Motor Mania

Trânsito na volta do feriado.

Trânsito intenso na Rodovia Imigrantes, sentido São Paulo, no início da tarde deste domingo, no retorno do paulistano após feriado prolongado.

 Como sempre acontece nos feriados prolongados em São Paulo, mais de um milhão de carros toma o rumo do interior ou do litoral… E, como sempre acontece, isso congestiona todas as vias da cidade, causando “o maior congestionamento da história”: um dia é de 300 km, no outro é de 400 km, amanhã será de 500 km… Às vezes penso que você anda mais rápido a pé do que de carro ou ônibus na cidade…

O estresse dos motoristas, tanto os que ficam presos nas rodovias como aqueles que ficam presos nas ruas de São Paulo, me lembra sempre um famoso curta-metragem estrelado pelo Pateta e que se chamou no Brasil “Pateta no Trânsito”.

O vídeo mostra, de forma divertida, como uma pessoa gentil e educada pode se transformar em um ser humano nervoso e agressivo ao entrar em um carro. É uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde motorizado, o médico e o monstro. O Sr. Walker (pedestre, de “walk”, andar, em inglês) se transforma no Sr. Wheeler (de “wheel”, volante em inglês) quando entra em seu carro, evidenciando uma personalidade violenta e egoísta, contrária de quando era pedestre…

Na época em que o desenho chamado no original de “Motor Mania” foi criado, em 1950, o Pateta já vinha estrelando uma série de curtas onde ele “ensinava” como fazer alguma coisa: desde a mudança da casa até praticar esportes. Nesses trabalhos, Pateta nos ensina, de forma atrapalhada, a realizar as mais diversas tarefas. Com poucas falas e sempre com a ajuda de um narrador que interage com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos, todas as personagens têm a fisionomia do Pateta. De 1940 a 1950 já haviam 48 desenhos com Pateta, além de ele aparecer em outros desenhos junto com Mickey e Pato Donald.

Esse “Motor Mania” foi o primeiro deles em que o Pateta aparece “redesenhado”, sem os dois dentões da frente e sem as orelhas compridas, que nos acostumamos a ver nos quadrinhos. O curta ainda foi premiado naquele ano como o melhor filme sobre segurança no trânsito.

Os comportamentos demonstrados nessa animação foram aprofundados em mais 2 episódios, “Freewayphobia”…

e “Goofy’s freeway troubles” (disponíveis no YouTube), ambos produzidos em 1965 e que foram exibidos inclusive em auto-escolas dos EUA.

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Atualmente, vemos campanhas oficiais na TV que não educam os motoristas, e em certos casos, culpam os pedestres pelos atropelamentos que sofrem. Mais do que investir no marketing e na qualidade visual das campanhas, é preciso ter meios de realmente educar as pessoas. Se muitos discordam das propagandas que mostram “cenas chocantes” de acidentes, que tal aproveitar os ensinamentos do Pateta nesses filmes? Eles tratam de questões simples e que a gente vê ignoradas todos os dias:

– veículos lentos trafegam à direita;

– dê passagem;

– sinalize a mudança de faixa usando a “seta”… Etc etc…

O mais triste de tudo isso, apesar do desenho ser hilário, é que o comportamento dos motoristas nada mudou desde 1950.

Donald no País da Matemática

Em 1959, Walt Disney estava lançando um filme que era um de seus projetos mais pessoais , “A Lenda dos Anões Mágicos” (Darby O’Gill and the Little People). Esse filme, sobre o qual falo aqui, foi notável por ser um dos primeiros papéis da carreira de Sean Connery, então com 29 anos, e também porque era exibido junto com um curta-metragem que se tornou um clássico: “Donald no País da Matemágica”.

Donald no País da Matemágica (“Donald in Mathmagic Land”) é um curta de 27 minutos, estrelado pelo Donald, e que foi disponibilizado para várias escolas mais tarde, tornando-se um dos mais populares filmes educativos já feitos pela Disney.  Na época, foi lançada uma revista em quadrinhos baseada no curta que também fez enorme sucesso.

