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A Lenda dos Anões Mágicos

Irlanda. Darby O’Gill é um velho excêntrico que vive contando histórias sobre leprechauns em um pub local. Ninguém acredita nelas, mas elas são verídicas. Darby é rival do rei Brian, soberano dos anões, o qual vive provocando. Quando o lorde Fitzpatrick o substitui pelo jovem guarda Michael McBride, Darby precisa da ajuda mágica de Brian e seus súditos. Para complicar ainda mais a situação, Michael se apaixona por Katie, a filha de Darby.

Esta é a sinopse do filme A Lenda dos Anões Mágicos (Darby O’Gill and the Little People), que Walt Disney lançou em 1959 e que era um de seus projetos mais pessoais.

O filme era exibido nas salas de cinema com um curta-metragem que o antecedia, estrelado pelo Donald, e sobre o qual falo aqui.

Você pode ter se espantado que, no cartaz de cinema da época, apareça um nome conhecido, mas é isso mesmo: é o jovem Sean Connery, o futuro James Bond! Ele interpreta Michael, o primeiro papel de alguma importância em sua carreira e seu primeiro filme nos Estados Unidos. Connery havia feito pontas em meia dúzia de películas até então, a grande maioria sem creditá-lo no elenco.

Agora, com 29 anos, ele aguardava uma chance e foi atuando na produção da Disney que foi notado pela esposa do produtor Albert R. Broccoli, que ficou admirada pelo porte e aparência do ator. Broccoli, durante a pré-estreia em Hollywood, o convidou para um teste em um projeto que se chamava “The Satanic Dr. No”… O resto é história…

Além de contracenar com a bela Janet Munro, Connery ainda canta! O diretor pensou até em dublar o futuro 007, mas desistiu porque Disney quis manter o sotaque do ator. Uma versão da canção “My Pretty Irish Girl”, cantada por Sean Connery e Janet Munro, foi lançada em disco na época em que o filme estreou nos cinemas nos Estados Unidos.

Os antepassados ​​de Walt Disney eram imigrantes irlandeses, que foram para os Estados Unidos partindo de Kikenny, Irlanda, tentando escapar da perseguição religiosa. Ele sempre se interessou pelas lendas e histórias desse país, e quando leu a série de contos com o personagem Darby O’Gill, da autora inglesa H. T. Kavanagh, ficou encantado.  A escritora falava de todas as fadas e seres mágicos da mitologia irlandesa.

Foi então que Walt começou a planejar o lançamento do filme mais tarde batizado de A Lenda dos Anões Mágicos. Após o término da 2ª Guerra Mundial, ele enviou vários artistas para a Irlanda, no intuito de coletar material para a produção. Em dezembro de 1948, Walt Disney visitou a Irlanda e anunciou a realização desse filme, que na época chamava-se apenas “The Little People”. Foram necessários mais de dez anos para que enfim chegasse aos cinemas.

Jimmy O’Dea e todos os atores que interpretaram leprechauns  não foram incluídos em quaisquer peças de marketing do filme, e nem apareceram nas diversas premières programadas. A intenção de Walt Disney era a de que as pessoas tivessem a ilusão que leprechauns verdadeiros haviam sido contratados para o filme. Tanto que, nos créditos de abertura, pode ser lida uma mensagem de Walt na qual ele agradece “ao rei Brian de Knocknasheega e seus leprechauns pela inestimável cooperação em tornar este filme possível”.

As cenas que mostram a interação entre duendes e seres humanos utilizam a técnica de “perspectiva forçada”, quando se filma as pessoas um pouco mais longe da câmera.

Uma reclamação recorrente na época do lançamento de A Lenda dos Anões Mágicos nos cinemas era que os atores falavam a língua inglesa com sotaque gaélico, tornando os diálogos incompreensíveis em certos momentos. Em uma versão posterior do filme, tais falas foram dubladas.

No dia em que o filme foi lançado em Dublin, a prefeitura decretou feriado escolar para que todas as crianças pudessem ir ao cinema, e o dia foi chamado de “Walt Disney Day”. Toda a renda foi revertida para um fundo beneficente da Igreja de São Vicente de Paula.

E, como em todo lançamento importante que Disney fazia na época, era também produzida uma versão em quadrinhos, lançada nos Estados Unidos simultaneamente com o cinema:

A quadrinização, desenhada pelo renomado artista Alex Toth, foi também publicada no Brasil pela Editora Abril em 1070:

O famoso crítico americano Leonard Maltin, que podia destruir ou levantar um filme com uma só palavra, disse que “A Lenda dos Anões Mágicos não é apenas um dos melhores filmes de Walt Disney, mas é certamente um dos melhores filmes de fantasia já realizados”.

