Jonny Quest pode virar filme com atores reais

Jonny Quest, aquele clássico personagem da Hanna-Barbera, vai virar filme. Claro, se tudo der certo… Pelo menos, são essas as notícias mais recentes chegando de Hollywood.

O elenco de Jonny Quest, com “Race” Bannon de camisa vermelha, o Dr. Benton Quest de barba, e os meninos Jonny Quest e Hadji (de turbante), com a mascote Bandit.

O diretor deve ser Chris McKay (LEGO Batman: o Filme), e o roteiro estaria sendo escrito por Terry Rossio (que escreveu os roteiros de todos os Piratas do Caribe). 

Jonny Quest, série originalmente exibida entre 1964 e 1965 e mais tarde repaginada nas décadas de 1980 e 1990, acompanha as aventuras de um rapaz que embarca em diversas aventuras extraordinárias ao lado de seu pai, um cientista. Inspirada nos programas de rádio dos anos 1930 e nos gibis da mesma época, a série animada foi responsável por apresentar uma nova faceta da produtora Hannah-Barbera, uma vez que Jonny Quest, diferentemente de outros títulos como Os FlintstonesManda-Chuva, era mais realista e sério.

 O Dr. Benton Quest era convocado para missões perigosas a serviço do governo, sempre envolvendo ciência e mistério, além de espionagem. Roger “Race” Bannon, o guarda-costas, era uma espécie de babá dos meninos, sempre salvando-os de enrascadas. Bandit, o cãozinho do grupo, era, por natureza, curioso e muito assustado, sendo muitas vezes vítima de monstros e animais das selvas.

Para criar os personagens, o estúdio Hanna-Barbera chamou o veterano dos quadrinhos Doug Wildley. Seus cenários criativos marcaram o início de uma nova fase para os desenhos animados, um avanço notável, considerando traços e cores – geralmente muito fortes, condizendo com o roteiro de cada episódio. Como apresentavam cenas rápidas de ação, o trabalho foi grande e o estúdio teve que contratar um maior número de profissionais em relação às produções passadas.

Doug Wildley
Wildley era um quadrinista e ilustrador bastante conhecido na época.
As duas imagens acima mostram os estudos do artista para o personagem e sua família
Arte de Wildley para uma cena crucial de um dos episódios favoritos do público

A abertura parecia a de um filme, inclusive com créditos dos personagens – uma inovação para a época. A música-tema também ajudou na popularização do seriado. 

Apesar do sucesso instantâneo, o estúdio produziu apenas uma temporada da série porque cada episódio era caríssimo de se fazer – afinal, os roteiros eram complexos e a animação era muito realista. Sem mencionar que cada episódio durava cerca de 20 minutos e levava uma eternidade para ficar pronto, atrapalhando, por assim dizer, a produção de outras séries que eram gravadas simultaneamente e sugando os recursos necessários a tantas produções menos complexas e mais rentáveis: Maguila, o Gorila; Formiga Atômica; Esquilo sem Grilo, Sinbad Jr. e outras. Sem mencionar a série mais famosa de todas e que, nos Estados Unidos, ocupava o chamado horário prime-time (  “horário nobre” no Brasil) da rede ABC, derrotando concorrentes como A Feiticeira e Os Monstros.

Jonny Quest ainda recebeu muitas críticas por exibir cenas violentas e monstros assustadores, que podiam “provocar pesadelos nas crianças”.

Infelizmente, todo o esmero da equipe e investimento do estúdio não salvaram a produção, cancelada com apenas 26 episódios.

Mas até hoje seus personagens carismáticos continuam sendo lembrados, seja pelos antigos fãs ou pelos novos, conquistados pelas reprises regulares ou pelos episódios disponíveis na internet.

Jonny era o curioso, intrometido e corajoso menino que encabeçava o elenco. Sempre acompanhado de seu fiel buldogue Bandit, imposto pelo produtor Barbera a fim de agradar à audiência infantil. Tanto que Wildey criou o amigo indiano Hadji como uma maneira de evitar que Jonny passasse o desenho conversando com seu cão.

Adotado pelo pai de Jonny, Dr. Benton Quest, Hadji possuía alguns poderes mágicos que herdou de sua cultura. Mesmo usando eternamente um turbante, o menino não era tratado de maneira leviana pelos roteiros, que o preservavam de abordagens racistas e irrelevantes.

Dr. Quest era protegido pelo grisalho agente (e galã) Roger “Race” Bannon, inspirado no ator Peter Graves, que ficou mundialmente famoso ao estrelar o seriado Missão Impossível.

