A possível e surpreendente causa para o Alzheimer

Mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de Alzheimer – a forma mais comum de demência. Infelizmente, ainda não há cura para a doença, apenas drogas para aliviar os sintomas.

Ruth Itzhaki*


Períodos de estresse podem reativar o vírus da herpes, e isso pode levar a danos cerebrais no longo prazo

Minha pesquisa mais recente sugere uma forma de tratamento. Encontrei a evidência mais forte até agora de que o vírus da herpes é uma das causas do Alzheimer, sugerindo que medicamentos antivirais eficazes e seguros podem ser capazes de combater a doença. Talvez consigamos até vacinar nossos filhos contra esse mal.

O vírus relacionado à doença de Alzheimer, o HSV1 (vírus mais comum da herpes simples), é conhecido por causar herpes labial. Ele infecta a maioria das pessoas na infância e, em seguida, permanece adormecido no sistema nervoso periférico (parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal). Às vezes, em momentos de estresse, o vírus é ativado e, em alguns indivíduos, causa feridas na boca.

Descobrimos em 1991 que, em muitos idosos, o HSV1 também está presente no cérebro. E em 1997 mostramos que isso representa um forte fator de risco para Alzheimer quando presente no cérebro de pessoas que têm o gene APOE4.

O vírus pode se tornar ativo no cérebro, possivelmente várias vezes, e isso provavelmente causa danos cumulativos. A probabilidade de desenvolver Alzheimer é 12 vezes maior para os portadores do gene APOE4 que possuem o vírus HSV1 no cérebro do que para quem não apresenta nenhum dos dois fatores de risco.

Mais tarde, descobrimos junto a outros pesquisadores que a infecção por HSV1 das culturas celulares faz com que proteínas anormais beta-amiloides e tau se acumulem. A aglomeração dessas proteínas no cérebro é característica da doença de Alzheimer.

Acreditamos que o vírus HSV1 é um dos principais fatores que contribuem para o Alzheimer e que ele entra no cérebro dos idosos à medida que o sistema imunológico diminui com a idade. Ele estabelece uma infecção latente (dormente), sendo reativada por eventos como estresse, sistema imunológico baixo e processo inflamatório do cérebro provocado pela infecção de outros micróbios.

Essa reativação gera dano direto nas células infectadas e inflamação viral. Sugerimos que reativações recorrentes causem lesões cumulativas, que acabam levando à doença de Alzheimer em pessoas com o gene APOE4.

Provavelmente, em portadores do APOE4, a doença de Alzheimer se desenvolve no cérebro devido a uma maior formação de produtos tóxicos provocada pelo vírus HSV1, ou a uma reparação menor dos danos ocasionados.

Novos tratamentos?

Os dados sugerem que agentes antivirais podem ser usados para tratar a doença de Alzheimer. Os principais agentes antivirais, que são seguros, impedem a formação de novos vírus, limitando assim os danos virais.

Em um estudo anterior, descobrimos que o aciclovir, droga antiviral indicada para o tratamento de herpes, bloqueia a replicação do DNA do vírus HSV1 e reduz os níveis de beta-amiloide e tau gerados pela infecção por HSV1 das culturas celulares.

É importante observar que todos os estudos, incluindo os nossos, mostram apenas uma associação entre o vírus da herpes e o Alzheimer – eles não provam que o vírus é de fato uma causa.

Provavelmente, a única maneira de provar que um micróbio é a causa de uma doença é mostrando que sua ocorrência é drasticamente reduzida ao atacar o micróbio – seja por meio de um agente antimicrobiano ou vacina específicos.

A prevenção bem-sucedida do Alzheimer pelo uso de agentes anti-herpes específicos foi demonstrada em um estudo populacional de larga escala realizado em Taiwan. Espero que dados de outros países, se disponíveis, gerem resultados semelhantes.


Alzheimer

Também chamada de: mal de Alzheimer

Doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes.

Muito comum

Casos por ano: mais de 2 milhões (Brasil)

Pode durar anos ou a vida inteira. As conexões das células cerebrais e as próprias células se degeneram e morrem, eventualmente destruindo a memória e outras funções mentais importantes. Perda de memória e confusão são os principais sintomas.

Idades afetadas:

0-2Nunca
3-5Nunca
6-13Nunca
14-18Nunca
19-40Muito raro
41-60Raro
60+Muito comum

As pessoas podem apresentar vários sintomas:

Na cognição: declínio mental, dificuldade em pensar e compreender, confusão durante a noite, confusão mental, delírio, desorientação, esquecimento, invenção de coisas, dificuldade de concentração, incapacidade de fazer cálculos simples, incapacidade de reconhecer coisas comuns ou perda de memória recente.

No comportamento: agitação, agressão, irritabilidade, mudanças de personalidade, repetição sem sentido das próprias palavras, dificuldade para exercer funções do dia a dia, falta de moderação ou vagar sem rumo e se perder.

No humor: apatia, descontentamento geral, mudanças de humor, raiva ou solidão.

Sintomas psicológicos: alucinação, depressão ou paranoia.

Nos músculos: contrações musculares rítmicas ou incapacidade de coordenar movimentos musculares.

No corpo: inquietação ou perda de apetite.

Também é comum: fala embaralhada, incontinência urinária ou sintomas comportamentais.

O tratamento consiste no uso de medicamentos que melhoram a cognição. Não existe cura, mas os medicamentos e as estratégias de controle podem melhorar os sintomas temporariamente.

Medicamentos: 

Suplemento alimentar – Atua isoladamente ou juntamente a outros tratamentos para melhorar a saúde. Medicamentos que melhoram a cognição – Melhora as funções mentais, reduz a pressão arterial e pode equilibrar o humor.

Como você pode se cuidar:

Exercício físico – Fazer uma atividade aeróbica por 20-30 minutos, cinco dias por semana, melhora a condição cardiovascular. Em caso de lesão, praticar uma atividade que evite usar o grupo muscular ou articulação lesionados pode ajudar a manter a disposição física durante a recuperação.

Especialistas:

Geriatra – Concentra-se na assistência médica a idosos.

Neurologista –Trata doenças do sistema nervoso.

Psiquiatra – Trata transtornos mentais, principalmente com medicamentos.

Clínico geral – Previne, diagnostica e trata doenças.


 

Fontes:

Hospital Israelita Albert Einstein

Ruth Itzhaki*

BBC Future

*Ruth Itzhaki é professora de Neurobiologia Molecular da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons.

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Intestino: seu segundo cérebro


Ele tem 9 metros de comprimento e 500 milhões de neurônios. Controla muito do que você faz e influencia tudo o que você pensa.

Quase todo mundo é ansioso. Segundo a Associação Internacional de Controle do Stress (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Mais da metade da população está acima do peso e tem problemas de sono – hoje se dorme 1h30 a menos, por noite, que na década de 1990. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. De onde vem tudo isso? Cada um desses problemas tem suas próprias causas. Mas novos estudos têm revelado um ponto em comum entre todos eles: a sua barriga.

Dentro do sistema digestivo humano existe o que alguns pesquisadores já chamam de “segundo cérebro”, com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo). Tudo isso para controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Mas novas pesquisas estão revelando que não é só isso. Os neurônios da barriga podem interferir, sem que você perceba, com o cérebro de cima, o da cabeça – afetando o seu comportamento, as suas emoções e até o seu caráter. E o mais incrível é como eles fazem isso. Mas primeiro: que história é essa de neurônios lá embaixo?


