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Bomba nuclear esteve prestes a explodir acidentalmente nos EUA em 1961

Bomba mais potente que Hiroshima quase explodiu em 1961 nos EUA

Em 1964, Stanley Kubrick – só ele mesmo! – lançou uma comédia sobre a Guerra Fria… Em plena Guerra Fria! Em seu filme “Dr. Strangelove or : How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb” (no Brasil, Dr. Fantástico), ele narra a história de um general americano que acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos “vermelhos”. Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.

Com atuações soberbas de Peter Sellers em 3 papéis, um deles como um cientista maluco, George C. Scott como o general belicista e Slim Pickens como o piloto caubói do bombardeiro B 52, o filme é considerado um dos melhores de todos os tempos.

Peter Sellers
George C. Scott
Slim Pickens

Lembrei-me imediatamente desse filme ao ler a notícia de que os Estados Unidos quase bombardearam a si mesmos em 1961… Verdade, isso não é enredo de nenhum filme (mas é possível que venha a ser em breve!).

Uma bomba atômica  260 vezes mais potente que a de Hiroshima esteve prestes a explodir em janeiro de 1961 na Carolina do Norte, no leste dos Estados Unidos, informou o jornal britânico The Guardian, citando um documento americano secreto e recentemente liberado.

Acidente com avião fez com que duas bombas atômicas caíssem sobre os EUA em 1961

Segundo o relatório secreto, no dia 23 de janeiro de 1961 um bombardeiro B-52, como o da foto abaixo, se partiu em dois em pleno voo, provocando a queda de duas bombas sobre a cidade de Goldsboro, na Carolina do Norte.

Uma das bombas caiu num riacho, mas a outra se comportou exatamente como se espera que uma bomba nuclear o faça quando é lançada intencionalmente. “Seu paraquedas abriu e o processo de inicialização começou”, publica o jornal. Um simples interruptor evitou que a bomba explodisse, já que os outros três mecanismos de segurança destinados a impedir uma explosão acidental falharam, segundo o autor do relatório, Parker F. Jones, um engenheiro que trabalhava nos laboratórios encarregados de criar esses mecanismos de segurança para as bombas nucleares. A catástrofe poderia ter afetado as cidades de Washington, Baltimore, Filadélfia e até mesmo Nova York, colocando “milhares de vidas em perigo por conta das partículas radioativas geradas pela explosão”.

Quando a bomba caiu no chão – seu paraquedas ficou preso nos galhos de uma árvore – um sinal de disparo foi enviado para a central nuclear do dispositivo e foi apenas o último interruptor, altamente vulnerável e que deve ter pifado durante o impacto no solo, que evitou um desastre.

O relatório do engenheiro foi escrito oito anos após o incidente, e concluía que a bomba nuclear daquele modelo não tinha mecanismos de segurança apropriados para ser transportada a bordo de um B-52. Foi classificado como secreto durante todos esses anos. Quer dizer, não eram tanto os “vermelhos” a grande ameaça nuclear da Guerra Fria, certo?

Finalizando, fiquei pensando como esse momento da História moderna foi tenso. E esses dois fatos, o quase acidente nuclear de 1961 e o filme de Kubrick, de 1964, ocorreram na “era Kennedy”, se posso chamar assim.

O acidente com o B-52 ocorreu em 23 de janeiro de 1961. Apenas três dias antes, em 20 de janeiro, Kennedy tomava posse como presidente do país. O filme de Kubrick foi lançado em 29 de janeiro de 1964, três meses depois do assassinato de Kennedy em Dallas (inclusive uma fala do filme que citava Dallas foi dublada na versão final e virou Vegas).

Tenso, não é não?

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