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Os planos de Elon Musk para ir a Marte

Elon Reeve Musk, é um empreendedor e filantropo sul-africano-canadense-americano. Ele é o fundador e CEO da SpaceX; CEO da Tesla Motors; vice-presidente da OpenAI; fundador e CEO da Neuralink; e co-fundador e presidente da SolarCity.

Ele é um empreendedor que viabilizou a exploração espacial privada, a criação de uma montadora global de carros elétricos e um novo sistema de transporte urbano. Entre as empresas que fundou ou comandou aparecem nomes como Paypal, Tesla, SpaceX e Neuralink.

Musk é movido por grandes medos e não tem vergonha de compartilhá-los em suas palestras e entrevistas. Com o sucesso de seus empreendimentos online entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, sobrevivendo à bolha da internet, Musk passou a focar seus esforços em grandes projetos que buscam mitigar seus receios de extermínio da humanidade.

Uma de suas apostas é expandir a presença humana pelo Sistema Solar, com o estabelecimento de populações em diversos planetas, a começar por Marte.

Musk está cada vez mais próximo de seu objetivo de colocar uma expedição no planeta vermelho e iniciar a colonização. O que era um sonho impossível e parecia uma conversa excêntrica demais, hoje é visto por analistas como viável, depois de quase duas décadas de desenvolvimento de foguetes e soluções aeroespaciais.

O protótipo na nave Starship, que levará os primeiros colonizadores a Marte, fez um teste bem sucedido em agosto passado, no Texas, e conseguiu decolar do solo e se manter a 150 metros de altura antes de descer, demonstrando um bom controle de trajetória. A Starship não é apenas uma nave, será uma frota inteira e, o melhor, é retornável… não vai se perder no mar, na volta à Terra.

A nave Dragon, fabricada por sua empresa SpaceX, tem um contrato com a NASA para levar e trazer astronautas da Estação Orbital. Ela serve de modelo para as naves que levarão carga a Marte, mas antes dos seres humanos.

A viagem mais recente da Dragon foi no último mês de agosto, quando trouxe dois astronautas americanos de volta à Terra.

Imagem dos astronautas da Nasa Bob Behnken e Doug Hurley a bordo da Crew Dragon, da SpaceX. FOTO DE SPACEX

Mas, quais são os planos da SpaceX, afinal?

Enviar naves não-tripuladas para Marte é o primeiro passo em qualquer plano de eventualmente enviar humanos. Pousar grandes cargas em Marte não é exatamente uma tarefa fácil: Além de uma certa massa da nave espacial, a atmosfera fina do planeta não suporta a frenagem tipo paraquedas na descida.

É necessário antecipar missões de teste para definir as tecnologias usadas para pousar cargas pesadas, incluindo humanos, em segurança – tecnologias como o retrofoguete da Sky Crane que pousou o rover Curiosity, da NASA, na superfície marciana em 2012.

Por enquanto, a SpaceX planeja usar tecnologias propulsoras para pousar as Red Dragons, que serão versões atualizadas da nave espacial Dragon 2.

Arte mostrando a Red Dragon em Marte.
O plano da SpaceX de pousar Red Dragon em Marte dependerá do seu poderoso foguete Falcon Heavy, que terá 120 metros de altura.

A SpaceX já testou com sucesso 3 estágios do gigantesco foguete Falcon Heavy,  em 2018. Na ocasião, o que serviu de carga para o teste foi o carro que o próprio Elon Musk dirigia para ir trabalhar, o Tesla Roadster elétrico.

Nesse teste, um manequim apelidado de Starman “dirige” o carro vestindo uma roupa espacial, e o carro – e seu “motorista” – foram colocados em uma órbita elíptica ao redor do Sol que vai além da órbita de Marte, tão longe quanto o cinturão de asteroides, mas não vai voar por Marte ou entrar em órbita ao seu redor. Musk disse que o carro deve vagar pelo espaço por um bilhão de anos. Radiação solar, radiação cósmica e impacto de micrometeoritos vão danificar o carro estruturalmente no decorrer do tempo.

A radiação vai quebrar o material orgânico e todas as partes com ligação de carbono. Pneus, pintura, plástico e couro devem durar apenas cerca de um ano, enquanto as partes de fibra de carbono devem durar consideravelmente mais. No fim, apenas a estrutura de alumínio, metais inertes e vidro não destruído por meteoritos vão sobrar.

A câmera foi montada no capô do carro.

Como já se tornou costume, Musk utilizou o Twitter para atualizar o público sobre as atividades da SpaceX. Ele publicou imagens do projeto Mars Base Alpha, literalmente a Base Alfa de Marte, e afirmou a um seguidor que ela provavelmente seria construída nos próximos dez anos.

Projeto da base marciana

Ele acredita que seria possível construir uma cidade com um milhão de habitantes num prazo entre 50 e 100 anos. A Mars Base Alpha seria o ponto de partida para enviar materiais e começar a construir a infraestrutura necessária para habitar o planeta.

A colonização será feita pelo seu enorme Falcon Heavy, nave que poderá ir e voltar da Lua ou de Marte, e que terá 40 cabines, com capacidade para 6 passageiros em cada uma.

A Falcon decolando do planeta vermelho

Os planos da SpaceX envolvem fazer testes em órbita até 2020, além de  uma viagem à Lua em 2022 e uma a Marte em 2024…

 

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Conheça as cidades mais quentes do mundo

Em algumas regiões do mundo as temperaturas podem chegar a 60°C

O inverno no Brasil está começando… e a temperatura, no primeiro dia, chegou a 30 graus em algumas regiões! Se você acha isso muito quente, saiba que há lugares muito mais quentes ao redor do mundo, com temperaturas que ultrapassam os 50°C!

Essa superelevação da temperatura é fruto de condições climáticas adversas, incluindo o famoso aquecimento global que, além de provocar um aumento na temperatura da atmosfera, também tem impacto em outros aspectos ambientais, como: enchentes, secas e elevação do nível do mar.