O grande vilão era o dr. Zin, homenagem aos facínoras de seriados dos anos 1940 e arqui-inimigo mortal do dr. Quest.

E havia espaço ainda para belas mulheres, que davam trabalho a Bannon, que chegou a beijar intensamente a vilã Jezebel Jade, com quem tivera um caso no passado. Isso num desenho feito há mais de 50 anos…

Estudo de Doug Wildley para a bela Jezebel Jade.

Atendendo aos fãs, em 1986 Quest retornou, porém infantilizado em 13 novas (e fracas) aventuras. Em 1997, veio a última série, com 52 episódios, recheada de efeitos de computador (o “Mundo Virtual Quest”) e com os personagens mais envelhecidos. Também não teve apelo.

Tomara que Jonny Quest volte mais interessante em sua estreia nas telonas. Vamos aguardar…

Fontes:

Wikipedia

adorocinema.com.br

infantv.com.br

judao.com.br

Anúncios

PROJETO MONTAUK: O PROGRAMA OBSCURO QUE INSPIROU “STRANGER THINGS”

Se você assistiu a série “Stranger Things”, talvez goste de saber que boa parte da trama se inspira em um programa obscuro conduzido por cientistas do Governo dos EUA. Era o Projeto Montauk.

Projeto Montauk teria sido uma série de projetos secretos do governo dos Estados Unidos realizados a partir de 1971 em Camp Hero ou Air Force Station em Montauk, Long Island, com a finalidade de desenvolver técnicas de guerra psicológica e investigações exóticas, incluindo a viagem no tempo, teletransporte e a viagem no hiperespaço. Nesse projeto  várias pessoas teriam sido usadas como cobaias. 

A estação militar estava ali desde os anos 1950, mas ganhou vários níveis subterrâneos (claro…) para abrigar o projeto. Conspirólogos sustentam que, apesar de funcionar numa área federal, o Montauk era financiado por um governo oculto – talvez o misterioso MAJESTIC 12.

Lembrou de Arquivo X?


A tese defendida pelos cientistas do projeto era que a mente humana emitia ondas magnéticas que eram decodificadas com maior facilidade pelos chamados sensitivos. A transmissão de ondas artificiais na mesma freqüência das “naturais” possibilitaria, em tese, que os receptores vissem e pensassem o que o emissor quisesse. O Montauk, em síntese, queria manipular idéias à distância. Dizem que conseguiu…

Os relatos sobre esse projeto misterioso começaram a circular em meados dos anos 1980 e, de acordo com Dave Gonzales, do portal Thrillist, um cara chamado Preston B. Nichols teria participado do Projeto Montauk e escreveu uma série de livros sobre suas experiências.

Aparentemente, depois de se desligar do programa – não se sabe exatamente como -, Nichols conseguiu recuperar algumas lembranças que haviam sido suprimidas e deu várias entrevistas revelando o que acontecia nos laboratórios da base. Mais precisamente, Nichols dizia se lembrar de ter participado de uma série de experimentos chamados Montauk Chair — ou Cadeira Montauk, em tradução livre.


A Cadeira Montauk unia o cérebro humano a um computador. Sensitivos foram conectados ao aparelho e incentivados a projetar pensamentos. O que aconteceu foi surpreendente. Eles supostamente conseguiram materializar objetos sólidos a partir do nada. Ou quase isso. Os objetos pensados seriam feitos de orgone – a bioenergia que, segundo o neuropsiquiatra Wilhelm Reich, é emitida por todas as formas de vida.

Conforme contou Nichols, um dos testes realizados era o The Seeing Eye (“O Olho que Tudo Vê” em tradução livre), durante o qual um sensitivo — um garoto identificado como Duncan Cameron Jr. — segurava uma mecha de cabelo ou um objeto qualquer pertencente a outra pessoa e, depois de se concentrar por alguns minutos, conseguia ver através dos olhos desse indivíduo, escutar tudo o que ele ouvia e até sentir as mesmas sensações. 

Se você assistiu a série… Isso te lembra alguma coisa?

Aparentemente, o único limite para o poder da Cadeira Montauk era a imaginação do usuário. Relatos afirmam que prédios inteiros surgiram do nada quando imaginados pelo “pensador”. 

Depois de produzir matéria do nada, os cientistas resolveram mexer com o tempo. Usando a Cadeira Montauk e outras invenções esquisitas (como uma antena chamada Orion Delta T), eles teriam conseguido, em 1981, abrir fendas no espaço-tempo. A partir daí, o Projeto Montauk se dedicou quase que exclusivamente à exploração do passado e do futuro.

