As pistoleiras do Velho Oeste

Na segunda temporada da série da HBO “Westworld”, a personagem Dolores (foto acima, interpretada por Evan Rachel Wood) lidera uma revolta de androides, agindo como uma pistoleira sanguinária do Velho Oeste.

O interessante é que, embora não fosse muito comum, existiram de fato ferozes pistoleiras naquele tempo.

O mito do cowboy, perpetuado pelo cinema e pela literatura, promove a ideia de um homem durão, estoico e calejado, enfrentando sozinho as intempéries e a selvageria de terras recém-colonizadas. Mas a fronteira não atraía apenas figuras como Butch Cassidy e Sundance Kid, que conhecemos no cinema numa versão romantizada.

Cowboys de verdade, em foto tirada por volta de 1890.

Havia também mulheres que fugiam aos padrões esperados. Moças de casca grossa, seja por desejo ou necessidade, elas também pegaram em armas para se virar naquela terra de ninguém.

Algumas dessas histórias entraram para o folclore – Calamity Jane e Annie Oakley, por exemplo –, mas havia muitas outras.

“Não foram só meia dúzia. As mulheres sempre lutaram”, afirma Carla Cristina Garcia, cientista social da PUC-SP. “No Velho Oeste, os homens eram vaqueiros ou iam para o garimpo; muitas mulheres ficaram sozinhas e cabia a elas defenderem a si próprias.” Além disso, muitas mulheres que iam para o Oeste queriam escapar de seu passado, outras fugiam das restrições da sociedade do Leste.

A Corrida do Ouro

Até meados do século 19, apenas um quarto do atual território dos Estados Unidos, na Costa Leste, havia sido ocupado. Em 1840, a teoria de que os norte-americanos tinham o direito divino de colonizar novas terras tornou-se um mote expansionista. A descoberta de ouro em Sutter’s Mill, no território de Serra Nevada, na Califórnia, deu um novo impulso ao avanço para o Oeste. Em três anos, mais de 200 mil pessoas migraram para lá, buscando riquezas.

O Velho Oeste não era tão violento quanto se imagina. Os cowboys eram mais peões do que pistoleiros e passavam longas semanas longe de casa. Os rebanhos eram enormes e a terra árida tornava necessário percorrer grandes distâncias em busca de pasto e água. De dia na sela, à noite dormindo sob as estrelas.

Se a vida no Oeste não tinha tanto glamour, para Martha “Calamity Jane” (Jane Calamidade) Cannary a dureza era um preço pequeno a se pagar pela liberdade.

Calamity Jane em seu show

Martha viajou para o Oeste com 13 anos, acompanhada dos pais. Gostava da companhia de cowboys e caçadores. Perambulou pelo país e imortalizou suas aventuras em uma autobiografia, A Vida e Aventuras de Calamity Jane. Sua história foi narrada, já que nunca aprendeu a ler e escrever. Falava de aventuras, emboscadas, tiros, lutas contra os índios. Sua lista de ocupações menos emocionantes incluía os ofícios de cozinheira e lavadeira. Conta-se que foi esposa do famoso Wild Bill Hickok, e trabalhou como batedora.

E foi como batedora que ela serviu na campanha do General Custer em 1872. Nessa época é que ela passou a se autodenominar Calamity Jane. Depois, trabalhou um tempo como prostituta e assim conheceu Wild Bill Hickok, com quem teria se casado e, segundo ela, era o pai de sua filha Jane, que teria nascido em 1873.  A criança depois foi adotada. Em 1941 foi encontrado um registro do casamento de 25 de setembro de 1873, em Benson’s Landing, Montana, que aparentemente confirma a história.

O show de Buffalo Bill

Calamity Jane se mudou para El Paso, Texas, em 1884, onde se casou com Clinton Burke em 1885. Se separaram em 1895. Em 1896 ela começou a viajar com o show de Buffalo Bill (Buffalo Bill’s Wild West show), onde continuou até o fim da sua vida. Sua reputação era a de uma bêbada arruaceira que entrava e saía da cadeia com frequência. Ela morreu de complicações de uma pneumonia em 1903.

