Algodão ou papel-toalha? Como limpar a tela do celular (e como não limpar!)

  • Telas de smartphones precisam de limpeza com certa frequência
  • Panos de microfibra e algodão são as melhores opções para higienizar os aparelhos
  • Uso de toalhas de papel, sabonete e esponjas pode piorar situação
Você é daqueles que limpa a tela do celular no primeiro pedaço de pano que vê pela frente? Mesmo que isso signifique esfregar o vidro do seu caríssimo smartphone na calça jeans? Apenas pare. É sempre bom limpar a gordura e eliminar as bactérias do aparelho, mas é preciso cautela. Existem jeitos certos (e muito errados) de tirar a sujeira do touchscreen. Separamos algumas dicas, mas antes de mais nada desligue o aparelho antes de tomar qualquer tipo de atitude em relação a isso, ok? 

O que usar

Pano de microfibra

O pano de microfibra, com certeza, é a melhor opção para higienizar o seu aparelho. Não quer passar só o pano na tela? É possível utilizar (pouca) água destilada para umedecê-lo e deslizá-lo pela região frontal do celular com cuidado – de cima para baixo ou de um lado para o outro. Limpe as partes laterais e a traseira também, da mesma maneira. Lembre-se que líquido e alguns eletrônicos (os que não são à prova d’água) não “dão match”, então, nada de encharcar o pano –um borrifador, nestes casos, é a melhor opção…

Fitas adesivas

Foi para a praia com o celular ou acabou deixando ele na grama? Saiba que grãos e fiapos adoram as fendas de eletrônicos. Um truque que pouca gente conhece é usar fitas adesivas, que são aliadas na “briga” contra objetos minúsculos. É só colocá-las –sem muita força, é claro– ao longo das bordas do smartphone para que a sujeira grude na fita.

Algodão

Assim como o paninho de microfibra, o algodão levemente umedecido pode ajudar a combater a sujeira. Camisetas, flanelas ou paninhos feitos de algodão também são úteis. Só as camisetas de algodão, ok? Nada de tecidos mais grossos, que podem riscar o vidro.

O que não usar?

Toalha de papel

Elas parecem as mais indicadas (e fáceis) para dar um jeito na tela do seu celular, certo? Errado. Na verdade, as toalhas de papel são inimigas da limpeza, porque podem causar arranhões no aparelho. É melhor deixar elas para comidas e higiene pessoal, mesmo.

Sabonete

Jamais. Deixe o sabonete para o seu corpo –a composição química do produto pode estragar tanto a tela quanto a parte eletrônica do seu smartphone.

Vinagre

Essa solução pode virar uma dor de cabeça daquelas. É que o vinagre é capaz de tirar o revestimento da tela do seu aparelho, e o que já está ruim, pode piorar…

Esponjas

Parece óbvio, mas é bom lembrar que a tela do seu celular odeia coisas ásperas. E isso vale para esponjas.

Fonte:

Bruno Madrid

De Tilt, em São Paulo

 

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Por que um Nokia tijolão foi o grande sucesso da maior feira de celulares?

Em um ano em que nenhuma marca conseguiu surpreender em seus lançamentos de  celular na MWC (Mobile World Congress), maior feira de telefonia do mundo que acontece em Barcelona, quem se saiu melhor foi quem olhou para trás. Isso mesmo, em vez de tentar inovar e criar algo nunca antes visto, a Nokia voltou ao mercado de telefonia com o seu maior sucesso de vendas, o Nokia 3310.

Assim que os rumores começaram, antes mesmo da feira, já havia um grande burburinho. Seria verdade? O celular indestrutível, com bateria longa e teclado físico voltaria? Sim, já no domingo (26), o anúncio foi feito. E não teve para mais ninguém.

O celular é bem parecido com aquele do começo do anos 2000, sem Android ou iOS, sem 3G/4G, e sem apps. É bom lembrar que neste ano completamos dez da apresentação do iPhone, que trouxe os smartphones para o mercado.

Mas por que um celular “velho” é o maior sucesso quase vinte anos depois?

Não foi só você que ficou curioso sobre o novo Nokia 3310, o estande era um dos mais cheios da feira

A primeira coisa é que a notícia impactou jornalistas, formadores de opinião e moradores de grandes cidades, que costumam ser muito conectados. Os comentários incrédulos de um celular sem internet e, pior, sem WhatsApp em 2017. Ouvi muitos comentários de: “se pelo menos tivesse WhatsApp seria uma ótima para minha mãe”. (Falarei do celular para mãe ou simples mais para frente).