Nichols revelou que, em uma das ocasiões, o menino teria libertado no mundo físico um monstro que se encontrava em seu subconsciente. Os transmissores conectados a Duncan apontaram que se tratava de uma criatura de aparência animalesca, enorme, malvada e faminta, e esse ser teria provocado a destruição da base até ser capturado. E teria sido isso que colocou fim ao projeto.

(não consegui descobrir mais relatos desse monstro e nem saber como ele foi capturado… mas, claro, é tudo ultrassecreto, então…)

Nesse edifício é onde teriam ocorrido os experimentos

Origens

Os rumores apontam que o Projeto Montauk seria um desdobramento de outro programa supersecreto e sobre o qual já falei. Aqui está o link para o meu post.

Você pode conferir todos os detalhes, mas vou resumir: o chamado Projeto Filadélfia consistia em uma série de testes realizados pela Marinha dos EUA na década de 1940 e tinha como objetivo aplicar a teoria do Campo Unificado de Albert Einstein. O resultado teria sido o teletransporte de um navio de guerra — chamado USS Eldridge — da Filadélfia até a Virgínia com todos os tripulantes a bordo.


O USS Eldridge

Então, Duncan, o tal médium-mirim, seria um dos tripulantes do USS Eldridge e teria viajado no tempo, dos anos 1940 até os anos 1980, durante a desmaterialização do navio de guerra — e incorporado no Projeto Montauk no corpo de um menino.

De acordo com o “delator” do projeto, diversas crianças teriam participado dos experimentos, e algumas chegaram a ser enviadas a pontos desconhecidos do espaço-tempo através de um portal. Após vários anos de experimentos, os envolvidos no projeto desenvolveram a capacidade de viajar em relativa segurança no tempo e a outros lugares no espaço, como… a Marte, por exemplo!

                          
 ******

Voltando ao seriado, antes de ele entrar em produção, seu nome não era Stranger Things, mas sim Montauk — em referência ao projeto supersecreto conduzido pelos militares norte-americanos. Além disso, em vez de a história se desenrolar na cidadezinha (fictícia) de Hawkins, em Indiana, a trama acontecia em Long Island, localização das bases em que os experimentos secretos teriam sido conduzidos.

Haja imaginação, não é? Ou Coisas Estranhas aconteceram mesmo por lá?

Fontes:

Wikipedia

thoth3126.com.br

megacurioso.com.br

averdadeoculta1.blogspot.com

As pistoleiras do Velho Oeste

Na segunda temporada da série da HBO “Westworld”, a personagem Dolores (foto acima, interpretada por Evan Rachel Wood) lidera uma revolta de androides, agindo como uma pistoleira sanguinária do Velho Oeste.

O interessante é que, embora não fosse muito comum, existiram de fato ferozes pistoleiras naquele tempo.

O mito do cowboy, perpetuado pelo cinema e pela literatura, promove a ideia de um homem durão, estoico e calejado, enfrentando sozinho as intempéries e a selvageria de terras recém-colonizadas. Mas a fronteira não atraía apenas figuras como Butch Cassidy e Sundance Kid, que conhecemos no cinema numa versão romantizada.

Cowboys de verdade, em foto tirada por volta de 1890.

Havia também mulheres que fugiam aos padrões esperados. Moças de casca grossa, seja por desejo ou necessidade, elas também pegaram em armas para se virar naquela terra de ninguém.

Algumas dessas histórias entraram para o folclore – Calamity Jane e Annie Oakley, por exemplo –, mas havia muitas outras.

“Não foram só meia dúzia. As mulheres sempre lutaram”, afirma Carla Cristina Garcia, cientista social da PUC-SP. “No Velho Oeste, os homens eram vaqueiros ou iam para o garimpo; muitas mulheres ficaram sozinhas e cabia a elas defenderem a si próprias.” Além disso, muitas mulheres que iam para o Oeste queriam escapar de seu passado, outras fugiam das restrições da sociedade do Leste.

A Corrida do Ouro

Até meados do século 19, apenas um quarto do atual território dos Estados Unidos, na Costa Leste, havia sido ocupado. Em 1840, a teoria de que os norte-americanos tinham o direito divino de colonizar novas terras tornou-se um mote expansionista. A descoberta de ouro em Sutter’s Mill, no território de Serra Nevada, na Califórnia, deu um novo impulso ao avanço para o Oeste. Em três anos, mais de 200 mil pessoas migraram para lá, buscando riquezas.

