Jonny Quest pode virar filme com atores reais

Jonny Quest, aquele clássico personagem da Hanna-Barbera, vai virar filme. Claro, se tudo der certo… Pelo menos, são essas as notícias mais recentes chegando de Hollywood.

O elenco de Jonny Quest, com “Race” Bannon de camisa vermelha, o Dr. Benton Quest de barba, e os meninos Jonny Quest e Hadji (de turbante), com a mascote Bandit.

O diretor deve ser Chris McKay (LEGO Batman: o Filme), e o roteiro estaria sendo escrito por Terry Rossio (que escreveu os roteiros de todos os Piratas do Caribe). 

Jonny Quest, série originalmente exibida entre 1964 e 1965 e mais tarde repaginada nas décadas de 1980 e 1990, acompanha as aventuras de um rapaz que embarca em diversas aventuras extraordinárias ao lado de seu pai, um cientista. Inspirada nos programas de rádio dos anos 1930 e nos gibis da mesma época, a série animada foi responsável por apresentar uma nova faceta da produtora Hannah-Barbera, uma vez que Jonny Quest, diferentemente de outros títulos como Os FlintstonesManda-Chuva, era mais realista e sério.

 O Dr. Benton Quest era convocado para missões perigosas a serviço do governo, sempre envolvendo ciência e mistério, além de espionagem. Roger “Race” Bannon, o guarda-costas, era uma espécie de babá dos meninos, sempre salvando-os de enrascadas. Bandit, o cãozinho do grupo, era, por natureza, curioso e muito assustado, sendo muitas vezes vítima de monstros e animais das selvas.

Para criar os personagens, o estúdio Hanna-Barbera chamou o veterano dos quadrinhos Doug Wildley. Seus cenários criativos marcaram o início de uma nova fase para os desenhos animados, um avanço notável, considerando traços e cores – geralmente muito fortes, condizendo com o roteiro de cada episódio. Como apresentavam cenas rápidas de ação, o trabalho foi grande e o estúdio teve que contratar um maior número de profissionais em relação às produções passadas.

Doug Wildley
Wildley era um quadrinista e ilustrador bastante conhecido na época.
As duas imagens acima mostram os estudos do artista para o personagem e sua família
Arte de Wildley para uma cena crucial de um dos episódios favoritos do público

A abertura parecia a de um filme, inclusive com créditos dos personagens – uma inovação para a época. A música-tema também ajudou na popularização do seriado. 

Apesar do sucesso instantâneo, o estúdio produziu apenas uma temporada da série porque cada episódio era caríssimo de se fazer – afinal, os roteiros eram complexos e a animação era muito realista. Sem mencionar que cada episódio durava cerca de 20 minutos e levava uma eternidade para ficar pronto, atrapalhando, por assim dizer, a produção de outras séries que eram gravadas simultaneamente e sugando os recursos necessários a tantas produções menos complexas e mais rentáveis: Maguila, o Gorila; Formiga Atômica; Esquilo sem Grilo, Sinbad Jr. e outras. Sem mencionar a série mais famosa de todas e que, nos Estados Unidos, ocupava o chamado horário prime-time (  “horário nobre” no Brasil) da rede ABC, derrotando concorrentes como A Feiticeira e Os Monstros.

Jonny Quest ainda recebeu muitas críticas por exibir cenas violentas e monstros assustadores, que podiam “provocar pesadelos nas crianças”.

Infelizmente, todo o esmero da equipe e investimento do estúdio não salvaram a produção, cancelada com apenas 26 episódios.

Mas até hoje seus personagens carismáticos continuam sendo lembrados, seja pelos antigos fãs ou pelos novos, conquistados pelas reprises regulares ou pelos episódios disponíveis na internet.

Jonny era o curioso, intrometido e corajoso menino que encabeçava o elenco. Sempre acompanhado de seu fiel buldogue Bandit, imposto pelo produtor Barbera a fim de agradar à audiência infantil. Tanto que Wildey criou o amigo indiano Hadji como uma maneira de evitar que Jonny passasse o desenho conversando com seu cão.

Adotado pelo pai de Jonny, Dr. Benton Quest, Hadji possuía alguns poderes mágicos que herdou de sua cultura. Mesmo usando eternamente um turbante, o menino não era tratado de maneira leviana pelos roteiros, que o preservavam de abordagens racistas e irrelevantes.

Dr. Quest era protegido pelo grisalho agente (e galã) Roger “Race” Bannon, inspirado no ator Peter Graves, que ficou mundialmente famoso ao estrelar o seriado Missão Impossível.

O grande vilão era o dr. Zin, homenagem aos facínoras de seriados dos anos 1940 e arqui-inimigo mortal do dr. Quest.

E havia espaço ainda para belas mulheres, que davam trabalho a Bannon, que chegou a beijar intensamente a vilã Jezebel Jade, com quem tivera um caso no passado. Isso num desenho feito há mais de 50 anos…

Estudo de Doug Wildley para a bela Jezebel Jade.

Atendendo aos fãs, em 1986 Quest retornou, porém infantilizado em 13 novas (e fracas) aventuras. Em 1997, veio a última série, com 52 episódios, recheada de efeitos de computador (o “Mundo Virtual Quest”) e com os personagens mais envelhecidos. Também não teve apelo.

Tomara que Jonny Quest volte mais interessante em sua estreia nas telonas. Vamos aguardar…

Fontes:

Wikipedia

adorocinema.com.br

infantv.com.br

judao.com.br

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.