Essa história foi publicada muitas vezes no Brasil, a primeira delas em 1967, na revista “Tio Patinhas”:

Walt Disney, uma vez, comentou sobre o filme: “O desenho animado é um bom meio para estimular o interesse. Recentemente explicamos a matemática em um filme e conseguimos estimular o interesse do público neste assunto tão importante.”

Realmente, Disney e sua equipe foram brilhantes em transformar um tema tão árido num desenho tão inteligente e divertido. Afinal, Donald se encontra com Pitágoras, entende a Regra de Ouro, recebe uma explicação sobre as proporções ideais do corpo humano, faz alguns jogos mentais e o desenho termina com uma citação de Galileu Galilei.

Se você nunca assistiu esse curta-metragem, recomendo que o faça, e chame seus filhos para ver. Vai valer muito a pena!

Caso você prefira assistir na versão original (e sem legendas), aqui está.

Divirta-se!

A Lenda dos Anões Mágicos

Irlanda. Darby O’Gill é um velho excêntrico que vive contando histórias sobre leprechauns em um pub local. Ninguém acredita nelas, mas elas são verídicas. Darby é rival do rei Brian, soberano dos anões, o qual vive provocando. Quando o lorde Fitzpatrick o substitui pelo jovem guarda Michael McBride, Darby precisa da ajuda mágica de Brian e seus súditos. Para complicar ainda mais a situação, Michael se apaixona por Katie, a filha de Darby.

Esta é a sinopse do filme A Lenda dos Anões Mágicos (Darby O’Gill and the Little People), que Walt Disney lançou em 1959 e que era um de seus projetos mais pessoais.

O filme era exibido nas salas de cinema com um curta-metragem que o antecedia, estrelado pelo Donald, e sobre o qual falo aqui.

Você pode ter se espantado que, no cartaz de cinema da época, apareça um nome conhecido, mas é isso mesmo: é o jovem Sean Connery, o futuro James Bond! Ele interpreta Michael, o primeiro papel de alguma importância em sua carreira e seu primeiro filme nos Estados Unidos. Connery havia feito pontas em meia dúzia de películas até então, a grande maioria sem creditá-lo no elenco.

Agora, com 29 anos, ele aguardava uma chance e foi atuando na produção da Disney que foi notado pela esposa do produtor Albert R. Broccoli, que ficou admirada pelo porte e aparência do ator. Broccoli, durante a pré-estreia em Hollywood, o convidou para um teste em um projeto que se chamava “The Satanic Dr. No”… O resto é história…

Além de contracenar com a bela Janet Munro, Connery ainda canta! O diretor pensou até em dublar o futuro 007, mas desistiu porque Disney quis manter o sotaque do ator. Uma versão da canção “My Pretty Irish Girl”, cantada por Sean Connery e Janet Munro, foi lançada em disco na época em que o filme estreou nos cinemas nos Estados Unidos.

Os antepassados ​​de Walt Disney eram imigrantes irlandeses, que foram para os Estados Unidos partindo de Kikenny, Irlanda, tentando escapar da perseguição religiosa. Ele sempre se interessou pelas lendas e histórias desse país, e quando leu a série de contos com o personagem Darby O’Gill, da autora inglesa H. T. Kavanagh, ficou encantado.  A escritora falava de todas as fadas e seres mágicos da mitologia irlandesa.

Foi então que Walt começou a planejar o lançamento do filme mais tarde batizado de A Lenda dos Anões Mágicos. Após o término da 2ª Guerra Mundial, ele enviou vários artistas para a Irlanda, no intuito de coletar material para a produção. Em dezembro de 1948, Walt Disney visitou a Irlanda e anunciou a realização desse filme, que na época chamava-se apenas “The Little People”. Foram necessários mais de dez anos para que enfim chegasse aos cinemas.

