10 livros clássicos que você deveria ler

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Com temas universais que ainda mantêm sua relevância.

Essas obras continuam a influenciar a nossa cultura, e você pode ver referências a elas em filmes, séries, livros e músicas. Caso ainda não tenha lido, experimente: ao menos uma delas pode se tornar sua favorita!

Claro que são livros de meu gosto pessoal, mas se você quiser sugerir outras obras, deixe sua dica nos comentários.

1. A Ilíada, de Homero

Uma das mais importantes obras da literatura ocidental, A Ilíada de Homero foi composta por volta do século VIII a.C. Originalmente contado de forma oral, esse poema épico narra os eventos dos últimos dias da Guerra de Troia, com o guerreiro grego Aquiles sendo o protagonista.

Uma das coisas mais legais nessa obra clássica é a participação dos deuses no conflito. É uma obra atemporal, que continua a ser influente, uma história de guerra, até simples em muitos aspectos, mas há muita profundidade temática, e os personagens são brilhantemente definidos. Temas como lealdade, honra, luxúria, coragem (e falta dela) e poder vêm à mente.

2. O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson

O autor narra a história do Dr. Henry Jekyll e do Sr. Edward Hyde. O Dr. Jekyll, movido pela crença de que “o homem é dois”, cria uma poção para libertar a si mesmo de seus impulsos mais sombrios. No entanto, ele não consegue mais controlar a transformação, e seu alter ego, o repulsivo Mr. Hyde, começa a agir por conta própria.

É uma alegoria sobre a luta entre o bem e o mal que reside em cada ser humano, explorando a repressão de impulsos e os danos causados por ela. Hyde representa o lado primitivo e sem restrições, enquanto Jekyll representa o lado moral e reprimido

Com uma temática que continua atual, a obra influenciou fortemente o terror e a ficção científica.

3. O Corvo, de Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe fala de um homem solitário que, atormentado pela perda de sua amada Lenora, é visitado por um corvo. O pássaro responde a todas as suas perguntas desesperadas, sobre a morte e reencontro, com a única resposta “nunca mais”, levando o narrador à loucura.

O poema explora a dor, a memória e a impossibilidade de esquecer uma perda, levando o narrador a um conflito interno e a um estado de sofrimento auto-infligido. Muitos escritores renomados, como Machado de Assis e Fernando Pessoa, tentaram passá-lo para o português, sem perder sua musicalidade e ritmo, além do uso repetido da frase “nunca mais”, que o autor, Poe, afirmava ter criado com a precisão de um problema matemático

4. Moby Dick, de Hermann Melville

Publicado em 1851, Moby Dick, de Herman Melville, narra a jornada obsessiva do Capitão Ahab, do navio baleeiro Pequod, para caçar e matar Moby Dick, uma baleia branca que lhe arrancou a perna. O livro é contado por Ismael, um marinheiro que descreve a história de forma épica e cheia de passagens descritivas, enciclopédicas, filosóficas e, em alguns momentos, divertidas.

Um dos mais conhecidos romances da literatura americana, a obra aborda temas como a relação destrutiva entre homem e natureza, o fanatismo, o racismo, a diversidade cultural e a vingança, sendo um clássico da literatura universal.

5. Um Estudo em Vermelho, de Arthur Conan Doyle

Publicado em 1887, apresenta pela primeira vez o famoso detetive Sherlock Holmes e seu parceiro, Dr. Watson. O livro é dividido em duas partes: a primeira introduz a amizade entre Holmes e Watson e um assassinato misterioso em Londres, que o detetive resolve usando a dedução. A segunda parte revela o passado de vingança que deu origem ao crime, explicando a história por trás do assassinato

É a introdução ao universo de Sherlock Holmes, apresentando um crime e a lógica por trás da dedução do detetive, tornando-se um clássico do romance policial, introduzindo muitas das convenções desse gênero.

6. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, publicado em 1890, é sobre um jovem belo que, influenciado por um amigo hedonista, faz um desejo: que um retrato pintado por um de seus admiradores envelheça e mostre todos os seus pecados, enquanto ele permanece jovem para sempre. A narrativa acompanha a decadência moral de Dorian, cuja aparência se mantém imaculada enquanto a pintura se torna grotesca, refletindo a alma corrompida do protagonista. 

A obra explora temas como a vaidade, o hedonismo, a dualidade entre a aparência e a essência, o envelhecimento, o pecado e a culpa, e a influência da arte e da estética sobre a moralidade. É uma crítica à hipocrisia da sociedade e à busca desenfreada pelo prazer. Também ficou conhecida por ser censurada na época, devido a alusões à homossexualidade, considerada crime na Inglaterra vitoriana.

7. Dom Casmurro, de Machado de Assis

Dom Casmurro (1899) narra as memórias do protagonista Bentinho (Bento Santiago), um homem amargurado que, já velho, escreve para “atar as duas pontas da vida”. Ele conta sua juventude, o caso de amor com Capitu, sua vizinha de infância, e a crescente suspeita de que ela o traiu com o melhor amigo, Escobar. A narrativa é subjetiva e não confiável, e o livro é famoso por deixar a dúvida sobre a traição de Capitu sem uma resposta definitiva. 

É uma das mais emblemáticas obras do realismo brasileiro, conhecida pela narrativa ambígua, complexidade psicológica dos personagens e ironia machadiana. Amor, ciúme, traição, memória e a subjetividade da verdade são temas recorrentes na obra. 

8. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Um pilar da ficção científicaAdmirável Mundo Novo (1932) é uma distopia de Aldous Huxley sobre um futuro totalitário, onde a felicidade é alcançada através da tecnologia, manipulação genética e condicionamento psicológico, eliminando individualidade, família e emoções. A sociedade é dividida em castas pré-determinadas e o vício em uma droga chamada “soma” é incentivado, para suprimir qualquer insatisfação, levantando questões sobre liberdade, verdade e os perigos de uma sociedade focada em prazer superficial e controle social.

9. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

O Pequeno Príncipe, publicado em 1943, narra o encontro de um aviador, que caiu no deserto do Saara, com um menino de um asteroide distante. O principezinho conta ao aviador suas viagens por outros planetas, onde conheceu personagens que representam diferentes falhas adultas, como o rei, o vaidoso e o bêbado.

A história explora temas como a perda da inocência, a importância dos laços afetivos (exemplificada pela relação com sua rosa e com a raposa), a amizade e a crítica ao mundo adulto focado em coisas superficiais, com a famosa lição de que “o essencial é invisível aos olhos“.

Apesar de ser uma obra infantil, encantou e continua a encantar adultos com sua profundidade, sendo que os personagens simbolizam diversos aspectos da sociedade e da existência humana.

10. 1984, de George Orwell

A distopia 1984, de George Orwell, foi publicada em 1949 e retrata uma sociedade totalitária controlada pelo Partido e liderada pela figura onipresente e misteriosa do Grande Irmão. O livro serve como um alerta contundente sobre os perigos da perda da liberdade, da manipulação da verdade e do controle governamental.

A obra é uma poderosa crítica ao autoritarismo e à vigilância em massa. É um dos mais famosos livros de ficção das últimas décadas, continuando a impactar a cultura, ainda mais nos tempos atuais.

BÔNUS – Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Eu não podia deixar de fora Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, publicado em 1967. O ganhador do Nobel de Literatura de 1982 utiliza o realismo mágico para mesclar o fantástico e o cotidiano, acompanhando as gerações da família Buendia através de conflitos, amores, paixões e uma sucessão de eventos que espelham a história turbulenta da América Latina. O romance é uma metáfora para a condição humana, explorando temas como a solidão hereditária, a repetição dos erros e o destino inescapável.

Aí estão 10 + 1 dos meus livros favoritos. E você, o que achou da seleção? Faltou algum?


Antes que eu me esqueça, quero avisar que vem novidade aí! Em breve!

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