Com a fama, merecida ou não, de Calamity Jane se espalhando, outra atividade se tornou popular: os shows do Velho Oeste. Eram espetáculos itinerantes com demonstrações de proeza no tiro, cavalgadas e laço. Faziam também propaganda pelo extermínio dos nativos e do expansionismo. Foi William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill, que se tornou dono do show mais conhecido do país.

Ele e seus concorrentes valorizavam os talentos femininos. O espetáculo dos irmãos Miller, por exemplo, empregava 50 mulheres. Ases da sela, May Lillie e Lucille Mulhall se tornaram cowgirls famosas. Mulhall, que se uniu ao show de Bill em 1909, laçava oito cavalos a galope com uma mesma volta de corda.

Lucille Mulhall

Foi em 1885, três anos após dar início ao seu show, que Bill conheceu sua maior estrela: uma jovem atiradora chamada Annie Oakley.

Annie Oakley, a maior atiradora do Oeste

Phoebe Ann Oakley Moses nasceu em Ohio em 1860. Atirava desde os 12 anos. Fez tanto sucesso que, quando a trupe esteve em turnê pela Europa, a rainha Vitória, da Grã-Bretanha, assistiu três vezes ao show. Outro membro da realeza, o kaiser Wilhelm II, da Alemanha, confiou tanto em sua perícia com a arma que deixou que ela a demonstrasse atirando nas cinzas de seu cigarro – enquanto fumava…

Annie Oakley

Conhecida como Little Miss Sure Shot, ou “Senhorita Tiro Certeiro”, Ann levava uma vida pacata fora da arena. Casada, era religiosa e considerava mandar bala uma maneira de mulheres aprenderem a se proteger. Estima-se que tenha ensinado 15 mil mulheres a atirar. Quando morreu, em 1926, deixou muito de seu dinheiro para a caridade, incluindo instituições pelos direitos da mulheres.

Annie Oakley nunca usou as armas como ameaça, diferentemente de foras da lei como Belle Starr.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos, no Arkansas em 1886.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos

“Entre os notórios bandidos que roubaram, enganaram e assassinaram moradores do centro-oeste entre 1864 e 1886, havia várias bandidas que eram tão desonestas e violentas quanto eles”, afirma Chris Enss no livro Bad Girls: Outlaw Women of the Midwest.

Famosa fora da lei, a “Rainha dos Bandidos” Belle Starr era conhecida pela associação com Jesse James e protagonista de uma extensa lista de atividades ilegais. Belle combinava os vestidos vitorianos com um enorme coldre e um chapéu Stetson masculino, adornado com plumas. Quando seu marido foi preso por roubo, Belle deixou os filhos com parentes e passou a assaltar por conta própria.

Era procurada por roubar cavalos e gado – crime sério no Velho Oeste. Belle foi julgada e passou nove meses presa. Logo retomaria as atividades criminosas. Aos 40 anos sofreu uma emboscada. Tentou fugir a cavalo, mas um tiro nas costas a derrubou.

O Wild Bunch

Houve outra bandidona quase tão famosa quanto Belle Starr: a “Rosa do Bando Selvagem”, Laura Bullion, que cresceu no Texas e aprendeu o ofício da bandidagem com o pai, ladrão de bancos. Tornou-se prostituta na adolescência, conheceu a gangue dos foras da lei Butch Cassidy e Sundance Kid e se juntou ao grupo. Foi nesse bando que ela conheceu seu grande amor, o também ladrão de bancos Ben Kilpatrick.

O “Bando Selvagem”, ou “Wild Bunch”, que era o bando de Butch Cassidy e Sundance Kid. Na primeira fileira, da esquerda para a direita: Sundance Kid, Ben Kilpatrick e Butch Cassidy. De pé vemos Will Carver e Harvey Logan,. A foto foi tirada em 1900 em Fort Worth, Texas. Cassidy se gabava de nunca ter matado um único homem ou mulher em toda a sua carreira. As alegações sobre a gangue eram falsas, no entanto. Will Carver e outros membros da gangue mataram várias pessoas durante o período em que foram perseguidos pelos homens da agência de detetives Pinkerton, contratados para prendê-los depois de vários assaltos bem-sucedidos.