Logo veio o ideal da desconexão. As pessoas estão ultraconectadas e querem voltar “ao mundo real” e ter um celular como antigamente, em que um telefone era para falar e mandar SMS, no máximo. Claro, existe essa parcela da população, mas como o próprio presidente da HMD Global, empresa finlandesa que adquiriu os direitos da Nokia, que eram da Microsoft, Florian Seiche, falou ao UOL, não é só isso.

A nostalgia e o saudosismo também fazem com que aqueles com mais de trinta lembrem com carinho dos primeiros celulares que permitiam falar com qualquer pessoa por telefone fora de casa. O 3310 original vendeu mais de 126 milhões de unidade na época. Esse é um filão de mercado que vem sendo bem aproveitado pela onda vintage. E assim, a um custo muito menor que a produção de smartphones, a empresa atendeu a inúmeros pedidos de fãs.

Mas existe todo um mundo além da vida conectada. Metade da população do mundo ainda não tem smartphones. Segundo pesquisa do Strategy Analytics em 88 países lançada no final do ano passado, em 2016 eram 39% com acesso a celulares com internet, número que deve chegar em 44% só no final de 2017. Essas pessoas ou não têm celular ou usam aparelhos similares ao Nokia de dez anos atrás.

Telefones com teclado físico ainda são vistos em diversos estandes da MWC

No Brasil, de acordo com o Pew Research Center, só 41% das pessoas têm um smartphone. Uma pesquisa do Facebook e Internet.org lançada na feira mostra que são 70 milhões de brasileiros sem conexão com a internet.

Dados da Anatel de janeiro de 2017 indicam que existem 243,42 milhões de linhas móveis em operação no país, número que caiu em relação ao ano passado porque muitas pessoas estão deixando de ter mais de um chip – seja porque a tarifa entre operadoras caiu ou pela crise econômica.

Além disso, nossa rede é composta majoritariamente (67%) por planos pré-pagosque ou não têm internet ou têm acesso limitado, sendo a maioria das conexões em 3G (o 4G ainda é uma pequena parcela).

Outro fator que pode influenciar o desejo das pessoas por um aparelho sem internet como o 3310 é a troca da linha fixa pela móvel, para ser o telefone da “casa”. A cada mês cai o número de linhas fixas no país, hoje são cerca de 40 milhões. A troca serve para quem quer gastar menos ou vive em áreas em que existe o sinal 2G, mas não o 3G/4G. Para José Otero, diretor para América Latina e Caribe da 5G Americas, as tarifas da telefonia móvel estão caindo e incentivam essa troca.

Uma boa jogada de Marketing

Vamos voltar à sua mãe. O novo Nokia 3310 pode ser um aparelho para pessoas mais velhas que não usem internet no celular e preferem o teclado físico e também para crianças pequenas — ser mais “indestrutível” é um ponto favorável.

Mas se a sua mãe usa (e muito) o zapzap, a Nokia também tem um aparelho para ela. O Nokia 3, por exemplo, é um celular com Android e WhatsApp bem simples e bonito que custa R$ 500 (convertidos do euro).

Junto com o 3310, a empresa lançou três smartphones. Um deles, inclusive já foi sucesso de vendas na China. Com o lançamento do 3310, mesmo que as vendas não sejam uma maravilha, os gastos não são muitos e, com certeza, o retorno em exposição de marca foi um dos melhores dos últimos anos no segmento.

Você pode não comprar o 3310, mas agora que todo mundo só falou nele, talvez você dê uma chance para os outros aparelhos da marca.

O que mais tivemos na feira?

Os lançamentos das demais marcas agradaram, mas nada muito inovador. A LG anunciou uma tela um pouco mais comprida que o usual no G6, a Motorola lançou sua linha de celulares intermediários G5 com corpo de metal, a Sony trouxe supercâmera lenta para seus top de linha e a Samsung se viu obrigada a atrasar o lançamento de seu celular premium Galaxy S8. A Alcatel lançou uma linha com traseira com luz de LED personalizável e a Sony trouxe ainda uma tela projetada touch.

 

 

 

fonte:

UOL

15 coisas que o celular já substituiu ou pode substituir em breve

Ainda que tenham sido criados com o objetivo de fazer ligações sem a limitação dos fios e de espaço, os celulares atingiram tamanha proporção que, atualmente, parecem terem migrado tudo (ou quase tudo) para a tela. A chamada telefônica, inclusive, parece ter até perdido espaço em meio a tantos recursos, que se multiplicaram com o advento da internet e dos aplicativos.

