Qualquer animal que pousa nesse lago vira estátua… Verdadeiro ou falso?

Li essa matéria outro dia e fiquei tão impressionado com as fotos de filme de terror que resolvi compartilhar:

(New Scientist)

Dizem que há um lago na Tanzânia, na África, com um segredo mortal: ele transforma qualquer animal que o toca em pedra. O raro fenômeno é causado pela composição química do lago, e as criaturas petrificadas que ele cria parecem ter saído de um filme de terror. Isso acontece devido ao pH do lago, que fica entre 9 e 10,5 – uma alcalinidade extrema que preserva os bichos por toda a eternidade.

Elas foram fotografadas por Nick Brandt para seu novo livro, Across the Ravaged Land (Por toda a terra devastada). Ele diz:

“Eu inesperadamente encontrei as criaturas – todo tipo de pássaros e morcegos – ao longo da costa do Lago Natron, no norte da Tanzânia. Ninguém sabe ao certo exatamente como eles morrem, mas parece que o lago reflete bastante a luz e isso os confunde. Assim como pássaros colidem com janelas de vidro, eles caem dentro do lago. A água possui um teor extremamente alto de sal e de alcalinidade, tão alto que consumiria a tinta das minhas caixas de filme Kodak em poucos segundos. A base e o sal fazem as criaturas se calcificarem, perfeitamente preservadas, à medida que secam.

Eu tirei essas criaturas de onde as encontrei no litoral e, em seguida, coloquei-as em posições “vivas”, trazendo-as de volta para a “vida”, por assim dizer. Reanimados, vivos outra vez na morte”.

Abaixo, algumas das imagens fantasmagóricas. Você encontrará todas no livro de Brandt.

Ashley Feinberg, fotos de Nick Brandt.

animais pedra nick brandt (2)

animais pedra nick brandt (3)

Calcified Bat II

Calcified Fish Eagle

Aí, fui checar se essa história é verdadeira… É, mas nem tanto…

Verdadeiro ou falso?

Da maneira como está sendo veiculada na web, a notícia dá a entender que os animais fotografados viraram estátuas apenas após um banho no lago, mas não é bem assim que acontece…

De fato, o Lago Natron existe e fica no Vale do Rift, ao norte da Tanzânia. São 3 metros de profundidade de águas com enorme quantidade de sal alcalino e, à medida que evapora na época da seca, aumenta muito a taxa de sal da região. Além disso, a presença de natrão (carbonato de sódio hidratado) e a temperatura elevada em alguns pontos (há locais que chegam a 60° C!) fazem com que poucos animais consigam viver ali.

map_tanzania_parc

No entanto, ao contrário do que afirmaram muitos sites, existe vida no lago. Vários microrganismos adaptados a ambientes salinos conseguem se desenvolver em lugares como esse, como por exemplo, algumas cianobactérias (que possuem uma cor avermelhada, bastante característica das águas do Natron).

Além delas, o Lago Natron também é lotado de flamingos, que passam o dia comendo essas cianobactérias, e também de um tipo de tilápia que vive e se reproduz próximo às nascentes de água quente que brotam em certos pontos no lago.

Abaixo, um vídeo mostrando o lago:

As estátuas fotografadas

Os animais que aparecem nas fotos foram animais vivos que ficaram preservados no sal com natrão, mas isso não aconteceu instantaneamente!

O natrão presente no lago é um poderoso bactericida e dessecante e chegou a ser usado pelos egípcios para a mumificação de faraós, mas na verdade, os animais que aparecem nas fotos morreram de outras causas, alguns podem até ter se afogado, e acabaram parando nas margens do lago. Com o tempo (e muito calor, natrão e sal) acabaram se desidratando e ficando com aparência de estátuas de pedra.

As fotos são magníficas, mas foram montadas por Nick Brandt – como ele explica em seu livro -, que pegou os animais mortos no lago e os colocou em posições como se ainda estivessem vivos.

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O sal pode ser usado para muito mais coisas que se imagina!

O sal foi o primeiro tempero da civilização. Ele traz qualidade de vida aos homens desde as épocas mais remotas.

O sal é uma combinação de dois elementos químicos: sódio (Na+) e cloro (Cl-). O sódio é um metal tão instável que se inflama em contato com a água e o cloro é um gás letal. O resultado da combinação entre os dois elementos, entretanto, resulta numa substância fundamental para a vida no planeta.

Nos animais, o sal regula a troca de água entre as células e seu meio externo, ajudando-as a absorver os nutrientes e eliminar os detritos para a corrente sanguínea. O sódio é necessário para a contração muscular, incluindo as batidas do coração, e para a transmissão dos impulsos nervosos.

