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Mistério de tronco que flutua na vertical há 120 anos intriga a ciência

Sim, você leu o título certo. O gigante lago Crater, situado no Oregon (Estados Unidos), tem um tronco de árvore que está flutuando na vertical pelas águas há pelo menos 120 anos. Os motivos deste fenômeno incomum são um mistério para os cientistas até os dias de hoje.

O tronco de nove metros de altura que passeia pelo lago foi descoberto em 1896 pelo geólogo e explorador Joseph Diller, de acordo com o site Science Alert. O objeto, que ganhou até o apelido de “Velho Homem do Lago”, está flutuando na água desde então, ficando cerca de 1,2 metros acima da superfície.

Em 1902, Diller publicou o primeiro estudo científico sobre o fenômeno e notou que, nos primeiros cinco anos da descoberta, o tronco viajou 400 metros pelo lago. Já um segundo experimento mais conclusivo feito em 1938 apontou que, graças a ventos e ondas, o “Velho Homem do Lago” circula um total de 99.9 km pelo lago em três meses.

“Você pensaria que um tronco de 9 metros funcionaria como uma vela náutica, mas às vezes ele se move por toda a extensão do lago contra o vento”, afirmou Mark Buktenica, ecologista do Parque Nacional do Sul de Oregon à rede de TV CBS News.

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua
Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Mas como o tronco ficou na posição vertical e, além disso, como continua deste jeito? Esta é a pergunta que ninguém consegue responder claramente. A física básica aponta que, por causa de seu centro de massa, a madeira de nove metros, com diâmetro de 61 cm, deveria flutuar na horizontal.

Há uma teoria que sugere que, quando o tronco caiu no lago há mais de 100 anos, rochas teriam se enroscado em suas raízes. Elas teriam servido como pontos de ancoragem natural e orientado o toco a flutuar verticalmente. O problema é que não há rochas no tronco agora, e nem há vestígios delas.

Outra argumentação é de que a parte submersa ficou cada vez mais densa e pesada com o tempo, enquanto a área acima da água seguiu permanentemente seca.

Cientistas já realizaram datações de carbono e perceberam que o misterioso tronco tem ao menos 450 anos de idade. Acredita-se que a baixa temperatura do lago mantenha a madeira preservada.

O lago Crater fica na caldeira de um vulcão extinto e é o mais profundo dos Estados Unidos, sendo o nono mais profundo do mundo, com 597 metros na profundidade máxima – tem 9,6 km na largura máxima.

A sua água é de uma impressionante coloração azul por causa da pouca atuação de microorganismos no local. De fato, não há espécie nativa de peixe na água e, das seis espécies introduzidas desde o século 19, apenas duas seguem no lago (uma de um tipo de salmão e outra de truta).

Logo uma lenda surgiu de que o Velho controlaria o clima. Em 1988, durante uma expedição submarina no lago, os cientistas o amarraram perto da ilha Wizard para evitar que a árvore esbarrasse no submarino. A história conta que, no momento em que o amarraram, o céu escureceu e uma tempestade se formou. Os céus milagrosamente ficaram limpos apenas quando o “velho do lago” foi libertado…

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Homens conviveram com unicórnios, revela estudo

Homens modernos conviveram com unicórnios. Não os belos equinos da literatura fantástica, mas uma criatura bem menos elegante, apelidada de unicórnio siberiano.

Os cientistas acreditavam que este animal fora extinto há 350 mil anos e que, portanto, não teria habitado o planeta junto com o Homo Sapiens, surgido há cerca de 200 mil anos. Mas a descoberta de um fóssil de 29 mil anos de Elasmotherium sibiricum na região de Pavlodar, no Casaquistão, prova o contrário. A revelação foi descrita num estudo publicado pelo “American Journal of Applied Science”.

A espécie era mais parecida com um rinoceronte do que com um cavalo. Um animal fantástico, e que provavelmente foi o precursor das nossas lendas sobre unicórnios: um gigante de 5 toneladas, 3 vezes maior que um rinoceronte, com grossa pelagem e um único chifre enorme, que podia chegar a 2 metros de comprimento! Ele viveu, principalmente, na região da Sibéria, na Ásia, ao norte do local onde foi encontrado.

