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10 invenções que a ficção científica inventou

Imaginada em: 1865, no livro De La Terre à la Lune, de Júlio Verne.
Realizada em: 1968, astronautas orbitam a Lua; 1969, astronautas na Lua.

Na história bolada por Verne, 3 sujeitos se lançam à Lua em uma espaçonave disparada por um canhão de 275 metros. Quase 100 anos antes de Yuri Gagarin se tornar o primeiro homem a sair da Terra, Verne se aproximou da realidade. O francês também acertou o número de tripulantes, previu a falta de peso no espaço, as dimensões da cabine e a base de lançamento – Flórida, pela proximidade do Equador, onde a Terra gira mais rápido. Finalmente, propôs que, na volta, a nave pousasse na água. Mas errou feio na maneira de pôr a nave em órbita, certo? Nem tanto: cientistas querem criar um canhão semelhante ao do livro para lançar cargas rumo à Estação Espacial Internacional.

Porta automática
Imaginada em: 1899, no livro When the Sleeper Wakes, de H.G. Wells.
Realizada em: 1954.

No livro, um cara entra em coma em 1897 e acorda em 2100, encantado com as novidades tecnológicas. Entre elas, uma estreia na literatura: portas que se abrem quando alguém se aproxima e se fecham quando a pessoa se afasta. No mundo real, elas surgiram muito antes, na ventosa cidade de Corpus Christi, no Texas, onde portas viviam batendo e quebrando. Para sanar esse problema, um dupla de vidraceiros locais inventou um sistema de portas acionadas por um sistema sob tapetes. Patenteadas em 1954, chegaram ao mercado em 1960.

Robôs


Imaginados em: 1921, na peça Robôs Universais de Rossum, de Karel Capek.
Realizados em: 1961, linhas de produção da GM.

A peça checa é célebre por criar o termo “robô” (de robota, “trabalho forçado” em checo) para nomear homens-máquina. Já a “robótica” veio em 1941, com Isaac Asimov, que foi fundo no assunto, criando leis e prevendo conflitos éticos da convivência entre a inteligência natural e a artificial. Essas máquinas feitas à semelhança do ser humano, androides, ainda não existem. Mas, de maneira geral, considera-se que o Unimate, uma máquina criada em 1961 e utilizada na GM para lidar com placas quentes de metal, tenha sido o primeiro robô como os imaginamos hoje.

Bomba atômica


Imaginada em: 1895, no livro The Crack of Doom, de Robert Cromie.
Realizada em: 1945, primeira explosão em teste nos EUA.

Apenas dois anos depois da descoberta do elétron, o autor irlandês imaginou uma bomba capaz de libertar a energia que mantém unidos os átomos de uma molécula e que “levantaria 100 mil toneladas a quase 2 milhas de altura”. A ideia de uma arma superpotente é tão clichê quanto um vilão de Austin Powers, mas o método descrito por Cromie era bastante lógico e curiosamente parecido com as bombas que seriam criadas 50 anos depois, que libertam a energia contida dentro dos próprios átomos. No entanto, a busca por uma bomba atômica foi uma evolução natural diante do avanço científico da época, especialmente diante da realidade da 2ª Guerra Mundial. Se o Projeto Manhattan envolveu cientistas responsáveis pela descoberta da física quântica, Cromie falava ainda na “energia etérea” presa nos elementos da Terra.

Satélite


Imaginado em: 1945, no artigo Extra-Terrestrial Relays, de Arthur C. Clarke.
Realizado em: 1963.

Em um artigo publicado pela revista Wireless World, em outubro de 1945, Arthur C. Clarke descreveu um conceito onde 3 estações espaciais realizariam uma órbita geoestacionária (onde um objeto parece parado no céu, em relação à Terra). Assim, seria possível enviar sinais de rádio, telefone ou televisão, por exemplo, de qualquer lugar do mundo para outro. Isso só foi possível 6 anos depois do Sputnik, quando o Symcom 2 foi lançado pela Nasa para ser usado em telefonia de longa distância. Hoje, mais de 300 satélites geoestacionários orbitam a Terra – eles ficam a 36 mil km de altura, enquanto os outros geralmente estão a algumas centenas de quilômetros. O autor de 2001 – Uma Odisseia no Espaço acabou sendo reconhecido: hoje, a órbita geoestacionária é também conhecida por órbita Clarke, bem como a pequena faixa de espaço sobre o Equador onde é possível manter tal órbita é chamada de cinturão Clarke.