Jimmy O’Dea e todos os atores que interpretaram leprechauns  não foram incluídos em quaisquer peças de marketing do filme, e nem apareceram nas diversas premières programadas. A intenção de Walt Disney era a de que as pessoas tivessem a ilusão que leprechauns verdadeiros haviam sido contratados para o filme. Tanto que, nos créditos de abertura, pode ser lida uma mensagem de Walt na qual ele agradece “ao rei Brian de Knocknasheega e seus leprechauns pela inestimável cooperação em tornar este filme possível”.

As cenas que mostram a interação entre duendes e seres humanos utilizam a técnica de “perspectiva forçada”, quando se filma as pessoas um pouco mais longe da câmera.

Uma reclamação recorrente na época do lançamento de A Lenda dos Anões Mágicos nos cinemas era que os atores falavam a língua inglesa com sotaque gaélico, tornando os diálogos incompreensíveis em certos momentos. Em uma versão posterior do filme, tais falas foram dubladas.

No dia em que o filme foi lançado em Dublin, a prefeitura decretou feriado escolar para que todas as crianças pudessem ir ao cinema, e o dia foi chamado de “Walt Disney Day”. Toda a renda foi revertida para um fundo beneficente da Igreja de São Vicente de Paula.

E, como em todo lançamento importante que Disney fazia na época, era também produzida uma versão em quadrinhos, lançada nos Estados Unidos simultaneamente com o cinema:

A quadrinização, desenhada pelo renomado artista Alex Toth, foi também publicada no Brasil pela Editora Abril em 1070:

O famoso crítico americano Leonard Maltin, que podia destruir ou levantar um filme com uma só palavra, disse que “A Lenda dos Anões Mágicos não é apenas um dos melhores filmes de Walt Disney, mas é certamente um dos melhores filmes de fantasia já realizados”.

Aqui, o trailer de seu lançamento na TV (nos Estados Unidos), em 1977:

AS GRANDES MENTIRAS DA HUMANIDADE

Napoleão não era tão baixinho. De fato, media 1,68 cm, uma estatura aceitável para sua época, e inclusive superava por 4 cm o duque de Wellington, seu grande inimigo.

Em Casablanca, Bogart nunca pronunciou a frase: “Toque outra vez, Sam”. Em realidade, a frase exata é: “Toque Sam, toque ‘As time goes by'”. Para acabar de arruinar o mito, o ator que fazia o papel de Sam (Dooley Wilson) só cantava, já que não sabia tocar o piano. O acompanhamento foi incorporado em estúdio.

Casablanca

Walt Disney não sabia desenhar e nunca desenhou nenhum de seus famosos personagens. Durante muitos anos foi dito que Mickey Mouse tinha sido desenhado por ele, mas atualmente sabemos que foi obra exclusiva do desenhista Ub Iwerks, supervisionado por Disney.

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Sherlock Holmes nunca disse: “Elementar, meu caro Watson”. Nas novelas de Conan Doyle, o famoso detetive pronuncia a palavra “elementar”, apenas. A frase, tal como a conhecemos, foi escrita para o filme protagonizado por Basil Rathbone em 1939.

Ilustração de Sidney Paget, desenhista britânico considerado o “pai” das imagens de Holmes e Watson, e que serviram de modelo para todas as representações posteriores do detetive, inclusive no cinema. Ele foi inadvertidamente contratado para ilustrar “As Aventuras de Sherlock Holmes”, uma série de doze contos publicados entre 1891 e 1892, quando os editores acidentalmente mandaram-lhe uma carta de pagamento ao invés de mandar ao seu irmão Walter. Acredita-se que a imagem de Holmes criada por Sidney tenha sido baseada neste mesmo irmão, Walter.

Marco Polo não introduziu a massa na Europa. Foram os árabes, durante a invasão da Sicília no ano 669 (600 anos antes do nascimento do famoso viajante). O historiador muçulmano Al-Idri relatou que os árabes instalados na ilha comiam o itriyah, um tipo de talharim seco.