O Velho Oeste não era tão violento quanto se imagina. Os cowboys eram mais peões do que pistoleiros e passavam longas semanas longe de casa. Os rebanhos eram enormes e a terra árida tornava necessário percorrer grandes distâncias em busca de pasto e água. De dia na sela, à noite dormindo sob as estrelas.

Se a vida no Oeste não tinha tanto glamour, para Martha “Calamity Jane” (Jane Calamidade) Cannary a dureza era um preço pequeno a se pagar pela liberdade.

Calamity Jane em seu show

Martha viajou para o Oeste com 13 anos, acompanhada dos pais. Gostava da companhia de cowboys e caçadores. Perambulou pelo país e imortalizou suas aventuras em uma autobiografia, A Vida e Aventuras de Calamity Jane. Sua história foi narrada, já que nunca aprendeu a ler e escrever. Falava de aventuras, emboscadas, tiros, lutas contra os índios. Sua lista de ocupações menos emocionantes incluía os ofícios de cozinheira e lavadeira. Conta-se que foi esposa do famoso Wild Bill Hickok, e trabalhou como batedora.

E foi como batedora que ela serviu na campanha do General Custer em 1872. Nessa época é que ela passou a se autodenominar Calamity Jane. Depois, trabalhou um tempo como prostituta e assim conheceu Wild Bill Hickok, com quem teria se casado e, segundo ela, era o pai de sua filha Jane, que teria nascido em 1873.  A criança depois foi adotada. Em 1941 foi encontrado um registro do casamento de 25 de setembro de 1873, em Benson’s Landing, Montana, que aparentemente confirma a história.

O show de Buffalo Bill

Calamity Jane se mudou para El Paso, Texas, em 1884, onde se casou com Clinton Burke em 1885. Se separaram em 1895. Em 1896 ela começou a viajar com o show de Buffalo Bill (Buffalo Bill’s Wild West show), onde continuou até o fim da sua vida. Sua reputação era a de uma bêbada arruaceira que entrava e saía da cadeia com frequência. Ela morreu de complicações de uma pneumonia em 1903.

Com a fama, merecida ou não, de Calamity Jane se espalhando, outra atividade se tornou popular: os shows do Velho Oeste. Eram espetáculos itinerantes com demonstrações de proeza no tiro, cavalgadas e laço. Faziam também propaganda pelo extermínio dos nativos e do expansionismo. Foi William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill, que se tornou dono do show mais conhecido do país.

Ele e seus concorrentes valorizavam os talentos femininos. O espetáculo dos irmãos Miller, por exemplo, empregava 50 mulheres. Ases da sela, May Lillie e Lucille Mulhall se tornaram cowgirls famosas. Mulhall, que se uniu ao show de Bill em 1909, laçava oito cavalos a galope com uma mesma volta de corda.

Lucille Mulhall

Foi em 1885, três anos após dar início ao seu show, que Bill conheceu sua maior estrela: uma jovem atiradora chamada Annie Oakley.

Annie Oakley, a maior atiradora do Oeste

Phoebe Ann Oakley Moses nasceu em Ohio em 1860. Atirava desde os 12 anos. Fez tanto sucesso que, quando a trupe esteve em turnê pela Europa, a rainha Vitória, da Grã-Bretanha, assistiu três vezes ao show. Outro membro da realeza, o kaiser Wilhelm II, da Alemanha, confiou tanto em sua perícia com a arma que deixou que ela a demonstrasse atirando nas cinzas de seu cigarro – enquanto fumava…

Annie Oakley

Conhecida como Little Miss Sure Shot, ou “Senhorita Tiro Certeiro”, Ann levava uma vida pacata fora da arena. Casada, era religiosa e considerava mandar bala uma maneira de mulheres aprenderem a se proteger. Estima-se que tenha ensinado 15 mil mulheres a atirar. Quando morreu, em 1926, deixou muito de seu dinheiro para a caridade, incluindo instituições pelos direitos da mulheres.

Annie Oakley nunca usou as armas como ameaça, diferentemente de foras da lei como Belle Starr.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos, no Arkansas em 1886.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos

“Entre os notórios bandidos que roubaram, enganaram e assassinaram moradores do centro-oeste entre 1864 e 1886, havia várias bandidas que eram tão desonestas e violentas quanto eles”, afirma Chris Enss no livro Bad Girls: Outlaw Women of the Midwest.