Urna eletrônica
Imaginada em: 1975, no livro The Shockwave Rider, de John Brunner.
Realizada em: 1996, Brasil e EUA.

Na realidade imaginada por Brunner, as informações de todos os cidadãos estão em uma rede governamental manipulada pelos poderosos. Eis que um hacker cria um programa que disponibiliza todas as informações secretas do governo para quem quiser acessá-las. O último ato do programa é criar um plebiscito nacional, com votos através dos telefones, em que a população deve decidir se o sistema será mantido – o final a gente não conta. O curioso é que a votação é criada por um hacker, enquanto na vida real eles são justamente os caras mais temidos desde que as máquinas de votação direta surgiram na década de 1990.

Home Theater


Imaginado em: 1953, no livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Realizado em: anos 90.

Em sua obra mais popular, Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde os livros estão proibidos e são queimados se descobertos por bombeiros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua “televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Hoje, essa descrição parece apenas um pequeno exagero – inclusive, alguns diriam, no que trata da qualidade da programação e da relação das pessoas com personagens fictícios. Porém, quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980.

iPad
Imaginado em: 1966, série Jornada nas Estrelas.
Realizado em: 2010, pela Apple.

Os tablets podem ser vistos em vários filmes e séries de ficção científica, geralmente na mão de engenheiros ou cientistas. A antiga aparição dessa engenhoca é na série original de Jornada nas Estrelas, de 1966. No livro 2001, escrito por Arthur C. Clarke em 1968, baseado no script que escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem. Protótipos de tablets existem desde a década de 1990, mas o mundo certamente vai relacionar seu surgimento com o lançamento do iPad, da Apple, em fevereiro deste ano.

Internet
Imaginada em: 1984, no livro Neuromancer, de William Gibson.
Realizada em: anos 90

O “ciberespaço” descrito em Neuromancer lembra mais o mundo do filme Matrix – as pessoas se conectam fisicamente à rede de computadores, numa imersão completa – ser pego hackeando bancos de dados do governo e de empresas pode resultar em dor ou mesmo morte. Mas a visão de uma rede mundial de computadores e bancos de dados conectados entre si, à disposição de qualquer pessoa, era absolutamente inovadora em uma época onde computadores pessoais ainda eram um luxo. Ainda que o livro de Gibson não estivesse na cabeça de Tim-Berners Lee em 1989, quando este propôs a criação do serviço de hipertextos que viria a se tornar a web, a importância da obra na maneira como ela se desenvolveu é unânime. Quando a web começou a surgir, no início da década de 1990, as interações e oportunidades possibilitadas pelo “ciberespaço” de Gibson passaram a ser não só uma incrível previsão mas um objetivo a ser alcançado, servindo como plano de desenvolvimento para a tecnologia.

Colchão D`água

Imaginado em: 1961, no livro Stranger in a Strange Land, de Robert Heinlein.
Realizado em: 1968.

Em 1968, quando o estudante de design Charles Hall tentou patentear um colchão preenchido com água – já havia tentado versões com maisena e gelatina -, enfrentou problemas. Motivo: a tal “cama d’água” já havia sido descrita em um livro de Robert Heinlein, em que um garoto nascido e criado em Marte usa uma “cama hidráulica” para se adaptar à pressão atmosférica e à gravidade terrestres. O inventor teve a patente negada por causa da ficção.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante, por Solon Brochado

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Westworld e os parques temáticos mais incomuns!

Existe uma nova série da HBO que está começando a chamar a atenção de todo mundo. Não apenas pela aposta da emissora em elegê-la como a nova “Game of Thrones”, seja em termos de repercussão quanto de faturamento – e, por isso, só na primeira temporada, teriam investido mais de US$ 100 milhões! Mas também porque o assunto “parque temático” vem despertando a imaginação das pessoas.

