15 coisas que o celular já substituiu ou pode substituir em breve

Ainda que tenham sido criados com o objetivo de fazer ligações sem a limitação dos fios e de espaço, os celulares atingiram tamanha proporção que, atualmente, parecem terem migrado tudo (ou quase tudo) para a tela. A chamada telefônica, inclusive, parece ter até perdido espaço em meio a tantos recursos, que se multiplicaram com o advento da internet e dos aplicativos.

Veja abaixo 15 coisas que o smartphone já substitui ou pode substituir em breve:

1. Despertador

Os despertadores viraram praticamente uma relíquia, mas não o seu ódio por aquele barulho que interrompe o seu sono… Agora, quem corre o risco de ser arremessado na parede toda manhã é o celular.

2. Relógio

Basta perguntar a hora para qualquer pessoa que você vai ver. A grande maioria não olha no pulso – mesmo aqueles que ainda gostam de usar relógio -, e certamente vai consultar o celular para dar uma resposta. Isso é fato: a venda de relógios de pulso caiu tremendamente nos últimos anos…

3. Mapas, guias de ruas e até o GPS

Você se lembra dos guias de ruas? Até mesmo quem usou deve se perguntar como conseguia encontrar endereços em meio a tantos mapas e códigos. Até que inventaram o GPS, que apesar de muito mais prático, não teve uma vida útil tão longa. Logo, foi substituído pelos aplicativos de mapas, que podem ser acessados pelo celular a qualquer hora e lugar, até mesmo quando se está off-line.

4. Cartões de crédito e débito

O uso do celular para pagar contas já começou a ganhar força, mesmo que ainda iniciando no Brasil. Mas o que se vê é uma tendência que certamente vai substituir os cartões de crédito e de débito com o passar do tempo.

5. Banco

Ir ao banco se tornou cada vez menos necessário. Pagar contas, fazer transferências, consultar saldos… praticamente tudo agora é possível fazer pelo celular. Para fazer saques, ainda é preciso até uma agência ou um caixa eletrônico. De qualquer forma, a economia de tempo com filas é mais do que considerável.

6. Documentos pessoais

Chega de ficar carregando o passaporte [no caso em uma viagem], documentos de identidade e a carteira de motorista para cima e para a baixo com o risco de perdê-los por aí ou esquecer no bolso da calça. Alguns países, como EUA, Irlanda e Angola já migraram grande parte desses documentos para dentro do celular. Agora, resta saber se as autoridades brasileiras vão seguir o mesmo caminho. Que seria uma boa, não resta dúvidas, nê?

7. Telefone fixo

Não que o telefone fixo tenha sido extinto, mas certamente o seu uso tem se tornado cada vez mais escasso. Nada de pagar taxas extras e exorbitantes para ligações interurbanas! O uso de aplicativos gratuitos tem facilitado e muito a comunicação de longa ou curta distância. Um contato que não se limita à audição e se estende à visão.

8. Lanterna

Os celulares nem tinham internet ainda, mas já contavam com lanternas. Quem é que não se lembra dos antigos aparelhos da Nokia? Fizeram história. Atualmente, não são todos os smartphones que vêm de fábrica com o recurso, mas é fácil encontrar aplicativos de lanterna gratuitos para todos os sistemas operacionais. Assim, dificilmente você ficará no escuro.

9. Agenda telefônica

Quem é que ainda anota o telefone dos amigos, parentes ou médicos em um papel dividido por letras do alfabeto? Dá para contar nos dedos, não é mesmo? O celular assumiu a função desse item – cada vez mais escasso nas papelarias. Uma substituição que, por um lado, facilita o acesso aos números, mas, por outro, dificultou a memorização até mesmo dos telefones considerados mais essenciais.

10. Câmera fotográfica

Cada passo é um flash! Esse é um ditado que, com a inclusão de câmeras nos celulares, se tornou válido não apenas para modelos e/ou artistas. Muito mais gente passou a tirar fotos e especialmente as selfies, abandonando com isso o uso das pequenas câmeras portáteis, ou descartáveis. Claro que os fotógrafos mais experientes, ou profissionais, não dispensam as boas câmeras fotográficas…

11. Calculadora simples

Para fazer cálculos básicos e até alguns outros mais complexos, os celulares são mais do que suficientes…

12. Bússola

Agora é possível encontrar o norte a qualquer momento, basta ter bateria no celular. O recurso está presente em quase (senão todos) os aparelhos disponíveis no mercado.

