Ferdinando, Liberace e Michael Douglas (2 de 3)

E vamos ao Liberace…

Walter Valentino Liberace, conhecido como Liberace, nasceu em West Allis, Wisconsin, EUA, em 1919 e era um dos quatro filhos de Salvatore e Frances Liberace. Sua mãe de origem polonesa tocava muito bem o piano e assim passou o gosto pela música aos filhos. Começou a estudar piano com Paderewski, na Faculdade de Música de Wisconsin e também estudava particularmente e tornou-se solista aos 14 anos de idade na Sinfônica de Chicago sob a direção de Dr. Frederick Stock.

Estreou no cinema no filme “South Sea Sinner” em 1950. Pouco tempo depois, quando tocava no San Diego Coronado Hotel, foi descoberto por Don Fedderson, um grande produtor de televisão e assim ganhou seu primeiro programa de televisão em Los Angeles e chegou a ganhar dois Emmys. 

A partir de 1953, apresenta um programa semanal na televisão em rede nacional. Nessa década, Liberace processa alguns jornais que publicaram matérias alegando sua suposta homossexualidade, uma época em que isso era visto como o final de carreira de qualquer artista. Seu vestuário era ao mesmo tempo luxuoso e espalhafatoso. Uma exposição de alguns dos valiosos bens pertencentes a Liberace é realizada em Hollywood, na Califórnia em 1966. Liberace era um notório colecionador, principalmente de mobiliário antigo, pianos antigos e carros de luxo. Entre os muitos pianos que chegou a possuir, havia um que pertencera a Chopin e outro que pertencera a George Gershwin.

No auge de sua carreira, Liberace chegou a ganhar cerca de cinco milhões de dólares anualmente, tendo construído cinco luxuosas mansões. Nunca antes, na história da música, um instrumentista havia ganho tanto dinheiro.

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SOBRE O AUTOR

Júlio A. Filho, escritor brasileiro de literatura infanto-juvenil, fantasia e não-ficção. Seu mote é simples: “contar histórias é quem eu sou”.

Autor da série infantil “O Outro Lado dos Bichos”, que reinventa o olhar sobre os animais com humor e imaginação, e também do livro “Riquezas do Brasil”, que apresenta de forma acessível e encantadora os patrimônios culturais e naturais do nosso país reconhecidos pela UNESCO.

Lançou também “Onde a Verdade se Esconde” e “Terra Líquida”.

São histórias que exploram o silêncio, o poder e as consequências das escolhas.

São livros que transitam entre o suspense e o mistério (“Onde a Verdade se Esconde”) e a ficção científica ( “Terra Líquida”), onde os personagens estão diante de dilemas morais, segredos difíceis de encarar e sociedades que revelam seus verdadeiros limites em momentos de crise.