As ruínas mais fantásticas do mundo

As civilizações que um dia povoaram nosso planeta deixaram muitos legados. E um dos mais notáveis foram as esculturas, templos e construções que elas ergueram e que sobreviveram à passagem do tempo. Veja algumas dessas ruínas impressionantes que contam um pouco da história da humanidade.

Ayutthaya – Tailândia: Fundada em 1350 pelo rei U Thong, se tornou capital do reino de Ayutthaya, um dos mais poderosos do sudeste asiático na época. Foi destruída em 1767 pelo exército Birmanês, junto com seu povo.

As ruínas, que incluem belos templos budistas como o Wat Chaiwatthanaram, são consideradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Atenas – Grécia: Considerada o berço da civilização ocidental, Atenas teve seu auge entre os anos 500 a.C. a 300 a.C., época de intenso desenvolvimento cultural, filosófico e arquitetônico.

Parte de seu legado ainda está presente no centro urbano da cidade, como a Acrópole, antigo centro sagrado, ou o Partenon, templo dedicado à deusa que dá nome à cidade.

Roma – Itália: Fundada em 753 a.C., a cidade chegou a ter 45 mil apartamentos e uma população de 1,6 milhão de habitantes durante o auge do império romano, no século 2.

Invasões bárbaras causaram o colapso do império, no século 5, mas restaram ruínas, como o Fórum Romano e o Coliseu.

Palenque – México: É um dos principais exemplos da arquitetura e escultura do povo maia, com 36 edifícios ocupando cerca de 2,5 km². Esses números, porém, representam somente o que é possível observar. Estima-se que 500 edifícios estejam enterrados em uma área de 15 km².

As construções datam dos anos 500 d.C. a 700 d.C., sendo que a maioria foi construída graças a Pacal, governante da época.

Hampi – Índia: Hoje cercada pela cidade de Hampi, na Índia, Vijayajagara foi a capital do império que dá nome à cidade, abrigando 500 mil pessoas por volta do ano 1500.

Sucessivas guerras com reinos muçulmanos causaram a derrocada do império, mas até hoje exemplos da rica arquitetura e arte estão presentes em templos. O principal, dedicado a Virupakashan, continua a ser utilizado.

Copán – Honduras: Importante cidade da região sul do território maia entre os séculos 4 e 9, quase na fronteira com a Guatemala, é famosa por ter parte de sua história contada em 38 estelas, que são esculturas cavadas em um único bloco de pedra.

Séculos de esquecimento, terremotos e o rio Copán destruíram parte da cidade, mas o que sobrou ainda serve como bom exemplo do que a arte maia tem de melhor.

Palmyra – Síria: Com registros de sua existência remetendo a 2 mil anos antes de Cristo, está localizada em um oásis em meio ao deserto da Síria e durante anos serviu como ponto de parada de caravanas de comerciantes.

Banteay Chhmar – Camboja: Comuna com 14 vilas construída entre os séculos 12 e 13 no reinado do imperador khmer Jayavarman 7º, tem como sua principal marca as esculturas em relevo nas paredes de seu templo mais importante.

Localizada próxima da fronteira com a Tailândia, sofreu com conflitos ao longo do tempo no local: relíquias foram roubadas e destruíram parte de um dos mais importantes e menos compreendidos complexos arqueológicos do Camboja.

Tikal – Guatemala: Uma das maiores cidades da civilização maia, Tikal chegou a abrigar de 100 a 200 mil habitantes no seu auge.

Hoje, Tikal é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com apenas parte das centenas de construções escavadas. Seis grandes pirâmides apoiam os templos. Todos datam do período entre os anos 200 d.C. e 850 d.C.

Machu Picchu – Peru: Não dá para fazer uma lista de ruínas antigas e deixar uma das mais famosas de fora. A cidade perdida dos incas, localizada no topo de uma montanha no vale do Rio Urubamba, foi construída no século 15, sob ordens de Pachacuti, para ser utilizada em estudos de astrologia e religião.

Pirâmides egípcias – Outras ruínas muito famosas, são estruturas antigas de alvenaria construídas pela civilização do Egito Antigo. Até novembro de 2008, existiam fontes citando entre 118 e 138 pirâmides identificadas.

Mas o “problema” com as ruínas do Egito é que são tantas, e tão fabulosas, que merecem um capítulo inteiro… Karnak, a tumba da rainha Nefertari, Abu Simbel… o Vale dos Reis (foto abaixo)… Acho que vou dedicar um post só a elas, mais tarde…

Petra – Jordânia: Local habitado desde 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, possivelmente foi fundada somente no ano 312 a.C., pelos Nabateus. Não se sabe ao certo quando suas principais construções foram feitas, mas segue como um dos principais pontos turísticos do mundo.

É também considerada Patrimônio da Humanidade e uma das maravilhas do mundo. Sua mais famosa construção, Al Khazneh (tradução árabe para “O Tesouro”), foi cenário do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”.

 

 

 

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Nanotecnologia teria sido descoberta na Roma Antiga

 

A nanotecnologia é muito mais antiga do que se pensava. Evidências recentes sugerem que os artesãos romanos criaram o Cálice de Licurgo com ajuda da nanotecnologia há 1600 anos!