Para quem não sabe do que estou falando, farei um breve resumo dessa nova série, chamada Westworld.

O enredo de Westworld fala de um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Um espaço que reproduz o Velho Oeste, povoado por androides programados pelo personagem de Anthony Hopkins (sim, ele mesmo, em sua estreia num seriado para a TV!) para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real.

Lá, os clientes podem fazer o que quiserem, sem obedecer a regras ou leis. No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à “evolução do pecado”.

O seriado é uma “releitura”, digamos assim, de um antigo sucesso do cinema de mesmo nome. Escrito e dirigido em 1973 por Michael Crichton (de Jurassic Park), mostrava um parque temático que simulava o Velho Oeste e onde os habitantes eram robôs. Nesse Westworld, a graça era duelar contra robôs. Yul Brynner fazia o papel de um desses robôs, o vilão principal, programado para perder sempre… Só que um dia, ele sofre um “tilt” e…

Devemos os parques temáticos como conhecemos a Walt Disney. Foi ele que, um dia, enquanto aguardava as filhas pequenas se divertirem no carrossel de um parque de diversões, se perguntou se um lugar desses não deveria privilegiar todas as idades. Dessa ideia surgiu, em 1955, a “Disneylândia”, considerado o pioneiro em alinhar temas específicos à diversão de todos, de crianças dos “8 ao 80 anos”.

O tempo passou e, como toda grande ideia, parques temáticos proliferaram por todas as partes do mundo. E não apenas para crianças. Assim como no Westworld da ficção, existem parques voltados para o público adulto – ou recomendados aos adultos – espalhados por aí. Ousados, bizarros, parece até que existe um mundo paralelo dos parques temáticos! Confira:

Jeju Loveland: um parque erótico

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Na real, ele é um parque de exposição permanente de esculturas eróticas localizado na Coreia do Sul. São 140 esculturas e algumas instalações interativas. Agora você se pergunta: como a ideia desse parque surgiu? As esculturas do parque começaram a ser criadas em 2002 por formandos de uma universidade da ilha de Jeju, inspirados pela fama da ilha. Que ganhou a vocação de centro de cultura sexual depois da guerra da Coreia, quando o local tornou-se destino preferencial para casais em lua-de-mel. Os casamentos de então eram arranjados e os casais sentiam-se constrangidos, pois não se conheciam ou tinham qualquer intimidade anterior. Por causa desse desconforto, alguns hotéis da ilha adotaram profissionais “quebradores de gelo”, facilitadores “pedagógicos” da relação conjugal. E a Loveland ganhou esse nome pois, aos poucos, tornou-se uma referência de educação sexual.

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O parque tem estátuas de tudo quanto é tipo. Posições sexuais das mais diversas e membros de todos os tamanhos e formatos. O mais próximo de uma atração que o visitante irá encontrar são as exposições interativas, como a do “ciclo da masturbação”. Não há outros brinquedos, shows ou paradas para curtir, como na Disney, o que torna a visita ao local relativamente rápida – cerca de 40 minutos, de acordo com o site oficial. Pelo menos a entrada é baratinha (em torno de 27 reais). Somente pessoas acima de 18 anos podem entrar no parque; há recreação e um playground para crianças aguardarem do lado de fora.

The World Butterfly Eco Garden

É até complicado falar sobre esse lugar, por ser controverso. Dividido em duas seções, The World Butterfly Eco Garden na China apresenta o maior jardim de borboletas do mundo. A outra seção, conhecida informalmente como o “Reino das Pessoas Pequenas”, é uma área do parque onde acontecem performances cômicas estreladas por… Pessoas com nanismo! Mais de 100 anões podem ser vistos nos cenários de casas em forma de cogumelo.

Essa comunidade, “supervisionada” por um imperador, imperatriz e um parlamento, foi criada em 2009, e todos os moradores se apresentam duas vezes ao dia cantando, dançando, ou mesmo realizando algum esporte ou acrobacia. O criador do parque e seus defensores afirmam que dão emprego – com bom salário – a pessoas que, de outra forma, seriam incapazes de encontrar trabalho. Quem critica acredita que estão tratando o nanismo como uma atração exótica e explorando as condições dos trabalhadores.

