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Entenda a roupa usada pelos homens árabes

Os homens muçulmanos, assim como as mulheres, também têm vestimenta própria. Embora pareça uma longa peça única de tecido branco, o traje é muito mais do que isso e possui história e significados muito ricos. Quando estive em Dubai, conversei com uma pessoa que me explicou os detalhes.

Agora, compartilho com vocês.

Gahfiya (Ghafiya ou Gafirah)

CRÉDITO: MOEFAKHRO.TUMBLR.COM

Pequena touca branca usada para prender o cabelo dos homens e manter o Ghtrah (veja abaixo) no lugar. Pode ser feito de tecido ou de uma trama parecida com o crochê.

Ghtrah (Guthra ou Gutra) 

CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG
CRÉDITO: COMMONS.WIKIMEDIA.ORG

O tradicional lenço usado na cabeça. De formato quadrado e feito em algodão, ele é dobrado como um triângulo e colocado sobre o Gahfiya com a dobra na parte da frente. Existem muitas maneiras de amarrar o lenço na cabeça e você poderá conferir algumas delas nas ilustrações.

Igal (Agal ou Ogal)

CRÉDITO: HILALPLAZA.COM
CRÉDITO: HILALPLAZA.COM

Sabe aquela “cordinha” preta de duas voltas que você sempre vê no topo da cabeça de um árabe? Então, isso é o Igal. A peça é feita de lã de camelo ou de ovelha, tramada para formar uma corda. O Igal é utilizado sobre o Ghtrah e o Gahfiya e diz-se que, antigamente, ela auxiliava os beduínos a amarrar os pés dos camelos para que eles não fugissem.

Kandoora  ( Kandura, Thobe ou Dishdasha)

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

É como se chama a tradicional túnica, usada por homens. A peça, sempre com manga longa e comprimento até o tornozelo, pode ser encontrada em diversas cores e materiais. Normalmente, os tons mais claros e os tecidos mais leves são utilizados durante o verão, para refletir a luz do sol e garantir o conforto térmico. Já no inverno, as peças passam a ser mais escuras e confeccionadas em tecidos mais densos. Os modelos de Kandoora diferem ligeiramente de região para região, no Golfo. As diferenças são sutis para quem é de fora, então confira as explicações (essa parte, quando me explicaram, eu de fato não compreendi… Por isso procurei um desenho! Rsrs).

ACESSÓRIOS

Tarboosha

CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM
CRÉDITO: ALMADANIGROUP.COM

É a “cordinha”, parte da roupa tradicional masculina. Esse adorno era originalmente usado como laço ao redor do pescoço, ou colocado nos botões das kandooras. Dizem que as mulheres o teciam exclusivamente para os seus maridos como uma forma de expressar seu amor por eles. Com o passar do tempo, elas começaram a fazê-lo para seus filhos e, assim, o acessório começou a ser usado por todos.

Bisht

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Confeccionada em lã de camelo ou de cordeiro, a peça era usada nos velhos tempos sobre a Kandorra para mostrar sinal de riqueza. A utilidade assemelha-se à da Abaya das mulheres: proteção da roupa contra areia, sujeira, etc. Hoje, o bisht é usado em funções oficiais ou comemorações – como casamentos –  e pode ser encontrado tanto em tons claros quanto escuros.

Na – Aal

CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM
CRÉDITO: ALNASHAMAUAE.COM

Tradicional sandália de couro usada pelos homens muçulmanos quando estão em suas vestimentas tradicionais.

Os turbantes

Eles e as túnicas são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto. O turbante já era utilizado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. Consiste em uma longa tira de pano – que, às vezes, chega a 45 metros de comprimento – enrolada sobre a cabeça. As inúmeras formas de amarrá-lo compõem uma linguagem: o turbante indica a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até o seu humor naquele momento.

Para as mulheres, a história já é outra…

Mas, para não complicar demais, vou deixar pra contar uma outra vez!

Fontes:

Skeikh Mohammed Centre for Cultural Understanding ,

Luis Chumpitaz 

ilustrações traduzidas do Brownbook

destinodubai.com.br

vivimetaliun.wordpress.com

Curiosidades, Family, Humor

Aeromoças já usaram microssaias, shorts, barriga de fora e até capacete

Saia ou calça, camisa feminina e casaco é a composição básica da maioria dos uniformes das aeromoças. Além de elegantes, as roupas são projetadas para garantir o conforto das profissionais durante o voo.

Mas nem sempre a combinação foi assim. No passado, essas profissionais já usaram mini e microssaias, shorts curtíssimos e até vestidos de papel. Em muitos casos, as roupas curtas e justas, aliadas à beleza das aeromoças, funcionavam como uma espécie de “incentivo” para promover as viagens de avião, especialmente do público masculino.

Atualmente, algumas companhias ainda tentam driblar o uniforme convencional em datas comemorativas ou em voos regionais. O resultado nem sempre pode agradar.

Veja só alguns desses uniformes.

