Como surgiu o vibrador?

Meu amigo Claudio Attílio comentou que eu sou o principal responsável por estar resolvendo todas as dúvidas existenciais que ele arrasta desde o princípio de sua existência.

Dando sequência, então, a esse trabalho de utilidade pública, apresento a seguir a resposta para uma dessas dúvidas que assola a mente da humanidade desde que Nero tacou fogo em Roma: como surgiu o vibrador? Depois de exaustivas pesquisas, descobri a melhor explicação no site muitointeressante.com.br.

Segundo o que apurei, ele surgiu para descansar as mãos dos médicos, que já estavam exaustas de masturbar suas pacientes.

Inventado em meados do século 19, o vibrador era um instrumento médico para a cura da histeria, doença que acometia exclusivamente mulheres. Sintomas como irritabilidade, ansiedade, choro, falta ou excesso de apetite e outros altos e baixos tão conhecidos do público feminino caracterizavam a histeria, doença que a comunidade médica acreditava ser causada por deslocamentos no útero. O diagnóstico, curiosamente, era dado na maioria das vezes para mulheres solteiras e viúvas, e em alguns casos, mulheres que não tinham muita atividade sexual em casa. O tratamento? Massagem no clitóris até a paciente atingir o “paroxismo histérico”, ou em termos atuais, o orgasmo.

Mulheres passaram a lotar os consultórios e os médicos, de tanto massagear clitóris de pacientes, começaram a ter uma espécie de LER (lesão por esforço repetitivo). Como a necessidade é um dos maiores impulsos humanos, o tratamento “manual” se aperfeiçoou e passou a ser feito com um instrumento – o vibrador!

O The Manipulator foi o primeiro vibrador patenteado da história em 1869, pelo médico norte americano George Taylor. Ele era movido a vapor.

Depois do The Manipulator, vários outros vibradores foram lançados, movidos a manivela, ar comprimido, a bateria e a eletricidade.

Modelo Woody, movido a manivela.

Modelo Dr. Johansen’s, movido a manivela.

Modelo Chas a Cyphers, movido a ar comprimido.

Modelo Giro-Lator, movido a eletricidade.

O “fabuloso White Cross” era vendido em lojas de departamento, na primeira década do século XX, e foi um dos primeiros a ter seu uso doméstico liberado.

Anúncio do White Cross Vibrator, publicado no The New York Tribune em janeiro de 1913.

À medida que foi ganhando conotação sexual, o vibrador adquiriu um ar negativo e ligado à vulgaridade, principalmente por conta do seu uso em filmes pornô. Só voltou a ser relativamente aceito na década de 60, com a revolução sexual feminina.

Hoje sexólogos e ginecologistas o indicam não para curar uma doença, mas para auxiliar no prazer e na descoberta sexual da mulher.

Há também um caso médico da atualidade em que os vibradores são indicados para homens – mas para aqueles que fazem cirurgia para mudança de sexo. Durante vários meses após a cirurgia, quem troca o bilau por uma ximbica precisa usar um vibrador periodicamente, para que o canal vaginal aberto ali não cicatrize.

 

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