Em 1901, Laura foi presa por assaltar um trem. Após três anos na prisão, abandonou a vida de crimes e morreu muitos anos depois como uma respeitável costureira.

Foto da prisão de Laura Bullion

Após a Guerra Civil americana, uma nova emenda foi anexada à Constituição, ratificando o direito ao voto dos homens negros. As mulheres, brancas ou negras, foram, no entanto, deixadas de fora. Mas o sufrágio feminino se beneficiaria desses exemplos de mulheres que defenderam sua independência, mesmo à base de tiros, como Pearl Hart.

Pearl Hart, a polêmica feminista

Pearl nasceu no Canadá por volta de 1870 e foi para os Estados Unidos em busca de riqueza. Foi presa por um assalto a diligência. Ao ser julgada, criou polêmica. “Não consentirei em ser julgada sob uma lei para cuja criação meu sexo não teve voz”, disse.

A declaração não a livrou de três anos na cadeia. A novidade de uma mulher assaltante de diligência rapidamente gerou uma frenesi da mídia e repórteres de grandes jornais logo se juntaram à imprensa local, clamando por uma entrevista e fotografia de Hart.

Um artigo na Cosmopolitan afirmava que Hart era “exatamente o oposto do que seria esperado de uma assaltante mulher “, embora, “quando está com raiva ou determinada, linhas duras apareciam sobre seus olhos e boca.”Os moradores também estavam fascinados com ela, tendo ela ganhado diversos presentes de admiradores.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

Para sempre coadjuvantes


Você conhece a fisionomia, mas em alguns casos provavelmente não se lembra do nome. Alguns deles estrelaram um ou dois filmes, ou séries de TV, mas foram os papéis de coadjuvantes que lhes trouxeram fama e reconhecimento. São todos, sem exceção, atores de talento – mas, por alguma razão que só os deuses de Hollywood sabem, poucas vezes ganharam papéis de maior destaque.

Confira:

David Morse

Gosto muito dele, especialmente em “Guerra Mundial Z”, “Guerra ao Terror” e “À Espera de um Milagre”. O ator de 1,93 m trabalhou em teatro pelo menos 10 anos antes de se aventurar no cinema e na TV, onde participou de 94 produções até agora, desde 1980…

Kevin Bacon

Talvez o mais conhecido de todos os grandes coadjuvantes, por causa dos papéis principais em “Footloose” e “O Homem sem Sombra”.  Mas, assim como David Morse, começou nas telas entre 1979-1980 e já tem mais de 90 produções no currículo, entre séries de TV e filmes no cinema.  Ficou mais conhecido por filmes como “Questão de Honra” com Tom Cruise, e “RIPD Agentes do Além”, ao lado de Jeff Bridges.

Danny Trejo

Tudo bem que ele foi o “Machete”, mas acho que Danny Trejo é o sinônimo de ator coadjuvante.  Quando jovem, entrou e saiu da cadeia durante 11 anos, por roubo e posse de drogas. Depois de entrar num programa de reabilitação, conheceu um jovem que trabalhava numa produção, “Expresso para o Inferno”, de 1985, onde ganhou um papel. Esse foi o primeiro filme dos 355 (sim, isso mesmo, 355!) em que trabalhou, seja no cinema ou na TV.

John Goodman

Ator fantástico, foi o Fred Flintstone no cinema, mas sua cara redonda – e seu enorme carisma e talento – brilharam em 154 produções – e contando… É conhecido por filmes como “O Grande Lebovski”, “Kong, a ilha da Caveira”, “Argo” , “Speed Racer”, “Barton Fink”e tantos outros. Mas, para mim, sua participação mais marcante foi em “Possuídos”, com Denzel Washington e Donald Sutherland. Mais abaixo, a abertura do filme com outro sensacional ator coadjuvante, Elias Koteas.