Veja abaixo 15 coisas que o smartphone já substitui ou pode substituir em breve:

1. Despertador

Os despertadores viraram praticamente uma relíquia, mas não o seu ódio por aquele barulho que interrompe o seu sono… Agora, quem corre o risco de ser arremessado na parede toda manhã é o celular.

2. Relógio

Basta perguntar a hora para qualquer pessoa que você vai ver. A grande maioria não olha no pulso – mesmo aqueles que ainda gostam de usar relógio -, e certamente vai consultar o celular para dar uma resposta. Isso é fato: a venda de relógios de pulso caiu tremendamente nos últimos anos…

3. Mapas, guias de ruas e até o GPS

Você se lembra dos guias de ruas? Até mesmo quem usou deve se perguntar como conseguia encontrar endereços em meio a tantos mapas e códigos. Até que inventaram o GPS, que apesar de muito mais prático, não teve uma vida útil tão longa. Logo, foi substituído pelos aplicativos de mapas, que podem ser acessados pelo celular a qualquer hora e lugar, até mesmo quando se está off-line.

4. Cartões de crédito e débito

O uso do celular para pagar contas já começou a ganhar força, mesmo que ainda iniciando no Brasil. Mas o que se vê é uma tendência que certamente vai substituir os cartões de crédito e de débito com o passar do tempo.

5. Banco

Ir ao banco se tornou cada vez menos necessário. Pagar contas, fazer transferências, consultar saldos… praticamente tudo agora é possível fazer pelo celular. Para fazer saques, ainda é preciso até uma agência ou um caixa eletrônico. De qualquer forma, a economia de tempo com filas é mais do que considerável.

6. Documentos pessoais

Chega de ficar carregando o passaporte [no caso em uma viagem], documentos de identidade e a carteira de motorista para cima e para a baixo com o risco de perdê-los por aí ou esquecer no bolso da calça. Alguns países, como EUA, Irlanda e Angola já migraram grande parte desses documentos para dentro do celular. Agora, resta saber se as autoridades brasileiras vão seguir o mesmo caminho. Que seria uma boa, não resta dúvidas, nê?

7. Telefone fixo

Não que o telefone fixo tenha sido extinto, mas certamente o seu uso tem se tornado cada vez mais escasso. Nada de pagar taxas extras e exorbitantes para ligações interurbanas! O uso de aplicativos gratuitos tem facilitado e muito a comunicação de longa ou curta distância. Um contato que não se limita à audição e se estende à visão.

8. Lanterna

Os celulares nem tinham internet ainda, mas já contavam com lanternas. Quem é que não se lembra dos antigos aparelhos da Nokia? Fizeram história. Atualmente, não são todos os smartphones que vêm de fábrica com o recurso, mas é fácil encontrar aplicativos de lanterna gratuitos para todos os sistemas operacionais. Assim, dificilmente você ficará no escuro.

9. Agenda telefônica

Quem é que ainda anota o telefone dos amigos, parentes ou médicos em um papel dividido por letras do alfabeto? Dá para contar nos dedos, não é mesmo? O celular assumiu a função desse item – cada vez mais escasso nas papelarias. Uma substituição que, por um lado, facilita o acesso aos números, mas, por outro, dificultou a memorização até mesmo dos telefones considerados mais essenciais.

10. Câmera fotográfica

Cada passo é um flash! Esse é um ditado que, com a inclusão de câmeras nos celulares, se tornou válido não apenas para modelos e/ou artistas. Muito mais gente passou a tirar fotos e especialmente as selfies, abandonando com isso o uso das pequenas câmeras portáteis, ou descartáveis. Claro que os fotógrafos mais experientes, ou profissionais, não dispensam as boas câmeras fotográficas…

11. Calculadora simples

Para fazer cálculos básicos e até alguns outros mais complexos, os celulares são mais do que suficientes…

12. Bússola

Agora é possível encontrar o norte a qualquer momento, basta ter bateria no celular. O recurso está presente em quase (senão todos) os aparelhos disponíveis no mercado.

13. Vídeo game portátil

Há alguns anos, esse era o gadget dos sonhos da molecada e dos amantes dos videogames. Mas, agora, não passa de relíquia de museu. Com a diversidade de aplicativos de games -gratuitos ou não -, os celulares assumiram essa função, que passou a ser muito mais acessível e democrática.