Aqui, o trailer de seu lançamento na TV (nos Estados Unidos), em 1977:

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AS GRANDES MENTIRAS DA HUMANIDADE

Napoleão não era tão baixinho. De fato, media 1,68 cm, uma estatura aceitável para sua época, e inclusive superava por 4 cm o duque de Wellington, seu grande inimigo.

Em Casablanca, Bogart nunca pronunciou a frase: “Toque outra vez, Sam”. Em realidade, a frase exata é: “Toque Sam, toque ‘As time goes by'”. Para acabar de arruinar o mito, o ator que fazia o papel de Sam (Dooley Wilson) só cantava, já que não sabia tocar o piano. O acompanhamento foi incorporado em estúdio.

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Walt Disney não sabia desenhar e nunca desenhou nenhum de seus famosos personagens. Durante muitos anos foi dito que Mickey Mouse tinha sido desenhado por ele, mas atualmente sabemos que foi obra exclusiva do desenhista Ub Iwerks, supervisionado por Disney.

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Sherlock Holmes nunca disse: “Elementar, meu caro Watson”. Nas novelas de Conan Doyle, o famoso detetive pronuncia a palavra “elementar”, apenas. A frase, tal como a conhecemos, foi escrita para o filme protagonizado por Basil Rathbone em 1939.

Ilustração de Sidney Paget, desenhista britânico considerado o “pai” das imagens de Holmes e Watson, e que serviram de modelo para todas as representações posteriores do detetive, inclusive no cinema. Ele foi inadvertidamente contratado para ilustrar “As Aventuras de Sherlock Holmes”, uma série de doze contos publicados entre 1891 e 1892, quando os editores acidentalmente mandaram-lhe uma carta de pagamento ao invés de mandar ao seu irmão Walter. Acredita-se que a imagem de Holmes criada por Sidney tenha sido baseada neste mesmo irmão, Walter.

Marco Polo não introduziu a massa na Europa. Foram os árabes, durante a invasão da Sicília no ano 669 (600 anos antes do nascimento do famoso viajante). O historiador muçulmano Al-Idri relatou que os árabes instalados na ilha comiam o itriyah, um tipo de talharim seco.

Robin Hood não era um bandido generoso, nem roubava os ricos para dar aos pobres. Na verdade, foi um homem chamado Robert Hood, que se revoltou contra o rei Ricardo II para não pagar impostos.

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Este provérbio não pertence a nenhum texto sagrado islâmico. Faz parte de uma parábola inventada pelo filósofo britânico Francis Bacon.

Os imperadores romanos não levantavam nem baixavam o polegar para decretar a morte ou o indulto de um gladiador. Mostrar o punho fechado era sinal de clemência: mas se o imperador mostrava o polegar para um lado (tipo pedir carona), estava ordenando a execução do perdedor.

Al Capone odiava espaguete e, por extensão, quase todas as variedades da massa italiana. Foi o que contou em sua biografia o ator George Raft, especializado em papéis de gângsteres e a quem Capone (grande admirador seu) convidou certa vez para jantar. Surpreendeu-se com um menu de farta comida chinesa.

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O código secreto nas animações da Disney/Pixar

Há muito se fala de mensagens secretas e subliminares nos desenhos da Disney. De mensagens demoníacas a projetos secretos do governo americano para controlar a mente das pessoas, tudo já se especulou sobre esses “segredos”.

Mas existe uma mensagem da qual nunca vi nenhum comentário e que certamente você já notou nesses filmes. Trata-se do código “A113”, que aparece em diversos detalhes e cenas, como por exemplo:

Em “Toy Story“:

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Em “Carros”:

Em “Wall-E”:

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Em “Universidade Monstros”:

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Em “Lilo e Stitch”:

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Em “A Princesa e o Sapo”:

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E até em desenhos não-Disney, como Os Simpsons:

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Ou em filmes em carne e osso, como “Os Vingadores”:

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Mas então, qual é esse segredo?

Não é nenhum pacto seja lá com quem for. A 113 é o número de uma sala de aula no California Institute of Arts, onde muitos talentosos animadores estudaram. Esses artistas, e também designers gráficos, se formaram lá e depois foram trabalhar na Disney e  em outros estúdios, e o pacto – se é que se pode dizer assim – foi de deixar essa “marca secreta” para milhões de espectadores em todo o mundo.

