Afrodite/Vênus

Mitos e Símbolos

Afrodite/Vênus

Leiam!

Muito interessante…”

“Foi ela que deu o germe das plantas e das árvores, foi ela que reuniu nos laços da sociedade os primeiros homens, espíritos ferozes e bárbaros, foi ela que ensinou a cada ser a unir-se a uma companheira. Foi ela que nos proporcionou as inúmeras espécies de aves e a multiplicação dos rebanhos. O carneiro furioso luta, às chifradas, com o carneiro. Mas teme ferir a ovelha. O touro cujos longos mugidos faziam ecoar os vales e os bosques abandona a ferocidade, quando vê a novilha. O mesmo poder sustenta tudo quanto vive sob os amplos mares e povoa as águas de peixes sem conta. Vênus foi a primeira em despojar os homens do aspecto feroz que lhes era peculiar. Dela foi que nos vieram o atavio e o cuidado do próprio corpo.”

Foto por Sara del Valle em Pexels.com

Ovídio

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Vertumno e Pomona

Mitos e Símbolos

Vertumno (Vertuno) e Pomona

Pomona era uma das ninfas que habitavam a floresta, só que possuía uma ligação mais forte com os jardins e o cultivo de frutas – adorava como ninguém os campos cultivados! Era plena felicidade para Pomona ver as árvores carregadas dos mais doces frutos.

Ao invés de armas em suas mãos, levava facão de podas. Por vezes, com esse mesmo objeto cortante impedia o crescimento desmedido de alguma planta, ou com ele partia um galho para produzir um novo enxerto. E aguardava que o tempo trouxesse uma nova espécie.

Ela também se preocupava, que os seus protegidos cultivos não sofressem com a seca, e produzia correntes de água para eles, para que as raízes sedentas tivessem água para beber. Esse era o seu principal objetivo, e sua paixão; e estava livre dos sentimentos que eram inspirados por Vênus.

Não se deixava intimidar pelos camponeses, e mantinha…

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Hera/Juno

Mitos e Símbolos

HERA- gregos/JUNO-romanos era a soberana rainha olímpica dos deuses e é a deusa do casamento, protetora das mulheres, da fertilidade, dos partos. Filha de Cronos e Reia, esposa de Zeus. Sim, Hera é a protetora das uniões legítimas, por isso é a deusa do matrimônio.

Com Zeus teve Ares, Hebe e Ilitia.

Ela geralmente era retratada como uma bela mulher usando uma coroa e segurando um cetro real com ponta de lótus e às vezes estava acompanhada por um leão, cuco ou falcão.

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Os piratas mais conhecidos de todos os tempos

Piratas.

Terrores dos mares e aventureiros destemidos, piratas sempre captaram a imaginação popular. As aventuras desses marinheiros movidos por ganância e o desejo por uma vida mais livre inspiraram muitos livros e filmes.
Descubra nessa lista alguns dos piratas que espalharam o terror pelos sete mares.

Bartolomeu Português (?-1669)

  • País de origem: Portugal
  • Onde pirateou: no Caribe

A grande contribuição de Bartolomeu Português para a pirataria foi a invenção do Código Pirata, uma lista de regras que a tripulação de um navio pirata usava como lei (quem assistiu os filmes da série “Piratas do Caribe”, da Disney, deve ter notado que os piratas faziam menção a esse código). Ele ajudava a manter a disciplina e garantia uma distribuição mais justa dos lucros entre os marinheiros.

Depois de alguns sucessos no alto mar, Bartolomeu Português foi perseguido por uma maré de azar. Capturado por espanhóis, ele conseguiu fugir do navio onde estava preso, chegou à costa mexicana e se escondeu na floresta. Depois de uma longa caminhada, conseguiu uma carona de outro pirata, juntou uma tripulação e capturou o navio onde ficou preso! Mas o azar não tinha terminado. O navio naufragou…

Bartolomeu sobreviveu mas passou seus últimos dias na miséria, sem mais sucesso como pirata.


Roque Brasiliano (cerca de 1630-1671)

  • País de origem: Holanda
  • Onde pirateou: na costa da América Central e no Caribe

Roque Brasiliano era ruim, até para o padrão dos piratas! Nascido na Holanda, sua família se mudou para o Brasil quando era pequeno (daí ficar conhecido como Brasiliano, ou Brasileiro). Quando sua colônia foi conquistada pelos portugueses, ele se mudou para a Jamaica, onde se dedicou à pirataria e se tornou capitão.

Como capitão, Roque Brasiliano ganhou fama por sua brutalidade. Ele ameaçava sua tripulação e não tinha dó dos prisioneiros que fazia, espalhando o terror por onde passava. Prisioneiros espanhóis, em particular, eram alvo de suas torturas cruéis. Não se sabe como sua vida chegou ao fim, mas quando desapareceu, o mar se tornou um lugar mais seguro.


  • País de origem: Irlanda
  • Onde pirateou: no Caribe

O caso de Anne Bonny foi motivo de muita fofoca, na época. Casada com um pirata de segunda categoria, chamado James Bonny, ela desprezou o marido quando ele se tornou informante do governo, traindo os colegas. Então Anne fugiu com seu amante, o capitão pirata Jack Rackham. A bordo do seu navio, ela vestia-se como homem e era tão feroz quanto os outros tripulantes.

