Navio surge depois de ter desaparecido no Triângulo das Bermudas

A Guarda Costeira cubana anunciou que interceptou um navio à deriva na costa da ilha caribenha. O navio, identificado como sendo o SS Cotopaxi, desapareceu em dezembro de 1925 e, desde então, seu sumiço tem sido ligado ao famoso Triângulo das Bermudas.

As autoridades cubanas tentaram se comunicar com a tripulação exaustivamente durante dias, porque a embarcação estava se aproximando perigosamente de uma instalação militar, mas todos os esforços foram infrutíferos. Finalmente, mobilizaram barcos-patrulha até que os homens conseguiram abordar o navio.

De início, ficaram surpresos por não haver ninguém a bordo, e uma busca completa possibilitou que eles encontrassem o diário do capitão. Foi nesse momento que descobriram tratar-se do navio-fantasma, embora o diário não trouxesse nenhuma pista do que aconteceu com o Cotopaxi nos últimos 90 anos.

O especialista cubano Rodolfo Cruz Salvador analisou os documentos e acredita serem autênticos.

O diário está cheio de informações preciosas sobre como era o cotidiano dos marinheiros, mas as entradas cessam exatamente no dia 1 de dezembro de 1925, o dia em que o navio desapareceu. Ele havia partido em 29 de novembro daquele ano de Charleston, na Carolina do Sul, Estados Unidos, a caminho de Havana. A tripulação era composta por 32 homens, sob o comando do capitão Myers, e levava uma carga de 2.300 toneladas de carvão. Foi dado como desaparecido apenas dois dias depois.

O Triângulo das Bermudas é uma região que abrange a área entre Miami, Porto Rico e Bermudas e onde desapareceram dezenas de navios e de aviões, todos em circunstâncias misteriosas.  As lendas atribuem esses desaparecimentos a fenômenos paranormais e sobrenaturais, ou a atividades extraterrestres. Existem até mesmo aqueles que sustentam que os restos de uma civilização perdida (Atlântida?) ainda exerceriam influência eletromagnética sobre quem ousasse navegar naquelas águas.

A maioria dos cientistas, porém, nem reconhece a existência desse triângulo e afirma que os desaparecimentos se deram por conta de erros humanos ou fenômenos naturais. O fato, entretanto, é que o reaparecimento surpreendente do SS Cotopaxi deve obrigar a comunidade científica a rever suas crenças…

 

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Bem, essa foi a notícia que vem deixando o mundo alvoroçado há muitos meses…

Ela surgiu na segunda quinzena de maio de 2015 e conta a incrível história do navio SS Cotopaxi, que desapareceu em 1925 na região conhecida como o Triângulo das Bermudas e teria sido encontrado pela Guarda Costeira de Cuba.

Segundo o texto, que reproduzi acima, a Guarda Costeira cubana teria anunciado que haviam interceptado uma embarcação e que uma inspeção feita no navio descobriu o diário de bordo do capitão. Esse diário, após ser examinado pelo especialista cubano Rodolfo Cruz Salvador, teria confirmado ser autêntico.

A imagem abaixo seria uma das fotos comprovando o achado intrigante:

A região conhecida como Triângulo das Bermudas é um local cercado por lendas e teorias sobre navios desaparecidos e acontecimentos inexplicáveis, por isso a notícia ganhou tanto destaque em diversos sites e blogs.

No entanto, é bom que fique claro que essa história é falsa!

O navio SS Cotopaxi existiu, de fato, e afundou em 1925 durante uma viagem entre a Carolina do Sul e Havana. Apesar do capitão deixar evidente, em sua última transmissão de rádio, que o navio estava afundando, muitas pessoas ainda tratam o ocorrido como se fosse um desaparecimento, associando o incidente com as lendas sobre a região.

Não há nenhuma nota da Guarda Costeira cubana comprovando o achado e tampouco não houve nenhuma confirmação de órgãos oficiais sobre o suposto reaparecimento do navio.

