Levem-nos ao seu líder!

Avistamentos, extraterrestres, OVNIs, abduções… isso existe mesmo?

Desde que o homem passou a compreender que a Terra não estava sozinha no Universo, ele começou a se perguntar se haveriam outros planetas habitados no cosmos. E Marte foi eleito como o planeta próximo de nós com maior possibilidade de ter vida inteligente.

Afinal, a existência dos canais avistados pelos astrônomos sugeria uma extensa rede de irrigação artificial no planeta, construída por uma avançada civilização.

(as sondas e robozinhos que enviamos para lá, nos últimos anos, confirmaram a existência de canais, mas subterrâneos, que podem ter sido grandes rios que alimentaram, há bilhões de anos, um oceano no norte no planeta vermelho).

Antes dessa descoberta recente, Marte continuou incendiando a imaginação das pessoas durante muitos anos, e os relatos de avistamentos de OVNIs, de ETs e de abduções se multiplicaram pelo mundo.

A Guerra dos Mundos

Muitos livros foram escritos sobre uma invasão de nosso planeta pelos marcianos. O mais conhecido deles é “ A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells.

Esse livro foi adaptado para o rádio em 1938 pelo genial Orson Welles – que mais tarde entrou para a história do cinema com seu filme “Cidadão Kane”. A sua versão foi tão eficaz que milhares de pessoas, nos Estados Unidos, acreditaram realmente que o planeta estava sendo invadido! O exército foi colocado de prontidão, os hospitais e ambulâncias ficaram a postos para receber quem fugia dos marcianos, que estavam saindo de seu disco-voador armados de armas de raios! O pânico se instalou, e o caos só terminou quando se revelou que aquilo era apenas… uma novela de rádio!

Quer ouvir um trecho? Realmente, foi tudo muito realista!

Trecho da transmissão original de Orson Welles, em 1938

O Caso Roswell

Alguns anos depois, em 1947, houve um outro caso que dominou as manchetes dos jornais no mundo inteiro: um disco-voador tinha supostamente caído num rancho em Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos!

Imediatamente, os militares foram enviados para lá e a Força Aérea declarou que haviam recolhido os restos de uma nave alienígena. Logo depois, porém, a própria Força Aérea desmentiu essa notícia, afirmando que os restos eram apenas… de um balão meteorológico.

(Só que essa versão dos militares para o caso foi forjada, sendo desmentida somente após o fim da Guerra Fria. Em um relatório publicado em 1994, a Força Aérea afirmou que o objeto encontrado em Roswell era, na verdade, um balão de vigilância nuclear do Projeto Mogul, desenvolvido para monitorar possíveis testes nucleares dos rivais soviéticos.)

Seja como for, esse incidente em Roswell continua alimentando controvérsias. Para muitos, é o mais relevante evento ufológico de todos os tempos. E, há pouco, uma nova informação colocou mais lenha na fogueira.

A antiga assistente de Albert Einstein revelou, antes de falecer em 2015, aos 85 anos, que ela e o professor visitaram o local do suposto acidente, a convite do governo.

Foto supostamente tirada no local do acidente, em Roswell.

Ela disse que a nave era em forma de disco, e que parecia estar danificado de um lado. E recorda que o acesso a espaçonave não era fácil, já que inúmeros guardas, especialistas e fotógrafos estavam por lá. Revela também que, em um primeiro momento, Einstein teria estudado o “sistema de propulsão” do veículo. “Ele não ficou nem um pouco perturbado ao ver as evidências reais”. 

A ex-assistente ainda comenta que, durante a visita, os dois se depararam com cinco corpos, que supostamente seriam de extraterrestres. “Alguns dos especialistas puderam olhar mais atentamente, incluindo o meu chefe. Eles tinham cerca de um metro e meio de altura, sem cabelo, com cabeças grandes e enormes olhos escuros, e sua pele era cinza com um leve tom esverdeado”, descreve. Após a visita, Albert Einstein redigiu um relatório sobre o que viu e ela foi obrigada a não comentar nada sobre o caso.  

Blue Book

As investigações sobre os OVNIs e as abduções continuam até hoje, e um dos projetos financiados pelo governo americano se chamou Projeto Blue Book (Livro Azul). Ele teve início em 1952 e foi encerrado em 1969.

O Blue Book foi a mais longa e mais extensa investigação conhecida sobre fenômenos aéreos inexplicados. Dos mais de 12.000 avistamentos registrados, determinou-se que a maioria se tratava de fenômenos naturais ou de aeronaves erroneamente identificadas (incluindo testes de voo dos primeiros aviões de espionagem americanos, os U-2). Somente 701 casos ficaram por identificar… A conclusão final foi que:

“Nenhum OVNI registrado, investigado e avaliado pela Força Aérea representava qualquer ameaça à nossa segurança nacional; não houve qualquer prova fornecida, ou descoberta pela Força Aérea de que os avistamentos classificados como ‘não identificados’ configurassem desenvolvimentos tecnológicos ou princípios além do conhecimento científico atual; não houve qualquer indício que apontasse para que os avistamentos classificados como ‘não identificados’ fossem veículos extraterrestres.”