Anne descobriu que outro membro da tripulação também era uma mulher disfarçada: Mary Read. Quando o navio foi atacado por um galeão da armada britânica, somente essas duas mulheres ofereceram resistência, porque os outros piratas estavam todos bêbados! Condenadas à forca, as duas mulheres alegaram gravidez e foram poupadas. Mary Read morreu na prisão, mas ninguém sabe o que aconteceu a Anne Bonny. Há quem pense que ela foi resgatada pelo pai e voltou para casa, mas quem sabe se não voltou ao mar?


William Kidd (cerca de 1654-1701)

  • País de origem: Escócia
  • Onde pirateou: no Caribe e no Oceano Índico

Não se sabe exatamente se William Kidd era mesmo pirata. Na verdade, ele foi contratado pelo governo britânico para… caçar piratas! Mas não teve sucesso em sua missão e, quando atacou um navio que não devia, foi acusado pelo Império de pirataria. Acabou sendo preso e executado, e seu corpo foi exposto como aviso para outros piratas.

William Kidd ficou conhecido principalmente por ter enterrado parte de seu tesouro como um seguro contra calamidades. Isso não o salvou da forca, mas deu origem às histórias populares de tesouros piratas enterrados em ilhas desertas, como no livro A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson (1882).


Sayyida Al Hurra (1485-1561)

  • País de origem: Granada (Espanha)
  • Onde pirateou: no Mar Mediterrâneo

Quem disse que uma rainha não podia ser pirata? Sayyida Al-Hurra foi uma nobre árabe que nasceu em Granada, na Espanha, mas que teve de fugir para Marrocos quando os espanhóis conquistaram seu reino. Ela se casou com o rei da província de Tetuoan e, quando ele morreu, assumiu o poder como rainha.

Nessa época, os portugueses e espanhóis estavam tentando conquistar o norte de África. Por isso, Sayyida Al-Hurra decidiu defender seu território através da pirataria. Suas frotas atacavam navios ibéricos, roubavam bens e faziam prisioneiros. Se os portugueses ou espanhóis quisessem recuperar o que tinham perdido, tinham de negociar com a rainha. Mulher brava, meus amigos!


  • País de origem: Gales
  • Onde pirateou: na costa das Américas e da África Ocidental

Este foi o pirata de mais sucesso do seu tempo. Ele abordou mais de 400 navios e era considerado quase invencível.

Certa vez, Roberts encontrou uma frota de navios mercantis portugueses. Ele fingiu que seu navio era parte da frota, encontrou e conquistou o navio com mais riquezas e conseguiu fugir antes de alguém soar o alarme! Mas sua sorte não durou para sempre. Em uma ocasião, quando seus marinheiros estavam bêbados, foram atacados e Bartholomew Roberts morreu no confronto. Sua morte foi um choque tão grande que a tripulação toda se rendeu.


Hayreddin Barbarossa (cerca de 1478-1546)

  • País de origem: Império Otomano
  • Onde pirateou: no Mar Mediterrâneo

Barbarossa, ou Barba Ruiva em português, foi o mais notável de três irmãos piratas. O nome Barbarossa foi inicialmente um apelido dado a seu irmão mais velho, que era o comandante do navio. Quando o irmão morreu, Hayreddin assumiu o título e o comando. Ele e seus irmãos capturaram muitos navios de países europeus e ajudaram muitos muçulmanos a fugir da Espanha.

Nessa época, os países católicos da Europa estavam em guerra contra o Império Otomano e outros povos muçulmanos, lutando pelo domínio do Mar Mediterrâneo e do norte de África. Barbarossa foi um pirata a serviço dos povos muçulmanos, acabando por se tornar um oficial naval legítimo e governador do Império Otomano. Ele era tão bom estrategista que, certa vez, conseguiu derrotar uma coligação de 300 navios europeus com apenas 122 embarcações! Seu corpo está sepultado em Istambul, na Turquia, onde ainda é admirado.


  • País de origem: China
  • Onde pirateou: ao longo da costa da China

Ching Shih provavelmente liderou a maior armada pirata de todos os tempos. No auge do seu poder, ela comandava mais de 300 navios e milhares de homens! Seu nome era temido nos mares da China por sua brutalidade e força. Quem diria que uma mulher, que começou como prostituta, poderia chegar tão longe?

Bonita, inteligente e letal, Ching Shih deixou a prostituição quando se casou com um pirata poderoso chamado Cheng Yi, partilhando o poder com ele. Quando o companheiro morreu, ela assumiu o comando e dominou a costa chinesa com punho de ferro. Ching Shih lutou contra frotas chinesas, portuguesas e inglesas, mas ninguém conseguiu conter seu poder! Por fim, o imperador chinês ofereceu um perdão oficial aos piratas e Ching Shih se reformou, morrendo em paz como dona de um bordel e uma casa de apostas.


Edward Teach (cerca de 1680-1718), mais conhecido como Barba Negra!

  • País de origem: Inglaterra
  • Onde pirateou: no Caribe e na costa leste da América do Norte

Possivelmente foi o pirata mais famoso de todos.