Por conta desse calorão, há cidades no mundo que, em certos períodos do ano, nem podem ser habitadas…

1 – Al ‘Aziziyah (Líbia)

Crédito: Reprodução/YouTube A cidade líbia de Al ‘Aziziyah já registrou impressionantes 57,8 °C

Existe uma controvérsia sobre qual é a cidade mais quente do mundo. Em 1992, a cidade de Al ‘Aziziyah, na Líbia, registrou impressionantes 57,8 °C, fazendo com que a região ganhasse o título de lugar mais quente do mundo. Apesar disso, a Organização Mundial de Meteorologia reconheceu, em 2017, que o Vale da Morte, na Califórnia, é o lugar mais quente do planeta. O deserto californiano também já registrou 57,8°C.

2 – Dallol (Etiópia)

Crédito: Anya Newrcha/iStock    Cercada pelo deserto de Danakil, Dallol tem uma temperatura média de 40 °C durante o ano

A cidade de Dallol, na Etiópia, já registrou, nada mais nada menos, pouco mais de 60°C. A proximidade com o vulcão Dallol é determinante para tanto calor. Com essa temperatura, é fácil de entender porque a cidade é fantasma; de fato, hoje não há sequer um só residente, embora já tenha sido povoada no começo do século passado, quando uma ferrovia levava o sal extraído da região.

3 -Wadi Halfa (Sudão)

Crédito: MarcPo/iStock    Wadi Halfa, rua comercial em Wadi Halfa, no Sudão.

Localizada em uma região de muita pobreza no centro do deserto do Saara, na fronteira com o Egito, o local chega a atingir picos de calor, a temperaturas de quase 53°C. Chegar lá também não é fácil. É preciso pegar, em Cartum, um trem que passa pelas margens do rio Nilo e por muitas ruínas milenares. Não há hotéis na cidade, apenas alojamentos, e o clima extremamente seco recebe um reforço do vento constante e muito quente que vem do Saara.

4 – Deserto Lut (Irã)

Crédito: BrasilNut1/iStock   A região já registrou temperaturas de 70°C

Considerado o 25º maior deserto do mundo, o Lut está localizado no sudeste do Irã e já chegou a registrar temperaturas de superfície acima de 70°C, medida pela Nasa. Também é marcado pelos lagos Dasht, que se estende para o sul por cerca de 300 km.

5 – Tirat Tsvi (Israel)

Crédito: Science News   Os termômetros registraram em Tirat Tsvi a temperatura recorde de 54°, em junho de 1942

Com temperaturas escaldantes, a cidade, pertencente à área de HaZafon, é o lugar mais quente da Ásia, com temperaturas que beiram os 54 ºC. A cidade funciona, também, como kibutz e se situa no vale Beit Shean, a 10 km ao sul de Beit Shean, em Israel, e faz fronteira a oeste com o rio Jordão.

6 – Timbuktu (Mali)

Crédito: Oversnap/iStock   Timbuktu é uma das regiões habitadas mais quentes do mundo

Localizada no Mali, país do oeste africano, e nas proximidades do rio Niger, a cidade foi fundada por volta de 1100 para servir as caravanas que traziam sal das minas do deserto do Saara, em troca de ouro e escravos. Em 1330, a região era parte do império do Mali e, dois séculos depois, passou a ser governada pelo império Songhay, fazendo de Timbuktu uma importante cidade universitária e capital religiosa, habitada por muçulmanos, cristãos e judeus. Também é famosa pelas altas temperaturas, que já chegaram a 54,4ºC.

7 – Queensland (Austrália)

Crédito: DarrenTierney/iStock  Queensland, na Austrália, possui beleza estonteante

A temperatura já chegou a quase 69ºC no Estado australiano, situado no nordeste do país, e que ocupa mais de 20% da África. Marcada por vastas florestas tropicais, com clima seco e semidesértico, a região atrai turistas do mundo inteiro todos os anos, graças às ilhas costeiras e à grande barreira de coral.

8 – Kebilli (Tunísia)

Crédito: IdealPhoto30/iStock A cidade de 18 mil habitantes registrou a temperatura mais alta de que se tem notícia na África, em 1931

A cidade localizada no sul da Tunísia e capital da província homônima já chegou a registrar picos de 55ºC. Também pudera, já que a região fica à beira de um oásis no deserto do Saara. Com cerca de 100 mil tamareiras, é um dos principais centros comerciais da região, sendo um local de grande relevância histórica. Esses dias muito quentes não afastam os seres humanos, que habitam a área há mais de 200 mil anos.

9 – Ghadamés (Líbia)

Crédito: Pascalou95/iStock   Mesquita berbere em Ghadames, na Líbia

A cidade de Ghadames (ou Ghadamés) é dividida entre nova e antiga. Ela é habitada por cerca de 15 mil pessoas e possui uma beleza impressionante. Ambas as regiões reservam temperaturas na casa dos 55°C. A zona antiga é rodeada por uma muralha e já foi considerada patrimônio Mundial da Unesco, além de possuir uma arquitetura resistente ao calor. E uma das principais atrações do local é o lago com água salgada que a circunda por cerca de 20 km, no distrito de Nalut, a sudoeste de Trípoli, próximo às fronteiras com a Argélia e a Tunísia.

10 – Sulaibiya (Kuwait)

Crédito: Reprodução/YouTube     Cidade fica a cerca de 30 quilômetros da capital do Kuwait

Em 2012, Sulaibiya,  a cerca de 30 quilômetros da capital do Kuwait, registrou uma temperatura de 53,8°C. A capital do país sofre constantes tempestades de areia, e a população também suporta temperatura constante na casa dos 45ºC e 47°C. A Cidade do Kuwait, a capital, é conhecida por sua arquitetura moderna, que inclui arranha-céus e as incríveis Kuwait Towers, torres que são caixas-d’água cujo design lembra as cúpulas em azulejos de uma mesquita clássica. Essas torres têm capacidade para 4500 metros cúbicos de água.

