Vespas radioativas estavam numa antiga instalação de armas nucleares, nos Estados Unidos

Foi feita uma descoberta alarmante em uma instalação nuclear localizada na Carolina do Sul, Estados Unidos: um ninho de vespas radioativas.
Os funcionários encontraram lá vespas com níveis de radiação dez vezes superiores ao aceitável. O ninho estava em uma área próxima a tanques de armazenamento de resíduos nucleares líquidos, e isso acendeu um alerta, mas, segundo autoridades, não há riscos à população.

Será?
Segundo o documento, o ninho foi pulverizado com inseticida, removido com segurança e descartado como lixo radioativo. Nenhuma vespa viva foi encontrada. A explicação preliminar dada pelas autoridades é que a contaminação seria resultado de resíduos herdados de décadas anteriores, e que não há indícios de vazamento nos tanques.
A origem da radiação ainda gera dúvidas. Grupos ambientalistas criticaram a falta de transparência sobre a contaminação.
“Estou tão furioso quanto uma vespa por não explicarem se houve vazamento ou de onde veio esse material radioativo”, disse Tom Clements, diretor do grupo de vigilância Savannah River Site Watch, à agência Associated Press.
O local foi inaugurado em plena Guerra Fria, nos anos 1950, para fabricar plutônio e trítio usados em armamentos. Hoje, a instalação se dedica à limpeza ambiental e ao gerenciamento de materiais nucleares.
Embora o Departamento de Energia norte-americano não tenha indicado necessidade de novas medidas, grupos de fiscalização pedem investigações mais detalhadas para garantir que outros ninhos contaminados não estejam escondidos na vasta área dessa instalação…
Outros locais contaminados ao redor do mundo
Existem outros exemplos sobre o efeito da atividade nuclear na fauna, como nas florestas na Alemanha, em montanhas no Japão e no Atol Enewetak, entre Austrália e Havaí, onde foram encontradas tartarugas marinhas contaminadas. Essas grandes áreas afetadas por contaminação radioativa são o resultado da corrida para desenvolver armas devastadoras ao longo do século 20.
Por exemplo, no Atol Enewetak:

Entre 1946 a 1958, os EUA realizaram 67 testes nucleares nos atóis por causa da competição desenfreada para tentar superar a temida União Soviética.
Como sempre, os habitantes foram os que mais sofreram as consequências dos testes. Em 1º de março de 1954, a bomba de hidrogênio Bravo foi detonada (era famosa Bomba H de que tanto se falava na época, mais poderosa que a bomba atômica, e que inspirou muitos filmes e HQs de ficção-científica), formando uma bola de fogo que pôde ser vista a mais de 400 quilômetros de distância.

Um erro matemático tornou a bomba ainda mais forte do que deveria. E, apesar dos habitantes terem sido evacuados, o governo americano enxergou neles mais uma oportunidade de estudar os efeitos da radiação no corpo humano, antes de tratá-los.
Ainda assim, os testes continuaram e a maioria dos restos radioativos das bombas foram sendo despejados no Atol Enewetak, onde construíram uma cúpula de concreto para conter a radiação e seus detritos.

Em 1980, o governo americano anunciou que o atol estava livre de contaminação e novamente seguro para ser habitado. Em 2000, os habitantes nativos de Enewetak, cerca de 1000 pessoas, foram indenizados com 340 milhões de dólares pelos danos causados por perda de uso do solo, miséria extrema, deslocamento forçado e problemas de saúde.
Fontes:
uol.com.br
Nbc News
Discover Magazine
oglobo.com
megacurioso.com.br

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