E tem mais!

O homem que aparece na reportagem não se chama Rodolfo Cruz Salvador e também não é cubano. Seu nome é Lee Smale, um britânico que encontrou o diário de seu pai. Claro, ele não tem nada a ver com a história do navio que teria reaparecido.

O britânico Lee Smale teve sua foto usadda indevidamente na matéria falsa!

O britânico Lee Smale teve sua foto usada indevidamente na matéria falsa!

Aqui está o link da matéria publicada em 2013 sobre o diário do pai do britânico, que era mergulhador da Marinha inglesa e participou das tentativas de resgatar um submarino afundado durante a Primeira Guerra Mundial.

A foto do navio usada para ilustrar essa notícia falsa é, na verdade, uma montagem (até meio tosca) de um frame do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, de 1977, dirigido por Steven Spielberg. Na cena, o Cotopaxi havia sido encontrado no deserto de Gobi.

Esse boato surgiu de uma publicação feita no dia 18 de maio de 2015, no site humorístico World News Daily Report. Rapidamente, vários sites começaram a copiar a notícia e, em pouco tempo, o assunto passou a se espalhar como se fosse real.

Isso também acontece por aqui, quando falsas notícias publicadas em sites de humor, como o Sensacionalista, acabam sendo espalhadas por pessoas que ou não entendem a piada e acham que a notícia é verdadeira, ou simplesmente resolvem difundir a brincadeira.

 

Para desilusão dos que acham que os deuses eram astronautas, a notícia do navio reaparecido é falsa. Sei que muita gente divulgou essa farsa na boa fé, por acreditar em muitas das teorias e lendas que correm por aí. Histórias nunca comprovadas de abduções, de avistamentos de OVNIs, lendas sobre mulas sem cabeça, zumbis ou lobisomens.

Eu, por exemplo, sou um dos que não acredita em bruxas.

Mas, que elas existem, existem…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

internet

http://www.e-farsas

 

 

 

Ray Harryhausen, lenda do cinema fantástico

Ray Harryhausen, uma lenda em Hollywood por seu pioneirismo na arte dos efeitos especiais, morreu em 2013 em Londres, aos 92 anos.

O gênio de Harryhausen estava em conseguir dar vida a seus modelos de animação. Fossem dinossauros pré-históricos e criaturas mitológicas, nas mãos de Ray não eram marionetes, mas personagens tão importantes quanto os atores que eles enfrentavam e, em alguns casos, mais importantes ainda, eram a própria razão de ser do filme.

Vencedor de um Oscar honorário em 1992 e detentor de uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, seu trabalho influiu na carreira de diretores como Steven Spielberg, James Cameron, Peter Jackson e George Lucas, que se inspiraram em obras de Harryhausen como “O Monstro Do Mar Revolto” (1955), “A Ilha Misteriosa” (1961), “Um milhão de anos antes de Cristo” (1966), “Sinbad” (1981) e “Fúria de Titãs” (1981).

“Sem Ray Harryhausen, possivelmente não teria existido ‘Guerra nas Estrelas'”, disse certa vez George Lucas , o cérebro da célebre franquia galática.

“‘O Senhor dos Anéis’ é meu filme homenagem a Ray Harryhausen. Sem seu amor por essas imagens maravilhosas e sua forma de narrar, esse filme não poderia ter sido feito, pelo menos não por mim”, afirmou Peter Jackson, diretor da saga.

Possivelmente o trabalho mais lembrado de Harryhausen é o da animação dos sete esqueletos do filme “Jasão e os Argonautas” (1963), que lhe tomou três meses de filmagem.

Ao longo de sua carreira, ele produziu 17 filmes, se encarregou dos efeitos especiais de 15 e dirigiu 9 curta-metragens. Também trabalhou como ator em comédias como “Um Tira da Pesada III” (1994) e “Os Espiões que Entraram numa Fria” (1985).