As Kuwait Towers

 

 

Fonte:

catracalivre.com.br

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Gestos inocentes que podem soar uma grande ofensa mundo afora

Um simples aperto de mão ou mascar chiclete, que para nós, brasileiros, são atitudes normais do cotidiano, podem causar uma dor de cabeça incrível, algumas vezes passível até de multa, em outros locais do mundo.

Imagine só… Gorjeta é a norma nos EUA – se você não deixar nada para quem te atendeu em um restaurante, vai ser muita falta de educação. Por outro lado, o contrário é verdade no Japão. O gesto é visto como inútil na melhor das hipóteses, e como um insulto na pior das hipóteses – já que o valor do serviço está incluído na conta e os garçons devem desempenhar sua função com elevados padrões, independentemente de obterem esse “incentivo financeiro” extra. Dar gorjeta na Austrália também pode ser embaraçoso. Lá é proibido por lei e pode até dar cadeia…

Ainda no Japão:

Se for assoar o nariz, vá para o banheiro. Os japoneses consideram falta de educação assoar o nariz em público. Do acordo com os sites “Gap Year” e “Property Turkey”, da Turquia, além de assoar o nariz, tocar os dentes em público é algo extremamente rude, porém, em casos de necessidade, você pode limpar o nariz discretamente, segundo o “The Istanbul Insider”.

Brindar é comum em muitos lugares do mundo. Em Budapeste, no entanto, o costume de bater taças juntas aparentemente relembra a derrota da Hungria nas mãos dos austríacos durante a revolução húngara de 1848 (afinal, os inimigos comemoram a vitória brindando). O gesto é ainda hoje considerado ofensivo.

Mesmo algo aparentemente tão inócuo como um aperto de mão pode ser muito ofensivo – basta perguntar a Bill Gates. Em 2013, ele causou indignação na Coreia do Sul quando apertou a mão do presidente com a mão direita, enquanto a esquerda ficou no bolso. Foi uma ação julgada muito rude, pois o costume dita que é respeitoso a mão esquerda apoiar o braço direito durante a saudação. Deixar a mão no bolso como ele fez pode ser ainda mais agravante do que não usá-la no aperto de mão.

Em geral, “raspar” o prato denota contentamento, um sinal de que você gostou da comida. Não é o que acontece em países como China, Tailândia e Filipinas, onde a atitude é lida como um sinal de insatisfação com a generosidade do anfitrião. Nesses locais, parte-se do pressuposto que é preciso servir o bastante. Deixar um pouquinho da comida intocada, portanto, mostra saciedade na medida. Limpar o prato, por outro lado, dá a entender que ainda há espaço no estômago e que seu anfitrião lhe deu pouco para comer…

Evite cruzar as pernas se estiver no Iraque. A regra que vale para homens e mulheres é sentar com as pernas unidas e a sola do sapato no chão, pois mostrá-las é falta de educação.

Mão espalmada com dedos separados… Em muitos lugares, o gesto é entendido como uma espécie de “não, obrigado”. Dependendo da situação, também pode ser visto como uma indicação de presença, como na resposta à chamada escolar. Na Grécia, ele tem até nome próprio: moutza. E é visto como uma ofensa gravíssima. Sua origem remonta à antiguidade. Uns o ligam a rituais de maldição. Outros, à condenação de criminosos durante o Império Bizantino. Isso porque os presos eram ridicularizados em um desfile pela cidade, em que seus rostos eram cobertos com cinzas. Como as cinzas eram retiradas primeiro com as mãos fechadas e depois com os dedos abertos, o próprio gesto, com o tempo, acabou virando um insulto.

Nem pense em passar a mão na cabeça de uma criança se estiver na Tailândia. É uma ofensa grave, pois esse é o local do corpo em que a alma fica guardada.

Até no Facebook o polegar para cima é associado à aprovação. Mas não se engane: há locais em que o gesto é visto como uma injúria, e das graves. No Irã e Afeganistão, por exemplo, o tradicional “joinha” é interpretado como um gesto dos mais obscenos.

Na Índia e na China, quem abre o presente assim que ganha é alguém sem classe. É importante guardar o pacote e abrir depois sem ninguém por perto.

Quando visitar Cingapura, nem pense em alimentar os pássaros. Além de ser considerado falta de educação, vai gerar uma boa multa. Assim como cuspir na rua, comer no transporte público ou jogar lixo no chão.

Lá também é um problema mascar chiclete… não é apenas falta de educação. É contra a lei mesmo. Em 1992, foi criada uma norma que pune com multa quem resolve sair mascando a guloseima por aí. Essa dica vale um pouco mais de detalhamento, porque é uma história interessante.

Você não vai encontrar um Trident por lá, mas apenas chiclete para fins dentários e chiclete de nicotina para quem quer parar de fumar. Eles só são vendidos em farmácias e para comprar é preciso dar o nome e mostrar um documento de identificação. Tenso, né? Hoje em dia é assim, mas a situação já foi pior.

Durante 12 anos (de 1992 a 2004) mascar chiclete foi proibido em Cingapura sob pena de multa de US$ 500 a US$ 1000. Aliás: era tudo proibido, mascar, comprar, vender, fabricar e importar. O governo proibiu o produto porque as pessoas não estavam fazendo o descarte correto do chiclete, ou seja, jogando o lixo no lixo. O custo que o governo tinha para manter as ruas limpas e consertar os equipamentos de limpeza era muito alto.

A situação ficou ainda mais séria quando o metrô, principal transporte público do país, passou a não funcionar propriamente por causa dos chicletes grudados nas portas dos vagões. Com tantos danos causados ao patrimônio público, o governo então decidiu em 1992 banir o chiclete no país. Em 2004, a lei foi revista e os chicletes para benefícios da saúde foram então liberados.

