cabeça de um árabe? Então, isso é o Igal. A peça é feita de lã de camelo ou de ovelha, tramada para formar uma corda. O Igal é utilizado sobre o Ghtrah e o Gahfiya e diz-se que, antigamente, ela auxiliava os beduínos a amarrar os pés dos camelos para que eles não fugissem.

Kandoora  ( Kandura, Thobe ou Dishdasha)

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

É como se chama o “vestido” tradicional, ou túnica, usado por homens árabes. A peça, sempre com manga longa e comprimento até o tornozelo, pode ser encontrada em diversas cores e materiais. Normalmente, os tons mais claros e os tecidos mais leves são utilizados durante o verão, para refletir a luz do sol e garantir o conforto térmico. Já no inverno, as peças passam a ser mais escuras e confeccionadas em tecidos mais densos. Os modelos de Kandoora diferem ligeiramente de região para região, no Golfo. As diferenças são sutis para quem é de fora, então confira as explicações (essa parte, quando me explicaram, eu de fato não compreendi… Por isso, agora, tem desenho! Rsrs).

ACESSÓRIOS

Tarboosha

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

É uma “cordinha”, parte da roupa tradicional masculina. Esse adorno era originalmente usado como laço ao redor do pescoço, ou colocado nos botões das kandooras. Dizem que as mulheres o teciam exclusivamente para os seus maridos como uma forma de expressar seu amor por eles. Com o passar do tempo, elas começaram a fazê-lo para seus filhos e, assim, o acessório começou a ser usado por todos.

Bisht

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Confeccionada em lã de camelo ou de cordeiro, a peça era usada nos velhos tempos sobre a Kandorra para mostrar sinal de riqueza. A utilidade assemelha-se à da Abaya das mulheres: proteção da roupa contra areia, sujeira, etc. Hoje, o bisht é usado em funções oficiais ou comemorações – como casamentos –  e pode ser encontrado tanto em tons claros quanto escuros.

Na – Aal

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Tradicional sandália de couro usada pelos homens muçulmanos quando estão em suas vestimentas tradicionais.

Os turbantes

Eles e as túnicas são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto. O turbante já era utilizado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. Consiste em uma longa tira de pano – que, às vezes, chega a 45 metros de comprimento – enrolada sobre a cabeça. As inúmeras formas de amarrá-lo compõem uma linguagem: o turbante indica a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até o seu humor naquele momento.


Para as mulheres, a história já é outra…

Mas, para não complicar demais, vou deixar pra contar uma outra vez!

 

 

 

Fontes:

Skeikh Mohammed Centre for Cultural Understanding ,

Luis Chumpitaz 

ilustrações traduzidas do Brownbook

destinodubai.com.br

vivimetaliun.wordpress.com

O Fusca 2017

Acho que todo mundo conhece, ou pelo menos ouviu falar, do Fusca. Bem, imagino que a moçada mais nova nem saiba do que se trata, então, farei um breve histórico aqui.

O Volkswagen Sedan foi um projeto de “carro do povo” (seu significado em alemão) encomendado a Ferdinand Porsche por Adolf Hitler.  No início da década de 1930, Porsche vinha desenvolvendo um projeto de carro barato e econômico, e extremamente ousado, com motor refrigerado a ar. Todos os carros então eram refrigerados a água.

Ferdinand Porsche

Ferdinand Porsche

Lançado oficialmente em 1.935, o Volkswagen podia ser comprado ao preço de 990 marcos, e era equipado com motor refrigerado a ar, sistema elétrico de seis volts e câmbio de quatro marchas – até então só se fabricavam carros com caixa de câmbio inferiores a 3 marchas.

O lançamento do carrinho do povo por Hitler.

O lançamento do carrinho do povo por Hitler.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o carrinho voltou a ser fabricado e passou a ser utilizado em serviços de primeira necessidade, escassos naquela época, como correio, atendimento médico, etc, justamente porque era um veículo de fácil manutenção, dirigibilidade e bastante econômico. Em pouco tempo, essas qualidades e sua versatilidade acabaram lhe abrindo mercados em todos os países do mundo, e em 1950 as primeiras unidades do carrinho foram importadas no Brasil.

Modelo de 1950, cujas primeiras 50 unidades foram importadas no mesmo ano pelo Brasil.

Modelo de 1950, cujas primeiras 50 unidades foram importadas no mesmo ano pelo Brasil.