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The Holy Land Experience

Quando voltar a Orlando, em vez de visitar o Mickey ou o Harry Potter, passe uma tarde bíblica… Que tal? (aliás, não precisa ir tão longe para fazer isso… Em Buenos Aires há um parque temático similar…). Estou falando do The Holy Land Experience, que traz a arquitetura e temas da antiga cidade de Jerusalém no primeiro século. Quem visitou disse que é muito louco você poder tirar fotos de Jesus andando sobre a água ou escalar uma parede que é a arca de Noé…

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O parque recria todos os cenários da vida de Jesus conforme relatado na Bíblia. Há a tumba onde ele morreu, o Mar da Galileia com fontes dançantes e, claro, o momento mais aguardado da visita: a reconstituição diária da crucificação de Jesus Cristo, um show ao vivo de uma hora e meia de duração. Pertinho do complexo Walt Disney World Resort, o parque temático fica aberto quase todos os dias do ano e sua entrada custa quase a metade do vizinho.

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BonBon Land

Inaugurado em 1992, o BonBon Land é a versão trash da Disney. A cerca de duas horas de Copenhagen, na Dinamarca, sua temática gira em torno de personagens de desenhos animados. O que ocorre é que eles não são nada fofinhos e educados. Ao contrário, são estranhos e perturbadores, tudo por conta da inspiração em BonBon, empresa de doces na Dinamarca que faz doces com base em personagens estranhos.

Para dar uma ideia, seu doce mais popular é chamado de “Dog Fart”, ou “Peido de Cachorro”, e ele está presente no parque, adaptado em uma das quatro montanhas-russas. Mas a coisa não para por aí… Outras atrações trazem cavalos fazendo cocô, formigas urinando, ratos vomitando e muitos animais estilizados de maneira sexualizada.

É um parque temático completo com mais de trinta brinquedos, incluindo passeios de barco, splashs e elevadores de queda. É um sucesso de público e já foi expandido diversas vezes ao longo de sua história para ter mais novidades. Um dia no BonBon Land custa 75 reais por pessoa – e é gratuito para crianças pequenas.

 

Você vê, neste nosso mundo, há gosto para tudo, não é mesmo?

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

 

ligadoem serie.com.br

zupi.com.br

listas20.com

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Os zumbis

Estava eu lá a discutir com a Clene Salles  o motivo de antes vampiros, e agora zumbis, serem os “heróis” do momento (vide o sucesso do seriado “Walking Dead”  ou daquele filme com Brad Pitt, “Guerra Mundial Z”) e uma das hipóteses que levantamos foi que as pessoas hoje vivem uma meia-vida,  como meio-vivos, vampirizando nas outras e nas coisas aquilo que elas precisam e não possuem.

Entender esse fenômeno é importante para mim – talvez não para você que me lê, não sei – porque eu quero me situar no mundo em que vivo, nem que seja um mundo povoado por zumbis…

O que é essa meia-vida?

Hoje, a sociedade vive um momento de controle. Pense bem: não é um controle exercido apenas pelos governos, mas um controle geral, um controle das pessoas sobre as pessoas e das instituições sobre as pessoas. Às vezes, é um controle explícito de sua opinião (a “esquerda caviar” não aceita a opinião do “coxinha” e vice-versa; o membro da torcida organizada do Palmeiras não aceita o outro ser torcedor do Santos, e esse controle muitas vezes descamba em violência). Há também o controle da mídia, há o controle das empresas que fazem os produtos que consumimos.

É como se fosse uma “lei” não escrita, que nos controlasse e nos obrigasse a alimentar a nossa necessidade de pertencer a algum grupo, e para isso temos que consumir. Consumir seja o que for: pode ser sapatos, carros, o shake de Ovomaltine, o último seriado da Netflix… Não importa.

