Lugares Que Vão Desaparecer Do Mapa

O mundo é feito de lugares e paisagens incríveis, mas não é imutável. Com o tempo, alguns ambientes vão se transformando e podem até sumir, seja por ação do homem ou da própria natureza. O antigo Salto de Sete Quedas, no Brasil, que já foi a maior cachoeira do mundo e uma das paisagens mais maravilhosas do planeta, foi sacrificado para dar lugar à Usina de Itaipu, por exemplo. Isso sem contar as civilizações inteiras que foram perdidas quando soterradas.

Há mais alguns lugares em nosso planeta que podem ter o mesmo destino. Se puder, visite-os antes que desapareçam!

Grande barreira de corais (Austrália)

A Grande Barreira de Corais na Austrália é a maior barreira de corais do mundo e abriga uma imensa biodiversidade, com uma fauna aquática muito rica. Infelizmente, ela está ameaçada por condições ambientais, como aumento da temperatura dos oceanos e aumento da poluição gerada pelo homem. Existem estudos que indicam que a barreira pode sumir nos próximos 100 anos, o que significa que seus netos talvez não tenham a chance de vê-la mesmo que viajem para lá.

Veneza (Itália)

Veneza é uma das cidades mais visitadas do mundo e considerada também uma das mais românticas. Hoje, mais de 270 mil pessoas moram por lá.  Cercada de água, a quantidade de inundações em Veneza vem crescendo nos últimos anos. A cidade afunda cerca de 2 mm por ano. Se continuar assim, pode se tornar inabitável até o final deste século (fez bem o George Clooney, que se casou lá com a bonitona…)

um-sonho-em-veneza.html

Mar Morto (Oriente Médio)

O Mar Morto é famoso por sua salinidade de 33% – dez vezes maior que a dos oceanos – o que faz com que apenas seres unicelulares consigam sobreviver nele. Nos últimos 50 anos, o Mar Morto perdeu um terço do seu volume. É possível que nos próximos 50 ele simplesmente deixe de existir.  A culpa, desta vez, é do homem. Isso porque países vizinhos estão drenando a água do Rio Jordão, que o alimenta.

Como eu sempre disse, a água – que durante séculos se acreditou um bem natural renovável – não é infinita. A má utilização, e a crescente procura deste recurso, tornou-se uma preocupação geral, pela menor disponibilidade de água potável em todo o planeta. Isto é suficiente para deixar o cidadão comum preocupado, mas ganha outra dimensão se pensarmos que apenas 1% de toda a água da Terra está disponível para uso, pois a maior percentagem de água existente é salgada (97,5%) e outra parte encontra-se em locais inacessíveis.

A poluição, a má gestão da água e as alterações climáticas, que estão de fato provocando o aquecimento do planeta, são alguns dos motivos que contribuem para a menor disponibilidade dos recursos hídricos. Atrás desse recurso, países começam a desviar o curso dos rios, como ocorre com o Jordão…

Ilhas Maldivas (Oceano Índico)

O que as Ilhas Maldivas têm de belas, também têm de frágeis. Cerca de 80% do arquipélago está a apenas 1 metro acima do nível do mar. Acredita-se que nos próximos 100 anos boa parte das ilhas serão encobertas, se os níveis dos oceanos continuarem a subir, por conta do aquecimento global que provoca o derretimento das calotas polares.

Nos últimos anos, o nível do mar subiu 20 cm em algumas partes do país. O risco é tão real que o governo das Maldivas já está até mesmo comprando terras em outros países para abrigar moradores que não tiverem onde morar.

As geleiras dos Alpes (Europa)

Os Alpes são um dos grandes sistemas de cordilheiras da Europa e uma das regiões de esqui mais famosas do mundo. Infelizmente, cerca de 3% do gelo glacial da região está desaparecendo a cada ano. Nesse ritmo, é possível que as geleiras possam deixar de existir totalmente até 2050…

Por Gabriel Tonobohn
discoverybrasil.uol.com.br

Ancestral “Little Foot” viveu há 3,7 milhões de anos

Será que o ancestral do homem era um hobbit?

the-hobbit-movie-48-fpsAntes de continuar, vou esclarecer o que é um “hobbit”, para quem não sabe ou nunca ouviu falar: um hobbit é uma das criaturas criadas por J. R. R. Tolkien em suas obras, onde têm um papel principal, apesar de serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média.  Tolkien, por sua vez, foi um professor universitário britânico e escritor que se tornou mundialmente famoso quando escreveu “O Senhor dos Anéis”, obra que, ao ser adaptada para o cinema em uma trilogia, conseguiu uma das maiores bilheterias de todos os tempos.

Fechado os parênteses, o que tem a ver um hobbit com o ancestral do homem mencionado no título do post? É que um hobbit não passa de um metro de altura.