Steve Buscemi

Outro tremendo ator e cuja cara todo mundo conhece de algum filme ou seriado de TV. Foi a maior surpresa – só para quem não conhecia seu talento – ele ter sido escolhido pelos produtores do seriado “Boardwalk Empire”, Mark Wahlberg e Martin Scorcese, para ser o protagonista. Porque Steve Buscemi é mais conhecido pelas participações secundárias em filmes como “Con Air”, “Armaggedon”, “Cães de Aluguel” ou ‘Pulp Fiction”, e ainda no premiadíssimo seriado “Família Soprano”.  Ele continua muito ativo, assim como os citados acima, com participações em novas produções para o cinema e TV.

Joe Pesci

Esse ítalo-americano baixinho é o mafioso perfeito, e foi dirigido como tal por Martin Scorsese em “Os Bons-Companheiros” (filme que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante) e “Cassino” – trabalhou com o diretor ainda em “Touro Indomável”. Quando não está matando alguém enforcado, causando traumatismos cranianos com telefones ou atirando no pé de um subalterno que esqueceu sua bebida, também pode ser visto em papéis mais “leves”, como um dos bandidos trapalhões de “Esqueceram de Mim”. Mas talvez seu papel mais marcante foi em “Máquina Mortífera 2”, com Mel Gibson e Danny Glover.

William H. Macy

Outro dos grandes atores que todo mundo já viu em filmes e seriados para a TV, já esteve em “Magnólia”, “O Poder e a Lei”, “Seabiscuit – Alma de Herói”, “Jurassic Park 3” e cerca de outras 130 produções, entre filmes e séries, desde 1978, quando começou a trabalhar como ator, na TV. Seu papel de maior destaque foi em “Fargo”, onde vive um homem covarde que planeja o sequestro da própria mulher.

Stanley Tucci

Ator fantástico, Stanley Tucci é ainda diretor, produtor e roteirista. Foi indicado para diversos prêmios, incluindo um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua performance em “Um Olhar do Paraíso”.  Ficou mais conhecido por suas participações nos filmes “O Diabo Veste Prada” e “O Terminal”.

 

 

 

 

 

 

Os zumbis

Estava eu lá a discutir com a Clene Salles  o motivo de antes vampiros, e agora zumbis, serem os “heróis” do momento (vide o sucesso do seriado “Walking Dead”  ou daquele filme com Brad Pitt, “Guerra Mundial Z”) e uma das hipóteses que levantamos foi que as pessoas hoje vivem uma meia-vida,  como meio-vivos, vampirizando nas outras e nas coisas aquilo que elas precisam e não possuem.

Entender esse fenômeno é importante para mim – talvez não para você que me lê, não sei – porque eu quero me situar no mundo em que vivo, nem que seja um mundo povoado por zumbis…

O que é essa meia-vida?

Hoje, a sociedade vive um momento de controle. Pense bem: não é um controle exercido apenas pelos governos, mas um controle geral, um controle das pessoas sobre as pessoas e das instituições sobre as pessoas. Às vezes, é um controle explícito de sua opinião (a “esquerda caviar” não aceita a opinião do “coxinha” e vice-versa; o membro da torcida organizada do Palmeiras não aceita o outro ser torcedor do Santos, e esse controle muitas vezes descamba em violência). Há também o controle da mídia, há o controle das empresas que fazem os produtos que consumimos.

É como se fosse uma “lei” não escrita, que nos controlasse e nos obrigasse a alimentar a nossa necessidade de pertencer a algum grupo, e para isso temos que consumir. Consumir seja o que for: pode ser sapatos, carros, o shake de Ovomaltine, o último seriado da Netflix… Não importa.

Seria uma lei que nos controla por meio do consumo desenfreado de mercadorias de todos os tipos. Porque somos medidos pelo que consumimos.

Concorda?