Ao longo da evolução, animais foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo

Sem energia, não existe vida. Você precisa dela. E, ao contrário das plantas, que se viram com CO2 e luz solar, os animais obtêm energia comendo – e digerindo – outros seres. É um processo fundamental da nossa vida, mas não é nada simples. Tanto que, ao longo da evolução, animais primitivos – como os vermes de 600 milhões de anos atrás – foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo. Lá, eles coordenavam o processamento da comida, que graças a isso se tornou mais sofisticado (ou seja, capaz de extrair energia de mais e mais tipos de alimento). E também desempenhavam outra função crucial: detectar e expulsar substâncias tóxicas, evitando que o bicho morresse ao comer algo venenoso. Deu certo. Tão certo que a rede de neurônios digestivos foi aumentando e se sofisticando, até chegar ao que, hoje, é conhecido como sistema nervoso entérico (SNE).


Essa rede de neurônios percorre todo o abdômen: são de 6 a 9 metros

Ele existe em todos os animais vertebrados e, nos humanos, é uma rede de neurônios que percorre todo o abdômen: são de 6 a 9 metros, começando no esôfago, passando pelo estômago e pelo intestino e indo até o reto (os neurônios ficam numa espécie de “forro”, atrás das mucosas que processam os alimentos). Você já nasce com eles, mas o SNE aprende e evolui com o tempo – o que ajuda a explicar por que os bebês nascem com dificuldade para digerir qualquer coisa, até o leite materno.

Quando você coloca na boca aquela batatinha frita do boteco, provavelmente ignora a verdadeira alquimia que está prestes a ocorrer: ao final do processo, a batata será parte de você. Mágico, não? Mas, para que o feitiço ocorra, uma série de processos precisam estar sincronizados. Enquanto você mastiga a batata, o estômago começa a ser preparado para recebê-la. Assim que engole, os neurônios da barriga mandam liberar enzimas e sucos gástricos. São eles também que, algum tempo depois, decidem que a batata já foi suficientemente dissolvida pelo estômago, e pode seguir para o intestino (ou que, ao detectar comida estragada, fazem você vomitar). Ao mesmo tempo, outros neurônios mandam o intestino empurrar o bolo alimentar da refeição passada para abrir espaço. Quando sente que você já comeu o suficiente, o SNE manda o organismo parar de liberar grelina, hormônio que causa a fome. Algumas horas depois, ou no dia seguinte, ele avisa que é hora de ir ao banheiro. E só aí o seu cérebro reassume o comando.

Você pode perguntar: mas e daí? O sistema digestivo não está fazendo mais que a obrigação, certo? Certo. Só que ele vai além – e graças a uma força que nem humana é.

Você e elas

Desde que a ciência descobriu as bactérias (graças ao cientista holandês Antoine van Leeuvenhoek, em 1676), a humanidade sempre desprezou, odiou e temeu essas criaturas. Com alguma razão: podem causar infecções mortais. Mas o fato é que as bactérias nem sempre são nocivas. A maior parte é fundamental para o organismo – tanto que o corpo humano abriga uma enorme quantidade delas. Um homem de 1,70 m e 70 kg possui aproximadamente 30 trilhões de células humanas, segundo um estudo publicado este ano pelo Weizmann Institute of Science, de Israel. E 39 trilhões de bactérias. Ou seja: o seu corpo contém mais células não humanas do que humanas.

Essa população de micro-organismos é chamada de microbiota, e a esmagadora maioria dela vive no sistema digestivo, onde existem 300 espécies de bactéria. Elas moram lá porque, como você, precisam de energia para sobreviver: no caso, a comida que você come. As bactérias da sua barriga são benéficas, ajudam na digestão dos alimentos. Mas também podem provocar efeitos estranhos e surpreendentes. Isso foi demonstrado pela primeira vez em 2011, quando cientistas da Universidade Cork, na Irlanda, descobriram que bactérias da espécie Lactobacillus rhamnosus, encontradas em iogurtes, eram capazes de alterar o comportamento de ratos de laboratório. Os pesquisadores dividiram os ratinhos em dois grupos, alimentados com dois tipos de iogurte: um com essa bactéria e outro sem. Os camundongos que tomaram o iogurte turbinado tiveram o dobro de disposição para atravessar labirintos e nadar. Ratos de laboratório nadam por 4 minutos, em média, antes de desistir de lutar contra a água (eles simplesmente boiam depois disso). Os bichos que tomaram iogurte com L. rhamnosus nadaram 50% mais.


“Talvez, no futuro, os antidepressivos possam ser comprados no supermercado, na forma de iogurte”

Também ficaram mais relaxados, como se tivessem tomado um calmante. Um exame de sangue, feito depois, comprovou que eles tinham 50% menos corticosterona, uma substância ligada ao stress, e melhor distribuição do ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor que ajuda a conter a ansiedade. Ou seja: as bactérias do iogurte mexeram com o “segundo cérebro” dos ratinhos – que alterou os níveis de várias substâncias e, por sua vez, influenciou o cérebro principal. “A microbiota pode se comunicar com o cérebro”, explica o neurocientista brasileiro Gilliard Lach, do laboratório que fez o estudo. “Talvez, no futuro, os antidepressivos possam ser comprados no supermercado, na forma de iogurte”, acredita.

Para não deixar dúvida, os pesquisadores fizeram um último teste. Pegaram os ratinhos e cortaram seu nervo vago, que conecta o sistema digestivo com o cérebro (e também existe em humanos). E o iogurte turbinado deixou de fazer efeito. Ou seja: eram mesmo os neurônios da barriga, influenciados pelas bactérias, que estavam manipulando o comportamento dos ratinhos.

Em seres humanos, acontece a mesma coisa. Isso ficou provado em 2013, quando cientistas da Universidade da Califórnia recrutaram 36 voluntárias. Elas foram divididas em três grupos. O primeiro tomou iogurte com quatro tipos de bactéria (bifidobacteriumstreptococcuslactococcus e lactobacillus) ao longo de um mês. O segundo consumiu uma bebida que tinha gosto de iogurte, mas não continha essas bactérias. O terceiro não tomou nada – manteve a dieta de sempre. Os cérebros das mulheres foram analisados, em exames de ressonância magnética, antes e depois da experiência. O resultado foi claro. As bactérias modificaram várias regiões que processam sensações do corpo, emoções e até funções cognitivas. Caiu a atividade de regiões como a ínsula (responsável por processar certos estímulos do corpo, como fome) e o córtex somatossensorial (que processa o tato e outros sentidos). E aumentaram as conexões entre a substância cinzenta periaquedutal, que ajuda no controle da dor, e o córtex pré-frontal – a área racional do cérebro. Ou seja: alterações no sistema digestivo provocaram alterações no cérebro.

Os cientistas ainda estão tentando entender de que forma os neurônios ‘abdominais’ agem sobre o cérebro. Mas ficou provado que a barriga realmente pode mandar na cabeça – e, como qualquer pessoa que já teve dor de barriga porque ficou ansiosa sabe, também pode ser influenciada por ela. “É um caminho de duas mãos. Tanto o seu humor pode afetar o aparelho digestivo, quanto o seu aparelho digestivo pode afetar o humor”, diz o médico Carlos Francesconi, professor da UFRGS e especialista em neurogastroenterologia, área da medicina que estuda os neurônios do sistema digestivo. E esses processos são influenciados por bactérias. “Elas exercem um papel regulatório, como se fossem um órgão a mais”, diz Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da USP. Qualquer modificação nesse pool de inquilinos do seu corpo pode provocar um desequilíbrio – e estar na raiz de várias doenças.