14. Gravador de voz

Tudo começou com os gravadores de fita cassete, que evoluiu para os gravadores digitais. Mas, com era dos aplicativos – que levou quase tudo para dentro dos celulares – o aparelho se tornou perfeitamente dispensável. Atualmente, há diversas opções de apps que gravam áudios e há até aqueles que fazem o trabalho de transformar o áudio em texto! Tudo bem que a transcrição ainda vem com alguns defeitos, mas logo serão sanados, pode apostar.

15. Walkman, discman e MP3 Player

O finado Walkman já foi considerado uma grande invenção, que se tornou ultrapassada com o advento do discman, atropelado – logo na sequência – pelos MP3 Players. Mas os aplicativos de streaming se superaram e levaram ao celular um catálogo variado de artistas e estilos para os amantes de música.

 

Ainda há muita coisa que nem citei e o que o smartphone traz: TV, lupa, dicionário, leitor de código de barras, rádio, tradutor… Você pode até ler revistas e jornais com ele.

Quem está lendo isto no celular?

 

 

 

Fonte:

UOL

Os dez lugares mais contaminados dentro de casa

Toalhas úmidas, escovas de dente sem escorrer, brinquedos espalhados pelo chão…esses são alguns dos “ambientes perfeitos” para fungos e bactérias se multiplicarem dentro de casa.

Segundo um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS), em parceria com a Universidade de Barcelona para a empresa de produtos de limpeza Sanytol, os nossos hábitos de limpeza podem transformar uma casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças.

A pesquisa atestou que o banheiro é o local mais cheio de germes de uma residência. No entanto, ele também é o cômodo que se limpa com mais frequência e, sendo assim, muitas vezes acaba não sendo tão “perigoso” nesse aspecto quanto outros locais que ficam “esquecidos”, apenas acumulando sujeira – e, consequentemente, bactérias e outros tipos de micro-organismos. Por isso, o Departamento de Microbiologia da Universidade que liderou a pesquisa chamou a atenção para aquelas que chamou de “zonas esquecidas”.

A seguir, o ranking dessas zonas que podem colocar em risco a saúde dos moradores da casa.

1- Banheiro

Levando em consideração a função dos banheiros, não é muito surpreendente saber que eles estão no topo da lista. O estudo inclui uma pesquisa com mil famílias espanholas e, de acordo com os resultados, somente 56% desse grupo faz uma limpeza diária nos banheiros. E apenas 32% os desinfeta. Limpar o banheiro não é a mesma coisa que desinfetá-lo. Ter uma superfície limpa não é o mesmo que ter uma superfície sem contaminação.

2- Esponjas e panos de cozinha

Segundo a pesquisa, a cozinha é outro local cheio de germes dentro de casa. Eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. De acordo com o estudo, eles não costumam ser lavados diariamente e, muitas vezes, ficam úmidos ao longo do dia, o que colabora para a proliferação dos germes.

Esses germes e bactérias podem ficar até duas semanas em uma esponja úmida.

3- Pia

A pia da cozinha concentra 100 mil vezes mais germes do que o banheiro. Segundo o estudo, 14% delas abrigava mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

E muitas vezes, esses micro-organismos se acumulam em pilhas de pratos com restos de comida.

4 – Torneiras, banheiras, máquinas de lavar e geladeiras

Assim como acontece com a pia, a umidade e o material orgânico acumulado nessas áreas criam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Na borracha da máquina de lavar e da geladeira, por exemplo, não é estranho encontrar mofo ou bolor. Ela tem dobras muito difíceis de limpar e, sendo assim, acaba acumulando esses micro-organismos.

5- Escovas de dentes e seus copos

A boca abriga centenas de micro-organismos, que podem ser transferidos à escova de dente durante o uso. Bactérias como estafilococos, coliformes, pseudomonas, levedura, bactéria intestinal e até germes fecais podem ficar alojados ali, uma vez que as escovas ficam no banheiro e, geralmente, perto do vaso sanitário.

A pesquisa da universidade espanhola garante que 80% das escovas de dente examinadas abrigam milhões de micro-organismos que podem vir a ser prejudiciais à saúde.

6- Chão

É comum deixarmos cair um pedaço de comida no chão. Muita gente pega o pedaço de volta, dá aquela assopradinha e acha que, assim, já eliminou todas as bactérias que estavam ali. Mas isso não é suficiente.