O sucesso se repetiu aqui e, em 1959, ele começou a ser fabricado no país. Em poucos anos, o carro se tornou uma preferência nacional e ganhou o carinhoso apelido de “Fusca” – lá fora, ele é conhecido como ‘Beetle”.

Interior de um Fusca antigo

Interior de um Fusca antigo

Milhões de unidades do Fusca, em suas diferentes versões, foram produzidas no Brasil até que sua produção cessou em 1986. Poucos anos depois, em 1993, o então presidente Itamar Franco pediu que o carro voltasse a ser fabricado, o que aconteceu por três anos, quando sua carreira encerrou-se definitivamente. Durante esses anos todos, o carro sofreu poucas modificações tanto mecânicas quanto na carroceria, e ficou difícil para o modelo acompanhar os projetos de automóveis mais novos, que seguiam os avanços da tecnologia.

Reestilização do Fusca  de 1998, que foi batizado de New Beetle

Reestilização do Fusca de 1998, que foi batizado de New Beetle

Por isso a Volkswagen decidiu atualizar seu modelo, usando a plataforma do Golf, incorporando os avanços tecnológicos e reestilizando o veículo.  Tudo isso provocou uma mudança de perfil do público-alvo, porque o New Beetle, como foi chamado no seu lançamento, deixou de ser um “carro do povo”. Seu preço de venda estava no patamar de carros maiores, por isso ele nunca deixou de ser um carro de nicho.

É esse Beetle que sofreu algumas modificações e volta com nova cara em 2017. Veja só:

Ele vem com novas cores, novos para-choques, entradas de ar maiores… Tem o modelo conversível também, além de um interior todo redesenhado. Eles estão lançando ainda uma versão esportiva:

Tem também o modelo especial “Denim”, que vem num azul que dá uma cara de calça jeans.

beetle-denim-1

O teto e as rodas de 17 polegadas têm círculos coloridos em jeans e esse estilo também se reflete no interior. São bancos desportivos com capas azuis e bolsos de armazenamento no estilo de calça jeans. Na Europa, o preço desse modelo começa em US$ 26.000,00, ou R$ 83.000,00 na cotação desta semana.

Talvez a montadora traga o Beetle atualizado para mostrar ao mercado brasileiro no próximo Salão do Automóvel. O que vai pegar, é claro, será o preço de venda, porque se um Beetle 2013 era vendido na época a R$ 110.000,00, imagina qual será o preço desse 2017!

O mais relevante em toda essa história é que o projeto original continua ali, por mais modificações que se façam. Como diria o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, “algo deve mudar para que tudo continue como está”.

 

 

 

 

 

 

 

Mudança na órbita da Terra provocou migrações de homens pré-históricos

“Berço da humanidade”, a África é o continente primordial da história humana na Terra. Os cientistas, contudo, não entendiam exatamente o motivo de as populações terem migrado do continente para o resto do mundo. Um estudo publicado pela revista Nature dá pistas sobre o que ocorreu no planeta naquela época.

De acordo com a pesquisa conduzida por Axel Timmermann e Tobias Friedrich, da Universidade do Havaí, a dispersão de humanos da África para o restante da Terra ocorreu em quatro grandes ondas distintas nos últimos 125 mil anos. Todas, contudo, estão conectadas a mudanças no clima ocasionadas por variações na órbita que deixaram o planeta mais gelado.

Estudos anteriores já avaliavam a possibilidade de mudanças climáticas impulsionadas por variações orbitais terem influenciado a dispersão do Homo sapiens para fora da África. Faltavam, contudo, dados concretos sobre situações climáticas e datações de fósseis para corroborar a teoria.

Antigos humanos saíram da África para o resto do mundo

Antigos humanos saíram da África para o resto do mundo

Agora, a equipe de pesquisadores construiu modelos numéricos que quantificam os efeitos de antigas mudanças climáticas e no nível do mar na migração global dos últimos 125 mil anos. Os modelos identificam ondas grandes de migração glacial pela Península Arábica e pela região do Levante nos seguintes períodos: 106 mil a 94 mil, 89 mil a 73 mil, 59 mil a 47 mil e 45 mil a 29 mil anos atrás.

Os resultados se aproximam bastante aos dados arqueológicos e a fósseis já encontrados. A descoberta mostra que as mudanças climáticas ocasionadas por alteração na órbita da Terra tiveram um papel crucial para moldar a distribuição populacional no mundo. Além disso, estima que o Homo sapiens chegou quase simultaneamente à Europa e à China entre 90 mil e 80 mil anos atrás.

