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Pré-História – Máquinas de escrever

Houve um tempo, que parece que foi na era paleozoica mas não faz tanto assim, que as pessoas (eu, inclusive) escreviam em equipamentos chamados de “máquina de escrever”.

Certa vez um grande amigo e “professor”, Cláudio de Souza, me contou que o netinho dele passou por uma Olivetti Lettera na mesa de seu escritório e perguntou:

– Vô, pra que que serve isso?

Na tentativa de ajudar aos mais novos a conhecer um pouco das antepassadas do notebook, vou contar um pouco de sua história:

“A máquina de escrevermáquina datilográfica ou máquina de datilografia é um instrumento mecânico, electromecânico ou eletrônico com teclas que, quando premidas, causam a impressão de caracteres num documento, em geral de papel. A primeira delas foi construída em 1714.”

A gente escrevia no papel, não no monitor, e não dava para deletar quando errasse… Era a maior mão de obra apagar o erro… Mas o mais legal é que não precisava parar de escrever quando acabasse a luz (exceto se fosse elétrica – sim, existiam modelos elétricos!) e nem quando acabasse a bateria, porque ela não precisava de bateria.

Uma coisa chata era quando não funcionava uma tecla. Apxsar da minha máquina dx xscrxvxr Olivxtti sxr um modxlo antigo, funcionava bxm, com xxcxção dx uma txcla. Havia 42 txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isso fazia uma grandx difxrxnça.

Essa máquina aqui embaixo é de 1874 e foi a primeira a ser fabricada comercialmente (produziram 5.000 delas nos Estados Unidos, pela Remington):

Já esta é “moderna”, uma Olivetti de 1970 parecida com a que eu tinha:

O legal das máquinas de escrever é que haviam tantos modelos que cada um escolhia o seu favorito, meio que personalizando o que você colocava no papel. Havia até “torcidas” contra ou a favor de determinado modelo, mais ou menos como existe hoje entre Linux ou Windows e Apple e PC… Os grandes escritores e cineastas, por exemplo, elegiam suas máquinas e não abriam mão delas em nenhum momento.

Tennesse Williams só escrevia em sua Olivetti Studio 44:

Foi daí que saiu “Gata em Teto de Zinco Quente”.

O Francis Ford Coppolla trabalhou no script de “O Poderoso Chefão”, por sua vez, numa Olivetti Letter:

E Jerry Lewis provavelmente fez a brincadeira mais famosa do cinema, ao fingir que datilografava em uma cena antológica de “Errado pra Cachorro”, de 1963:

Fiquei imaginando o que ele faria num tablet…

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