A abdução de Barney e Betty Hill

Quando se comenta sobre abduções, é inevitável que a gente ouça piadas satirizando esses relatos… Aliás, piadas sobre os sequestros por parte dos ETs não faltam.

Há um caso, porém, que é reconhecido como sendo a primeira abdução muito documentada e também o primeiro caso em que as vítimas da abdução teriam sido examinadas pelos alienígenas.

É o chamado Caso Barney e Betty Hill – nada a ver com o Barney e a Betty dos Flintstones…

Ops, errei de foto…

Estes eram os verdadeiros Betty e Barney Hill… ele faleceu em 1969 e ela, em 2004. E a história que eles contavam aconteceu na madrugada de 19 para 20 de setembro de 1961, quando voltavam de férias no Canadá.

Havia poucos carros na estrada quando o casal disse ter visto um ponto brilhante de luz no céu. Betty usou um binóculo para observar o objeto, que piscava luzes coloridas enquanto se movia no céu. Barney achou que eram as luzes de um avião.

Os Hill continuaram a viagem na estrada isolada, e o objeto se aproximava mais e mais, mergulhando e descendo lentamente. De repente, uma imensa nave veio em direção a seu carro, fazendo com que Barney parasse no meio da rodovia.

Barney saiu do carro e disse ter visto, com o binóculo, de oito a onze vultos humanoides olhando para fora das janelas da nave, em direção a ele. Quando a nave veio se aproximando, Barney correu de volta para o carro, dizendo “Eles vão nos pegar!” 

Saindo em disparada, chegaram mais tarde em casa. Perplexos, os Hill disseram que tentaram reconstruir a cronologia dos eventos, desde o momento em que observaram o OVNI. Mas suas recordações pareciam incompletas e fragmentadas.

Em 21 de setembro, um dia depois do ocorrido, Betty telefonou para a base da Força Aérea da região para relatar seu encontro com o OVNI. O major que os entrevistou disse que os Hill provavelmente confundiram a luz com o planeta Júpiter. Seu relatório, em todo caso, foi encaminhado para o Projeto Blue Book (“Livro Azul”), que citei pouco antes.

Duas semanas depois, Betty afirmou que passou a ter pesadelos recorrentes. Aconteciam quase todas as noites e eram tão vívidos que permaneciam em sua mente durante todo o dia.

No sonho, Betty narra que…

“Eu parecia estar lutando para recuperar a consciência, percebendo, então, que estava sendo forçada por dois homens pequenos a caminhar mata a dentro durante a noite, vendo Barney caminhando ao meu lado, embora quando o chamasse ele parecesse estar em transe, ou sonâmbulo. Os homenzinhos tinham cerca de um metro e meio de altura e usavam uniformes, com quepes semelhantes aos usados pela força aérea americana. Não tinham cabelo”.

Nos sonhos, Betty, Barney e os homenzinhos subiam uma rampa de uma nave em forma de disco, de aparência metálica. Lá dentro, Barney e Betty foram separados. Betty protestou e um homem que ela chamava de “o líder” disse que, se ela e Barney fossem examinados juntos, os exames levariam muito mais tempo. Ela e Barney foram levados para aposentos separados. Embora o líder e os outros homens falassem com Betty em inglês, não pareciam dominar bem a língua e tinham dificuldade de se comunicar.

Então, outro homem chegou para examiná-la, junto com o líder. Betty chamou esse homem de “o examinador”.

O examinador disse a Betty que iria fazer um exame rápido e alguns testes para verificar as diferenças entre os seres humanos e as pessoas na nave. Ele a sentou em uma cadeira e uma luz brilhante foi acesa sobre ela. O homem cortou uma mecha do cabelo, examinou seus olhos, ouvidos, boca, dentes, garganta e mãos. Guardou aparas de suas unhas. Depois de examinar suas pernas e pés, o homem usou uma lâmina cega, semelhante a um abridor de cartas, para raspar fragmentos de sua pele em uma lâmina de vidro.

O homem tirou o vestido de Betty. Pediu, então, que ela se deitasse em uma mesa. Dizendo que estava examinando seu sistema nervoso, arrastou uma máquina sobre seu corpo, na frente e nas costas. O homem limpou as mãos com um líquido e calçou luvas. Pegou, então, uma agulha hipodérmica de uns 10 ou 15 cm de comprimento para realizar o que ele chamou de um teste de gravidez. Em seguida, passou um chumaço úmido em seu umbigo. Quando a agulha foi enfiada, Betty sentiu uma dor excruciante, mas o homem esfregou-lhe a testa e a dor desapareceu.