O cálice retrata a história do rei Licurgo, que está preso em um emaranhado de videiras como um castigo pela traição cometida contra Dionísio. O objeto romano é conhecido por ser iluminado pela frente, com uma cor verde. Mas parece vermelho quando iluminado por trás.

O segredo por trás dessa mágica está na nanotecnologia*. Uma análise de pequenos fragmentos quebrados do vidro do cálice revelaram partículas de prata e de ouro tão pequenas que seria preciso mil delas para alcançar o diâmetro de um grão de sal refinado.

Os pesquisadores especulam que os romanos moíam as partículas de metal até que mil delas correspondessem ao tamanho de um único grão de areia. Em seguida, essas partículas de ouro e prata eram misturadas com o vidro. Cada pedaço tinha 50 nanômetros de diâmetro. Isso faz dos antigos romanos os pioneiros da nanotecnologia.

A mudança de cor acontece quando a luz bate no vidro. Isso faz os elétrons dos metais ali contidos vibrarem de tal forma que alteram a cor dependendo da posição do observador. Os pesquisadores também suspeitaram que, quando a taça estava cheia de líquido, isso também alteraria a interação dos elétrons e a cor do vidro.

Como não era possível encher o cálice de líquido, os pesquisadores fizeram pequenos furos em uma plataforma de plástico e espalharam nanopartículas de ouro e prata, assim como os antigos romanos haviam feito no vidro do cálice. Dependendo do líquido, cores diferentes apareciam. Verde claro para água e vermelho para óleo, por exemplo.

Esse protótipo que os cientistas fizeram mostrou-se 100 vezes mais sensível para variações no nível de sal nas soluções testadas do que os sensores comerciais atuais, que utilizam técnicas similares. Atualmente, alguns tipos de testes de gravidez são exemplos de usos de fenômenos de mudança de cor baseados em nanotecnologia.

No futuro, a tecnologia pode ser adaptada para a criação de dispositivos móveis capazes de detectar patógenos em amostras de saliva ou urina, ou ainda para impedir que terroristas entrem em aviões carregando líquidos perigosos, entre outras coisas.

O Cálice de Licurgo original, datado do século 4,  foi adquirido na década de 1950 pelo Museu Britânico, onde permanece em exposição.

 

*Nanotecnologia – 

Nanotecnologia é um termo usado para referir-se ao estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular, ou seja, é a ciência e tecnologia que foca nas propriedades especiais dos materiais de tamanho nanométrico. O principal objetivo  é criar novos materiais, novos produtos e processos a partir da capacidade de ver e manipular átomos e moléculas.

O nome foi citado pela primeira vez por Richard Feynman em dezembro de 1959 e definido pela Universidade Científica de Tóquio em 1974. Mas foi somente a partir do ano 2000 que a nanotecnologia começou a ser desenvolvida e testada em laboratórios.

A base do uso da nanotecnologia é o nanômetro, uma unidade de medida assim como o quilômetro, o metro e o centímetro. Ele equivale a um bilionésimo de metro, o que abre espaço para muitas possibilidades, mas também traz grandes desafios para se conseguir trabalhar em uma escala tão minúscula. A maior prova dessa dificuldade está no fato de que apenas laboratórios e indústrias que têm equipamentos de alta precisão conseguem lidar com essa tecnologia.

As possibilidades de aplicação

Com a nanotecnologia será possível, por exemplo, otimizar os efeitos de remédios, levando-os diretamente para onde são necessários dentro do corpo, o que diminuiria a toxidade das drogas, os efeitos colaterais e as dosagens. Também será possível fazer algo parecido em tratamentos como o do câncer, atacando apenas as células defeituosas.

Já existem alguns produtos que são resultado do uso da nanotecnologia. Dentre esses, merecem destaque os microprocessadores. Toda vez que os processadores evoluem, é necessário usar um novo processo de produção com uma escala menor, para poder fabricar as partes internas dele (que atualmente já são fabricados em 45 nanômetros) e assim diminuir seu tamanho e o consumo de eletricidade. É graças às pesquisas e ao desenvolvimento da nanotecnologia que hoje é possível termos equipamentos cada vez menores, e com maior poder computacional.

Imagem de um circuito integrado, ampliada 2400 vezes, cuja evolução se dá graças à nanotecnologia.

Além dos microprocessadores, a nanotecnologia já está presente em alguns tecidos com características especiais, em equipamentos médicos como cateteres, válvulas cardíacas, marca-passo, implantes ortopédicos, além de protetores solares, produtos para limpar materiais tóxicos, sistemas de filtração do ar e da água, vidro autolimpante, coberturas resistente a arranhões, curativos antimicrobianos, limpadores de piscinas, desinfetantes e muitas outras soluções.

O impacto da tecnologia

Além das dificuldades técnicas, o desenvolvimento da nanotecnologia esbarra em aspectos sociais e ambientais que levantam muitas discussões e questionamentos. Existe muito debate sobre as implicações futuras da nanotecnologia, pois os desafios são parecidos aos de desenvolvimentos de novas tecnologias. Dentre as discussões, estão as questões sobre a toxicidade e o impacto ambiental causado pelo uso dos nanomateriais e os potenciais efeitos disso na economia global.

Todas essas questões levantam a necessidade de uma regulação sobre nanotecnologia e outras burocracias. Por causa disso, o desenvolvimento dessa área pode demorar.

 

 

Com a colaboração de Clene Salles.