Famosa fora da lei, a “Rainha dos Bandidos” Belle Starr era conhecida pela associação com Jesse James e protagonista de uma extensa lista de atividades ilegais. Belle combinava os vestidos vitorianos com um enorme coldre e um chapéu Stetson masculino, adornado com plumas. Quando seu marido foi preso por roubo, Belle deixou os filhos com parentes e passou a assaltar por conta própria.

Era procurada por roubar cavalos e gado – crime sério no Velho Oeste. Belle foi julgada e passou nove meses presa. Logo retomaria as atividades criminosas. Aos 40 anos sofreu uma emboscada. Tentou fugir a cavalo, mas um tiro nas costas a derrubou.

O Wild Bunch

Houve outra bandidona quase tão famosa quanto Belle Starr: a “Rosa do Bando Selvagem”, Laura Bullion, que cresceu no Texas e aprendeu o ofício da bandidagem com o pai, ladrão de bancos. Tornou-se prostituta na adolescência, conheceu a gangue dos foras da lei Butch Cassidy e Sundance Kid e se juntou ao grupo. Foi nesse bando que ela conheceu seu grande amor, o também ladrão de bancos Ben Kilpatrick.

O “Bando Selvagem”, ou “Wild Bunch”, que era o bando de Butch Cassidy e Sundance Kid. Na primeira fileira, da esquerda para a direita: Sundance Kid, Ben Kilpatrick e Butch Cassidy. De pé vemos Will Carver e Harvey Logan,. A foto foi tirada em 1900 em Fort Worth, Texas. Cassidy se gabava de nunca ter matado um único homem ou mulher em toda a sua carreira. As alegações sobre a gangue eram falsas, no entanto. Will Carver e outros membros da gangue mataram várias pessoas durante o período em que foram perseguidos pelos homens da agência de detetives Pinkerton, contratados para prendê-los depois de vários assaltos bem-sucedidos.

Em 1901, Laura foi presa por assaltar um trem. Após três anos na prisão, abandonou a vida de crimes e morreu muitos anos depois como uma respeitável costureira.

Foto da prisão de Laura Bullion

Após a Guerra Civil americana, uma nova emenda foi anexada à Constituição, ratificando o direito ao voto dos homens negros. As mulheres, brancas ou negras, foram, no entanto, deixadas de fora. Mas o sufrágio feminino se beneficiaria desses exemplos de mulheres que defenderam sua independência, mesmo à base de tiros, como Pearl Hart.

Pearl Hart, a polêmica feminista

Pearl nasceu no Canadá por volta de 1870 e foi para os Estados Unidos em busca de riqueza. Foi presa por um assalto a diligência. Ao ser julgada, criou polêmica. “Não consentirei em ser julgada sob uma lei para cuja criação meu sexo não teve voz”, disse.

A declaração não a livrou de três anos na cadeia. A novidade de uma mulher assaltante de diligência rapidamente gerou uma frenesi da mídia e repórteres de grandes jornais logo se juntaram à imprensa local, clamando por uma entrevista e fotografia de Hart.

Um artigo na Cosmopolitan afirmava que Hart era “exatamente o oposto do que seria esperado de uma assaltante mulher “, embora, “quando está com raiva ou determinada, linhas duras apareciam sobre seus olhos e boca.”Os moradores também estavam fascinados com ela, tendo ela ganhado diversos presentes de admiradores.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

Os zumbis

Estava eu lá a discutir com a Clene Salles  o motivo de antes vampiros, e agora zumbis, serem os “heróis” do momento (vide o sucesso do seriado “Walking Dead”  ou daquele filme com Brad Pitt, “Guerra Mundial Z”) e uma das hipóteses que levantamos foi que as pessoas hoje vivem uma meia-vida,  como meio-vivos, vampirizando nas outras e nas coisas aquilo que elas precisam e não possuem.

Entender esse fenômeno é importante para mim – talvez não para você que me lê, não sei – porque eu quero me situar no mundo em que vivo, nem que seja um mundo povoado por zumbis…

O que é essa meia-vida?

Hoje, a sociedade vive um momento de controle. Pense bem: não é um controle exercido apenas pelos governos, mas um controle geral, um controle das pessoas sobre as pessoas e das instituições sobre as pessoas. Às vezes, é um controle explícito de sua opinião (a “esquerda caviar” não aceita a opinião do “coxinha” e vice-versa; o membro da torcida organizada do Palmeiras não aceita o outro ser torcedor do Santos, e esse controle muitas vezes descamba em violência). Há também o controle da mídia, há o controle das empresas que fazem os produtos que consumimos.