Ansiedade, por exemplo. Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, descobriram que ratos com maiores níveis de bactérias lactobacillus e bifidobacterium no sistema digestivo são menos ansiosos. E o oposto também é verdadeiro. Os cientistas coletaram bactérias do intestino de um rato ansioso, e injetaram em um ratinho calmo. Os micro-organismos mataram a maior parte das bactérias “boas” – e, como consequência, o camundongo passou a ter comportamento ansioso e nervoso.

Em pessoas, também há indícios de que seja assim. No ano passado, um estudo da Universidade de Oxford avaliou 45 voluntários, divididos em dois grupos. O primeiro recebeu placebo. O outro, doses de um carboidrato chamado galactooligossacarídeo (GOS), naturalmente presente no leite materno e em alimentos como cebola, alho, banana, soja e chicória. Esse carboidrato é o alimento preferido das bactérias lactobacillus e bifidobacterium (as mesmas da pesquisa com ratos). A ideia era turbinar a população desses micro-organismos, e ver se fazia algum efeito sobre as pessoas. Os voluntários que ingeriram o tal carboidrato desenvolveram mais bactérias – e ficaram com níveis 50% mais baixos de cortisol, o hormônio do stress. Também se saíram melhor numa bateria de testes psicológicos, apresentando respostas mais otimistas e menos sinais de ansiedade.

Outros estudos já encontraram relação entre a falta de lactobacillus e doenças como depressão e anorexia. Esses micro-organismos ajudam a manter a camada de muco que protege o intestino. Quando eles não estão presentes, essa barreira fica mais fraca, e surgem pequenas inflamações no intestino – que são encontradas em 35% das pessoas deprimidas. Para tentar entender o porquê, os cientistas autores da descoberta injetaram lactobacilos em ratos. As bactérias protegeram o intestino e produziram efeitos semelhantes aos de remédios antidepressivos.


As bactérias do sistema digestivo também estão relacionadas ao sono.

As bactérias do sistema digestivo também estão relacionadas ao sono. Isso foi descoberto nos anos 1990, quando cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, deram antibióticos para ratos de laboratório durante uma semana. Previsivelmente, os níveis de bactérias despencaram. O surpreendente foi outra coisa: os ratinhos passaram a dormir menos e pior, passando menos tempo na chamada fase REM (movimento rápido dos olhos, em inglês), a fase em que o corpo mais descansa – e, também, em que o indivíduo sonha.

Há estudos mostrando que pessoas com autismo, Parkinson, Alzheimer e obesidade possuem uma seleção diferente de micro-organismos na barriga. Tanto que o transplante de fezes tem sido considerado como possível tratamento para o autismo. Dois pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia, descobriram uma relação entre bactérias intestinais e autismo. Pelo menos em ratos. Eles criaram uma ninhada de ratinhos autistas (o que foi feito de um jeito meio cruel: infectaram uma rata grávida com um vírus que ataca os fetos). Depois, analisaram a população de micro-organismos no sistema digestivo deles. Descobriram que era bem diferente da encontrada em ratos normais.

Cientistas da Universidade Columbia e do Hospital Geral de Massachusetts já haviam observado que pessoas autistas costumam ter déficit de um tipo de bactérias, as bacteroides. Também costumam apresentar problemas gastrointestinais.

Se existe mesmo essa relação entre bactérias e autismo, pode haver um tratamento em comum que mire os dois alvos. Os pesquisadores de Pasadena decidiram alimentar os ratinhos autistas com bacteroides. Resultado: os animais pararam de fazer os movimentos repetitivos típicos do autismo severo, e ficaram mais sociáveis e abertos a interações com outros ratos. Ainda é cedo para saber se bactérias – no caso, a falta delas – são as culpadas pelo autismo. Mas, se a hipótese se confirmar, o tratamento desse transtorno pode passar também por um prosaico pote de iogurte.

Em todos esses casos, é preciso fazer mais estudos. “Não se sabe ainda se estamos diante do ovo ou da galinha”, explica Dan Waitzberg, professor de medicina da USP e especialista em aparelho digestivo. Quer dizer: a diferença na população de bactérias pode tanto ser a causa quanto mera consequência dessas doenças. Mas o sistema digestivo, e os bichinhos que moram nele, têm uma conexão nítida com os dois grandes males do mundo moderno: a obesidade e o câncer.

Guerra e paz

A medicina tem feito progresso na luta contra o câncer. Mas vários dos remédios mais modernos estão envoltos em um enigma: funcionam em certas pessoas, mas em outras não produzem o menor efeito. E ninguém sabe o porquê. Uma das respostas pode estar no tipo de bactérias que habitam a barriga de cada pessoa.

O francês Mathias Camaillard e sua equipe da Universidade de Ille, na França, descobriram, após fazer testes em ratos, que uma droga usada no tratamento do melanoma (o câncer de pele mais agressivo) não funciona na ausência das bacteroidales. Os cientistas descobriram isso ao examinar ratinhos tratados com o remédio, que se chama ipilimunab e faz o sistema imunológico atacar o câncer. Ele é usado em casos graves, quando o melanoma já se espalhou pelo corpo, e pode prolongar a vida dos pacientes em cinco anos. Para saber se as bactérias eram mesmo decisivas, a turma de Camaillard fez um novo (e meio nojento) teste: coletou fezes de 25 pacientes humanos, todos portadores de câncer, e injetou no intestino dos ratinhos. Ou seja, transplantou as bactérias dos humanos para os camundongos. Adivinhe só: nos ratos que receberam bacteroidales, o remédio anticâncer começou a fazer efeito, como que por milagre. Não era milagre, claro, mas os cientistas ainda não sabem explicar o resultado. Eles suspeitam que as bactérias ajudem a “acordar” o sistema imune, turbinando o efeito da medicação. No futuro, a ideia é que pacientes com melanoma avançado tenham suas fezes analisadas antes de começar o tratamento. Se o teste apontar que eles carregam poucas bacteroidales no organismo, poderão recebê-las via transplante de fezes.

Em 2009, um estudo liderado pelo médico americano Jeffrey Gordon, da Universidade Washington, em St. Louis, começou a desvendar a relação entre bactérias e obesidade. Ele analisou o sistema digestivo de um grupo de gêmeas com uma característica bem peculiar: em todos os casos, uma irmã era obesa e a outra não. Depois de analisar as bactérias intestinais das 154 voluntárias, os pesquisadores concluíram que as irmãs obesas tinham flora intestinal menos diversa e com menos bacteroidetes. Um resultado instigante, mas ainda restava uma dúvida: essa diferença na quantidade de bactérias era a causa da obesidade, ou o efeito dela?

O grupo decidiu, então, buscar a resposta em experimentos com ratos. Ficou quatro anos fazendo uma experiência que se mostraria revolucionária. Os cientistas pegaram ratinhos recém-nascidos e estéreis, ainda sem nenhum micro-organismo intestinal, e injetaram neles bactérias tiradas de intestinos humanos. Metade dos ratinhos recebeu bactérias “gordas”, ou seja, que haviam sido coletadas nas gêmeas obesas. A outra metade ganhou bactérias “magras”, extraídas do intestino das gêmeas magras.

Todos os ratos comeram a mesma ração, na mesma quantidade. Adivinhe só o desfecho: os bichos que receberam bactérias “gordas” ficaram gordos. E aqueles que receberam bactérias “magras” ficaram magros.

Mais tarde, a equipe repetiu o experimento, mas, dessa vez, uniu os dois grupos de ratos num mesmo espaço. Assim, os animais se contaminaram uns com as bactérias dos outros (pois os ratos têm o lindo hábito de comer fezes). Com o compartilhamento de bactérias, os dois grupos de ratos ficaram magros. Os cientistas também transplantaram bactérias dos ratos magros para os obesos – que ficaram magros. Em suma: os cientistas provaram, de várias formas diferentes, que as bactérias intestinais podem causar, ou prevenir, a obesidade. Em ratos, pelo menos. Não se sabe exatamente o porquê, mas os cientistas acreditam que tenha a ver com as calorias (certos tipos de bactéria turbinam a digestão, permitindo extrair mais energia dos mesmos alimentos).

Um ponto importante: os ratos gordos só emagreciam se recebessem 54 tipos de bactérias do outro grupo. Os cientistas também tentaram transferir menos espécies, apenas 39 tipos, e não deu certo – os ratos continuaram gordos. Isso significa que a chave está na diversidade de bactérias dentro do corpo. Mas a vida moderna está acabando com elas.

Nova cura, nova doença

De 5% a 10% da população mundial tem úlcera gástrica, um ferimento na parede do estômago que nunca cicatriza completamente, causa dores fortes e, em casos graves, pode matar. É uma doença crônica e incurável, cujo tratamento sempre consistiu em tomar Antak (cloridrato de ranitidina): um remédio paliativo, que reduz a produção de suco gástrico – e, com isso, as dores – e se tornou o medicamento mais vendido do mundo na década de 1980.

Até que um dia um médico desconhecido, que se chamava Barry Marshall e trabalhava num hospital da Austrália, apareceu com uma ideia: a úlcera, na verdade, era causada pela proliferação excessiva da Helicobacter pylori, que ele havia encontrado no estômago de pacientes com úlcera. Ninguém levou a sério, e Barry não podia fazer estudos em seres humanos (pois isso significaria condená-los a uma vida de dores). Desesperado, ele fez o impensável: infectou a si mesmo com a tal bactéria. Como seria de se esperar, desenvolveu úlcera – que então curou, em uma semana, com um antibiótico. Barry havia descoberto a cura, simples e definitiva, para uma doença que afetava dezenas de milhões de pessoas. Um conto de fadas da medicina moderna.

Mas essa vitória também teve um lado ruim. Estudos mais recentes sugerem que a H. pylori também desempenha um papel importantíssimo para o organismo: controla a produção de grelina, o hormônio que controla a sensação de fome. Foi isso o que descobriu o médico Martin Blaser, da Universidade de Nova York. “Eu tenho acumulado mais e mais evidências de que o desaparecimento desse micróbio (a H. pylori) pode estar contribuindo para epidemias atuais”, escreve no livro Missing Microbes: How the Overuse of Antibiotics Is Fueling Our Modern Plagues (“Micróbios sumidos: como o uso excessivo de antibióticos está alimentando as pragas modernas”, ainda sem versão em português). Ele descobriu que a H.pylori, que até os anos 1980 era comum no estômago dos americanos, hoje se tornou rara. E é isso que pode estar fazendo as pessoas comerem mais e engordarem – porque, sem essa bactéria, o sistema digestivo não dá o sinal para a pessoa fechar a boca.

Para o pesquisador, a relação da humanidade com os antibióticos é similar ao de outras invenções revolucionárias, como o motor à combustão. Começou ótimo, revolucionou o mundo, mas acabou produzindo grandes efeitos colaterais (como o efeito estufa, a poluição das grandes cidades e as guerras por petróleo). Os antibióticos podem seguir pelo mesmo caminho. Embora sejam fundamentais para controlar infecções, podem estar ajudando a criar novos problemas. “A perda da diversidade da microbiota nos nossos corpos está cobrando um preço terrível. E será pior no futuro”, escreve Blaser.

Nem todo mundo é tão pessimista. Há quem acredite que, entendendo a importância das bactérias, aprenderemos a conviver com elas de outra forma e controlá-las usando menos remédios. “Em 20 ou 30 anos, vamos ter um chip implantado no corpo que será lido pelo computador do médico. Ele vai poder analisar o perfil do indivíduo e receitar uma alimentação personalizada para tratar determinadas doenças”, projeta Dan Waitzberg, da USP. O jogo da humanidade contra as bactérias pode, no máximo, terminar empatado. Não devemos ceder, mas também não podemos querer exterminá-las. Afinal, elas são parte de nós. A maior parte.

Fonte:

Por Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni, Superinteressante

Nova York também tinha sua cracolândia, sabia?

O Bryant Park, no coração de Manhattan, era um mercado de drogas a céu aberto cercado por traficantes, viciados e mendigos nos anos 80. Hoje, a região está recuperada

Prédios abandonados em Alphabet City, no Lower East Side, em 1986

Há 30 anos, andar por Nova York não era tão seguro quanto hoje em dia. Os crimes eram frequentes, e muitas vezes foram motivados pelo tráfico de drogas. A epidemia do crack assolava a cidade na década de 1980 e criou áreas onde as pessoas não podiam passar, tudo muito parecido com o que acontece hoje na Cracolândia, em São Paulo.

A cracolândia deles ficava no Bryant Park, no coração de Manhattan, e a uma quadra da Grand Central Station, a maior estação de trens do mundo e um dos cartões postais da cidade. Curiosamente, a “nossa” cracolândia também começou perto da Estação da Luz, que foi construída há mais de 100 anos e é “um dos cartões postais da cidade”. Hoje, temos mais de 20 mini-cracolândias espalhadas por São Paulo!

Em Nova York, havia também outra cracolândia

Outro bairro, conhecido como Alphabet City, também em Manhattan, no Lower East Side, ficou por muito tempo sendo ocupado por traficantes, o que destruiu a vida da comunidade local. Um estudo da época mostrou que o uso de crack estava ligado a 32% de todos os 1.672 homicídios registrados em 1987, e a 60% dos homicídios ligados às drogas.

Para vender o crack, os traficantes invadiam edifícios abandonados e assumidos pelo governo de Nova York por conta de impostos atrasados. Essas crack houses recebiam também usuários de droga que vinham de carro de outros locais da cidade. Isso acabou facilitando o trabalho da polícia, porque nos EUA há uma lei que prevê que, se drogas forem encontradas em um carro, pode-se apreender as drogas e os carros. Conclusão: centenas de carros eram apreendidos…

Na época, a polícia ainda colocou um policial a cada esquina, para dispersar os usuários e prender os traficantes que andavam pelas ruas. Mas isso só fortaleceu as crack houses, já que o consumo não era controlado dentro desses prédios.

Pressure Point

Então, a polícia começou uma política de pressão, focando nas quadrilhas espalhadas pelos bairros. Agentes à paisana compravam drogas para aprender mais sobre o tráfico (vimos isso em uma porção de filmes e seriados policiais) e outros foram colocados no topo de prédios para observar a ação dos criminosos. O efetivo também aumentou. Entre 1991 e 2001, a força policial de Nova York cresceu 45% – três vezes mais do que a média nacional.

Leis mais severas e tolerância zero

Existiam leis severas, mas que só passaram a ser aplicadas com mais rigor quando a epidemia do crack se espalhou. Essa medida foi responsável pela explosão no número de condenações por posse de drogas, passando de 2.554 em 1980 para 26.712 em 1993. A lei estabelecia sentenças mínimas obrigatórias de 15 anos até a prisão perpétua por posse de cerca de 110 gramas de qualquer tipo de droga.