Mas não se engane: se você jogar o chiclete no chão, prepare-se…

Em Ruanda, na África, você é considerado grosseiro e mal-educado se fizer um lanchinho enquanto está em algum lugar que não sirva comida, como, por exemplo, no ônibus ou até mesmo no meio da rua.

 

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Eu acho que dicas como essas, e tantas outras, deviam estar em folhetos informativos nos aviões, aeroportos ou agências de viagens. As diferenças culturais entre os povos são muitas e o viajante pode incorrer em transtornos tanto para ele quanto para os habitantes locais por causa desse desconhecimento.

Por exemplo, você está visitando alguém na China e resolve lhe dar um presente. NUNCA DÊ um guarda-chuva ( significa que você pretende romper sua relação com a pessoa) ou um relógio de parede (a palavra chinesa para “relógio” soa exatamente como “final”. E isso quer dizer para eles que se está desejando seu final, sua morte) …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Exame, Marcela Ayres

Hypescience, Natasha Romanzotti

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As ruínas mais fantásticas do mundo

As civilizações que um dia povoaram nosso planeta deixaram muitos legados. E um dos mais notáveis foram as esculturas, templos e construções que elas ergueram e que sobreviveram à passagem do tempo. Veja algumas dessas ruínas impressionantes que contam um pouco da história da humanidade.

Ayutthaya – Tailândia: Fundada em 1350 pelo rei U Thong, se tornou capital do reino de Ayutthaya, um dos mais poderosos do sudeste asiático na época. Foi destruída em 1767 pelo exército Birmanês, junto com seu povo.

As ruínas, que incluem belos templos budistas como o Wat Chaiwatthanaram, são consideradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Atenas – Grécia: Considerada o berço da civilização ocidental, Atenas teve seu auge entre os anos 500 a.C. a 300 a.C., época de intenso desenvolvimento cultural, filosófico e arquitetônico.

Parte de seu legado ainda está presente no centro urbano da cidade, como a Acrópole, antigo centro sagrado, ou o Partenon, templo dedicado à deusa que dá nome à cidade.

Roma – Itália: Fundada em 753 a.C., a cidade chegou a ter 45 mil apartamentos e uma população de 1,6 milhão de habitantes durante o auge do império romano, no século 2.

Invasões bárbaras causaram o colapso do império, no século 5, mas restaram ruínas, como o Fórum Romano e o Coliseu.

Palenque – México: É um dos principais exemplos da arquitetura e escultura do povo maia, com 36 edifícios ocupando cerca de 2,5 km². Esses números, porém, representam somente o que é possível observar. Estima-se que 500 edifícios estejam enterrados em uma área de 15 km².

As construções datam dos anos 500 d.C. a 700 d.C., sendo que a maioria foi construída graças a Pacal, governante da época.

Hampi – Índia: Hoje cercada pela cidade de Hampi, na Índia, Vijayajagara foi a capital do império que dá nome à cidade, abrigando 500 mil pessoas por volta do ano 1500.

Sucessivas guerras com reinos muçulmanos causaram a derrocada do império, mas até hoje exemplos da rica arquitetura e arte estão presentes em templos. O principal, dedicado a Virupakashan, continua a ser utilizado.

Copán – Honduras: Importante cidade da região sul do território maia entre os séculos 4 e 9, quase na fronteira com a Guatemala, é famosa por ter parte de sua história contada em 38 estelas, que são esculturas cavadas em um único bloco de pedra.

Séculos de esquecimento, terremotos e o rio Copán destruíram parte da cidade, mas o que sobrou ainda serve como bom exemplo do que a arte maia tem de melhor.

Palmyra – Síria: Com registros de sua existência remetendo a 2 mil anos antes de Cristo, está localizada em um oásis em meio ao deserto da Síria e durante anos serviu como ponto de parada de caravanas de comerciantes.

Banteay Chhmar – Camboja: Comuna com 14 vilas construída entre os séculos 12 e 13 no reinado do imperador khmer Jayavarman 7º, tem como sua principal marca as esculturas em relevo nas paredes de seu templo mais importante.

Localizada próxima da fronteira com a Tailândia, sofreu com conflitos ao longo do tempo no local: relíquias foram roubadas e destruíram parte de um dos mais importantes e menos compreendidos complexos arqueológicos do Camboja.

Tikal – Guatemala: Uma das maiores cidades da civilização maia, Tikal chegou a abrigar de 100 a 200 mil habitantes no seu auge.

Hoje, Tikal é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com apenas parte das centenas de construções escavadas. Seis grandes pirâmides apoiam os templos. Todos datam do período entre os anos 200 d.C. e 850 d.C.

Machu Picchu – Peru: Não dá para fazer uma lista de ruínas antigas e deixar uma das mais famosas de fora. A cidade perdida dos incas, localizada no topo de uma montanha no vale do Rio Urubamba, foi construída no século 15, sob ordens de Pachacuti, para ser utilizada em estudos de astrologia e religião.

Pirâmides egípcias – Outras ruínas muito famosas, são estruturas antigas de alvenaria construídas pela civilização do Egito Antigo. Até novembro de 2008, existiam fontes citando entre 118 e 138 pirâmides identificadas.

Mas o “problema” com as ruínas do Egito é que são tantas, e tão fabulosas, que merecem um capítulo inteiro… Karnak, a tumba da rainha Nefertari, Abu Simbel… o Vale dos Reis (foto abaixo)… Acho que vou dedicar um post só a elas, mais tarde…

Petra – Jordânia: Local habitado desde 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, possivelmente foi fundada somente no ano 312 a.C., pelos Nabateus. Não se sabe ao certo quando suas principais construções foram feitas, mas segue como um dos principais pontos turísticos do mundo.

É também considerada Patrimônio da Humanidade e uma das maravilhas do mundo. Sua mais famosa construção, Al Khazneh (tradução árabe para “O Tesouro”), foi cenário do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”.