Esta imagem mostra ocupação populacional há 80 mil anos; áreas em vermelho mais escuro contêm até 28 indivíduos por 100 kms quadrados

Esta imagem mostra a ocupação populacional há 80 mil anos; áreas em vermelho mais escuro contêm até 28 indivíduos por 100 kms quadrados

As populações pelo mundo

A revista Nature também publicou uma vasta pesquisa que mostra a influência global do continente africano e que busca entender como funcionaram as migrações da África. Em três publicações diferentes, cientistas se debruçaram sobre o genoma de 280 populações ao redor do mundo.

Um estudo conduzido por David Reich, de Harvard, sequenciou genomas de 300 pessoas de 142 diferentes populações pouco estudadas no campo científico. Os cientistas notaram que a população que deu origem aos humanos atuais começou a divergir pelo menos há 200 mil anos.

Já a pesquisa que teve como autor Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague, sequenciou o genoma de 83 aborígenes australianos e 25 indivíduos das terras altas da Papua Nova Guiné. Os dados apontam que os ancestrais dos aborígenes e da Papua Nova Guiné divergiram de populações euro-asiáticas entre 51 mil e 72 mil anos atrás. Ainda foram identificados materiais genéticos de antigos humanos, como os denisovans e de um grupo hominídeo desconhecido.

Outro estudo, feito pelos cientistas Luca Pagani e Mait Metspalu, do Estonian Biocentre, descobriu que parte do genoma dos atuais moradores de Papua Nova Guiné mostra ligação com uma população que divergiu dos africanos mais cedo dos que os eurasianos. A descoberta fomenta evidências para uma onda de migração da África há 120 mil anos que levou ao povoamento da Papua Nova Guiné.

 

 

 

Fonte:

BBC

Navio surge depois de ter desaparecido no Triângulo das Bermudas

A Guarda Costeira cubana anunciou que interceptou um navio à deriva na costa da ilha caribenha. O navio, identificado como sendo o SS Cotopaxi, desapareceu em dezembro de 1925 e, desde então, seu sumiço tem sido ligado ao famoso Triângulo das Bermudas.

As autoridades cubanas tentaram se comunicar com a tripulação exaustivamente durante dias, porque a embarcação estava se aproximando perigosamente de uma instalação militar, mas todos os esforços foram infrutíferos. Finalmente, mobilizaram barcos-patrulha até que os homens conseguiram abordar o navio.

De início, ficaram surpresos por não haver ninguém a bordo, e uma busca completa possibilitou que eles encontrassem o diário do capitão. Foi nesse momento que descobriram tratar-se do navio-fantasma, embora o diário não trouxesse nenhuma pista do que aconteceu com o Cotopaxi nos últimos 90 anos.

O especialista cubano Rodolfo Cruz Salvador analisou os documentos e acredita serem autênticos.

O diário está cheio de informações preciosas sobre como era o cotidiano dos marinheiros, mas as entradas cessam exatamente no dia 1 de dezembro de 1925, o dia em que o navio desapareceu. Ele havia partido em 29 de novembro daquele ano de Charleston, na Carolina do Sul, Estados Unidos, a caminho de Havana. A tripulação era composta por 32 homens, sob o comando do capitão Myers, e levava uma carga de 2.300 toneladas de carvão. Foi dado como desaparecido apenas dois dias depois.

O Triângulo das Bermudas é uma região que abrange a área entre Miami, Porto Rico e Bermudas e onde desapareceram dezenas de navios e de aviões, todos em circunstâncias misteriosas.  As lendas atribuem esses desaparecimentos a fenômenos paranormais e sobrenaturais, ou a atividades extraterrestres. Existem até mesmo aqueles que sustentam que os restos de uma civilização perdida (Atlântida?) ainda exerceriam influência eletromagnética sobre quem ousasse navegar naquelas águas.

A maioria dos cientistas, porém, nem reconhece a existência desse triângulo e afirma que os desaparecimentos se deram por conta de erros humanos ou fenômenos naturais. O fato, entretanto, é que o reaparecimento surpreendente do SS Cotopaxi deve obrigar a comunidade científica a rever suas crenças…

 

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Bem, essa foi a notícia que vem deixando o mundo alvoroçado há muitos meses…

Ela surgiu na segunda quinzena de maio de 2015 e conta a incrível história do navio SS Cotopaxi, que desapareceu em 1925 na região conhecida como o Triângulo das Bermudas e teria sido encontrado pela Guarda Costeira de Cuba.