Robin Hood não era um bandido generoso, nem roubava os ricos para dar aos pobres. Na verdade, foi um homem chamado Robert Hood, que se revoltou contra o rei Ricardo II para não pagar impostos.

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Este provérbio não pertence a nenhum texto sagrado islâmico. Faz parte de uma parábola inventada pelo filósofo britânico Francis Bacon.

Os imperadores romanos não levantavam nem baixavam o polegar para decretar a morte ou o indulto de um gladiador. Mostrar o punho fechado era sinal de clemência: mas se o imperador mostrava o polegar para um lado (tipo pedir carona), estava ordenando a execução do perdedor.

Al Capone odiava espaguete e, por extensão, quase todas as variedades da massa italiana. Foi o que contou em sua biografia o ator George Raft, especializado em papéis de gângsteres e a quem Capone (grande admirador seu) convidou certa vez para jantar. Surpreendeu-se com um menu de farta comida chinesa.

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O código secreto nas animações da Disney/Pixar

Há muito se fala de mensagens secretas e subliminares nos desenhos da Disney. De mensagens demoníacas a projetos secretos do governo americano para controlar a mente das pessoas, tudo já se especulou sobre esses “segredos”.

Mas existe uma mensagem da qual nunca vi nenhum comentário e que certamente você já notou nesses filmes. Trata-se do código “A113”, que aparece em diversos detalhes e cenas, como por exemplo:

Em “Toy Story“:

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Em “Carros”:

Em “Wall-E”:

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Em “Universidade Monstros”:

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Em “Lilo e Stitch”:

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Em “A Princesa e o Sapo”:

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E até em desenhos não-Disney, como Os Simpsons:

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Ou em filmes em carne e osso, como “Os Vingadores”:

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Mas então, qual é esse segredo?

Não é nenhum pacto seja lá com quem for. A 113 é o número de uma sala de aula no California Institute of Arts, onde muitos talentosos animadores estudaram. Esses artistas, e também designers gráficos, se formaram lá e depois foram trabalhar na Disney e  em outros estúdios, e o pacto – se é que se pode dizer assim – foi de deixar essa “marca secreta” para milhões de espectadores em todo o mundo.

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Nessa sala estudaram, entre outros, John Lasseter (hoje o chefão da animação da Disney/Pixar e que é visto à direita na foto acima) e os diretores e roteiristas Brad Bird, Andrew Stanton e Tim Burton.

Na verdade, a marca “A 113”  aparece também em diversos outros filmes fora os da Disney, Pixar, Marvel e Simpsons, como tributo aos anos da juventude. Foi o que fez Brad Bird:

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Este anel aparece em “Protocolo Fantasma”, de Brad Bird, e o código é usado no mesmo filme por Tom Cruise para chamar ajuda (“Alpha-1-1-3”).

Embora hoje essa afamada sala de aula seja usada como estúdio de graphic-design, e não mais apenas de animação, como antes, não se espera que essa homenagem desapareça. A sequência alfanumérica é como um código Illuminati em Hollywood, e deverá continuar aparecendo ainda em muitos outros filmes. Fique de olho!

 Complementando: 

A Cal Arts (California Institute of Arts) foi fundada em 1961 por Walt Disney ao fundir o Chouinard Art Institute com o Conservatório Musical de Los Angeles. Essas duas instituições estavam em dificuldades financeiras e a fundadora da Chouinard, Madame Chouinard, estava gravemente doente. O relacionamento profissional entre ela e Disney começou em 1929, quando Walt não tinha dinheiro e ela concordou em treinar seus primeiros animadores sem cobrar nada, com a condição de que ele pagasse mais tarde. Foi o que Disney fez, ele pagou, mas nunca mais se esqueceu do favor que ela lhe fez. Quando percebeu as dificuldades financeiras dessa escola de artes, e mais tarde também das dificuldades do conservatório musical , ambas instituições tendo formado muitos profissionais de seu Estúdio, Disney decidiu fundir as duas, criando um instituto de artes interdisciplinar onde os artistas podem trabalhar colaborativamente e, se quiserem, desenvolver seus próprios projetos, retendo o controle e… Os direitos autorais!