 

 

 

Fonte:

universocetico.blogspot.com.br

Smithsonian

tecmundo.com.br

 

Como a Igreja Católica escolhe seus santos

Uma vida repleta de virtudes heroicas, exemplos de fé e devoção a Deus. Some-se a isso dois milagres comprovados e estão cumpridos basicamente os requisitos mínimos para se criar um santo da Igreja Católica.

O processo, no entanto, depende de uma máquina burocrática complexa em que qualquer desvio de caráter pode custar o título ao candidato – e a certeza de que, invariavelmente, cairá no esquecimento dos fiéis.

Na Igreja Católica, a canonização normalmente leva tempo e depende de inúmeras circunstâncias legais, mas, de tão azeitada, a engrenagem foi apelidada de “fábrica de santos”.

É o que acaba de acontecer a Madre Teresa de Calcutá, a freira católica que ficou famosa por ajudar os pobres na cidade indiana, e que foi canonizada pelo papa Francisco no começo de setembro.

Ela fundou as Missionárias da Caridade, congregação que atualmente tem mais de 3.000 freiras espalhadas pelo mundo, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1979 e morreu aos 87 anos, em 1997.

Cinco anos depois, o papa João Paulo 2º aceitou seu primeiro milagre – a cura de uma mulher de uma tribo de Bangladesh com um tumor abdominal-, o que abriu caminho para sua beatificação em 2003.

O papa Francisco reconheceu em 2015 um segundo milagre, envolvendo um brasileiro que tinha tumores no cérebro e foi declarado curado em 2008.

Cabe à Congregação para as Causas dos Santos a função de “regular o exercício do culto divino e de estudar as causas dos santos”. Por esse “ministério da santidade”, dirigido pelo cardeal italiano Angelo Amato, passam as “fichas” dos candidatos à canonização.

Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos.

No entanto, a palavra final sempre é do papa, o único com poder para decretar, de fato, a santidade de um homem ou mulher. Nas últimas décadas, esse poder vem sendo exercido cada vez com mais assiduidade.

Durante seu papado, João Paulo 2º nomeou mais de 480 santos, mais de quatro vezes o que o restante dos pontífices do século 20, juntos, canonizaram.

Apesar de o ritmo ter sido reduzido por Bento 16, que canonizou 44 santos durante seu curto papado, Francisco dá sinais claros de querer retomá-lo. Só em seu primeiro ano como pontífice, o argentino realizou mais de dez canonizações.

Em uma delas, Francisco canonizou de uma vez só 800 mártires, os chamados “mártires de Otranto”, que, por razões metodológicas, são contabilizados como uma única canonização.

Em 1480, os cidadãos da comuna italiana de Otranto foram atacados por turcos. Durante as batalhas, aproximadamente 14 mil pessoas morreram. Os 800 sobreviventes aos ataques foram decapitados por não abraçarem a fé islâmica.

Segundo especialistas, essa proliferação dos santos se deveu à reforma do processo de canonização nas últimas décadas. O próprio papa João Paulo 2º tratou de simplificá-lo em 1983.

Enquanto alguns criticam a multiplicação e o ritmo acelerado das canonizações, considerando que isso diminui o valor da santidade, a Igreja busca estabelecer “exemplos de vida” mais próximos dos cristãos contemporâneos.

“Qualquer um pode ser canonizado, independentemente de sua origem, condição social ou raça… É preciso apenas que tenha tido uma vida de santidade, que tenha vivido as virtudes cristãs de um modo heroico e que haja ausência de obstáculos insuperáveis”, afirmou o bispo Santiago Blanco, juiz delegado da Congregação para as Causas dos Santos na Argentina.

No entanto, para que o processo de canonização seja iniciado, o nome do candidato deve ser proposto à diocese, geralmente do lugar onde morreu. Este é considerado o primeiro “filtro” rumo à canonização.

“Todo cristão pode propôr o nome de alguém, mas geralmente os nomes são propostos por dioceses, comunidades religiosas de homens ou mulheres ou grupos de leigos”, disse  Gerardo Sanchéz, juiz supremo para as Causas dos Santos do arcebispado da Cidade do México. “Em primeiro lugar, a história do candidato é analisada, incluindo depoimentos de pessoas que conviveram com ele. Em seguida, o bispo pergunta às outras dioceses do país se o caso deve ser aberto. E depois disso a petição segue a Roma onde recebe o nihil obstat, uma espécie de certificado de que não há obstáculos insuperáveis que tornem impossível o início do caso”.

Após esta etapa, a primeira das duas etapas do processo de canonização, começa a “fase diocesana”, que, uma vez concluída, dá lugar à “fase romana”.

Na fase diocesana, o bispo do local que indicou o nome para a canonização forma um tribunal ou comissão de investigação, que estuda em detalhes a história do indivíduo, de sua família e do contexto em que ele viveu.

“Se for um caso atual, de 30 anos para cá, é preciso haver citação de testemunhas. Se for um caso histórico, o processo se baseia em documentos históricos”, diz Gerardo Sánchez. “Por fim, os documentos são transferidos a Roma para o início da fase romana. Um relator é nomeado pela Igreja para estudar a documentação e elaborar uma positio, espécie de tese de doutorado na qual deve expor argumentos que demonstrem que a pessoa viveu heroicamente as virtudes da fé.”