Foi no início de 1990 que o prefeito Rudolph Giuliani começou a famosa política de tolerância zero, que muitos de nós ouvimos falar. Ela impunha punições automáticas para qualquer tipo de infração, como a pichação de paredes, por exemplo. O objetivo era eliminar por completo a conduta criminosa e as contravenções. Durante seu governo, Giuliani reduziu pela metade as taxas de criminalidade de Nova York.

Segundo especialistas, foi essa combinação de uma ação policial mais eficiente com o respaldo da prefeitura, aliada ao crescimento econômico, os principais responsáveis pela redução de cerca de 80% nas taxas de crimes em geral em um período de 20 anos. Em 2010, a cidade registrou 536 homicídios (no mesmo ano, a cidade de São Paulo registrou 1.210…). Outros especialistas também argumentam que os efeitos destrutivos do crack tornaram-se aparentes, fazendo com que os novos usuários, com medo do poder de destruição da droga, ficassem longe dele.

A ação da Justiça

Em 1989, a Flórida criou as drugs courts, que eram tribunais especializados em atender usuários de drogas, formados por uma equipe com advogados de defesa, promotores, especialistas em saúde mental e em serviço social.

Aqueles que eram pegos com uma pequena quantidade de drogas (até 28 gramas) podiam ter a sentença reduzida ou até a ficha criminal cancelada se não tivessem cometido delitos graves, como homicídios. A contrapartida era frequentar um programa de internação voluntária, com regras e condições estabelecidas entre o réu, advogado de defesa, a acusação e o tribunal.

Atualmente, o estado de Nova York tem cerca de 180 desses tribunais. Mais de 60.000 pessoas passaram pelos programas de tratamento até hoje e mais da metade finalizou o programa.

Como está a antiga cracolândia americana

Tendo combatido o crack nas duas frentes, saúde pública e segurança pública, pode-se dizer que o programa foi vitorioso, já que os bairros voltaram a ser ocupados pela população e pelos turistas.

O Bryant Park hoje

O Lower East Side hoje

Mas a batalha não terminou.

A maioria dos usuários não aceita tratamento ou não permanece nele, por isso foi criado um programa em 2014 que pretende reduzir as violações de liberdade condicional. Os réus são submetidos a exames periódicos, feitos de surpresa, para confirmar se eles realmente abandonaram as drogas. Se o resultado der positivo ou se descumprirem qualquer termo da condicional, eles são presos imediatamente.

Os resultados: houve mais de 80% de abstinência na população alvo, após um ano de programa. Além disso, reduziu pela metade o número de novos encarceramentos.

O que é mais importante?

Segundo especialistas, a aplicação de leis severas tem um papel muito importante para ajudar a minimizar os problemas causados pelo uso do crack. A ação da polícia diminui o fornecimento da droga, mas é preciso um programa de prevenção e tratamento para reduzir a procura.

Mesmo com tantas ações nos EUA, mostrando que o uso de crack tem diminuído no país nos últimos 15 anos, a droga continua a ser um problema.

Um problema sem fim?

Uma pesquisa de 2016 em todo o país revela que pouco mais de 80.000 pessoas usaram crack pela primeira vez em 2015. E mais de nove milhões têm pelo menos alguma experiência com ele.

Russel Falk, diretor do Centro de Intervenção, Tratamento e Pesquisa em Dependência da Wright State University, em Ohio, comenta sobre esses dados: “Você não pode colocar nove milhões de pessoas na cadeia. Então, programas eficazes de prevenção, intervenção e tratamento têm que fazer parte da solução. Apesar de termos feito alguns progressos nestas áreas, ainda temos um longo caminho a percorrer”.

Se os EUA têm um longo caminho pela frente, e nós, então?

A nossa Cracolândia…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Veja

O que a caminhada pode fazer por você

Já dizia Hipócrates: “Andar é o melhor remédio para um homem”. Eu iria mais além, porque caminhar – aliado a um bom sono e uma dieta saudável – pode ajudar a evitar vários problemas de saúde.

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é uma atividade barata de se fazer, pode ser praticada a praticamente qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa, se a pessoa tiver uma esteira.

“Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana”, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp.

Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. Na pesquisa Life Insights: Health Report 2017, viu-se que 49,3% da população faz exercícios aeróbicos regularmente, 21,8% fazem exercícios de vez em quando e 26,8% não fazem exercícios físicos. Além disso, 59,2% dos participantes procuram andar a pé sempre que possível para ter uma vida mais saudável.

Entre as pessoas que já caminham ou fazem alguma outra atividade aeróbica, os principais motivos são: para envelhecer com mais saúde (78,2%), para se sentir mais disposto (76%) e para se manter em forma (66,5%). Nesse grupo, 53,3% se exercita sem academia e 46,7% frequenta a academia. E, claro, 9,6% dos participantes confessaram que pagam a academia, mas nunca vão. (eu nunca paguei, e nunca fui…. eh eh eh!)

Confira mais detalhes sobre os benefícios dessa atividade física:

1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque, durante a prática, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina e a oxigenação do corpo. “Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas”, explica o fisiologista Paulo Correia.

2. Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada, faz com que haja uma maior quantidade de estímulos elétricos em nossos ossos. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

“Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença”, diz o fisiologista da Unifesp.

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. “Quanto mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando”, explica Paulo Correia.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos neurais e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. “Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumentam a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros ou olfativos”, comenta Paulo Correia.

Outro estudo, feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais conhecido da caminhada. “É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas”, afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostraram que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscula

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporcionava uma redução significativa da vontade pela guloseima.

“Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compensar compulsivamente na comida”, afirma Paulo Correia.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem caminha regularmente mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. “Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam”, diz Paulo

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

bastanteinteressante.org

minhavida.com.br

O que acontece com o seu corpo quando você corta o açúcar refinado?

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O açúcar processado, também chamado de refinado, ocupa as primeiras posições na lista de alimentos inimigos da boa saúde. Isso porque, quando passa por processos químicos de refinamento, ele perde muitos nutrientes e o que sobra são apenas calorias provenientes dos carboidratos. A regra é: quanto mais branco, mais processado é o açúcar.

O que também faz dele um vilão tão potencialmente perigoso são seus disfarces. O açúcar processado não está presente apenas no açucareiro usado para adoçar o café ou fazer um bolo. Refrigerantes e outros alimentos industrializados, como molhos, sorvetes e iogurtes, são exemplos de produtos ricos em açúcar. Comidas salgadas, como macarrão, arroz branco e pães, também levam o produto na composição.

Considerado pobre nutricionalmente, quando o açúcar é consumido além da conta, causa uma série de complicações para o organismo, como diabetes, obesidade, cansaço, envelhecimento da pele e até baixa imunidade. Recentemente, uma pesquisa divulgada pelo jornal Jama Internal Medicine apontou que representantes da indústria açucareira teriam manipulado, durante décadas, estudos sobre os efeitos do produto na saúde, atribuindo problemas cardíacos apenas ao colesterol e gorduras saturadas.

Com tantas complicações para saúde, a dica dos especialistas é resistir e eliminar o consumo desse tipo de açúcar da alimentação. Para isso, o ideal é substituí-lo por opções mais saudáveis –como açúcar de coco ou mascavo– e reduzir a ingestão de alimentos industrializados.

