A lógica dos portugueses

Estive algumas vezes em Portugal e, em todas elas, sempre fui muito bem tratado. Adorei o país, as cidades que visitei, o povo… E lá descobri que as piadas que os brasileiros contam, na verdade, retratam uma lógica diferente. De fato, vivi situações nas quais o meu uso do idioma, que de fato não pode ser chamado de língua portuguesa, mas de língua “brasileira”, estava errado se comparado ao uso que o português faz, que é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe.

Recebi alguns exemplos disso que falo, gentilmente enviados por Clene Salles (https://www.facebook.com/Clene.Salles) e que transcrevo abaixo. Não sei quantos desses exemplos são histórias verídicas, mas a julgar pelo que vivi, podem ser reais:

***

Um brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta.
Na segunda-feira, cobrou irritado do português:
– O senhor disse que não fechava!
O homem respondeu :
– Mas como vamos fechar se não abrimos?

***

Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito ‘F’ e na outra, preta, também ‘F’. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois ‘efes’. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança:

– Ora pois, fria e fervente.

***

Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou  ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho, e pediu para fechar a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou:
– O senhor não tem máquina de calcular?
– Infelizmente não trabalhamos com electrónicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado…

 

***

O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida.
– Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa?
Ao que o garçon responde sem pestanejar
– Sou eu mesmo que o trago.
***

E a melhor….O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário que tem uma vista bonita para o rio e pergunta:
– Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio?
No que o garçon responde:
– Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!

2-Restaurante

 

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