E, segundo uma reportagem que eu li, de Débora Nogueira, um exame cronológico dos bem preservados fósseis do australopiteco mais completo já descoberto, o sul-africano “Little Foot”, determinou que ele viveu há 3,7 milhões de anos. Até então, o fóssil etíope chamado de “Lucy” era o ancestral mais antigo já descoberto, com aproximadamente 3,2 milhões de anos. “Little Foot” (pequeno pé, em tradução livre) tinha aproximadamente um metro de altura e pés pequenos, e foi encontrado nos anos 90. Seria um hobbit?

A descoberta foi publicada na revista científica Nature, deste mês de abril. A comunidade científica, porém, questiona se ele é realmente parte de uma outra espécie, como alegam seus descobridores, ou apenas um fóssil muito bem preservado do Australopithecus africanus, o australopiteco que viveu na África do Sul entre três e dois milhões de anos atrás. Uma análise anatômica detalhada do ‘Little Foot’ deve tirar a prova, mas teremos de esperar pelo menos um ano até termos certeza.

A descoberta do “Little Foot”

O professor Ron Clarke, da Wits University da África do Sul, segura a caveira do "Little Foot", em foto sem data definida.

O professor Ron Clarke, da Wits University da África do Sul, segura a caveira do “Little Foot”, em foto sem data definida.

Ágil no chão e nas árvores, o “Little Foot” sofreu uma queda mortal de cerca de 20 metros de altura e foi encontrado no fundo de uma gruta em Sterkfontein, próximo a Johanesburgo. A região é repleta de grutas e fósseis proto-humanos – pelo menos mil já foram desenterrados – e foi inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco como “Berço da Humanidade”.

O australopiteco permaneceu nesse lugar por cerca de três milhões de anos, conservado por uma camada de mineral calcário, imobilizado em sua pose mortuária com um longo polegar ainda dobrado dentro do punho fechado.

Até que, em 1994, o paleontólogo sul-africano Ron Clarke descobriu quatro ossinhos do pé esquerdo, em uma caixa cheia de ossos de animais pré-históricos, que haviam sido desenterrados por mineiros nos escombros. De imediato, o cientista reconheceu o pé de um hominídeo.

Ao término de 13 anos de escavações minuciosas, feitas “com broca de dentista”, consegue-se liberar a totalidade do fóssil de seu sarcófago rochoso. Crânio, dentes com esmalte e ossos da mão: trata-se de um esqueleto “único, quase completo e perfeitamente preservado”.

 

 

 

 

Curiosidades curiosas

 Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.

  (Não parece valer a pena)

Se você tomar luftal constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.

(Agora sim!)

 O orgasmo de um porco dura 30 minutos. Isso mesmo, 30 minutos… 

  (Na minha próxima vida, quero ser um porco!)

  Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.

(Não tente isso em casa; talvez no trabalho!)

 O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.

(“Querida, cheguei! O que é is…”)

 A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.

  (Trinta minutos… que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

  O músculo mais forte do corpo é a língua.

(Certo…)

Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.

  (E se a pessoa for ambidestra?)

Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.

(E é melhor que seja assim!)

 A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.

(E alguém foi pago para descobrir isso?!)

O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.

  (Conheço gente assim)

Estrelas-do-mar não têm cérebros.

  (Conheço gente assim também)

Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.

  (E aquele porco, hein?)

 

Muro de Berlim

Li algo muito interessante em um livro e quero compartilhar. Mas antes, um pouquinho de História:

Muro de Berlim era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental. Esse muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Foi o ápice da chamada Guerra Fria.

Construído em 1961, tinha 66,5 km e provocou a morte e a prisão de  milhares de pessoas nas diversas tentativas de o atravessar. Durante sua existência, de 1961 até sua derrubada, em 1989, ele separou as pessoas e a Alemanha durante mais de um quarto de século. Depois da queda do muro, as Alemanhas se reunificaram em 1990.

O muro foi derrubado e o governo de Berlim marcou seu percurso no chão, tendo preparado a reconstrução de alguns trechos.

O que eu li em um livro, e achei interessante, é o seguinte (o personagem se refere ao Muro de Berlim e comenta que estava lá quando o muro foi derrubado e, apenas um ano depois, ao voltar à cidade, a muralha havia desaparecido de vista):

“… Foi como se essa coisa terrível, essa pedra angular da história do século XX nunca tivesse existido… Essa é uma característica humana básica: precisamos higienizar o passado para que possamos seguir em frente.”

Fiquei refletindo sobre essa frase.

Apagar o passado resolve? Ou é preciso resolver esse passado, reviver o fato e entender seu impacto, senão vai parecer que aquilo que passou… De fato não passou.