O chão de uma casa é um dos lugares com maior concentração de micro-organismos, segundo a pesquisa. Muitos deles são trazidos da rua com nossos sapatos. Além disso, os especialistas em microbiologia advertem que as bactérias precisam somente de dez segundos para “colonizar” um pedaço de comida que cai no chão.

7- Tábuas para cortar

O estudo mostra que até 20% das infecções alimentares ocorrem dentro de casa. Os micro-organismos que frequentemente provocam esse tipo de problema são a salmonela, a escherichia coli e o campylobacter. Todos eles podem se acumular na borracha que veda a geladeira ou em panos úmidos. Mas também é comum encontrá-los nas tábuas de cortar, que são ambientes propícios para abrigar germes.

Para evitar isso, é preciso desinfetá-las com frequência, e escolher bem sua tábua de corte. A tábua mais indicada é a de polietileno, que tem mais resistência do que as de madeira às ranhuras que se abrem nas superfícies devido ao uso sucessivo das tábuas. É nelas que se acumulam as bactérias, mesmo após a lavagem da tábua e, na hora do novo uso, poderiam infectar outros alimentos.

Os especialistas recomendaram a troca periódica da tábua, além da higienização, como a melhor maneira de prevenir a contaminação.

8- Dispositivos tecnológicos

O teclado de um computador ou a tela de um celular podem chegar a ter 30 vezes mais micro-organismos do que um banheiro limpo!

É que essas telas de celulares, os telefones em geral, controles remotos e outros dispositivos tecnológicos estão em constante contato com nossas mãos. Nós mexemos em muitas coisas e não desinfetamos nossas mãos a todo o momento. Por isso, os teclados podem acumular até 450 tipos de germes diferentes, afirma a pesquisa.

9- Maçanetas

Elas são utilizadas uma vez ou outra ao longo do dia, mas geralmente a gente se esquece delas na hora da limpeza. Além de acumularem germes, todos os especialistas consideram que elas desempenham um papel importante na transmissão de vírus como o da gripe e outros, que provocam doenças respiratórias.

10- Brinquedos

Não é raro encontrá-los espalhados pelo chão numa casa que tem crianças. Eles são arrastados pelo tapete e as crianças costumam colocá-los na boca. A pesquisa mostrou que 17% dos entrevistados nunca desinfetam os brinquedos, o que facilita a proliferação dos germes.

Por tudo isso, pessoal, vamos prestar atenção nessas “zonas esquecidas” na próxima vez. E, para facilitar as coisas, o desenho abaixo resume tudo o que foi dito. Boa limpeza!

 

 

Fonte:

BBC

Como limpar a tela do celular sem danificá-lo

Companheiro de todas as horas —há quem não fique sem ele nem no banheiro—, o celular não raramente fica cheio de marcas de digitais e poeira e, embora não sejam visíveis, de germes e bactérias.

Mas limpá-lo efetivamente não é algo tão simples assim.

Durante a fabricação, a maioria das telas desses aparelhos —inclua aqui também as dos tablets e dos laptops mais modernos— passa por uma série de processos químicos que garantem maior resistência e as deixam eletricamente carregadas para que, assim, respondam ao toque. Essa eficiência, porém, tem um preço: as superfícies ficam mais sensíveis a determinadas substâncias. Logo, usar o produto errado para a limpeza pode levar a um belo prejuízo na assistência técnica.

Sendo assim, qual a melhor maneira de higienizar o celular? Usando pano, papel ou algodão? Com ajuda de água ou de álcool? A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, foi buscar a resposta com especialistas:

O PANO CORRETO

Segundo Martín Errante, gerente de produto da Motorola na Argentina, há três maneiras recomendáveis de remover a sujeira desses aparelhos:

  • Opção 1: Usar uma flanela suave e seca;
  • Opção 2: Usar o mesmo tipo de pano, mas úmido;
  • Opção 3: Levar a um serviço autorizado, onde é possível realizar uma limpeza mais profunda de todo o aparelho.

Caso você opte por fazer o serviço em casa, Errante lembra que é preciso lançar mão de um pano bem limpo: se ele estiver sujo de pó, por exemplo, pode acabar arranhando a tela.

E OS GERMES?

Os conselhos acima ajudam a manter o aparelho aparentemente limpo. Mas… e quanto aos germes e bactérias?