Seria uma lei que nos controla por meio do consumo desenfreado de mercadorias de todos os tipos. Porque somos medidos pelo que consumimos.

Concorda?

Por exemplo, eu não consumo programas de TV. Raramente assisto a um seriado e, se não fosse minha filha, nem teria acesso ao Netflix (hoje, tenho). Pois bem, até pouco tempo, numa roda de amigos, eu me sentia um náufrago porque não sabia do que eles estavam falando ao comentar sobre o seriado “Stranger Things”. Geralmente, me sinto abaixo de zero nessas conversas, me sinto à margem, sou alijado, fico sozinho.

E para não me sentir tão “alien”, consumo.

Como o homem é finito, ele precisa de alguma coisa que justifique a sua existência, e na ausência de algo abstrato (como a fé, por exemplo, que foi de certa forma “negada” por aquele Papa anterior ao argentino, ao renunciar), o homem moderno elegeu o consumismo como sua justificativa “para viver”.

Controlado por essa “lei do consumo” que regula sua vida, ele passa a ser medido tanto pelo que consome quanto pela velocidade com que faz isso. A “lei” nos diz que a felicidade está no novo perfume, no novo seriado, em frequentar o novo restaurante ou comer a nova “tapioca gourmet”… Somos mais bem aceitos pela tribo da qual fazemos parte quanto mais rápido consumirmos tudo que nos é oferecido.

(foi o que aconteceu no episódio do seriado “Stranger Things”: passei a ser olhado e aceito como um cara normal depois que assisti – e comentei – alguns episódios… Mas não contem pra ninguém que ainda não fui até o fim!)

Nós então consumimos, mas por dentro continuamos vazios (a tal meia-vida) uma vez que nenhum produto, nenhum programa de TV, nenhuma torcida organizada de clube de futebol preenche nosso vácuo existencial. Vivemos para consumir, mas descobrimos que isso não nos preenche – porque essa voracidade é artificial e imposta, ela não explica porque estamos no mundo  e ela mesma acabará consumindo o mundo no qual se abastece, se o seu estoque de “alimento” acabar.

Como zumbis, então, vagamos meio-vivos nessa meia-vida, devorando o que aparecer pela frente na ânsia de justificar a nossa existência, que – segundo aquela lei não-escrita – é feita para consumir…

Por isso tanta gente se identifica inconscientemente com os mortos-vivos do seriado, vagando sem rumo e devorando tudo,  numa vã tentativa de aplacar a fome que nunca será satisfeita.

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Nelson Rodrigues, para nos provocar, criou a frase de efeito: “Toda unanimidade é burra”.  Eu acho que pode ser burra, sim.  É burrice você obedecer cegamente a uma ordem que vem não se sabe de onde e não se sabe para qual fim.

É burrice comprar um livro só porque ele foi escrito por um youtuber, ou pagar R$ 50,00 por um sanduba só porque ele está sendo vendido no food-truck. E a “tapioca gourmet”? Não é burrice consumi-la depois que alguém lhe disse que ela é mais chique do que a tapioca da feira?

A unanimidade “inteligente” requer o direito de questionar.

Depois de toda essa reflexão, concluí que não sou um zumbi total, afinal, zumbis não pensam.

Seria eu um caçador de zumbis?

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A pegadinha da Tv Record

O cantor Duke Hazlett, sósia de Frank Sinatra, que participou de pegadinha da Record em 1963
O cantor Duke Hazlett, sósia de Frank Sinatra, que participou de pegadinha da Record em 1963

Houve um tempo, na pré-história da televisão no Brasil, em que era possível fazer uma pegadinha que enganasse uma cidade inteira. Claro, isso acontecia apenas porque não existia internet, nem telefones celulares – e a telefonia fixa era restrita e precária. Ou seja, as notícias demoravam a circular e a apuração delas também era mais difícil e lenta.

Um dos casos mais famosos aconteceu em março de 1963, época em que a TV Record era a líder inconteste de audiência. Proporcionalmente, sua penetração em todas as camadas da população, e por consequência a popularidade de seus astros, era muito maior do que a TV Globo de hoje. Foi lá, em seus programas e festivais de música, que surgiram e se consolidaram artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque, apenas para citar dois nomes. E foi lá que a Jovem Guarda mudou a música e os costumes dos jovens de então, com o programa do mesmo nome apresentado por Roberto Carlos.

