O Minhocão, uma via elevada que corta São Paulo – como se vê na foto acima – , voltou à pauta depois que foi divulgado que, pelo novo Plano Diretor da cidade, ele está com os dias contados. Ainda não se conhece seu destino, se ele vai virar um parque linear ou se será demolido.
Mas achei interessante conhecer como era a cidade sem ele, ou como ficou durante sua construção, segundo a reportagem de Rose Saconi para o jornal “O Estado de S. Paulo”:
Nos anos 1930 e 1940 a av. São João, no centro da cidade, era a “Quinta Avenida” do paulistano e um dos redutos da boemia da cidade. Além de grande número de cinemas, o local contava com boas casas residenciais e lojas comerciais requintadas. A então valorizada região central da cidade, de agitada vida cultural, viria a perder o glamour com a construção do Minhocão.





Alguns dos bairros ao redor do Minhocão, como Santa Cecília e Higienópolis, foram escolhidos pelos barões do café para a construção de mansões e palacetes no início do século 20. Casarões, já com garagens, eram ocupados por pessoas de classe média alta. Nas ruas, cavalheiros de terno e mulheres bem vestidas. Mas no fim da década de 1950, com a avenida Paulista já recebendo os primeiros edifícios e conjuntos comerciais, a região começou a dar os primeiros sinais de deterioração. A construção do Minhocão acentuou a degradação da região e provocou drástica desvalorização imobiliária. Antes mesmo da inauguração, as placas de “vende-se” já cobriam as fachadas dos prédios da São João.








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