A bordo de seu navio principal, o Queen Anne’s Revenge, Barba Negra organizou a captura de muitos navios e aterrorizou o Caribe e as colônias americanas. Reza a lenda que ele colocava fogo à sua famosa barba negra para assustar seus inimigos nas batalhas! Mas, apesar das aparências, não costumava maltratar seus prisioneiros.

Edward sabia usar muito bem a própria imagem em seu favor.  Ele tentava se manter o mais amedrontador possível. Alto, o pirata cultivava um olhar amedrontador, e preferia exercer a sua influência sobre os seus comandados e reféns do que utilizar a violência.

A fama de Barba Negra pode passar a mensagem de que ele aterrorizou os mares durante anos, mas não. Na realidade, ele comandou embarcações somente por dois anos, de 1716 a 1718.

Como todo bom pirata, Barba Negra também tinha uma Jolly Roger, nome dado às bandeiras dos piratas que geralmente indicavam a mesma coisa: perigo. A bandeira de Teach era um esqueleto com chifres, simbolizando o próprio demônio, segurando um arpão e uma ampulheta enquanto mira sua arma para um coração.

E como qualquer pirata de carreira, Barba Negra morreu de forma violenta no mar. Em uma batalha contra as autoridades coloniais americanas, quando sua frota bloqueou os portos da Carolina do Sul, impedindo qualquer embarcação de sair ou entrar no porto sem ser saqueada, ele ficou cercado e morreu lutando contra vários homens ao mesmo tempo. Sua cabeça cortada foi pendurada do navio capitânia dos vencedores.

Carreira de pirata é curta…

Fonte:

https://www.maioresemelhores.com/Amy Góis

1º de abril: 7 grandes mentiras que Hollywood te contou

Se tem uma coisa que Hollywood sabe fazer, é mentir — afinal, essa é meio que a profissão deles, né? Por isso, neste 1º de abril, o dia da mentira, resolvemos reunir algumas das maiores lorotas que a terra do entretenimento norte-americano já contou para você.

A explosão da estrela da morte em ‘Star Wars’: pegadinha de 1º de abril! Imagem: Reprodução

Nossa lista tem mentiras de “Friends”, “Star Wars”, “Supernatural” e outras franquias famosas, além de falcatruas do Oscar e de um dos maiores astros da história de Hollywood: Tom Cruise.

1. No espaço, explosões fazem “boom!” e soltam fogo

Todos os filmes e séries de ação ambientados no espaço são culpados dessa mentirinha, mas o caso de “Star Wars” é emblemático. Na realidade, o vácuo do espaço tornaria impossível o tipo de explosão que vemos em produções hollywoodianas — não haveria fogo ou uma nuvem de fumaça se expandindo em formato esférico, como vemos aqui na Terra, e com certeza não haveria som.

Ao invés disso, cientistas dizem que veríamos um rápido flash, e destroços se expandindo em velocidade alucinante para todos os lados. Quem chegou mais perto de acertar foi justamente “Star Wars: Os Últimos Jedi”, naquela cena inesquecível da manobra final da Almirante Holdo (Laura Dern).

2. Tom Cruise é mais alto que Cameron Diaz e Nicole Kidman
Cameron Diaz e Tom Cruise em cena de ‘Encontro Explosivo’ (2010) Imagem: Reprodução.

Tá vendo a cena aí em cima? Bom, Tom Cruise provavelmente subiu em um banquinho (ou sapatos plataforma) para filmá-la. Na realidade, o astro de ação tem 1,70 m de altura, enquanto sua colega de “Encontro Explosivo”, Cameron Diaz, tem 1,74 m.

A diferença é ainda mais gritante entre Cruise e outros de seus pares românticos: Kelly McGillis (de “Top Gun”), por exemplo, tem 1,78 m; e Nicole Kidman (ex-mulher do ator, parceira de cena em “Dias de Trovão”, “Um Sonho Distante” e “De Olhos Bem Fechados”) tem 1,80 m.

3. Aquiles era heterossexual – e Pátroclo era seu “brother”
Pátroclo (Garrett Hedlund) e Aquiles (Brad Pitt) em ‘Troia’ (2004) Imagem: Reprodução

O filme “Troia” (2004) tomou muitas “liberdades criativas” com o poema original de Homero, mas talvez a maior delas seja a transformação de Pátroclo (Garrett Hedlund) em primo de Aquiles (Brad Pitt). Não só esse parentesco inexiste na “Ilíada”, como a interpretação mais aceita hoje em dia é que os dois eram na verdade amantes.

O texto original não tem referências explícitas à natureza sexual da relação, mas o amor entre eles é claramente mais intenso do que uma amizade. Aquiles chega a dizer, quando Pátroclo morre: “Meu querido camarada está morto. O homem que eu amava acima de qualquer outro, amava como amo a própria vida”. Depois, o fantasma do guerreiro aparece para pedir a Aquiles que enterre seus ossos junto aos dele, para que eles “descansem juntos” para sempre.

Gregos que recontaram a “Ilíada” alguns séculos depois, como Platão e Ésquilo, tornaram esse amor explicitamente físico. A versão de Shakespeare, mais alguns séculos depois, também. Aparentemente, só Hollywood é incapaz de aceitar essa épica história de amor gay no meio de uma aventura bélica.

