(da BBC Brasil)
Comer carne humana foi a saída encontrada para a fome, devido a uma seca severa na região
Cientistas anunciaram a primeira evidência arqueológica de que os colonizadores americanos em Jamestown, na Virgínia, recorreram ao canibalismo para sobreviver às duras condições de vida. Durante anos, boatos de que os primeiros ingleses a chegar na América teriam se alimentado de cães, gatos, cobras e até mesmo de humanos mortos foram propagados, mas os estudiosos eram céticos em relação a essas histórias.

Mas agora o Smithsonian’s National Museum of Natural History e arqueólogos de Jamestown anunciaram a descoberta dos ossos de uma jovem de 14 anos de idade que mostram sinais claros de que ela havia sofrido canibalismo. Cortes desajustados no corpo e na cabeça da menina evidenciam a conclusão dos cientistas.
O antropólogo forense do museu, Douglas Owsley, disse que os restos humanos datam por volta de 1609 e 1610, período em que muitas pessoas morreram na região americana. Os cientistas acreditam que os colonos chegaram ao local durante a pior seca em 800 anos, que provocou graves carências alimentares para os 6 mil moradores de Jamestown na época.
Os restos da menina, descobertos no verão de 2012, marcam o quarto conjunto de ossos humanos encontrados fora das sepulturas em Jamestown. Os restos da garota, batizada pelos pesquisadores de Jane, foram descobertos junto com ossos de cavalos e de outros animais, que teriam sido cortados e devorados em momentos de desespero. Os pesquisadores acreditam que ela já estava morta quando foi praticado o canibalismo. Mas isso é pura especulação, pois não há evidências nem a confirmar e nem a excluir essa hipótese.
Os restos de Jane serão expostos em Jamestown para explicar as condições horríveis que os primeiros colonos enfrentaram ao chegar aos Estados Unidos.
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