Simca Chambord

O Simca foi um dos mais icônicos carros já lançados no Brasil e o nosso primeiro carro de luxo. Ele foi eleito como o carro mais bonito da época. Seu motor V8 batizado pela Simca de ”Aquilon”, tinha 2.3 litros e 88 cv. Problemas de superaquecimento, embreagem fraca e falta de torque sempre acompanharam o carro. O controle de qualidade era muito ruim e só seria melhorado com a compra pela Chrysler em 1967.

Lançamento da linha Simca, em 1960, na foto abaixo.

Em 1961 é lançado o Simca Presidence, modelo de luxo com estepe na traseira, calotas raiadas e acabamento superior. Podia ter um vidro separando o motorista dos passageiros no banco traseiro e até um frigobar e uma TV.

 Também é lançado em 1961, o Simca Alvorada, um modelo mais simples. Em meados de 1962 é lançada a versão esportiva, Rallye, com motor um pouco maior e 100 cv.

Abaixo, alguns dos anúncios publicados em revistas da época.

Em 1963 chega a Simca Jangada, uma Station Wagon de luxo baseada na Simca Marly 1958. E veio ainda o Tufão, com teto mais alto e linhas mais retas, com um motor V-8 mais potente.

Um fato que nada tinha a ver com o mundo automobilístico acabou marcando ainda mais o Simca Chambord no Brasil: esse carro foi, ao lado do patrulheiro da Polícia Rodoviária Inspetor Carlos e seu cão Lobo, “protagonista” da famosa série brasileira de televisão “O VIGILANTE RODOVIÁRIO” (exibido pela TV TUPI no início dos anos 60).

Para finalizar, o carro nacional foi um dos poucos a ter um rock em sua homenagem, pelo grupo “Camisa de Vênus”:

20 respostas em “Simca Chambord

  1. No começo da minha adolescência meu paizão comprou um Rallye Especial zerinho ! Eu vivia na garagem limpando e polindo o carrão, sonhando em fazer 18 anos para sair guiando esse sonho de carro ! Estava estacionado em frente de casa, veio um caminhão desgovernado e transformou meu sonho em uma pilha de sucata ….

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  2. SAÍMOS NUM SIMCA E MEU AMIGO ERA MENOR E A POLICIA O FUSCA FUSCA 1300SAIU E SAIU ATRÁS NA ILHA DO GOV SAÍMOS EM DISPARADA E EM 10m FOMOS ALCANÇADOS O SIMCA NÃO TINHA FORÇA NEM VELOCIDADE O APELIDO ERA. BELO ANTÓNIO 😍

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  3. Rsrsrsrs, só pra tentar ajudar amigos, a explicação sobre o apelido do Simca esta abaixo, o porquê que era chamado tbm de Belo Antonio…interessante de vcs saberem…rsrsrsrs

    O fraco desempenho lhe rendeu o apelido de Belo Antônio, alusão a um personagem vivido por Marcello Mastroianni na produção ítalo-francesa Il Bell`Antonio, de 1960, que encantava as mulheres por sua beleza, mas era impotente.

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  4. Boa tarde,
    De fato, os primeiros Simca fabricados (ou montados) no Brasil apresentavam um motor antiquado, com válvulas laterais, fraco e problemático, desenvolvendo anêmicos 84 CV para impulsionar um peso de 1150 kg. Os problemas mais crônicos, além da baixa potência e pouco torque, era a tendência ao superaquecimento e desregulagem constante do carburador.
    Esses problemas ofuscaram as qualidades que o carro tinha, tais como ótimos freios freios e estabilidade, suspensão muito eficiente e segura, conforto, acabamento e beleza interna e externa muito acima da média para a época.
    Com o intuito de resolver esses problemas, a matriz enviou para o Brasil o engenheiro Jean-Jacques Pasteur.
    O antigo propulsor V8 sofreu múltiplas e sucessivas amelhorações, passando depois de poucos anos, dos 84 CV iniciais a 140 CV. Seu torque passou de 15,5 a 23 mkgf.
    Pasteur adotou um radiador de óleo, além de aumentar consideravelmente o radiador de água, eliminando desta forma todo risco de superaquecimento.
    Introduziu câmaras de combustão hemisférica (sendo o primeiro automóvel com essa tecnologia no hemisfério sul, motivo do nome “Hemi-sul). O carburador também foi retrabalhado.
    Com esse “upgrade”, o desempenho melhorou muito, transformando o Simca em outro carro.
    A velocidade máxima passou de 135 km/h a 165 km/h, e a aceleração de 0 a 100 km/h que pedia intermináveis 27 s, passou a ser coberta em cerca de 16 s. O “Belo Antônio” era coisa do passado.
    Essa evolução constante durou 4 anos, indo de 1961 a 1965, e aumentou a potência e o torque em 67%, aumentando simultaneamente a fiabilidade. O trabalho desenvolvido por Pasteur neste bloco está entre os melhores já realizados na indústria automobilística mundial.
    A publicidade mudou de tom, dando ênfase não à beleza do carro mas à robustez e desempenho.
    No entanto, já era tarde para salvar a reputação e as vendas do Simca no Brasil. Além do mais, carros mais modernos já estavam sendo anunciados e em breve chegariam ao mercado.
    Nem mesmo o radical “facelift” realizado em 1966 ainda pela Simca, com mudança de nome para Esplanada e Regente, e um segundo, realizado já pelas mãos da chrysler, conseguiram aquecer as vendas.
    Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, A Simca do Brasil produziu mais de 50.000 automóveis, ficando na história como sendo um dos mais bonitos carros já fabricados no Brasil.
    Atenciosamente,
    Juan Dierckx

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  5. O meu pai na época comprou um Simca Rallye, três andorinhas com dois carburadores…
    Em quanto meus tios compraram os Simcas Chambord ou Presidente , ele gostava da linha esportiva.
    Era um azul meio turquesa com prata.
    Eu era pequena, mas acho que era isso!!
    Tchau!

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  6. TIVE A OPORTUNIDADE DE ANDAR (DE CARONA LÓGICO,POIS TINHA 9 ANOS) VÁRIAS VEZES,,SENTAR NO BANCO DO MOTORISTA ,PRIMEIRO NO AUSTIN E DEPOIS NO SIMCA CHAMBORD ,QUE ERAM DO MEU TIO E ELE CONSTRUIU UMA GARAGEM DE MADEIRA DO LADO DE CASA,POIS ELE MORAVA NAS CASAS VERDES E ELAS NÁO TINHAM PATIO PELO LADO DAS CASAS

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  7. Início dos anos 70, saindo da adolescência, meu sonho era ter um carro. Qualquer coisa de quatro rodas, que andasse, não importando o estado que estivesse. Soube de um fazendeiro que tinha um simca (acho que um dos primeiros a rodar no Brasil), abandonado num galpão e que queria vender. Lá fui eu. Não tinha muito dinheiro. Fiz uma oferta: cem cruzeiros, mais um relógio Orient quase novo e mais um revólver Taurus 32, cano curto quinado, niquelado, cabo de madrepérola, quase novo, na caixa. O homem topou na hora. Lá fui eu ter o meu primeiro carro. Estava bem feinho dado o abandono por muito tempo. Muita ferrugem. Um amigo latoeiro deu uns retoques e pude rodar com a máquina por um tempo. Depois um sujeito se engraçou por ele e me propôs um Aerowillys de mano (câmbio no volante e de difícil engate das três marchas). Fiz a troca. E assim, a partir do velho simca, sempre passei a andar motorizado, com um carrinho ou outro que sempre ia renovando. Bons tempos!!!.

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