4. Dava tranquilo para o pessoal de “Friends” pagar aqueles aluguéis
Cena da série ‘Friends’: sem problemas financeiros? Imagem: reprodução/Friends/Warner

Os apartamentos dos protagonistas de “Friends” se tornaram, com o tempo, tão emblemáticos para os fãs da série quanto os próprios personagens — mas será que esse pessoal conseguia mesmo pagar aluguel? O site CheatSheet estima que um apartamento de dois quartos em West Village, bairro de alto padrão de Nova York onde moravam Rachel, Monica (em um lado do corredor), Chandler e Joey (no outro), custaria US$ 2,5 mil por mês nos anos 1990.

Rachel começa a série como garçonete de um café, depois entrando no ramo da moda e escalando cargos dentro da indústria; já Monica também passa alguns anos como garçonete antes de se estabelecer como chef de cozinha. Enquanto isso, Chandler trabalha como processador de dados, e mais tarde entra na indústria da publicidade; e Joey é ator, mas passa a maior parte da série desempregado.

Os roteiristas até tentam justificar essa situação, dizendo que Monica herdou ou sublocou o apartamento da avó. Como a matriarca morava por lá há décadas, o aluguel é controlado pela prefeitura, impedindo aumentos — mas e Chandler e Joey?

5. Os irmãos Winchester protegem os EUA de demônios
‘Supernatural’: uma história essencialmente americana — ou quase isso Imagem: Divulgação

Poucas histórias são mais essencialmente norte-americanas do que “Supernatural”. Durante 15 temporadas e 327 episódios, os irmãos Sam e Dean Winchester dirigiram pelos EUA em seu Impala (um carro inconfundivelmente americano) e protegeram várias cidades, grandes e pequenas, de monstros e outras ameaças sobrenaturais — mas sabia que eles não estavam nos EUA coisa nenhuma?

Somente o piloto da série, lá em 2005, foi filmado em Los Angeles. Todos os capítulos seguintes foram gravados em Vancouver, no Canadá, e em várias locações por perto. Algumas dessas locações, inclusive, se repetiram durante “Supernatural”, como o Riverview Hospital, um antigo sanatório em Coquitlam, no Canadá, que já serviu de “dublê” para um asilo e uma prisão em capítulos da série.

“Supernatural” não é única em sua escolha de locações, no entanto. Muitas séries da televisão norte-americana são filmadas no Canadá, simplesmente porque é mais barato viver e trabalhar por lá — das produções do Arrowverse, como “The Flash” e “Supergirl”, até “Once Upon a Time”, “The Magicians” e clássicos como “Arquivo X”, todas elas chamaram o “vizinho de cima” dos EUA de casa.

6. Se ganhou o Oscar, foi porque mereceu

Não é tão simples assim. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que entrega o Oscar todos os anos, é formada por milhares de trabalhadores de todas as áreas da indústria do entretenimento, incluindo profissionais como agentes de atores, executivos de estúdio e outros, que com certeza favorecem seus clientes e produções ao votar para a estatueta.

Mas, mesmo que isso não acontecesse, há muito tempo o Oscar deixou de ser uma competição simples de excelência artística. Devido ao prestígio do prêmio, estúdios e produtores gastam literalmente milhões de dólares em campanhas midiáticas para promover os seus filmes especificamente para membros da Academia, realizando exibições especiais, eventos em que os potenciais indicados mostram toda a sua simpatia, comprando anúncios em publicações da indústria e outdoors em locais estratégicos, arranjando entrevistas e capas de revista, e por aí vai.

O ex-produtor Harvey Weinstein, hoje preso por estupro e assédio sexual, foi quem levou essas táticas a outro nível, conduzindo filmes como “O Paciente Inglês”, “Shakespeare Apaixonado” e “A Vida é Bela” a grandes (e inicialmente improváveis) vitórias no Oscar nos anos 1990.

7. Porta trancada? Só abrir no chute!
05.11.2020 – Policial treina para arrombar porta ‘no chute’ em Ratisbona, na Alemanha Imagem: DPA/Picture Alliance via Getty Images

Se você, uma pessoa comum, tentar arrombar uma porta no chute, ou mesmo com trancos de ombro, como muitos personagens fazem em filmes e séries de ação, provavelmente vai se machucar. Especialmente no Brasil, onde as portas são normalmente feitas de madeira sólida, ao invés de madeira oca ou outros materiais, e as trancas são de ferro.

Um policial, bombeiro ou outro profissional treinado talvez saiba melhor onde e como realizar a pressão para conseguir abrir uma porta trancada. Mesmo assim, a maioria dos arrombamentos realizados por oficiais da lei acontecem com a ajuda de um aríete ou de outros materiais similares, como marretas, machados e pés-de-cabra — bem menos “cool” do que mostrar um policial chutando a porta, né?

 

 

Fonte:

Caio Colettti, uol.com.br

BETTY E BARNEY HILL, O PRIMEIRO CASO DE ABDUÇÃO ALIENÍGENA

O casal americano foi o alvo da imprensa internacional no que foi considerado o primeiro sequestro realizado por ETs

Existem diversos relatos de abduções alienígenas ao redor do mundo, e hoje lidamos com essa situação insólita de maneira normal… aliás, virou senso comum não acreditar em tais histórias — que são taxadas como uma forma de ganhar atenção. Tanto que as charges sobre as abduções satirizam esses relatos de várias maneiras.