Walt numa visita ao Cal Arts, nos anos 1960.

Os nomes mais estranhos

O nome próprio é considerado o elemento mais antigo de identificação do homem. O nome é uma espécie de etiqueta ou marca, pois além de ser a principal forma de individualização na sociedade, indica também sua ascendência familiar. Entretanto, apesar dessa importância, alguns pais, na ânsia de demonstrar seu carinho, de homenagear algum ente querido, de mostrar sua erudição, religiosidade ou mesmo dar ao filho um nome único, acabam registrando a prole com nomes bizarros e ridículos, escolhas que acabam causando constrangimento ao seu portador, tornando-o vítima constante de chacotas e bullying.
Há quem registre os filhos com nome de celebridade como “Valdisnei”, (um clássico. Homenagem a Walt Disney). Há quem os registre com nomes de políticos famosos, de artista de cinema: “Arnoldo Shuasneger” (já bem difícil de escrever na forma original), de personagem de filmes, novelas etc. Há também os que criam nomes a partir de outros já existentes, resultando em misturas por vezes impronunciáveis como Dysmeniélisson. Outra opção popular é fazer justaposição com parte de diferentes nomes, geralmente do pai e da mãe, obtendo resultados curiosos, como Isacclene Bazante da Silva.
Alguns nomes, quando combinados com o sobrenome, criam situações como Caio Pinto Valente ou Patrícia Pinto Grosso (nome resultante de casamento civil). Há aqueles que, por desconhecer o significado, acabam expondo o filho ao ridículo, por exemplo: Letsgo Daqui (let’s go).
Se for possível deixar de lado o fato de que essa escolha de nomes afeta a autoestima e até o desenvolvimento emocional do jovem, não se pode negar que encontramos pérolas de criatividade dos pais ao criar nomes bizarros.

Vejam alguns exemplos brasileiros:

A
Aberta Demais De Oliveira
Abias Corpus Da Silva
Ácido Acético Etílico Da Silva
Afília Demaria De Nazaré
Amável Pinto
Ambrísia Estilingue Morretes
Ana Baiana Meleva Daqui Pratinhos
Antonio Buceta Agudim
Ava Gina
Antonio Querido Fracasso
Alrirwertom Wescrelteniz Phissihoua

B
Bem_Hur Farias
Berta Rachou
Brucili Benedito da Silva

C
Carlos Valente Pinto
Cafiaspirina Cruz
Catupiry Holanda Cavalcanti
Chevrolet da Silva Ford
Colapso Cardíaco da Silva

D
Daniel Tardio
Darkson Stick Nick da Silva
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Defuntina De Souza Cruz
Delícia Costa Melo
E
Erisônia Bispo de Oliveira
Epílogo de Campos
Espere em Deus Mateus
F
Felicidade do Lar Brasileiro
Franklinberg Ribeiro de Freitas
Frankstein Junior (o pai se chamava João da Silva)
Free William da Silva
Faraó do Egito Sousa
Fodelícia Dos Santos
Francisco Zebedeu Sanguessuga

G
Gêngis Khan Camargo
Gigle Catabriga
Gilete Queiroga de Castro
Graciosa Rodela

H
Hamilton Coragem
Haroldo Batman
Herbert Cordeiro Manso
Horácio Treme Terra

I
Isabel Ignorada Campos
Ivanhoe Valente
Izabel Rainha de Portugal
J
Janice Bispo de Roma
Jesus Cruz
Joaquim Contente
Jean Claude Van Dame Da Silva
José Catarrinho
Josefina Grosso