13. Vídeo game portátil

Há alguns anos, esse era o gadget dos sonhos da molecada e dos amantes dos videogames. Mas, agora, não passa de relíquia de museu. Com a diversidade de aplicativos de games -gratuitos ou não -, os celulares assumiram essa função, que passou a ser muito mais acessível e democrática.

14. Gravador de voz

Tudo começou com os gravadores de fita cassete, que evoluiu para os gravadores digitais. Mas, com era dos aplicativos – que levou quase tudo para dentro dos celulares – o aparelho se tornou perfeitamente dispensável. Atualmente, há diversas opções de apps que gravam áudios e há até aqueles que fazem o trabalho de transformar o áudio em texto! Tudo bem que a transcrição ainda vem com alguns defeitos, mas logo serão sanados, pode apostar.

15. Walkman, discman e MP3 Player

O finado Walkman já foi considerado uma grande invenção, que se tornou ultrapassada com o advento do discman, atropelado – logo na sequência – pelos MP3 Players. Mas os aplicativos de streaming se superaram e levaram ao celular um catálogo variado de artistas e estilos para os amantes de música.

 

Ainda há muita coisa que nem citei e o que o smartphone traz: TV, lupa, dicionário, leitor de código de barras, rádio, tradutor… Você pode até ler revistas e jornais com ele.

Quem está lendo isto no celular?

 

 

 

Fonte:

UOL

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Relíquia – Como usar um telefone discado

O filme abaixo era apresentado nos cinemas antes do filme principal, e ao mesmo tempo em que os cinejornais semanais (na época não existiam telejornais, a televisão ainda estava sendo inventada). A data é provavelmente 1927, pois foi em maio daquele ano que a Califórnia inaugurou seu serviço de telefonia discado.

Para quem não sabe, as coisas eram um pouco mais difíceis antigamente. Se você ficasse doente com gripe e não pudesse sair de casa, não pagava contas; hoje você faz tudo pela internet e só vai ao banco se quiser – ou em casos excepcionais. A gente vivia sem celular, sem computador, quase sem comunicação. E então, as pessoas se falavam  pelo telefone  – aquelas  poucas que tinham telefone em casa – chamando as telefonistas (bastava tirar o telefone do gancho e uma delas atendia depois de algum tempo):

— Telefonista, eu queria uma ligação para o Zé, o número é 31-1975…
— Pois não. Assim que eu completar a ligação, eu retorno para o senhor.

E ficávamos lá, ao lado do aparelho, esperando a telefonista dar o retorno. Às vezes, esse retorno era muito demorado, especialmente se a ligação fosse interurbana. Dava tempo de você ler o jornal, jantar e escovar os dentes antes que ela chamasse de volta.

Era assim que as coisas funcionavam.

Mas… Como acontece sempre, a tecnologia evoluiu e um dia, na Califórnia, Estados Unidos, a empresa Bell inaugurou essa tecnologia avançadíssima que dispensava o uso das telefonistas. A empresa informava também que estaria entregando as novas listas telefônicas dos assinantes do serviço, com os novos números de telefone (lá chamadas de Blue Book, Livro Azul, e aqui mais tarde chamado de Páginas Amarelas).

Era uma supermega tecnologia, um avanço gigantesco para a época! Mas as pessoas tinham que aprender a usar essa inovação, o telefone com disco, e então milhares de folhetos foram distribuídos, ensinando como fazer:

Como a vida era diferente, não?

Primeira ligação com vídeo faz 50 anos

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Embora as videochamadas tenham se popularizado com o Skype e outros aplicativos similares, o conceito da tecnologia surgiu há muito mais tempo. A primeira ligação com vídeo completou mais de 50 anos: ela foi demonstrada em uma feira tecnológica nos Estados Unidos em um aparelho chamado Picturephone.

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A demonstração do funcionamento do Picturephone, aparelho que permitia ligar para um número fixo e mostrava a imagem do interlocutor, ocorreu em 20 de abril de 1964

A World’s Fair (Feira Mundial), realizada em Nova York em 1964 , trouxe como um dos destaques o Picturephone, fabricado pelo laboratório Bell da AT&T. Para usá-lo, o visitante tinha de entrar em uma cabine e discar para o número de telefone fixo. Depois de a ligação ser completada, a pessoa apertava um botão indicado com um “V” para ativar o vídeo. Uma câmera pequena capturava a imagem da pessoa, que era mostrada em outro Picturephone à pessoa do outro lado da linha.