Mas, em 1961, a mídia cobriu com fervor e eternizou o primeiro caso de sequestro extraterrestre, envolvendo o casal Betty e Barney Hill!

Luzes misteriosas

Na noite de 19 de setembro de 1961, por volta de 22h30, Barney e Betty Hill estavam voltando de férias para casa, no estado de New Hampshire, Estados Unidos, quando, ao passar por uma área mais isolada, notaram luzes misteriosas no céu. Inicialmente, Betty pensou que fosse uma estrela cadente, e Barney acreditou que se tratava apenas de um avião.

As luzes multicoloridas não paravam de piscar e começaram a mover-se de maneira estranha. O casal continuou a observar o brilho no céu quando, de repente, algo chamou a atenção. O objeto mudou bruscamente de direção e desceu em direção ao carro dos Hill.

Barney, que estava ao volante, começou a ficar apreensivo e acelerou o veículo, mas as luzes continuavam a segui-los, por vezes mais de perto, e outras, mais de longe. Betty pediu ao marido que parasse o carro para que ela pudesse ver o que estava acontecendo usando seu binóculo.

Ao olhar através da lente, ela viu uma nave com luzes coloridas ao redor. Barney pediu que a esposa voltasse para o carro e seguiu viagem. A bizarra aeronave acompanhava-os de longe.

Assustados, eles pararam o carro novamente, mas dessa vez quem saiu foi Barney. Com uma arma na mão, o homem apontou para o disco, que agora estava mais perto que nunca e podia ser perfeitamente observado: tinha forma de círculo e planava no ar. Hill conseguiu ver criaturas dentro da nave, e segundo ele, não eram humanas.

Já em casa, suas recordações pareciam incompletas e fragmentadas, e o casal não conseguiu determinar uma cadeia contínua de eventos. Conversando com autoridades americanas, o casal afirmou que não se lembrava de nada, apenas de sentir um desconforto.

Dias depois, os Hill procuraram o respeitado psiquiatra e neurologista Dr. Benjamin Simon, para realizar sessões de hipnose. Eles queriam entender o que tinha acontecido durante duas horas perdidas na madrugada do dia 19 para 20 de setembro.

Meses se passaram e o casal estava cada vez mais certo de que havia sido abduzido por seres de outro planeta. No relato da experiência extraplanetária, ambos descreveram as criaturas como pequenas e cinzas, e afirmaram que os ETs os colocaram em um estado de transe, no qual eles podiam compreender o que estava acontecendo em volta, mas não poderiam realizar qualquer movimento.

Ainda segundo a descrição obtida na hipnose, no experimento as roupas das vítimas foram retiradas, assim como amostras de cabelo, pele e unha. Muitas agulhas foram inseridas no corpo, na cabeça, braços, pernas e costas e, em Betty, uma agulha de aproximadamente 15 cm foi injetada em sua barriga. Barney revelou que ficou fascinado pela arcada dentária dos alienígenas.

 

Pouco contato foi de fato feito entre os humanos e os extraterrestres. Assim como em outros casos de abdução, Betty contou que conversou com os ETs através de telepatia, e ao falar que não sabia muito sobre a vida interestelar e perguntar para o líder de qual lugar do universo eles teriam vindo, em resposta ela teria ouvido uma voz dizer em sua mente: “Se você não sabe onde está, não faria sentido dizer de onde eu sou”.

Popularidade na mídia

Os dois americanos sempre mantiveram sua história e evitaram os holofotes.

Barney morreu aos 46 anos, em 1969, de hemorragia cerebral. Já Betty morreu de câncer aos 85 anos, em 2004, e afirmou que continuou sendo visitada por extraterrestres…

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

aventurasnahistoria.uol.com.br, Alana Souza

wikipedia

history.com

Alguns nomes que não funcionam no Brasil… um post bem 5a. série…

Sério… quase todos os sites correspondentes a essas empresas ou restaurantes estão no ar, mesmo com a pandemia. O que é admirável.