Um estudo sobre hábitos de higiene em casa, feito em conjunto pela Fundação de Estudos para Saúde e Seguridade Social e pela Universidade de Barcelona (Espanha), mostra que o teclado de um computador ou a tela de um celular podem ter até 30 vezes mais microrganismos que uma tampa de vaso sanitário limpa. O motivo: esses aparelhos estão em contato constante com nossas mãos.

Professor de microbiologia e ciências ambientais da Universidade do Arizona (EUA), Charles Gerba também estudou a presença de bactérias em telefones celulares. E é taxativo: “A recomendação é limpá-los com desinfetante”.

Porém, como fazer isso sem danificar a tela dos aparelhos?

“Uma das melhores formas para deixar uma tela tátil impecável é utilizando álcool, desde que seja isopropílico ou etílico”, aconselha a engenheira química Tamara Rodriguez, da Venezuela. Ela lembra, no entanto, que, se a limpeza com esses produtos for frequente, pode levar a um desgaste considerável da superfície no longo prazo, “já que hoje em dia muitas dessas telas vêm com uma cobertura especial que ajuda a diminuir a aderência de sujeira e gordura”.

Além disso, acrescenta, as telas “são muito sensíveis a qualquer substância líquida”. No caso das feitas de LED, LCD ou plasma, há risco de danos aos pixels.

FÓRMULA CORRETA

Para higienizar o aparelho sem danificá-lo, diz a especialista, é preciso recorrer a uma “poção química”.

“Pode-se usar água destilada, que, por não possuir sais nem bactérias, é um excelente agente limpador. Mas ela sozinha não elimina as bactérias”, explica Rodriguez. “Para isso, pode-se misturar uma pequena quantidade diluída de álcool isopropílico ou ácido acético (aquele encontrado no vinagre). Essas substâncias têm um pH baixo, e os microrganismos não sobrevivem a esses níveis.”

Com álcool o uso de isopropílico, fica menor o risco de dano elétrico caso o líquido entre no dispositivo. Além disso, a substância evapora rápido e é eficiente na eliminação de gorduras, garante a engenheira química.

Martín Errante, da Motorola, afirma que os serviços técnicos “geralmente usam álcool isopropílico”, mas recomenda que a limpeza com o produto seja feita por uma pessoa preparada.

O QUE EVITAR

  • Toalhas, lenços faciais ou qualquer material áspero;
  • Água da torneira, pois contém cloro e pode provocar manchas na tela;
  • Molhar diretamente o dispositivo, já que há o risco de o líquido entrar em seu interior, provocando danos graves. O mais seguro é umedecer levemente o pano e esfregá-lo em uma mesma direção.

 

 

Fonte:

BBC

A pegadinha da Tv Record

O cantor Duke Hazlett, sósia de Frank Sinatra, que participou de pegadinha da Record em 1963

O cantor Duke Hazlett, sósia de Frank Sinatra, que participou de pegadinha da Record em 1963

Houve um tempo, na pré-história da televisão no Brasil, em que era possível fazer uma pegadinha que enganasse uma cidade inteira. Claro, isso acontecia apenas porque não existia internet, nem telefones celulares – e a telefonia fixa era restrita e precária. Ou seja, as notícias demoravam a circular e a apuração delas também era mais difícil e lenta.

Um dos casos mais famosos aconteceu em março de 1963, época em que a TV Record era a líder inconteste de audiência. Proporcionalmente, sua penetração em todas as camadas da população, e por consequência a popularidade de seus astros, era muito maior do que a TV Globo de hoje. Foi lá, em seus programas e festivais de música, que surgiram e se consolidaram artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque, apenas para citar dois nomes. E foi lá que a Jovem Guarda mudou a música e os costumes dos jovens de então, com o programa do mesmo nome apresentado por Roberto Carlos.

Voltando a março de 1963, após vários anúncios, um mistério movimentou a cidade de São Paulo: quem seria a grande atração internacional que viria ao Brasil para se apresentar na Record? O fato é narrado pelo radialista e pesquisador Fernando Morgado no livro Blota Jr. – A Elegância no Ar (Matrix Editora), lançado no ano passado.

Durante um mês, a emissora, que completaria dez anos, exibiu incontáveis chamadas em sua programação e publicou anúncios nos principais jornais e revistas revelando as novidades para aquele ano. Uma delas era o programa “Convidados Bombril”, apresentado por Blota Jr. (1920-1999), lendário apresentador que comandou dezenas de programas na Record.

Blota Júnior

Blota Júnior

Os anúncios traziam uma frase misteriosa: “Em fins de março, o ‘astro’ que você esperou por 10 anos para poder ver”. Afinal, quem poderia ser? Frank Sinatra (1915-1998)? Yves Montand (1921-1991)? Os jornalistas faziam suas apostas e se esforçavam para tentar descobrir antes de 31 de março, o domingo para quando estava marcada a apresentação. Quando esse tão aguardado dia chegou, dezenas de repórteres se posicionaram em torno da sede da Record, mas nenhum deles conseguiu ver o tal “astro”. O jeito foi esperar a noite chegar e ligar a TV.

De acordo com Morgado, faltavam poucos minutos para a meia-noite quando Blota Jr. surgiu no vídeo, anunciando que, finalmente, seria desfeito o mistério que causou tanto alvoroço em São Paulo e no restante do Brasil. “Em seguida, a câmera focalizou uma cortina translúcida. Projetada nela, estava a silhueta de um homem que começou a cantar acompanhado pela orquestra da Record. Quem estava vendo e ouvindo poderia jurar: era Frank Sinatra, the voice, em carne e osso”, conta.

Apesar do alvoroço momentâneo, era um ledo engano: após o segundo número musical, Blota Jr. invadiu a cena para fazer uma revelação.

“Logo as cortinas se abriram e surgiu Duke Hazlett, considerado, por muitos anos, o mais perfeito sósia de Sinatra em todo o mundo. Depois disso, só restou ao Doutor, como era conhecido o apresentador, desejar um feliz primeiro de abril para todos”, explica Morgado.

Evidentemente, de acordo com o pesquisador, muitos jornalistas da época não viram graça nenhuma na pegadinha…

 

 

 

Fonte:

THELL DE CASTRO

noticiasdatv.uol.com.br

Primeira ligação com vídeo faz 50 anos

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Embora as videochamadas tenham se popularizado com o Skype e outros aplicativos similares, o conceito da tecnologia surgiu há muito mais tempo. A primeira ligação com vídeo completou mais de 50 anos: ela foi demonstrada em uma feira tecnológica nos Estados Unidos em um aparelho chamado Picturephone.

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A demonstração do funcionamento do Picturephone, aparelho que permitia ligar para um número fixo e mostrava a imagem do interlocutor, ocorreu em 20 de abril de 1964

A World’s Fair (Feira Mundial), realizada em Nova York em 1964 , trouxe como um dos destaques o Picturephone, fabricado pelo laboratório Bell da AT&T. Para usá-lo, o visitante tinha de entrar em uma cabine e discar para o número de telefone fixo. Depois de a ligação ser completada, a pessoa apertava um botão indicado com um “V” para ativar o vídeo. Uma câmera pequena capturava a imagem da pessoa, que era mostrada em outro Picturephone à pessoa do outro lado da linha.

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A videochamada, no entanto, estava longe de ser perfeita. A imagem mostrada era em preto e branco em uma tela pequena (16 x 21 polegadas) e gerada em 30 quadros por segundo. A pessoa tinha de ficar praticamente imóvel diante do Picturephone, caso contrário a imagem não aparecia do outro lado da telinha.

Apesar de avançada e muito curiosa para a época, a tecnologia não era barata nem prática. Quem fizesse uma chamada de 15 minutos teria de desembolsar US$ 15 – o equivalente a US$ 640 (R$ 1.950,00) em valores corrigidos de hoje.  Em 1969, a AT&T começou a vender um modelo de Picturephone para empresas, com leves melhorias no aparelho. Mas, em meados de 1971, a companhia telefônica encerrou as vendas e a oferta do serviço.

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De todo modo, foi um enorme avanço, porque até então, as videochamadas estavam restritas aos desenhos animados ou à ficção-científica…

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Aliás, a Feira Mundial de Nova York de 1964 tinha de fato esse objetivo, apresentar as grandes inovações futuristas e propostas e invenções que, segundo seus idealizadores, modificariam o mundo e o deixariam melhor. Uma dessas invenções era justamente o Picturephone.

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No centro da Feira Mundial de Nova Iorque em 1964 ficava o ícone da exibição: A Uniesfera. Construída pela US Stell, esta edificação era o triunfo da engenharia americana. Ninguém tinha conseguido criar uma representação da Terra em tal escala antes. Assim como a Torre Eiffel na Exposição de Paris em 1889, a Uniesfera tornou-se instantaneamente o símbolo reconhecível da Feira Mundial de 1964. Ela ainda está lá, no Queens, no parque que foi construído para a exibição.

Esse Picturephone foi inclusive instalado na Disneyland, e ligava o parque ao único hotel da Disney que existia na época. Falando em Disney, é claro que Walt, sempre olhando para o futuro, não deixaria de participar dessa exposição.

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Ainda antes da abertura da Feira, Disney e seus criativos foram convidados a desenvolver atrações para o evento. E três grandes empresas decidiram patrocinar essas atrações, a Ford, a General Electric e a Pepsi. Essas três atrações, depois do final da exibição,  poderiam ser reconstruídas na Disneyland.

A Ford oferecia uma viagem de volta no tempo para as origens da Terra, intitulada “Magic Skyway”. A bordo de conversíveis guiados em um trilho, os visitantes podiam ver os primeiros animais na Terra, os dinossauros, na forma de robôs animados, e os primeiros seres humanos e as primeiras invenções humanas. A sequência de dinossauros – chamada Primeval World – é a que foi depois levada para o parque na Califórnia.

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A General Electric, por sua vez, propôs uma viagem ao futuro, através do “Progressland”, um pavilhão onde ela mostrava como a eletricidade mudara o mundo. Uma das atrações desse pavilhão era o “Carousel of Progress”, reconstruído na Disneyland após o final da Feira: em um palco circular giratório, veríamos como a família vivia no passado e a evolução dessa família até o futuro, onde iríamos passar as férias na Lua, como seriam nossas cidades subaquáticas, as fazendas do futuro… As rodovias onde nossos carros andariam sozinhos… Tudo isso com bonecos audioanimatrônicos, robôs que usavam a mais avançada tecnologia da época.

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010-COP-1-NY walt-disney-carousel-of-progress-0074e8468e3ea1ed02b87013069c189661Finalmente, a Pepsi se uniu à UNICEF e patrocinou a atração “It’s a Small World”, convidando os visitantes a viajar por todas as nações do mundo em pequenos barcos, sendo recebidos por bonecos audioanimatrônicos que representavam todas as nacionalidades e cantando um hino à fraternidade universal. A atração praticamente não sofreu mudanças quando foi levada à Disneyland, depois da Feira Mundial.

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Mas esses três pavilhões não foram as únicas atrações que Walt Disney levou à Feira Mundial. Ele tinha mais uma, no pavilhão do Estado de Illinois, e que era um sonho que vinha acalentando e desenvolvendo por onze anos: o projeto Lincoln.

Era o presidente americano Abraham Lincoln que levantava-se da cadeira, discursava, agradecia aos aplausos e voltava a sentar-se, em um total de 48 movimentos corporais e 15 movimentos faciais diferentes.

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No dia da estreia da atração na Feira, um acidente provocou uma pane no sistema e deixou Walt desesperado. Ao sentar-se, a figura voltou a levantar-se e não parou mais de repetir esses movimentos. Impressionado, o público aplaudia sem parar, julgando que Lincoln agradecia aos aplausos. Sem perceber o problema, a plateia delirou!

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Claro que as atrações criadas por Disney foram as grandes sensações da Feira Mundial, provocando filas enormes de visitantes ansiosos por conhecê-las. Para Walt, os resultados da Feira foram altamente positivos. Além de trazer novas atrações para a Disneyland, conseguiu o que era impossível até então: trabalhar suas ideias junto às grandes empresas norte-americanas.

Um fato curioso ocorreu no final da exposição, porém, com o boneco de Lincoln. Ao contrário das outras três atrações, ele não foi levado à Califórnia. Quando o pavilhão de Illinois foi demolido, os artefatos mais valiosos foram devolvidos ao Estado, e o boneco se perdeu. Quando decidiram remontar a atração na Disneyland, tiveram que construir outro boneco.

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Durante muitos anos, tudo o que restou da versão original foram as lembranças de quem assistiu o espetáculo em Nova York, as fotos e as gravações de áudio ou vídeo.

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Escultor da Disney dando os últimos retoques no boneco original, de 1964.

Porém, descobriu-se finalmente que a figura original de Lincoln havia sido colocada numa caixa, enviada de volta à Califórnia e ficado misteriosamente esquecida nos armazéns da Disney durante décadas. Essa figura, apenas com a cabeça, mãos e sua estrutura original, hoje uma relíquia, está bem guardada na Disneyland…

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