Por exemplo, eu não consumo programas de TV. Raramente assisto a um seriado e, se não fosse minha filha, nem teria acesso ao Netflix (hoje, tenho). Pois bem, até pouco tempo, numa roda de amigos, eu me sentia um náufrago porque não sabia do que eles estavam falando ao comentar sobre o seriado “Stranger Things”. Geralmente, me sinto abaixo de zero nessas conversas, me sinto à margem, sou alijado, fico sozinho.

E para não me sentir tão “alien”, consumo.

Como o homem é finito, ele precisa de alguma coisa que justifique a sua existência, e na ausência de algo abstrato (como a fé, por exemplo, que foi de certa forma “negada” por aquele Papa anterior ao argentino, ao renunciar), o homem moderno elegeu o consumismo como sua justificativa “para viver”.

Controlado por essa “lei do consumo” que regula sua vida, ele passa a ser medido tanto pelo que consome quanto pela velocidade com que faz isso. A “lei” nos diz que a felicidade está no novo perfume, no novo seriado, em frequentar o novo restaurante ou comer a nova “tapioca gourmet”… Somos mais bem aceitos pela tribo da qual fazemos parte quanto mais rápido consumirmos tudo que nos é oferecido.

(foi o que aconteceu no episódio do seriado “Stranger Things”: passei a ser olhado e aceito como um cara normal depois que assisti – e comentei – alguns episódios… Mas não contem pra ninguém que ainda não fui até o fim!)

Nós então consumimos, mas por dentro continuamos vazios (a tal meia-vida) uma vez que nenhum produto, nenhum programa de TV, nenhuma torcida organizada de clube de futebol preenche nosso vácuo existencial. Vivemos para consumir, mas descobrimos que isso não nos preenche – porque essa voracidade é artificial e imposta, ela não explica porque estamos no mundo  e ela mesma acabará consumindo o mundo no qual se abastece, se o seu estoque de “alimento” acabar.

Como zumbis, então, vagamos meio-vivos nessa meia-vida, devorando o que aparecer pela frente na ânsia de justificar a nossa existência, que – segundo aquela lei não-escrita – é feita para consumir…

Por isso tanta gente se identifica inconscientemente com os mortos-vivos do seriado, vagando sem rumo e devorando tudo,  numa vã tentativa de aplacar a fome que nunca será satisfeita.

(3)

Nelson Rodrigues, para nos provocar, criou a frase de efeito: “Toda unanimidade é burra”.  Eu acho que pode ser burra, sim.  É burrice você obedecer cegamente a uma ordem que vem não se sabe de onde e não se sabe para qual fim.

É burrice comprar um livro só porque ele foi escrito por um youtuber, ou pagar R$ 50,00 por um sanduba só porque ele está sendo vendido no food-truck. E a “tapioca gourmet”? Não é burrice consumi-la depois que alguém lhe disse que ela é mais chique do que a tapioca da feira?

A unanimidade “inteligente” requer o direito de questionar.

Depois de toda essa reflexão, concluí que não sou um zumbi total, afinal, zumbis não pensam.

Seria eu um caçador de zumbis?

Atores famosos que já fizeram papel de alien

A vida não é fácil para ninguém.

Quando a gente vê nos noticiários que o ator X estava de férias no iate em Ibiza, ou a atriz Y comprou um apartamento de 100 milhões em Nova York, a gente não imagina o quanto que tiveram que ralar para chegar lá. São poucos aqueles que alcançam a fama e a fortuna logo em seu primeiro papel no cinema ou na TV. Muitos tiveram que fazer praticamente de tudo para conseguir um espaço e poder mostrar seu talento ou seu carisma. Como, por exemplo, atuar como alien num dos seriados de TV mais populares de todos os tempos – e que hoje, em sua versão para o cinema, arrebenta nas bilheterias: “Jornada nas Estrelas”. Outros acabaram fazendo escolhas bizarras mesmo no auge da carreira… E há os casos de atores que assumiram esse papel para se divertir, mesmo.