É como se fosse uma “lei” não escrita, que nos controlasse e nos obrigasse a alimentar a nossa necessidade de pertencer a algum grupo, e para isso temos que consumir. Consumir seja o que for: pode ser sapatos, carros, o shake de Ovomaltine, o último seriado da Netflix… Não importa.

Seria uma lei que nos controla por meio do consumo desenfreado de mercadorias de todos os tipos. Porque somos medidos pelo que consumimos.

Concorda?

Por exemplo, eu não consumo programas de TV. Raramente assisto a um seriado e, se não fosse minha filha, nem teria acesso ao Netflix (hoje, tenho). Pois bem, até pouco tempo, numa roda de amigos, eu me sentia um náufrago porque não sabia do que eles estavam falando ao comentar sobre o seriado “Stranger Things”. Geralmente, me sinto abaixo de zero nessas conversas, me sinto à margem, sou alijado, fico sozinho.

E para não me sentir tão “alien”, consumo.

Como o homem é finito, ele precisa de alguma coisa que justifique a sua existência, e na ausência de algo abstrato (como a fé, por exemplo, que foi de certa forma “negada” por aquele Papa anterior ao argentino, ao renunciar), o homem moderno elegeu o consumismo como sua justificativa “para viver”.

Controlado por essa “lei do consumo” que regula sua vida, ele passa a ser medido tanto pelo que consome quanto pela velocidade com que faz isso. A “lei” nos diz que a felicidade está no novo perfume, no novo seriado, em frequentar o novo restaurante ou comer a nova “tapioca gourmet”… Somos mais bem aceitos pela tribo da qual fazemos parte quanto mais rápido consumirmos tudo que nos é oferecido.

(foi o que aconteceu no episódio do seriado “Stranger Things”: passei a ser olhado e aceito como um cara normal depois que assisti – e comentei – alguns episódios… Mas não contem pra ninguém que ainda não fui até o fim!)

Nós então consumimos, mas por dentro continuamos vazios (a tal meia-vida) uma vez que nenhum produto, nenhum programa de TV, nenhuma torcida organizada de clube de futebol preenche nosso vácuo existencial. Vivemos para consumir, mas descobrimos que isso não nos preenche – porque essa voracidade é artificial e imposta, ela não explica porque estamos no mundo  e ela mesma acabará consumindo o mundo no qual se abastece, se o seu estoque de “alimento” acabar.

Como zumbis, então, vagamos meio-vivos nessa meia-vida, devorando o que aparecer pela frente na ânsia de justificar a nossa existência, que – segundo aquela lei não-escrita – é feita para consumir…

Por isso tanta gente se identifica inconscientemente com os mortos-vivos do seriado, vagando sem rumo e devorando tudo,  numa vã tentativa de aplacar a fome que nunca será satisfeita.

(3)

Nelson Rodrigues, para nos provocar, criou a frase de efeito: “Toda unanimidade é burra”.  Eu acho que pode ser burra, sim.  É burrice você obedecer cegamente a uma ordem que vem não se sabe de onde e não se sabe para qual fim.

É burrice comprar um livro só porque ele foi escrito por um youtuber, ou pagar R$ 50,00 por um sanduba só porque ele está sendo vendido no food-truck. E a “tapioca gourmet”? Não é burrice consumi-la depois que alguém lhe disse que ela é mais chique do que a tapioca da feira?

A unanimidade “inteligente” requer o direito de questionar.

Depois de toda essa reflexão, concluí que não sou um zumbi total, afinal, zumbis não pensam.

Seria eu um caçador de zumbis?

Astros e estrelas que estão envelhecendo mal

A idade chega e pesa pra todo mundo. Só que, pra alguns, ela pesa mais. Seja por questões genéticas, ou como resultado de uma vida do balacobaco, mesmo… O problema é que tem gente que reluta em aceitar isso e tenta, por todos os meios, adiar o inevitável.

Ou não dá a mínima e toca a vida na boa. Veja só alguns casos:

Era tão lindinha, essa Lindsay Lohan dos tempos dos filmes pra Disney…

Agora, aos 30 anos, o balacobaco acabou com ela, coitada.

Brendan Fraser era o bonitão da vez. Especialmente na época de “George, o Rei da Floresta”.

Aí, ele fez “A Múmia” e ficou com a cara de uma!

A Meg Ryan era a loirinha mais adorável do cinema. Fez par de muito sucesso com Tom Hanks, todo mundo a adorava.

Quando decidiu adiar as pelancas, meteu-se em cirurgias plásticas e botox e aquilo que era belo ficou na lembrança.