Acha difícil? Veja alguns dos benefícios que a atitude pode causar no organismo. A lista foi elaborada com a consultoria da nutricionista funcional e ortomolecular Rachel Faria, e dos endocrinologistas Glaucia Carneiro, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e Renato Zilli, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

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Emagrece

O açúcar não é o único vilão da dieta, mas reduzir (ou cortar) o seu consumo ajuda a evitar, principalmente, o ciclo vicioso de sua ingestão e, consequentemente, reduz as calorias ingeridas. O consumo de açúcar simples gera picos e quedas repentinas de glicemia no sangue. A cada “baixa”, sentimos ainda mais vontade de comer. Se a próxima escolha for um carboidrato ou doce, por exemplo, o ciclo se reinicia. Com o passar dos anos, esse ciclo vicioso contribuirá também para o surgimento de outras doenças, como pressão alta, colesterol e obesidade.

Traz mais disposição

Quando ingerimos açúcar, os níveis de glicose no sangue aumentam, fazendo com que o pâncreas produza insulina (hormônio responsável por reduzir a glicose) além do normal. Para reequilibrar o organismo, nosso sistema coloca em ação a insulina, que tem como objetivo fazer a glicose circular. O excesso de açúcar é considerado tóxico e acaba se transformando em gordura, que interfere no equilíbrio nervoso. Além disso, um estudo feito em 2008 pelo The Scripps Research Institute, uma organização americana privada, apontou que o açúcar pode reduzir as atividades da orexina, um neurotransmissor que regula a excitação, a vigília e o apetite. Quando esses neurotransmissores têm suas atividades reduzidas, o organismo passa a ficar mais sonolento e cansado.

Pele mais jovem

Um cardápio com muito açúcar deixa a pele opaca e enrugada. Isso por causa da glicação, processo em que a glicose em excesso danifica a elasticidade da pele, levando a rugas, flacidez, além de deixá-la com um aspecto envelhecido.

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Evita o aparecimento de acne

Alimentos que elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue, como pães e massas brancas, podem causar flutuações hormonais –como o aumento nos níveis de insulina no corpo, responsável por reduzir a taxa de glicose no sangue. Essas flutuações desencadeiam reações inflamatórias em nosso organismo, inclusive na pele, resultando em cravos e espinhas.

Deixa nosso humor mais estável

Picos e quedas repentinas no nível de açúcar no sangue podem causar sintomas como irritabilidade, alterações de humor, confusão mental e cansaço. Quando tomamos um copo de refrigerante, por exemplo, há um aumento acelerado do nível de açúcar no sangue. E, logo depois, uma queda repentina. Quando há essa queda, nos sentimos ansiosos, temperamentais e cansados. Portanto, ao cortar o açúcar, o humor tende a ficar mais estável.

Fortalece o sistema imunológico

Consumir açúcar em excesso pode causar uma queda na capacidade do nosso organismo de destruir vírus e bactérias intrusos. Um estudo feito em 1973, pela Universidade Loma Linda, nos EUA, apontou que, quando voluntários consumiram cem gramas de açúcar, a atividade dos leucócitos (células de defesa) caiu pela metade. Para alguns nutricionistas, o açúcar também estimula o crescimento de fungos associados a infecções crônicas, que sobrecarregam o sistema imunológico.

Diminui o risco de diabetes

O consumo excessivo de açúcar pode tornar o organismo resistente à insulina, que controla a entrada de açúcar nas células. Se a produção de insulina for insuficiente, o açúcar acaba retido na corrente sanguínea, acarretando uma série de complicações. Entre elas, a diabetes.

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Boca livre de cáries e mau hálito

As principais causas do mau hálito (ou halitose) originam-se na boca. Quando a higiene bucal é incompleta, a língua acumula uma massa esbranquiçada formada por resíduos alimentares. Essa massa vira alimento das bactérias causadoras do mau hálito. Os alimentos que contêm açúcar acabam potencializando essa massa e servindo como fonte de energia para as bactérias causadoras do mau hálito. No caso das cáries, as bactérias presentes em nossa boca transformam o açúcar em um ácido que ataca e enfraquece os dentes.

Melhora o sono

Se você consome muitos alimentos ricos em carboidratos simples ou bebidas açucaradas antes de dormir, terá uma “entrada extra” de energia no organismo, deixando-o mais “ligado”, o que pode dificultar a hora de dormir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Cintia Baio, UOL

Imagens: Marcos Inoue/UOL

 

O veganismo pode salvar o planeta e milhões de vidas!

Acho que você já ouviu falar do veganismo. E deve conhecer pessoas que aboliram o uso de produtos de origem animal e se tornado veganas. Mas, o que é um vegano? Bem, eu abandonei o consumo de carne (mas ainda não sou vegano 100%) e venho me informando sobre esse tema, o vegetarianismo e os riscos que nosso planeta sofre ao consumir produtos de origem animal.

Sem mais conversa mole, vamos às informações que coletei.

O que é um vegano?

O vegano é a pessoa que pratica o veganismo em todas as suas ações, seja na alimentação ou não. Ele é vegetariano estrito em sua dieta e também não utiliza produtos de origem animal. Ele “busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais”.

 Quem é defendido pelos veganos?

O veganismo é um movimento que busca a libertação animal em todas as frentes possíveis, incluindo mercado, alimentação, trabalho forçado e entretenimento. Vale dizer que isso não envolve apenas os animais não humanos (que são chamados de “irracionais”).

Quem é mesmo o animal irracional?

Ou seja, a libertação dos seres humanos também é defendida. Isso significa que os veganos também buscam eliminar o consumo de produtos oriundos de empresas que exploram a mão de obra escrava, ou similar a ela. Além disso, também há movimentos que apoiam a adoção do veganismo como forma de democratizar o acesso à alimentação — pois cerca da metade dos grãos produzidos no mundo são usados para a engorda de “animais de corte”…

Qual é a diferença entre veganismo e vegetarianismo?

Muitos acham que o “veganismo” é apenas uma dieta. Não, ele é um movimento de libertação animal. A dieta seguida pelos veganos é o “vegetarianismo estrito” – que também é seguida por outras pessoas que não são veganas. Pode parecer confuso, mas é bem fácil entender. Confira na tabela abaixo:

Como se vê, todo vegano é vegetariano estrito. Porém, nem todo vegetariano estrito é vegano. Isso acontece porque há pessoas que não consomem nada de origem animal na alimentação, mas acabam consumindo couro, lã, seda ou vão a eventos com exploração dos animais (incluindo rodeios, zoológicos e parques).

Peixes e frutos do mar?

Se você é vegano ou vegetariano, certamente já ouviu a pergunta “Nem peixe?”. Se você não é, provavelmente já fez a pergunta para algum amigo. E a resposta é bem clara: a dieta vegetariana exclui a carne dos peixes e de outros frutos do mar de seu cardápio.

Por quê?

Porque todos os animais possuem sistema nervoso central e senciência — a capacidade de sofrer, sentir dor ou alegria. Por mais que eles não emitam sons fora da água, eles sentem dor ao serem pescados ou cortados ainda vivos. Ao serem retirados da água, morrem em um doloroso processo de asfixia. Sabia disso?

Por que não consumir ovos e leite?

Há quem diga que o leite e os ovos não são um problema, pois são obtidos sem a necessidade de matar um animal, o que acontece com a carne. Porém, existe uma série de observações sobre o método de obtenção desses produtos que a gente tem que saber…

Leite

Como em toda espécie de mamífero, para que a “vaca leiteira” produza leite, é preciso que ela seja mãe. Na indústria, as vacas são emprenhadas com inseminação artificial e, depois do parto, têm seus filhotes levados embora: as fêmeas são encaminhadas para o mesmo processo e os machos são abatidos ainda bezerros, para abastecer o mercado de vitelos.

