Ao contrário de produtos lançados com data de validade, há objetos do dia a dia do mesmo jeito que foram criados.

Existem objetos e utensílios que a gente usa no dia e dia e que, se você reparar, continuam com o mesmo design há décadas (ou milhares de anos!). Porque, é aquela coisa… Você pode até colocar um detalhe aqui e ali, mas são itens de design simples e práticos que, falando sério, não há o que mudar!
Veja estes exemplos:
Prendedor de roupa: aquele, com mola de pressão, é um clássico que se manteve praticamente inalterado devido à sua eficácia e simplicidade. Minha avó usava esses de madeira que estão aí até hoje. Já existem os de plástico e de borracha, outros sem mola para não marcar as roupas, mas todos são variações do original, uma invenção de 1853, patenteada pelo americano David M. Smith.

Palito de fósforo de madeira: A invenção do inglês John Walker, em 1827, foi outro design que se provou eficaz para sua finalidade. Era um palito de formato alongado para facilitar o manuseio e a ignição, feito de madeira – que se inflama facilmente – e uma cabeça que, com a fricção, produz a chama.

Escorredor de arroz: ou “lavarroz”, como chamou a sua inventora, a dentista brasileira Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich. Ela e seu marido montaram, no fim dos anos 1950, um protótipo do produto feito em papel-alumínio. A invenção chamou a atenção da Trol, que obteve a licença para produzir o utensílio em massa, e que hoje está em milhões de lares do país do mesmo jeito que foi criado!

Filtro de papel: outra invenção, esta criada há mais de um século, que permanece do mesmo jeito. Tornou-se hoje o método de filtrar café mais utilizado nos lares brasileiros.⠀Melitta Bentz foi quem criou, em 1908, o primeiro filtro de papel para coar café. Ela era apaixonada por café e buscava uma bebida saborosa, sem resíduos na xícara. Um dia, utilizou uma caneca de latão, um papel mata-borrão, um martelo e um prego. Com isso tudo, furou o fundo da caneca de latão, onde colocou o papel. Ao despejar o café, confirmou sua ideia: aquilo não deixava o pó cair no fundo da xícara. Em 1925, criou a embalagem verde e vermelha e, em 1968, a empresa chegou ao Brasil.

Guarda-chuva: o design clássico é o mesmo há coisa de 3.000 anos! Embora, ao longo do tempo, inúmeras pessoas tenham tentado “reinventar a roda”, nenhuma ideia teve sucesso. A origem dessas coberturas para a cabeça em dias chuvosos remonta à China antiga. No início, os cabos eram de bambu e a cobertura, de papel, que mais tarde recebeu cera para ficar impermeável. De lá, foi para a Europa e, depois, é história. Algumas inovações ainda existem, como o guarda-chuva invertido (ele se fecha para fora, evita pingos ao fechar, fica em pé sozinho e possui cabo para usar o celular…) ou o Nubrella, um “guarda-chuva sem as mãos” (dá um Google que tem fotos disso) com visual estranho e que fica difícil de usar em algumas situações.

Cabide: ele existia há quatro mil anos, conforme evidências encontradas em hieróglifos vistos em um sarcófago egípcio. Nessa época, o cabide era apenas usado para a preservação das túnicas de tecidos delicados – essas roupas eram colocadas na posição vertical e em local ventilado, fazendo com que a peça fosse mais tempo preservada. Mas, durante a Idade Média, os cabides desapareceram, pois todos usavam um camisolão de lã, linho ou algodão, que não precisava de cuidados especiais, e eram guardados em arcas e baús. O cabide moderno foi inventado pelo canadense Albert Parkhouse em 1903, para resolver a falta de ganchos para casacos, criando um modelo a partir de um arame torcido que foi patenteado pela sua empresa. Ao longo dos anos, essa ideia foi adaptada, como os cabides de madeira ou veludo, mas o design original continua o mesmo.

Lembro de outros exemplos, como a caneta BIC, o copo americano ou as chinelas Havaianas de borracha – hoje populares no mundo todo, mas criadas em 1962 no Brasil, inspiradas pelas chinelas japonesas usadas com o quimono.
E aí, você se lembra de mais algum utensílio que continua igual há muito tempo?

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