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Nessa sala estudaram, entre outros, John Lasseter (hoje o chefão da animação da Disney/Pixar e que é visto à direita na foto acima) e os diretores e roteiristas Brad Bird, Andrew Stanton e Tim Burton.

Na verdade, a marca “A 113”  aparece também em diversos outros filmes fora os da Disney, Pixar, Marvel e Simpsons, como tributo aos anos da juventude. Foi o que fez Brad Bird:

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Este anel aparece em “Protocolo Fantasma”, de Brad Bird, e o código é usado no mesmo filme por Tom Cruise para chamar ajuda (“Alpha-1-1-3”).

Embora hoje essa afamada sala de aula seja usada como estúdio de graphic-design, e não mais apenas de animação, como antes, não se espera que essa homenagem desapareça. A sequência alfanumérica é como um código Illuminati em Hollywood, e deverá continuar aparecendo ainda em muitos outros filmes. Fique de olho!

 Complementando: 

A Cal Arts (California Institute of Arts) foi fundada em 1961 por Walt Disney ao fundir o Chouinard Art Institute com o Conservatório Musical de Los Angeles. Essas duas instituições estavam em dificuldades financeiras e a fundadora da Chouinard, Madame Chouinard, estava gravemente doente. O relacionamento profissional entre ela e Disney começou em 1929, quando Walt não tinha dinheiro e ela concordou em treinar seus primeiros animadores sem cobrar nada, com a condição de que ele pagasse mais tarde. Foi o que Disney fez, ele pagou, mas nunca mais se esqueceu do favor que ela lhe fez. Quando percebeu as dificuldades financeiras dessa escola de artes, e mais tarde também das dificuldades do conservatório musical , ambas instituições tendo formado muitos profissionais de seu Estúdio, Disney decidiu fundir as duas, criando um instituto de artes interdisciplinar onde os artistas podem trabalhar colaborativamente e, se quiserem, desenvolver seus próprios projetos, retendo o controle e… Os direitos autorais!

Walt numa visita ao Cal Arts, nos anos 1960.

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Os nomes mais estranhos

O nome próprio é considerado o elemento mais antigo de identificação do homem. O nome é uma espécie de etiqueta ou marca, pois além de ser a principal forma de individualização na sociedade, indica também sua ascendência familiar. Entretanto, apesar dessa importância, alguns pais, na ânsia de demonstrar seu carinho, de homenagear algum ente querido, de mostrar sua erudição, religiosidade ou mesmo dar ao filho um nome único, acabam registrando a prole com nomes bizarros e ridículos, escolhas que acabam causando constrangimento ao seu portador, tornando-o vítima constante de chacotas e bullying.
Há quem registre os filhos com nome de celebridade como “Valdisnei”, (um clássico. Homenagem a Walt Disney). Há quem os registre com nomes de políticos famosos, de artista de cinema: “Arnoldo Shuasneger” (já bem difícil de escrever na forma original), de personagem de filmes, novelas etc. Há também os que criam nomes a partir de outros já existentes, resultando em misturas por vezes impronunciáveis como Dysmeniélisson. Outra opção popular é fazer justaposição com parte de diferentes nomes, geralmente do pai e da mãe, obtendo resultados curiosos, como Isacclene Bazante da Silva.
Alguns nomes, quando combinados com o sobrenome, criam situações como Caio Pinto Valente ou Patrícia Pinto Grosso (nome resultante de casamento civil). Há aqueles que, por desconhecer o significado, acabam expondo o filho ao ridículo, por exemplo: Letsgo Daqui (let’s go).
Se for possível deixar de lado o fato de que essa escolha de nomes afeta a autoestima e até o desenvolvimento emocional do jovem, não se pode negar que encontramos pérolas de criatividade dos pais ao criar nomes bizarros.

Vejam alguns exemplos brasileiros:

A
Aberta Demais De Oliveira
Abias Corpus Da Silva
Ácido Acético Etílico Da Silva
Afília Demaria De Nazaré
Amável Pinto
Ambrísia Estilingue Morretes
Ana Baiana Meleva Daqui Pratinhos
Antonio Buceta Agudim
Ava Gina
Antonio Querido Fracasso
Alrirwertom Wescrelteniz Phissihoua

B
Bem_Hur Farias
Berta Rachou
Brucili Benedito da Silva

C
Carlos Valente Pinto
Cafiaspirina Cruz
Catupiry Holanda Cavalcanti
Chevrolet da Silva Ford
Colapso Cardíaco da Silva