O homem disse a Betty, então, que o exame terminara e que ela e Barney retornariam logo ao seu carro. O líder examinou a boca de Betty e parecia tentar puxar os dentes. Como não conseguiu, ele perguntou por que os dentes dela eram fixos e os de Barney saíam da boca. Rindo, Betty respondeu que Barney usava dentadura porque os seres humanos frequentemente perdem seus dentes com a idade. O líder parecia incapaz de compreender o conceito de idade avançada.

Quando Betty perguntou de onde eles tinham vindo, antes de irem de volta ao carro, o líder foi até a parede e “puxou um mapa, que me pareceu estranho… Era um mapa do céu “, marcado com diversas estrelas e planetas. Havia diferentes tipos de linhas entre algumas das estrelas e que mostravam, conforme foi dito a ela, as linhas cheias para rotas de comércio e as tracejadas, de exploração.

O líder perguntou a Betty se ela sabia onde a Terra estava no mapa. Betty respondeu que não e que o mapa não lhe era familiar. O líder disse, então, que devido à sua ignorância, era impossível explicar de onde eles vieram.

Só meses depois do evento, o casal notou que a viagem, que deveria durar quatro horas, durou na verdade quase sete horas. Eles não sabiam explicar esse tempo perdido e foi quando decidiram recorrer à hipnose.

Em 1963, foram falar com um renomado psicólogo de Boston, dr. Simon, para que ele fizesse sessões de hipnose, na tentativa de buscar as lembranças do que chamavam de “tempo perdido”, as quase 3 horas das quais nada se lembravam.

Embora o dr. Simon considerasse impossível a hipótese de extraterrestres, parecia óbvio que os Hill acreditavam ter avistado um OVNI com ocupantes parecidos com seres humanos.

O casal foi hipnotizado diversas vezes, e a maioria das sessões aconteceram separadamente, para que um não escutasse as recordações do outro.

Barney foi hipnotizado primeiro. Suas sessões foram sempre muito emocionais, com acessos de raiva, expressões de medo e choro histérico. Barney disse que, por causa do medo, manteve os olhos fechados durante a maior parte do encontro no OVNI.

“Senti como se seus olhos tivessem penetrado nos meus.” As criaturas descritas por Barney eram semelhantes às descritas por Betty . No entanto, Barney descreveu os olhos como sendo muito maiores, se estendendo até os lados de suas cabeças. As criaturas o fitavam nos olhos, com um efeito terrível.

Hipnotizado, Barney disse coisas como “Somente os olhos estão falando comigo” e “Tudo que vejo são esses olhos… Nem mesmo estou com medo de que não estejam em um corpo. Eles apenas estão lá. Eles apenas estão perto de mim, pressionando meus olhos.” 

Ouça um trecho dramático dessas gravações:

Enquanto Betty relatou longas conversas em inglês com as criaturas, Barney disse que os ouviu conversando entre si em uma linguagem que ele não distinguiu. Barney disse também que, nas poucas vezes em que se comunicaram com ele, parecia ser uma “transferência de pensamento” – naquela época, ele não conhecia a palavra “telepatia“.

As conclusões do Dr. Simon

Depois das extensas sessões de hipnose, o dr. Simon concluiu que as lembranças de Barney eram uma fantasia inspirada pelos sonhos recorrentes de Betty, que havia contado ao marido sobre eles. Embora o dr. Simon admitisse que essa hipótese não esclarecesse tudo, parecia ser a explicação mais plausível e coerente.

Ele ainda concluiu que Betty Hill tinha uma personalidade propensa à imaginação. Primeiro, ela era fácil de hipnotizar, o que é um traço de personalidade fortemente ligado a tendências projetivas. Além disso, depois da suposta visão do OVNI, ela leu livros relacionados ao assunto e passou a ter os sonhos, o que é outra característica de uma personalidade imaginativa.

A análise de psicólogos, que tiveram acesso às sessões, é que, através de hipnose, Betty e Barney Hill desenvolveram ambos a síndrome da falsa memória. Falsas memórias ou memórias ilusórias, em psicologia, são memórias de eventos que nunca foram efetivamente vivenciados pela pessoa.


Muitos acreditam que o casal poderia ter passado por algum trauma violento na viagem, como um assalto, e desenvolveram essa falsa memória como um mecanismo para continuar vivendo sem tanto sofrimento.

E você? Qual a sua opinião sobre tudo isso?

Caiu mesmo um disco-voador em Roswell e o governo está acobertando tudo? Ou isso é apenas uma teoria da conspiração?

E sobre o caso Hill, foi uma alucinação, um voo da imaginação… ou realmente os ETs andaram por aqui?

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Um lembrete: o blog agora também tem um podcast no Spotify:

Passe lá para nos visitar! Você vai gostar!

Publicado por Julio

Uma pena eu não ter nascido herdeiro ou milionário. Pois tenho um grande potencial pra isso.

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