Milagres

Para concluir o processo de canonização, a Igreja pede a comprovação de dois milagres atribuídos ao possível santo. No entanto, o papa pode dispensá-lo desta condição. Isso aconteceu, por exemplo, com João 23, que nomeou São Francisco com apenas um milagre reconhecido.

De acordo com Santiago Blanco, os “mártires” também estão isentos dessa premissa, uma vez que, segundo a Igreja, eles “morreram como resultado de sua fé”.

A verificação de um milagre é talvez um dos problemas mais complexos e controversos para a Igreja. Ela acontece em um processo separado, mas também em duas fases, uma na diocese que indicou o nome do candidato e uma em Roma.

A fase romana inclui a revisão do caso por um tribunal médico e por outro, de peritos teólogos, antes que uma comissão de bispos e cardeais faça sua avaliação. “Se o parecer for favorável, cabe apenas ao Santo Padre assinar o decreto de canonização”, diz Blanco.

O que significa ser santo?

Ao ser canonizada, a pessoa é considerada um modelo para a Igreja em todo o mundo. Enquanto o culto dos beatos é local, o dos santos pode ser exercido em qualquer lugar.

“Teologicamente, (a canonização) significa que podemos garantir sem risco de errar que essa pessoa está nos céus”, disse Fermín Labarga, professor de Direito Canônico na Universidade de Navarra, na Espanha. “Ao canonizar, o papa exerce a sua infalibilidade (dogma da Igreja segundo o qual o papa não se engana em questões de fé e moral). Não resta dúvida de que isto é um fato do ponto de vista da fé”.

 

 

 

Fonte:

BBC

Operação Lava Jato e Operação Mãos Limpas

Moro e Di Pietro

A Operação Mãos Limpas ou Mani pulite foi uma investigação judicial de grande envergadura na Itália, deflagrada em 1992, com uma denúncia do dono de uma empresa de materiais de limpeza ao procurador da República Antonio Di Pietro. O pequeno empresário contou-lhe que, ao perguntar sobre qual o procedimento para se tornar fornecedor de um asilo em sua cidade, um funcionário lhe disse que seria melhor oferecer um “agrado” ao gestor da instituição. Após ouvir o relato, Di Pietro decidiu verificar a história. Em uma visita inesperada ao escritório de Mario Chiesa, integrante do Partido Socialista Italiano (PSI) e administrador do asilo Pio Albergo Trivulzio, foram encontrados US$ 6 mil de origem ilícita. Ali iniciava a saga que descobriria uma série de desmandos do governo.

O interesse da população era a última motivação dos investigados ao exercerem suas funções públicas.

Não demorou para que um dossiê mostrasse o envolvimento de Bettino Craxi, um dos cardeais do PSI e o primeiro socialista a ocupar o cargo de primeiro-ministro do país, entre 1983 e 1987. Craxi era o principal operador do esquema, que abastecia o partido com dinheiro ilegal, cobrando propinas de prestadoras de serviços do governo e construtoras interessadas em obras públicas.  Os valores recebidos: entre 1985 e 1992, uma construtora pagou US$ 800 mil ao ano para ser favorecida, e as licitações para a construção do metrô de Milão renderam, ao menos, US$ 10 milhões ao político.

Durante as investigações, vários acusados cometeram suicídio. Ex-presidente da estatal ENI, Gabriele Cagliari se matou em 20 de julho de 1993. Ele estava em prisão preventiva por ser testemunha-chave do caso e tinha admitido o pagamento de US$ 12,6 milhões a políticos. Três dias depois, Raul Gardini atirou contra a própria cabeça dentro de casa. O empresário que comandava a Montedison, uma das maiores indústrias químicas da Itália, mantinha ligações com pessoas influentes para favorecer seus negócios. Auditorias estimavam um rombo de até US$ 450 milhões no orçamento da empresa, que era usada para pagar propina.

Mas a caçada aos corruptos empreendida por juízes levaria um golpe ainda em 1993. Em 7 de setembro desse ano, veio a notícia de que o juiz Diego Curtó, do Tribunal de Milão, tinha embolsado US$ 200 mil para favorecer um banco. Em depoimento, o banqueiro Vicenzo Palladino revelou o envolvimento de Curtó, um dos mais atuantes na Operação Mãos Limpas. Outra baixa atingiria o Judiciário pouco tempo depois. Antonio Di Pietro, na época o representante da Justiça mais famoso no país, anunciaria sua saída da Mãos Limpas em dezembro de 1994. Quando a Fininvest, empresa pertencente a Silvio Berlusconi (que havia sido primeiro-ministro entre 1994 e 1995), foi apontada por corromper fiscais da Receita Federal italiana, o trabalho do juiz começou a sofrer ataques e pressões, que provocaram sua transferência para outro tribunal.

A população protestou nas ruas, mas os processos seguiram sem ele.

Silvio Belusconi

Silvio Belusconi

A operação Mãos Limpas se baseava também na delação premiada. Mas, no Brasil, a figura do colaborador na Itália não se configura da mesma maneira. Essa técnica de investigação surgiu na Itália e serviu principalmente para combater a Máfia e o terrorismo, mas não cancela a pena. A Itália não prevê benefícios para quem colabora no campo da corrupção, mas podem ser concedidas atenuantes genéricas, ou um acordo para reduzir a pena. Já no Brasil, os benefícios variam de perdão judicial, redução da pena em até 2/3 e substituição por penas restritivas de direitos.