A expectativa de vida de uma vaca criada solta é de cerca de 20 anos, mas as vacas leiteiras geralmente são abatidas com menos de 8 anos. Isso acontece porque elas começam a apresentar problemas de reprodução após várias gestações forçadas, problemas de locomoção e outras inflamações.

Ovos

Assim que nascem, as galinhas são debicadas (têm os bicos arrancados) sem anestesia. Isso é feito para que elas não machuquem umas às outras ao serem submetidas a situações de muito stress — o que acontece, já que até oito galinhas dividem gaiolas com pouco mais de 0,2 m². Veja na foto acima…

As galinhas poedeiras podem passar a vida inteira sem ver a luz do sol, sem poder caminhar e sem poder viver do modo natural…

Mas vocês comem só samambaia?

Geralmente, costuma-se pensar que os veganos e vegetarianos comem apenas saladas sem gosto e sem tempero, mas essa imagem é completamente errada. Eles comem cereais, frutas, legumes e qualquer outro alimento que venha das plantas, além de algas e cogumelos.

E isso não quer dizer que as comidas sejam apenas cruas — muito pelo contrário. Com algumas receitas, é possível fazer alimentos saborosos e totalmente saudáveis. Além disso, também há muito “Junkie Food” vegano, pois a variedade de hambúrgueres, doces e frituras que podem ser feitas é gigantesca. E mais… É possível comer tudo isso sem ingerir um único grama de soja se você não quiser.

E as proteínas?

Costuma-se pensar que carnes são a única fonte de proteína, mas isso não é verdade. O próprio Ministério da Saúde do Brasil já reconheceu o vegetarianismo como uma forma saudável e completa de se alimentar. Isso porque todos os aminoácidos essenciais para a produção de proteínas dentro do seu corpo podem ser conseguidos por meio dos vegetais.

Existe apenas um nutriente que não podemos encontrar na dieta vegetariana: a vitamina B12. Ela é produzida por bactérias e cianobactérias, com as quais a humanidade tem pouco ou nenhum contato atualmente e é encontrada em ostras, carne, peixes, manteiga, etc, mas tudo em pequena quantidade. Isso significa que uma boa parcela da população — vegetariana ou não — pode apresentar deficiência ou insuficiência de B12. Felizmente, existem diversas suplementações sintéticas da vitamina.

O que aconteceria se todo mundo adotasse o veganismo?

Uma pesquisa publicada pela Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America no começo deste ano aponta que, ao contrário de alguns medos comuns que a desinformação pode causar, a dieta vegana pode ser muito boa para você – e, claro, para o planeta todo também.

Segundo o relatório, se todas pessoas adotassem o veganismo a partir deste ano, 8,1 milhões de vidas seriam salvas até 2050. Teríamos 8,1 milhões a menos de vítimas de doenças associadas a diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer, comumente ligadas com a dieta atual.

Se o mundo adotasse o vegetarianismo,  7,3 milhões de mortes seriam evitadas. Mas, na hipótese de que as pessoas passassem a adotar uma alimentação que exclui a carne, mas atende às recomendações da Organização Mundial de Saúde, 5,1 milhões de vidas acabariam poupadas.

11 alimentos vegetarianos ricos em proteínas

E é possível conseguir as proteínas necessárias ao organismo sem consumir carne. Vários vegetais possuem uma grande quantidade desse nutriente, basta saber quais são eles e como combiná-los para chegar a uma dieta saudável, e abaixo vai uma listinha. Maaasssss… Para encontrar uma dieta adequada para você, consulte um médico ou nutricionista!

Leguminosas

O feijão é uma ótima fonte de proteínas de origem vegetal. Além dele, favas, lentilhas, ervilhas e alguns cereais também são ricos nesse nutriente. Mas aqui tem um segredo: esses alimentos precisam ser combinados com outros, para que a união dos aminoácidos resulte em proteínas de boa qualidade. Alguns exemplos de combinação são arroz + feijão; lentilhas + trigo sarraceno; quinoa + milho e arroz integral + ervilhas vermelhas.

Tomate

Você sabia que o tomate é bom para manter um bom bronzeado? Isso porque ele é rico em betacaroteno, que atua na produção de melanina. De todas as calorias do fruto (que ele é fruto você sabia, né?), 18% vêm das proteínas do tomate. Ele também é rico em licopeno (antioxidante), vitaminas A, B e C, fósforo, ferro e potássio.

Repolho

Essa verdura é uma boa fonte de proteínas, com 22% de suas calorias vindas desse nutriente. O repolho também tem grandes quantidades de vitaminas C, A, B1, B2, B6 e K, ácido fólico, fibras, cálcio, fósforo e enxofre.

Pimentão

O pimentão está longe de ser consenso quando se fala em sabor. Mas quando o assunto é proteína, é batata – aliás, pimentão. O vegetal possui 22% de suas calorias provindas desse tipo de nutriente. No pimentão, há boas quantidades de vitaminas C e A e minerais como cálcio, fósforo e ferro.

Pepino

O pepino não é somente bom para a pele. Ele também é bom para os músculos, pois é uma boa fonte de proteína. Do total de suas calorias, 24% provêm desse nutriente. Pepinos também são ricos em vitamina C, B5, potássio, magnésio, folato, fibras e antioxidantes. Dentre suas principais qualidades, estão a capacidade calmante, e as ações anti-inflamatória, digestiva, estimulante, remineralizante, diurética, tônica e laxativa (ou seja, bom para quem tem prisão de ventre).

Salsinha

Quem diria que aquele verdinho que se coloca como enfeite na comida seria uma ótima fonte de proteínas! Mas 34% de todas as calorias da salsinha provêm desse nutriente. O problema é só a quantidade que você vai ter que comer do tempero, já que 100 gramas de salsinha possuem somente 34 calorias. Mas a dedicação vale a pena: as folhinhas que também servem para a decoração de pratos são ricas em vitaminas C, B6, B2, manganês, cálcio, zinco e ferro. Sua principal atuação no organismo é afinando o sangue, o que contribui no combate às doenças cardiovasculares.

Cogumelos

Pouco consumidos e relativamente caros no Brasil, os cogumelos comestíveis são uma excelente fonte de proteínas – e o melhor, muito pobres em gordura! De todas as calorias dos cogumelos, 38% provêm das proteínas, e os danadinhos ainda são excelentes fontes de vitaminas B2, B3 e B5, selênio, cobre, triptofanos (aminoácido presente no código genético), potássio e fósforo. .

Couve-flor

Da mesma família do brócolis, da couve e do rabanete, a couve-flor também é rica em proteínas: 40% do total de suas calorias são derivadas delas. O sabor suave desse vegetal possibilita que ela seja protagonista ou coadjuvante em várias receitas (gratinada é de raspar o prato!). Ela atua na proteção do organismo contra doenças cardíacas, osteoporose e mal de Alzheimer, alivia a hipertensão e previne a calvície.

Brócolis

Cem gramas de brócolis contém aproximadamente 36 calorias. Dessas, 45% são derivadas das proteínas. Esse vegetal também é rico em minerais, como cálcio, potássio, ferro, zinco e sódio e possui grande quantidade de vitaminas A, C, B1, B2, B6 e K.

Couve

Elemento-chave na culinária mineira, 45% das calorias da couve vêm das proteínas. A hortaliça também é rica em vitaminas A, B6, C e K, além de ter muito ferro e cálcio. Possui ação vermífuga, ajuda no combate a problemas do fígado e do estômago, é benéfica para quem possui prisão de ventre e diminui os sintomas da asma e da bronquite. Estudos mais recentes relacionaram esse santo remédio à diminuição da multiplicação de células cancerígenas.