K
Kaelisson Bruno (homenagem ao grupo KLB-Kiko, Leandro e Bruno)
Kung Fu José e Kung Fu João (gêmeos)

L
Leidi Dai
Liberalino Liberal Brandão
Lírio do Prado

M
Maiquel Edy Marfy (seria Michael + Eddie Murphy?)
Maycom Géquiçom
Maria da Segunda Distração
Madeinusa
Maria Bastarda Dequem
Mariana Daxana Laranjal
Merdolino Mendonça

N
Nair Queijo
Napoleão Bonaparte Príncipe dos Santos
Nísia Floresta Brasileira
Nostradamus Brasileiro Do Acre

O
Oceano Atlântico Linhares
Otavio Bundasseca
Otelino Sol

P
Pacífico Armando Guerra
Paulo Carneiro Bravo
Pombinha Guerreira Martins

R
Recemvindo Pereira
Remo Longo
Roberto Kennedy Oliveira dos Santos
Rolando Caio da Rocha

S
Saturnino Ponte do Norte
Selênio Homem de Siqueira
Soubrasil Madeira de Lei
Salvador das Dores
T
Tarzan de Castro
Terezinha do Menino Jesus de Freitas
Terezinha Tosse
Tom Mix Bala
Tranquilino Viana
Tropicão de Almeida

U
Universo Cândido
Urano Magalhães
Ursino Tanajura

V
Valentim Pereira Assombrado
Virtuosa Doutora dos Anjos
Voltaire do Coração de Jesus
Vicente Mais Ou Menos de Souza

W
Waldemar Ponta Dura
Washington Luis Moço

X
Xilderico Alarico de Freitas
Xisto Zeno Valones

Y
Yale Bica
Yoisalva Dos Santos

Z
Zélia Tocafundo Pinto
Zitelman José dos Santos
Ziuton Oliveira
Devemos lembrar que a lei brasileira estabelece que o oficial do cartório deve recusar prenomes que exponham a pessoa ao ridículo. E é sempre o juiz-corregedor a dar a palavra final no caso de impasse.
Por exemplo, um padeiro de uma pequena cidade do interior paulista foi ao cartório registrar sua filhinha. O rapaz contou que havia sonhado que a menina teria três Hs no nome, e não havia quem o convencesse a não batizá-la como “Jhenhifher”. O oficial achou que aquilo seria complicação demais na vida da pobre garota e remeteu o caso para o juiz-corregedor, que mandou o padeiro se contentar com um simples “Jennifer”.O costume é que os oficiais peçam à pessoa que vai fazer o registro para escrever o nome da criança em letra de forma, para que não haja reclamações posteriores quanto a erros do escrivão. Os oficiais normalmente orientam para que a grafia, especialmente a acentuação, esteja de acordo com as normas gramaticais vigentes. Mas, se alguém insistir em batizar a filha como “Barbara”, em vez de “Bárbara”, conseguirá.  A tentativa de imitar pronúncias estrangeiras, como “Máicon”, pode esbarrar no crivo de um oficial de cartório mais rigoroso, que poderá submeter o nome à aprovação de um juiz.

O critério dos cartórios para aceitar uma grafia é a sua existência em algum canto do planeta, e para isso vale consultar enciclopédias, internet ou qualquer outra fonte disponível.

Vale lembrar ainda que, se apesar dos cuidados adotados pelos cartórios, alguém receber um nome constrangedor, ou excessivamente extravagante, terá uma chance de mudá-lo entre os 18 e os 19 anos — depois disso, só “por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público”, conforme estabelece a lei.

Para alterar o prenome (exceto se houver um claro erro de grafia) é preciso convencer um juiz de que o nome realmente provoca transtornos, e que a mudança não trará prejuízos a ninguém. Além disso, a pessoa terá de se dar ao trabalho de substituir todos os seus documentos e de avisar aos conhecidos que agora ela tem outro nome. Uma dor de cabeça que pouca gente se dispõe a enfrentar.