Nascido em Los Angeles no dia 29 de junho de 1920, sua paixão pelos efeitos especiais nasceu ao assistir o filme “King Kong” (1933), a produção rodada em preto e branco por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack a cuja estreia assistiu quando Hollywood começava a despertar para os filmes em cores.

Uma exibição que marcou sua vida e que lhe converteu no mestre da animação quadro a quadro, após ver o trabalho de Willis O’Brien, artista capaz de transformar um boneco simiesco de 45 centímetros em Kong, o gigantesco gorila que subiu ao topo do Empire State, o edifício mais alto do mundo à época.

“É a fantasia mais real já criada e que segue viva sete décadas mais tarde”, afirmou Harryhausen à Efe em 2005.

“Todos os que praticamos a arte da ficção científica e os filmes de fantasia sentimos que nos apoiamos nos ombros de um gigante. Sem a contribuição de Ray ao imaginário coletivo, não seríamos quem somos”, declarou o diretor James Cameron (de Avatar e Titanic).

Abaixo, uma compilação de seus trabalhos mais conhecidos:

De onde vêm os sons dos dinossauros de Jurassic Park?

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Li uma matéria muito interessante noutro dia, e que tratava justamente de uma pergunta que eu fiz, e certamente milhares de outras pessoas também fizeram, quando assisti Jurassic Park: como eles sabiam qual era o som que os dinossauros faziam?

O engenheiro de som Gary Rydstrom não sabia, claro, mas revelou numa entrevista ao site Vulture de onde vieram aqueles sons surpreendentes. Por exemplo, o do Tiranossauro Rex. O monstrão teve seus rugidos tirados do cachorrinho de Rydstrom. “A forma como eles animaram o T.Rex era parecida com um cachorro”, disse o designer, que afirmou que desacelerou as gravações para obter o resultado final. “Uma das coisas divertidas de meu trabalho é pegar um som e desacelerá-lo: ele se torna muito maior”.

Outro som tenebroso era o dos Velociraptor, mas sua origem é bizarra: ““É um pouco vergonhoso, mas quando os raptors se comunicam, são tartarugas fazendo sexo”, afirmou Rydstrom, que gravou a cena íntima no Marine World. “As pessoas lá perguntaram ‘você gostaria de gravar essas duas tartarugas que estão copulando?’ Parecia uma piada, porque tartarugas podem copular por um longo período.” Os sons de cavalos e gansos também foram usados nesse dinossauro.

Já o som do Dilofossauro foi uma mistura ainda mais estranha: “O cisne emite um assobio bonito, então a versão fofa do Dilofossauro era como um cisne”, disse. Mas ele também usou os ruídos de uma cascavel. “Sempre que dou aulas sobre o que eu faço, digo que uma das coisas mais importantes é que quando for gravar animais perigosos como leões, crocodilos e cascavéis, você precisa de um assistente”, brincou. “Em Jurassic Park eu tinha um assistente, Chris Boys, que continua vivo, e se eu precisava de uma cascavel eu pedia ‘Chris, você pode por favor gravar a cascavel?’ E eu ficava com a parte do cachorrinho de estimação!”

A série dos jurássicos continuou com Jurassic World.

Jurassic World  é situado na Ilha Nublar e se passa 22 anos depois dos eventos do primeiro filme; agora é um parque temático real de dinossauros, como inicialmente previsto por John Hammond – o milionário que concebeu o parque. Jurassic World recebe 10 milhões de visitantes por ano e é completamente seguro – até que algo errado acontece. Os Velociraptores e o Tiranossauro Rex, que antes eram os grande vilões, foram usados para ajudar a combater uma nova ameaça, uma nova espécie de dinossauro muito mais inteligente do que se pensava inicialmente, e a principal causa de estragos no parque.

A série continua com Jurassic World – O Reino Ameaçado, e agora é preciso resgatar os bichos que estão à solta. Estreia em junho de 2018.