Macaulay Culkin foi esquecido em casa um dia, e aprontou todas, lembram-se dele?

Ele envelheceu, não sei se se esqueceram dele de novo, mas continuou aprontando todas. Deu nisso…

Mickey Rourke era o crush de todas as garotas, novas ou mais velhas, nos anos 1990. Quem não queria passar 9 semanas e meia de amor com ele?

Mas o maluco se encheu de drogas e álcool, largou a carreira pra virar lutador de boxe, teve a cara amassada e passou por um monte de consertos pra ficar apresentável de novo. Hoje, aparenta muito mais que os 63 anos que tem…

Aposto como você não vai adivinhar quem é esse fofucho.

Ele mesmo! O próprio Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne. Uma vida lotada de drogas deixou sua aparência – e seus miolos – bastante abalados.

Aposto como você não adivi… Não, esse é fácil!

O Axl Rose era megafamoso nos tempos dos Guns & Roses. Hoje, ele não tem um décimo daquela popularidade, mas ganhou dez vezes mais peso!

stars-who-are-aging-horribly7-869x1100

Outro bonitão dos velhos tempos. John Travolta tinha um belo cabelo, e nem usava brilhantina.

464324624-826x1100

Hoje, ele continua com um corte de cabelo legal, mas, sei lá… Está esquisito… Seria efeito da Cientologia?

Lembra quando esse menininho lindo assustou a todo mundo, ao dizer: "Eu vejo gente morta" ?

Lembra quando esse menininho assustou todo mundo ao dizer: “Eu vejo gente morta”….?

Pois o Haley Joel Osment continua assustando a gente, só que agora, de outra maneira…

O que George R. R. Martin está fazendo em vez de escrever

Para quem viveu em Marte nos últimos cinco anos e nunca ouviu falar de “Game of Thrones”, farei aqui um breve resumo do que se trata: é um seriado da HBO (canal de TV pago que se notabilizou por criar seriados de alta qualidade, como “Os Sopranos” e… Quê? Você também nunca ouviu falar dos Sopranos?…) criado como a adaptação dos livros escritos por George R. R. Martin, reunidos na série As Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire), composta por sete volumes, cinco dos quais já publicados.

Desde que estreou em 2011 na televisão, tornou-se a maior série da HBO, conquistando fãs em todo o mundo, fascinados por suas histórias de intrigas, luta pelo poder, pelo amor, pela honra e pela fortuna, anseios que permeiam a vida dos habitantes dos ficcionais Sete Reinos de Westeros, em um tempo inspirado na Idade Média e permeado de elementos sobrenaturais.

Dito isto, a 6ª temporada está no ar atualmente no mundo todo, inclusive no Brasil, conseguindo de novo muita repercussão com seus acontecimentos. Os fãs dos livros costumam apontar as discrepâncias entre o que foi escrito e o que foi adaptado para a TV, e estavam apreensivos com esta nova temporada, porque ela está adiantada… Sim, isso mesmo. A TV avançou e está desenvolvendo seus roteiros sem um livro para se basear, uma vez que o sexto volume – previsto para lançamento neste ano – foi adiado.

Os roteiristas da série de TV, obviamente, contam com a assessoria do escritor, que acompanha toda a produção de perto. Mas, ainda assim, a pergunta que fica é: que diabos George R. R. Martin fica fazendo que não escreve?

Bem, todo mundo admira esse senhor simpático que criou a trama fantástica que mantém o mundo inteiro discutindo sobre ela. Só que ele é meio atrapalhado com prazos e cada livro de sua série demora muito para sair. No começo, até que ele foi mais, digamos, ágil. O primeiro livro saiu nos Estados Unidos em 1996, o segundo em 1998, o terceiro em 2000 e daí a coisa complicou… O quarto só veio em 2005 e o quinto (e último, até agora), em 2011.  O sexto foi adiado e o sétimo, sabe Deus para quando…

Numa tentativa de descobrir o que mantém o George assim tão ocupado, o programa da TV americana Late Show, de Conan O’Brien, foi entrevistá-lo e descobriu:

  1. Ele fica brincando dentro de uma bola gigante…

2. Ou comprando carros maneiros (como esse Tesla, carro elétrico esportivo)…

3. Também passa os dias fazendo bolhas de sabão:

4. E atualiza seu blog vintage:

5. Na verdade, ele passa os dias pulando pelado em sua cama elástica!

Calma, calma! Não fique bravo, não queime seus livros e não saia em passeata gritando “Fora George”. Isso tudo foi uma brincadeira do programa! As imagens 2 e 4 são reais, as outras são de um ator que é sósia do escritor.