Espinafre

Quase metade (49%) das calorias do espinafre vêm das proteínas. Além disso, o vegetal de folha verde escura também é rico em Ferro, Fósforo, Cálcio, vitamina A e vitaminas do complexo B. Assim, ele atua no combate às anemias, à fadiga, à hipertensão, hemofilia, pedras nos rins, artrites e escorbuto. O espinafre ajuda a fortalecer os dentes e os ossos, favorece os sistemas digestivo e nervoso e diminui a queda de cabelos.

 

O vídeo a seguir, da BBC, não tem nada a ver especificamente com veganismo ou vegetarianismo, mas ele trata da preservação de nosso planeta. Mostra, através de imagens belíssimas, de que forma nossa Mãe Terra está sendo ferida quando destruímos as florestas, sujamos a água e dizimamos os animais, e o mal que o consumismo causa a todos nós. Vale a pena assistir e nos conscientizar do mal que estamos todos fazendo.

O vídeo não tem nada a ver com o assunto deste post, mas… Tem tudo a ver!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

superinteressante

wikipedia

mudaomundo.org

megacurioso.com.br

UTILIDADE PÚBLICA: Mitos e verdades sobre a gripe

Todo ano é a mesma coisa, muda a estação, os dias esfriam e a gripe aparece antes mesmo que comece a campanha de vacinação.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as infecções respiratórias constituem a maior causa de consulta aos serviços de saúde, principalmente entre crianças até cinco anos. E isso em qualquer época do ano.

Porém, com a queda da temperatura, cresce a incidência dessas doenças, que se mantêm entre as principais causas de internação no país. Além da gripe, causada por vírus, o problema é agravado porque 30% dos brasileiros apresentam complicações alérgicas, como rinite e bronquite, no outono/inverno.

Tem mais: o vírus da gripe sobrevive por mais tempo em ambientes secos, característica típica do inverno no Brasil. Por fim, as pessoas ficam mais tempo em locais fechados, potencializando a transmissão.

Veja a seguir as dicas que vão desmistificar algumas das crenças sobre como tratar e se proteger da gripe, e confirmar outras. Não deixe de ler!

Os analgésicos e antigripais não têm poder de cura e qualquer um deles deve ser ingerido apenas para alívio dos sintomas. A automedicação é totalmente contraindicada. O que vale mais que tudo, sustentam os médicos, é ingerir muita água, comer bem e repousar. Caso não haja melhora, buscar orientação médica para adotar o tratamento adequado.

Embora não existam estudos científicos que comprovem a eficácia de chás no combate à gripe, sabe-se que alguns tipos aliviam os sintomas (chás de hortelã, menta, alho, mel e limão, por exemplo). A menta tem poder expectorante, o alho e o mel estimulam o sistema imunológico. E o chá quente provoca uma vasodilatação nas vias respiratórias, o que minimiza a sensação de desconforto e melhora o afluxo de oxigênio e nutrientes, necessários para o corpo reagir e permitir a reposição de células. Além disso, atenua a congestão nasal.

A gripe é causada pelo vírus influenza e deixa as defesas debilitadas, facilitando a entrada de elementos invasores. Então, embora aumente o risco de se contrair a doença, não se pode dizer que a pneumonia seja uma gripe mal curada. Mas o conselho é que a pessoa observe se os sintomas da gripe mudam ou pioram com o tempo. Porque isso indica que pessoa pode ter desenvolvido outras disfunções, como bronquite, otite, sinusite e até pneumonia.

Para início de conversa, xaropes não são inofensivos. O médico deve ser consultado para orientar se é ou não o caso de usar xarope, e de que tipo. Há os mucolíticos, que tornam o muco mais fluido e ajudam na sua eliminação; os broncodilatadores, que aumentam o tamanho dos brônquios para facilitar a passagem do muco; e os para inibir a tosse. Todo medicamento pode ter efeitos colaterais que variam de acordo com a pessoa. Alguns xaropes, além da propriedade expectorante, são também laxantes e originam irritação gástrica e intestinal, urticária, falta de ar…

Imagine a seguinte situação: você dá a mão para alguém contaminado que acabou de assoar o nariz; aí, coloca a mão no seu nariz ou na sua boca. É possível que tenha carregado o vírus para dentro do seu organismo. Gotas de saliva podem cair em superfícies como mesas e corrimão de escadas e, aí, acontecer a transmissão pelo contato com as mãos.

Não existe injeção contra gripe ou resfriado. Nossos avós tinham esse hábito, mas sabe-se que de nada adianta. O mais relevante é a boa hidratação, o repouso e o alívio dos sintomas com analgésicos.

As infecções não têm relação com a baixa temperatura ou exposição ao frio, já que a transmissão acontece pelo contato com pessoas ou objetos contaminados. O que acontece é que, na época do frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, em que há pouca circulação de ar, e isso facilita a transmissão do vírus. Curiosidade: para que um indivíduo contamine outro ao tossir, espirrar ou falar, é preciso que estejam a uma distância de no mínimo 90 cm…

Ele não cura a gripe, mas tem elementos como a alicina, de ação anti-inflamatória e antibacteriana. E várias substâncias do alho vêm sendo relacionadas ao tratamento de resfriados e gripes, reduzindo os sintomas, como a coriza, e a duração das doenças.

Há casos de pessoas que recebem a vacina e, no dia seguinte, acham que estão gripadas. Mas não se trata da doença, pois não há vírus vivo na vacina. O que ocorre é que muitas pessoas, nos dois primeiros dias após a imunização, sentem dormência e vermelhidão no local da aplicação, além de febre baixa (até 38ºC) e sintomas de uma gripe leve. Nestes casos, o vírus estava incubado e os sinais são uma resposta imunológica imediata do organismo.

A proximidade favorece a contaminação, pois os micro-organismos circulam no ar, em gotículas de secreção expelidas pela pessoa contaminada. Importante: apesar de a forma mais comum de transmissão ser de indivíduo para indivíduo, também é possível contrair a moléstia por meio de contato com objetos contaminados, como talheres e teclados de computador. Fique ligado!

O resfriado pode ser detonado por mais de 200 tipos de vírus e tem características inflamatórias, manifestadas por coriza e espirro, por exemplo. Já a gripe é oriunda do vírus influenza, que chega ao organismo pelas mucosas e traz sintomas como febre alta, dores no corpo e indisposição geral. Então gripe não é um resfriado mal curado, ou vice-versa, já que são situações clínicas diferentes.

A limpeza correta das mãos é uma ótima forma de prevenção, assim como a pessoa deve evitar manipular a secreção com as mãos e tossir ou espirrar em ambientes fechados.

Não há comprovação científica que relacione isso com pegar gripe. A infecção só acontecerá se o sujeito entrar em contato com o vírus. Idem para o medo de dormir com o cabelo molhado: o máximo que pode ocasionar é uma crise de rinite, já que a umidade favorece a proliferação de fungos que resultam em reação alérgica. As variações bruscas de temperatura, em pacientes sensíveis que têm asma ou rinite, contribuem para um quadro desconfortável de congestão, mas que nada tem a ver com gripe ou resfriado.

A porta de entrada é a respiração, o sujeito inala o que está em suspensão no ar, colocando para dentro do corpo por meio do nariz e da boca. O contágio se dá por fala, espirro, tosse e o quadro tem início quando o vírus começa a se dividir: as células do organismo trabalham para barrar tal processo e provocam uma reação inflamatória, com produção de muco.