Talvez a consequência mais importante da operação na Itália tenha sido a implosão do sistema político vigente. Vários partidos tradicionais foram praticamente extintos,  mas emergiram duas forças poderosas: o partido populista Forza Italia, do milionário Silvio Berlusconi, que entrou na política para salvar a si mesmo e ao seu império em perigo, depois da queda do seu protetor político, o líder do partido socialista Bettino Craxi. Surgiu também a Liga Norte, um grupo conservador, xenófobo e separatista do norte da Itália que queria a independência do país.

O debate politico foi tomado, por um lado, pelo populismo de Berlusconi, magnata da mídia, proprietário de jornais e redes de televisão e do clube de futebol Milan. Foi apontado como sendo o homem mais rico da Itália. Do outro, pela intolerância da extrema-direita da Liga Norte. Aproveitando que a esquerda italiana já estava em crise desde a queda do Muro de Berlim, as coalizões de governo no país se tornaram mais difíceis. Esse sistema durou de 1994 à 2011, quase 20 anos, nos quais Berlusconi, o homem mais poderoso da Itália, entrou em guerra contra o Judiciário e transformou a dialética política numa questão pessoal.

A operação Mãos Limpas durou cerca de quatro anos e se esfarelou por uma série de fatores, dentre os quais a morosidade da Justiça, o tempo de prescrição dos crimes e, principalmente, o apoio popular. Um ex-promotor público da Mãos Limpas, Gherardo Colombo, numa recente entrevista, explicou que, no começo da operação, as pessoas faziam filas para denunciar casos de corrupção.

Quando eles começaram a descobrir que se tratava de um fenômeno ramificado, no qual até o pequeno comerciante pagava uns trocados ao fiscal para não revelar a sua contabilidade em desordem, o apoio popular foi se perdendo. Resultado: até hoje a corrupção na Itália não foi eliminada. Hoje, emergem novos escândalos, não mais de financiamento ilícito dos partidos, e sim dos indivíduos.

Mas foi uma operação que marcou a Itália. Na primeira oportunidade, os italianos apearam do poder políticos de partidos tradicionais, tanto nas eleições para o Parlamento quanto para as prefeituras. O país sentiu a economia no custo das obras — sem os valores destinados a subornos, houve uma redução de cerca de 50% nos preços.

Mas os benefícios imediatos se perderam. Craxi não foi preso e ficou exilado na Tunísia até a sua morte, em 2000, e Silvio Berlusconi voltou a ser premier do país entre 2001 e 2011, mesmo respondendo a mais de 20 processos.

A corrupção ainda afeta os cofres públicos e a iniciativa do Judiciário foi esquecida pela população, perdida em meio a tantas investigações e ações judiciais.

Assim como a Mãos Limpas, a Lava Jato não garante que o país será melhor no futuro: mostra só que o passado era pior do que se pensava.

 

 

 

Fontes:

O Globo

Wikipedia

BBC

Folha de S. Paulo

 

Quem matou o papa João Paulo l?

Outro dia, assisti pela enésima vez a obra-prima de Francis Ford Coppola, “O Poderoso Chefão”.

hj9r7   É uma obra densa, brilhante, onde tudo se combina perfeitamente numa química raramente conseguida: atores, roteiro, direção, cenografia, trilha sonora, cenários e locações… Mas o ponto aqui não é falar sobre os filmes, e sim sobre um evento retratado na parte 3 da saga e que mostra o assassinato do Papa. Para quem não se lembra do que aconteceu, farei um breve resumo:

No filme, o cardeal Lamberto é eleito o novo pontífice com o nome de João Paulo I, e imediatamente ordena uma investigação nas atividades do Banco do Vaticano, além de exigir uma reunião com o diretor executivo do Banco. Esse homem e outros envolvidos em corrupção e desvio de dinheiro, como o cardeal Lucchesi, tramam a morte do novo Para, envenenando seu chá.

Raf Vallone como o Cardeal Lamberto em

Raf Vallone como o Cardeal Lamberto em “O Poderoso Chefão III”

A inspiração para essa sequência veio das inúmeras teorias da conspiração que cercaram a morte súbita do verdadeiro Papa João Paulo I, Albino Luciani. Assim como no filme, Luciani foi descoberto morto em sua cama em 1978, apenas 33 dias depois de sua eleição para o pontificado. A mais recorrente dessas teorias era aquela que garantia que ele havia sido morto por planejar investigar e reformar a estrutura do Banco do Vaticano…

Pois bem, isso me voltou à mente por conta das recentes manifestações no Papa Francisco, entre elas a sua intenção de reformar diversas instituições do Vaticano e sua mensagem para a Cúria, acusando os cardeais de sofrerem de “Alzheimer espiritual”, dentre outras “doenças”. Fiquei pensando: “E se o Papa Chico for vítima de uma conspiração? Afinal, ele está mexendo num vespeiro, como fez seu antecessor…”

Fui investigar a teoria conspiratória mais difundida sobre a morte de João Paulo I, a do envenenamento, imaginando que seria mais parecida com um roteiro rocambolesco de “Arquivo X”, mas ela, de fato, parece bem fundamentada. Vejam o que apurei:

João Paulo I

João Paulo I

A “pergunta que não quer calar” desde a morte daquele homem de 65 anos é: que interesses esse Papa teria ameaçado contrariar?