 

 

 

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Fotos fantásticas de como eram as viagens de avião no passado

Em tempos de caos nos aeroportos, com voos atrasados e gente dormindo no chão – sem falar no overbooking – sabemos que o sufoco ainda não terminou: iremos enfrentar horas intermináveis em aviões com espaços apertados, comida ruim e banheiros minúsculos! Não são todos os que podem pagar (e muito caro!) para viajar com mais conforto. A grande maioria dos mortais voa de classe “econômica”, que eu chamo de “classe animals”, porque, mais um pouco e as companhias aéreas vão nos colocar junto com a bagagem…

A grande diferença é que, atualmente, os aviões são mais seguros do que no passado e que viajar de avião deixou de ser coisa para poucos. Mas… como eram as acomodações nos aviões antigamente?

Nas fotos a seguir, você vai ver como era o interior dos aviões, as refeições a bordo (esqueça os amendoins!), as poltronas enormes se compararmos com as de hoje… Era outra coisa, mesmo!

Olha o tamanho do compartimento para bagagem de mão!
Primeira classe de um Boeing 747 nos anos 1970.
Legal essa configuração, lembra a “salinha dos fundos”, disputadíssima nos antigos Electras que faziam a ponte-aérea Rio-São Paulo.
707 da PAN AM… Olha a refeição que era servida a bordo!!!!!
Era comum que muitos aviões tivessem bares com piano.
Lounge da primeira classe nos anos 70, em um Boeing 747.
Nos modernos aviões da Emirates, a primeira classe tem “aposentos” luxuosos que podem ter sido inspirados nestes…
Outra configuração que lembra a “salinha” dos Electras.
Esse beliche era muito interessante.
Observe o espaço desse banheiro!
Lounge de um 747 da America Airlines. Bons tempos!
Você notou que não havia cintos de segurança nas poltronas?

Como já foi dito, apesar da falta de conforto, as aeronaves de hoje são infinitamente mais seguras que qualquer uma dessas mostradas aqui. Mesmo assim, bem que as companhias aéreas de hoje poderiam pelo menos colocar poltronas mais espaçadas, não?

Mas acho que isso não vai acontecer. Li em algum lugar que uma companhia aérea, me parece que da Ásia, está estudando colocar passageiros de pé (como nos busões daqui do Brasil) em voos domésticos de curta duração…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

tudointeressante.com.br

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Nasa descobre sistema solar com 7 planetas parecidos com a Terra

A Nasa anunciou que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos.

(um ano-luz é a distância que a luz atravessa no vácuo em um ano, e equivale mais ou menos a 9,5 trilhões de km… Ou seja, esse sistema solar é longe pra caramba! Com a tecnologia que temos hoje, levaríamos 700.000 anos pra chegar lá!)

 Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida como conhecemos. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados.

Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra.

As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta.

Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.

Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.

De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.

 

 

Fontes:

NASA

exame.com

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Por que ninguém viaja para o Brasil?

Se você passou o fim do ano em Búzios, Floripa ou Morro de São Paulo, provavelmente reclamou da multidão de argentinos e uruguaios invadindo nossa praia. Parece que tem gringo demais tirando férias por aqui, certo?

Errado.

O mundo está viajando cada vez mais, é verdade. De acordo com o relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC) de 2016, o turismo cresce há cinco anos consecutivos mais do que a economia global, principalmente nos países em desenvolvimento. Mas o Brasil não está nesse bonde: estamos na casa dos 5 milhões de turistas internacionais desde 1998. Ou seja, se a nossa economia vive uma recessão nos últimos dois anos, o turismo está assim há 18 anos.

Pior: mesmo contando com mais praias do que uma família seria capaz de conhecer em cinco gerações e tendo tantas belezas naturais quanto Miami tem de brasileiro, o País não está nem entre os 40 mais visitados do mundo. Perdemos até para Miami, que é destino de mais de 7 milhões de turistas por ano. Mesmo o Coliseu (4 milhões de visitantes anuais) recebe quase tanta gente quanto o Brasil todo.

“Sim, mas se você mora na Europa é só pegar o carro para visitar o Coliseu. OBrasil não é tão acessível assim”, diria algum advogado do diabo de plantão. Mas não, excelência.

A África do Sul, que não é exatamente o lugar mais acessível da Terra, atingiu recentemente a marca dos 10 milhões de turistas. A Tailândia, distante para europeus e americanos, 28 milhões.

O México, que só fica perto mesmo dos EUA e do Canadá, 30 milhões.

O Peru, aqui ao lado, experimentou um crescimento de 340% no número de turistas nos últimos 15 anos, saltando de 800 mil visitantes para 3,5 milhões, enquanto o Brasil permaneceu estagnado. E, no fim, seguimos com menos turistas que países como Tunísia e Bulgária.

Tudo isso forma um cenário ainda pior do que parece. O turismo é cada vez mais importante na economia global, e na economia do Brasil não é diferente. Só em2015, o setor gerou mais de 2,6 milhões de empregos diretos por aqui. Sem falar que o Brasil aparece em décimo lugar no ranking da WTTC, que compara a relevância do turismo no PIB dos países. A questão é que 94% dessa participação provém de viagens domésticas, de nós mesmos indo curtir o verão na Bahia e o inverno em Gramado. “Temos um turismo interno relativamente forte, mas nosso potencial internacional é um dos menos aproveitados do mundo”, diz Vinicius Lummertz, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur).

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Portos ruins: aportar no Brasil sai 20 vezes mais caro do que lá fora. Culpa do mau estado dos portos e da burocracia. Nisso, os cruzeiros fogem daqui (Estúdio Rufus/Por que ninguém viaja para o Brasil?)