Mas vamos a eles…

É isso mesmo… é o endereço da Energy Credit Union…
A grife equatoriana Pinto. Havia um shopping no Brasil batizado com o sobrenome da família dona do negócio… Pintos. O ator Reinaldo Giannechinni estrelou o comercial de lançamento, e o slogan da campanha era “Tudo que você mais gosta, no lugar que você sempre quis”…
A loja japonesa Suvaco continua firme, suando para se manter atuante!
O mesmo pode se dizer do restaurante novaiorquino La Vara, que continua firme.
A Pintudos é uma empresa boliviana de joguinhos ecológicos. Também não deixaram cair…
Ainda no tema, a Rola é uma empresa alemã de soluções de segurança. Gente rija, esses alemães.
A loja japonesa Furico fica lá do outro lado… do globo, bem entendido…
O banco holandês Rabobank virou, mexeu e se assentou no Brasil.
A Fundación para el Desarrollo Urbano (FUDEU), da Costa Rica, está a todo vapor.
Que pena! O restaurante chinês Xi-Xi, em Gozo (rs), Malta, parece que não conseguiu ir até o fim…
Mas o Boquete Country Club, no Panamá, continua gozando de boa reputação.
A empresa romena de logística Benga se mantém forte e rija.
Já o restaurante peruano Picas, coitados, foi pras picas…
O goleiro polonês Lukasz Merda se aposentou, dizem que ele se cansou “dessa vida”.
O trabalho da Bosta Water Technics, na Holanda, vem crescendo. Tem Bosta em vários países.
Duas latinas que moram em Los Angeles mantêm um blog, Gallo Pinto & Mole…
A joalheria Fudeus, em Berlim, vai muito bem, ao contrário do que o nome pode sugerir.
Imagina… Louis Picamoles usando o aplicativo Rego no Boquete Country Club. Brincadeirinha, olha o tamanho do cara!
O aplicativo Rego tem o seguinte slogan: Find places to add to your Rego…
Este site de compras fechou, e muita gente lamentou não achar mais Cuzin.
O fotógrafo canadense Paul Buceta também faz fotos masculinas.

O dia em que a terra pirou

Em 15 de agosto de 1969, mais de 400 mil jovens se dirigiram para uma fazenda na cidade de Bethel, no estado de Nova York, para o Festival de Música e Arte de Woodstock.

O evento foi anunciado como “três dias de paz e música” e contou com 32 dos mais icônicos artistas da história da música. Mais do que apenas um festival, Woodstock capturou perfeitamente o espírito livre dos anos 1960 e tornou-se um marco cultural que representa uma geração inteira da juventude americana.

Mas chegar lá não foi fácil… Com milhares de pessoas se reunindo na pequena cidade do estado de Nova York, as estradas ficaram congestionadas e muitos abandonaram seus veículos para seguir a pé.

Os organizadores de Woodstock disseram às autoridades que esperavam 50 mil pessoas — estavam imensamente enganados. A multidão, que gradualmente alcançou estimadas 400.000 pessoas,  começou a dominar por completo a pequena comunidade rural. O governador do estado de Nova York, Nelson Rockefeller, considerou enviar a Guarda Nacional. Já o Condado de Sullivan, onde fica a fazenda, efetivamente declarou estado de emergência.

Apesar do número gigantesco de pessoas, Woodstock é lembrado por ter sido um evento extraordinariamente pacífico.

Houve um ponto em que mais e mais pessoas chegavam, e os organizadores não tiveram outro jeito senão deixá-las entrar gratuitamente…

Todos compartilhavam uma atmosfera de amor e harmonia; não havia nada a não ser boas vibrações ao redor.

Max Yasgur, o dono da fazenda onde se realizou o festival, falou sobre a atmosfera pacífica: “Se nos juntarmos a eles, podemos enfrentar as adversidades, que são os problemas da América hoje em dia, na esperança de um futuro mais pacífico e positivo…”

Max e Miriam Yasgur, durante a limpeza de suas terras depois que o festival acabou

O festival contou com uma enorme quantidade de ícones, incluindo performances históricas de Jimi Hendrix, Joan Baez (que estava grávida de 6 meses na época), Santana, The Grateful Dead, The Who, Jefferson Airplane, para citar alguns. E daquele cuja apresentação tornou-se o símbolo de Woodstock, Joe Cocker.

Muitos frequentadores se uniram para cozinhar para os demais, outros, para… ãh… trocar uma ideia num lugar mais sossegado…

Duas mulheres prestam atendimento médico durante o festival. Duas mortes foram registradas: uma por overdose de heroína e outra por um trator que passou por cima de uma pessoa dormindo. Foram registrados também dois nascimentos.

Os jornalistas, quando se soube que era um evento extraordinário, correram para fazer a cobertura… e se viraram para fazer seu trabalho, do jeito que foi possível…

Depois de três dias de paz e amor, restaram as lembranças e… a limpeza a ser feita! Uma mulher varre detritos da rua em frente à sua casa enquanto os fãs vão embora.

Woodstock foi um verdadeiro sucesso, tornando-se o grande símbolo dessa geração, e muitos entendem-no como o fim do auge dos movimentos sociais e de contracultura nos Estados Unidos, uma vez que, a partir da década de 1970, uma onda de conservadorismo teve grande influência na sociedade norte-americana. Ainda assim, os ideais dos jovens que estiveram em Woodstock ficaram gravados na história.

 

 

 

Fontes:

buzzfeed

wikipedia

Lobotomia, o polêmico procedimento no cérebro que era considerado “mais fácil do que tratar uma dor de dente”

Dezenas de milhares de lobotomias foram realizadas em países como os Estados Unidos e o Reino Unido nas décadas de 1940 e 1950 em pacientes com problemas mentais graves. Mas podemos condenar os cirurgiões que as praticaram?

Hoje em dia parece incrível, mas houve um tempo em que a lobotomia era celebrada como uma cura milagrosa, descrita pelos médicos e pela mídia como “mais fácil do que curar uma dor de dente”.

Somente no Reino Unido, mais de 20 mil lobotomias foram realizadas entre o início dos anos 1940 e o final dos anos 1970.

No Brasil, a estimativa é de mil procedimentos até meados da década de 50.