1. DWAYNE ‘THE ROCK’ JOHNSON EM “STAR TREK: VOYAGER”

Através dos inúmeros mundos de Star Trek, temos visto um grande número de rostos interessantes. São seres com brânquias, antenas, orelhas pontudas… Um desses foi o The Rock, hoje muito popular mas que começou a carreira numa ponta num dos episódios  desse seriado. Ele fazia o papel de um campeão da raça Pendari e sua estreia foi há mais de 10 anos.

2. KIM CATTRALL, “JORNADA NAS ESTRELAS VI:A TERRA DESCONHECIDA”

Bem antes de ficar conhecida pelo seriado “Sex and the City”, a loira Kim Cattrall fez o papel da vulcana Tenente Valeris em 1991, no 6º filme da franquia e o último a incluir todo o elenco da série original da década de 1960. A atriz já tinha 16 anos de carreira, sempre em papéis menores ou pontas, e só sete anos mais tarde explodiu como Samantha.

3. CHRISTOPHER LLOYD EM “JORNADA NAS ESTRELAS III: À PROCURA DE SPOCK”

Nós o conhecemos como o cientista doidão que viaja pelo tempo em “De Volta para o Futuro”, mas em 1984 ele foi o glorioso comandante Klingon nesse filme, cuja direção foi de Leonard Nimoy, o próprio Spock.

4. KIRSTEN DUNST EM “JORNADA NAS ESTRELAS: A NOVA GERAÇÃO”

Hoje ela estrelou filmes como “Maria Antonieta” e ficou famosa como a namorada do Homem-Aranha. Mas ainda pequena, com 11 anos de idade, ela foi uma alien em um dos episódios dessa série de TV, filhote da série original.  Um ano depois, começou a chamar a atenção do mundo como a vampirinha Claudia, “filha” de Lestat (Tom Cruise) e Louis (Brad Pitt) em “Entrevista com o Vampiro”.

5. JOHN TRAVOLTA EM “CAMPO DE BATALHA”

Bem, ele não estava em início de carreira, ao contrário, tinha experimentado o estrelato com “Embalos de Sábado à Noite”, caído no ostracismo e voltado com tudo em “Pulp Fiction”. Mas Travolta, crente da Cientologia, como seu colega Tom Cruise, procurava há muito fazer um filme sobre o livro de Ron Hubbard do mesmo nome, fundador da seita – ou crença. Travolta não conseguiu financiamento de nenhum grande estúdio devido a preocupações sobre as conexões com a cientologia. O projeto foi assumido por uma produtora independente, e Travolta assinou como co-produtor e contribuiu com milhões de dólares, de seu próprio bolso. O filme foi lançado em 2000 e foi um imenso fracasso comercial e considerado um dos piores filmes de todos os tempos. O astro faz o papel de Terl, chefe de segurança de um planeta distante.

6. VINCENT D’ONOFRIO EM “MEN IN BLACK”

Esse versátil ator já tinha aparecido em diversos filmes, sempre em papéis menores, até que interpretou o “baratão” Edgar nesse grande sucesso das telonas de 1997. A partir de sua atuação extremamente elogiada, passou a ganhar destaque cada vez maior, até que alcançou a popularidade como o detetive Goren na série de TV “Law &Order: Criminal Intent”, ganhando inclusive diversos prêmios como melhor ator. Mas o “baratão” será sempre lembrado como sua atuação mais marcante.

7. LOUIS GOSSETT JR. EM “INIMIGO MEU”

Gossett Jr. já era famoso como o sargento durão de Richard Gere em “A Força do Destino”, tendo ganho inclusive prêmios por sua atuação. E aceitou o difícil papel de alien, contracenando com Dennis Quaid, mais pelo desafio em si e pelo roteiro do filme, que narra a história de um soldado da Terra, de nome Davidge, e do alienígena Jeriba que, inimigos em uma guerra espacial, depois de ficarem perdidos em um planeta inóspito, terminam por tornarem-se profundamente amigos, dando lugar a consequências imprevisíveis. O filme foi um fiasco no lançamento, mas tornou-se “cult” com o passar dos anos e Gossett está irreconhecível debaixo da pesada maquiagem.