Apollo 11: como uma caneta hidrográfica salvou do desastre a primeira missão humana à Lua

Neil Armstrong na Lua, a equipe da Apollo 11 e a coleta de material lunar: solução engenhosa resolveu problema simplório que ameaçou missão bilionária
Neil Armstrong na Lua, a equipe da Apollo 11 e a coleta de material lunar: solução engenhosa resolveu problema simplório que ameaçou missão bilionária

Muitas coisas podem dar errado em uma viagem espacial, mas algo aparentemente insignificante deixou a tripulação da histórica missão em apuros.

Em 21 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin representaram a humanidade em uma missão histórica: o homem pisava na Lua pela primeira vez. A Apollo 11 foi a primeira espaçonave a levar humanos até o satélite natural da Terra. Armstrong e Aldrin pousaram no dia 20, às 20h18.

Armstrong foi o primeiro a pisar na superfície lunar, seis horas depois, às 2h56 do dia seguinte. Aldrin se juntou a ele 20 minutos depois.

Os astronautas passaram cerca de 2h15 fora da espaçonave e coletaram 21,5 kg de material lunar para levar à Terra. O terceiro membro da missão, Michael Collins, pilotou a nave principal sozinho na órbita da Lua, até Armstrong e Aldrin voltarem para a viagem de volta.

Lançada de um foguete Saturn V em 16 de julho, a Apollo tinha três partes: um módulo de comando com uma cabine para os três astronautas, que foi a única parte que voltou à Terra; um módulo de serviço, que dava apoio ao módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; e um módulo lunar para pousar na Lua.

Muitas coisas podem dar errado em uma missão espacial, como já disse – a Apollo 1, por exemplo, a primeira missão tripulada do programa, terminou com a morte dos três astronautas em decorrência de um incêndio durante o lançamento, em janeiro de 1967.

Pequeno grande problema

O módulo lunar da Apollo 11; disjuntor quebrado quase inviabilizou decolagem para retorno ao módulo de comando
O módulo lunar da Apollo 11: disjuntor quebrado quase inviabilizou decolagem para retorno ao módulo de comando

No caso da Apollo 11, contudo, a tripulação entrou em apuros por um problema aparentemente menor. E foi preciso uma solução típica do engenhoso agente secreto Angus MacGyver, do seriado americano “MacGyver – Profissão Perigo”*, sucesso nos anos 1980.

Após coletarem as amostras na superfície lunar, Armstrong e Aldrin estavam cansados e ansiosos para voltar logo ao módulo de comando. No módulo lunar, que os levaria ao encontro de Collins no módulo de comando, Aldrin percebeu um objeto estranho no chão. Era a manopla de um disjuntor essencial, que ligava o foguete para tirá-los da superfície.

Se não conseguissem acionar aquele disjuntor, o módulo não iria a lugar nenhum. Em órbita, Collins temia a ideia de voltar para casa sozinho. Será que seu pesadelo se tornaria realidade?

As horas passavam. O módulo lunar estava frio e cheio de poeira lunar. O oxigênio era consumido rapidamente. Aldrin pediu ideias ao controle da missão na Terra, mas nada surgia.

Solução ‘Macgyver’

Duas vidas e uma missão bilionária estavam em jogo. Aldrin e Armstrong olhavam ao redor tentando improvisar uma solução.

Foi então que Aldrin teve seu “momento Macgyver” e notou que poderia tentar encaixar alguma coisa no disjuntor para fazê-lo funcionar. Mas qualquer coisa de metal estava fora de cogitação – havia o risco de curto-circuito em todo o sistema.

Aldrin então alcançou uma caneta hidrográfica em seu bolso no ombro – aquelas com ponta de feltro. Ele então enganchou a ponta da caneta sem tinta no lugar do interruptor quebrado e… o disjuntor foi acionado.

Eles estavam prontos para a decolagem. Às 17h35, o módulo lunar se acoplou ao módulo de comando na órbita da Lua. A Apollo 11 estava voltando para casa – e o resto é história.

 

* Para quem não conhece, ou é muito novo e nunca viu esse seriado na Sessão Aventura da TV Globo, “MacGyver – Profissão Perigo” era uma série de aventura sobre um agente secreto que era “resolvedor de problemas” e que usava ferramentas nada convencionais (clipes de papel, chiclete e até chocolate) para escapar de qualquer situação: fosse uma sala trancada ou um avião para o Oriente Médio. A série, que chegou até a sétima temporada, transformou Richard Dean Anderson, hoje com 66 anos, no geek predileto da TV.

 

A série voltou recentemente, mas sem o gigantesco sucesso do passado. Com pequenas modificações no conceito original, o jovem MacGyver cria uma organização clandestina e usa seu dom de resolver problemas de maneiras não convencionais para prevenir catástrofes.

MacGyver já estreou sua 3ª temporada.

Fonte:

BBC Brasil

Publicado por Julio

Uma pena eu não ter nascido herdeiro ou milionário. Pois tenho um grande potencial pra isso.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: