Descobertas científicas que foram feitas por acidente!

Em um post anterior (aqui) eu falava dos fatos supostamente científicos e que se provaram estar errados. Ainda nesse tema de ciência, descobri que algumas descobertas importantes para a humanidade foram feitas completamente por acidente… Sem querer mesmo! E os motivos dessas descobertas acidentais foram vários, desde a inépcia até a pura sorte, passando por laboratórios imundos ou inseguros. Acredite se quiser!

Microondas

Em 1946, o engenheiro da Raytheon chamado Percy Spencer estava trabalhando em um projeto relacionado aos radares. Enquanto testava um tubo de vácuo que acionava um conjunto de radares chamado magnetron, descobriu que uma barra de chocolate que tinha em seu bolso derreteu. Ele ficou intrigado e apontou esse tubo para outras coisas, como ovos e pipoca em grãos. E concluiu que o calor que eles recebiam vinham da energia das microondas.

O primeiro forno de microondas pesava quase 400 kg e tinha mais de um metro e meio de altura, e foi construído em 1947. Mas o primeiro deles para fins domésticos foi lançado em 1965, nos Estados Unidos, e custava US$ 500 (cerca de R$ 1.200,00).

Penicilina

Agora estamos em 1928, no laboratório do prof. de bacteriologia Alexander Fleming. Ele tinha acabado de voltar das férias e, enquanto organizava suas placas de petri com colônias  da bactéria Estafilococos, notou que havia mofo crescendo nelas.

Ao procurar entre suas colônias por quais delas ele poderia salvar para continuar suas pesquisas,  percebeu que as bactérias não conseguiam crescer onde havia mofo. Esse mofo, na verdade, era uma rara forma de Penicillium notatum, que secreta uma substância que inibe o crescimento bacteriano. Assim, anos depois, a penicilina foi finalmente introduzida, na década de 1940, abrindo a era dos antibióticos.

Viagra

Viagra foi o primeiro tratamento para a disfunção erétil, mas não foi para isso que ele foi originalmente aprovado. Na verdade, o princípio ativo do Viagra era para ser um medicamento para o coração. Durante os testes clínicos, a droga se mostrou ineficaz para o coração, mas surpreendentemente os homens que estavam sendo monitorados tiveram ereções mais fortes e mais duradouras. E alguns homens até então impotentes tomaram o medicamento e voltaram à carga.

Assim começou a era do Viagra.

Dinamite

Alfred Nobel (esse mesmo, da fundação que distribui o Prêmio Nobel) descobriu acidentalmente a dinamite em 1833. A nitroglicerina estava se tornando um explosivo amplamente produzido na época, embora fosse muito instável e costumasse explodir pessoas e edifícios que a manipulavam. Ao trabalhar com a nitroglicerina, uma tarde, um frasco escorregou da mão de Nobel. Felizmente, não houve explosão. A nitroglicerina derramou em cima da serragem que estava espalhada pelo chão e foi absorvida.

Mais tarde, Nobel conseguiu explodir aquela serragem e concluiu que misturar a nitroglicerina com uma substância inerte poderia deixá-la mais estável. Ele então encheu alguns tubos misturando o explosivo com serragem, argila, polpa de celulose e outros, e patenteou a “Dinamite” em 1867, como  pó de segurança para explodir.

 Post-it

Em 1970, um químico de nome Spencer Silver estava pesquisando nos laboratórios da 3M para criar uma cola superforte. Em vez disso, suas experiências produziram um aderente que não era muito forte. Quando separava duas folhas de papel com aquele produto, ele descobriu que a cola aderia numa folha e depois na outra. Achou que seria uma descoberta inútil e deixou de lado.

Quatro anos depois, um colega teve uma bela ideia. Ele estava cantando num coral da igreja e usava marcadores de livros para anotar as páginas no livro dos cânticos, só que eles caíam toda hora. Então, decidiu colar um pingo da cola de Spencer e o marcador ficou no lugar! E, o mais importante, quando ele o retirou, não rasgou as páginas do livro. Aí nasceu o Post-It.

Supercola

Falando em cola, outra descoberta acidental foi a da supercola. Em 1942 o cientista Harry Coover descobriu que a substância que ele havia criado, o cianocrilato, era um fiasco. Tinha sido feita para criar uma lente de precisão para armas (estava acontecendo a Segunda Guerra), mas não podia ser usada porque colava tudo com que entrava em contato: papel, madeira, roupas, pele… Alguém teve a ideia de usar esse produto para estancar ferimentos do soldados, mas descobriram depois que essa cola gerava necrose na pele.

Seis anos depois, o mesmo cientista supervisionava uma cobertura para cabine de aviões e ficou preso na mesma meleca de anos anteriores. Só que ele observou que tudo era colado sem necessidade de calor. Foi então que ele e sua equipe começaram a colar vários objetos no laboratório, e perceberam que eles finalmente haviam encontrado um uso para aquela gosma. Finalmente, 16 anos depois de sua descoberta, sua supercola começou a ser vendida nos Estados Unidos.

Fonógrafo

Edison_and_phonograph_edit1

Na foto em preto e branco, de 1878, vemos Edison demonstrando sua “máquina falante”, e na foto colorida, o gramofone, descendente direto da invenção original.

Num belo dia, outono de 1877, Thomas Edison mostrou ao chefe de suas oficinas, John Krusei, o esboço de uma curiosa engenhoca. Krusei não achava difícil construir a máquina que a planta mostrava ser bastante simples: um tubo metálico com uma espécie de funil, um diafragma de pergaminho e um cilindro de aço. O que Krusei achava estranho era que a máquina pudesse servir para alguma coisa.

Quando Edison afirmou que o aparelho seria capaz de repetir o que lhe dissessem, o ceticismo aumentou. Krusei chegou a apostar com Edison uma caixa de charutos, que perderia se a máquina chegasse a funcionar. Quando a máquina ficou pronta, Edison envolveu o cilindro de aço numa folha de estanho. Depois, enquanto o cilindro girava, cantou uma velha canção popular dentro do funil: “Maria tinha um carneirinho. . .” Enquanto cantava, sua voz fazia vibrar a membrana de pergaminho, que por sua vez comandava uma agulha que ia fazendo sulcos na superfície macia do estanho.

Chegou então o momento culminante. O aparelho foi colocado para funcionar, o sulco do estanho fazia vibrar a agulha e esta, por sua vez, acionava a membrana de pergaminho. Para espanto e incredulidade dos auxiliares que cercavam a máquina, a voz de Edison soou: “Maria tinha um carneirinho. . . ” E Krusei perdeu a aposta.

Na verdade, Edison estava em busca de  algo que pudesse gravar sinais de telégrafo. E, sem querer, ele acabou gravando sua própria voz. Foi a primeira vez que a voz humana foi gravada e, nesta hora, surgiu a tecnologia que levou ao fonógrafo.

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