Há quatro anos, ocorreu a última missão da espaçonave Discovery, após 27 anos de viagens. O ônibus espacial decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida,  para uma missão de 11 dias destinada a levar um módulo de depósito e um robô humanoide à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Composta de seis astronautas veteranos, a missão levava de carona um sétimo passageiro que prometeu atrair todos os olhares. Trata-se do Robonauta R2, o primeiro robô humanoide a entrar para a era espacial. Robonauta 2 foi construído com o objetivo de auxiliar nas tarefas externas da Estação Espacial, especialmente naquelas que envolvem maior risco aos astronautas ou na instalação dos experimentos nos módulos externos da Estação.

Ele deverá ser o único morador permanente do complexo orbital. No futuro, outros como ele participarão de missões de exploração da Lua, de Marte e além.

Mas por que um robô humanoide, com todas as complicações do projeto, se a NASA já possui uma grande experiência com robôs sobre rodas, que seriam capazes de fazer ciência de verdade?

Segundo os idealizadores do Projeto M, a razão principal para isso é que um robô antropomórfico pode usar as mesmas ferramentas e trabalhar no espaço do mesmo modo que um ser humano, eliminando a necessidade de desenvolver ferramentas especializadas. Uma mão robótica tem muito mais versatilidade do que qualquer outro instrumento, tornando o robô capaz de executar tarefas e manipular objetos que não foram previstos no projeto da missão.

 Os engenheiros destacam o fato de que o Robonauta está sendo desenvolvido para se tornar um operário aqui na Terra, o que significa que ele incorpora algumas tecnologias de segurança e características intrínsecas que o tornam seguro para trabalhar lado a lado com um ser humano, seja em uma fábrica, seja na Lua, ou em qualquer outra missão espacial futura.
O Robonauta 2 está sendo encarado como a solução perfeita para cirurgias espaciais, no futuro, operando seus colegas humanos.

Por ora, ele ainda é rudimentar. Sua capacidade de movimentos é limitada. Ele não consegue se deslocar em gravidade zero e sua maior vitória na Estação Espacial foi ter conseguido agarrar um pedaço flutuante de fita adesiva.

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Até agora, ele tem recebido tarefas entediantes, como monitorar o fluxo de ar dentro da estação. Logo, ele será capaz de realizar tarefas de limpeza de superfícies. Um dia espera-se que ele poderá realizar manutenções fora da Estação Espacial.

O Robonauta 2 é controlado remotamente por pessoas baseadas na Terra. O controlador usa uma máscara e luvas de realidade virtual. Ele enxerga exatamente o que o robô está vendo, e controla os movimentos com seus próprios gestos. Uma possibilidade que vem sendo estudada é fazer o robô ser controlado por astronautas que estão dentro da estação.

A visão do robô é superior a dos humanos – ele possui cinco câmeras e consegue enxergar luz infravermelha. O robonauta “pensa com seu estômago”, já que o computador está implantado no corpo, e não na cabeça. A mão possui uma sensibilidade especial – sensores indicam a força que está sendo aplicada a objetos, para que seja possível regular o toque.

O Robonauta 2 já tem capacidade de “agir sozinho” em algumas instâncias. Os controladores podem simplesmente ordenar que ele pegue algo e o próprio robô usa seu sistema de visão para localizar e identificar o objeto, para finalmente pegá-lo.

Há grandes esperanças na NASA de que seu robô-astronauta seja o maior avanço na exploração espacial nas últimas décadas.

Parece ficção científica…

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One Reply to “O Robonauta”

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