Curiosidades, Novidades

Curiosidades literárias

O que é um livro?

A definição dos dicionários afirma que ele é “uma coleção de folhas de papel, impressas ou não, cortadas, dobradas e reunidas em cadernos, formando um volume que se recobre com uma capa resistente”.

Na Wikipedia, ele é um “objeto feito de várias folhas de papel, organizadas em ordem e contendo um texto; reunião de folhas impressas presas por um lado e enfeixadas ou montadas em capa; obra literária, científica ou artística que compõe, em regra, um volume”. Há inúmeras outras definições, inclusive para fins legais, mas…

E se a gente perguntar a uma criança que pegou um livro de contos para ler e mergulhou num mundo novo, qual seria sua definição? Ou para um estudante de medicina, com aqueles livrões com milhares de informações, ou para um cristão fervoroso que não desgruda de sua Bíblia? Certamente, a definição seria mais do que um encadernado de páginas, do que um produto.

Para mim, um livro é algo que pode salvar vidas, que pode tirar pessoas da ignorância, que nos traz emoções e nos conta histórias, que cria vida assim que uma pessoa o abre e começa a ler. E cada livro tem mil histórias para contar: são histórias contidas em suas páginas, mas são também histórias de até antes de ele existir fisicamente, de quando era uma ideia na mente do escritor. E há muitas histórias sobre os próprios escritores, inclusive.

Quer ver?

Encontrei um texto, de Pablo Massolar, que traz histórias curiosas sobre livros e seus autores, do qual faço um resumo abaixo. Se você quiser ler a matéria na íntegra, está aqui.

  • Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, narrou suas experiências com alucinógenos num livro chamado As Portas da Percepção. Aliás, o nome do grupo de rock The Doors foi inspirado no livro As Portas da Percepção. 

Aldous Huxley smoking, circa 1946

  • Também foram as drogas (em especial o ópio e haxixe) que inspiraram o poeta Charles Baudelaire a escrever Os Paraísos Artificiais, uma reflexão sobre o uso de substâncias alucinógenas.
  • No início da carreira, o escritor George Bernard Shaw teve que ser sustentado pela mãe por que não conseguia vender seus livros.

  • O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos pseudônimos, cada um com um estilo e uma biografia próprios. Entre os pseudônimos adotados estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.
  • O monstro em Frankenstein, da autora inglesa Mary Shelley, não tem nome. Na verdade, Frankenstein é o nome do cientista que criou o monstro.

  • J.K. Rowling escreveu todos os livros do Harry Potter à mão.

  • O poeta Carlos Drummond de Andrade publicou o seu primeiro livro, com tiragem de 500 exemplares, com o dinheiro do próprio bolso.
  • Dom Quixote, obra-prima do espanhol Miguel de Cervantes, obteve um sucesso tão grande na época da sua publicação que um anônimo escreveu uma segunda parte do romance. O original é o romance de maior vendagem de todos os tempos, tendo vendido mais de 500 milhões de cópias.

É o ROMANCE mais vendido. Mas se for levar em conta o LIVRO mais vendido, é a Bíblia mesmo.

  • Monteiro Lobato é o autor da frase “um país é feito de homens e livros”. O escritor revolucionou o mercado literário em uma época em que o Brasil tinha poucas livrarias. Seus livros eram vendidos em mercearias, armazéns e farmácias, fomentando de maneira criativa a cultura em nosso país.
  • O Dia do Livro Infantil é lembrado em 18 de abril (aniversário de Monteiro Lobato).
  • Hemingway tinha o hábito de escrever em pé.

hemingway-standing-desk

  • O primeiro acidente de trânsito que se tem notícia no Brasil foi em 1897, quando o poeta Olavo Bilac colidiu com uma árvore. Se ele se feriu ninguém sabe, mas com certeza sobreviveu, já que veio a falecer apenas em 1918.
  • Por falar em  Ernest Hemingway, ele detestou a capa original de O grande Gatsby. Mesmo sendo considerada icônica e uma obra-prima da arte americana, quando Fitzgerald emprestou uma cópia do livro para Hemingway, ele a detestou imediatamente. Fitzgerald assegurou que se começasse a ler o livro, a entenderia mais claramente, porque fazia alusão a uma parte importante do romance.

  • Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais quanto físicas. Machado teve uma infância sofrida por causa da pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

  • George Orwell escreveu seu grande sucesso, 1984, em 1948, que nada mais é do que “1984” invertido. Para o autor, em 1948, 1984 era um futuro bem distante! (contribuição  de Aurélio de Oliveira)
  • Edgar Allan Poe, famoso por seu poema O Corvo, pela criação do detetive Lupin e por uma prolífica produção no gênero dos contos de horror, os quais constituem uma verdadeira escola, defendia que a criação de uma obra literária era alcançada por meio de rigor técnico, e não de inspiração. Ou seja, trabalho duro, nada de esperar que as ideias caíssem do céu, que as musas abraçassem os escritores em seus afagos inspiradores… (contribuição de Fabio P.R.)
Ilustração de Gustave Doré de 1884 para “O Corvo”. Doré foi o mais conhecido e mais bem sucedido ilustrador do final do século XIX, tendo ficado muito conhecido por ilustrar as fábulas de La Fontaine e os contos de Charles Perrault, como “Chapeuzinho Vermelho” ou “O Pequeno Polegar”.
Anúncios

6 comentários em “Curiosidades literárias”

  1. Julinho, minha nega… permita-me uma singela contribuição para este post… já que se trata de curiosidades literárias. George Orwell escreveu seu grande hit – 1984 – em 1948, que nada mais é do que “1984” invertido. Para o autor, em 1948, 1984 era um futuro bem distante!

    Curtir

    1. Olha só, grande Aurélio, desconhecia isso. Sem dúvida, dentro dessa perspectiva humana e limitada que a gente tem, uma coisa daqui 40 anos é tempo demais. Lembra dos autores de ficção cientifica, que previam que no ano 2000 estaríamos todos com uma casa na praia… No litoral do Mar da Tranquilidade, na Lua?

      Curtir

  2. Aqui vai minha contribuição: Edgar Allan Poe, famoso por seu poema “O Corvo”, pela criação do detetive Lupin e por uma prolífica produção no gênero dos contos de horror, os quais constituem uma verdadeira escola, defendia que a criação de uma obra literária era alcançada por meio de rigor técnico, e não de inspiração. Ou seja, trabalho duro, nada de esperar que as ideias caíssem do céu, que as musas abraçassem os escritores em seus afagos inspiradores….

    Curtir

    1. Ei, gostei! Não sabia disso. Quer dizer, Poe concordava com o dito de alguém, não me lembro quem, que afirmou que o trabalho criativo é “90% transpiração e 10% inspiração”.

      Curtir

      1. Pois é, Julim, esse dito é de um dos maiores inventores da humanidade, Thomas Alva Edson, criador da lâmpada elétrica incandescente, do fonógrafo (o primeiro aparelho capaz de gravar e reproduzir sons), cinematógrafo (a primeira máquina de filmar), o primeiro dínamo de alta potência, a válvula, uma boneca que falava e por aí vai, são mais de 2 mil patentes…

        Ah, e ele fundou a GE.

        Curtido por 1 pessoa

  3. Eh eh eh… Ele SÓ fez isso? Eh eh eh… Acho que só o Prof. Pardal tem mais patentes do que o Thomas Edison! Valeu pela informação, Fábio!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s