Segundo os adeptos da teoria conspiratória, Albino Luciani teria sido eleito pelos conservadores da Cúria simplesmente para cumprir ordens dos poderosos cardeais. Mas, ao demonstrar carisma, liderança e, principalmente, disposição para reformar os quadros e interferir no comando do Banco do Vaticano, teria despertado o receio desse grupo de prelados.

O diretor executivo do Banco do Vaticano, Paul Marcinkus, seria um dos primeiros prejudicados por João Paulo I. Sua exoneração traria à tona extensas negociatas com a Máfia Italiana e a Maçonaria. Marcinkus era notoriamente próximo do presidente do Banco Ambrosiano de Milão, Roberto Calvi, que por sua vez era amigo do advogado e financista siciliano Michele Sindona. Os três mantinham relações com Lício Gelli, outro financista que controlava a loja maçônica P2, a qual teria se infiltrado no Vaticano.

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Os poderosos chefões que comandavam a grana do Vaticano, da esquerda para a direita em sentido horário: Licio Gelli, Roberto Calvi, Marcinkus e Michele Sindona. “A Igreja não se governa com ave-marias”, afirmou um dia Paul Marcinkus. Envolvido no escândalo do Banco Ambrosiano, que era ligado às finanças do Vaticano, Marcinkus morreu em 2006 de causas naturais, aos 84 anos de idade. O escândalo em que se envolveu causou um prejuízo de 1 bilhão de dólares pela quebra do Banco Ambrosiano de Milão, ocorrida em agosto de 1982, quando o banco foi declarado insolvente pelo governo italiano, após terem descoberto esse rombo gigante. O Vaticano possuía 16% do capital do Ambrosiano. As investigações da falência do banco trouxeram à tona outras operações nebulosas, pagamentos obscuros à loja maçônica P2 e, aparentemente, desvio de fundos para uso particular. Dois outros envolvidos no escândalo foram assassinados: Michele Sindona e Roberto Calvi. Michele Sindona, apelidado de “banqueiro da Máfia”, foi envenenado na prisão, ao tomar o café da manhã e apesar de ter cela individual e vigiada 24 horas. Roberto Calvi apareceu enforcado numa ponte sobre o Tâmisa. Descobriu-se depois que ele já estava morto e o enforcamento era simulação. Quando da quebra fraudulenta do Banco Ambrosiano, Marcinkus só não foi preso pela Justiça italiana pois tinha imunidade eclesiástica (isso não lembra a imunidade de nossos parlamentares?).  Quanto a Licio Gelli – que foi informante da Gestapo na II Guerra Mundial – está com 95 anos e em prisão domiciliar em sua villa na Toscana…

Existem diversas contradições que envolvem a morte do Papa e que até hoje não foram esclarecidas.  A mais intrigante é sobre o horário em que um carro do Vaticano apanhou em suas casas os embalsamadores Renato e Ernesto Signoracci: às 5h da manhã. Acontece que há duas versões oficiais sobre o horário em que o corpo foi encontrado: uma, às 5h30. Outra, às 4h30. A causa oficial da morte também nunca foi esclarecida. Segundo alegou o Vaticano, as leis canônicas impediam que a autópsia fosse realizada.

A versão oficial da Igreja diz que o corpo do Papa teria sido encontrado pela freira Vincenza, que o servia havia 18 anos e que sempre lhe deixava o café todas as manhãs. Naquele fatídico dia, no entanto, ela ficara espantada com o fato de o Papa não ter respondido ao seu “Buongiorno, Santo Padre” (Bom-dia, Santo Pai); desde os tempos de padre em Veneza, ele nunca dormira além do horário. Notando uma luz acesa por trás da porta, ela entrou nos aposentos do Papa e encontrou-o de pijama, morto na cama, com expressão agonizante. Seus pertences pessoais foram de imediato removidos pelo cardeal Jean Villot,  então secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo, e que também estaria envolvido nos escândalos do Banco. Entre esses pertences que sumiram, estavam as sandálias, supostamente manchadas com vômito – um sintoma de envenenamento.

O Camerlengo com o Papa. Aquele tirando o solidéu e sorrindo, não sei quem é…

A digitalina (veneno extraído da planta com o mesmo nome) é citada como a droga usada para pôr fim ao pontificado de João Paulo I. Essa toxina demora algumas horas para fazer efeito e uma dose mínima, acrescentada à comida ou à bebida do papa, passaria despercebida e seria suficiente para levar ao óbito. E teria sido muito fácil, para alguém que conhecesse os acessos à cidade do Vaticano, penetrar nos aposentos papais e cometer um crime dessa natureza.

Segundo o Vaticano, a morte do papa estaria “possivelmente associada com infarto do miocárdio”. Para alguns, João Paulo I teria sido vítima das terríveis pressões características de seu cargo, e que não tendo como suportá-las, veio a perecer. De todo modo, o camerlengo é o principal suspeito de ter cometido o envenenamento. Ou, pelo menos, de ter acobertado o suposto crime. Segundo investigações posteriores, os passos do cardeal Jean Villot nas horas que se seguiram à morte de João Paulo I foram altamente suspeitos.

Jean Villot morreu de causas naturais em Roma, em 1979.