Minissaias da Pacific Southwest Airlines

Na década de 70, a companhia aérea americana Pacific Southwest Airlines apostava nas minissaias para disputar a atenção dos passageiros. Para ficarem mais confortáveis durante as tarefas da cabine, usavam um shorts por baixo das pequenas saias.

Shorts curtíssimos e a barriga de fora

Já imaginou encarar o ar condicionado do avião usando uma blusa de amarrar sem manga, deixando a barriga de fora, combinada com um micro short e botas de couro?

Esse era o dia a dia das aeromoças da companhia Air Bahama nos anos 1970. Essa era uma das estratégias da companhia para aumentar as vendas para o público masculino. Por isso, quase todas as comissárias eram participantes de concursos de beleza.

Vestidos feitos de papel

Em 1967, as comissárias de bordo da British Airways usaram um vestido com tecido semelhante ao papel e à prova de fogo nas rotas entre Nova York e o Caribe. Eram descartados no final de cada voo.

As comissárias da extinta companhia americana TWA também usaram vestidos de papel. A ideia era homenagear (estranhamente) os novos pratos servidos durante os voos com inspirações francesa, italiana e britânica.

A TWA foi comprada em 1939 pelo excêntrico bilionário americano Howard Hughes. Ele equipou a companhia com aviões novos e revolucionários como o Constellation, (que tinha um dedo de Hughes em sua construção) e anos mais tarde, o Convair 880. Não faltam histórias e fatos pitorescos durante os 30 anos que Hughes esteve à frente da TWA: em 1946, por exemplo, ele próprio pilotou o voo inaugural do Constellation entre Los Angeles e Nova York, com uma “constelação” de estrelas de Hollywood a bordo.

Quem sabe a ideia dos uniformes de papel tenha sido dele…

Estilo sci-fi

E como não há limite para a criatividade, entre os anos de 1965 e 1966, a Braniff International Airways, companhia norte-americana que encerrou suas atividades na década de 80, achou que seria interessante dar um tom de ficção científica aos uniformes. As aeromoças usavam um adereço para a cabeça parecido com um capacete de astronauta. Você pode imaginar o quão confortável e prático deveria ser se movimentar pelo avião usando a peça?

E, para você não pensar que é exagero, veja a foto de uma comissária de bordo usando o traje:

Roupa de havaiana

Na década de 70, para deixar os passageiros no clima da viagem, a United Airlines lançou um uniforme florido, no estilo havaiano, para a sua tripulação. O traje era usado em voos para destinos tropicais, como Havaí.

Corte padrão

Em 2010, todas as comissárias da companhia aérea IndiGo Airlines foram obrigadas a aderir ao cabelo curto. As que não toparam, tiveram que usar perucas. A companhia queria padronizar a imagem de suas comissárias de bordo e entendeu que o uniforme não bastava.

Isso porque, na visão eles, cabelos longos ou coques não condiziam com a imagem que a companhia queria passar a seus clientes. O corte de cabelo curto daria às funcionárias um ar mais jovial e inteligente.

Vestido tubinho

O uniforme apresentado em 2014 pela companhia japonesa Skymark Airlines causou muita polêmica. A roupa consistia num vestido tubinho muito curto e poderia constranger as aeromoças durante atividades em que elas teriam que abaixar ou levantar os braços. A federação de comissários de bordo pediu ao governo a proibição dos novos trajes, mas não teve êxito.

A empresa alegou que o uniforme era comemorativo, pelo lançamento de uma rota com um avião do modelo Airbus 330. O design de uniforme foi mudado para divulgar a ideia de mais espaço entre os assentos na nova aeronave, completou a companhia.

Homenagem ao Brasil

Em 2014, aproveitado a realização da Copa do Mundo no Brasil, uma companhia aérea da China chamada Lucky Air resolveu ousar para atrair mais passageiros durante o evento esportivo: o tradicional uniforme das aeromoças deu lugar à camisa da seleção brasileira e minissaia branca.

Uniforme estampado

As comissárias da Singapore Airlines, chamadas de Singapore Girls, ganharam um uniforme com muito estilo e classe: um sarongue (um tipo de tecido estampado, muito comum na Malásia). A roupa foi criada em 1968 pelo estilista francês Pierre Balmain, considerado o “rei da moda francesa” no período da Segunda Guerra, quando a companhia ainda se chamava Malaysia-Singapore Airlines. Após ser dividida, a Singapore Airlines decidiu manter o uniforme. No entanto, embora elegante, a roupa muito justa acaba não ajudando no quesito praticidade.

Homenagem à Oktoberfest

Anualmente, durante a celebração da Oktoberfest, festa da cerveja que acontece na Alemanha durante os meses de setembro e outubro, a companhia aérea Lufthansa coloca suas comissárias de bordo no clima do evento.

Como a festa foi criada por um rei bávaro, a companhia criou, em 1957, um modelo de uniforme de aeromoças típico da região da Baviera. Depois de uma pausa na brincadeira, em 2005 a tradição foi resgatada e as comissárias voltaram a usar os uniformes comemorativos.

 

 

 

Fonte:

Todos a Bordo