Geralmente, as lobotomias eram praticadas em pacientes com esquizofrenia, depressão grave ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mas também, em alguns casos, em pessoas com dificuldades de aprendizagem ou de controle da agressão.

Enquanto uma minoria de pessoas experimentou melhora em seus sintomas após o procedimento, algumas ficaram grogues, incapazes de se comunicar, andar ou se alimentar.

Mas levou anos para os profissionais de saúde perceber que os efeitos negativos superavam os benefícios e ver que os medicamentos desenvolvidos na década de 1950 eram mais eficazes e muito mais seguros.

Roteiristas e diretores de cinema não foram gentis com os médicos que realizaram as lobotomias.

Filmes e séries, como Ratched, da Netflix, retrataram cirurgiões sádicos que atacam pessoas vulneráveis e deixam pacientes em estado vegetativo. A realidade, porém, é muito mais complexa.

Tentando ajudar

Os lobotomistas eram frequentemente reformadores progressistas, movidos pelo desejo de melhorar a vida de seus pacientes.

Na década de 1940, não havia tratamentos eficazes para os doentes mentais graves.

Os médicos haviam experimentado terapia de choque com insulina e terapia eletroconvulsiva com sucesso limitado, e asilos estavam lotados de pacientes que não tinham esperança de serem curados ou de voltar para casa.

Sarah Paulson como a enfermeira Mildred Ratched em uma cena da série de mesmo nome Imagem: Alamy

Foi neste contexto que o neurologista português Egas Moniz foi responsável pelo desenvolvimento da leucotomia pré-frontal (mais tarde chamada de lobotomia), que possibilitou o surgimento da psicocirurgia, pela qual ganhou o Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1949, partilhado com o fisiologista suíço Walter Rudolf Hess.

Seu procedimento consistia em fazer dois orifícios no crânio e inserir um instrumento afiado no tecido cerebral. Ele então o movia para frente e para trás para cortar as conexões entre os lobos frontais e o resto do cérebro.

“Ele se baseava nessa visão terrivelmente rude e simplista do cérebro, que o via como um mecanismo simples no qual você poderia simplesmente colocar as coisas. A ideia era que pensamentos obsessivos e angustiantes giravam e giravam e, ao interromper o circuito, era possível parar esses pensamentos”, explica o neurocirurgião e escritor Henry Marsh. “Na verdade, o cérebro é absolutamente complicado e nem começamos a entender como tudo está interligado”, acrescenta.

Moniz afirmou que seus primeiros 20 pacientes tiveram uma melhora dramática, e um jovem neurologista americano, Walter Freeman, ficou muito impressionado.

Com seu parceiro colaborador, James Watts, ele realizou a primeira lobotomia nos Estados Unidos em 1936 e, no ano seguinte, o jornal americano The New York Times se referiu à operação como “a nova ‘cirurgia da alma'”.

Mas, no início, o procedimento era complicado e demorado.

Enquanto trabalhava no St Elizabeths Hospital, o maior hospital psiquiátrico do país, na capital dos EUA, Washington DC, Freeman ficou chocado com “a perda de pessoal e da capacidade feminina” que testemunhou lá.

Ele queria ajudar os pacientes a sair do hospital e estabelecer para si mesmo o objetivo de tornar a lobotomia mais rápida e barata.

Com isso em mente, em 1946, ele concebeu a “lobotomia transorbital” na qual instrumentos de aço que pareciam pontas de gelo eram martelados no cérebro através dos ossos frágeis na parte de trás das órbitas oculares.

O tempo de operação foi reduzido drasticamente e os pacientes não precisavam de anestesia, simplesmente eram nocauteados antes da operação com uma máquina de “eletrochoque” portátil.

‘Lobotomias com picador de gelo’

Freeman dirigia pelos Estados Unidos durante as longas férias de verão para realizar suas “lobotomias com picador de gelo”, às vezes levando seus filhos com ele.

E embora tenha sido inicialmente descrita como uma cirurgia de último recurso para pacientes psiquiátricas com os quais todos os outros tratamentos fracassaram, Freeman começou a promover a lobotomia como uma cura para tudo, desde doenças mentais graves a depressão pós-parto e fortes dores de cabeça, dor crônica, indigestão nervosa, insônia e dificuldades comportamentais.

Colega de Freeman, James Shanklin, preparando um paciente para lobotomia transorbital Imagem: Getty Images

Muitos pacientes e suas famílias ficaram muito gratos a Freeman, que manteve caixas cheias de cartas de agradecimento e cartões de Natal enviados por eles. Mas em outros casos os resultados foram desastrosos.

Os pacientes de Freeman incluíam Rosemary Kennedy, irmã do futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, que ficou com incontinência e incapaz de falar claramente após uma lobotomia aos 23 anos.

Ao longo de sua carreira, Freeman realizou lobotomias em 3,5 mil pacientes, incluindo 19 crianças, a mais jovem com apenas 4 anos de idade.

A contraparte de Freeman no Reino Unido foi o neurocirurgião Sir Wylie McKissock, que realizou sua própria variação da lobotomia em cerca de 3 mil pacientes.

“Esta não é uma operação demorada. Uma equipe competente em um hospital psiquiátrico bem organizado pode realizar quatro dessas operações em duas a duas horas e meia”, gabou-se.