D
Daniel Tardio
Darkson Stick Nick da Silva
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Defuntina De Souza Cruz
Delícia Costa Melo
E
Erisônia Bispo de Oliveira
Epílogo de Campos
Espere em Deus Mateus
F
Felicidade do Lar Brasileiro
Franklinberg Ribeiro de Freitas
Frankstein Junior (o pai se chamava João da Silva)
Free William da Silva
Faraó do Egito Sousa
Fodelícia Dos Santos
Francisco Zebedeu Sanguessuga

G
Gêngis Khan Camargo
Gigle Catabriga
Gilete Queiroga de Castro
Graciosa Rodela

H
Hamilton Coragem
Haroldo Batman
Herbert Cordeiro Manso
Horácio Treme Terra

I
Isabel Ignorada Campos
Ivanhoe Valente
Izabel Rainha de Portugal
J
Janice Bispo de Roma
Jesus Cruz
Joaquim Contente
Jean Claude Van Dame Da Silva
José Catarrinho
Josefina Grosso

K
Kaelisson Bruno (homenagem ao grupo KLB-Kiko, Leandro e Bruno)
Kung Fu José e Kung Fu João (gêmeos)

L
Leidi Dai
Liberalino Liberal Brandão
Lírio do Prado

M
Maiquel Edy Marfy (seria Michael + Eddie Murphy?)
Maycom Géquiçom
Maria da Segunda Distração
Madeinusa
Maria Bastarda Dequem
Mariana Daxana Laranjal
Merdolino Mendonça

N
Nair Queijo
Napoleão Bonaparte Príncipe dos Santos
Nísia Floresta Brasileira
Nostradamus Brasileiro Do Acre

O
Oceano Atlântico Linhares
Otavio Bundasseca
Otelino Sol

P
Pacífico Armando Guerra
Paulo Carneiro Bravo
Pombinha Guerreira Martins

R
Recemvindo Pereira
Remo Longo
Roberto Kennedy Oliveira dos Santos
Rolando Caio da Rocha

S
Saturnino Ponte do Norte
Selênio Homem de Siqueira
Soubrasil Madeira de Lei
Salvador das Dores
T
Tarzan de Castro
Terezinha do Menino Jesus de Freitas
Terezinha Tosse
Tom Mix Bala
Tranquilino Viana
Tropicão de Almeida

U
Universo Cândido
Urano Magalhães
Ursino Tanajura

V
Valentim Pereira Assombrado
Virtuosa Doutora dos Anjos
Voltaire do Coração de Jesus
Vicente Mais Ou Menos de Souza

W
Waldemar Ponta Dura
Washington Luis Moço

X
Xilderico Alarico de Freitas
Xisto Zeno Valones

Y
Yale Bica
Yoisalva Dos Santos

Z
Zélia Tocafundo Pinto
Zitelman José dos Santos
Ziuton Oliveira
Devemos lembrar que a lei brasileira estabelece que o oficial do cartório deve recusar prenomes que exponham a pessoa ao ridículo. E é sempre o juiz-corregedor a dar a palavra final no caso de impasse.
Por exemplo, um padeiro de uma pequena cidade do interior paulista foi ao cartório registrar sua filhinha. O rapaz contou que havia sonhado que a menina teria três Hs no nome, e não havia quem o convencesse a não batizá-la como “Jhenhifher”. O oficial achou que aquilo seria complicação demais na vida da pobre garota e remeteu o caso para o juiz-corregedor, que mandou o padeiro se contentar com um simples “Jennifer”.O costume é que os oficiais peçam à pessoa que vai fazer o registro para escrever o nome da criança em letra de forma, para que não haja reclamações posteriores quanto a erros do escrivão. Os oficiais normalmente orientam para que a grafia, especialmente a acentuação, esteja de acordo com as normas gramaticais vigentes. Mas, se alguém insistir em batizar a filha como “Barbara”, em vez de “Bárbara”, conseguirá.  A tentativa de imitar pronúncias estrangeiras, como “Máicon”, pode esbarrar no crivo de um oficial de cartório mais rigoroso, que poderá submeter o nome à aprovação de um juiz.

O critério dos cartórios para aceitar uma grafia é a sua existência em algum canto do planeta, e para isso vale consultar enciclopédias, internet ou qualquer outra fonte disponível.

Vale lembrar ainda que, se apesar dos cuidados adotados pelos cartórios, alguém receber um nome constrangedor, ou excessivamente extravagante, terá uma chance de mudá-lo entre os 18 e os 19 anos — depois disso, só “por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público”, conforme estabelece a lei.