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A videochamada, no entanto, estava longe de ser perfeita. A imagem mostrada era em preto e branco em uma tela pequena (16 x 21 polegadas) e gerada em 30 quadros por segundo. A pessoa tinha de ficar praticamente imóvel diante do Picturephone, caso contrário a imagem não aparecia do outro lado da telinha.

Apesar de avançada e muito curiosa para a época, a tecnologia não era barata nem prática. Quem fizesse uma chamada de 15 minutos teria de desembolsar US$ 15 – o equivalente a US$ 640 (R$ 1.950,00) em valores corrigidos de hoje.  Em 1969, a AT&T começou a vender um modelo de Picturephone para empresas, com leves melhorias no aparelho. Mas, em meados de 1971, a companhia telefônica encerrou as vendas e a oferta do serviço.

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De todo modo, foi um enorme avanço, porque até então, as videochamadas estavam restritas aos desenhos animados ou à ficção-científica…

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Aliás, a Feira Mundial de Nova York de 1964 tinha de fato esse objetivo, apresentar as grandes inovações futuristas e propostas e invenções que, segundo seus idealizadores, modificariam o mundo e o deixariam melhor. Uma dessas invenções era justamente o Picturephone.

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No centro da Feira Mundial de Nova Iorque em 1964 ficava o ícone da exibição: A Uniesfera. Construída pela US Stell, esta edificação era o triunfo da engenharia americana. Ninguém tinha conseguido criar uma representação da Terra em tal escala antes. Assim como a Torre Eiffel na Exposição de Paris em 1889, a Uniesfera tornou-se instantaneamente o símbolo reconhecível da Feira Mundial de 1964. Ela ainda está lá, no Queens, no parque que foi construído para a exibição.

Esse Picturephone foi inclusive instalado na Disneyland, e ligava o parque ao único hotel da Disney que existia na época. Falando em Disney, é claro que Walt, sempre olhando para o futuro, não deixaria de participar dessa exposição.

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Ainda antes da abertura da Feira, Disney e seus criativos foram convidados a desenvolver atrações para o evento. E três grandes empresas decidiram patrocinar essas atrações, a Ford, a General Electric e a Pepsi. Essas três atrações, depois do final da exibição,  poderiam ser reconstruídas na Disneyland.

A Ford oferecia uma viagem de volta no tempo para as origens da Terra, intitulada “Magic Skyway”. A bordo de conversíveis guiados em um trilho, os visitantes podiam ver os primeiros animais na Terra, os dinossauros, na forma de robôs animados, e os primeiros seres humanos e as primeiras invenções humanas. A sequência de dinossauros – chamada Primeval World – é a que foi depois levada para o parque na Califórnia.

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A General Electric, por sua vez, propôs uma viagem ao futuro, através do “Progressland”, um pavilhão onde ela mostrava como a eletricidade mudara o mundo. Uma das atrações desse pavilhão era o “Carousel of Progress”, reconstruído na Disneyland após o final da Feira: em um palco circular giratório, veríamos como a família vivia no passado e a evolução dessa família até o futuro, onde iríamos passar as férias na Lua, como seriam nossas cidades subaquáticas, as fazendas do futuro… As rodovias onde nossos carros andariam sozinhos… Tudo isso com bonecos audioanimatrônicos, robôs que usavam a mais avançada tecnologia da época.

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010-COP-1-NY walt-disney-carousel-of-progress-0074e8468e3ea1ed02b87013069c189661Finalmente, a Pepsi se uniu à UNICEF e patrocinou a atração “It’s a Small World”, convidando os visitantes a viajar por todas as nações do mundo em pequenos barcos, sendo recebidos por bonecos audioanimatrônicos que representavam todas as nacionalidades e cantando um hino à fraternidade universal. A atração praticamente não sofreu mudanças quando foi levada à Disneyland, depois da Feira Mundial.

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Mas esses três pavilhões não foram as únicas atrações que Walt Disney levou à Feira Mundial. Ele tinha mais uma, no pavilhão do Estado de Illinois, e que era um sonho que vinha acalentando e desenvolvendo por onze anos: o projeto Lincoln.

Era o presidente americano Abraham Lincoln que levantava-se da cadeira, discursava, agradecia aos aplausos e voltava a sentar-se, em um total de 48 movimentos corporais e 15 movimentos faciais diferentes.

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No dia da estreia da atração na Feira, um acidente provocou uma pane no sistema e deixou Walt desesperado. Ao sentar-se, a figura voltou a levantar-se e não parou mais de repetir esses movimentos. Impressionado, o público aplaudia sem parar, julgando que Lincoln agradecia aos aplausos. Sem perceber o problema, a plateia delirou!

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Claro que as atrações criadas por Disney foram as grandes sensações da Feira Mundial, provocando filas enormes de visitantes ansiosos por conhecê-las. Para Walt, os resultados da Feira foram altamente positivos. Além de trazer novas atrações para a Disneyland, conseguiu o que era impossível até então: trabalhar suas ideias junto às grandes empresas norte-americanas.

Um fato curioso ocorreu no final da exposição, porém, com o boneco de Lincoln. Ao contrário das outras três atrações, ele não foi levado à Califórnia. Quando o pavilhão de Illinois foi demolido, os artefatos mais valiosos foram devolvidos ao Estado, e o boneco se perdeu. Quando decidiram remontar a atração na Disneyland, tiveram que construir outro boneco.

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Durante muitos anos, tudo o que restou da versão original foram as lembranças de quem assistiu o espetáculo em Nova York, as fotos e as gravações de áudio ou vídeo.

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Escultor da Disney dando os últimos retoques no boneco original, de 1964.

Porém, descobriu-se finalmente que a figura original de Lincoln havia sido colocada numa caixa, enviada de volta à Califórnia e ficado misteriosamente esquecida nos armazéns da Disney durante décadas. Essa figura, apenas com a cabeça, mãos e sua estrutura original, hoje uma relíquia, está bem guardada na Disneyland…

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Nada como sair com os amigos no século 21…

… Para tomar um café…

Jantar no restaurante favorito…

Visitar um museu…

Encontrá-los em uma lanchonete…

Relaxar na praia…

Dar uma volta de carro…

Ou simplesmente para um encontro.

Sempre fui a favor de um diálogo produtivo!

 

Uma breve história dos telefones celulares

Outro dia, conversando com uma pessoa, nos lembramos dos primeiros telefones celulares lançados no Brasil, nos anos 1990. Eram uns tijolões quase do tamanho de um sapato. Rimos de montão ao nos lembrar do Michael Douglas no filme “Wall Street” puxando aquele troço, com uma antena de dois metros… Era o máximo de tecnologia, e no filme ele era um dos megainvestidores da Bolsa e coisa e tal, e naquela época só um cara muito rico podia ter um aparelhos desses…

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Deixando de lado a bizarrice de se pensar como seria levar um aparelho desses no bolso do paletó (os caras tinham que usar mochila só pra isso?), imagine como era antes dessa invenção – caso você não tenha idade para ter vivido isso. Esse aparelhinho (“aparelhinho” hoje, claro, não há 40 anos…) é um dos meios de comunicação mais eficazes de todos, além de ser o único, por enquanto, a embutir outro meio de comunicação no mesmo pacote, a internet!

Pois acredite, 40 anos atrás, e antes do advento do telefone móvel, não dava para se fazer uma ligação para outra pessoa com um telefone que não estivesse preso numa parede ou em cima da mesa.

E foi a Motorola quem criou o primeiro telefone móvel, por meio de seu diretor de pesquisa e desenvolvimento, Martin Cooper: em 3 de abril de 1974 ele fez a primeira chamada de celular, com um protótipo do trambolhão usado por Michael Douglas no filme e que foi batizado mais tarde de Motorola Dynatac 8000X – e que começou a ser vendido nos Estados Unidos em 1983 pela bagatela de US$ 4.000,00!

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Isso mesmo, 4.000 dólares! O monstrengo pesava 794 gramas, media 4,5 cm de largura, 8,9 cm de espessura e 33cm de altura. Você não leu errado, ele pesava como cinco smartphones que temos no mercado atualmente e tinha o tamanho de quase três Iphones 3 empilhados.

Não sei se as pessoas começaram a ter problemas de postura ao manter quase um quilo na altura da orelha durante as chamadas, mas o fato é que alguém achou que já estava na hora de melhorar a coisa, e a Motorola – de novo – criou o primeiro celular com uma capinha, um flip que protegia as teclas do aparelho e seu microfone, o Motorola MicroTAC.