Educação para a Morte

O primeiro desenho animado sonoro, o primeiro desenho com o sistema Technicolor, o primeiro longa-metragem animado e o primeiro programa de TV completamente colorido. Esses são alguns dos feitos do maior ganhador do Oscar de todos os tempos, Walter Elias Disney.

Mas nem tudo foram flores na vida do velho Walt. Ele e seu estúdio passaram por várias crises, e uma delas foi durante a Segunda Guerra Mundial. Praticamente falido depois de “Fantasia”, e enfrentando uma greve que paralisou metade de sua força de trabalho, Disney viu com bons olhos o contrato proposto pelo governo para produzir 32 curtas animados entre 1941-1945, a US$ 4,500 cada um, filmes tanto de treinamento para os soldados quanto para levantar a moral da população. Esse contrato gerou trabalho para os empregados e ajudou o estúdio a se recuperar. E o “esforço de guerra” também gerou outros produtos, como pôsteres e quadrinhos.

Um desses curtas foi  “Education for Death – The Making of the Nazi” (1943), uma poderosa propaganda anti-nazista e com uma linguagem um pouco agressiva para os padrões Disney.

O curta conta a história de Hans, um garoto alemão, desde seu nascimento. É mostrado como Hans é influenciado na escola a pensar de acordo com a doutrina nazista. O filme possui diálogos em alemão, mas os fatos mais importantes são narrados em inglês.

No início do filme, os pais de Hans estão diante um oficial nazista para garantir-lhe uma certidão de nascimento. O narrador explica que os pais de Hans são obrigados a mostrar certidões de seus ancestrais a fim de provar que pertencem à raça ariana. Logo em seguida, o casal quer que seu filho se chame Hans; o que é aceitável, pois “Hans” não faz parte da lista de nomes proibidos pelo governo – os de origem judaica. O narrador também explica que o casal tem direito a ter mais onze filhos além de Hans, e conclui que isso é por causa do exército ariano que o chanceler Adolf Hitler anseia formar. Por seus serviços prestados ao III Reich (gerarem uma criança ariana), os pais de Hans recebem de presente uma cópia de Mein Kampf, best-seller da Alemanha naquele momento.
Hans vai para a escola e lá aprende o conto da Bela Adormecida. No entanto, a versão que Hans aprende mostra a “democracia” como sendo a bruxa e a “Alemanha” como sendo a bela. Hitler é o príncipe que salva a Bela das garras da bruxa.

Subitamente, Hans adoece e um oficial nazista vai até a casa de seus pais lembrar-lhes que pessoas doentes não são vistas com bons olhos pelo Estado nazista e que, caso Hans não melhore, será levado a um campo de concentração. No entanto, Hans se recupera e volta à escola. Lá, aprende o conceito darwinista de seleção natural das espécies de forma manipulada; os povos mais fracos merecem ser eliminados. Hans se junta à Juventude Hitlerista e participa da queima de livros cheio de orgulho. Em uma sequência de cenas carregadas de significação, a Bíblia Sagrada se transforma no Mein Kampf, o crucifixo numa espada cortada pela suástica e o vitral de uma igreja é brutalmente quebrado. A cena, assim como aquela da queima de livros, pode ser interpretada como a perda de valores morais tanto por parte da Alemanha quanto por parte de Hans. No final do filme, é mostrado como a vida de Hans daquele momento para frente se resumiu em marchar e saudar Hitler. Hans e seus companheiros  marcham e saúdam Hitler desde a adolescência até se transformarem em túmulos de cemitério. E o narrador conclui que a educação dada na Alemanha nazista é a “educação para a morte”. 

O curta segue abaixo e avalie como serve de poderosa propaganda para as Forças Aliadas, lembrando que, na época, esses desenhos não eram veiculados pela televisão, mas nos cinemas, muitas vezes acompanhados de noticiários que traziam as últimas informações sobre a guerra na Europa.