Segundo o texto, que reproduzi acima, a Guarda Costeira cubana teria anunciado que haviam interceptado uma embarcação e que uma inspeção feita no navio descobriu o diário de bordo do capitão. Esse diário, após ser examinado pelo especialista cubano Rodolfo Cruz Salvador, teria confirmado ser autêntico.

A imagem abaixo seria uma das fotos comprovando o achado intrigante:

A região conhecida como Triângulo das Bermudas é um local cercado por lendas e teorias sobre navios desaparecidos e acontecimentos inexplicáveis, por isso a notícia ganhou tanto destaque em diversos sites e blogs.

No entanto, é bom que fique claro que essa história é falsa!

O navio SS Cotopaxi existiu, de fato, e afundou em 1925 durante uma viagem entre a Carolina do Sul e Havana. Apesar do capitão deixar evidente, em sua última transmissão de rádio, que o navio estava afundando, muitas pessoas ainda tratam o ocorrido como se fosse um desaparecimento, associando o incidente com as lendas sobre a região.

Não há nenhuma nota da Guarda Costeira cubana comprovando o achado e tampouco não houve nenhuma confirmação de órgãos oficiais sobre o suposto reaparecimento do navio.

E tem mais!

O homem que aparece na reportagem não se chama Rodolfo Cruz Salvador e também não é cubano. Seu nome é Lee Smale, um britânico que encontrou o diário de seu pai. Claro, ele não tem nada a ver com a história do navio que teria reaparecido.

O britânico Lee Smale teve sua foto usadda indevidamente na matéria falsa!

O britânico Lee Smale teve sua foto usada indevidamente na matéria falsa!

Aqui está o link da matéria publicada em 2013 sobre o diário do pai do britânico, que era mergulhador da Marinha inglesa e participou das tentativas de resgatar um submarino afundado durante a Primeira Guerra Mundial.

A foto do navio usada para ilustrar essa notícia falsa é, na verdade, uma montagem (até meio tosca) de um frame do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, de 1977, dirigido por Steven Spielberg. Na cena, o Cotopaxi havia sido encontrado no deserto de Gobi.

Esse boato surgiu de uma publicação feita no dia 18 de maio de 2015, no site humorístico World News Daily Report. Rapidamente, vários sites começaram a copiar a notícia e, em pouco tempo, o assunto passou a se espalhar como se fosse real.

Isso também acontece por aqui, quando falsas notícias publicadas em sites de humor, como o Sensacionalista, acabam sendo espalhadas por pessoas que ou não entendem a piada e acham que a notícia é verdadeira, ou simplesmente resolvem difundir a brincadeira.

 

Para desilusão dos que acham que os deuses eram astronautas, a notícia do navio reaparecido é falsa. Sei que muita gente divulgou essa farsa na boa fé, por acreditar em muitas das teorias e lendas que correm por aí. Histórias nunca comprovadas de abduções, de avistamentos de OVNIs, lendas sobre mulas sem cabeça, zumbis ou lobisomens.

Eu, por exemplo, sou um dos que não acredita em bruxas.

Mas, que elas existem, existem…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

internet

http://www.e-farsas

 

 

 

Faça o teste pra ver se você tem TOC

Claro, este teste não tem precisão científica, e na verdade é só uma brincadeira. Mas quem tem TOC, mesmo leve como eu – ou mais sério, como o de um famoso cantor popular brasileiro e cujo reinado na música dura décadas, mas que não vou citar o nome, apenas dizer que é bastante religioso, e que tinha um iate batizado com o nome da mãe – vai ficar tenso com essas imagens.

Cada um de nós tem suas manias e esquisitices que não chegam a atrapalhar o cotidiano. Mas há gente em que as manias tomam conta do dia inteiro. Essas pessoas são invadidas por pensamentos intrusos, irresistíveis, dominadores, verdadeiras obsessões que as obrigam a repetir ações inúteis, como lavar as mãos 33 vezes (não que lavar as mãos seja inútil – ao contrário – mas 33 vezes é um pouco demais…) Elas são portadores de TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo, que as torna escravas de rituais repetitivos, que complicam suas vidas e a de suas famílias.