Para alterar o prenome (exceto se houver um claro erro de grafia) é preciso convencer um juiz de que o nome realmente provoca transtornos, e que a mudança não trará prejuízos a ninguém. Além disso, a pessoa terá de se dar ao trabalho de substituir todos os seus documentos e de avisar aos conhecidos que agora ela tem outro nome. Uma dor de cabeça que pouca gente se dispõe a enfrentar.

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Educação para a Morte

O primeiro desenho animado sonoro, o primeiro desenho com o sistema Technicolor, o primeiro longa-metragem animado e o primeiro programa de TV completamente colorido. Esses são alguns dos feitos do maior ganhador do Oscar de todos os tempos, Walter Elias Disney.

Mas nem tudo foram flores na vida do velho Walt. Ele e seu estúdio passaram por várias crises, e uma delas foi durante a Segunda Guerra Mundial. Praticamente falido depois de “Fantasia”, e enfrentando uma greve que paralisou metade de sua força de trabalho, Disney viu com bons olhos o contrato proposto pelo governo para produzir 32 curtas animados entre 1941-1945, a US$ 4,500 cada um, filmes tanto de treinamento para os soldados quanto para levantar a moral da população. Esse contrato gerou trabalho para os empregados e ajudou o estúdio a se recuperar. E o “esforço de guerra” também gerou outros produtos, como pôsteres e quadrinhos.

Um desses curtas foi  “Education for Death – The Making of the Nazi” (1943), uma poderosa propaganda anti-nazista e com uma linguagem um pouco agressiva para os padrões Disney.

O curta conta a história de Hans, um garoto alemão, desde seu nascimento. É mostrado como Hans é influenciado na escola a pensar de acordo com a doutrina nazista. O filme possui diálogos em alemão, mas os fatos mais importantes são narrados em inglês.

No início do filme, os pais de Hans estão diante um oficial nazista para garantir-lhe uma certidão de nascimento. O narrador explica que os pais de Hans são obrigados a mostrar certidões de seus ancestrais a fim de provar que pertencem à raça ariana. Logo em seguida, o casal quer que seu filho se chame Hans; o que é aceitável, pois “Hans” não faz parte da lista de nomes proibidos pelo governo – os de origem judaica. O narrador também explica que o casal tem direito a ter mais onze filhos além de Hans, e conclui que isso é por causa do exército ariano que o chanceler Adolf Hitler anseia formar. Por seus serviços prestados ao III Reich (gerarem uma criança ariana), os pais de Hans recebem de presente uma cópia de Mein Kampf, best-seller da Alemanha naquele momento.
Hans vai para a escola e lá aprende o conto da Bela Adormecida. No entanto, a versão que Hans aprende mostra a “democracia” como sendo a bruxa e a “Alemanha” como sendo a bela. Hitler é o príncipe que salva a Bela das garras da bruxa.

Subitamente, Hans adoece e um oficial nazista vai até a casa de seus pais lembrar-lhes que pessoas doentes não são vistas com bons olhos pelo Estado nazista e que, caso Hans não melhore, será levado a um campo de concentração. No entanto, Hans se recupera e volta à escola. Lá, aprende o conceito darwinista de seleção natural das espécies de forma manipulada; os povos mais fracos merecem ser eliminados. Hans se junta à Juventude Hitlerista e participa da queima de livros cheio de orgulho. Em uma sequência de cenas carregadas de significação, a Bíblia Sagrada se transforma no Mein Kampf, o crucifixo numa espada cortada pela suástica e o vitral de uma igreja é brutalmente quebrado. A cena, assim como aquela da queima de livros, pode ser interpretada como a perda de valores morais tanto por parte da Alemanha quanto por parte de Hans. No final do filme, é mostrado como a vida de Hans daquele momento para frente se resumiu em marchar e saudar Hitler. Hans e seus companheiros  marcham e saúdam Hitler desde a adolescência até se transformarem em túmulos de cemitério. E o narrador conclui que a educação dada na Alemanha nazista é a “educação para a morte”. 

O curta segue abaixo e avalie como serve de poderosa propaganda para as Forças Aliadas, lembrando que, na época, esses desenhos não eram veiculados pela televisão, mas nos cinemas, muitas vezes acompanhados de noticiários que traziam as últimas informações sobre a guerra na Europa.
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Primeira vídeochamada foi há mais de 50 anos… e o que isso tem a ver com Walt Disney

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Embora as videochamadas tenham se popularizado com o Whatsapp e outros aplicativos similares, o conceito da tecnologia surgiu há muito mais tempo. A primeira ligação com vídeo tem mais de 50 anos: ela foi demonstrada em uma feira tecnológica nos Estados Unidos em um aparelho chamado Picturephone.