Voltando a março de 1963, após vários anúncios, um mistério movimentou a cidade de São Paulo: quem seria a grande atração internacional que viria ao Brasil para se apresentar na Record? O fato é narrado pelo radialista e pesquisador Fernando Morgado no livro Blota Jr. – A Elegância no Ar (Matrix Editora), lançado no ano passado.

Durante um mês, a emissora, que completaria dez anos, exibiu incontáveis chamadas em sua programação e publicou anúncios nos principais jornais e revistas revelando as novidades para aquele ano. Uma delas era o programa “Convidados Bombril”, apresentado por Blota Jr. (1920-1999), lendário apresentador que comandou dezenas de programas na Record.

Blota Júnior
Blota Júnior

Os anúncios traziam uma frase misteriosa: “Em fins de março, o ‘astro’ que você esperou por 10 anos para poder ver”. Afinal, quem poderia ser? Frank Sinatra (1915-1998)? Yves Montand (1921-1991)? Os jornalistas faziam suas apostas e se esforçavam para tentar descobrir antes de 31 de março, o domingo para quando estava marcada a apresentação. Quando esse tão aguardado dia chegou, dezenas de repórteres se posicionaram em torno da sede da Record, mas nenhum deles conseguiu ver o tal “astro”. O jeito foi esperar a noite chegar e ligar a TV.

De acordo com Morgado, faltavam poucos minutos para a meia-noite quando Blota Jr. surgiu no vídeo, anunciando que, finalmente, seria desfeito o mistério que causou tanto alvoroço em São Paulo e no restante do Brasil. “Em seguida, a câmera focalizou uma cortina translúcida. Projetada nela, estava a silhueta de um homem que começou a cantar acompanhado pela orquestra da Record. Quem estava vendo e ouvindo poderia jurar: era Frank Sinatra, the voice, em carne e osso”, conta.

Apesar do alvoroço momentâneo, era um ledo engano: após o segundo número musical, Blota Jr. invadiu a cena para fazer uma revelação.

“Logo as cortinas se abriram e surgiu Duke Hazlett, considerado, por muitos anos, o mais perfeito sósia de Sinatra em todo o mundo. Depois disso, só restou ao Doutor, como era conhecido o apresentador, desejar um feliz primeiro de abril para todos”, explica Morgado.

Evidentemente, de acordo com o pesquisador, muitos jornalistas da época não viram graça nenhuma na pegadinha…

 

 

 

Fonte:

THELL DE CASTRO

noticiasdatv.uol.com.br

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A Corrida Maluca de verdade

O famoso desenho animado da Hanna-Barbera, “Corrida Maluca”, hoje faz parte do canal a cabo Tooncast, mas foi exibido por diversas TVs abertas desde que foi criado, em 1968.

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Os quarentões certamente se lembram dos carros engraçados e dos heróis e vilões dessa série genial, como o grande Dick Vigarista, o cupê assombrado ou a gata Penélope Charmosa.

Pois existe uma corrida maluca na vida real – não sei se inspirada pelo desenho – e que se chama Red Bull Soapbox. O evento existe há 15 anos e já aconteceu cinco vezes no Brasil.

O evento, que envolve criatividade, originalidade e velocidade, funciona de maneira bem simples. Equipes de quatro integrantes devem construir, manualmente, uma máquina sem motor e tentar descer o circuito, de cerca de 400 metros de extensão, no menor tempo possível. Além disso, cinco jurados irão avaliar as equipes de acordo com a criatividade do carrinho e a originalidade da apresentação do time antes da descida.

Realizada pela primeira vez na Bélgica, no ano 2000, a competição tem números bastante expressivos: de lá pra cá, ela já aconteceu em 96 cidades de 46 países diferentes, atraindo mais de três milhões de pessoas para assistir a corrida ao vivo. O recorde de público até hoje aconteceu na edição de Los Angeles, nos EUA, em 2011, quando 115 mil pessoas se juntaram para ver os carros descendo ladeira abaixo.