“A leucotomia pré-frontal bilateral real pode ser realizada por um neurocirurgião devidamente treinado em seis minutos e raramente leva mais de 10”, acrescentou ele.

Graças em grande parte a McKissock, mais lobotomias per capita foram realizadas no Reino Unido do que nos Estados Unidos.

Até a década de 1990

Como estudante de medicina na década de 1970, Henry Marsh aceitou um emprego como assistente de enfermagem em um hospital psiquiátrico, no que ele descreve como “a enfermaria terminal onde os casos perdidos iam morrer”.

Lá ele viu em primeira mão os efeitos devastadores da lobotomia.

“Tornou-se dolorosamente aparente que não havia acompanhamento adequado para esses pacientes”, diz ele. “Os pacientes que eram os piores, os mais apáticos, os que haviam sido desenganados, eram os que haviam feito uma lobotomia.”

Todos foram operados por McKissock e seus assistentes.

Neurocirurgião Henry Marsh em 2015 Imagem: Alamy

Mais tarde, depois que Marsh foi treinado como neurocirurgião, uma modificação do procedimento, conhecida como leucotomia límbica, ainda era usada.

Marsh a descreve como “uma espécie de versão microscópica, muito mais refinada, do tipo de lobotomias que as pessoas faziam muitos anos antes”.

Ele mesmo realizou essa operação em uma dúzia de pacientes com TOC grave em 1990.

“Eles eram todos suicidas, todos os outros tratamentos falharam, então eu não fiquei particularmente preocupado com isso, embora eu preferisse não ficar”, diz ele. “Depois não atendi os pacientes, era puramente técnico. Os psiquiatras envolvidos me garantiram que as operações foram um sucesso”, acrescenta.

Questionado como se sente sobre essas operações agora, ele revela: “Não gostava de fazê-las e fiquei muito feliz em deixar a cirurgia”, confessa.

Lobotomia, Freeman popularizou “lobotomias com picadores de gelo” Imagem: Getty Images

Instrumentos cirúrgicos

No início dos anos 1960, cerca de 500 lobotomias eram realizadas a cada ano no Reino Unido, contra 1,5 mil em seu pico. Em meados da década de 1970, esse número caiu para cerca de 100-150 por ano, quase sempre envolvendo cortes menores e metas mais precisas.

A promulgação da Lei de Saúde Mental de 1983 introduziu controles mais rígidos e mais supervisão. Hoje, as operações psicocirúrgicas raramente são realizadas.

Para pior

Howard Dully, que foi lobotomizado por Walter Freeman aos 12 anos, diz que tenta evitar pensar em como sua vida poderia ter sido diferente se ele não tivesse se submetido ao procedimento, por medo de ser dominado pela raiva.

“Tentei reconstruir minha vida. Levei muito tempo”, explica ele. “Tive muitos problemas quando era jovem: drogas, álcool e atividades criminosas, tentando roubar e ganhar dinheiro, vencer na vida, então não foi fácil.”

Dully diz acreditar que a operação, realizada porque ele confrontou sua madrasta, lançou uma sombra sobre todos os aspectos de sua vida.

“Você não vai até as pessoas e diz: ‘Oi, eu fiz uma lobotomia’, porque se você fizer isso, elas elas não ficarão com você por muito tempo”, diz ele.

Sessenta anos depois, ele pode se lembrar da operação em grande detalhe.

“Eles levantaram o olho e foram até o canto, acertaram e sacudiram com essa coisa que parece um batedor de ovos”, conta.

“É uma loucura para mim. Quer dizer, você está falando sobre um cérebro. Não deveria haver alguma precisão envolvida?

“Tão sutil quanto um tiro na cabeça”

A lobotomia teve seus críticos desde o início e a oposição ficou mais forte à medida que os maus resultados se tornaram aparentes.

Descobriu-se que Walter Freeman, que inicialmente alegava uma taxa de sucesso de 85%, tinha, na verdade, uma taxa de mortalidade de 15%. E quando os médicos investigaram os resultados de longo prazo de seus pacientes, eles descobriram que apenas um terço havia experimentado alguma melhora, enquanto outro terço estava significativamente pior.

Um ex-defensor da lobotomia nos Estados Unidos afirmou: “A lobotomia não era menos sutil do que um tiro na cabeça.”

Quinze anos atrás, um grupo de médicos e vítimas de lobotomia e suas famílias fizeram campanha para que Egas Moniz fosse destituído do Prêmio Nobel.

A Fundação Nobel, cujo estatuto prevê que seus prêmios não podem ser retirados, recusou.

Olhando para trás, como devemos ver as pessoas que realizaram esse controverso procedimento médico?

“Esse negócio de dividir os médicos em heróis e vilões está errado. Somos todos uma mistura dos dois, somos um produto de nosso tempo, nossa cultura, nosso treinamento”, diz Henry Marsh.

“A geração de cirurgiões que me treinou tinha, eu não diria poderes divinos, mas uma autoridade enorme, ninguém os questionava ou interrogava, e posso pensar em algumas das pessoas que me treinaram que eram, acima de tudo, pessoas decentes, e foram corrompidos por este poder e se tornaram um pouco monstros”…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Claire Prentice – BBC

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