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A demonstração do funcionamento do Picturephone, aparelho que permitia ligar para um número fixo e mostrava a imagem do interlocutor, ocorreu em 20 de abril de 1964

A World’s Fair (Feira Mundial), realizada em Nova York em 1964 , trouxe como um dos destaques o Picturephone, fabricado pelo laboratório Bell da AT&T. Para usá-lo, o visitante tinha de entrar em uma cabine e discar para o número de telefone fixo. Depois de a ligação ser completada, a pessoa apertava um botão indicado com um “V” para ativar o vídeo. Uma pequena câmera capturava a imagem da pessoa, que era mostrada em outro Picturephone à pessoa do outro lado da linha.

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A videochamada, no entanto, estava longe de ser perfeita. A imagem mostrada era em preto e branco em uma tela pequena (16 x 21 polegadas) e gerada em 30 quadros por segundo. A pessoa tinha de ficar praticamente imóvel diante do Picturephone, caso contrário a imagem não aparecia do outro lado da telinha.

Apesar de avançada e muito curiosa para a época, a tecnologia não era barata nem prática. Quem fizesse uma chamada de 15 minutos teria de desembolsar US$ 15 – o equivalente a US$ 640 (quase 3 mil reais!) em valores corrigidos de hoje.  Em 1969, a AT&T começou a vender um modelo de Picturephone para empresas, com leves melhorias no aparelho. Mas, em meados de 1971, a companhia encerrou as vendas e a oferta do serviço.

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De todo modo, foi um enorme avanço, porque até então, as videochamadas estavam restritas aos desenhos animados ou aos filmes de ficção-científica…

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Aliás, a Feira Mundial de Nova York de 1964 tinha de fato esse objetivo, apresentar as grandes inovações futuristas e propostas de invenções que, segundo seus idealizadores, modificariam o mundo e o deixariam melhor. Uma dessas invenções era justamente o Picturephone.

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No centro da Feira Mundial de Nova Iorque em 1964 ficava o ícone da exibição: A Uniesfera. Construída pela US Stell, esta edificação era o triunfo da engenharia americana. Ninguém tinha conseguido criar uma representação da Terra em tal escala antes. Assim como a Torre Eiffel na Exposição de Paris em 1889, a Uniesfera tornou-se instantaneamente o símbolo reconhecível da Feira Mundial de 1964. Ela ainda está lá, no Queens, no parque que foi construído para a exibição.

Esse Picturephone foi inclusive instalado na Disneyland, e ligava o parque ao único hotel da Disney que existia na época. Falando em Disney, é claro que Walt, sempre olhando para o futuro, não deixaria de participar dessa exposição.

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Ainda antes da abertura da Feira, Disney e seus criativos foram convidados a desenvolver atrações para o evento. E três grandes empresas decidiram patrocinar essas atrações, a Ford, a General Electric e a Pepsi. Essas três atrações, depois do final da exibição,  poderiam ser reconstruídas na Disneyland.

A Ford oferecia uma viagem de volta no tempo para as origens da Terra, intitulada “Magic Skyway”. A bordo de conversíveis guiados em um trilho, os visitantes podiam ver os primeiros animais na Terra, os dinossauros, na forma de robôs animados, e os primeiros seres humanos e as primeiras invenções. A sequência de dinossauros – chamada Primeval World – é a que foi depois levada para o parque na Califórnia.

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A General Electric, por sua vez, propôs uma viagem ao futuro, através do “Progressland”, um pavilhão que mostrava como a eletricidade mudara o mundo. Uma das atrações desse pavilhão era o “Carousel of Progress”, reconstruído na Disneyland após o final da Feira: em um palco circular giratório, veríamos como a família vivia no passado e a evolução dessa família até o futuro, onde iríamos passar as férias na Lua, como seriam nossas cidades subaquáticas, as fazendas do futuro… As rodovias onde nossos carros andariam sozinhos… Tudo isso com bonecos audioanimatrônicos, robôs que usavam a mais avançada tecnologia da época.

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Finalmente, a Pepsi se uniu à UNICEF e patrocinou a atração “It’s a Small World”, convidando os visitantes a viajar por todas as nações do mundo em pequenos barcos, sendo recebidos por bonecos audioanimatrônicos que representavam todas as nacionalidades e cantando um hino à fraternidade universal. A atração praticamente não sofreu mudanças quando foi levada à Disneyland, depois da Feira Mundial.

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Mas esses três pavilhões não foram as únicas atrações que Walt Disney levou à Feira Mundial. Ele tinha mais uma, no pavilhão do Estado de Illinois, e que era um sonho que vinha acalentando e desenvolvendo por onze anos: o projeto Lincoln.

