HILLARY CLINTON QUER REVELAR SEGREDOS DA ÁREA 51

Cercada de mistérios e até mesmo histórias de alienígenas, a Área 51 poderá ter seus segredos revelados em breve. Hillary Clinton, pré-candidata à presidência dos Estados Unidos, revelou em entrevista no Jimmy Kimmel Talk Show que pretende abrir os arquivos secretos da base, caso seja eleita presidente do país – a eleição presidencial será em novembro.

Mas o que há de tão especial nessa Área 51? Talvez nada, talvez tudo, e as especulações surgem por causa de todo o segredo que a envolve: o próprio governo americano admitiu sua existência somente em 1994, após 48 anos de sigilo absoluto. Oficialmente, os militares dos EUA testam novas tecnologias na base… Fala-se que o F-117 foi desenvolvido em segredo por lá, na década de 1970.

F-117

F-117, o “avião invisível” aos radares.

Essa base está localizada a aproximadamente 130 quilômetros a noroeste de Las Vegas, Nevada, e de longe não tem nada de especial.

Só que há muitas histórias por lá. Fala-se que é um local para execução de engenharia reversa em OVNIs — a fim de apreender a tecnologia miraculosa que os permitiria vir de tão longe para passar umas férias no meio de um deserto nos EUA, ou em alguma outra parte do planeta. Dissecações também não faltam, naturalmente. Há quem diga, de fato, que alguns espécimes vivos perambulam pelas instalações da famigerada base.

Área 51 vista de satélite.

Área 51 vista de satélite.

Mas o que há de realmente “concreto” nisso tudo? Difícil saber, já que se trata de uma base absolutamente vedada contra olhares de amadores curiosos — como a maior parte das instalações de cunho militar, vale dizer. E não apenas lá, mas em qualquer lugar do mundo, inclusive aqui, no Brasil.

E quando todo esse burburinho começou?

Foi tudo “culpa” desse cara…

A Área 51 começou a se tornar a Meca das especulações ufológicas ao final da década de 1980. Basicamente, no momento em que um sujeito chamado Robert “Bob” Lazar veio à mídia afirmando ser um ex-funcionário da base militar.

Lazar jurou que havia trabalhado, entre 1988 e 1989, em um setor denominado de “S4”. As tarefas seriam bem pouco usuais: o pretenso físico/cientista — cujo grau jamais foi comprovado — seria incumbido de realizar engenharia reversa em espaçonaves extraterrestres de formato “discoide”. Sim, no plural, já que, de acordo com ele, pelo menos nove modelos distintos foram profundamente investigados por ele e por sua equipe.

A ideia era descobrir e, posteriormente, tomar propriedade da tecnologia de propulsão utilizada pelas raças alienígenas avançadas que haviam desembarcado por aqui. Ainda de acordo com ele, o trabalho lhe foi originalmente apresentado pelo Dr. Edward Teller — ucraniano também conhecido como o “Pai da Bomba H”.

Toda teoria da conspiração deve ter sua dose de dados vagamente científicos, como todo bom escritor de ficção científica deve saber – e todo fã da série “Arquivo X” também está cansado de ver. Para Bob Lazar, a confirmação do que ele pregava em artigos de rádio e TV era o ununpêntio, um elemento químico transurânico e radioativo (de número atômico 115), obtido apenas de forma sintética.

De acordo com ele, o ununpêntio era a fonte principal utilizada para propulsão das espaçonaves alienígenas desmanteladas pelo governo. Lazar afirmou que a tecnologia consistia no bombardeamento do material com partículas, o que acabava por “amplificar” a sua força nuclear, gerando uma distorção do campo gravitacional.

Este ET teria sido capturado e preso na Área 51.

Este ET teria sido capturado e preso na Área 51.

Dessa forma, os “discos voadores” poderiam alterar a sua relação com o espaço circundante, consequentemente encurtando as distâncias percorridas, de acordo com um destino mapeado. Lazar afirmava que os estoques do poderoso material haviam sido o presente de uma civilização extraterrestre para os povos da Terra — que deveriam utilizá-los em seus próprios veículos.

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Sim, o elemento 115 existe, mas…

De fato, a existência do ununpêntio foi confirmada por uma equipe de cientistas russos e americanos em 2004, quando o grupo conseguiu produzir um isótopo instável do elemento 115.

No que se refere à teoria de Lazar, entretanto, um de seus críticos afirmou que o isótopo obtido em laboratório era incrivelmente efêmero, com uma meia-vida da ordem de apenas alguns segundos — e não de anos, como queria o suposto físico.

O contra-argumento de Lazar baseava-se no fato de que o ununpêntio das naves da Área 51 havia sido composto em formações estelares distantes. Isso os tornaria mais estáveis do que suas contrapartes obtidas em laboratório por meios convencionais. Por fim, ele apregoava: em um futuro próximo, o 115 ainda nos servirá como combustível.

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Bob Lazar foi desacreditado nos anos subsequentes à sua “revelação” da Área 51 e de suas supostas experiências ultrassecretas — entre outros motivos, porque se constatou que, em vez de um grau no respeitado MIT, Lazar possui apenas uma colocação em antepenúltimo lugar em sua escola secundária. Ele alega que o fato de não aparecer nos registros do MIT é resultado de uma intervenção do governo para apagar sua identidade passada…

Caminhão transportando… O quê?… para a Área 51…

Ele hoje administra uma companhia de suprimentos científicos com base em Albuquerque, Novo México, chamada United Nuclear. A United Nuclear vende minérios radioativos, ímãs poderosos, curiosidades científicas como o aerogel e uma série de produtos químicos. A empresa alega ter “mais de 250.000 clientes satisfeitos”, incluindo escolas e cientistas amadores.

O site da empresa também faz propaganda de um kit protótipo que adapta veículos ao combustível de hidrogênio. A United Nuclear diz que os kits ainda não podem ser vendidos porque o “governo embargou sua produção, por razões ligadas à indústria petrolífera”. Uma reportagem de 2006 afirma que Lazar e sua esposa foram presos por vender produtos químicos que poderiam ser utilizados na fabricação de fogos de artifícios. O casal foi processado por vender substâncias perigosas.

 

Enfim, seja como for, e depois de inúmeras teorias da conspiração, e após um número igualmente enorme de contribuições de Hollywood para a mitologia do local, é pouco provável que a Área 51 deixe o imaginário popular tão cedo. E o motivo pode ser tão velho quanto a própria humanidade: o vácuo deixado por informações concretas pode ser ocupado por praticamente qualquer coisa…

 

 

Fontes:

Live Science

Megacurioso

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