O fato é que o autor está passando por um bloqueio criativo e isso atrasou todo o processo. Faltam meses para terminar “Os Ventos do Inverno'”(The Winds of Winter), como ele mesmo revelou em seu blog. Veja a nota:

“OS VENTOS DO INVERNO não está terminado.

Acreditem em mim, digitar estas palavras não me dá nenhum prazer. Se você está desapontado, você não está sozinho. Meus editores estão desapontados, HBO está desapontada, meus agentes e tradutores estrangeiros estão desapontados… Mas nenhum poderia estar mais desapontado do que eu. Por meses eu queria nada mais do que dizer, “Eu terminei e entreguei Os Ventos do Inverno” até o último dia de 2015.

Mas o livro não está pronto.

Não é provável que será terminado amanhã, ou na próxima semana. Sim, há muita coisa escrita. Centenas de páginas. Dezenas de capítulos. (…) Mas também há muito a ser escrito. Estou meses longe de terminar… e isso se a escrita for bem (algumas vezes vai, outras não).”

É difícil para um escritor quando esse bloqueio acontece, muitas vezes causado pelas pressões externas, necessidade de cumprir prazos, cansaço… Isso aconteceu com outros escritores famosos, como Dan Brown e Stephen King. Neil Gaiman disse uma vez que escritores não são máquinas e que eles escrevem na velocidade que lhes convém.

O que nos resta é torcer para que tudo entre nos eixos e que a saga continue sem maiores interrupções. Todos os fãs querem saber o que Daenerys, a mãe dos dragões, irá aprontar.

Agora, que seria engraçado ver George na cama elástica gritando “Hodor! Hodor!”, seria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

mundoestranho.abril.com.br

cinema10.com.br

 

O voo da águia

O homem sempre quis voar como os pássaros.

Tentou vários aparelhos que o fizessem percorrer os céus, e as máquinas voadoras estão aí, cruzando os continentes e subindo até as estrelas. Mas voar sem o auxílio de ferramentas ainda não foi possível. Ícaro bem que tentou (sim, aquele da música do Biafra… “Voar, voar, subir, subir…”), filho de Dédalo, o construtor do labirinto em que o rei Minos aprisionava o Minotauro.

A lenda grega conta que Dédalo ensinou a Teseu, que seria devorado pelo monstro, como sair do labirinto. O rei Minos ficou furioso e prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalo decidiu que podiam fugir voando, e construiu asas com penas dos pássaros, colando-as com cera. Antes de levantar voo, o pai recomendou a Ícaro que quando ambos estivessem voando não deveriam subir nem muito alto (perto do Sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas). Entretanto, a sensação de voar foi tão incrível para Ícaro que ele se esqueceu da recomendação e seguiu voando, cada vez mais alto…  A cera derreteu e Ícaro perdeu as asas, precipitando-se no mar e morrendo afogado.

Sabemos que é impossível voar com asas como imaginou Dédalo. Na realidade, o fato de Ícaro ter voado mais alto não derreteria a cera das asas, mas ocorreriam outros problemas. As aves que voam em grande altitude não sofrem com o calor, mas sim com o frio, ar rarefeito e falta de oxigênio.

Mas a BBC quase concretizou o nosso sonho de voar como os pássaros. Quer dizer, ela pelo menos dos deixou ver o que os pássaros enxergam quando estão voando. Os produtores do programa “Animal Camera” da rede inglesa instalaram uma pequena câmera de televisão, de menos de 30 gramas de peso, numa águia.

Com isso, os especialistas puderam entender melhor como as aves podem ser tão flexíveis em seu voo… E uma das razões é exatamente essa: a flexibilidade. As asas podem ser movimentadas para várias posições, ao contrário das asas rígidas dos aviões. A asa do avião usa aqueles flaps – abas de metal – para mover grosseiramente o ar para cima ou para baixo, enquanto que a asa do pássaro se flexiona constantemente e se retorce para dar um controle muito mais sutil. Com asas infinitamente ajustáveis, uma águia pode ficar voando por horas a fio. A cauda também está sempre se contraindo, trabalhando em conjunto com as asas para proporcionar um voo mais equilibrado. Isso tudo lhe dá uma base super estável para seus olhos. Por isso a águia é capaz de enxergar uma lebre a quatro quilômetros de distância com sua visão telescópica.Então, divirta-se a seguir com as imagens captadas pela câmera acoplada à águia, e perceba que sensação incrível seria poder voar como os pássaros.