Era o presidente americano Abraham Lincoln que levantava-se da cadeira, discursava, agradecia aos aplausos e voltava a sentar-se, em um total de 48 movimentos corporais e 15 movimentos faciais diferentes.

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No dia da estreia da atração na Feira, um acidente provocou uma pane no sistema e deixou Walt desesperado. Ao sentar-se, a figura voltou a levantar-se e não parou mais de repetir esses movimentos. Impressionado, o público aplaudia sem parar, julgando que Lincoln agradecia aos aplausos. Sem perceber o problema, a plateia delirou!

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Claro que as atrações criadas por Disney foram as grandes sensações da Feira Mundial, provocando filas enormes de visitantes ansiosos por conhecê-las. Para Walt, os resultados da Feira foram altamente positivos. Além de trazer novas atrações para a Disneyland, conseguiu o que era impossível até então: trabalhar suas ideias junto às grandes empresas norte-americanas.

Um fato curioso ocorreu no final da exposição, porém, com o boneco de Lincoln. Ao contrário das outras três atrações, ele não foi levado à Califórnia. Quando o pavilhão de Illinois foi demolido, os artefatos mais valiosos foram devolvidos ao Estado, e o boneco se perdeu. Quando decidiram remontar a atração na Disneyland, tiveram que construir outro boneco.

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Durante muitos anos, tudo o que restou da versão original foram as lembranças de quem assistiu o espetáculo em Nova York, as fotos e as gravações de áudio ou vídeo.

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Escultor da Disney dando os últimos retoques no boneco original, de 1964.

Porém, descobriu-se finalmente que a figura original de Lincoln havia sido colocada numa caixa, enviada de volta à Califórnia e ficado misteriosamente esquecida nos armazéns da Disney durante décadas. Essa figura, apenas com a cabeça, mãos e sua estrutura original, hoje uma relíquia, está bem guardada na Disneyland…

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Curiosidades sobre os filmes da Disney…

Há alguns fatos curiosos por trás das animações da Disney que são divertidos e surpreendentes.

1. O rosto de Aladim foi baseado em Tom Cruise.

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2. “Can You Feel the Love Tonight” foi quase cortada na versão final de O Rei Leão (1994). Quando Elton John soube disso, disse aos produtores que eles DEVIAM colocá-la de volta… Para quem não se lembra:

3. Ao contrário do que se pensa, Tinker Bell não foi inspirada por Marilyn Monroe e sim na modelo Margaret Kerry, que serviu de referência.

4. John Lennon recusou o convite do estúdio Disney para que os Beatles fizessem as vozes da banda que aparece em Mogli, o menino-lobo (1967). A banda tinha sido inspirada no quarteto de Liverpool, e mesmo com a recusa de Lennon, Walt Disney decidiu manter os personagens mesmo assim. Aliás, Mogli foi o último filme que ele supervisionou, e foi lançado dez meses após a morte de Disney, em 1966.

5. O pênis na capa original do lançamento em VHS de A Pequena Sereia (1989) foi puramente acidental. De acordo com o artista que a desenhou, ele estava com pressa para terminá-la e não estava nem com raiva dos chefes e nem prestes a ser demitido – como se especulou na época.

6. O mago Yen Sid, para quem Mickey vai trabalhar no segmento “O Aprendiz de Feiticeiro” de Fantasia (1940), tem o nome Disney soletrado de trás para frente.

7. Walt Disney recebeu um Oscar honorário por Branca de Neve e os Sete Anões (1937), e mais sete estatuetas em miniatura.

8. Ursula, a vilã de A Pequena Sereia, foi inspirada na vilã Madame Medusa de Bernardo e Bianca (1977) e na drag-queen Divine.

From L-R: Madame Medusa, Ursula, Divine (Photo: Everett/Getty)

9. Não se ouvem rugidos de leões em O Rei Leão.  Os produtores acharam que eram muito baixos, então usaram os rugidos de tigres!

10. Esta é boa: o nome do tubarão vegetariano em Procurando Nemo (2003) é Bruce, e foi batizado assim em homenagem ao tubarão mecânico usado no filme de Steven Spielberg Tubarão (1975). O Bruce de Spielberg recebeu esse nome em “homenagem” ao antigo advogado do diretor… Ah, ah, ah!

11. O príncipe de “A Bela Adormecida” foi o primeiro a receber um nome, Felipe, em homenagem ao Duque de Edinburgo, marido da rainha Elizabeth e pai do príncipe Charles.

12. Para gravar um minuto de “O Estranho Mundo de Jack”, o filme em stop-motion dirigido por Tim Burton, era necessário uma semana!

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13. Walt Disney tinha a ideia de uma sequência para “Branca de Neve”, um curta-metragem chamado “Snow White Returns”, que nunca foi desenvolvido. Restaram apenas algumas cenas esboçadas e mais nada…

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14. A atriz Eleanor Aubrey foi quem deu o rosto e as expressões para duas das maiores vilãs da Disney: Lady Tremaine de “Cinderela” e Maléfica de “A Bela Adormecida”.

15. Quando criança, Walt Disney interpretou “Peter Pan” em uma peça teatral na escola.

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BÔNUS

O Disney World de Orlando, na Flórida, é muito mais do que… O Magic Kingdom, cujo símbolo é o castelo da Cinderela. Ele ainda inclui o Epcot, o Animal Kingdom, o Disney MGM e mais um monte de coisas… Ah, e é do tamanho da cidade de San Francisco…

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As invenções mais idiotas do mundo…

Todo mundo conhece o Prof. Pardal… E quem não o conhece, deveria conhecer. Ele é o inventor mais maluco dos quadrinhos de Walt Disney, e sempre está colocando a cuca para funcionar, criando inventos absurdos. Muitos deles inúteis, e muitos que até funcionam!

Pois bem, nosso planeta está povoado de centenas de milhares de “Prof. Pardais”, espalhados por todos os cantos e por todas as épocas. Sabemos que muitas invenções interessantes não saíram das pranchetas desses inventores por falta de tecnologia na época em que foram criadas, ou por falta de financiamento. Mas existem algumas delas que devemos agradecer aos céus por nunca terem sido construídas. Duvida?

Veja o caso desta: um dispositivo inventado para fumar um maço inteiro de cigarros ao mesmo tempo!

 As invenções mais idiotas do século XX

Outra de fumantes: o casal apaixonado poderia desfrutar do cigarro juntos, não é romântico?

 As invenções mais idiotas do século XX

Em 1963, a televisão já conseguia fascinar milhões de pessoas, então foi inventado um óculos-TV, assim você não perdia seu programa favorito se tivesse que sair de casa…

 As invenções mais idiotas do século XX

Eu acho que a caneca-privada se encaixa na categoria de inventos idiotas. Seria para o sujeito que tem mau hálito?

Se você dorme de lado e fica chateado com o desperdício de todo aquele colchão, seus problemas acabaram:

Outra solução para um problema recorrente, molhar os cabelos na hora do banho. Esta nova touca resolve isso pra você.

Há também o cigarro com dois filtros, para aqueles que querem fumar mas se preocupam com seu pulmão…

E, para encerrar, um vídeo com uma coleção enorme de ideias, algumas divertidas e outras absurdas, que só mesmo os japoneses teriam…

Fontes: 
© obvious: http://obviousmag.org/
http://hypescience.com/
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A Walt Disney Company já fez 90 anos!

Em outubro de 1923 foi fundada aquela empresa que se tornou o maior ícone do planeta em termos de diversão para toda a família. E continua sendo um ícone, quase 50 anos depois da morte do fundador, Walt Disney. Hoje, quando se fala em Disney, imediatamente as pessoas se lembram dos parques, dos quadrinhos, dos desenhos animados, dos filmes, dos brinquedos… Mas Disney é muito mais:

Como se viu acima, três marcas muito conhecidas no universo do entretenimento também fazem parte do conglomerado: a Pixar de “Carros” e “Toy Story”, a Marvel do Homem de Ferro, Homem Aranha e Thor, e a Lucasfilm de “Star Wars”, do vilão Darth Vader, de Luke Skywalker e dos simpáticos robozinhos. Essas três marcas se somam ao Pato Donald, Pateta, Capitão Jack Sparrow e as princesas de “Frozen”, oferecendo mais um mundo de quadrinhos, filmes, desenhos animados e brinquedos para nosso deleite e com a inegável qualidade Disney.

Mas a gente quase se esquece de que tudo começou lá atrás, com um ratinho…

Os primeiros desenhos do Mickey.

Acho que mais do ficar escrevendo, a melhor homenagem que se pode fazer aos incontáveis talentos que trabalharam e trabalham na empresa é mostrar um pouco do que foi feito ao longo desse quase centenário. Tenho certeza de que todo mundo vai se lembrar de uma coisa ou de outra, sem contar que, se fosse mostrar tudo o que Disney fez, precisaríamos de centenas e centenas de posts…

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