Entenda por que dói tanto um corte de papel

Você já xingou até a última geração da árvore que deu origem àquele papel que cortou o seu dedo? (eu, já; na época em que manipulava mais papel do que hoje em dia, quando uso mais o computador, eu cortava os dedos toda hora…)

E já se perguntou como é possível um corte tão pequeno causar tanto incômodo? Acredite, a culpa não é só do papel…

De acordo com Hayley Goldbach, dermatologista da Universidade da Califórnia, temos muitos nervos nas pontas dos dedos, onde os cortes costumam acontecer. As pontas dos dedos são usadas para explorarmos o mundo, e fazermos tarefas delicadas. Esses nervos são uma espécie de mecanismo de defesa.

Por isso, as bordas afiadas do papel são cortantes o suficiente para atingir esses nervos. Cada cortezinho “inocente” desses passa pela camada superficial da pele – que não tem terminações nervosas – e ativam nossos mecanismos de defesa. Por isso é que dói.

E o fato de esses cortes serem superficiais também ajuda a explicar por que doem tanto: um ferimento mais profundo provocaria sangramento. O sangue coagularia e ajudaria na cicatrização. Como no corte feito pelo papel isso não acontece, a dor torna-se aguda e prolongada, numa área que usamos continuamente e que fica muito exposta.

Por isso, é importante cobrir o machucado e evitar a exposição dos nervos até que a pele consiga cobrir o ferimento novamente.

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL

Resposta

  1. Avatar de sergio vasconcellos
    sergio vasconcellos

    Boa dica!

    Curtido por 1 pessoa

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SOBRE O AUTOR

Júlio A. Filho, escritor brasileiro de literatura infanto-juvenil, fantasia e não-ficção. Seu mote é simples: “contar histórias é quem eu sou”.

Autor da série infantil “O Outro Lado dos Bichos”, que reinventa o olhar sobre os animais com humor e imaginação, e também do livro “Riquezas do Brasil”, que apresenta de forma acessível e encantadora os patrimônios culturais e naturais do nosso país reconhecidos pela UNESCO.

Lançou também “Onde a Verdade se Esconde” e “Terra Líquida”.

São histórias que exploram o silêncio, o poder e as consequências das escolhas.

São livros que transitam entre o suspense e o mistério (“Onde a Verdade se Esconde”) e a ficção científica ( “Terra Líquida”), onde os personagens estão diante de dilemas morais, segredos difíceis de encarar e sociedades que revelam seus verdadeiros limites em momentos de crise.