Jean Villot morreu de causas naturais em Roma, em 1979.

Como foi dito acima, diversos objetos pessoais do Papa sumiram, levados por Villot. Mais tarde, um Dr. Buzzonati (não o Professor Fontana, chefe do serviço médico do Vaticano) chegou e confirmou a morte, sem fornecer um atestado de óbito. O Dr. Buzzonati atribuiu a morte a um infarto agudo do miocárdio (ataque de coração). Por volta das 6 e meia da manhã, uma hora e meia depois dos embalsamadores chegarem, Villot começou a dar a notícia aos demais cardeais.

Villot fez os acertos para que o embalsamamento se fizesse naquela manhã, e insistiu que nada de sangue fosse drenado do corpo, e nenhum dos órgãos, tampouco, deveria ser removido. Sabe-se que uma pequena quantidade de sangue teria sido mais do que suficiente para que um perito médico estabelecesse a presença de qualquer substância venenosa…

No final daquela manhã, o apartamento do Papa estava limpo e todas as roupas, anotações e cartas foram levados.

Como as alegações e suspeitas de assassinato chamaram a atenção mundial, a Cúria iniciou uma campanha contra essas acusações, e a justificativa era de dar apoio às declarações de Villot, que foram:

O que ocorreu foi um trágico acidente. O Papa inadvertidamente tomou uma overdose de seu medicamento. Se fosse feita uma autópsia, obviamente seria indicada esta fatal overdose. Ninguém acreditou que sua santidade não o havia feito acidentalmente. Alguns alegaram suicídio, por conta das pressões do papado. Concordou-se que não haveria uma autópsia, pelas leis canônicas.”

Assim, o álibi do Cardeal Villot foi que o Papa João Paulo I tomou uma overdose de seu próprio medicamento para pressão arterial (Effortil). Esse álibi intencionalmente deu lugar à especulação de suicídio, tirando a atenção da suposta verdadeira causa da morte de João Paulo I: haver sido envenenado por um membro da Secretaria de Estado (departamento do Cardeal Villot).

O que há por trás dos muros do Vaticano?

vaticano

 

Os mais curiosos elevadores do mundo

As primeiras informações de deslocamentos verticais ascendentes de que se tem notícia remotam ao início da terceira dinastia (2788 a.C.) no Egito, com a construção da primeira pirâmide de pedra conhecida. Na mesma época, primitivos aparelhos já eram utilizados pelos sumérios na Mesopotâmia para a construção de templos gigantescos, os zigurates (sobre os quais falei aqui: https://otrecocerto.com/2013/09/16/nao-confunda-a-sumeria-com-a-cimeria/). Durante a IV dinastia do Egito, por volta de 2580 a.C., foram construídas as grandes pirâmides na Planície de Gizé, nas quais existem marcas de ganchos indicando a utilização de máquinas de elevação.

O arquiteto romano Vitruvius teria construído um elevador para transporte de pessoas no século I a.C., e a elevação era obtida utilizando-se um contrapeso, que subia e descia sob o controle de uma roldana movida por uma manivela do lado de fora da plataforma. Parece que esses elevadores foram utilizados nas casas romanas com vários andares, onde teriam sido operados por escravos.  Séculos depois,  o rei Luís XV mandou instalar, em 1743, no Palácio de Versalhes, um elevador que ligava os seus aposentos ao de sua amante, madame de Châteauroux, no andar de baixo.

O primeiro elevador de passageiros em uso comercial foi inaugurado em março de 1857,  numa loja  de departamentos de cinco andares em Nova York.

Os primeiros elevadores demoravam entre 2 a 3 minutos para subir 8 andares. Hoje, existem elevadores que percorrem 100 andares em 1 minuto. E os elevadores mais curiosos do mundo são:

O do Burj Al Khalifa, em Dubai (o prédio mais alto do mundo) viaja a 65 km/h, e você vai em um minuto do térreo ao 124º andar. É verdade, eu estive lá e conferi, é impressionante!

Há ainda o Aqua Dom, no meio do Radisson Hotel de Berlim. É um aquário gigante e, no meio do tanque, circula um elevador com paredes transparentes.  Dentro deles, os visitantes podem admirar toda a beleza da vida marinha durante uma viagem que dura cinco minutos.

 Há um bar-elevador! Esse Rising Tide Bar fica no maior navio do mundo, o Oasis Of the Seas. É um bar flutuante que leva 35 passageiros e a viagem pelos 16 andares do navio leva oito minutos.

Em Osaka, no Japão, foi instalado um elevador com capacidade para 85 pessoas! É que os escritórios da empresa funcionam apenas a partir do décimo quinto andar do prédio, obrigando um número razoável de empregados a subir do térreo até lá praticamente no mesmo horário. Depois da instalação da cabine, o problema foi solucionado e não há mais desculpas para atrasos.

Esse é bem curioso: um elevador para bicicletas! Foi instalado em Trondhein, Noruega, há mais de 20 anos, para ajudar os ciclistas a subir uma enorme ladeira.

Finalmente, o elevador panorâmico mais alto do mundo, que fica em Bailong, China. Tem 172 metros de altura!