Esse saiu nos Estados Unidos em 1989, pesava quase meio quilo (um grande avanço em relação ao antecessor) e serviu de inspiração para vários outros aparelhos de seus concorrentes. Um primo dele foi o primeiro celular a ser lançado no Brasil, em 1990, o PT 550, e custava “apenas” mais ou menos 3.000,00 cruzeiros (moeda vigente), o que, atualizado, seria algo como R$ 15.000,00… Na foto, ele parece pequeno, mas era conhecido como “tijolão”, porque pesava 350 gramas e tinha 23 cm de altura.

O primeiro celular lançado no Brasil

Logo surgiram novos celulares e novos concorrentes, um deles a Nokia, que vinha aperfeiçoando os antecessores e acabou incluindo uma nova facilidade em seus aparelhos, a possibilidade de mandar mensagens de texto. Então, lançou o Nokia 9000 Communicator em 1996, ainda um trambolho e meio estranho: você abria o telefone e aparecia um teclado onde o usuário poderia digitar a mensagem.

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A ideia foi genial, mas o aparelho em si não durou muito, porque as outras empresas logo perceberam que um teclado alfanumérico era muito mais prático. Vieram centenas de outros modelos na mesma linha, cada vez mais sofisticados, mais leves e menores e a tecnologia evoluiu muito rapidamente. Quando entramos no século XXI, essa evolução trouxe os aparelhos com telas sensíveis ao toque. O mais notável deles, e que é considerado o precursor dos smartphones, foi o Ericsson R380, lançado no ano 2000.

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Além do teclado alfanumérico, como o de um celular normal, você podia abrir o flip e – numa tela sensível ao toque – havia as funções de um palmtop. Para quem não sabe, os palmtops eram muito populares na ocasião e tinham as funções de agenda e até de conexão (rudimentar, comparado a hoje) à internet.

Talvez a maior evolução a seguir tenha sido a tecnologia Bluetooth, de novo desenvolvida pela Ericsson. Lançado em 2001, o Ericsson T36 trouxe a possibilidade de uma conexão entre aparelhos para o compartilhamento de dados sem fio, passando arquivos rapidamente para outro celular ou para outros equipamentos dotados da mesma tecnologia.

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Ericsson T36

As novidades então vieram em ritmo acelerado.  Em 2002 surgia o Sanyo SCP-5300 Sprint, um dos primeiros celulares com câmera fotográfica embutida do mercado mundial e já com a telinha colorida!

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Sanyo Scp5300

A qualidade da primeira câmera em um aparelho assim era obviamente muito baixa, pois era uma tecnologia que ainda estava sendo aperfeiçoada.

A tecnologia no mundo da informática evoluía muito rapidamente, até mais do que nos celulares, e então chegou a hora de um grande player no mundo dos computadores fazer sua entrada nesse novo e promissor mercado da telefonia. E ele chegou chegando… Em 2007, a Apple anunciou um novo aparelho que mudaria completamente a história dos celulares, o iPhone 2G.

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Era um aparelho com multidispositivos, tão bom quanto um IPod, com ótima acessibilidade pela tela sensível ao toque e potente em seu acesso à internet. A Apple realmente reinventou o celular.

Como será o futuro?

Impossível prever. A cada dia surgem novos aplicativos para os smartphones, as câmeras embutidas gravam vídeos e tiram fotos com altíssimas resoluções, e o interessante é que as chamadas pelas operadores estão cada vez menos sendo utilizadas,  já que o usuário está mais tempo conectado à internet e pode mandar suas mensagens usando as redes sociais ou usando os aplicativos. Então, tentar imaginar o que vem por aí é um exercício de futurologia inútil.

Afinal, quem imaginaria há dez anos que o celular serviria para tantas outras coisas além de fazer e receber ligações?

 

 

 

 

 

Fontes:
oficinadanet.com.br
TechTudo

MATEMÁGICA!

Pegue uma  calculadora (pode ser a do micro mesmo) porque não dá pra fazer de cabeça, a não ser que você seja um  gênio da matemática….

1- Digite os 4 primeiros algarismos de seu telefone fixo (não vale número de Celular);
2- multiplique por 80;
3- some  1;
4- multiplique por  250;
5- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone;
6- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone de novo;
7- diminua  250;
8- divida por 2…

Reconhece  o resultado?