Previsões da Ficção-Científica que não se concretizaram

Um dos temas que mais gosto, seja em livros ou no cinema/TV, e em quadrinhos, é ficção-científica. Outro dia estava lendo um artigo sobre as previsões futurísticas que alguns autores colocaram em seus livros e que não se concretizaram – e outras que aconteceram, como o submarino nuclear previsto por Julio Verne em “20 Mil Léguas Submarinas” – e decidi checar o que aconteceu no cinema, em alguns filmes de FC.

9 previsões dos últimos 120 anos que se concretizaram (e 4 que passaram longe)

Esse tema está mais do que debatido atualmente, quando muitos se lembraram das previsões feitas em “De Volta para o Futuro 2”. Segundo o filme, em 2015 estaríamos usando carros movidos a fissão nuclear, usando tênis que se amarram sozinhos e os jovens estariam curtindo seus skates voadores…

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Fazer previsões sobre o futuro é uma coisa complicada, mas os roteiristas de cinema/TV parece que não se complicam muito nesse campo. Algumas vezes acertam em cheio, como quando colocaram Spock, o capitão Kirk e o restante da tripulação da Enterprise se comunicando com uns aparelhinhos sem fio, em 1966. Até no tamanho eles previram os telefones celulares, que foram aparecer apenas 30 anos depois. Mas achei mais divertido pesquisar aquilo que erraram, porque é curioso notar como o homem vê o futuro normalmente com pessimismo…

Foi o caso do filme “A Máquina do Tempo”, de 1960, adaptação do livro homônimo de H. G. Wells, escrito em 1897. O filme mostra as previsões do futuro feitas pelo autor, com cidades cortadas por monotrilhos que ligavam arranha-céus e o fim do mundo causado por explosões que o filme traduz por cogumelos nucleares. O personagem entra na máquina e chega a Londres de 1966, no momento em que o mundo tinha acabado. Ainda bem que o autor errou…

No filme “1984”, baseado no livro de George Orwell escrito em 1948, ele imaginou um mundo controlado por um governo totalitário que vigiava a tudo e a todos, o Big Brother. Hoje temos câmeras por todos os cantos vigiando nossos passos, além de outras formas de espionagem mais sutis pela internet e usando satélites. Mas ainda não chegamos ao que foi previsto no filme, felizmente. Big Brother é apenas um insuportável programa de TV.

1984 (Foto: Reprodução)

A previsão do filme “Os 12 Macacos”, de 1995, com Brad Pitt e Bruce Willis (os dois estão ótimos e se você não assistiu, recomendo fortemente que o faça) é que o mundo seria devastado por um estranha doença. Até agora ele não acertou, mas já tivemos a epidemia do vírus Ebola, mais recentemente a da gripe aviária, e sem querer pessimista, é bem possível que o uso da tecnologia por mãos erradas faça um grande estrago em nosso planeta.

Acho que as previsões mais distantes de se cumprir, por outro lado, estão no filme de Stanley Kubrick “2001, Uma Odisseia no Espaço”, adaptação bastante pessoal do livro de Arthur Clarke. Tudo bem, temos robôs em Marte, já viajamos até a Lua, há uma estação espacial em órbita da Terra, mas 2001 já passou faz tempo e não há nada remotamente parecido com uma inteligência artificial como a de Hal e uma nave que leve astronautas a Júpiter.

2001, uma odisséia no espaço (Foto: Reprodução)

Outra previsão muito distante de se concretizar, embora de vez em quando se façam tentativas e até agora, todas mal-sucedidas, é dos carros voadores. Eles já tinham aparecido em 1963 nos desenhos dos Jetsons, e esse carrinho inspirou muitas tentativas de reproduzi-lo. O mais perto que chegaram foi o de um americano, que produziu um carrinho como o da foto mais abaixo:

         Carrinho de rolima dos Jetsons

(Tudo bem, era um carrinho de rolimã, mas que ficou legal, ficou…) E o mesmo conceito de carro-voador aparece também no clássico “Blade Runner, o Caçador de Androides”, de 1983. Num mundo sombrio e sempre chuvoso, os carros-voadores sobrevoam uma cidade cercada por arranha-céus e androides revoltosos. Nada disso está perto de acontecer, mas não acho improvável que em breve soframos os efeitos de chuva ácida – a se julgar pelo ritmo da destruição da natureza que empreendemos atualmente.

Para encerrar, a previsão mais catastrófica de todas, e ainda distante de acontecer: o fim do mundo como conhecemos. Isso é descrito no filme “O Planeta dos Macacos”, de 1968 e que teve uma refilmagem anos depois. Uma das imagens mais clássicas do cinema é esta abaixo, numa das cenas da película.

Nela, um astronauta americano, viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e seus companheiros se vêem em um planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem mesmo têm o dom da fala.

Hum… Humanos sem o dom da fala, sem saber escrever, sem raciocinar direito e vivendo como uma manada de animais submissos… Olhe em volta, isso é um conceito de ficção-científica ou já está acontecendo?

 

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3 pensamentos sobre “Previsões da Ficção-Científica que não se concretizaram

  1. Julio, uma previsão que não deu certo também foi quando Isaac Asimov preveu que a capacidade dos computadores estariam diretamente relacionadas com o seu tamanho. Um exemplo disso é o ” Multivac”, que tem o tamanho de uma cidade. Você pode encontrar um pouco mais sobre no conto “A última pergunta”.

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  2. Pingback: Eles previram o futuro… E acertaram! | O TRECO CERTO

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