Nessas corridas malucas, já participaram todos os tipos de veículos, desde réplicas de objetos existentes até os mais extravagantes frutos da imaginação, como pianos, um carrinho de bebê gigante, uma espiga de milho gigante, uma cela de prisão e o Golden Gate Bridge.

Essa foi uma das concorrentes da corrida realizada no Brasil em 2015, no Balneário Camboriú.

E os três primeiros colocados recebem prêmios bem interessantes. Por exemplo, no evento realizado em Turim em 2014, os vencedores foram premiados com um final de semana no Red Bull Ring durante o Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1 em 2015, enquanto os segundos classificados visitaram a escuderia Toro Rosso em Faenza, na Itália, participando do júri de um curso de direção esportiva no autódromo de Imola.  A equipe que chegou em terceiro lugar ganhou um go-kart GP para 12 pessoas.

Não descobri quando e onde será a corrida maluca no Brasil deste ano, mas uma certeza eu tenho: será muito divertida! Abaixo, os melhores momentos da corrida em Camboriú:

 

 

 

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10 coisas que você deve saber sobre “Arquivo X” antes do retorno da série

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Os dois agentes do FBI mais famosos dos anos 1990 voltarão à televisão no final de janeiro, quando a nova temporada de “Arquivo X” estrear no dia 26.

Com apenas seis episódios, a série se passa 10 anos depois das temporadas anteriores e traz Mulder e Scully mais velhos e novamente envolvidos em casos sobrenaturais, teorias da conspiração, abduções e uma nova dose de mistérios nunca solucionados.

Planejado para agradar tanto os fãs veteranos quanto recém-chegados, o retorno de “Arquivo X” conta com a participação dos principais atores e roteiristas do seriado original e terá apenas seis episódios – dois deles escritos por Chris Carter, criador do show.

Conheça dez curiosidades sobre a série enquanto esquenta os tamborins e entra no clima do carnava… Ops! … Da nova temporada de “Arquivo X”!

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1. Alienígenas!

O criador da série, Chris Carter teve a ideia para “Arquivo X” após ler que 3,7 milhões de norte-americanos acreditavam já ter sido abduzidos por alienígenas.
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2. Papéis trocados na vida real

Na série, o agente do FBI Fox Mulder acredita em todas as teorias da conspiração, abduções alienígenas e criaturas sobrenaturais, enquanto a agente Dana Scully é cética e busca respostas científicas para os casos investigados pela dupla. Na vida real, David Duchovny (Mulder) é na verdade o cético e Gillian Anderson (Scully) é quem acredita em tudo.
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3. Scully, “O Silêncio dos Inocentes” e “Hannibal”

Scully é inspirada em Clarice Starling de “O Silêncio dos Inocentes”, interpretada por Jodie Foster. Curiosamente, na série de TV “Hannibal”, Gillian Anderson faz o papel de Bedelia, psiquiatra e cúmplice do canibal.
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4. Jodie Foster

Jodie Foster participou de “Arquivo X”: a atriz dublou a tatuagem falante no episódio “Nunca Mais”, da quarta temporada da série.
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5. Canceroso

Willian B. Davis, que interpreta o Canceroso, não fumava há 20 anos quando assumiu o papel. O ator fumou cigarros de verdade nas duas primeiras temporadas de “Arquivo X”, mas depois passou a usar cigarros com tabaco herbal, sem nicotina (os mesmos usados na série “Mad Men”).
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6. Breaking Bad

O primeiro episódio de “Arquivo X” foi escrito por Vince Gilligan (de “Breaking Bad”), como um freelance. Com o sucesso da estreia, o roteirista entrou para a equipe de Chris Carter.
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7. Deserto no Canadá?

