UTILIDADE PÚBLICA: Mitos e verdades sobre a gripe

Todo ano é a mesma coisa, muda a estação, os dias esfriam e a gripe aparece antes mesmo que comece a campanha de vacinação.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as infecções respiratórias constituem a maior causa de consulta aos serviços de saúde, principalmente entre crianças até cinco anos. E isso em qualquer época do ano.

Porém, com a queda da temperatura, cresce a incidência dessas doenças, que se mantêm entre as principais causas de internação no país. Além da gripe, causada por vírus, o problema é agravado porque 30% dos brasileiros apresentam complicações alérgicas, como rinite e bronquite, no outono/inverno.

Tem mais: o vírus da gripe sobrevive por mais tempo em ambientes secos, característica típica do inverno no Brasil. Por fim, as pessoas ficam mais tempo em locais fechados, potencializando a transmissão.

Veja a seguir as dicas que vão desmistificar algumas das crenças sobre como tratar e se proteger da gripe, e confirmar outras. Não deixe de ler!

Os analgésicos e antigripais não têm poder de cura e qualquer um deles deve ser ingerido apenas para alívio dos sintomas. A automedicação é totalmente contraindicada. O que vale mais que tudo, sustentam os médicos, é ingerir muita água, comer bem e repousar. Caso não haja melhora, buscar orientação médica para adotar o tratamento adequado.

Embora não existam estudos científicos que comprovem a eficácia de chás no combate à gripe, sabe-se que alguns tipos aliviam os sintomas (chás de hortelã, menta, alho, mel e limão, por exemplo). A menta tem poder expectorante, o alho e o mel estimulam o sistema imunológico. E o chá quente provoca uma vasodilatação nas vias respiratórias, o que minimiza a sensação de desconforto e melhora o afluxo de oxigênio e nutrientes, necessários para o corpo reagir e permitir a reposição de células. Além disso, atenua a congestão nasal.

A gripe é causada pelo vírus influenza e deixa as defesas debilitadas, facilitando a entrada de elementos invasores. Então, embora aumente o risco de se contrair a doença, não se pode dizer que a pneumonia seja uma gripe mal curada. Mas o conselho é que a pessoa observe se os sintomas da gripe mudam ou pioram com o tempo. Porque isso indica que pessoa pode ter desenvolvido outras disfunções, como bronquite, otite, sinusite e até pneumonia.

Para início de conversa, xaropes não são inofensivos. O médico deve ser consultado para orientar se é ou não o caso de usar xarope, e de que tipo. Há os mucolíticos, que tornam o muco mais fluido e ajudam na sua eliminação; os broncodilatadores, que aumentam o tamanho dos brônquios para facilitar a passagem do muco; e os para inibir a tosse. Todo medicamento pode ter efeitos colaterais que variam de acordo com a pessoa. Alguns xaropes, além da propriedade expectorante, são também laxantes e originam irritação gástrica e intestinal, urticária, falta de ar…

Imagine a seguinte situação: você dá a mão para alguém contaminado que acabou de assoar o nariz; aí, coloca a mão no seu nariz ou na sua boca. É possível que tenha carregado o vírus para dentro do seu organismo. Gotas de saliva podem cair em superfícies como mesas e corrimão de escadas e, aí, acontecer a transmissão pelo contato com as mãos.

Não existe injeção contra gripe ou resfriado. Nossos avós tinham esse hábito, mas sabe-se que de nada adianta. O mais relevante é a boa hidratação, o repouso e o alívio dos sintomas com analgésicos.

As infecções não têm relação com a baixa temperatura ou exposição ao frio, já que a transmissão acontece pelo contato com pessoas ou objetos contaminados. O que acontece é que, na época do frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, em que há pouca circulação de ar, e isso facilita a transmissão do vírus. Curiosidade: para que um indivíduo contamine outro ao tossir, espirrar ou falar, é preciso que estejam a uma distância de no mínimo 90 cm…

Ele não cura a gripe, mas tem elementos como a alicina, de ação anti-inflamatória e antibacteriana. E várias substâncias do alho vêm sendo relacionadas ao tratamento de resfriados e gripes, reduzindo os sintomas, como a coriza, e a duração das doenças.

Há casos de pessoas que recebem a vacina e, no dia seguinte, acham que estão gripadas. Mas não se trata da doença, pois não há vírus vivo na vacina. O que ocorre é que muitas pessoas, nos dois primeiros dias após a imunização, sentem dormência e vermelhidão no local da aplicação, além de febre baixa (até 38ºC) e sintomas de uma gripe leve. Nestes casos, o vírus estava incubado e os sinais são uma resposta imunológica imediata do organismo.

A proximidade favorece a contaminação, pois os micro-organismos circulam no ar, em gotículas de secreção expelidas pela pessoa contaminada. Importante: apesar de a forma mais comum de transmissão ser de indivíduo para indivíduo, também é possível contrair a moléstia por meio de contato com objetos contaminados, como talheres e teclados de computador. Fique ligado!

O resfriado pode ser detonado por mais de 200 tipos de vírus e tem características inflamatórias, manifestadas por coriza e espirro, por exemplo. Já a gripe é oriunda do vírus influenza, que chega ao organismo pelas mucosas e traz sintomas como febre alta, dores no corpo e indisposição geral. Então gripe não é um resfriado mal curado, ou vice-versa, já que são situações clínicas diferentes.

A limpeza correta das mãos é uma ótima forma de prevenção, assim como a pessoa deve evitar manipular a secreção com as mãos e tossir ou espirrar em ambientes fechados.

Não há comprovação científica que relacione isso com pegar gripe. A infecção só acontecerá se o sujeito entrar em contato com o vírus. Idem para o medo de dormir com o cabelo molhado: o máximo que pode ocasionar é uma crise de rinite, já que a umidade favorece a proliferação de fungos que resultam em reação alérgica. As variações bruscas de temperatura, em pacientes sensíveis que têm asma ou rinite, contribuem para um quadro desconfortável de congestão, mas que nada tem a ver com gripe ou resfriado.

A porta de entrada é a respiração, o sujeito inala o que está em suspensão no ar, colocando para dentro do corpo por meio do nariz e da boca. O contágio se dá por fala, espirro, tosse e o quadro tem início quando o vírus começa a se dividir: as células do organismo trabalham para barrar tal processo e provocam uma reação inflamatória, com produção de muco.

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3 pensamentos sobre “UTILIDADE PÚBLICA: Mitos e verdades sobre a gripe

  1. Meus pais sempre nos acostumaram a comer alho e cebola. Hoje não consigo cozinhar sem esses elementos. Só sei que hoje, minha resistência a estes vírus é bem maior. Tenho um filho de 17 anos que nunca teve nenhum sintoma de gripe ou resfriado. Abração!

    Curtido por 1 pessoa

    • Eu idem, especialmente alho e mel. De tempos em tempos, especialmente no frio, faço um cházinho de alho com limão, adoçado com mel. É tiro e queda, saboroso e espanta qualquer resfriado… E namorada também! Ahahahahaha!

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