A Embratur foi criada em 1966 para cuidar de tudo que diz respeito a turismo no Brasil, desde capacitação de pessoal a obras e divulgação. Com a implantação do Ministério do Turismo em 2003, ela passou a se dedicar exclusivamente à promoção do Brasil como destino no exterior. Isso é feito com participação em feiras, financiamento da vinda de jornalistas estrangeiros, campanhas de marketing e produção de conteúdo escrito e audiovisual.

O órgão teve US$ 17 milhões para trabalhar em 2015 e conta com 13 escritórios no exterior (na Argentina, Peru, Holanda, Alemanha, Espanha, França, Itália, Portugal, Inglaterra, Japão e três nos Estados Unidos).

Nossos vizinhos latinos gastam bem mais: o Peru tem 38 escritórios ao redor do mundo, e o órgão federal de promoção mexicano gasta US$ 50 milhões. E vão muito além de aparecer numa feira: a PromPeru, agência de promoção peruana, faz acordo com marcas para realizar ensaios de moda usando país de fundo e chegou a fechar uma parceria com a Rede Globo para que Machu Picchu aparecesse na novela Amor à Vida, de 2013. “O Brasil não tem nem filminhos promocionais passando nos aviões das companhias aéreas estrangeiras que operam por aqui”, diz Guilherme Paulus, sócio-fundador da agência de viagens CVC e membro do Conselho Nacional de Turismo do Governo Federal.

Quem não aparece não é visto

A vinda de grandes eventos esportivos deveria turbinar o turismo, mas a Copa acabou tendo um efeito apenas pontual (um salto para 6,4 milhões de visitantes em 2014 – 30% mais do que a média). O Brasil não fez a lição de casa de comunicação e marketing e esperou que os jogos agissem por si só. Para as Olimpíadas, a ação mais poderosa foi a isenção de visto para americanos, canadenses, australianos e japoneses entre 1º de junho e 18 de setembro. “Desde os Jogos Pan-Americanos em 2007, o Brasil tem tido um alto grau de exposição, mas por falta de projetos especiais de divulgação, isso está sendo mal aproveitado”, explica Ricardo Uvinha, professor do programa de pós-graduação em turismo da USP.

A imagem do Brasil no exterior acaba manchada pelo noticiário negativo: em vez de praias, cachoeiras ou cidades históricas, o que mais se vê lá fora sobre nós tem a ver com violência, crise econômica e desastres como o de Mariana. No Foreign Travel Advice (“conselhos para viagens ao exterior”), uma ferramenta online do governo britânico que analisa cada país em relação à segurança, Brasil aparece com “alto nível de criminalidade”, com menção a arrastões, assaltos com arma de fogo e roubos em caixas eletrônicos. São citadas também manifestações políticas violentas e risco de zika.

A divulgação fraquinha une-se à falta de informação na internet para travar a vinda dos gringos. Olhando a relação dos dez destinos mais visitados, ela quase que se limita a cidades sem belezas naturais, com São Paulo, Porto Alegre e Brasília, que dividem a lista com Búzios, Foz do Iguaçú e o Rio, líder (merecido) entre os nossos destinos mais visitados. Chapada Diamantina, Bonito ou os Lençóis Maranhenses, que, convenhamos, não têm menos potencial turístico que Brasília ou Porto Alegre, nem aparecem na lista.

Isso acontece porque os turistas estrangeiros mal sabem que esses destinos existem. E a culpa não é deles.

As agências de turismo especializadas em destinos brasileiros não têm sites em inglês, muitos hotéis e pousadas não estão presentes nas ferramentas de reservas globais, como o Booking.com, horários de balsas e ônibus não constam na internet. Para um estrangeiro descobrir como ir do aeroporto de Campo Grande a Bonito ou de Fortaleza até Jericoacoara, por exemplo, vai levar uma canseira do Google até encontrar uma informação confiável.

Parques largados: dos nossos 71 parques nacionais, poucos têm trilhas sinalizadas, guias, áreas de camping e pousadas. Resultado: eles recebem só 7,1 milhões de visitantes por ano, contra 307 milhões nos dos EUA
Parques largados: dos nossos 71 parques nacionais, poucos têm trilhas sinalizadas, guias, áreas de camping e pousadas. Resultado: eles recebem só 7,1 milhões de visitantes por ano, contra 307 milhões nos dos EUA

Isso reflete a falta de preparo geral do País para receber visitantes, o que vai da sinalização monoglota nas ruas e no transporte público até garçons, taxistas e guias que não falam língua alguma que não seja o português. Falar um inglês excelente não é imprescindível – bambambãs do turismo como Itália, China e Tailândia também têm problemas com o idioma. No Brasil, porém, a maior parte dos profissionais de serviços ignora os rudimentos mais básicos do idioma. Aí complica.

Burocracia, sempre ela

A infraestrutura ruim também não ajuda. Dos 1,7 milhão de quilômetros da nossa malha de estradas, pouco mais de 10% são asfaltadas. Some isso à virtual ausência de transporte ferroviário, e você tem um pesadelo logístico. Aviões são uma alternativa, naturalmente. Mas voar aqui sai caro. É que não temos companhias aéreas low-cost (de baixo custo), como acontece na Europa, nos EUA e na Ásia. Nelas o serviço é reduzido a basicamente transporte; qualquer extra (como marcação de assento, despacho de mala, comida, impressão decartão de embarque e até SMS informativo) é cobrado à parte, permitindo que a empresa jogue os preços das passagens lá embaixo. “No Brasil, além da carga tributária elevada, as aéreas enfrentam um excesso de regulamentação, que esse modelo `simples¿ é proibido”, diz o advogado Guilherme Amaral, especialista em direito aeronáutico.

É obrigatório pela Agência Nacional de Aviação (Anac), por exemplo, que cada passageiro tenha direito a 23 quilos de bagagem: não temos o poder de escolher pagar menos e receber menos serviços. “A crise está abrindo espaço para discutir um modelo mais flexível, mas a mudança não será a curto prazo”, Guilherme aponta.

A falta de infra atinge em cheio os parques nacionais, que seguem lindos, mas quase às moscas. Apesar de o Brasil ter sido considerado pelo Fórum Econômico Mundial como o país com maior potencial turístico em recursos naturais no mundo, nossos 71 parques nacionais receberam 7,1 milhões de visitantes em 2015 – sendo que 2,9 milhões se concentraram no Parque Nacional da Tijuca, encravado na área urbana do Rio. Para comparar: os 59 parques nacionais dos EUA receberam 307 milhões de turistas no mesmo período.

Aí não pesa só o isolamento turístico do Brasil, que tanto aqui como nos EUA grosso dos visitantes de parques nacionais são turistas nativos. Mas a discrepância deixa claro outro problema nosso. Aqui, os parques são mais encarados como unidades de proteção ambiental do que como atração turística: poucos têm trilhas sinalizadas, guias, hotéis e transporte com preços competitivos.

Para piorar, quem pensa em abrir um negócio de turismo também tem pouco incentivo, dada a dificuldade de empreender no Brasil: no último relatório do Banco Mundial, o país aparece na 116ª posição na lista dos países nos quais é mais fácil abrir e conduzir uma empresa.

O setor de cruzeiros é um dos que mais sofrem.

Em 2010, chegamos a ter 20 navios viajando pela costa brasileira. O número caiu pela metade em 2015 e, para a temporada de 2017, que começa em novembro, míseros seis navios estão confirmados até o momento.

Isso porque quase todos os processos que envolvem a realização de um cruzeiro são caros e complicados, desde a aprovação da construção de um porto à contratação do prático (o“manobrista denavio” – aquela que talvez seja a profissão mais inflacionada do Brasil, com ganhos que chegam a R$ 300 mil por mês).

“Operar um porto aqui tem custos 20 vezes maiores do que em outros destinos. Hoje estamos perdendo nossos navios para China, Austrália, Caribe, Dubai”, diz Mario Ferraz, presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos.

Além de tudo isso, o Brasil continua sendo um país quase tão fechado e protecionista quanto era na época da ditadura militar, que impõem impostos extorsivos ao capital estrangeiro.

O último Índice de Abertura de Mercados, publicado em setembro de 2015 pela Câmara de Comércio Internacional (CCI), coloca o Brasil na 70ª posição entre 75 países, ficando atrás da Argentina, Nigéria e Uganda (o ranking é organizado por grau de abertura comercial, da maior para a menor). Dessa forma, recebemos menos investimentos de fora do que poderíamos. “E isso atrapalha o turismo. Um exemplo é Brasília não ter Hyatt, Hilton ou Sheraton, grandes nomes da hotelaria mundial”, diz Vinicius, da Embratur. Essa atitude conservadora reflete também na burocracia para entrar no País. O governo defende a reciprocidade, ou seja, que nós exijamos visto dos países que o requerem para nós. A prática é comum no mundo todo – não se trata de uma aberração do Itamaraty.

Despreparo: a sinalização monoglota e a falta de prestadores de serviço que se comuniquem em inglês podem complicar a vida de um turista, e estão entre os porquês de recebermos poucos visitantes
Despreparo: a sinalização monoglota e a falta de prestadores de serviço que se comuniquem em inglês podem complicar a vida de um turista, e estão entre os porquês de recebermos poucos visitantes

Mas é fato que requisitar visto de Japão, Austrália, Canadá e, principalmente, dos EUA e da China, diminui consideravelmente a chance de esses turistas virem passar as férias por aqui – péssimo negócio se você levar em conta que chineses e americanos são os viajantes que mais gastam no mundo. “fim da reciprocidade diplomática beneficiaria a nossa economia”, diz Mario Ferraz. Ou seja: estamos rasgando dinheiro para manter o improdutivo olho por olho da diplomacia.

Tendo em vista essas dificuldades todas, então, dá para considerar heróis os 5 milhões de turistas que chegam ao Brasil. E o que eles pensam do País depois de passar uma temporada por aqui? Bom, de acordo com uma pesquisa do Ministério do Turismo feita em 2014, no fim da viagem, 95% deles demonstram intenção de voltar. Ou seja, mesmo com todas as adversidades, conseguimos conquistar quem vem.

Resta fazer com que mais gente venha.

Os problemas do Brasil

1. Portos ruins

Aportar no Brasil sai 20 vezes mais caro do que lá fora. Culpa do mau estado dos portos e da burocracia. Nisso, os cruzeiros fogem daqui.

2. Parques largados

Dos nossos 71 parques nacionais, poucos têm trilhas sinalizadas, guias, áreas decamping e pousadas. Resultado: eles recebem só 7,1 milhões de visitantes por ano, contra 307 milhões nos dos EUA.

3. Despreparo

A sinalização monoglota e a falta de prestadores de serviço que se comuniquem em inglês podem complicar a vida de um turista, e estão entre os porquês de recebermos poucos visitantes.

 

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante, Betina Neves

Atualidades, Curiosidades, Family, Sabedoria

Entenda a roupa usada pelos homens árabes

Os homens muçulmanos, assim como as mulheres, também têm vestimenta própria. Embora pareça uma longa peça única de tecido branco, o traje é muito mais do que isso e possui história e significados muito ricos. Quando estive em Dubai, conversei com uma pessoa que me explicou os detalhes.

Agora, compartilho com vocês.

Gahfiya (Ghafiya ou Gafirah)

CRÉDITO: MOEFAKHRO.TUMBLR.COM

Pequena touca branca usada para prender o cabelo dos homens e manter o Ghtrah (veja abaixo) no lugar. Pode ser feito de tecido ou de uma trama parecida com o crochê.

Ghtrah (Guthra ou Gutra) 

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG
CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

O tradicional lenço usado na cabeça. De formato quadrado e feito em algodão, ele é dobrado como um triângulo e colocado sobre o Gahfiya com a dobra na parte da frente. Existem muitas maneiras de amarrar o lenço na cabeça e você poderá conferir algumas delas nas ilustrações.