As 5 primeiras temporadas de “Arquivo X” foram gravadas em Vancouver, no Canadá – mesma locação que será utilizada na nova temporada, por ser mais barato do que filmar nos EUA por conta das isenções fiscais que o governo local oferece. As cenas ambientadas no Novo México exigiram mais de 1,600 galões de tinta para “pintar” o cenário com a aparência desértica do local.
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8. Departamento de Investigação

As identificações do FBI de Mulder e Scully dizem que os agentes são do “Departamento de Investigação” e não do “Federal Bureau of Investigation”. Nos EUA, fabricar credenciais falsas do FBI é crime, mesmo que seja para um seriado da televisão.
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9. Convidados (quase) famosos

Os comediantes Jack Black e Luke Wilson participaram em episódios da terceira e quinta temporadas, respectivamente. Na época, eles não eram tão conhecidos como são hoje.
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10. A verdade está lá fora? Mesmo?

Na nova temporada, Mulder e Scully não estão mais no FBI e tudo em que a dupla acreditava será questionado. Ambientado nos dias atuais, “Arquivo X” terá conspirações envolvendo John Snowden, 11 de Setembro e outras questões atuais – mas tudo relacionado à mitologia da série.
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George Barris desenhava veículos que pareciam saídos de desenhos animados

George Barris (1925-2015) foi um designer americano mais conhecido pelos seus carros personalizados feitos para Hollywood, principalmente o  Batmóvel de 1966.

Aos 7 anos de idade, Barris já construía carros de brinquedos usando madeira . Foi aí que ganhou os primeiros concursos patrocinados por lojas de hobby. George e seu irmão Sam trabalhavam no restaurante da família e, por sua ajuda, ganharam um Buick 1925, que não estava lá em tão boa forma. George logo o trouxe de volta à vida através do seu talento. Foi o seu primeiro carro customizado. Eles o venderam e, com o lucro obtido, começaram a trabalhar em um novo projeto.

A demanda e a fama do trabalho dos irmãos só aumentava. Foi quando criaram um clube para os proprietários de veículos personalizados, chamado Kustoms Car Club.

Em 1951, Sam tinha personalizado um Mercury Coupé para si e um cliente, que botou os olhos nele, encomendou um carro similar. Esse veículo foi exposto em uma feira chamada Motorama em 1952, e acabou ofuscando o trabalho dos melhores designers de Detroit. Sam também construiu um Ala Kart modelo de 1929 da Ford e, com isso, recebeu dois AMBR (prêmio pelo Roadster mais bonito da América) .

Apesar da atenção alcançada, Sam decidiu largar o negócio e George seguiu a empreitada com sua esposa Shirley, ajudando na promoção da empresa. No início de 1960, Barris, juntamente com outros customizadores seus conhecidos, criou exposições itinerantes que foram montadas para atrair compradores mais jovens.

Logo ele chamou a atenção de estrelas como Bob Hope, Frank Sinatra, John Wayne e Elvis Presley, adaptando seus carros, e foi inevitável que fosse contratado para produzir carros especiais para séries de TV, como o Batmóvel e, depois, carros para “Os Monkees”, “Mannix” e “Os Monstros”, entre outras.

Abaixo, alguns dos carros produzidos para a TV e para celebridades:

O carro da Família Monstro
O carro da Família Monstro
O carro dos Monkees
O carro dos Monkees
 carro-caminhão da série "Família Buscapé", hoje em um museu.
O carro-caminhão da série “Família Buscapé”, hoje em um museu.
Os Mustang conversíveis que ele fez sob encomenda para Sony e Cher, quando a cantora ainda era casada cm esse cantor. Eram customizados no espírito de "ele e ela".
Os Mustang conversíveis que ele fez sob encomenda para Sony e Cher, quando a estrela ainda era casada com esse cantor. Eram customizados no espírito de “ele e ela”.
O Rolls Royce dourado que ele fez para a atriz Zsa-Zsa Gabor.
O Rolls Royce dourado da atriz Zsa-Zsa Gabor.
Este, ele fez para John Wayne...
Este, ele fez para John Wayne…

E agora, alguns modelos extravagantes que Barris fazia para se divertir ou para colecionadores. A maioria desses modelos está no museu dedicado à sua memória, situado em Los Angeles.

 

Fontes:

ideafixa.com

george barris museum

wikipedia