As 10 mais belas cidades do mundo

Depois das 10 mais feias cidades do mundo, o site U City Guides elegeu as dez cidades mais lindas do planeta. Percebi que ainda tem muitas na lista que preciso conhecer… Confira:

10 – Bruges

Localizada a noroeste da Bélgica, a cidade é conhecida principalmente pelos seus canais que fazem com que seja conhecida como Veneza do Norte. Os pontos principais da cidade a serem visitados são o prédio da prefeitura, o Groeninge Museum, a torre medieval Halletoren, a Igreja Carmelita e o portão medieval da cidade, o Ezelpoort.

9 – Budapeste

Capital e maior cidade da Hungria, conhecida pelo apelido Rainha do Danúbio. Budapeste surgiu exatamente da união entre as cidades de Buda e Peste, uma de cada lado do rio Danúbio e desde 1873 se tornou uma só.  Quem conhece ficou fascinado pela exuberante arquitetura. Preciso visitá-la.

8 – Roma

A capital da Itália recebeu o oitavo lugar. É uma das principais cidades quando falamos em História Mundial, nela está localizado o Coliseu (se bem que o cheiro de xixi ao redor dele é insuportável) e inúmeras ruínas e monumentos. Mas gosto muito da região do Trastevere. Em seu interior também se localiza a Cidade do Vaticano.  

7 – Florença

Localizada na região da Toscana na Itália, a cidade que é sinônimo da Renascença é citada por muitos como a mais bonita do mundo, e aqui ela ficou com a sétima posição na frente da capital Roma e atrás de uma outra cidade italiana. Um dos passeios imperdíveis é a Galleria dell’Accademia, museu onde se encontra a famosa escultura David de Michelangelo.

Florence

6 – Amsterdam

Capital da Holanda, é uma das minhas favoritas e das mais charmosas que já fui. Uma das curiosidades sobre a cidade é que ela está situada em uma região abaixo do nível do mar, por isso tiveram que ser construídos os famosos canais. E andar de bicicleta por ali é imperdível.

Amsterdam

5 – Rio de Janeiro

A representante brasileira da lista não fez feio e ficou com quinta posição. Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no exterior e também a mais visitada por turista estrangeiros. O Rio, apesar de todos os problemas que conhecemos bem,  é… O Rio.

Rio de Janeiro

4 – Lisboa

A capital portuguesa consegue o quarto lugar na lista. As regiões da cidade mais procuradas pelos turistas são a Baixa Pombalina ou Baixa de Lisboa, Santa Maria de Belém, Chiado e o Bairro Alto. Com uma temperatura média anual de 20° C a cidade tem muito a oferecer em cultura e gastronomia.

Lisbon

3 – Praga

A medalha de bronze ficou com a capital da República Checa. A cidade de Praga é bastante citada quando se pergunta qual a cidade mais bonita do mundo. Os pontos mais procurados pelos turistas são o Portão de Pólvora, a Catedral de Nossa Senhora de Týn, o Relógio Astronômico, o Castelo de Praga e o Museu Narodn.

Prague

2 – Paris

Conhecida como Cidade Luz, a capital Francesa ficou na segunda colocação e vai muito além da Torre Eiffel.  Paris tem a Opera de Paris, o Champs Elysées, Montmartre, o Louvre, o passeio pelo Sena,  a Place des Voges, a Notre Dame… Mas, para mim, a melhor forma de visitar a cidade é andar a pé e fuçar os cantos e as ruazinhas apertadas…

Paris

1 – Veneza

A primeira posição vai para Veneza. Ela parece um cenário, cada edifício e cada construção é uma obra de arte de tirar o fôlego. Ela não se parece com nenhuma cidade da Itália, e acho que com nenhuma cidade do mundo. Uma cidade flutuante, erguida no meio de um lago, com ruas aquáticas onde veículos (ambulâncias, carros funerários, ônibus etc.) são barcos, tudo circundado por vielas, becos, pontezinhas e praças com todos aqueles dourados. e surpreendentes detalhes escondidos em sua arquitetura.

Veneza é muito mais que cafés caros, gôndolas e um fedor terrível no verão (parece que estão saneando os canais… Estava na hora…). É impossível não lotar sua máquina fotográfica com centenas de fotos!

Venice

 

E tem aquela cidade que, de tão bela, não se encaixa em nenhuma classificação – capital cultural, capital dos esportes aquáticos, capital da gastronomia, centro financeiro global… Ela é tudo isso e muito mais: Birigui.

Pujante metrópole do Oeste paulista, terra natal de grandes personalidades das artes e da ciência, como Reynaldo Gianecchini,  Albert Einstein e Brad Pitt, a cidade ainda é berço de um dos maiores pensadores da humanidade, ao lado de Sófocles e, dizem, Valesca Popozuda: Júlio de Andrade Filho, ou simplesmente Julinho.  Fundador da Rádio Tupã com seu irmão caçula, rádio essa que foi o primeiro veículo de comunicação do mundo a transmitir ao vivo um ataque de Comanches no bairro da Aclimação, na capital do Estado, Julinho publicou diversos artigos que despertaram a atenção mundial, como “A Influência do asfalto na plantação da batata-doce na Nigéria”. Este artigo ajudou o físico inglês Stephen Hawking a conceber sua teoria sobre os buracos-negros.

Birigui é também conhecida por ser um polo industrial de calçados. Foi de lá, por exemplo, que veio o tênis gigante (abaixo)…

… que calçou o pé gigante do seriado “Lost”.

Birigui, tudo que há de bom tem aqui!