O excesso de consumo de sódio, porém, pode ser prejudicial à saúde, não exagere, nem passe dos limites recomendados para ingestão desse elemento.

Quando o homem começou sua aventura no planeta, o sal não era problema, pois o suprimento diário de cloreto de sódio era obtido a partir da carne crua dos animais que caçavam.

Porém, quando surgiu o fogo, as coisas mudaram. Com o cozimento da carne perde-se o sal naturalmente contido no alimento e aquele sabor, essencial à vida, precisava ser buscado em outro lugar. O homem começava aí sua grande corrida pelo sal.

As primeiras minas (no início, o sal era extraído das minas a céu aberto, e hoje também é retirado do mar) fizeram a riqueza de muitos povos antigos. Era comercializado literalmente a peso de ouro – grama de pó branco contra grama de metal dourado. O que levou Cassiodoro, o senador romano, a observar: “Alguns não precisam de ouro, mas qual é o homem que não precisa de sal”?

A principal via de transporte da Roma antiga chamava-se Via Salaria (Estrada do Sal), por onde os soldados transportavam os carregamentos dos cristais preciosos para a cidade. Como pagamento, eles recebiam o salarium, que significava “dinheiro para comprar sal”. A palavra ficou e a usamos até hoje, sem desconfiar de suas origens.

Marco Pólo descreveu as moedas de sal cunhadas com o selo de Gengis Khan. Até o início do século XX, a Etiópia usava discos de sal como moedas e em algumas regiões da África central era possível comprar uma noiva com um bom carregamento de sal.

Tão valioso, o sal ganhou um significado quase sagrado. Tornou-se sinônimo de graça, espírito, sabedoria, pureza e hospitalidade. O poeta grego Homero chamou-o de “divino”. O filósofo Platão definiu-o como a “substância cara aos deuses”. “Vós sois o sal da terra”, disse Jesus, segundo a Bíblia . Os hebreus selavam seus acordos trocando sal. Os beduínos, na Arábia Saudita, não atacavam um homem cujo sal haviam partilhado alguma vez.

Tanto hebreus, quanto gregos e romanos, costumavam salgar os sacrifícios oferecidos aos deuses. Nesses rituais está a origem de uma das superstições mais comuns da Antiguidade. Se o sal era derrubado na hora do sacrifício, isso prenunciava má sorte.

Mas o sal também tem muitos usos em casa, para além de temperar a comida. Por exemplo, na limpeza doméstica!

Veja só:

  • Elimina toda a sujeira que se produz por queimas ou derramamento nas panelas, frigideiras, panela de pressão, forno e boca do fogão. Aplique sal e retire com toalha de papel.
  • Retira as manchas de vinho dos tecidos: você deve secar aplicando sobre a área atingida uma quantidade generosa de sal. Deixe por alguns minutos e depois enxágue a peça, caso se trate de uma roupa. Se for um tapete, varra e passe o aspirador.
  • Desodoriza e limpa a geladeira. Aplique sal e água com gás na porta e dentro da geladeira por alguns minutos antes de descongelar ou limpar.

  •  Elimina as manchas de ferrugem nos tecidos, misturando um pouco de sal com suco de limão, umedecendo bem e depois secando ao sol. Lave depois, como de costume.
  • Reduz o mau cheiro nos frascos e garrafas, tanto de vidro como de plástico. Adicione uma colher de sal dentro do recipiente e deixe por alguns minutos. Lave-o normalmente com detergente ou outro produto de limpeza.
  • Retira as manchas da banheira, pia do banheiro e da cozinha. Faça uma mistura de aguarrás com sal. Aplique sobre as superfícies e deixe por 15 minutos. Desse modo, aquela incômoda cor amarela sairá. Depois, passe uma esponja úmida para retirar os excessos e ficar com as peças limpas.

  •  Dá brilho às peças de bronze, estanho, prata e cobre. Faça uma mistura em partes iguais de vinagre, farinha e sal. Aplique nos objetos e deixe por quinze minutos. Retire com uma escova suavemente e seque com um pano seco. Depois é só polir.
  • Dá brilho às cores das roupas ao lavá-las, como, por exemplo, as cortinas e os tapetes de fibras naturais.
  • Remove as manchas de suor da roupa. Coloque quatro colheres de sal em um litro de água quente. Esfregue com uma esponja até que a auréola desapareça.

Fonte:
http://melhorcomsaude.com/