Igal (Agal ou Ogal)

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM
CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

Sabe aquela “cordinha” preta de duas voltas que você sempre vê no topo da cabeça de um árabe? Então, isso é o Igal. A peça é feita de lã de camelo ou de ovelha, tramada para formar uma corda. O Igal é utilizado sobre o Ghtrah e o Gahfiya e diz-se que, antigamente, ela auxiliava os beduínos a amarrar os pés dos camelos para que eles não fugissem.

Kandoora  ( Kandura, Thobe ou Dishdasha)

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

É como se chama a tradicional túnica, usada por homens. A peça, sempre com manga longa e comprimento até o tornozelo, pode ser encontrada em diversas cores e materiais. Normalmente, os tons mais claros e os tecidos mais leves são utilizados durante o verão, para refletir a luz do sol e garantir o conforto térmico. Já no inverno, as peças passam a ser mais escuras e confeccionadas em tecidos mais densos. Os modelos de Kandoora diferem ligeiramente de região para região, no Golfo. As diferenças são sutis para quem é de fora, então confira as explicações (essa parte, quando me explicaram, eu de fato não compreendi… Por isso procurei um desenho! Rsrs).

ACESSÓRIOS

Tarboosha

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM
CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

É a “cordinha”, parte da roupa tradicional masculina. Esse adorno era originalmente usado como laço ao redor do pescoço, ou colocado nos botões das kandooras. Dizem que as mulheres o teciam exclusivamente para os seus maridos como uma forma de expressar seu amor por eles. Com o passar do tempo, elas começaram a fazê-lo para seus filhos e, assim, o acessório começou a ser usado por todos.

Bisht

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Confeccionada em lã de camelo ou de cordeiro, a peça era usada nos velhos tempos sobre a Kandorra para mostrar sinal de riqueza. A utilidade assemelha-se à da Abaya das mulheres: proteção da roupa contra areia, sujeira, etc. Hoje, o bisht é usado em funções oficiais ou comemorações – como casamentos –  e pode ser encontrado tanto em tons claros quanto escuros.

Na – Aal

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Tradicional sandália de couro usada pelos homens muçulmanos quando estão em suas vestimentas tradicionais.

Os turbantes

Eles e as túnicas são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto. O turbante já era utilizado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. Consiste em uma longa tira de pano – que, às vezes, chega a 45 metros de comprimento – enrolada sobre a cabeça. As inúmeras formas de amarrá-lo compõem uma linguagem: o turbante indica a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até o seu humor naquele momento.

Para as mulheres, a história já é outra…

Mas, para não complicar demais, vou deixar pra contar uma outra vez!

 

Atualização

Do amigo Dagoberto Nogueira:

“Quando estive no Irã, aprendi que os turbantes usados pelos imãs / aiatolás podem ser pretos ou brancos. Os pretos são usados por aqueles que são considerados descendentes de Maomé. Os brancos são para os estudiosos mas que não têm essa ‘ascendência nobre’ “.

 

 

 

 

 

Fontes:

Skeikh Mohammed Centre for Cultural Understanding ,

Luis Chumpitaz 

ilustrações traduzidas do Brownbook

destinodubai.com.br

vivimetaliun.wordpress.com

Atualidades, Curiosidades, Novidades

Os hotéis mais bizarros do mundo

As férias de final de ano estão chegando, então o Treco Certo, num serviço de utilidade pública, oferece algumas dicas preciosas de hospedagem. Escolha seu destino e… Boa viagem!

A cidade norte-americana de Cottonwood, no Arizona, conta com um hotel em formato de cachorro. O “Dog Bark Park Inn” é um prédio que se assemelha com um cão da raça Beagle.

Em Harlingen, Holanda, que tal alojar-se num guindaste no porto? O “Dockside Crane Hotel” oferece muito luxo para duas pessoas e foi construído dentro do antigo guindaste do porto. No quarto com muitas janelas, tudo pode ser comandado por controle remoto e se os hóspedes estiverem cansados da vista, podem dirigir o guindaste, que gira 360 graus!

É para viajar ou dormir? O Jumbo Hostel está estacionado à entrada do aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, na Suécia, e tem 85 camas divididas por 25 quartos. A suíte nupcial ocupa a cabine e é o único quarto com banheiro privativo.

O Tianzini Hotel fica localizado na província de Hebei, na China, e possui o recorde mundial do Guinness para a “maior imagem construída”. O hotel é uma representação de dez andares dos deuses chineses: Fu (Felicidade), Lu (Fortuna) e Shou (Longevidade).

A praia de Weymouth, em Dorset, Reino Unido, possui um hotel inusitado feito de areia! A instalação foi criada por uma empresa local e é considerada pelo livro Guinness como o primeiro hotel de areia habitável. A pernoite custa 10 libras, mas não tem banheiro nem telhados e fica aberta para o público até ser destruído pela chuva. Isso que é hotel bizarro…

Pensa que acabou? Não!

Decorado com a frente de um antigo Mercedes-Benz e simulando a entrada em um lava rápido, o quarto é do V8 Hotel, localizado em Stuttgart, Alemanha. Esse é um hotel temático no qual você pode escolher em qual marca… Aliás, em qual carro você quer ficar.

O hotel, a recepção e alguns dos quartos:

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Temos ainda o hotel de gelo em Jukkasjärvi, na Suécia, e que funciona entre dezembro e abril, quando o calor faz o hotel literalmente… Derreter. O hotel é feito inteiramente de neve e blocos de gelo do rio Torne; até os copos do bar são feitos de gelo.

A entrada do hotel.

O bar, mais acima, e a recepção do hotel.

A suíte…

Recomenda-se, por motivos óbvios, que os hóspedes com muito calor humano moderem seu… Hã… Fogo interior.