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Normalmente tratam-se de ideias exageradas sobre saúde, higiene, organização e simetria, perfeição ou manias e rituais que se tornam incontroláveis ou difíceis de controlar. Claro, quando o TOC é grave e de fato atrapalha o dia a dia, a convivência com as pessoas e até a alimentação, ele precisa ser tratado. O tratamento deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. Normalmente, utiliza-se a psicoterapia de orientação cognitivo-comportamental associada com tratamento farmacológico.

O transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população mundial. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença.

Uma das séries de TV mais populares dos últimos anos, Monk (2002- 2009), retratava com humor o que essa doença representa, ao ter como personagem principal um detetive com TOC e que tinha medo de tudo: leite, altura, germes, multidões… Mas o TOC, ironicamente, o ajudava a solucionar os casos mais complicados.

Bem, vamos lá. Prepare-se para o teste, porque essas imagens vão deixar seu TOC maluco!

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Bem, eu espero que você tenha sobrevivido…

Depois deste post, meu nível de estresse subiu pra 8000!

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Os esportes mais estranhos do mundo

Sempre achei o curling um esporte estranho (você já deve ter visto na TV, é aquele esporte maluco de inverno que é jogado em um ringue comprido de gelo, lançando pedras de um lado ao outro do ringue). Para mim, nada mais é do que uma espécie de bocha…

Mas, passeando pela internet, descobri que existem esportes ainda mais malucos do que esse! Fiz uma listinha abaixo e tenho certeza de que vai concordar comigo que são mesmo coisa de doido…

Xadrez – Boxe

Isso mesmo que você leu. Os lutadores se enfrentam no ringue em dois rounds de dois minutos cada, e depois jogam xadrez por quatro minutos e assim por diante, até um nocautear o outro ou dar um xeque-mate. Vou sugerir um MMA-dominó, que tal?

Bog-snorkeling

Esse é meio nojento. Os competidores precisam nadar ida e volta num trecho de 60 metros numa vala, usando snorkels, máscara de mergulho, pé de pato. Quem concluir em menos tempo, vence. E só pode usar a nadadeira e não dar braçadas. Eca… Há um campeonato mundial realizado no Reino Unido, mais especificamente no País de Gales.

Buzkashi

Quem assistiu o Rambo 3 viu o herói disputando uma partida disso (na época, achei que fosse invenção do roteirista, mas o esporte existe mesmo!). Montados em cavalos, os competidores têm um objetivo claro: marcar um gol no adversário. Poderia ser uma simples partida de pólo, não fosse uma pequena diferença – ao invés de bolas, eles lançam a carcaça de uma vaca ou de uma cabra. Este é o Buzkashi, esporte tradicional  no Afeganistão (a história do Rambo 3 se passava lá).  Se você já acha esquisito demais sair por aí jogando com um animal morto, tem mais: os jogadores usam chicotes para se defenderem e atacarem os jogadores do outro time.

Corrida do Queijo

Esse é mais conhecido e passa toda hora na TV, mas não por isso deixa de ser um esporte bizarro. Do alto de uma montanha em Gloucestershire, Inglaterra, é arremessado um queijo Gloucester. Para ganhar a competição (e levar para casa o queijo!) deve-se chegar primeiro ao fim da ladeira. Ao sair rolando, o queijinho pode atingir surpreendentes velocidades de até 110km/h, por isso, é raro que algum dos competidores consiga capturar o fujão antes de chegar à linha de chegada. Como sempre ocorrem fraturas nos participantes, ambulâncias ficam de prontidão para atendê-los, e também a espectadores atingidos pelo queijo rolante.

Carregamento de esposas

Simples como o nome diz, basta carregar a sua esposa num percurso de 250 metros com obstáculos, e a dupla mais rápida vence. O peso mínimo da esposa é de 49 kg, o ex-jogador de basquete Dennis Rodman já participou (ele alugou uma esposa), e o prêmio é dado de acordo com a massa corporal da mulher, só que em litros de cerveja. Não é uma ideia?

Regata de abóboras

A regata de abóboras é praticada há mais de dez anos no Canadá. Foi na fazenda de Windsor Howard Dill, em Windsor, no Canadá, que abóboras gigantes começaram a ser plantadas, tornando-se a capital mundial das abóboras gigantes. Na prova, os participantes devem escavar uma abóbora gigante (algumas chegando a pesar mais de 300 kg), e entrar nela para começar a navegação. Os participantes são lançados em um rio e saem remando como se estivessem em  um caiaque. O vencedor é aquele que cruzar primeiro a linha de chegada.

Tem de tudo nesse nosso mundo louco.