Tamanho comparativo do animal com o homem
Tamanho comparativo do animal com o homem

Embora incrível, esse animal não é exatamente uma novidade, afinal já era conhecido pelos paleontólogos há um bom tempo. A grande novidade dessa vez é que os paleontólogos descobriram que esse animal não está extinto há tanto tempo quanto se pensava anteriormente. O Elasmotherium sibiricum, depois desses novos estudos e datações, pode ter vivido na mesma época dos humanos modernos, quando já estávamos em nossa fase de desenvolvimento da linguagem.

Imagina, você dando uma volta para caçar algum pato selvagem para o jantar, e dá de cara com um bichão desses?

 

Fontes:

 

O Globo

curtoecurioso.com.br

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Os robôs

Os robôs povoam a imaginação dos seres humanos com mais intensidade desde que essa palavra foi inventada na peça de teatro R.U.R., de 1921. De autoria do checo Karel Kapek, a palavra “robô” vem do termo “robota”, que significa trabalho compulsório nas línguas eslavas. R.U.R. são as iniciais de “Rossum’s Universal Robots” e conta a história de um brilhante cientista chamado Rossum que desenvolve uma substância química similar ao protoplasma. Ele utiliza essa substância para a construção de humanoides (robôs), com o intuito de que estes sejam obedientes e realizem todo o trabalho físico. De início, os robôs ficam contentes em servir, mas depois, seu líder se revolta e começa uma batalha com o objetivo de destruir a raça humana.

Eu li essa peça quando foi publicada na íntegra num dos volumes da famosa coleção portuguesa “Argonauta” de livros de bolso, e é sensacional.

Karel Capek

Ilustração dos robôs da RUR, conforme libreto de 1921.

Os robôs, de fato, eram mais parecidos com a moderna definição de clones, uma vez que eram feitos de matéria orgânica. O que importa é que o termo “robô” foi difundido em todo o mundo por conta da extrema popularidade que a peça obteve, e por volta de 1923, ela já havia sido traduzida para mais de 30 línguas.

File:Capek RUR.jpg

A revolta dos robôs, numa encenação de 1922.

Hoje em dia, o conceito de robô é lugar-comum na ficção e também na vida real. Os robôs são comumente utilizados na realização de tarefas em locais mal iluminados, ou na realização de tarefas sujas ou perigosas para os seres humanos. Os robôs industriais utilizados nas linhas de produção são a forma mais comum de robôs, uma situação que está mudando recentemente com a popularização dos robôs comerciais limpadores de pisos e cortadores de grama. Outras aplicações são: tratamento de lixo tóxico, exploração subaquática e espacial, cirurgias, mineração, busca e resgate, e localização de minas terrestres. Os robôs também aparecem nas áreas do entretenimento e tarefas caseiras.

Na área do entretenimento, vimos o presidente Obama interagir com um robô da Honda durante sua recente visita ao Japão:

Sei lá, eu achei meio assustador, aquele robõ olhando para o Obama…

Agora, assustador mesmo foi o que o artista americano Jordan Wolfson construiu, com a ajuda de seus amigos da Spectral Motion: uma dançarina que se exibiu numa galeria em Nova York:

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Ele a equipou com tecnologia de reconhecimento facial, e a bailarina então seguia os visitantes enquanto andavam pela sala… Com movimentos perfeitos, revestida de material sintético que simula a pele humana, uma barra de ferro perfurando o peito e um rosto de filme de terror, essa bailarina dá calafrios…

 

 

 

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O livro Zoom

Istvan Banyai nasceu em Budapeste e ganhou renome como ilustrador e animador ao emigrar para os Estados Unidos nos anos 1980. Seu livro ZOOM, de 1995, ganhou diversos prêmios e lhe abriu as portas para inúmeros outros trabalhos.

ZOOM  é um livro só de imagens que, pouco a pouco, vão dando uma visão mais ampla do mesmo contexto como se estivessemos a reduzir o zoom. É muito interessante ver a integração de uma parte da imagem num conjunto que vai passando a ser cada vez menos importante à medida que fazemos o recuo do zoom. E nos faz pensar que é preciso ampliar a mente, a visão, e tomar consciência de que, mesmo que tudo pareça tão grande, sempre existe algo maior…

As imagens abaixo dão uma ideia da genialidade do livro:

 

E o vídeo a seguir faz uma viagem pela obra. Vale a pena: